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Puck na cara #5 – Stanley Cup Playoffs #2 e A Grande Final

Puck na cara #5 – Stanley Cup Playoffs #2 e A Grande Final

Olá caros leitores do Puck Brasil! No dia em que se inicia a final, depois de ter falhado miseravelmente nos palpites da primeira rodada e sofrer com a famosa falta de tempo, eu, Lucas Mendes, estou aqui de volta pra falar sobre os amados playoffs da NHL, mas antes de tudo, quero mandar um TANKA MAIS pro meu caro amigo Canuck, Andrei Henrique.

Embora esses playoffs estejam levemente manchados por erros crassos de arbitragem, que definiram o andamento de algumas séries, tivemos duas ENORMES surpresas, uma pipocada que todo mundo espera (alô Capitals), além da volta dos canadenses, que ficaram fora na última temporada, chegamos ao clímax, a grande final, onde um time chorará, e outro alcançará a glória máxima do hóquei, inclusive, podendo ser um campeão inédito.

Destrinchando um pouco, vamos falar primeiro da conferência Oeste, onde tivemos a maior surpresa talvez da história da NHL. Quem, em sã consciência apostaria que o último time a se classificar aos playoffs anularia totalmente e varreria o melhor time classificado em sua conferência? Sério, aplausos de pé para o Nashville Predators. Enquanto isso, o Chicago Blackhawks ficou só na espera de #OneGoal em casa. No outro lado dessa chave, tivemos outra varrida, mas nesse caso, teve muita polêmica. O Ducks varreu o Flames sim, mas erros de arbitragem nos três primeiros jogos colocaram em dúvida o resultado da série. Ainda nesse lado, tivemos o Oilers vencendo uma série de playoffs depois de 800 anos em rebuild e tank. Na segunda rodada ainda tivemos Ducks vencendo jogo 7 em casa (!!!) e o Predators vencendo o Blues. Na final de conferência, vimos o Predators chegando na grande final pela primeira vez na história. Smashville tem plenas condições de festejar como nunca visto antes. Só precisam de mais 4 vitórias.

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PK e Nashville estão como predadores em busca da taça. (Foto: Frederic Breedon/Getty Images)

Do lado leste, quem apostava no Ottawa Senators? Passando pelo Bruins e pelo Rangers, que eliminou Carey Price e cia na primeira rodada (PK Subban está assim: minha ex tá bem, só não está melhor que eu), mas parou no 2º overtime do jogo 7 na final de conferência contra o Penguins, que passou da sensação Blue Jackets e mais uma exaustiva vez, contra o time da pipoca anual, o Washington Capitals (Ovie nunca vai ganhar uma Stanley Cup mesmo, infelizmente) que tinha vencido o Toronto Maple Leafs, com sufoco. O Penguins volta a final e vai defender seu título, querendo levantar a Stanley pela 5ª vez.

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O olhar de quem quer levantar mais uma taça. (Foto: NHL)

O Penguins vem com certo favoritismo nessa final, pelo fato de ser um time mais acostumado com finais e mais experiente nos playoffs. Do outro lado, o Predators vem com o apoio imenso da torcida, que parece uma torcida sul-americana em jogo de libertadores, além de ter um baita goleiro em Rinne, uma defesa extremamente sólida liderada pelo negro maravilhoso PK Subban, sem falar no bom ataque.

A defesa deve ser o fator desequilíbrio, o que pode decidir o campeão nessa final. O Penguins sofreu bastante com erros defensivos nesses playoffs e precisa que seus 3 pares joguem de maneira sólida, evitando erros e impedindo o bom ataque de Smashville.

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Quem comemora? Quem chora? A final começa HOJE (29/05)! (Foto: NHL)

Mas, cá entre nós, temos uma certeza. A Stanley Cup desse ano, com certeza será amarela.

Impressões sobre a primeira fase de playoffs da NHL

Impressões sobre a primeira fase de playoffs da NHL

Depois de dois textos mais ou menos nesse formato e milhares (0 no total) pedidos de retorno, aqui estamos novamente. A primeira fase dos playoffs pela Stanley Cup está nos livros de História, mas vamos fazer uma análise do que se passou em cada série e porque certos times avançaram e outros não. Em algumas séries é um trabalho óbvio, em outras é mais minucioso, isso simplesmente porque muitas vezes as coisas ficam escancaradas para todos verem, mas às vezes não.

Mas antes de tudo, o que aconteceu? O caos, como sempre, não poderia ser diferente quando o primeiro gol dos playoffs sai num backhand topshelf de Tanner Glass sobre Carey Price, depois disso coisas estranhas aconteceram, outras até esperadas também aconteceram. Hora de tratar série a série:

Canadiens 2-4 Rangers Foi aqui que o caos começou, pode-se dizer que o New York Rangers segurou o pé na temporada regular para ir parar no lado da divisão do Atlântico na chave dos playoffs e deu certo.

No que foi anunciado como um duelo de goleiros, o que é óbvio quando se tem Henrik Lundqvist de um lado e Carey Price do outro, na verdade foi mais sobre os ataques. Nenhum dos dois times tem um conjunto de defensores incrível, mas no geral os defensores se comportaram bem e isso foi o bastante, os goleiros dispensam comentários. A grande questão é que o New York Rangers tem melhores jogadores no seu ataque e isso pesou muito, tirando o terceiro período e prorrogação do jogo 2 e o jogo 3, em ambos os casos o Rangers esqueceu de jogar e foi justamente onde perdeu 2 jogos. Nos 4 jogos restantes, o ataque do time de Nova Iorque falou mais alto, Alain  Vigneault achou combinações de linhas para atormentar os defensores de Montreal e Carey Price. Os goleiros fizeram o que puderam e no final das contas foi o poder para superar esses monstros que contou para o destino final da série, poder que o Canadiens não demonstrou, enquanto do outro lado os atacantes liderados por Mats Zuccarello, Mika Zibanejad e Rick Nash construíram o caminho.

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Rick Nash e Jimmy Vesey celebram (Foto: Frank Franklin II/AP)

Senators 4-2 Bruins Uma série decidida pelo equilíbrio dos times, o Boston Bruins tinha o melhor goleiro e o melhor jogador de linha, mas o Senators tinha mais equilíbrio em seu elenco. Para um time em reconstrução, o Boston Bruins foi realmente bem, mas o Ottawa Senators estava passos a frente e no final das contas isso pesou muito no destino da série.

A série foi disputada em 6 jogos com direito a prorrogação em 4 deles e todos os jogos foram definidos por 1 gol. Jogadores como Bobby Ryan, Derick Brassard e mesmo Clarke Macarthur, que marcou 2 gols vitoriosos no tempo extra, incluindo o gol que venceu a série, além deles também tivemos um impacto grande do quarterbarck Erik Karlsson, especialmente com lançamentos para os atacantes em velocidade. Se o Ottawa Senators teve isso, o Bruins teve muita vontade e intensidade, Brad Marchand, David Pastrnak, David Backes, os atacantes fizeram o que poderiam fazer, Tuukka Rask roubou gols, mas simplesmente o adversário era mais forte e conseguiu impor a força em momentos decisivos, o tipo de coisa que acontece muito nos esportes.

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Jogadores do Ottawa Senators comemoram o gol vencedor da série marcado por Clarke Macarthur (Foto:Michael Dwyer/Associated Press)

Capitals 4-2 Maple Leafs O Capitals era amplo favorito na série e venceu. Poderia parar por aí, mas as coisas foram muito além disso, muito além de 6 jogos dos quais 5 foram decididos na prorrogação, uma das 3 séries recordistas de prorrogação na história da NHL (as outras duas foram Phoenix/Arizona Coyotes vs Chicago Blackhawks em 2012 e Montreal Canadiens vs Toronto Maple Leafs na Stanley Cup em 1951), e todos os jogos sendo definidos por 1 gol apenas. Essa série mostrou que o Toronto tem Futuro e que o Capitals não é uma máquina invencível.

Um fator importante para o destino da série foi Auston Matthews, o jovem principiante na liga demonstrou uma boa capacidade de liderar sua equipe, de motivar os demais jogadores e a garotada seguiu o líder, pressionou o Washington Capitals o quanto pode. Do outro lado tivemos um time completo sendo pressionado em muitos momentos por uma equipe mais inexperiente, talvez a pressão que o time sofre pesou em alguns desses momentos, mas o Capitals conseguiu achar o caminho em alguns momentos, especialmente no último jogo da série. Enquanto o Toronto entrou despreocupado na série, o Washington tem um fardo muito grande para aguentar e é algo que vem atrapalhando sempre, ano após ano, essa série nos mostrou que se o Capitals pretende se livrar do fardo de não ter Stanley Cup, vai precisar deixa-lo de lado e não deixar que esse fardo o assombre.

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Marcus Johansson foi o herói no jogo 6 (Foto: Toni L. Sandys/The Washington Post)

Penguins 4-1 Blue Jackets Uma série surpreendente e não por motivos bons, o Columbus Blue Jackets decepcionou totalmente, mas ainda sim, não foi a grande decepção da pós-temporada. Em alguns momentos o Pittsburgh Penguins pareceu relaxado na série e com totais méritos, mas é mais fácil relaxar quando o adversário não pressiona você.

Há de se fazer uma ressalva de que nessa série aconteceu a primeira vitória do Blue Jackets em período regular (60 minutos) num jogo de playoffs, mas de resto tivemos domínio amplo do time de Pittsburgh. Vale ressaltar também que Marc-Andre Fleury fez uma ótima série, o goleiro teve que entrar de última hora no lugar de Murray e fez muitas defesas chave quando foi chamado ao trabalho. Além disso, o ataque do Penguins fez e teve liberdade para fazer tudo o que sabe, o tipo de coisa que termina desastrosamente quando se enfrenta Crosby, Malkin, Kessel, Kunitz, Rust…

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Penguins e Blue Jackets apertaram as mãos mais cedo que o esperado (Via: http://www.foxsports.com/nhl/gallery/columbus-blue-jackets-eliminated-by-pittsburgh-penguins-5-reasons-playoffs-042117)

Blackhawks 0-4 Predators SWEEP! SWEEP! SWEEP! SWEEP!, esse era o grito nos minutos finais do jogo número 4, em Nashville. A NHL é conhecida por ter muitas surpresas nos seus playoffs, mas ninguém no mundo imaginava que o Chicago Blackhawks 2016-17 seria varrido, de fato, o time era apontado como um dos grandes favoritos a vencer a Stanley Cup.

