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Puck na cara #7 – Top 30 Goal Horns

Puck na cara #7 – Top 30 Goal Horns

Olá caros leitores do Puck Brasil, @lucas_flames aqui e sejam bem vindos a mais uma edição do Puck na Cara, dessa vez um pouco diferente. Vamos fazer um top 30 aqui, sobre uma das coisas que mais gosto na atmosfera das arenas de hóquei: as goal horns.

Eu tenho nutrido um gosto muito grande pelas horns, tendo até colocado a horn do Flames como alarme do telefone, e como estamos na offseason, sem muita coisa acontecendo na NHL, pensei: por que não?

As horns vão ser avaliadas pelo som da sirene, música e pelo som na arena. Todos os vídeos são do canal Famous Goal Horns, do Youtube. Sem mais delongas, vamos a lista!

 

#30 – New York Islanders

Torcedores do Isles, culpem o Barclays Center por isso. A horn do Isles é considerada a pior da liga dentro de uma arena, e faturou o troféu lanterninha do nosso rank. Uma pena, pois adoro Crowd Chant como goal song.

#29 – Carolina Hurricanes

Essa horn é considerada por muitos como pior até que a do Islanders. Parabéns, Hurricanes. #SQN

#28 – Winnipeg Jets

Pessoalmente acho essa horn muito estridente (além do normal, quero dizer) e  também, a musica não combina em nada com o time. VOLTA HELL YEAH.

#27 – Edmonton Oilers

Juro que não é meu clubismo atuando aqui. A música é bem legal, por sinal, mas a horn é tão gritante quanto a do Jets.

#26 – Colorado Avalanche

Por favor, voltem com aquela horn que parecia alarme de avalanche. Era tão legal… (Para quem não se lembra, foi usada de 2000 a 2003).

#25 – Buffalo Sabres

Essa horn é bem “meh”. Podia ser bem melhor.

#24 – New Jersey Devils

Goal Song até legalzinha, mas não o suficiente para chegar mais no topo da lista. Poderia ser pior se não tivesse o “YOU SUCK” da torcida.

#23 – Washington Capitals

Essa sirene de polícia no meio da horn… eu não consigo gostar de forma alguma. Se não fosse isso, estava no top 15.

#22 – Philadelphia Flyers

Horn semelhante e goal song igual a de Tampa Bay, a diferença que a do Bolts é melhor.

#21 – Ottawa Senators

Essa versão eletrônica de Song 2 não me desse pela garganta. Fica melhor quando usam a versão original no throwback thursday.

#20 – Vancouver Canucks

Só está aqui por causa de Holiday. Com as outras songs é horrível.

#19 -Detroit Red Wings

A horn é boa, mas a música não empolga tanto a torcida na minha opinião.

#18 – Montreal Canadiens

Acho legal ter a música em francês, devido a localização do time, lembrando que em Quebéc se fala francês. Allez Montreal!

#17 – Boston Bruins

Até certo ponto, icônico, mas superestimada. Não deixa de ser legal.

#16 – Los Angeles Kings

Kings marca, soa a horn e começa com I Love LA. Parece ser ruim, mas de repente a musica se adequa a atmosfera da torcida. 16º lugar está bom para a horn do Kings, fechando a primeira metade da lista.

#15 – Dallas Stars

Abrindo o Top 15. A horn é boa, a torcida gritando o nome do time é legal também. 15º lugar para eles.

#14 – Florida Panthers

Gosto bastante dessa horn. Mas não consigo não pensar na imitação de onça do Serjão Berranteiro quanto se ouve o rugido durante a goal song.

#13 – San Jose Sharks

Um clássico das músicas de torcida. Boa escolha para o Sharks. 14º lugar para eles.

#12 – Arizona Coyotes

Esse uivo após a horn é bem simpático, e a música combina com o time. Howling for You é uma boa.

#11 – Minnesota Wild

Boa horn no geral. Merece o 11º lugar.

#10 – Columbus Blue Jackets

UM PUTA CANHÃO NO MEIO DA HORN. Como não gostar? Abre o top 10!

#9 – Toronto Maple Leafs

OOOOOH OOOOOOH OOOOOH GO LEAFS GO!

#8 – Nashville Predators

Começa com música country, o que combina com Nashville, mas a participação da torcida na segunda parte é a essência do time.

#7 -St Louis Blues

When the Blues Go Marching In, histórico e combina com o time.

#6 — Tampa Bay Lightning

Bobinas de Tesla durante a horn, genial. Como disse antes, uma versão melhorada da horn do Flyers.

#5 – Calgary Flames

YEEEEEEEEAH, I’M ON FIRE! A horn combina demais com o time, a música também. Essa combinação vale demais o top 5.

#4 -Chicago Blackhawks

CHELSEA DAGGER! Essa música é excelente e a horn muito boa. 4º lugar pra eles

#3 -Pittsburgh Penguins

LET’S GET A PARTY STARTED! Combina bastante com a festa que os torcedores do Penguins fazem a 2 temporadas. PARTY HARD!

#2 -New York Rangers

Esse riff de guitarra com a participação da torcida chega a dar arrepios de tão boa.

#1 -Anaheim Ducks

Unica coisa boa do time. Brincadeiras a parte, acho a música a melhor atualmente. Bem cativante. A horn também é excelente. Primeiro lugar da lista para o Ducks.

Chegamos ao fim do Top 30. Vocês fariam alguma mudança? Qual é o top 10 de vocês, caros leitores? Comentem, opinem, e, mais importante, cornetem! Grande abraço e até o próximo Puck na Cara!

Puck na cara #5 – Stanley Cup Playoffs #2 e A Grande Final

Puck na cara #5 – Stanley Cup Playoffs #2 e A Grande Final

Olá caros leitores do Puck Brasil! No dia em que se inicia a final, depois de ter falhado miseravelmente nos palpites da primeira rodada e sofrer com a famosa falta de tempo, eu, Lucas Mendes, estou aqui de volta pra falar sobre os amados playoffs da NHL, mas antes de tudo, quero mandar um TANKA MAIS pro meu caro amigo Canuck, Andrei Henrique.

Embora esses playoffs estejam levemente manchados por erros crassos de arbitragem, que definiram o andamento de algumas séries, tivemos duas ENORMES surpresas, uma pipocada que todo mundo espera (alô Capitals), além da volta dos canadenses, que ficaram fora na última temporada, chegamos ao clímax, a grande final, onde um time chorará, e outro alcançará a glória máxima do hóquei, inclusive, podendo ser um campeão inédito.

Destrinchando um pouco, vamos falar primeiro da conferência Oeste, onde tivemos a maior surpresa talvez da história da NHL. Quem, em sã consciência apostaria que o último time a se classificar aos playoffs anularia totalmente e varreria o melhor time classificado em sua conferência? Sério, aplausos de pé para o Nashville Predators. Enquanto isso, o Chicago Blackhawks ficou só na espera de #OneGoal em casa. No outro lado dessa chave, tivemos outra varrida, mas nesse caso, teve muita polêmica. O Ducks varreu o Flames sim, mas erros de arbitragem nos três primeiros jogos colocaram em dúvida o resultado da série. Ainda nesse lado, tivemos o Oilers vencendo uma série de playoffs depois de 800 anos em rebuild e tank. Na segunda rodada ainda tivemos Ducks vencendo jogo 7 em casa (!!!) e o Predators vencendo o Blues. Na final de conferência, vimos o Predators chegando na grande final pela primeira vez na história. Smashville tem plenas condições de festejar como nunca visto antes. Só precisam de mais 4 vitórias.

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PK e Nashville estão como predadores em busca da taça. (Foto: Frederic Breedon/Getty Images)

Do lado leste, quem apostava no Ottawa Senators? Passando pelo Bruins e pelo Rangers, que eliminou Carey Price e cia na primeira rodada (PK Subban está assim: minha ex tá bem, só não está melhor que eu), mas parou no 2º overtime do jogo 7 na final de conferência contra o Penguins, que passou da sensação Blue Jackets e mais uma exaustiva vez, contra o time da pipoca anual, o Washington Capitals (Ovie nunca vai ganhar uma Stanley Cup mesmo, infelizmente) que tinha vencido o Toronto Maple Leafs, com sufoco. O Penguins volta a final e vai defender seu título, querendo levantar a Stanley pela 5ª vez.

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O olhar de quem quer levantar mais uma taça. (Foto: NHL)

O Penguins vem com certo favoritismo nessa final, pelo fato de ser um time mais acostumado com finais e mais experiente nos playoffs. Do outro lado, o Predators vem com o apoio imenso da torcida, que parece uma torcida sul-americana em jogo de libertadores, além de ter um baita goleiro em Rinne, uma defesa extremamente sólida liderada pelo negro maravilhoso PK Subban, sem falar no bom ataque.

A defesa deve ser o fator desequilíbrio, o que pode decidir o campeão nessa final. O Penguins sofreu bastante com erros defensivos nesses playoffs e precisa que seus 3 pares joguem de maneira sólida, evitando erros e impedindo o bom ataque de Smashville.

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Quem comemora? Quem chora? A final começa HOJE (29/05)! (Foto: NHL)

Mas, cá entre nós, temos uma certeza. A Stanley Cup desse ano, com certeza será amarela.

Impressões Sobre a Segunda Fase dos Playoffs da NHL

Impressões Sobre a Segunda Fase dos Playoffs da NHL

Mais uma fase está nos livros de História, oito times estavam vivos na disputa da Stanley Cup, agora apenas quatro são candidatos a erguer o santo Graal do hóquei sobre o gelo na temporada 2016-17. Como sempre, tivemos corações partidos, heróis improváveis aparecendo, o improvável e o que se tinha como impossível, aconteceu. Nada de novo em se tratando desse esporte, mas ainda sim fomos surpreendidos, ou, em alguns casos, vimos a história se repetir como se fosse Karma.

Vamos abordar, como feito anteriormente, série a série:

Ottawa Senators 4-2 New York Rangers Surpresa? Sim de certa forma, e fica mais surpreendente pelos contornos tomados na série. O New York Rangers liderou a maior parte do tempo e ainda sim perdeu a série, apenas no sexto jogo o Ottawa Senators saiu na frente. Aqui foi uma série decidida pela força mental e, por outro lado, perdida pelos mesmos erros cometidos repetidamente.

Se essa série teve um nome, esse nome foi Jean-Gabriel Pageau, Pageau fez 4 gols, incluindo o de empate e da vitória, no jogo 2 da série, fez o gol da vitória no jogo 5 e ainda selou o destino no jogo 6. Nada de Karlsson, Ryan, Turris ou Hoffman, que fizeram seu papel dentro do esperado, Pageau foi o herói improvável na série. Por outro lado, o time de Nova Iorque apresentou muitos problemas, muitas falhas, tanto sobre segurar placares nos momentos decisivos do jogo, quanto motivacionais, Mats Zuccarello após o jogo 6 comentou que os próprios jogadores haviam desanimado em um momento do jogo, quando o Rangers estava atrás do placar e precisava buscar uma virada para sobreviver. Por outro lado, na batalha dos técnicos, Guy Boucher soube motivar e organizar seus comandados nos momentos de dificuldade, Alain Vigneault não, por esse motivo, junto aos outros citados e talvez até outros mais, o Ottawa Senators acabou surpreendendo e derrubando o favorito.

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O aperto de mãos simbolizando o final do sonho de um e a continuidade do sonho de outro (Foto: Frank Franklin II/The Associated Press)

Washington Capitals 3-4 Pittsburgh Penguins Mais uma vez o Washington Capitals chega a segunda fase na pós-temporada, mais uma vez sua temporada termina nessa fase. Parece ser kármico, mas Alexander Ovechkin nunca passou dessa fase, não importa o quanto o time ao redor dele seja forte, mas o adversário parece sempre destinado a vencer.