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Jonathan Toews e todo o Chicago Blackhawks estão tendo muita dor de cabeça após essa série desastrosa para o time (Foto: Associated Press)

A série começou de um modo estranho, os dois jogos em Chicago tiveram shutout de Pekka Rinne, o Nashville Predators mostrou ao mundo em apenas 2 jogos que o poderoso e temido ataque do time de Chicago não poderia apenas ser parado, mas completamente anulado. Rinne foi um fator importantíssimo nessa série e seu desfecho chocante, mas não foi o único fator, os jogadores de linha tiveram uma postura ótima durante os 4 jogos, não deram espaço para o Blackhawks usar suas poderosas armas, defendeu muito bem quando não teve o puck, pressionando, fazendo o adversário errar, isso deu espaço para o ataque aparecer e brilhar. Pela primeira vez na história dos playoffs de qualquer uma das 4 grandes ligas um time com a pior classificação da conferência varreu o time de melhor colocação, o Nashville Predators já fez história nessa série, mas certamente quer mais.

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Marcus Johansen celebra gol no jogo 4 (Foto: Associated Press)

Wild 1-4 Blues Essa era uma série com muita pegadinha, o time do Minnesota Wild era muito bom, mas desde o começo eu vi o St Louis Blues como favorito. Questão de momento e do tal matchup, se teve um time na temporada regular que foi não simplesmente uma pedra, mas um monte Everest, no sapato do Wild, esse time foi o Blues. Temporada regular é uma coisa e playoffs outra, mas nesse caso não foi.

A verdade é que o Blues fez o que fez em todos os confrontos na temporada regular: contragolpes rápidos e mortais quando era pressionado, mas além disso, achou um modo de trabalhar bem o puck e não precisar contar com Jake Allen o tempo todo. Allen foi um diferencial na série, saiu do primeiro jogo com 51 defesas, o Blues brincou de mais com o perigo naquele dia, mas deu certo. Então foram mais duas vitórias até que o Wild vencesse o jogo 4, tudo foi definido na prorrogação de um emocionante jogo 5. Bruce Boudreau foi novamente superado taticamente na primeira rodada dos playoffs após uma grande temporada regular, novamente o St Louis Blues foi a montanha que o Minnesota Wild não conseguiu escalar na temporada 2016-17.

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Jogadores do St Louis Blues celebram a classificação (Foto:Stacy Bengs/The Associated Press)

Ducks 4-0 Flames Eu sinceramente achava que o Flames iria vencer ao menos um jogo, mas o Anaheim Ducks era franco favorito e confirmou isso no gelo. O Calgary Flames até apertou o jogo em 3 jogos, mas no final o melhor venceu.

Ducks teve mais tranquilidade e vontade nos momentos decisivos, isso pesa muito no momento de vencer o jogo e uma série. Corey Perry passou a maior parte da temporada sumido e voltou a jogar muito bem, mas o grande nome foi Ryan Kesler, esse fez a mágica acontecer. O time de Calgary conseguiu mostrar vontade também, mas esbarrou em alguns problemas como um goleiro não muito confiável, a falta de mais poder defensivo e a falta de cabeça para vencer um jogo. Onde um falhou, o outro teve sucesso e assim as coisas funcionam.

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Não foi tão tranquilo quanto pareceu, mas o Anaheim Ducks varreu e avançou (Foto: Sean M. Haffey/Via: Getty Images)

Sharks 2-4 Oilers Essa era uma série difícil, a balança estava equilibrada, mas o time de Edmonton conseguiu usar melhor suas armas e isso acabou decidindo a série. Não só o poderoso ataque, como o grande goleiro do Oilers fez a balança pesar para seu lado.

Aqui era uma das séries onde era tudo possível, experiência contra inexperiência, time sólido em todo o gelo contra um time que tem falhas defensivas, mas em 6 jogos o Edmonton Oilers conseguiu vencer 4 jogos, contando com a liderança do incível Connor McDavid, mas com outros jogadores como Leon Draisaitl e até mesmo Zack Kassian achou espaço para brilhar. Lá atrás, Cam Talbot teve dificuldades, mas segurou os pucks quando a pressão do Sharks aumentou. Mesmo com um jogo 4 péssimo, o time de Edmonton não se abalou, o jovem time conseguiu dar grandespassos para um futuro teoricamente brilhante.

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Leon Draisaitl abre a contagem no último jogo da série (Foto: Tony Avelar/Associated Press)

Outros assuntos relacionados:

Um ponto em que eu devo tocar e que sempre se tem reclamações aos muitos especialmente nos playoffs: arbitragem. É sempre polêmica, sempre o seu time foi assaltado e o adversário é sempre beneficiado (em poucos casos é realmente verdade), sempre tem um complô e sempre tem ânimos elevados. Posso dizer que a arbitragem fez muita besteira, especialmente deixando de marcar penalidades claras e algumas até graves, as vezes exagerando em lances que não eram penalidades. Mas nada que tenha realmente comprometido algum jogo ou série. Então não, seu time não foi assaltado, o adversário não foi beneficiado, não há complô, ninguém comprou a Stanley Cup, foram apenas seres humanos tomando decisões e fazendo julgamentos errados.

Relacionado a arbitragem temos as revisões. Outro ponto chato e polêmico, mas muitas decisões corretas foram tomadas, outras questionáveis, mas nada fora do esperado ou normal. Em específico tivemos dois lances envolvendo o Boston Bruins e possíveis impedimentos fizeram mais barulho, em um o gol foi validado devido a falta de certeza, no outro o gol foi anulado também em uma marcação controversa. Mas em muitos casos as reclamações vêm de falta de atenção a tudo que está acontecendo no lance, especialmente quando se trata de interferência nos goleiros, é um esporte complexo e muito dinâmico, mas antes de afirmar qualquer coisa é melhor prestar muita atenção. Detalhes fazem toda a diferença nas revisões, uma perna deixada pelo atacante ao lado do goleiro e que o impeça de se movimentar, onde está a lâmina do patins quando o jogador entra na zona ofensiva, entre tantas coisas, por isso não é um trabalho fácil ser árbitro e nem revisar jogadas.

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Impedido ou não? Impossível ter certeza (Via: http://www.sbnation.com/nhl/2016/4/9/11397808/bruins-goal-senators-pastrnak-flyers-red-wings-challenge-cameras-offsides)

Falando em coisas boas agora, 18 jogos foram para a prorrogação nessa primeira fase, é o recorde da NHL em qualquer fase de playoffs. Não tivemos jogos 7, tivemos 2 varridas, umas decepções, mas no geral foi um round equilibrado, com embates para serem lembrados no futuro.

Futuro e presente se chocaram, para alguns times foi o início de uma jornada de sucesso, outros estão vivendo o declínio assim a NHL foi desenhada para ser quando o teto salarial foi arquitetado e definido. Não há time invencível, a liga é nivelada pelo alto, quando o puck toca o gelo, não importa se seu time tem 3 dos 100 melhores jogadores do centenário da NHL, se ele venceu o Presidents Trophy, se está cheio de garotos, se o goleiro não é brilhante, o que importa é o que acontece no gelo durante os 60 minutos ou mais, a pós-temporada nos proporciona momentos incríveis imaginados por pouquíssimos ou ninguém. São esses tipos de coisa que fazem um Toronto Maple Leafs fazer uma série incrível, ou o Chicago Blackhawks ser varrido chocando o mundo, ou o duelo entre o time do futuro contra o time quase do passado ser vencido pelo futuro, tudo pode acontecer. E é isso que apaixona muita gente, que transforma os playoffs da NHL nesse local onde tudo parece possível, inclusive aquilo que ninguém imagina que irá acontecer.

Puck na cara #4 –  Stanley Cup Playoffs 2017 #1

Puck na cara #4 – Stanley Cup Playoffs 2017 #1

Olá leitores do Puck Brasil e fãs de hóquei! Lucas Mendes aqui, voltando de um longo e tenebroso inverno para falar da melhor parte do ano na NHL. Vai ser uma série de textos, um para cada rodada, com os meus palpites de cada confronto. Começando com a primeira rodada, que começa amanhã (12/04). Vamos aos palpites!

CONFERÊNCIA LESTE

(M1) Washington Capitals vs Toronto Maple Leafs (WC2)

O Capitals vem de novo como o melhor time, o mais forte e o principal favorito para levantar a taça. Se reforçou muito na deadline e tem o melhor elenco da liga. E todos sabemos o que vai acontecer. Sim, vão fazer o de sempre e pipocar, mas não na primeira rodada. Não para o Leafs, que é um time muito jovem e muito inexperiente. Vem comandado pelo brilhante calouro Auston Matthews que, pasmem, marcou mais que o Ovechkin nessa temporada e deve vencer o Calder Trophy. Mesmo que o Leafs tenha conseguido uma vaga nos playoffs, não vai ser agora que vão ir longe. Mas podem apostar nesse time para as próximas temporadas.

Palpite:  Capitals em 5

Porquê: Acho que o Leafs consiga vencer uma partida em Toronto, com o apoio da sua torcida mais que apaixonada. Mas o Capitals é um time muito superior, e liquidará a fatura logo.

 

(M2) Pittsburgh Penguins vs Columbus Blue Jackets (M3)

Junto com Habs vs Rangers, temos o confronto da Leste que será o mais legal de assistir. Os atuais campeões, Penguins, liderados por Sid the kid, contra o talentoso time do Blue Jackets sob a batuta do mestre Tortorella. Vai ser um confronto bem equilibrado e disputado, e decidido nos detalhes. Bobrovsky, provavelmente o vencedor do Vezina esse ano, junto com Cam Atkinson, Nick Foligno e cia vão fazer jogo duro contra Crosby, Malkin, Kessel.

Palpite: Blue Jackets em 7

Porquê: Como disse, esse confronto vai ser decidido nos detalhes, mas por mais que o Penguins tenha um time com muita experiência em playoffs, o Blue Jackets tem o elemento de ser a grande surpresa da temporada, além do Penguins estar sem o seu principal defensor, Letang, que está fora dos playoffs devido a uma cirurgia no pescoço.

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Penguins vs Jackets promete demais. (Créditos: NHL)

 

(A2) Ottawa Senators vs Boston Bruins (A3)

Outro bom confronto. Senators conseguiu se superar várias vezes na temporada, enquanto o Bruins, desde que trocou de treinador, cresceu muito e vem jogando bem. Provavelmente terá Marchand de volta no jogo 2, e ele pode desequilibrar muito o confronto e levar o Bruins para a próxima fase.

Palpite: Bruins em 6

Porquê: Brad Marchand tem sido um dos melhores jogadores ultimamente, e chegou a competir com Crosby e McDavid pelo Hart. Está suspenso no jogo 1, mas fará a diferença nos confrontos restantes.

(A1) Montreal Canadiens vs  New York Rangers (WC1)

O confronto mais equilibrado da primeira fase. Habs e Rangers tiveram praticamente a mesma pontuação na temporada regular e ambos elencos tem muita qualidade. Price e Lundqvist dispensam apresentações. Tanto Byron quanto Grabner podem fazer a diferença. Montreal tem seu jovem e talentosos atacante Galchenyuk, o experiente defensor Shea Weber e ainda conta com Pacioretty. Rangers tem um bom poder ofensivo, é um time rápido, mas tem uma defesa que deixa a desejar, principalmente por conta de Dan Girardi.

Palpite: Canadiens em 7

Porquê: A defesa do Rangers será o fator principal do confronto, mas não por conta dos goleiros, e sim por causa dele, Girardi. Ele é o ponto fraco do Rangers e pode acabar cedendo na hora errada e eliminando o seu time.

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Anotem, Habs vs Rangers vai ser o confronto mais equilibrado da primeira rodada. (Imagem: Getty Images)

 

CONFERÊNCIA OESTE

(C1) Chicago Blackhawks vs  Nashville Predators (WC2)

Tirando os torcedores do Predators, sabemos que esse confronto é bem unanimidade. Por mais que o Preds tenha bons jogadores, como Subban, Forsberg e Rinne, o Blackhawks é uma máquina quando se trata de playoffs. Não sendo contender a toa.

Palpite: Blackhawks em 5

Porquê: O Blackhawks se reforçou após ser eliminado cedo na última temporada, e como sempre, cotado para chegar a, no mínimo, final de conferência. Palpite até fácil, com todo respeito ao Predators e seus torcedores

 

(C2) Minnesota Wild vs St. Louis Blues (C3)

Essa série vai ser bem apertada. São dois bons times. O confronto entre Allen e Dubnyk promete. Granlund vem de boa temporada e, com Parise, promete causar o inferno para a defesa do Blues, que vem sem Shattenkirk, que foi pro Capitals, e com Tarasenko sendo sua principal ameaça.

Palpite: Wild em 7

Porquê: Nesse momento, vejo os dois times praticamente no mesmo nivel, Wild deve levar esse confronto por causa do mando de campo a favor.

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Wild x Blues tem tudo para ser o confronto mais equilibrado, do outro lado da chave. O confronto promete ser grandioso. (Imagem: Sportsnet)

 

 

(P2) Edmonton Oilers vs San Jose Sharks (P3)

Vai ser uma série muito interessante de assistir. De um lado temos o Oilers e McDavid, do outro temos o Sharks, que mesmo com um ótimo time, caiu muito de rendimento desde a deadline. Mas playoffs é um torneio a parte, e essa série promete ser bem imprevisível.

Palpite: Oilers em 7

Porquê: Primeiro porque quero ver Battle of Alberta nos playoffs. Segundo porque eu vejo o Oilers vindo mais forte que o Sharks, que vai endurecer o jogo e forçar o jogo 7.

 

(P1) Anaheim Ducks vs  Calgary Flames (WC1)

Chegou a parte em que vocês vão me xingar, chamar de clubista e tudo mais. De um lado temos o Ducks que se manteve na ponta ou próxima dela durante a temporada toda. De outro temos o Flames que, mesmo com o começo horrível de temporada, teve uma crescente muito grande desde o All Star Game e chegou a figurar entre os 3 melhores da Pacífica. Isso no considerado último ano de seu rebuild. Não se espantem, mas o Flames tem um bom time e subestimá-lo pode ser fatal, mesmo em uma série melhor de 7.

Palpite: Flames em 6

Porquê: SIM, A MALDIÇÃO DO HONDA CENTER VAI ACABAR! E espera-se que seja nessa série. Após os últimos jogos entre os times nas últimas semanas, o clima entre os times esquentou, e isso pode ajudar muito o Flames (trocadilho não proposital), principalmente  com os primeiros jogos lá em Anaheim.

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Esse confronto vai pegar fogo! Flames e Ducks vem com sangue nos olhos para uma batalha recheada de emoção e cenas lamentáveis. (Foto: Lyle Aspinall/ Postmedia Network)

 

Essas são minhas considerações sobre a primeira rodada dos playoffs. Sintam-se a vontade para opinar, cornetar e tudo mais. Grande abraço!

OH Canada! #5 – Janeiro/17

OH Canada! #5 – Janeiro/17

Olá nação Puck Brasil! Oh Canada chegando bastante atrasado mais uma vez (dessa vez culpem a greve na faculdade deste que vos escreve), mas chegou. Como temos esse grande atraso, será uma análise mais curta. Já passamos da metade de Fevereiro e estamos na reta final da temporada. A situação dos times continua a mesma, mesmo com a queda de rendimento de alguns times, e o aumento de outros. A briga por playoffs esquenta cada vez mais.

MONTREAL CANADIENS (29-14-7 até 31/01)

Liderando a divisão Atlântica e também os canadenses, temos o Canadiens. Mais uma vez no topo, está com uma mão e meia na vaga de playoffs. 15 pontos em 13 jogos está loge de ser o ideal para esse time, mas serviu para a manutenção da liderança de divisão. Uma queda de rendimento que culminou na queda do head coach Michel Therrien nessa semana. Uma coisa surpreendente é que Carey Price não lidera nenhuma das principais 4 estatísticas de goleiros, e só aparece em um top 10, o de vitórias. Isso se deve ao péssimo mês de Price, para os padrões dele. 4 vitórias e 6 derrotas (1 OT) para o camisa 31, e um GAA de 3,09. Foram 31 gols sofridos em 10 jogos.

Na ofensiva vemos Radulov com 11 pontos em 13 jogos, e Pacioretty com 9 pontos, sendo 6 gols. Weber fica entre eles, com 10 pontos, contando 7 assistências. O ataque de Montreal funcionou bem, mas a defesa sofreu bastante.

Veredicto: Ainda na liderança, perto da vaga, mas devido a resultados recentes ruins, vê os rivais se aproximarem.

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Não foi um bom mês para Carey Price. (Foto: Allen McInnis/Montreal Gazette)

 

EDMONTON OILERS (28-15-8 até 31/01)

Não muito atrás de Montreal, vemos o Oilers. Com uma certa segurança na divisão Pacífica, se mantém junto, ora liderando, ora muito próximo e longe do wild card. Foi o melhor time canadense nos primeiros 31 dias do ano. Foram 19 pontos em 13 jogos, inclusive, varrendo o arquirrival Flames na temporada. Foi a primeira vez que o Oilers conseguiu esse feito desde 85-86. Connor McDavid segue liderando a liga em pontos e assistências, sendo sério candidato ao Art Ross e ao Hart Trophy ao final da temporada. Talbot consolida a melhor temporada da sua carreira enquanto o Oilers busca ser um contender para a Stanley Cup.

McDavid continua sendo ridículo, marcando 16 pontos em 13 jogos, sendo garçom dos companheiros de equipe 13 vezes. Média de 1 assistência por jogo. Draisaitl não fica muito atrás e teve média de um ponto por jogo, marcando 5 vezes e assistindo 8.

Veredicto: Com segurança, o Oilers caminha cada vez mais firme aos playoffs, onde não vai a mais de 10 anos, superando o longo rebuild.

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Connor McDavid segue sendo um dos principais jogadores da temporada e sendo cotado para MVP. (Foto: Perry Nelson/USA TODAY Sports)

TORONTO MAPLE LEAFS (23-15-9 até 31/01)

Contando com bom poderio ofensivo e uma defesa de regular para boa, o Leafs surge como surpresa na briga por Wild Card da Conferência Leste. Muito próximo de Islanders, Bruins e Panthers, a briga na Leste pretende ser tão emocionante quanto a na Oeste.  Um bom começo de 2017, com 7 vitórias em 12 jogos, fez o Leafs catapultar pela tabela e chegar no meio da confusão. É um time que vem sabendo aproveitar as chances que tem, e brigar o tempo todo pelos 2 pontos.

Kadri e van Riemsdyk lideraram a ofensiva em Janeiro com 14 pontos cada, sendo Kadri, o artilheiro da equipe com 7 gols. Matthews, outro candidato ao Calder desse ano, computou 9 pontos,  sendo 5 deles, pucks na rede. Andersen vem se garantindo debaixo das traves e vencendo jogos pelo Leafs. Em 10 jogos, foram 2 shutouts sv% de .909 e 2,78 de GAA.

Veredicto: O Leafs pode até beliscar esse 3º lugar na Atlântica e jogar o Bruins na fogueira. Vai ser interessante essa briga.

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Kadri vai liderando o Leafs, sendo consistente, e talvez, levando o time de volta aos playoffs. (Foto: Tom Szczerbowski/USA TODAY Sports)

CALGARY FLAMES (25-24-3 até 31/01)

O Flames continua sendo um time muito inconstante. Perde jogos até fáceis, e quase sempre não consegue levar um jogo para o overtime, para ganhar aquele pontinho, que poderia ajudar muito o time na classificação. No mês de Janeiro o time teve uma acentuada queda de rendimento, contabilizando 7 derrotas em 13 jogos, inclusive, sendo varrido na temporada pelo arquirrival Oilers, além de sofrer derrotas importantes, contra o Devils e o Predators, ambos jogando no Saddledome. Na tabela, vemos o time ameaçado de não se classificar para os playoffs, já que os demais times encostaram e tem menos jogos.

A ascensão de Elliott se deu junto com a queda de Johnson, que não vem jogando bem. Mas está longe de ser o ideal. Ambos goleiros tiveram save % abaixo de .900, e GAA elevados, 2,5 para Elliott e 3 para Johnson. Os destaques positivos, além da 3M line, composta por Tkachuk, Backlund e Frolik, ficou para Monahan, que pontuou 11 vezes em 13 jogos, e liderou a equipe na parte ofensiva e o PP, que soou a sirene em 10 ocasiões, uma das maiores no período.

Veredicto: Melhor abrir o olho se quiser playoffs. A briga vai ser muito apertada.

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Brian Elliott voltou a boa fase? Bem, a titularidade ele recuperou… (Foto: Lyle Aspinall/Postmedia Network)

VANCOUVER CANUCKS (23-21-6 até 31/01)

Com 15 pontos em 12 jogos,  se aproximando  da disputa por Wild Card e carregado por Bo Horvat temos o Canucks.  O Centre de apenas 21 anos vem surpreendendo e marcando mais até mesmo que os futuros HOF, Daniel e Henrik Sedin. Em sua terceira temporada na NHL e com o Canucks, já tem sua melhor performance e com apenas 57 jogos. O Canucks teve um bom Janeiro, com 6 vitórias, 3 derrotas e 3 OTL, sendo o 11º melhor time na liga no período e terminou o mês na cola de Flames e Kings, que ocupavam as vagas de Wild Card.