Nessa série o Washington Capitals disparou mais ao gol, mas o Pittsburgh Penguins conseguiu criar mais perigo, o time de Pittsburgh foi o segundo que conseguiu criar mais chances de disparo sem bloqueio no 5 contra 5 (High Danger Score Chances ou HDSC) tomando como base a fase anterior, enquanto o Capitals foi apenas o décimo na primeira rodada dos playoffs (Fonte – em inglês ). Não basta ter o puck, não basta disparar a esmo, tem que criar chance de perigo real, tem que fazer o goleiro adversário trabalhar de verdade, tem que dar espaço real para suas armas fazerem a diferença. E foi isso o que o Penguins fez, isso que o Capitals falhou em fazer. Aquele que conseguiu usar melhor suas armas venceu, mais uma vez o Washington Capitals caiu em um jogo 7 para o Pittsburgh Penguins, mais uma vez essa foi a barreira intransponível para Alexander Ovechkin. Como diria o poeta: Karma is a bi…

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Crosby e Fleury se cumprimentam, Penguins avança (Foto: Patrick Smith/Getty Images)

St Louis Blues 2-4 Nashville Predators Mais uma vez o time de Nashville seguiu fazendo seu jogo de se ajustar muito bem ao adversário. Defende para contra atacar quando tem o puck, sabe pressionar na zona ofensiva, dessa vez encontrou mais dificuldades, mas ainda sim passou para as finais de conferência.

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Johansen marcando sobre Allen (Crédito da foto)

O St Louis Blues fez o que poderia, mas o time de Nashville veio embalado pelo momento, tem a já citada capacidade de se adaptar ao jogo, seus atacantes e defensores sabem criar chances perigosas quando tem o disco. Os grandes destaques tem sido Pekka Rinne e Ryan Ellis, o goleiro tem atuado de maneira espetacular, o defensor é um leão na defesa e no ataque. Do lado de St Louis, mesmo tendo trocado o melhor defensor no meio da temporada, o time se comportou muito bem e não está muito longe de ser uma equipe melhor, basta o gerenciamento tomar as decisões certas (o que é difícil).

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Nashville pode comemorar, o Predators está nas finais de conferência pela primeira vez na sua história! (Crédito da Foto)

Anaheim Ducks 4-3 Edmonton Oilers O time do futuro contra o time desacreditado, foi uma grande série, teve a maior polêmica de toda a pós-temporada, até agora, e tudo terminou com os demônios do time de Anaheim sendo exorcizados. Se o Washington Capitals teve um destino que parece até ser o Karma dessa equipe atualmente, o Anaheim Ducks conseguiu superar o que parecia ser seu Karma e vencer um jogo 7.

A série começou maluca, Oilers venceu os 2 primeiros jogos em Anaheim, Ducks empatou a série com duas vitórias em Edmonton e tudo chegou ao jogo 5 e seu lance polêmico. O time de Edmonton vencia por 3 gols, o Ducks marcou o primeiro faltando 3 minutos e 17 segundo para o final do jogo, o segundo faltando 2 minutos e 41, então faltando 15 segundos, Rickard Rakell empatou, a confusão em frente ao gol com Nurse empurrando Kesler na direção de Talbot. O desafio foi feito, a marcação de gol foi mantida, alguns acharam que Kesler puxou o pad do goleiro, outros acham que não houve a interferência porque o jogador foi empurrado sobre Talbot, eu faço parte dessa segunda corrente, não creio que houve interferência na jogada, mas não é e nunca será uma unanimidade, de qualquer modo, Perry marcou o gol vencedor na segunda prorrogação. No sexto jogo o Oilers passou o carro, fez o ETERNO 7 a 1, mas no sétimo jogo o Anaheim Ducks mostrou vontade para virar a partida, raça para segurar, enquanto o time de Edmonton pareceu ter cedido a pressão e ao nervosismo, a inexperiência pareceu ter falado mais alto.

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Corey Perry celebra o gol vencedor no jogo 5 da série (Foto: Chris Carlson/AP)

Balanço final

Quatro séries, 26 jogos, 148 gols, uma média de 5,7 gols por jogo, 5 jogos decididos na prorrogação. Foram quatro séries acirradas, decidida em detalhes na maioria das vezes, tudo o que se espera dos playoffs da NHL. O campeão atual voltou as finais de conferência, o Pittsburgh Penguins tenta manter a escrita de ir a Stanley Cup e voltar no ano seguinte, pela frente vai encontrar um valente Ottawa Senators querendo voltar a disputar a Stanley Cup após 10 anos. Do outro lado temos o Nashville Predators tentando alcançar as finais pela primeira vez em sua história, seu embate será contra o Anaheim Ducks, que busca alcançar as finais pela terceira vez e conquistar o troféu mais sagrado do esporte pela segunda vez. Apenas dois desses quatro irão sobreviver a avançar até o estágio final da temporada 2016-17, quem serão os dois? Descobriremos em alguns dias…

Impressões sobre a primeira fase de playoffs da NHL

Impressões sobre a primeira fase de playoffs da NHL

Depois de dois textos mais ou menos nesse formato e milhares (0 no total) pedidos de retorno, aqui estamos novamente. A primeira fase dos playoffs pela Stanley Cup está nos livros de História, mas vamos fazer uma análise do que se passou em cada série e porque certos times avançaram e outros não. Em algumas séries é um trabalho óbvio, em outras é mais minucioso, isso simplesmente porque muitas vezes as coisas ficam escancaradas para todos verem, mas às vezes não.

Mas antes de tudo, o que aconteceu? O caos, como sempre, não poderia ser diferente quando o primeiro gol dos playoffs sai num backhand topshelf de Tanner Glass sobre Carey Price, depois disso coisas estranhas aconteceram, outras até esperadas também aconteceram. Hora de tratar série a série:

Canadiens 2-4 Rangers Foi aqui que o caos começou, pode-se dizer que o New York Rangers segurou o pé na temporada regular para ir parar no lado da divisão do Atlântico na chave dos playoffs e deu certo.

No que foi anunciado como um duelo de goleiros, o que é óbvio quando se tem Henrik Lundqvist de um lado e Carey Price do outro, na verdade foi mais sobre os ataques. Nenhum dos dois times tem um conjunto de defensores incrível, mas no geral os defensores se comportaram bem e isso foi o bastante, os goleiros dispensam comentários. A grande questão é que o New York Rangers tem melhores jogadores no seu ataque e isso pesou muito, tirando o terceiro período e prorrogação do jogo 2 e o jogo 3, em ambos os casos o Rangers esqueceu de jogar e foi justamente onde perdeu 2 jogos. Nos 4 jogos restantes, o ataque do time de Nova Iorque falou mais alto, Alain  Vigneault achou combinações de linhas para atormentar os defensores de Montreal e Carey Price. Os goleiros fizeram o que puderam e no final das contas foi o poder para superar esses monstros que contou para o destino final da série, poder que o Canadiens não demonstrou, enquanto do outro lado os atacantes liderados por Mats Zuccarello, Mika Zibanejad e Rick Nash construíram o caminho.

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Rick Nash e Jimmy Vesey celebram (Foto: Frank Franklin II/AP)

Senators 4-2 Bruins Uma série decidida pelo equilíbrio dos times, o Boston Bruins tinha o melhor goleiro e o melhor jogador de linha, mas o Senators tinha mais equilíbrio em seu elenco. Para um time em reconstrução, o Boston Bruins foi realmente bem, mas o Ottawa Senators estava passos a frente e no final das contas isso pesou muito no destino da série.

A série foi disputada em 6 jogos com direito a prorrogação em 4 deles e todos os jogos foram definidos por 1 gol. Jogadores como Bobby Ryan, Derick Brassard e mesmo Clarke Macarthur, que marcou 2 gols vitoriosos no tempo extra, incluindo o gol que venceu a série, além deles também tivemos um impacto grande do quarterbarck Erik Karlsson, especialmente com lançamentos para os atacantes em velocidade. Se o Ottawa Senators teve isso, o Bruins teve muita vontade e intensidade, Brad Marchand, David Pastrnak, David Backes, os atacantes fizeram o que poderiam fazer, Tuukka Rask roubou gols, mas simplesmente o adversário era mais forte e conseguiu impor a força em momentos decisivos, o tipo de coisa que acontece muito nos esportes.

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Jogadores do Ottawa Senators comemoram o gol vencedor da série marcado por Clarke Macarthur (Foto:Michael Dwyer/Associated Press)

Capitals 4-2 Maple Leafs O Capitals era amplo favorito na série e venceu. Poderia parar por aí, mas as coisas foram muito além disso, muito além de 6 jogos dos quais 5 foram decididos na prorrogação, uma das 3 séries recordistas de prorrogação na história da NHL (as outras duas foram Phoenix/Arizona Coyotes vs Chicago Blackhawks em 2012 e Montreal Canadiens vs Toronto Maple Leafs na Stanley Cup em 1951), e todos os jogos sendo definidos por 1 gol apenas. Essa série mostrou que o Toronto tem Futuro e que o Capitals não é uma máquina invencível.

Um fator importante para o destino da série foi Auston Matthews, o jovem principiante na liga demonstrou uma boa capacidade de liderar sua equipe, de motivar os demais jogadores e a garotada seguiu o líder, pressionou o Washington Capitals o quanto pode. Do outro lado tivemos um time completo sendo pressionado em muitos momentos por uma equipe mais inexperiente, talvez a pressão que o time sofre pesou em alguns desses momentos, mas o Capitals conseguiu achar o caminho em alguns momentos, especialmente no último jogo da série. Enquanto o Toronto entrou despreocupado na série, o Washington tem um fardo muito grande para aguentar e é algo que vem atrapalhando sempre, ano após ano, essa série nos mostrou que se o Capitals pretende se livrar do fardo de não ter Stanley Cup, vai precisar deixa-lo de lado e não deixar que esse fardo o assombre.

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Marcus Johansson foi o herói no jogo 6 (Foto: Toni L. Sandys/The Washington Post)

Penguins 4-1 Blue Jackets Uma série surpreendente e não por motivos bons, o Columbus Blue Jackets decepcionou totalmente, mas ainda sim, não foi a grande decepção da pós-temporada. Em alguns momentos o Pittsburgh Penguins pareceu relaxado na série e com totais méritos, mas é mais fácil relaxar quando o adversário não pressiona você.

Há de se fazer uma ressalva de que nessa série aconteceu a primeira vitória do Blue Jackets em período regular (60 minutos) num jogo de playoffs, mas de resto tivemos domínio amplo do time de Pittsburgh. Vale ressaltar também que Marc-Andre Fleury fez uma ótima série, o goleiro teve que entrar de última hora no lugar de Murray e fez muitas defesas chave quando foi chamado ao trabalho. Além disso, o ataque do Penguins fez e teve liberdade para fazer tudo o que sabe, o tipo de coisa que termina desastrosamente quando se enfrenta Crosby, Malkin, Kessel, Kunitz, Rust…

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Penguins e Blue Jackets apertaram as mãos mais cedo que o esperado (Via: http://www.foxsports.com/nhl/gallery/columbus-blue-jackets-eliminated-by-pittsburgh-penguins-5-reasons-playoffs-042117)

Blackhawks 0-4 Predators SWEEP! SWEEP! SWEEP! SWEEP!, esse era o grito nos minutos finais do jogo número 4, em Nashville. A NHL é conhecida por ter muitas surpresas nos seus playoffs, mas ninguém no mundo imaginava que o Chicago Blackhawks 2016-17 seria varrido, de fato, o time era apontado como um dos grandes favoritos a vencer a Stanley Cup.