Ryan Miller teve numeros impressionantes no gol do Canucks. Foram 5 vitórias, e sofreu apenas 16 gols, em 9 jogos. Teve sv% de .944 e 1,76 de GAA. No ataque, foi bem distribuído.  Foram 25 gols marcados. Baertschi e Granlund foram os artilheiros, com 5 gols cada. Henrik Sedin foi o maior pontuador, 8, e o maior garçom, 6.

Veredicto: Vai brigar até o final. Se junta a Flames, Kings, Predators e Blues na briga pelas 2 vagas.

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O jovem Bo Horvat vai fazer o Canucks triunfar nesse final de temporada? (Foto: Vancouver Canucks)

OTTAWA SENATORS (26-15-6 até 31/01)

Segundo colocado na Atlântica e vendo o Canadiens cada vez mais perto, o Senators foca em tomar a liderança do rival de Quebéc. Com jogos a menos, a liderança fica bem viável aos olhos dos torcedores. Sofreu apenas 3 derrotas, desconsiderando as 2 OTL, em 11 jogos em Janeiro, e teve 33 gols marcados, média de 3 por jogo. Condon assumiu a responsabilidade e jogou todos os jogos. Se deu bem, com 2 shutouts e 6 vitórias. Um sv% decente de .917 e 2,44 de GAA.

Contando com Erik Karlsson, o queridinho do amigo Thiago Farias, Mike Hoffman e Kyle Turris, o Senators tem um bom poderio ofensivo. Os três combinam 12 gols e 14 assistências no mês, enfatizando que Hoffman só jogou 10 vezes e marcou 4 PPG.

Veredicto: Se mantém firme na briga, mas almeja um salto maior. A liderança da Atlântica é possível e está ao alcance.

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Mesmo com um Janeiro sem gols, Erik Karlsson fez a diferença com as assistências. (Foto: Christopher Hanewinckel/USA TODAY Sports)

WINNIPEG JETS (23-25-4 até 31/01)

47 gols em 13 jogos. Scheifele, Little e Ehlers jogando todos os jogos e marcando 1 ou mais pontos por jogos.Patrik Laine voltando de lesão, jogando 5 jogos e marcando incríveis 9 pontos, provável vencedor do Calder Trophy desse ano. O ataque do Jets foi algo incrível só não superou os absurdos e inacreditáveis 63 gols em 14 jogos do Capitals, mas mesmo assim, o time não consegue ir bem. A defesa do Jets segue sendo frágil e precisa muito ser reforçada. Não adianta o time marcar 5 gols e tomar 7 todo jogo. Em 31 dias, foram 13 jogos. 6 vitórias, 6 derrotas e 1 OTL. 50% de aproveitamento.

Hellebuyck é um bom goleiro, convenhamos. Tem sido um dos melhores da liga esse ano. Mas em compensação, seus backups não foram bem e existem muitas falhas na defesa do time. A trade deadline se aproxima e poderemos ver algumas trocas. Jacob Trouba é cotado para sair desde o inicio da temporada. Vamos aguardar.

Veredicto: Não deve chegar aos playoffs, mas também não fica entre os 5 piores.

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Lesionou, voltou e voltou muito bem. Patrik Laine, ON FIRE e motivos para sorrir com a sua atuação. Já a do time… (Foto: NHL.com)

Chegamos ao fim de mais um Oh Canada. Qual foi o destaque entre os canadenses? Deixe sua opinião. Grande abraço e até a próxima.

OH Canada #4 – Análises de Dezembro

OH Canada #4 – Análises de Dezembro

Olá nação Puck Brasil! Sejam bem vindos a mais um OH Canada! Esse em atraso pois o colunista aqui resolveu tirar férias e ir para um local sem nenhuma internet disponível. Mas vamos ao que interessa. O mês de Dezembro foi muito generoso com alguns times canadenses (sim, Calgary Flames e Edmonton Oilers, estou falando de vocês), mas com outros, nem tanto, né Vancouver Canucks? Vamos as análises!

Montreal Canadiens

Mais uma análise e os Habs estão liderando os canadenses na liga. O motivo? Um time bem arrumado e equilibrado, que conta muito com as estrelas de Carey Price e Shea Weber, mas ainda tem Pacioretty e Radulov comandando o ataque. Pacioretty que, no mês de Dezembro, pontuou 15 vezes em 13 jogos.

Na questão dos times especiais, que eu amo analisar, e que também acho que decidem a maioria dos jogos, o Canadiens não foi bem no último mês, estando bem abaixo da maioria dos times.

Veredicto: Um time equilibrado e forte, que deve, com certeza, ir aos playoffs se nada acontecer

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Essa dupla vem fazendo bonito e o Canadiens segue sendo o melhor canadense. (Foto: John Mahoney/Montreal Gazette)

Ottawa Senators

Logo atrás do Canadiens, vem o Senators. Outro time com boa campanha até o dia 31/12. Teve um aproveitamento de 57,7% no mês de Dezembro, com 6 vitórias, 4 derrotas e 3 derrotas no overtime. Pontuação idêntica ao rival de divisão Canadiens. Continua brigando por playoffs na divisão Atlântica e briga ponto a ponto com o Boston Bruins pelo segundo lugar.

Nesses 31 dias do ultimo mês de 2016, Ottawa teve um aproveitamento de 20% no seu power play, e de 81,5% no penalty kill, numeros bons, mas sofreram mais gols do que fizeram no período. 38 gols feitos e 39 sofridos.

Veredicto: continua sendo uma constante e deve figurar nos playoffs.

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Ainda atrás do Canadiens, o Senators busca seu lugar ao sol nos playoffs, e quem sabe, algo a mais. (Foto: Francois Laplante/OSHC)

Edmonton Oilers

Indo para a divisão pacífica e para o terceiro melhor canadense até agora, O Edmonton Oilers foi o melhor canadense em Dezembro, com 7 vitórias, 2 derrotas no tempo normal e 4 no overtime, contabilizando 18 pontos e um primeiro lugar na divisão nesse período empatado com Ducks e Sharks. Os três times que deve se classificar pela divisão.

Um power play de 31% colaborou bastante para a estabilidade do time na ponta, e grandes atuações de Draisaitl, Letestu e McDavid, lider da liga em pontos e assistências, fazem do time uma máquina ofensiva.

Veredicto: Tem tudo para chegar forte na pós temporada, já que surpreendeu a muitos com o time nessa temporada regular. Forte candidato a ir longe.

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A grande dupla do Oilers quer mais do que nunca levar o Oilers de volta aos playoffs. (Foto: Andy Devlin/Edmonton Oilers)

Calgary Flames

O eterno rival do time citado acima não ficou muito atrás em Dezembro. Um recorde de 8-4-0 e 16 pontos em 31 dias, alem de boas atuações de Gaudreau, Backlund e Tkachuk consolidam o time na enorme briga por wild card, embora Kings e Predators possam parecer mais fortes. Embora algumas vezes desorganizado, é um time que não pode ser subestimado.

Os times especiais finalmente se acertaram e o Flames teve um PP de 33,3%, melhor da liga, com 15 gols em 45 oportunidades, e um PK de 87,5%, 5º da liga em dezembro,  que contabilizou 2 gols de 40 no total do mês. Elliott parece se acertar, e Johnson vai se firmando no time.

Veredicto: É uma equipe jovem, perigosa e que deve ser levada em conta. Se não conseguir chegar aos playoffs, vai ser por detalhes.

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Tkachuk, jogando jundo com Backlund e Frolik, vem numa crescente cada vez maior e corre por fora nas conversas pelo Calder. Pode ele ajudar o Flames ir aos playoffs e faturar o prêmio? (Foto: Candice Ward/USA TODAY Sports)

Toronto Maple Leafs

O Maple Leafs está na briga pelo lado da conferência leste! Auston Matthews continua sendo um dos lideres do ataque de Toronto, junto com Nylander. A grande surpresa foi o defensor Jake Gardnier, segundo jogador que mais pontuou em dezembro pelo Leafs. Nesse período de 31 dias, o time foi o terceiro melhor da divisão Atlântica, com a mesma pontuação  dos rivais Senators e Canadiens, mas com um jogo a menos. Hoje o time se consolida como uma terceira força na briga pelo wild card na conferência leste.

Um PP e um PK de decentes pra bons ajudaram o time, que marcou 32 gols nesse mês, sendo 9 vindos de vantagem numérica, top 10 da liga.

Veredicto:  tendência de brigar bastante pela 2ª vaga de wild card, mas na conferência lesta a briga está bem acirrada. Vai ser bem interessante.

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O Leafs vem crescendo na conferência leste. Há muitas esperanças? (Foto: Kevin Sousa/NHLI via Getty Images)

Winnipeg Jets

O Winnipeg Jets teve uma campanha realmente mediana nesse mês, foi .500, tendo 13 pontos em 13 jogos. Mas ainda se mantem na briga pelo wild card, hoje brigando contra o Stars, Canucks, Predators e o Kings, tendo pouca diferença de pontos entre os times. Em dezembro, a jovem estrela Patrik Laine foi o lider do time em gols marcados, com 6, e um +/- de +7. Foram 11 pontos em 13 jogos para o garoto. Wheeler foi o líder do time no último mês de 2017 com 12 pontos, sendo 9 assistências para o right-winger.

Teve o 8º melhor power play da liga em dezembro, com 8 gols em 36 oportunidades, mas o penalty kill foi muito ruim, com uma porcentagem de 68,2%. A defesa do time cedendo 38 gols, 4 gols a mais do que o ataque produziu também não foi interessante para o time.

Veredicto: A briga vai ser boa, mas o Jets precisa acertar algumas coisas ainda, mas pode chegar forte e conseguir uma vaguinha nos playoffs.

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Mantendo-se estável na conferência, mas na briga. O que esperar do Jets? (Foto: Codie McLachlan/Getty Images)

Vancouver Canucks

Sim, esse time ainda é o pior canadense da liga, mas pasmem… Entrou na briga por playoffs. O Canucks cresceu em dezembro, e está próximo do Kings, dono da segunda vaga de wild card na conferência oeste, ainda que fez menos da metade dos pontos possíveis. Foram 13 em 14 jogos. Liderados pelos irmãos Sedin e os atacantes Sven Baerstchi, Loui Eriksson e Bo Horvat, esse time ainda pode surpreender na reta final da temporada regular. Ryan Miller pode ser um grande trunfo para o time.

Em dezembro os times especiais foram bem de medianos para ruins. Mas o time ainda assim conseguiu boas vitórias contra Kings, Lightning, Jets e Ducks e Oilers.

Veredicto: Outro time que pode surpreender nesses próximos meses. Vai brigar com Kings, Jets e Predators, com o Stars próximo.  O panorama para o Canucks pode ser bom ou muito ruim.

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Outro time em ascensão, o Canucks figura entre os possíveis candidatos a wild card depois de uma bela queda no início da temporada. (Foto: Jeff Vinnick/NHLI via Getty Images)

Chegamos ao fim desse Oh Canada muito atrasado. Concorda com as análises? Discorda? Debatam sobre a situação dos canadenses na NHL! Grande abraço e até a próxima!

 

Puck de cristal: 15 previsões para 2017!

​Olá amigos e amigas! Um feliz 2017 para todos e todas! Estamos começando mais uma jornada de muita NHL, jornada especial já que a liga completará 100 anos em novembro de 2017. Que tal colocar o puck de cristal para funcionar e fazer alguns palpites que vão acabar sendo miseravelmente errados? Vamos nessa! 

1. 25 anos e nem um dia a mais.

Como foram gloriosos os tempos de Yzerman, Fedorov e Lidstrom. Esses infelizmente não voltarão para ajudar o Red Wings a manter viva sua streak de idas aos playoffs viva. A sequência começou na temporada 90-91 com Yzerman e Fedorov ainda jovens e Nick Lidstrom nem tinha estreado na NHL ainda. Desde lá, a equipe jogou 56 séries de playoffs, chegando na Stanley Cup Final seis vezes, vencendo quatro delas. A streak das asas vermelhas nunca esteve em tão grande perigo como agora, isso se deve aos poucos jogadores com diferencial ofensivo além dos problemas defensivos. Não teremos playoffs em Hockeytown.

2. Trevor Linden e/ou Jim Benning serão demitidos

O processo de rebuild é doloroso, penoso e nem sempre bem digerido pelos torcedores. A reconstrução do Canucks vem seguindo a parte principal (perder muito mais do que ganhar) do sistema mas vem falhando em outros pontos importantes. Jake Virtanen ainda não se tornou o goal scorer que se esperava dele, Loui Eriksson não é nem sombra do mesmo jogador que marcou 30 pelo Bruins em 15-16, isso sem falar nos veteranos que se lesionaram (casos de Alexander Edler e Erik Gudbranson) e nos que não vem produzindo como outrora (HELLO ALEX BURROWS). Somando a isso, as decisões questionáveis de Jim Benning e seu staff nos últimos drafts (I mean, ter Matthew Tkachuk – o tipo de jogador que o Canucks necessita – sobrando na mão e ir de Olli Juolevi não parece tão esperto ao primeiro olhar). Linden, apesar da má fase, conta com muita moral da alta cúpula do Canucks. Isso faz com que o pobre Benning tenha que proteger seu pescoço em 2017. Poor Sedins.

Por favor Trevor, salve meu pescoço! (Créditos: Vancouver Courier)

3. Teremos campeão inédito

Desde 2000, a NHL teve quatro campeões inéditos (Lightning 2004, Hurricanes 2006, Ducks 2017, Kings 2012) e acredito que existe possibilidade real em 2017 de termos um novo debutante. Até agora, o Columbus Blue Jackets de John Tortorella (HOW ABOUT THAT) parece ser o candidato mais gabaritado. Vale ficar de olho também em sonhadores antigos como Sharks, Predators, Blues e Capitals.

4. Marian Hossa será trocado

Essa é uma das previsões dessa lista que talvez não aconteça mas você amigo e amiga sabe que existe a real possibilidade e o potencial culpado disso é o salary cap do Chicago Blackhawks. Atualmente, a equipe tem um cap space de 436 mil trumps. Virtualmente nada. Patrick Kane e Jonathan Toews serão homens ricos por muito tempo e não vão para lugar algum. O mesmo pode se dizer para Corey Crawford, Duncan Keith e Brent Seabrook. Isso sem falar de Artemi Panarin que acabou de renovar com o Hawks. Isso acaba nos deixando com quatro suspeitos: Hossa, Artem Anisimov, Markus Krueger e Nicklas Hjalmarsson. Hjalmarsson é o mais novo do trio defensivo principal então não. Anisimov centra a linha de Kane e Panarin, esse também não. Isso nos deixa com Hossa e Krueger. Caso o #81 não seja trocado, porque não pensar como seria uma nova vida sob a luz do luar de Vegas?

Hossa foi peça crucial nos últimos três títulos do Blackhawks, pode esse ser o fim do ciclo? (Créditos: ESPN)

5. Ben Bishop será trocado
Com o talentoso Andrei Vasilevskiy na fila para assumir a goleira do Lightning por um ótimo período de tempo, é difícil pensar em uma vida muito longa para o camisa #30 em sua atual casa. Pra dizer a verdade, esse dilema quase foi resolvido em junho, quando Bishop esteve as portas de ser trocado para o Calgary Flames, troca esta que nunca se concretizou. Se ventila que a pedida de Bishop para seu novo contrato é de 7M por temporada (Bish é FA no fim dessa temporada) e como o Lightning sofre com problemas de cap space e tem contratos importantes para renovar, é o caminho natural a saída de Bishop.

Bish, please! (Créditos: alchotron.com)

6. Ben Bishop irá para o Dallas Stars
Seja em março na trade deadline ou em julho na free agency, Dallas é a casa perfeita para receber o atual #30 do Lightning. As estrelas texanas tem aspirações e talento para pensar em uma longa caminhada nos playoffs mas convenhamos que tudo isso fica difícil de ser alcançado com a dupla mortal Kari Lehtonen/Antti Niemi entre os postes. Apesar das lesões sofridas nas duas últimas temporadas, não podemos esquecer que Bishop liderou o Lightning para uma Stanley Cup Final e para a final do leste em 2016 com um cartel de 8-2 antes de se lesionar no jogo 1 da final vs Pittsburgh.

7. Alex Ovechkin não marcará 50 gols nesta temporada.

Correndo o risco de acordar um urso (assim como fiz no primeiro post da história desse blog em 2013), nada leva a crer que o russo repetirá as últimas três temporadas e vai alcançar o número mágico e isso tem lá seus motivos. O powerplay do Capitals segue bom mas já não é a máquina poderosa de antes (um tanto da má fase do PP se deve a temporada gelada de Evgeny Kuznetsov) e isso afeta a produção de pucks na rede de Ovechkin. Tomando as últimas três temporadas como base, Ovechkin marcou 154 gols em 238 partidas, média de 0.64 por partida. Desses 154 tentos, 68 deles foram marcados via powerplay, impressionantes 44.15%. Se esses números forem expandidos para a carreira, até o jogo desse domingo contra Ottawa, Ovechkin marcou 37.08% de seus gols (201 de 542) no powerplay. Nesta temporada, o russo marcou apenas 6 de seus 17 gols quando seu time estava com a vantagem numérica no gelo, isso dá 35.2%, ficando abaixo de suas médias normais. Ovechkin também está chutando menos a gol, até a partida deste domingo, o russo tinha realizado 140 disparos a gol em 35 partidas por ele disputadas, média de 4 por jogo. Ovie está no caminho para chutar aproximadamente 328 vezes a gol nessa temporada, o que seria a menor quantidade de disparos a gol em uma temporada completa desde 2011-2012. O camisa #8 também está acertando menos, o russo converteu apenas 12.1% de seus disparos até agora, sendo a pior porcentagem de sua carreira desde 2010-2011. Tudo isso pode ser somado ao fato de que Ovechkin também está entrando menos no gelo. Até a peleja desse domingo, Ovie tinha um TOI médio de 18:41 por jogo, essa é a pior marca de sua carreira em uma única temporada e fica quase três (!!!!) minutos abaixo de sua média.

Jogando menos, chutando menos e acertando menos. “The Great 8” precisará de uma segunda parte gloriosa para alcançar os 50 gols novamente. (Crédito: mymindonsports.com)

8. Darryl Sutter na corda bamba
Essa é mais conspiração do que necessariamente uma previsão mas vale a pena ficar de olho. É certo que a lesão de Jonathan Quick no início da temporada não o ajudou em nada e o ataque, tirando Jeff Carter, vem deixando a desejar, seja com produção baixa ou com lesões. Com tudo isso, os reis hoje estão fora da zona dos playoffs e correm algum risco de ficarem fora dos playoffs pela segunda vez em três anos na divisão mais acessível de toda NHL. Vale a pena ficar atento.

Bom como técnico e como meme, a vida sem Jonathan Quick não é tranquila para Sutter.

9. Toronto Maple Leafs nos playoffs.
Yeah baby, Matthews levará Toronto aos playoffs e eu tenho medo de zicar os garotos de Mike Babcock com esse palpite.

10. Outside games em Tampa Bay e Nashville

A NHL confirmou nesse domingo antes do Centennial Classic que tem planos para realizar três partidas ao ar livre em 2017. O Lightning já está algum tempo na lista de destinos possíveis para receber esse evento e não vejo motivos para ele não acontecer no ano que chegou, o mesmo pode se encaixar para Nashville. Se pudesse palpitar os jogos, porque não pensar em Lightning x Flames no Tropicana Field (ballpark do Tampa Bay Rays) e um Predators x Red Wings no estádio do Titans? I’m young, let me dream.

11. O Puck Brasil chegará aos 5.000 seguidores

Vamos trabalhar muito para isso e precisamos muito da ajuda de vocês para cumprir essa ousada meta, vamos aos 5k!

12. Rick Nash e/ou Marc-Andre Fleury irão para Vegas

Em entrevista no ano passado, George McPhee (GM dos cavaleiros dourados) disse que busca 5-6 bons jogadores para construir seu time em torno deles. Nash tem um contrato salgado e precisaria abrir mão de sua cláusula de não troca para ser exposto ao draft da expansão e o Rangers sonha em assinar com um bom defensor (cof cof KEVIN SHATTENKIRK cof cof) na free agency, faz algum sentido. Já Fleury, fora um meteoro vindo em direção a terra, deve ser o goleiro exposto por Pittsburgh no draft e Vegas adoraria ter um goleiro que apesar do problema com as lesões, ainda pode manter um bom nível por mais 3-4 anos.

Oponentes nos últimos três playoffs, 2017 pode reservar uma nova casa para Fleury e Nash. (Créditos: zimbio.com)

13. Liquidação no Avalanche.
Ninguém está salvo. Fora uma melhora e um milagre de proporções bíblicas, provavelmente o Avalanche ficará nas últimas colocações da liga e eu repito, ninguém está salvo. Joe Sakic e Jared Bednar são os primeiros candidatos a atualizar suas páginas no Linkedin. Matt Duchene, Jarome Iginla e Semyon Varlamov podem muito bem encontrar casas novas durante os 364 dias que ainda nos faltam.