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Jonathan Toews e todo o Chicago Blackhawks estão tendo muita dor de cabeça após essa série desastrosa para o time (Foto: Associated Press)

A série começou de um modo estranho, os dois jogos em Chicago tiveram shutout de Pekka Rinne, o Nashville Predators mostrou ao mundo em apenas 2 jogos que o poderoso e temido ataque do time de Chicago não poderia apenas ser parado, mas completamente anulado. Rinne foi um fator importantíssimo nessa série e seu desfecho chocante, mas não foi o único fator, os jogadores de linha tiveram uma postura ótima durante os 4 jogos, não deram espaço para o Blackhawks usar suas poderosas armas, defendeu muito bem quando não teve o puck, pressionando, fazendo o adversário errar, isso deu espaço para o ataque aparecer e brilhar. Pela primeira vez na história dos playoffs de qualquer uma das 4 grandes ligas um time com a pior classificação da conferência varreu o time de melhor colocação, o Nashville Predators já fez história nessa série, mas certamente quer mais.

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Marcus Johansen celebra gol no jogo 4 (Foto: Associated Press)

Wild 1-4 Blues Essa era uma série com muita pegadinha, o time do Minnesota Wild era muito bom, mas desde o começo eu vi o St Louis Blues como favorito. Questão de momento e do tal matchup, se teve um time na temporada regular que foi não simplesmente uma pedra, mas um monte Everest, no sapato do Wild, esse time foi o Blues. Temporada regular é uma coisa e playoffs outra, mas nesse caso não foi.

A verdade é que o Blues fez o que fez em todos os confrontos na temporada regular: contragolpes rápidos e mortais quando era pressionado, mas além disso, achou um modo de trabalhar bem o puck e não precisar contar com Jake Allen o tempo todo. Allen foi um diferencial na série, saiu do primeiro jogo com 51 defesas, o Blues brincou de mais com o perigo naquele dia, mas deu certo. Então foram mais duas vitórias até que o Wild vencesse o jogo 4, tudo foi definido na prorrogação de um emocionante jogo 5. Bruce Boudreau foi novamente superado taticamente na primeira rodada dos playoffs após uma grande temporada regular, novamente o St Louis Blues foi a montanha que o Minnesota Wild não conseguiu escalar na temporada 2016-17.

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Jogadores do St Louis Blues celebram a classificação (Foto:Stacy Bengs/The Associated Press)

Ducks 4-0 Flames Eu sinceramente achava que o Flames iria vencer ao menos um jogo, mas o Anaheim Ducks era franco favorito e confirmou isso no gelo. O Calgary Flames até apertou o jogo em 3 jogos, mas no final o melhor venceu.

Ducks teve mais tranquilidade e vontade nos momentos decisivos, isso pesa muito no momento de vencer o jogo e uma série. Corey Perry passou a maior parte da temporada sumido e voltou a jogar muito bem, mas o grande nome foi Ryan Kesler, esse fez a mágica acontecer. O time de Calgary conseguiu mostrar vontade também, mas esbarrou em alguns problemas como um goleiro não muito confiável, a falta de mais poder defensivo e a falta de cabeça para vencer um jogo. Onde um falhou, o outro teve sucesso e assim as coisas funcionam.

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Não foi tão tranquilo quanto pareceu, mas o Anaheim Ducks varreu e avançou (Foto: Sean M. Haffey/Via: Getty Images)

Sharks 2-4 Oilers Essa era uma série difícil, a balança estava equilibrada, mas o time de Edmonton conseguiu usar melhor suas armas e isso acabou decidindo a série. Não só o poderoso ataque, como o grande goleiro do Oilers fez a balança pesar para seu lado.

Aqui era uma das séries onde era tudo possível, experiência contra inexperiência, time sólido em todo o gelo contra um time que tem falhas defensivas, mas em 6 jogos o Edmonton Oilers conseguiu vencer 4 jogos, contando com a liderança do incível Connor McDavid, mas com outros jogadores como Leon Draisaitl e até mesmo Zack Kassian achou espaço para brilhar. Lá atrás, Cam Talbot teve dificuldades, mas segurou os pucks quando a pressão do Sharks aumentou. Mesmo com um jogo 4 péssimo, o time de Edmonton não se abalou, o jovem time conseguiu dar grandespassos para um futuro teoricamente brilhante.

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Leon Draisaitl abre a contagem no último jogo da série (Foto: Tony Avelar/Associated Press)

Outros assuntos relacionados:

Um ponto em que eu devo tocar e que sempre se tem reclamações aos muitos especialmente nos playoffs: arbitragem. É sempre polêmica, sempre o seu time foi assaltado e o adversário é sempre beneficiado (em poucos casos é realmente verdade), sempre tem um complô e sempre tem ânimos elevados. Posso dizer que a arbitragem fez muita besteira, especialmente deixando de marcar penalidades claras e algumas até graves, as vezes exagerando em lances que não eram penalidades. Mas nada que tenha realmente comprometido algum jogo ou série. Então não, seu time não foi assaltado, o adversário não foi beneficiado, não há complô, ninguém comprou a Stanley Cup, foram apenas seres humanos tomando decisões e fazendo julgamentos errados.

Relacionado a arbitragem temos as revisões. Outro ponto chato e polêmico, mas muitas decisões corretas foram tomadas, outras questionáveis, mas nada fora do esperado ou normal. Em específico tivemos dois lances envolvendo o Boston Bruins e possíveis impedimentos fizeram mais barulho, em um o gol foi validado devido a falta de certeza, no outro o gol foi anulado também em uma marcação controversa. Mas em muitos casos as reclamações vêm de falta de atenção a tudo que está acontecendo no lance, especialmente quando se trata de interferência nos goleiros, é um esporte complexo e muito dinâmico, mas antes de afirmar qualquer coisa é melhor prestar muita atenção. Detalhes fazem toda a diferença nas revisões, uma perna deixada pelo atacante ao lado do goleiro e que o impeça de se movimentar, onde está a lâmina do patins quando o jogador entra na zona ofensiva, entre tantas coisas, por isso não é um trabalho fácil ser árbitro e nem revisar jogadas.

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Impedido ou não? Impossível ter certeza (Via: http://www.sbnation.com/nhl/2016/4/9/11397808/bruins-goal-senators-pastrnak-flyers-red-wings-challenge-cameras-offsides)

Falando em coisas boas agora, 18 jogos foram para a prorrogação nessa primeira fase, é o recorde da NHL em qualquer fase de playoffs. Não tivemos jogos 7, tivemos 2 varridas, umas decepções, mas no geral foi um round equilibrado, com embates para serem lembrados no futuro.

Futuro e presente se chocaram, para alguns times foi o início de uma jornada de sucesso, outros estão vivendo o declínio assim a NHL foi desenhada para ser quando o teto salarial foi arquitetado e definido. Não há time invencível, a liga é nivelada pelo alto, quando o puck toca o gelo, não importa se seu time tem 3 dos 100 melhores jogadores do centenário da NHL, se ele venceu o Presidents Trophy, se está cheio de garotos, se o goleiro não é brilhante, o que importa é o que acontece no gelo durante os 60 minutos ou mais, a pós-temporada nos proporciona momentos incríveis imaginados por pouquíssimos ou ninguém. São esses tipos de coisa que fazem um Toronto Maple Leafs fazer uma série incrível, ou o Chicago Blackhawks ser varrido chocando o mundo, ou o duelo entre o time do futuro contra o time quase do passado ser vencido pelo futuro, tudo pode acontecer. E é isso que apaixona muita gente, que transforma os playoffs da NHL nesse local onde tudo parece possível, inclusive aquilo que ninguém imagina que irá acontecer.

Puck na cara #4 –  Stanley Cup Playoffs 2017 #1

Puck na cara #4 – Stanley Cup Playoffs 2017 #1

Olá leitores do Puck Brasil e fãs de hóquei! Lucas Mendes aqui, voltando de um longo e tenebroso inverno para falar da melhor parte do ano na NHL. Vai ser uma série de textos, um para cada rodada, com os meus palpites de cada confronto. Começando com a primeira rodada, que começa amanhã (12/04). Vamos aos palpites!

CONFERÊNCIA LESTE

(M1) Washington Capitals vs Toronto Maple Leafs (WC2)

O Capitals vem de novo como o melhor time, o mais forte e o principal favorito para levantar a taça. Se reforçou muito na deadline e tem o melhor elenco da liga. E todos sabemos o que vai acontecer. Sim, vão fazer o de sempre e pipocar, mas não na primeira rodada. Não para o Leafs, que é um time muito jovem e muito inexperiente. Vem comandado pelo brilhante calouro Auston Matthews que, pasmem, marcou mais que o Ovechkin nessa temporada e deve vencer o Calder Trophy. Mesmo que o Leafs tenha conseguido uma vaga nos playoffs, não vai ser agora que vão ir longe. Mas podem apostar nesse time para as próximas temporadas.

Palpite:  Capitals em 5

Porquê: Acho que o Leafs consiga vencer uma partida em Toronto, com o apoio da sua torcida mais que apaixonada. Mas o Capitals é um time muito superior, e liquidará a fatura logo.

 

(M2) Pittsburgh Penguins vs Columbus Blue Jackets (M3)

Junto com Habs vs Rangers, temos o confronto da Leste que será o mais legal de assistir. Os atuais campeões, Penguins, liderados por Sid the kid, contra o talentoso time do Blue Jackets sob a batuta do mestre Tortorella. Vai ser um confronto bem equilibrado e disputado, e decidido nos detalhes. Bobrovsky, provavelmente o vencedor do Vezina esse ano, junto com Cam Atkinson, Nick Foligno e cia vão fazer jogo duro contra Crosby, Malkin, Kessel.

Palpite: Blue Jackets em 7

Porquê: Como disse, esse confronto vai ser decidido nos detalhes, mas por mais que o Penguins tenha um time com muita experiência em playoffs, o Blue Jackets tem o elemento de ser a grande surpresa da temporada, além do Penguins estar sem o seu principal defensor, Letang, que está fora dos playoffs devido a uma cirurgia no pescoço.

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Penguins vs Jackets promete demais. (Créditos: NHL)

 

(A2) Ottawa Senators vs Boston Bruins (A3)

Outro bom confronto. Senators conseguiu se superar várias vezes na temporada, enquanto o Bruins, desde que trocou de treinador, cresceu muito e vem jogando bem. Provavelmente terá Marchand de volta no jogo 2, e ele pode desequilibrar muito o confronto e levar o Bruins para a próxima fase.

Palpite: Bruins em 6

Porquê: Brad Marchand tem sido um dos melhores jogadores ultimamente, e chegou a competir com Crosby e McDavid pelo Hart. Está suspenso no jogo 1, mas fará a diferença nos confrontos restantes.

(A1) Montreal Canadiens vs  New York Rangers (WC1)

O confronto mais equilibrado da primeira fase. Habs e Rangers tiveram praticamente a mesma pontuação na temporada regular e ambos elencos tem muita qualidade. Price e Lundqvist dispensam apresentações. Tanto Byron quanto Grabner podem fazer a diferença. Montreal tem seu jovem e talentosos atacante Galchenyuk, o experiente defensor Shea Weber e ainda conta com Pacioretty. Rangers tem um bom poder ofensivo, é um time rápido, mas tem uma defesa que deixa a desejar, principalmente por conta de Dan Girardi.

Palpite: Canadiens em 7

Porquê: A defesa do Rangers será o fator principal do confronto, mas não por conta dos goleiros, e sim por causa dele, Girardi. Ele é o ponto fraco do Rangers e pode acabar cedendo na hora errada e eliminando o seu time.