Lenda como jogador, Joe Sakic agora experimenta a complicada vida de ser GM em um time que pouco alcançou. (Créditos: Denver Post)

14. Prêmios

Sidney Crosby levará o Hart Trophy (MVP da temporada), Lindsay Award (melhor jogador da temporada eleitos pelos jogadores), Art Ross (maior pontuador da temporada) e o Rocket Richard (maior artilheiro da temporada). Matthew Tkachuk ficará com o Calder (melhor rookie da temporada). Sergei Bobrovsky ficará com o Vezina (melhor goleiro da temporada). John Tortorella leva pra casa o prêmio de melhor treinador e Auston Matthews será a capa do NHL 2018.

15. Jaromir Jagr.

Ele seguirá jogando, batendo recordes, trabalhando mais do que qualquer jogador da liga e ainda vai encontrar tempo para seguir sendo o sex appeal número um da NHL. Forever young, Jags, forever young!

Jags e seu “irmão perdido” PK Subban durante o All-Star Game em janeiro de 2016. (Créditos: Philly Influencer)

OH Canada! – Análises de Novembro

Olá, meus caros! Oh Canada saindo no dia fora do normal dessa vez porque Novembro acabou e é hora de ANÁLISES! Primeiramente, vou pedindo desculpas por essa coluna não estar sendo escrita regularmente. A faculdade apertou e estou um pouco sobrecarregado, mas vamos lá!

No geral, os times canadenses não estão de todo ruim. Canucks se revuperou da queda livre na tabela, Winnipeg e Calgary brigando por wild card, Edmonton top 3 da pacífica, Canadiens continuando no topo, Toronto no meio termo e Ottawa brigando feio na Atlântica. VAMOS PARA AS ANÁLISES!

MONTREAL CANADIENS

O Habs continua dominando a liga, mas agora vê o NY Rangers e o Chicago Blackhawks na sua frente, com um ponto e dois jogos a mais. O time teme um recorde de 8-5-1 nesse mês que se passou, sendo 7 vitórias em casa em 9 jogos em Montreal.  Ainda lidera a divisão Atlântica, mas vê de perto o Ottawa Senators chegando, com dois pontos a menos e o mesmo numero de jogos.

Na questão dos times especiais, o PP de Montreal teve um aproveitamento de .211 e um PK  de .788. Ainda tiveram um jogo bem atípico no dia em que essa coluna estreou. Uma derrota contra o Columbus Blue Jackets por 10-0, a maior da liga nessa temporada. Os destaques do time continuam sendo Shea Weber, figurando no topo da liga em power play goals e top 5 em pontos entre os defensores,  e Carey Price, líder da liga em vitórias e porcentagem de defesas.

O problema de Montreal é quando Carey Price não joga. O time fica de alguma forma vulnerável e perdeu alguns jogos por esse motivo.

Veredicto: Caminhando a passos largos para os playoffs, o Canadiens vai brigar pelo Presidents’. Carey Price continua sendo o pilar desse time, e sem ele, a casa pode cair, como no ano passado.

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OH MY, CAREY PRICE! (Foto: Francois Lacasse/NHLI/Getty Images)

OTTAWA SENATORS

O Senators pegou o elevador esse mês e agora figura na segunda posição da Atlântica, logo atrás do Canadiens. Com um escore de 9-5-1 no mês passado, o Sens fica com 30 pontos, em 24 jogos. um ponto a mais e um jogo a menos do que o Boston Bruins, terceiro colocado. Mas parece que a sua casa não está muito confortável. Das 5 derrotas, 4 foram em casa, contra Buffalo (2), Nashville e Florida.

O PP de Ottawa não funcionou esse mês, com .133 de aproveitamento, mas seu PK foi bem alto, .857. Em relação aos jogadores, Anderson tem 12 vitórias e 3 shutouts (2º maior número da liga). O ataque de Ottawa marcou 28 gols em 15 jogos, quase 2 por jogo. Uma média até baixa.

Veredicto: Vai brigar pela segunda vaga de playoffs da pacífica se nenhuma lesão importante afetar o time, ou se o time não cair de produção.

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Craig Anderson vem fazendo bom trabalho na meta do Senators. (Foto: Jason Franson/The Canadian Press)

EDMONTON OILERS

O Oilers pode ter sido o time que mais caiu de rendimento nesse mês, saindo do topo da pacífica pro ameaçado terceiro lugar. Teve apenas 5 vitórias esse mês, com 2 derrotas no overtime, somando um recorde de 5-8-2 e 12 pontos na tabela. Edmonton tem 28 pontos em 25 jogos no momento.

Em relação ao time, Connor McDavid segue liderando a liga em pontos e em assistências, esse ultimo com larga vantagem. E segue postulante ao titulo de MVP da temporada, o Hart Trophy, e também o Art Ross, prêmio para o maior pontuador. O Power Play de Edmonton funcionou 8 vezes, e teve um aproveitamento de .167, enquanto o PK matou .875 das penalidades durante Novembro. Cam Talbot sofreu em 13 jogos, 37 gols, recebendo 379 chutes a gol, uma porcentagem de defesas de .902.

Veredicto: O Oilers precisa voltar a vencer como fez em Novembro se quiser continuar em vaga de playoffs. Connor McDavid não pode ficar carregando o time sozinho, o time tem que se ajudar também.

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McDavid segue sendo destaque no Oilers e na Liga. (Foto: Nathan Denette/The Canadian Press)

CALGARY FLAMES

Uma baita incógnita aparece. O Flames é outro time que perdeu mais do que deveria. O Flames terminou Novembro com um recorde de 6-8-1 e hoje assume um lugar na briga pela segunda vaga de wild card, mas com 4 jogos a mais em relação ao Predators e o mesmo numero de pontos.

Elliott não vem fazendo uma boa temporada e perdeu todos os jogos em Novembro. Tendo apenas 3 vitórias na temporada, todas em Outubro. Ao que parece, a defesa e o goleiro não estão sincronizados e Elliott, por melhor que seja, vem sofrendo muito com isso e foi jogado para backup. Por outro lado, Chad Johnson assumiu a titularidade com segurança, com 6 vitórias em 9 jogos esse mês. Ainda contabilizou 3 shutouts em 16 dias. Elliott tem uma porcentagem de defesas de .885, enquanto Johnson tem .930, top 10 da liga.

O PP do Flames continua horrendo, com uma porcentagem de .093, um dos piores da liga em Novembro. Já o PK melhorou um pouco, mas continua ruim, com  .808 de aproveitamento, mas em compensação, é o líder da liga em shorthanded goals, com 5.

Veredicto: O Flames precisa vencer mais jogos, e Elliott, o PP e o PK precisam de melhorar bastante se quiserem brigar por playoffs.

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Ao contrário do que muitos esperavam, Chad Johnson assumiu a responsabilidade e vem salvando a meta do Flames, realizando milagres constantemente. (Foto: Bob DeChiara/ USA TODAY Sports)

TORONTO MAPLE LEAFS

O Leafs até que teve um bom Novembro quando se trata de vitórias. Foram 8, com apenas 4 derrotas. Somaram 17 pontos durante esse mês, mas ainda continuam entre os últimos da disputada divisão Atlântica. Mas façamos justiça, a distância para o 3º colocado é de 5 pontos, 4 se contarmos o Wild Card.

Auston Matthews marcou 4 gols durante todo esse mês, e contabilizou 8 pontos. O líder do ataque de Toronto foi Nazem Kadri, com 7 gols e 11 pontos em 13 jogos.  Quanto aos goleiros, Andersen teve 379 defesas em 407 chutes, uma porcentagem de .931 e média de 2.45 gols sofridos por jogo.

O time teve um PP com aproveitamento de 15.8% e um PK de 87.8%, o que significa que Toronto tem times especiais sólidos.

Veredicto: Toronto ainda pode ir longe. O seu azar é que os outros times da Atlântica também estão bem. Vai ser uma briga bem interessante.

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O brigador, Nazem Kadri, foi o principal destaque do Leafs no ultimo mês. (Foto: Craig Robertson/Toronto Sun)

WINNIPEG JETS

O Jets terminou Novembro com .500 de aproveitamento. 7-7-0 em 14 jogos e um 6º lugar na Central, empatado com o Stars e Predators. A briga pelo wild card na conferência leste promete esse ano.

Patrik Laine segue rumo ao Calder Trophy e é o segundo maior artilheiro da liga, com 15 gols. Junto com Ehlers e Scheifele, é um dos líderes da ofensiva do Jets.  Hellebuyck tem feito uma atuação dentro da média da liga, com uma porcentagem de defesas de .914  e somou 2 shutouts esse mês.

O Jets ainda tem um PP de .149 e um PK de .813 durante Novembro.

Veredicto: O Jets se mantém na briga, mesmo caindo um pouco em comparação a Outubro. Laine vai ser a estrela do time por muito tempo.

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#LaineForCalder. (Foto: John Woods/The Canadian Press)

VANCOUVER CANUCKS

E o ultimo time é o Canucks. Nos números, o pior canadense da liga, sendo o único entre os 5 piores.  Começou o mês caindo feio na tabela, com várias derrotas seguidas, e se estabilizou na 6ª colocação da Pacífica. Teve um recorde de 6-7-1 durante Novembro e se distanciou do 5º colocado, o rival Flames. Tem atualmente 24 pontos em 25 jogos.

O Canucks melhorou o ataque esse mês. 36 gols marcados em 14 jogos. Mas em compensação, tomou 46 gols. A defesa de Vancouver é bem frágil e tanto Miller quanto Markstrom tem números ruins. Baixa porcentagem de defesas, o que implica em altas médias de gols sofridos.

Os times especiais de Vancouver vem até razoável. PP de 14,3% e PK de 85,9%. O que atrapalha mesmo é a defesa de Vancouver.

Veredicto: O time estagnou entre os últimos e as perspectivas de melhora são poucas. A defesa é o principal problema do time e mesmo com o ataque se resolvendo, eles não vão ganhar jogos.

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Não tem sido um bom ano para Vancouver… (Foto: Jeff Vinnick/NHLI/Getty Images

Bem meus caros, por Novembro foi isso. Dezembro chegou e é um novo mês na liga. A virada do ano é uma época importante para a NHL e as brigas irão se acirrar. Deixe sua opinião sobre os 7 canadenses. Qual a sua previsão para o futuro deles? Grande abraço a todos e vamos debater!

20 Minutos – Edição 8!

1. Talvez eu não fale mal do Canucks no 20M dessa semana. Só talvez.

2. Wayne Gretzky aparecerá no episódio do dia 11/12 dos Simpsons, sitcom americano mais longo da história com mais de 600 episódios e na 28* temporada. O grande #99 será o primeiro jogador de hóquei a ter sua voz emprestada ao personagem da série. Outra participação indireta de um jogador da NHL no seriado foi a de Gordie Howe no episódio “Bart the Lover” do dia 13/02/1992.

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The Great One na cidade mais famosa do mundo! (Créditos: NHL.com)

3. Em entrevista, Al Jean (produtor executivo dos Simpsons desde 1998) disse: “As pessoas questionam muita coisa mas elas nunca vão questionar quem é o maior jogador de hóquei da história. Sempre será ele. Eu não sei se alguém será melhor em alguma coisa como Gretzky foi jogando hóquei. Ele tinha muitas belas histórias e foi um prazer muito grande o conhecer”. Essa é sem dúvidas a primeira das muitas ações da qual Gretzky participará para “vender” o esporte para o mundo e consequentemente “vender” a NHL, já que o camisa #99 foi escolhido o embaixador oficial do centenário da liga.

4. Coisas interessantes sobre Eric Lindros. Durante a coluna que fiz sobre ele (e que ficou muito bom, recomendamos!) acabei achando duas coisas interessantes de se pensar sobre. Em matéria de 24/06/1992 do New York Times, o jornal especulava que o Rangers mandaria um pacote com o goleiro John Vanbiesbrouck, o defensor James Patrick e os atacantes Tony Amonte, Sergei Nemchinov, Alexei Kovalev e Doug Weight. Como amamos conspirar coisas, mesmo elas tendo acontecido 24 anos atrás, vamos nessa: Nemchinov e principalmente Kovalev foram peças importantes para o título de 1994, James Patrick foi a peça que o Rangers envolveu no escambo para adquirir Steve Larmer para New York, Doug Weight foi mandado para Edmonton por Esa Tikkanen (também participou do título) e Tony Amonte foi para Chicago por Brian Noonan e Stephane Matteau (caso você queira descobrir a importância do último para a conquista, veja o vídeo abaixo). Vale a pena conspirar: É impossível negar que uma espinha dorsal com Mike Ricther, Brian Leetch, Sergei Zubov, Adam Graves, Mark Messier e Eric Lindros ganharia uma Stanley Cup ou pelo menos chegaria perto. A pergunta é, se essa troca tivesse ocorrido, 1994 aconteceria?

5. Apesar dessa parecer conspiração, é verdade mesmo. Matéria do Sam Carchidi para o Philadelphia Enquirer, Lindros revelou ao repórter que logo depois do jogo dos veteranos no dia 31/12/2011 no Citizens Bank Park (dois dias antes do Winter Classic de 2012) que Paul Holmgren (GM do Flyers na época) perguntou ao center se ele desejaria voltar ao time. “Você está louco?” foi a pergunta alegre e feliz que Lindros fez a Holmgren. Perguntado se ele considerou aceitar a proposta de retorno, Eric respondeu: “Oh, God! Oh!!!!”. Talvez isso seja um não.

6. Já pensando nas indicações do Hall da Fama pra 2017, contando com a entrada de Teemu Selanne, vale a pena ficar de olho (e torcer) para que Mark Recchi e Dave Andreychuk consigam suas indicações.

7. Então, o que dizer de Michael Grabner que tem mais gols que Alex Ovechkin e está quase na liderança da liga em tentos marcados? Not too bad.

8. Em notícias não diretamente ligadas ao gelo, Erik Karlsson pediu sua namorada em casamento usando una pizza para “apoiar” as alianças do pedido. Felicidades ao casal!

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Pizza premiada! (Créditos: Instagram)

9. Voltemos ao gelo. A próxima terça-feira será de festa e alegria para Las Vegas e para a NHL, finalmente a franquia revelará seu nome e jersey para o mundo. Estarão no evento o dono do (Gold ou Black ou Desert) Knights Bill Foley, o comissário Gary Bettman e o GM da equipe George McPhee. Pode-se esperar que o uniforme tenha um cinza bonitão e que Knights deve estar no nome. Pode-se esperar também muito trabalho do time de scout comandado por McPhee, já que um dos objetivos é conseguir um time vencedor em um curto prazo. Para isso, SEIS scouts do time de Vegas estavam no Verizon Center na última sexta para acompanhar Washington Capitals e Detroit Red Wings.

10. Em entrevista alguns meses atrás, George McPhee falou sobre as expectativas de construir a identidade de um clube no lugar de chegar e ter de resolver problemas e depois colocar seu próprio estilo. Nessa entrevista, o GM do Knights (?) relata que entre os contatos que teve com outros profissionais sobre a experiência de construir a identidade de uma equipe, incluindo uma frase de David Poile (GM do Nashville Predators) que disse que todos os GM’s seriam legais com ele porque a competição entre eles ainda não começou. Pra ser honesto, a última pergunta da entrevista me chamou a atenção. Questionado se a nova arena do time (T-Mobile Arena) iria atrair os jogadores para Vegas, McPhee respondeu: “Esse é um mercado e será uma franquia que será bastante atrativa para os jogadores. Cerca de 40 milhões de pessoas visitam Las Vegas por ano. Nós temos mais de 700 jogadores na NHL e deles, de 80 a 100 são jogadores de elite. Talvez menos que isso, entre 50 e 60. Nós só precisamos que 5 ou 6 deles venham para Las Vegas. Nós só precisamos de 5 ou 6. […]. A arena estará cheia. Então porque não tentar armar uma boa equipe que consiga chegar aos playoffs no primeiro ano? Nós seremos espertos. Nós não faremos nada idiota, não faremos trocas ruins ou nada disso mas nós podemos ser muito bons, um time competitivo e com bons jogadores jovens desde o começo. Sim, eu acredito”.

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McPhee e Bill Foley, dono da franquia. (Créditos: Vegas Hockey)

11. Vale chamar atenção para três coisas. Apenas o draft de expansão vai mostrar qual o conceito pensado por George McPhee em relação a jogadores de elite e quais destes ele conseguirá, lembrando que todo time vai perder um jogador e as franquias podem proteger 7 atacantes, 3 defensores e um goleiro OU 8 patinadores (independente de posição) e um goleiro. Vale a pena pensar também se McPhee vai querer ir pro draft de expansão já com um treinador. Apesar da resposta parecer lógica, é justo lembrar que conseguir um treinador que implemente uma identidade nova para um time novo é complicado. Baseado nisso, tenho minhas duvidas se Ralph Kruger (treinador do time europa na copa do mundo) não está muito alto na lista de McPhee. Por último, falando em listas, ficarei surpreso se Marc-Andre Fleury ou Rick Nash (caso não sejam protegidos) não estiverem na lista de “elite players” que McPhee deseja ter.

12. Outras notinhas sobre expansão: Russell Wilson, QB do Seattle Seahawks, se juntou ao grupo da Sonics Arena para tentar levar a NBA e a NHL para a cidade, reforço de peso na briga pela franquia #32 da NHL. Notinha 2: Como é de moda, chegou a especulação anual sobre o futuro do Carolina Hurricanes. A NBC especulou que Peter Karmanos Jr. estaria considerando vender a equipe, mesmo que o comprador queira mudar o time para (cof cof QUEBEC QUEBEC QUEBEC QUEBEC cof cof) outro lugar. Ron Waddell, presidente do Hurricanes, disse que o time continuará onde está mas admitiu o seguinte: “Posso confirmar que tivemos algumas perdas financeiras muito grandes no passado. Essas perdas foram muito menores no ano passado e esses números estão cada vez melhores”. É especulado que Karmanos está pedindo o valor mínimo de 400 milhões de Trumps para vender a franquia.

13. Olhem como ficou o visual de Matt Calvert  depois de tomar 36 pontos no rosto e marcar o gamewinner da vitória do Blue Jackets sobre o Rangers por 4-2 na última sexta.

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Hard work pays off, literalmente! (Créditos: twitter)

14. Seu item sobre goleiros semanal que você ama: Pekka Rinne vem com uma porcentagem de defesas acima dos .960% nas últimas sete partidas, o renascimento do Predators passa muito por ele. Devan Dubynk lidera a NHL em porcentagem de defesas (acima dos .940%) e desde janeiro de 2015, lidera a NHL com 14 shutouts. E o atual vezina Braden Holtby está 7-1-0 nas últimas 8 pelejas com uma porcentagem de defesas de .942% e GAA de 1.61. (Estatísticas anteriores as partidas desse final de semana)

15. Allan Walsh é aquele tipo de agente mamãe, ou seja, tudo que seus filhotes (ou nesse csso, seus clientes) fazem de bom nos rinks do mundo ele joga nas redes sociais. Mas na última sexta ele confidenciou algo interessante para debates futuros. Walsh relatou que depois de conversar com muitos goleiros da NHL, disse que eles estariam bastante preocupados com os novos equipamentos, citando o fato de restrição de movimentos. E incluiu: “Os times da NHL deveriam estar MUITO preocupados sobre isso. A NHL está sacrificando a segurança dos goleiros para aumentar o número de gols”.

16. Especulações da semana: Adrian Dater mencionou que o winger Jarome Iginla poderia considerar abrir mão de sua cláusula de trocas buscando um escambo para um time que lute por playoffs caso o Avalanche não chegue lá. Apesar da idade. Iginla tranquilamente pode marcar 20-25 gols e ser útil em uma playoff run. Outro nome que passeou os rumores foi o do defensor Dougie Hamilton do Calgary Flames, já negado pelos dirigentes da equipe.

17. Outro nome que foi veiculado nos últimos dias foi o do winger Evander Kane e uma possível ligação com o Vancouver Canucks, rumor esse que foi discutindo mas acabou esfriando porque o Canucks não estaria disposto a pagar o preço que o Sabres deseja pelo winger. O polêmico jogador do Sabres esteve mais uma vez nas páginas dos jornais e sites por um fator “negativo”. Após a derrota do Sabres em casa para o Lightning por 4-1, Kane disse que o seu time estava se tornando uma piada na liga por simplesmente não conseguir marcar gols. Essa partida marcou a 5* seguida nas últimas seis que o time não marca mais de dois gols e o time não marca três ou mais desde 30/10. “Provavelmente tem uma piada passando na liga: Marque dois gols contra o Buffalo Sabres e você certamente vencerá o jogo”. Apesar de ser estatisticamente verdade (Sabres tem uma porcentagem de chutes certos de 5.22% em 823:22 de 5vs5, como efeito comparativo, o 2* pior é ironicamente o Canucks com 5.29% em 821:26, tudo isso antes das partidas do sábado), Kane teria outras diversas formas de chamar a atenção de seus companheiros.

18. Notas do editor
18a.De fato o Sabres jogou contra o Penguins na noite do sábado e só marcou um gol, de novo. MAS, graças a bela atuação de Anders Nilsson com 49 defesas e conseguiu vencer o atual campeão por 2-1 no shootout. As vezes as piadas te driblam.

18b. Os rumores sobre Dougie Hamilton só aumentam, incluindo uma proposta que o Toronto Maple Leafs teria feito pelo defensor.