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Anotem, Habs vs Rangers vai ser o confronto mais equilibrado da primeira rodada. (Imagem: Getty Images)

 

CONFERÊNCIA OESTE

(C1) Chicago Blackhawks vs  Nashville Predators (WC2)

Tirando os torcedores do Predators, sabemos que esse confronto é bem unanimidade. Por mais que o Preds tenha bons jogadores, como Subban, Forsberg e Rinne, o Blackhawks é uma máquina quando se trata de playoffs. Não sendo contender a toa.

Palpite: Blackhawks em 5

Porquê: O Blackhawks se reforçou após ser eliminado cedo na última temporada, e como sempre, cotado para chegar a, no mínimo, final de conferência. Palpite até fácil, com todo respeito ao Predators e seus torcedores

 

(C2) Minnesota Wild vs St. Louis Blues (C3)

Essa série vai ser bem apertada. São dois bons times. O confronto entre Allen e Dubnyk promete. Granlund vem de boa temporada e, com Parise, promete causar o inferno para a defesa do Blues, que vem sem Shattenkirk, que foi pro Capitals, e com Tarasenko sendo sua principal ameaça.

Palpite: Wild em 7

Porquê: Nesse momento, vejo os dois times praticamente no mesmo nivel, Wild deve levar esse confronto por causa do mando de campo a favor.

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Wild x Blues tem tudo para ser o confronto mais equilibrado, do outro lado da chave. O confronto promete ser grandioso. (Imagem: Sportsnet)

 

 

(P2) Edmonton Oilers vs San Jose Sharks (P3)

Vai ser uma série muito interessante de assistir. De um lado temos o Oilers e McDavid, do outro temos o Sharks, que mesmo com um ótimo time, caiu muito de rendimento desde a deadline. Mas playoffs é um torneio a parte, e essa série promete ser bem imprevisível.

Palpite: Oilers em 7

Porquê: Primeiro porque quero ver Battle of Alberta nos playoffs. Segundo porque eu vejo o Oilers vindo mais forte que o Sharks, que vai endurecer o jogo e forçar o jogo 7.

 

(P1) Anaheim Ducks vs  Calgary Flames (WC1)

Chegou a parte em que vocês vão me xingar, chamar de clubista e tudo mais. De um lado temos o Ducks que se manteve na ponta ou próxima dela durante a temporada toda. De outro temos o Flames que, mesmo com o começo horrível de temporada, teve uma crescente muito grande desde o All Star Game e chegou a figurar entre os 3 melhores da Pacífica. Isso no considerado último ano de seu rebuild. Não se espantem, mas o Flames tem um bom time e subestimá-lo pode ser fatal, mesmo em uma série melhor de 7.

Palpite: Flames em 6

Porquê: SIM, A MALDIÇÃO DO HONDA CENTER VAI ACABAR! E espera-se que seja nessa série. Após os últimos jogos entre os times nas últimas semanas, o clima entre os times esquentou, e isso pode ajudar muito o Flames (trocadilho não proposital), principalmente  com os primeiros jogos lá em Anaheim.

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Esse confronto vai pegar fogo! Flames e Ducks vem com sangue nos olhos para uma batalha recheada de emoção e cenas lamentáveis. (Foto: Lyle Aspinall/ Postmedia Network)

 

Essas são minhas considerações sobre a primeira rodada dos playoffs. Sintam-se a vontade para opinar, cornetar e tudo mais. Grande abraço!

Puck na Cara #3 – Trade deadline

Mais um Puck na cara chegando mais quente que o Calgary Flames nos últimos jogos! E já vamos direto ao assunto que dominou as rodas de conversa na liga, a trade deadline. Nos dias anteriores ao dia 1º, como de costume, várias trocas foram realizadas, com alguns times ganhando, outros perdendo e dessa vez, não vimos Jim Benning, GM do Canucks, fazendo aquele cagada em uma trade e ajudando o outro clube. Bem, eu não vou analisar cada trade aqui, até porque ficaria mais cansativo que fazer um double ou triple shift em um jogo altamente movimentado, mas vou comentar sobre os times que mais ganharam e os que mais perderam com essa deadline. Vamos lá.

Primeiro, vou falar da trade que mais foi motivos de comentários, pelo que eu vi. Kevin Shattenkirk foi para o Capitals junto com Pheonix Copley, enquanto o Blues recebeu Zach Sanford, Brad Malone e escolhas de draft. Eu só não digo que o Blues levou a pior pelo tanto de escolhas de draft envolvidas. E tem várias cláusulas envolvidas na troca que dariam ou não picks para  time de St. Louis. Boatos de que se mais de 100 pessoas lerem esse texto, o Blues ganha uma escolha de 5ª rodada de 2019 e uma de 6ª em 2020. Agora resta saber o que o GM do Blues vai fazer com elas.

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Shattenkirk é uma aquisição enorme para o Capitals, que quer mais que nunca a Stanley Cup. (Foto: NHL)

Um time que com certeza venceu na deadline é o Calgary Flames. Ok, ainda não se livraram do peso morto que Dennis Wideman foi nessa temporada, mas as adições de Stone, Bartkowski (que não foi uma trade, para constar) e Curtis Lazar (que só deve jogar em caso de lesão de algum atacante) e a saída de Jyrki Jokipakka (um dos nomes mais legais de se pronunciar, tente e depois me fale) fizeram o time decolar como tem feito. Depois que Wideman virou healthy scratch em Calgary o time acumula 7 vitórias e hoje pode sonhar com uma classificação nos playoffs pela divisão e, por que não a vantagem de jogar o 7º jogo em casa na primeira rodada?

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Wideman vai se acostumar com a vista do press box. Não deve jogar mais nessa temporada para alívio dos torcedores do Flames. (Foto: Gerry Thomas/NHL/Getty Images)

Alerta de apocalipse: Jim Benning fez uma boa trade… pro Canucks! O GM conhecido por fazer boas trades para os adversários finalmente mandou um puck lá dentro. O time se “desfez” de Alex Burrows e Jannik Hansen e adicionou ao seu elenco dois prospectos muito interessantes, o que é ótimo para um time que está se reconstruindo e tentando ser cada vez mais competitivo. Além do mais, conseguiu uma escolha de 4ª rodada condicional que pode virar de 1ª rodada se o Sharks ganhar a Stanley Cup esse ano.

Quem perdeu mais? Montreal Canadiens e talvez podemos colocar o Edmonton Oilers. Claro que na troca entre essas duas equipes, o Oilers ficou na pior, com certeza, mas o Canadiens perdeu nas outras trocas. Steve Ott e Dwight King não foram boas aquisições ao meu ver, e devem flopar. Bem, pelo menos acho que podem colocar esses caras a disposição no expansion draft. O Oilers espera se ver livre de Kris Russell na mesma ocasião.

O Kings teve duas adições de peso com Ben Bishop (Quick vai pro expansion draft?) e Jarome Iginla (ídolo eterno).  Iggy, já em seu final de carreira, espera ganhar sua primeira Stanley Cup, e com certeza isso não iria ocorrer com o Avalanche, time que simplesmente está numa merda imensa e favoritíssimo na loteria desse ano. O Lightning, que perdeu Bishop, recebeu Budaj, starter do Kings durante a lesão de Quick e ainda tem Vasilevskiy. E as saídas de Filppula e Brian Boyle vão ajudar bastante o time futuramente. Abriram espaço no cap e não vão ser obrigados a proteger Filppula no expansion draft, podendo proteger um atacante mais jovem e mais talentoso.

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Agora no Kings, Iginla segue tentando a sonhada copa. Agora vai? (Foto: Getty Images)

Encerrando minhas considerações, o Ottawa Senators também é uma incógnita. A troca com Calgary foi muito melhor para o time do fogo e explico o porque. O Flames tem um time muito jovem e consegue desenvolver muito esses jogadores. Temos como prova Gaudreau, Monahan, Tkachuk, Dougie Hamilton e Sam Bennett (que precisa voltar a jogar como winger e se livrar de Brouwer), e Lazar pode se adaptar muito bem a equipe e até jogar bem, pois tem bom potencial. Já Jokipakka não conseguiu se firmar nesse time, e disputava vaga na terceira linha de defesa com Brett Kulak, que está na AHL no momento. Pode muito ser um tiro pela culatra, ou pode dar muito certo.

Ah, Coyotes não trocou Vrbata e Avalanche continua com Duchene e Landeskog… hit ou miss? Saberemos em breve.

Bem meus caros, fico por aqui. Mais opiniões, leiam os 20 Minutos especiais escritos pelo mestre Mateus Luiz nesse mesmo site.  Deixe seu pensamento sobre a deadline aqui, ou no twitter. Como sabem, eu sou o @lucas_flames e esse foi o seu puck na cara. Grande abraço!

20 Minutos – Edição 11!

​1. Tá chegando aquele tempo do ano em que seu GM pode parecer o rei momo ou o bobo da corte (me aproveitando do ainda sobrevivente período carnavalesco) e nós vamos falar sobre isso e muito mais!

2. Antes de tudo, vamos falar de Stadium Series. Na noite do último sábado, o Pittsburgh Penguins bateu o Philadelphia Flyers por 4-2 e praticamente bateu um dos últimos pregos do caixão nas chances de playoffs do Flyers. Apesar de ser um evento maravilhoso, lotando de novo o estádio do mandante (quase 68 mil pessoas no Heinz Field) e o jogo ter sido interessante, a escolha da data pode ter deixado a desejar. 25/02, no meio de uma possível arrancada aos playoffs ou na busca de um posicionamento melhor e nas portas da trade deadline. O time da casa aproveita o evento de qualquer maneira (claro que é bem melhor caso vença), já o visitante que vem mal, nem tanto.

3. “Tá ficando uma desculpa velha”. E realmente está, Jakub Voracek. Claude Giroux, que teve seu nome lançado no caldeirão de rumores de troca nessa semana, não disparou um singelo chute ao gol. Giroux não marcou um golzinho nos últimos 9 jogos e o Flyers só ganhou duas dessas partidas. Perguntado se sua (falta de) produção afeta a equipe, Giroux respondeu: “Você tenta jogar bem, fazer o que te pedem pra fazer. Eu tive muitas chances mas no fim do dia, elas tem que entrar. Não temos mais desculpas.”

Se Claude Giroux não voltar a marcar, ele e seus companheiros vão amargar outro ano na fila por Lord Stanley. (Créditos: Philly Inquirer)

4. A questão é que o Flyers só tem alguma chance de playoffs se seu capitão voltar a vida ou pelo menos mostrar alguma vida. Desde a temporada 13-14, quando Giroux marcou 28 gols e 86 pontos, seus números só declinam.

Gols -> 28 em 13/14, 25 em 14/15, 22 em 15/16, 12 em 16/17

Assistências -> 58 em 13/14, 48 em 14/15, 45 em 15/16, 31 em 16/17

Pontos -> 86 em 13/14, 73 em 14/15, 67 em 15/16, 43 em 16/17

É claro que os números de Giroux podem e devem melhorar conforme a temporada se aproxima do final (se seguir suas médias nessa temporada, Giroux terminará com 16 gols e 58 pontos) mas são números baixos para alguém que chegou a ser considerado o melhor jogador da liga faz nem tanto tempo.

5. Falando em Flyers e playoffs, a caminha para a terra prometida no leste nunca esteve tão apertada em questão de vagas. Quatro times já estão virtualmente e praticamente classificados (Capitals, Penguins, Blue Jackets e Rangers) e tentando o banner da Metropolitan division. Fora uma desgraça que insiste em rondar mas ainda acho que não vai acontecer, o Canadiens também tá quase dentro. Isso abre, teoricamente, três vagas ( 2* e 3* lugar da Atlantic e o 2* Wildcard) para, matematicamente, NOVE TIMES. Tirando os times da Atlantic que naturalmente irão ocupar as seeds #2 e #3 de sua própria divisão, são 7 times com condições matemáticas de disputar apenas uma vaga.

6. Pegando gancho nisso, eis aqui o desabafo de um homem apaixonado pelo jogo: O atual formato de playoffs da NHL me deixa um tanto irritado. Só como informação: Se o “big 4” da divisão Metropolitana seguirem o “lógico”, teremos pelo menos um time de campanha com 100+ pontos e 45+ vitórias caindo fora ainda no 1* round. Antes dos jogos do último domingo, o 1* round dos playoffs estava assim:

Leste: Capitals x Bruins, Penguins x Rangers (DE NOVO), Canadiens x Blue Jackets e Senators x Leafs

Oeste: Wild x Blues, Sharks x Flames, Blackhawks x Predators e Oilers x Ducks

E se a NHL voltasse ao formato antigo, quando os times se classificavam (independente de divisão) de 1* ao 8* com os campeões de divisão tendo os spots 1 e 2?

Leste: Capitals x Bruins, Canadiens x Leafs, Penguins x Senators, Rangers x Blue Jackets

Oeste: Wild x Blues, Sharks x Flames, Blackhawks x Predators, Oilers x Ducks

Canadiens e Leafs. Nos playoffs. Me ajuda aí, NHL.

7. Esse 20 minutos (nota do editor: que foi escrito no domingo e que devia sair na segunda mas tá saindo na terça por conta das loucuras da deadline) ia tranquilamente sendo gerado numa noite agradável de domingo até que o Los Angeles Kings resolveu adquirir Ben Bishop, goleiro do Tampa Bay Lightning (e que deve fazer sua estreia nessa terça contra o Calgary Flames). Esse escambo mandou Peter Budaj, Eric Cernak e draft picks.

“Big Ben” já roubou jogos importantes antes, pode ele salvar a temporada do Kings? (Créditos: NHL.com)

7a. Nota do editor: Brian Boyle também foi trocado na segunda feira para o Toronto Maple Leafs.
8. Só existe um motivo para o Los Angeles Kings trocar por Ben Bishop: Não estar confiante o suficiente que Jonathan Quick esteja recuperado para o arranque final da temporada. E esse é o único motivo plausível que minha cabeça grande consegue pensar agora.

9. É valido dizer também que o Arizona Coyotes mandou Martin Hanzal, Ryan White e uma escolha de 4* round em 2017 para o Minnesota Wild por uma escolha de 1* round em 2017, uma de 2* round em 2018 e uma escolha condicional que pode se tornar um 2* round nesse ano.

9a. Nota do editor: Hanzal e White estrearam contra o Los Angeles Kings nessa segunda na vitória do Wild por 4-3 no overtime. Ryan White marcou um gol e uma assistência.

10. Não sei dizer porque Chuck Fletcher pagou por Matt Duchene e recebeu Martin Hanzal.

11. Por outro lado, John Chayka não tem medo de fazer o que ele pensa ser melhor para sua franquia. Mas por um outro outro lado, Chayka conseguiu deixar Shane Doan visivelmente irritado quando o mesmo falou sobre a troca de Hanzal. Nem tudo é flores no reino do deserto.

12. Voltando ao Lightning, é difícil achar um GM na liga mais frustrado que Steve Yzerman (QUE HOMEM!). Ele tem um roster que nas últimas duas temporadas foi para a Stanley Cup Final e para o jogo 7 da final da conferência leste e que, pelo menos no papel, conseguiria fazer isso de novo. E aí vem ela, a realidade. Lesões, desempenhos abaixo do esperado e o Lightning se encontra longe da zona dos playoffs em uma aberta divisão Atlântica, estando hoje na encruzilhada de pensar em 17-18 ou ainda tentar uma arrancada pelos playoffs. No presente, a saída de Ben Bishop era inevitável e apesar do preço recebido não ser nem de longe aquilo que Yzerman poderia ter recebido, a possibilidade de o perder por nada na free agency era mais assustadora. Agora a chave do reino está com o russo Andrei Vasilevskiy.

Um dos GM’s mais respeitados do jogo, Yzerman precisará ser criativo para manter seu Lightning como um dos melhores times da liga. (Créditos: The Hockey Writers)

13. Com os dilemas Bishop e Brian Boyle resolvidos, Yzerman hoje enfrenta um problema bem mais cruel que trocar duas peças importantes de seu recente sucesso: o salary cap. Quando a temporada acabar; Ondrej Palat, Jonathan Drouin e Tyler Johnson precisarão de novos (e provavelmente gordos) contratos. Além desses contratos, a extensão enorme (e merecida) de Victor Hedman também valerá assim que essa temporada acabar. É por isso que Yzerman já começa a procurar uma casa nova para Valtteri Filppula (receberá 5 milhões de Trumps até 2018) mesmo que trocar Filppula lhe custe um de seus melhores prospects (You know Steve Y, just call John Chayka). Mas se Yzerman pudesse, ele adoraria trocar o pavoroso contrato do winger Ryan Callahan. “Cally” tem um contrato de 5.8M de Trumps até 2019 (OUCH) e como desgraça pouca é bobagem, Callahan vem em um declínio pertubador (4 pontos em 18 partidas) e acabou de sofrer uma lesão que o tirou da temporada. You know what to do, Steve Y.
14. Ser general manager é um dos trabalhos mais complexos do mundo esportivo. E em dias de trade deadline, é mais complexo ainda. Semana passada o Yahoo Hockey publicou uma matéria sobre como é ser GM no dia da trade deadline e eles ouviram Jim Rutherford (GM do Penguins), Brad Treliving (GM do Calgary Flames) e Don Waddell (presidente do Carolina Hurricanes). E do conjunto das respostas, pude extrair três coisas: 1. Se for pra trocar, tenha confiança e principalmente, tenha certeza do que você está fazendo. 2. Como Brad Treliving costuma dizer “Estamos lidando com pessoas reais, não com jogos de fantasy”. Os três ouvidos garantiram que esse é o dia mais emocional da temporada. E 3. No fim do dia, o que todos GM’s querem melhorar seus times.

15. Se Joe Sakic conseguir por Matt Duchene e Gabriel Landeskog menos do que John Chayka conseguiu por Martin Hanzal, é demissão sumária.

16. Durante esse 20 minutos e essas trocas, eu me perguntei se dá pra mudar ao extremo ou conseguir um reforço que realmente mude tudo e consequentemente te leve para a conquista da Stanley Cup. Por isso, voltamos até 1994 e veremos quem os campeões daquele ano até 2016 adquiriram entre fevereiro e o dia da deadline.

1994 Rangers: Stephan Matteau, Brian Noonan, Glenn Anderson, Scott Malone e Craig MacTavish.

1995 Devils: Neal Brotten, Shawn Chambers e Danton Cole.

1996 Avalanche: Dave Hannan

1997 Red Wings: Larry Murphy

1998 Red Wings: Jamie McCoun

1999 Stars: Doug Lidster, Blake Sloan, Benoit Hogue, Derek Plante

2000 Devils: Deron Quint, Alexander Mogilny

2001 Avalanche: Rob Blake, Steve Reinprecht

2002 Red Wings: Jiri Slegr

2003 Devils: Richard Smehlik, Grant Marshall

2004 Lightning: Stan Neckar

2006 Hurricanes: Mark Recchi

2007 Ducks: Gerald Coleman, Doug O’Brien

2008 Red Wings: Brad Stuart

2009 Penguins: Chris Kunitz, Eric Tangradi, Andy Wozniewski, Bill Guerin

2010 Blackhawks: Kim Johnsson, Nick Leddy, Danny Richmond, Hannu Toivonen, Nick Boynton

2011 Bruins: Chris Kelly, Rich Peverley, Boris Valabik, Tomas Kaberle, Stephane Chaput, David Laliberte, Anton Khudobin

2012 Kings: Jeff Carter

2013 Blackhawks: Michal Handzus, Kirill Gotovets, Maxime Sauve

2014 Kings: Steve Qualier, Marian Gaborik

2015 Blackhawks: TJ Brennan, Antoine Vermette, Andrew Desjardins

2016 Penguins: Justin Schultz

Jeff Carter é uma das (poucas) provas que sim, seu time pode arrumar o cara certo no último mês de trocas e caminhar para a Stanley Cup. (Créditos: Russian Machine Never Breaks)

17. Algumas observações sobre essa lista: Matteau, Noonan e Anderson foram importantes na conquista da copa do Rangers (MATTEAU! MATTEAU! MATTEAU! STEPHANE MATTEAU!) mas a franquia pagou o preço por ter trocado tantos jogadores jovens e ficou “irrelevante” por algum tempo. Neal Brotten marcou um dos gols mais importantes da história do Devils (OT winner no jogo 4 do 2* round vs Penguins), Larry Murphy foi o motor ofensivo do 2* par defensivo no bicampeonato do Red Wings em 97/98, Alexander Mogilny era um dos melhores scorers do Devils não chamado Jason Arnott/Patrik Elias/Petr Sykora, Rob Blake formou o “big 3” junto co. Ray Bourque e Adam Foote na conquista do Avs de 2001, Mark Recchi jogou na linha de Rod Brind’Amour na cup run de 2006, Chris Kunitz está no Penguins até hoje, Chris Kelly/Rich Peverley/Tomas Kaberle tiveram papel secundário na conquista do Bruins, Jeff Carter e Marian Gaborik tiveram quase o mesmo papel nas cup runs do Kings e Justin Schultz é parte importante da defesa do Penguins.

18. Respondendo o questionamento: Até pode acontecer mas é bem provável que não vá. O jogador adquirido na deadline tem de ser a cereja do bolo e não o fermento.

19. Tantas trades aconteceram no meio desse 20 Minutos que teremos um especial só sobre a deadline.

20. John Carlson – Kevin Shattenkirk – Alex Ovechkin – Nicklas Backstrom – TJ Oshie. Que powerplay. Consigam essa copa pro russo, Capitals.

Impressões sobre a temporada da NHL – Pausa para o ASG

Impressões sobre a temporada da NHL – Pausa para o ASG

Mais de um mês se passou quando eu publiquei o artigo Impressões sobre o primeiro quarto da temporada, muita coisa mudou nesse tempo, times melhoraram, jogadores começaram a produzir bem, equipes e jogadores caíram de rendimento, muito mudou nesse período. Isso faz com que outro texto daqueles moldes seja bem vindo. Então vamos às impressões deixadas por alguns times, jogadores, técnicos e outras questões, sejam positivas ou negativas, e minhas opiniões sobre isso.

Destaques Coletivos

– Minnesota Wild: Com 69 pontos conquistados em 48 jogos, o melhor time da conferência oeste nessa parada para o All Star Game. Atrás do Washington Capitals, o Wild chegou a ter uma sequência de 12 vitórias, hoje tem o quarto melhor ataque com 160 gols marcados e a segunda melhor defesa com 109 gols sofridos. Devan Dubnyk é o grande destaque individual do time, com números dignos de concorrer ao Vezina até aqui, Dubnyk é o goleiro que ninguém dava nada e tem melhorado temporada após temporada e está em um momento incrível. Outro jogador que tem pesado muito no time é Eric Staal, após ter ido mal na temporada passada e ter começado devagar essa temporada, engrenou junto ao time e hoje é o segundo maior pontuador, a frente dele está Mikael Granlund. O grande destaque entre os defensores do time é Ryan Suter, ao menos com o viés de produção ofensiva, Suter tem 23 assistências e 7 gols, auxilia muito bem o time quando ataca, o que não é novidade alguma.

Jason Pominville
O Minnesota Wild é um dos times em melhor momento nessa parada para o ASG(Foto: APPhoto/Matt Marton)

O Minnesota Wild é uma equipe muito equilibrada, que faz tudo o que o manual manda. Comandada pelo sempre vencedor, ao menos no quesito divisão, Bruce Boudreau, é um time que vai se colocando entre os melhores e favoritos, sabemos que o campeonato muda e na pós-temporada coisas acontecem, mas hoje o Minnesota Wild é o melhor time da conferência oeste e não atoa, tem um elenco bom, um bom técnico e um goleiro que parece ter muito a mostrar ainda. Quem sabe o que o futuro reserva para a franquia?

– Columbus Blue Jackets: Talvez a maior surpresa da temporada até agora, um time que tem todas jogadores muito bons no geral, alguns nem tanto, um bom técnico, mas que foi muito subestimado por ser o Columbus Blue Jackets e continua sendo subestimado por isso. A terceira melhor campanha da liga, segunda melhor da conferência leste e divisão Metropolitana, atrás apenas do Washington Capitals. Chegou a ter uma sequência de 16 vitórias consecutivas, teve a chance de empatar com a sequência de 17 vitórias consecutivas que o Pittsburgh Penguins teve na temporada de 1992-93, mas perdeu para o Washington Capitals. Figura entre os melhores ataques e as melhores defesas da liga, tem alguns pontos fracos individuais que são cobertos pelo ótimo sistema implementado por John Tortorella, um sistema que parece ser a evolução do que o próprio Tortorella aplicou no New York Rangers e o levou a melhor campanha da conferência e a final da conferência leste em 2011-12. Até onde esse Blue Jackets pode ir? Talvez o time caia de produção, talvez volte a melhorar e voltar a ponta da liga, mas se tem algo que eu tenho absoluta certeza é que os comandados de John Tortorella estão se preparando para ir longe e com a experiência do técnico e jogadores do time pode ser que a temporada dure até o final de maio, ou mais.

– Edmonton Oilers: Outro time que enfrenta um momento incrível, tem bons jogadores e pode ser uma surpresa. Ninguém apostava que o Edmonton Oilers chegaria a parada para o All Star Game coliderando a divisão, e ele fez isso após uma vitória em San Jose no último jogo antes da pausa. Em teoria se o time conseguir um grande defensor, pode ir muito longe nessa temporada, a verdade é que o problema defensivo persiste, mas Cam Talbot vai segurando as pontas atrás enquanto o ataque liderado por Connor McDavid produz gols em escala industrial quase todas as noites para vencer jogos, uma combinação muito arriscada. O Oilers está em um momento incrível, é muito talentoso e pode tentar uma aposta mais arriscada visando uma duração maior da temporada, tem uma boa margem de erro e cacife para isso.

New York Islanders: O New York Islanders começou muito mal a temporada, foi citado como destaque negativo no artigo anterior, porém tudo mudou após demitirem Jack Capuano. O que parecia ser um reforço para a próxima temporada virou reforço imediato, o time mudou a chave e começou a vencer jogos, anotar pontos e hoje está na briga pela vaga de wild card, no meio de uma briga que envolve muitos times. A vantagem que tem são os jogos a menos, chegando a 3 em alguns casos, o Islanders pode manter o momento e tem um time para isso. Quando os 82 jogos forem completados, não será surpresa se a temporada do New York Islanders continuar.

Washington Capitals, Pittsburgh Penguins e Chicago Blackhawks: Os três são isso há algumas temporadas, brigam pelas melhores posições na liga e vem mantendo isso. Não tem muito o que falar, mas vale a pena cita-los aqui.

– New Jersey Devils: O New Jersey Devils começou bem a temporada, caiu um pouco de rendimento e time acabou afundando e hoje amarga o vigésimo oitavo lugar na liga. O elenco não é tão ruim quanto parece, o treinador mostrou muito potencial, mas talvez para essa temporada a realidade seja realmente amarga. Talvez mentalmente o time não esteja na melhor forma, além de algumas carências pontuais, essa era uma equipe para brigar por uma vaga de playoffs, mas hoje está a 7 pontos do Philadelphia Flyers, o segundo wild card da conferência leste. É uma distância ainda alcançável, mas difícil de ser superada pelo momento da equipe.

– Dallas Stars: Citado anteriormente como destaque negativo, pouco mudou. O time tem problema com os goleiros, defensores, atacantes, todos estão jogando abaixo do que podem. Apesar de tudo, ainda briga por vaga na pós-temporada, o time precisa se encaixar e os jogadores acordarem, tendo 32 jogos pela frente é muito possível ainda dar a volta por cima.

Destaques individuais

– Devan Dubnyk: Já citado anteriormente nesse mesmo artigo, Dubnyk é um dos grandes goleiros nessa temporada. Com a menor média de gols contra por jogo (1,88) e percentual de defesas em relação aos disparos enfrentados (93,6%), Dubnyk surpreende e cala os críticos, mas não é nenhuma surpresa. Evoluindo a cada temporada, o goleiro principal do Minnesota Wild tem 30 anos e com a experiência foi se moldando e cobrindo suas fraquezas, muito injustiçado por um bom tempo pela crítica da torcida e imprensa, faz uma temporada incrível e digna de ser premiada se continuar assim.

Sergei Bobrovsky: Bobrovky volta a ter um desempenho digno de Vezina, estando saudável o goleiro do Columbus Blue Jackets tem feito partidas muito boas, algumas incríveis. Com 92,9% de defesas em relação aos disparos enfrentados, Bobrovsky é um dos grandes nomes dessa temporada no quesito defender seu gol e é uma peça muito importante na campanha de seu time.

– Cam Talbot: Quando foi para o Edmonton Oilers, Talbot era uma promessa quase cumprida, hoje vemos que a promessa foi cumprida. É um goleiro muito sólido, que defende muito bem e só não tem números melhores porque em muitas ocasiões fica exposto e sabemos muito bem que não adianta ser Henrik Lundqvist ou Dominik Hasek, um goleiro exposto aos disparos do adversário é tão frágil quanto uma peça de cristal. Muitas das vitórias do Edmonton Oilers tiveram Talbot como a peça principal, a maioria dos grandes times começam com um grande goleiro e o Edmonton Oilers já tem isso.

NHL: Arizona Coyotes at Edmonton Oilers
Talbot deixa o rótulo de promessa e passa a ser realidade (Foto: USATSI)

Antti Niemi e Kari Lehtonen: Não teria como citar um sem falar do outro, a dupla de goleiros do Dallas Stars vem fazendo uma temporada ruim. Niemi tem 90 % de defesas em relação aos disparos enfrentados, já Lehtonen 90,2%, para os padrões da NHL são números ruins e não para por aí, Lehtonen leva em média 2,81 gols por jogo, já niemi 3,2. O time está numa má fase desde o princípio da temporada e não poderia ser diferente com seus goleiros, mas eles dois que muitas vezes foram criticados injustamente, hoje são de maneira justa.

– Ryan McDonagh: Esse é talvez o defensor mais equilibrado da NHL atualmente quando se fala em habilidades defensiva e ofensiva. McDonagh auxilia o New York Rangers muito bem no ataque e o time tem números absurdos de aproveitamento defensivo quando seu capitão está no gelo, mesmo que em muitas vezes McDonagh tenha Dan Girardi como seu companheiro de par defensivo. Pensando no conceito “melhor defensor nas duas extremidades do gelo”, Ryan McDonagh é um candidato ao troféu Norris até aqui, mas na prática as coisas são diferentes, o que não apaga mais uma temporada incrível do capitão dos blueshirts.

– Oliver Ekman-Larsson: Outro grande defensor, mas esse é realmente esquecido pela imprensa a ponto de as vezes ser tratado como uma surpresa. OEL é outro que brigaria facilmente pelo título de defensor mais equilibrado, o Arizona Coyotes depende muito dele para defender e quando vai ao ataque, Ekman-Larsson faz um jogo inteligente passando e finalizando, sabe aproveitar muito bem o momento. Novamente se credencia para ser vencedor do troféu Norris, mas quem vota… Melhor deixar isso para depois.

– Victor Hedman: Mais um que parece ser esquecido e subestimado, mas com grande habilidade como passador e um bom comportamento quando não tem o puck. Hedman é um dos principais nomes da defesa do Tampa Bay Lightning, ao lado de Anton Stralman, tem 31 assistências, é o sétimo melhor de toda a liga no quesito assistências e disputando posições jogo a jogo com nomes como Evgeni Malkin, Phil Kessel, Nicklas Backstrom e o quarterback Erik Karlsson.

– Dan Girardi: Esse nome é comumente citado pela torcida do New York Rangers e não por coisas boas. Girardi é um grande problema para o time e não é de hoje, chegou a ser eleito allstar e merecidamente, o time deu um contrato longo, caro e com clausula de não-movimento, ou seja, ele não pode ser trocado ou mandado para AHL. Então seu jogo começou a desandar, ficou mais lento do que era, virou um desastre no gelo. Hoje Dan Girardi é muito provavelmente o pior defensor da NHL e virou um peso por conta de seu contrato, é o novo Wade Redden para o New York Rangers.

Deryk Engeland: Outro terror, mas de outra torcida. Engeland talvez não seja tão desastroso quanto Dan Girardi, mas ele é muito questionado e com razão em Calgary. A pesar de ele ter um +- (estatística inútil, eu sei) de 6, o impacto dele ofensivamente é ridículo e defensivamente é terrível. Engeland no 5 contra 5 está envolvido em muitas jogadas que tem impacto negativo para o time defensivamente, ou seja, ele falha na hora de defender. É simples assim, um defensor que não tem impacto ofensivo e que falha defensivamente, tem muito a ver com Dan Girardi.

Sidney Crosby: Crosby é novamente o líder da NHL em gols, nessa para o jogo das estrelas ele se encontra com 28, 4 gols a mais que Cam Atkinson e Jeff Carter, os vice-líderes no quesito. Ele tem uma média incrível de 0,6666666… gol marcado por jogo nessa temporada, ou seja, quando Crosby entra no jogo ele tem mais de 60% de chances de marcar um gol. Faltam adjetivos para defini-lo, Crosby é realmente o melhor atacante de nossos tempos ao lado de certo russo, mas até quando? A nova geração já ameaça a posição.

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Eichel é o tipo de jogador que faz total diferença para seu time (Foto: Dan Hickling/Olean Times Herald)

Jack Eichel: Existiram dois Buffalo Sabres nessa temporada: sem Eichel e com Eichel. O time é limitado, mas com o Eichel se colocou na disputa por vaga nos playoffs. Eichel disputou 27 jogos e anotou 21 pontos, isso dá uma média de 0,77 ponto por jogo, o impacto que ele tem no time em que joga é inacreditável. Injustiçado na premiação para calouros da temporada passada, Eichel continua a provar porque foi o número 2 no draft em que foi selecionado.

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Connor McDavid: Com 59 pontos em 51 jogos disputados nessa temporada. McDavid não é normal, não é acima da média, é espetacular, fantástico, mágico, um fenômeno e mais ainda. McDavid jogou 96 jogos na NHL e já passou da marca de 100 pontos. Mcdavid é o melhor candidato ao troféu Hart, na minha opinião, e também vai garantindo o troféu Art Ross, dado ao maior pontuador da temporada regular.

Eric Staal: Esse é um jogador que demorou a começar a jogar bem nessa temporada, mas agora produz gols e assistências em quase todos os jogos. Staal chegou com desconfiança por conta das temporadas abaixo do normal, por ter sido a cara do Carolina Hurricanes se esperava mais, então fechou um contrato de 3 temporadas recebendo 3,5 milhões de trumps em cada uma delas, um valor até baixo pelo status que possui. Staal e o Wild ganharam força e momento na temporada, então o mais velho dos irmãos Staal subiu sua produção e hoje tem 41 pontos, 16 gols e 25 assistências, é o segundo melhor do time em número de pontos.

Bruce Boudreau: O treinador do Minnesota Wild ano após ano leva seus times a vencerem a divisão e por enquanto vai cumprindo a missão. Temporada passada o Wild terminou a temporada regular na segunda vaga de wild card da conferência oeste, sem mudar muita coisa no seu elenco e com um novo técnico, o desempenho da equipe é muito superior nessa temporada. Boudreau apesar de tudo parece ter um karma que é ser eliminado no jogo 7 dentro de casa, talvez com esse Minnesota Wild ele seja capaz de superar o karma e talvez ir mais longe do que já foi e para isso o trabalho está no caminho certo.

John Tortorella: A terceira melhor campanha da liga tem por trás dela a mente de John Tortorella. Citado no predecessor desse texto, Tortorella não só fez o time manter o bom nível, mas melhorar ainda seu desempenho e por isso vale ser citado novamente. Tortorella e o time do Columbus Blue Jackets tem uma missão até o final da temporada regular: classificar em uma boa posição para os playoffs para talvez fazer uma campanha histórica, mas tudo indica que o caminho da divisão metropolitana será um dos mais difíceis e uma possível queda precoce na pós-temporada pode não ser um fracasso dependendo do contexto.

– Barry Trotz: Entra ano, sai ano, Barry Trotz consegue fazer o Washington Capitals ser uma equipe competitiva. Apoiado em um bom momento, hoje o Washington Capitals lidera a liga e tem que lidar com muito mais do que a pressão normal para a situação. Todo o histórico e os estigmas que o time tem devem ser deixados de lado e Trotz é quem deve administrar isso como técnico do time, esse Washington Capitals merece uma Stanley Cup, mas não é o único time e nunca será, por isso Trotz tem a missão de não apenas ficar no mereceu, mas de gerenciar o time para finalmente conquistarem a copa.

Outras impressões:

A NHL adora fazer médias e quase sempre comete injustiças enormes por conta disso. Listas, premiações, sempre são polêmicas e discutíveis, porém existem casos onde a injustiça fica clara, ou talvez pior, que o desentendimento do que deveriam estar fazendo é evidente. Como Jack Eichel não esteve entre os três melhores calouros da temporada passada? E os vencedores do Norris, será que realmente os votantes entendem que é o desempenho do defensor em todo o gelo e não só análise de gols e assistências? Até hoje lembro do Crosby levantando o Conn Smythe Trophy, dado para o jogador mais valioso nos playoffs, e eu pensando na injustiça feita a Phil Kessel, isso foi a liga fazendo média e nada mais, pobre Kessel. Daqui algum tempo os votos para os prêmios serão registrados e eu tenho quase certeza que quando a premiação for entregue, alguém será deixado para trás seja por jogar em um time de menos nome ou porque a crítica não vai com a cara do jogador.

Nessa madrugada (estou escrevendo esse trecho após as 3 horas da manhã pelo horário de Brasília, já no sábado dia 28/01) a NHL terminou de divulgar sua lista dos 100 melhores jogadores em 100 anos (a liga completou 99 anos recentemente), primeiro foram divulgados 33 nomes de jogadores anteriores a década de 1970, então os 67 restantes foram divulgados em uma grande cerimônia em Hollywood na noite da sexta-feira. Sem ordem, apenas separados pro suas épocas, vimos nomes indiscutíveis como Bobby Orr, Mario Lemieux, Wayne Gretzky, Patrick Roy, Chris Chelios e outros aparecerem. O porém foi quando chegaram aos anos 2000: Teemu Selanne, Chris Pronger, Nicklas Lidstrom, Pavel Datsyuk e Martin Brodeur entre os jogadores já aposentados, ou em outra liga no caso do Datskyuk, todos merecedores realmente. Mas aí vieram os jogadores ativos, Jaromir Jagr, Sidney Crosby, Alexander Ovechkin, Duncan Keith, Patrick Kane e Jonathan Toews. Jagr, Crosby e Ovechkin pertencem a essa lista, Kane, Toews e Keith não. Eles são grandes jogadores, importantíssimos para os 3 títulos do Chicago Blackhawks nos últimos anos, mas Jarome Iginla, Joe Thornton e alguns ativos tiveram carreiras melhores do que eles, além de outros já aposentados há pouco ou muito tempo. Esses jogadores ainda tem muito tempo pela frente, mas no momento seus nomes não deveriam estar incluídos.

Vai acontecer o All-Star Game esse final de semana, ano passado num período desses havia muita curiosidade para saber o que seria de John Scott no evento, sua aclamação popular foi um movimento incrível e interessante contra certas atitudes da liga. Para esse ano parece não haver expectativa alguma, eu entendo os motivos da liga ter criado regras novas para eleição de jogadores, mas um pouco poder para o público se divertir não faz mal. Fora que alguns nomes entre os selecionados são não só questionáveis como quase que risíveis pela temporada que vem fazendo, era melhor chamar o John Scott de volta.

NHL: All Star Game
John Scott foi uma atração e um símbolo para os fãs da liga no All Star Game de 2016 (Foto: USATSI)

Aqui vai uma opinião extremamente impopular: a liga acertou em não aprovar a expansão em Quebec. Eles precisam de uma franquia nova no oeste e não no leste, certamente não seria bom para Detroit Red Wings ou Columbus Blue Jackets voltarem para a conferência oeste, assim como não seria bom para um time de Quebec também, é simples assim. Não importa o quanto a cidade seja apaixonada e mereça um time, existem motivos pelo qual a liga precisa prezar antes de tudo e esses motivos fizeram Quebec ser rejeitada como expansão. A alternativa para a cidade é alguém comprar um time e levar a franquia para lá, talvez o Carolina Hurricanes, já que alegadamente Peter Karmanos estaria aceitando vender a franquia para qualquer um que pagasse.

Pegando o gancho, é provável que o Carolina Hurricanes não sobreviva muito tempo, nessa temporada está com uma média menor do que 12 mil expectadores por público em casa. A cidade nunca abraçou a franquia realmente e os maus momentos comprovam isso, mas esse não é o maior dos problemas. Há algum tempo circulam boatos de procedência até confiável que Peter Karmanos Jr quer vender a franquia, mas sempre dizendo que ele quer vender para alguém que se comprometa a mantê-la no estado da Carolina do Norte, só que algumas fontes relataram que Karmanos agora aceitaria vender o time para qualquer pessoa, mesmo que tirasse da Carolina no final das contas. Os problemas não param por aí, os filhos mais velhos o estão processando em uma quantia milionária por alegadamente não ter reposto dinheiro de outras empresas para financiar o Carolina Hurricanes. A melhor solução é se livrar do time mesmo, uma pena para quem é fã, mas negócios são negócios.

 

E essas foram minhas impressões acerca da temporada 2016-17 da NHL até a parada para o All Star Game, além de outras questões de dento da liga. Vemo-nos ao final da temporada regular, então, e em outros textos, além de sempre na minha coluna semanal Do Velho Mundo.

Ovechkin ou Crosby? – Precisamos é parar com essa bobagem

Ovechkin ou Crosby? – Precisamos é parar com essa bobagem

Desde que o mundo é mundo, a tal da raça humana nunca se conteve e se conformou com certos aspectos. Lá na criação, Adão e Eva – já me empolguei – se sentiam tão realizados que cometeram o ato de pecar e serem expulsos do Paraíso pelo “simples” fato de ter um desafio em suas vidas. Ou seja, algo novo, diferente, fora da curva, etc.

Na área dos esportes, as comparações sempre assolaram e geraram dúvidas, perguntas e questionamentos sobre quem é melhor que vem. Quem nunca se deparou com: “Cristiano Ronaldo é melhor que Messi“, “Kobe Bryant sempre foi e sempre será mais completo que LeBron James“. Claro, existem alguns termos/esportes que são inquestionáveis, como por exemplo, Pelé ser o melhor da história do futebol, ou para o nosso amado hóquei, Wayne Gretzky ser incontestável.

Ainda há aqueles que contestem isso, do qual eu sinto pena…

Hoje a discussão mais sadia que envolve jogadores em atividade é a amarga decisão de escolher quem é melhor: Alex Ovechkin ou Sidney Crosby. Sabe quando criança, na hora de montar um time de futebol pra jogar na rua, você tem que tirar par ou ímpar e tem pelo menos dois garotos que se destacam e mesmo que você perca a disputa do mesmo, você ficará (em tese) com o segundo melhor? Então, é isso – o que não é pouca coisa.

Pois bem… Chegamos ao ponto de tentar dissecar qual seria a melhor escolha para seu time, no caso você vença a disputa no par ou ímpar e terá a “triste missão” de escolher Ovechkin ou Crosby. – Espera ai, eu disse isso mesmo? “Triste missão”, sabe se lá de onde eu tirei isso.

Para tentar argumentar, abaixo os prós e contras – se é que existe – de cada um deles:

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Alex Ovechkin, 31 anos. Na liga desde 2005 e 1001 pontos na carreira.

Pró: Fisicamente Ovi é um animal – no bom sentido. Tem um vigor físico invejável. Há uma história que diz que quando o jogador se mudou para os Estados Unidos, ele fez questão de escolher um prédio que não tinha elevador para que ele pudesse subir e descer as escadas nas horas vagas para manter o físico. O que deu certo.

Individualmente é um dos jogadores mais letais do planeta a tal ponto da equipe do Washington Capitals “desenhar” um power play para aderir ao seu poderoso onetimer slapshot – foram inúmeros gols assim. Os adversários sempre sabem como será o PP dos Caps, mas sempre acabam levando gol mesmo assim.

Contra: O que sobra do camisa 8 da capital americana, falta no quesito coletivo. Não que isso seja exclusivamente uma falha de si como um toda. Até hoje foram apenas três títulos coletivos e não fora na NHL que isso veio. Foram três conquistas com a seleção russa no Mundial da IIHF em 2008 (Canadá), 2012 (Finlândia) e 2014 (Bielorrússia).

Outro argumento que complica a vida do russo, é os recentes “fracassos” nos playoffs da NHL, o que pesa contra e leva consigo o termo de pipoqueiro – do qual eu discordo plenamente.

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Sidney Crosby, 29 anos. Na liga desde 2006 e 983 pontos. Dois títulos de Stanley Cup.

Pró: Se o único argumento de Sid The Kid fosse os dois títulos de Copa Stanley (Pittsburgh Penguins) seria o suficiente, mas o mesmo é uma máquina de títulos. Atual campeão da NHL, Crosby já ergueu a taça em 2009 e também foi campeão Olímpico com a seleção canadense por mais duas oportunidades: 2010 Vancouver (Canadá) e 2014 Sochi (Rússia).

Tais conquistas mostram que Crosby é um líder nato dentro da equipe defende, visto que, nas quatro conquistas mais importantes de sua carreira, foi capitão, MVP e tudo mais que tem direito.

Contra: O que Ovechkin esbanja saúde, Crosby fica a um pouco a desejar. Com inúmeras lesões na carreira, o camisa 87 perdeu muito tempo devida concussões e pequenas lesões que o afastaram dos rinks por várias vezes.

Esse argumento é bem subjetivo – eu sei, não me leve a mal -, e o fato de se lesionar com mais facilidade que o rival russo, não seja exatamente o que eu deixaria de escolhe-lo caso ganhasse o par ou impar. É apenas um argumento que precisa ser posto na balança já que está a uma “meia-concussão” de ter que encerrar a carreira, já que foram duas: 1º de janeiro de 2011 (do qual ficou de fora da pós temporada) e 10 de outubro de 2016.

Isso nos mostra que é praticamente impossível chegar a uma conclusão de qual jogador é melhor, ou qual é mais ou menos importante para suas respectivas equipes. Isso não existe. Vamos combinar uma coisa? – Deixe a história ser escrita, não perca tempo com isso e aproveite o que cada um pode render de melhor.

Puck de cristal: 15 previsões para 2017!

​Olá amigos e amigas! Um feliz 2017 para todos e todas! Estamos começando mais uma jornada de muita NHL, jornada especial já que a liga completará 100 anos em novembro de 2017. Que tal colocar o puck de cristal para funcionar e fazer alguns palpites que vão acabar sendo miseravelmente errados? Vamos nessa! 

1. 25 anos e nem um dia a mais.

Como foram gloriosos os tempos de Yzerman, Fedorov e Lidstrom. Esses infelizmente não voltarão para ajudar o Red Wings a manter viva sua streak de idas aos playoffs viva. A sequência começou na temporada 90-91 com Yzerman e Fedorov ainda jovens e Nick Lidstrom nem tinha estreado na NHL ainda. Desde lá, a equipe jogou 56 séries de playoffs, chegando na Stanley Cup Final seis vezes, vencendo quatro delas. A streak das asas vermelhas nunca esteve em tão grande perigo como agora, isso se deve aos poucos jogadores com diferencial ofensivo além dos problemas defensivos. Não teremos playoffs em Hockeytown.

2. Trevor Linden e/ou Jim Benning serão demitidos

O processo de rebuild é doloroso, penoso e nem sempre bem digerido pelos torcedores. A reconstrução do Canucks vem seguindo a parte principal (perder muito mais do que ganhar) do sistema mas vem falhando em outros pontos importantes. Jake Virtanen ainda não se tornou o goal scorer que se esperava dele, Loui Eriksson não é nem sombra do mesmo jogador que marcou 30 pelo Bruins em 15-16, isso sem falar nos veteranos que se lesionaram (casos de Alexander Edler e Erik Gudbranson) e nos que não vem produzindo como outrora (HELLO ALEX BURROWS). Somando a isso, as decisões questionáveis de Jim Benning e seu staff nos últimos drafts (I mean, ter Matthew Tkachuk – o tipo de jogador que o Canucks necessita – sobrando na mão e ir de Olli Juolevi não parece tão esperto ao primeiro olhar). Linden, apesar da má fase, conta com muita moral da alta cúpula do Canucks. Isso faz com que o pobre Benning tenha que proteger seu pescoço em 2017. Poor Sedins.

Por favor Trevor, salve meu pescoço! (Créditos: Vancouver Courier)

3. Teremos campeão inédito

Desde 2000, a NHL teve quatro campeões inéditos (Lightning 2004, Hurricanes 2006, Ducks 2017, Kings 2012) e acredito que existe possibilidade real em 2017 de termos um novo debutante. Até agora, o Columbus Blue Jackets de John Tortorella (HOW ABOUT THAT) parece ser o candidato mais gabaritado. Vale ficar de olho também em sonhadores antigos como Sharks, Predators, Blues e Capitals.

4. Marian Hossa será trocado

Essa é uma das previsões dessa lista que talvez não aconteça mas você amigo e amiga sabe que existe a real possibilidade e o potencial culpado disso é o salary cap do Chicago Blackhawks. Atualmente, a equipe tem um cap space de 436 mil trumps. Virtualmente nada. Patrick Kane e Jonathan Toews serão homens ricos por muito tempo e não vão para lugar algum. O mesmo pode se dizer para Corey Crawford, Duncan Keith e Brent Seabrook. Isso sem falar de Artemi Panarin que acabou de renovar com o Hawks. Isso acaba nos deixando com quatro suspeitos: Hossa, Artem Anisimov, Markus Krueger e Nicklas Hjalmarsson. Hjalmarsson é o mais novo do trio defensivo principal então não. Anisimov centra a linha de Kane e Panarin, esse também não. Isso nos deixa com Hossa e Krueger. Caso o #81 não seja trocado, porque não pensar como seria uma nova vida sob a luz do luar de Vegas?

Hossa foi peça crucial nos últimos três títulos do Blackhawks, pode esse ser o fim do ciclo? (Créditos: ESPN)

5. Ben Bishop será trocado
Com o talentoso Andrei Vasilevskiy na fila para assumir a goleira do Lightning por um ótimo período de tempo, é difícil pensar em uma vida muito longa para o camisa #30 em sua atual casa. Pra dizer a verdade, esse dilema quase foi resolvido em junho, quando Bishop esteve as portas de ser trocado para o Calgary Flames, troca esta que nunca se concretizou. Se ventila que a pedida de Bishop para seu novo contrato é de 7M por temporada (Bish é FA no fim dessa temporada) e como o Lightning sofre com problemas de cap space e tem contratos importantes para renovar, é o caminho natural a saída de Bishop.

Bish, please! (Créditos: alchotron.com)

6. Ben Bishop irá para o Dallas Stars
Seja em março na trade deadline ou em julho na free agency, Dallas é a casa perfeita para receber o atual #30 do Lightning. As estrelas texanas tem aspirações e talento para pensar em uma longa caminhada nos playoffs mas convenhamos que tudo isso fica difícil de ser alcançado com a dupla mortal Kari Lehtonen/Antti Niemi entre os postes. Apesar das lesões sofridas nas duas últimas temporadas, não podemos esquecer que Bishop liderou o Lightning para uma Stanley Cup Final e para a final do leste em 2016 com um cartel de 8-2 antes de se lesionar no jogo 1 da final vs Pittsburgh.

7. Alex Ovechkin não marcará 50 gols nesta temporada.

Correndo o risco de acordar um urso (assim como fiz no primeiro post da história desse blog em 2013), nada leva a crer que o russo repetirá as últimas três temporadas e vai alcançar o número mágico e isso tem lá seus motivos. O powerplay do Capitals segue bom mas já não é a máquina poderosa de antes (um tanto da má fase do PP se deve a temporada gelada de Evgeny Kuznetsov) e isso afeta a produção de pucks na rede de Ovechkin. Tomando as últimas três temporadas como base, Ovechkin marcou 154 gols em 238 partidas, média de 0.64 por partida. Desses 154 tentos, 68 deles foram marcados via powerplay, impressionantes 44.15%. Se esses números forem expandidos para a carreira, até o jogo desse domingo contra Ottawa, Ovechkin marcou 37.08% de seus gols (201 de 542) no powerplay. Nesta temporada, o russo marcou apenas 6 de seus 17 gols quando seu time estava com a vantagem numérica no gelo, isso dá 35.2%, ficando abaixo de suas médias normais. Ovechkin também está chutando menos a gol, até a partida deste domingo, o russo tinha realizado 140 disparos a gol em 35 partidas por ele disputadas, média de 4 por jogo. Ovie está no caminho para chutar aproximadamente 328 vezes a gol nessa temporada, o que seria a menor quantidade de disparos a gol em uma temporada completa desde 2011-2012. O camisa #8 também está acertando menos, o russo converteu apenas 12.1% de seus disparos até agora, sendo a pior porcentagem de sua carreira desde 2010-2011. Tudo isso pode ser somado ao fato de que Ovechkin também está entrando menos no gelo. Até a peleja desse domingo, Ovie tinha um TOI médio de 18:41 por jogo, essa é a pior marca de sua carreira em uma única temporada e fica quase três (!!!!) minutos abaixo de sua média.

Jogando menos, chutando menos e acertando menos. “The Great 8” precisará de uma segunda parte gloriosa para alcançar os 50 gols novamente. (Crédito: mymindonsports.com)

8. Darryl Sutter na corda bamba
Essa é mais conspiração do que necessariamente uma previsão mas vale a pena ficar de olho. É certo que a lesão de Jonathan Quick no início da temporada não o ajudou em nada e o ataque, tirando Jeff Carter, vem deixando a desejar, seja com produção baixa ou com lesões. Com tudo isso, os reis hoje estão fora da zona dos playoffs e correm algum risco de ficarem fora dos playoffs pela segunda vez em três anos na divisão mais acessível de toda NHL. Vale a pena ficar atento.

Bom como técnico e como meme, a vida sem Jonathan Quick não é tranquila para Sutter.

9. Toronto Maple Leafs nos playoffs.
Yeah baby, Matthews levará Toronto aos playoffs e eu tenho medo de zicar os garotos de Mike Babcock com esse palpite.

10. Outside games em Tampa Bay e Nashville

A NHL confirmou nesse domingo antes do Centennial Classic que tem planos para realizar três partidas ao ar livre em 2017. O Lightning já está algum tempo na lista de destinos possíveis para receber esse evento e não vejo motivos para ele não acontecer no ano que chegou, o mesmo pode se encaixar para Nashville. Se pudesse palpitar os jogos, porque não pensar em Lightning x Flames no Tropicana Field (ballpark do Tampa Bay Rays) e um Predators x Red Wings no estádio do Titans? I’m young, let me dream.

11. O Puck Brasil chegará aos 5.000 seguidores

Vamos trabalhar muito para isso e precisamos muito da ajuda de vocês para cumprir essa ousada meta, vamos aos 5k!

12. Rick Nash e/ou Marc-Andre Fleury irão para Vegas

Em entrevista no ano passado, George McPhee (GM dos cavaleiros dourados) disse que busca 5-6 bons jogadores para construir seu time em torno deles. Nash tem um contrato salgado e precisaria abrir mão de sua cláusula de não troca para ser exposto ao draft da expansão e o Rangers sonha em assinar com um bom defensor (cof cof KEVIN SHATTENKIRK cof cof) na free agency, faz algum sentido. Já Fleury, fora um meteoro vindo em direção a terra, deve ser o goleiro exposto por Pittsburgh no draft e Vegas adoraria ter um goleiro que apesar do problema com as lesões, ainda pode manter um bom nível por mais 3-4 anos.

Oponentes nos últimos três playoffs, 2017 pode reservar uma nova casa para Fleury e Nash. (Créditos: zimbio.com)

13. Liquidação no Avalanche.
Ninguém está salvo. Fora uma melhora e um milagre de proporções bíblicas, provavelmente o Avalanche ficará nas últimas colocações da liga e eu repito, ninguém está salvo. Joe Sakic e Jared Bednar são os primeiros candidatos a atualizar suas páginas no Linkedin. Matt Duchene, Jarome Iginla e Semyon Varlamov podem muito bem encontrar casas novas durante os 364 dias que ainda nos faltam.

Lenda como jogador, Joe Sakic agora experimenta a complicada vida de ser GM em um time que pouco alcançou. (Créditos: Denver Post)

14. Prêmios

Sidney Crosby levará o Hart Trophy (MVP da temporada), Lindsay Award (melhor jogador da temporada eleitos pelos jogadores), Art Ross (maior pontuador da temporada) e o Rocket Richard (maior artilheiro da temporada). Matthew Tkachuk ficará com o Calder (melhor rookie da temporada). Sergei Bobrovsky ficará com o Vezina (melhor goleiro da temporada). John Tortorella leva pra casa o prêmio de melhor treinador e Auston Matthews será a capa do NHL 2018.

15. Jaromir Jagr.

Ele seguirá jogando, batendo recordes, trabalhando mais do que qualquer jogador da liga e ainda vai encontrar tempo para seguir sendo o sex appeal número um da NHL. Forever young, Jags, forever young!

Jags e seu “irmão perdido” PK Subban durante o All-Star Game em janeiro de 2016. (Créditos: Philly Influencer)