18c. O Canucks chegou a liderar o Blackhawks por 3-0 depois de 40 minutos MAS acabou entregando a partida no último período e perdendo por 4-3 no overtime. Willie Desjardins is a sad man.

18d. Morte, impostos, outra vitória de Carey Price e outra vitória do Canadiens no Leafs. Toronto não ganha de Montreal desde a OPENING NIGHT  da temporada 2013-2014 (dia 01/10/2013). Desde lá, 12 derrotas seguidas. E o jovem Carey Price é o primeiro goleiro desde Ken Dryden em 1972 a não perder nenhuma de suas primeiras DOZE partidas no regulation time com a singela campanha de 11-0-1.

19. “Não foi um unicórnio que quebrou seu dedo no meio do período”. Essa frase saiu da descontente e quase raivosa boca de Brad Treliving, GM do Calgary Flames, falando sobre o dedo quebrado de sua estrela Johnny Gaudreau que deixará o camisa #13 fora de combate por 6 semanas. Treliving disse que segundo sua contagem, o astro tomou 11 (!!) slashes durante o jogo. Mas, de acordo com a contagem da SB Nation, “Johnny Hockey” tomou VINTE E UM SLASHES durante a peleja. 21. Sendo 14 deles só no primeiro período, incluindo 6 no shift que marcou seu gol (1-0 vitória do Flames) e 4 de Jason Zucker em dois shifts. Os slashes que mandaram Gaudreau para a IR foram os de número 19 e 21, ambos aplicados por Eric Staal. Apesar desses slashes serem “normais” durante a partida, 21 deles em menos de dois períodos beira o absurdo.

20. Nunca gostamos de encerrar esse 20M de forma triste mas a vida é comolicada certas vezes. Antes do jogo entre Tucson Roadrunners e Manitoba Moose na AHL, o jogador Craig Cunningham (capitão do Roadrunners e jogador do Coyotes) acabou passando mal durante os warmups e sendo levado para o hospital local de Tucson. Toda força do mundo!

#88

Quando você conhece um esporte novo e começa a praticar ou prefere estudar e escrever sobre o esporte, você sempre vai se inspirar em determinado jogador. Todo torcedor e torcedora de algum time da NHL já soltou aquela velha frase: “Se eu jogasse hóquei, eu queria ser que nem…”. Atualmente todos se inspiram em caras como Crosby e Ovechkin ou as novas armas como Matthews e McDavid. Como fã do esporte, confesso que prefiro os jogadores de antigamente por alguns motivos (incluindo o fato do esporte ser mais louco naquela época do que é hoje e a presença de grandes estrelas em quase todo jogo), então se eu pudesse fazer uma lista de jogadores que eu queria ser, eu com certeza seria Eric Lindros.

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BIG ERIC! (Créditos: NHL.com)

“Ele é um computador programado para matar russos”

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Lindros matava russos, americanos, canadenses e Darren McCarthy. (Créditos: NHL.com)

Essa célebre frase de Dairius Kasparatis é perfeita para decorrer o que foi Lindros durante a maior parte de sua carreira. Pra dizer a verdade, Lindros era um computador programado para matar qualquer rival que cruzasse seu caminho. Ele nem havia colocado um mísero pé na NHL mas já havia criado um baita estardalhaço. De fato, Eric era um jogador de talento único, daqueles que só aparecem de geração em geração, até por isso ele foi escolhido como primeira seleção geral do draft de 1991 pelo Quebec Nordiques. Só tinha um problema: Lindros tinha problemas com os donos do Nordiques e ele nunca iria jogar pela equipe. E assim começou a longa jornada de Marcel Aubut, um dos principais diretores do Nordiques, para trocar o grande Eric. Após um ano de insucesso em tal jornada, Aubut avisou a NHL que estava escutando propostas. E então, aconteceu um dos dias mais estranhos da história dessa liga. No dia 20/06/1992, horas antes do draft que estava acontecendo em Montreal, Eric Lindros foi trocado para dois times ao mesmo tempo. Sim, dois times. Aubut sabia da possibilidade de perder o center para outro time por nada já que Lindros avisou ao Nordiques que jogaria a temporada 92-93 fora da NHL e re-entraria no draft de 1993 (para motivo de curiosidade, Alexandre Daigle foi selecionado pelo Senators como primeira escolha daquele ano), sendo assim Aubut trocou Lindros para o Philadelphia Flyers e para o New York Rangers. Dizem as más línguas que o diretor do Nordiques tinha um acordo quase fechado com o Rangers, os patrulheiros mandariam um pacote com o goleiro John Vanbiesbrouck, defensor James Patrick e os atacantes Tony Amonte, Sergei Nemchinov, Alexei Kovalev e Doug Weight (informação do New York Times, 24/06/1992) além de dinheiro e picks mas acabou cancelando o acordo depois de receber outra proposta (na visão de Aubut, um escambo melhor) do Flyers. Diante de tal dilema, John Ziegler Jr. (Presidente da NHL naquela temporada) procurou o advogado Larry Bertuzzi para resolver a peleja. Depois de 10 dias, Lindros foi oficialmente mandado para a Philadelphia, em troca o Nordiques recebeu 15 milhões de Trumps, duas escolhas de primeiro round em 1993 e 1994, Chris Simon, Kerry Huffman, Steve Duschene, Mike Ricci, Ron Hextall e Peter Forsberg. Sim, é aquele mesmo, Peter Forsberg.

A chegada de Lindros começou a significar o renascimento do Flyers durante os anos 90. Devido a troca, a equipe ficou sem tantos talentos para complementar a presença do novo reforço, valendo a pena destacar as presenças dos (ainda) jovens Mark Recchi (53 gols, 123 pontos em 92-93) e Rod Brind’Amour (37 gols, 86 pontos em 92-93). Eric conseguiu 41 gols e 75 pontos em sua temporada de estreia na liga, o detalhe interessante é que Lindros conseguiu marcar esses 40 gols em apenas 180 chutes, tendo um aproveitamento absurdo e astronômico de 22.8%, algo impossível na atual NHL. Mesmo com esse desempenho, o Flyers ficou fora dos playoffs em 92-93. Também ficou fora em 93-94, mesmo com outra bela atuação do trio Recchi-Lindros-Brind’Amour que somaram para 119 gols e 301 pontos além da bela primeira temporada de Mikael Renberg com 38 gols e 82 pontos.

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O jovem Lindros em seus primeiros anos em Philly (Créditos: NHL.com)

E chegou o novo treinador Terry Murray para a temporada 1994-1995, ainda assim a equipe começou mal a temporada. E então coube a Bobby Clarke, GM da equipe, fazer a troca que mudou os rumos do time naquela temporada e nas próximas. Clarke mandou Mark Recchi para o Montreal Canadiens e recebeu Gilbert Dionne, Eric Desjardins e John LeClair. As chegadas de LeClair e Desjardins junto com a volta de Ron Hextall e a aquisição de Petr Svoboda mudaram completamente o destino do Flyers na temporada.

John LeClair. Eric Lindros. Mikael Renberg. Assim nasceu a Legião do Inferno.

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O trio mais perigoso dos anos 90. (Créditos: thescore.com)

Em entrevista ao NHL.com, LeClair não tem duvidas do que foi Lindros durante o tempo que estiveram juntos entre 1995 e 2000: “Não sei se alguém dominou tanto o jogo quanto ele dominou quando esteve em seu melhor. Ele dominou completamente todo aspecto do jogo. Ele foi uma força imparável”. Não só ele. Com Lindros, LeClair e Renberg se transformaram em uma linha imparável. Liderados pelo trio (únicos no Flyers que conseguiram marcar mais de 40 pontos naquela temporada), o Flyers venceu a divisão Atlântica batendo o Devils na última partida da temporada regular. Indo para os playoffs pela primeira vez em seis anos, Philly bateu o Buffalo Sabres e varreu Brian Leetch, Mark Messier e o atual campeão New York Rangers para chegar na final da conferência leste pela primeira vez em oito anos para enfrentar Martin Brodeur e o New Jersey Devils.
E então Lindros se encontrou com o que seria seu “destino” na NHL: O adversário errado, na hora errada.

Partida 5 da final da conferência leste de 1995, último minuto do último período, jogo e série empatados em 2-2. Um dos defensores do Flyers dispara o puck da linha azul ofensiva e ele não chega ao gol, na busca do disco no canto do rink, Lindros acaba perdendo o equilíbrio e assim deixa o “biscoito” limpo para Claude Lemieux sair em desabalada carreira para fazer a transição defesa-ataque, Lemieux entra na zona defensiva do Flyers e pulveriza o puck em direção ao stick-side de Ron Hextall que não conesegue alcançar. 3-2 New Jersey, 44.4 segundos para o fim do jogo 5. O Devils venceria aquela partida e também sairia vitorioso no jogo 6, dias depois varreria Steve Yzerman e o super favorito Red Wings para vencer a primeira Stanley Cup de sua história. Mesmo com a decepção do final, o camisa #88 venceu o Hart Trophy, prêmio de melhor jogador da temporada e ao receber a honraria, Lindros aod prantos disse: “Nós trabalhamos tão bem. Estamos melhorando. Vamos conseguir.”

“Antes de tudo, Eric tinha uma determinação que eu nunca vi antes. Ele sempre queria melhorar. Ele sempre esperava mais dele mesmo e de todos os outros. Nos treinos, se você perdesse uma chance, ele não tinha vergonha de chegar e dizer: Você precisa fazer esse gol. E ele falava sério. Eu sei que isso me ajudou muito e eu acho que ajudou nossa linha a se desenvolver em uma linha muito melhor […]. Junto com isso, ele era completo. Ele podia te vencer das mais variadas formas possíveis. Suas habilidades eram impossíveis de serem medidas e fisicamente ele era mais alto e mais forte do que a maioria dos caras de 1.95m e 110Kg. Tinham caras que poderiam ser comparados com ele mas ele continuava em um nível bem maior que qualquer outro. […]. Isso (indicação ao Hall da Fama) é apenas um tributo ao quão grande ele foi. Ele jogou contra todos os melhores e ainda assim dominou. Eles nunca conseguiram o desacelerar. Sua atitude sempre foi: Dê o seu melhor e deixe o resto comigo. E ele conseguiu sucesso quase toda noite.” – John LeClair

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A união no gelo também era boa fora dele durante os 5 anos de Flyers. (Créditos: NHL.com)

1996-1997. Apesar de ter perdido 30 jogos na temporada, Lindros conseguiu marcar 32 gols e 79 pontos em 52 jogos. Em sua segunda temporada completa com o Flyers, John LeClair conseguiu outra jornada fantástica com 50 gols e 97 pontos. Janne Niinimaa e Eric Desjardins eram mortais comandando o powerplay, jovens como Dainius Zubrus e Vinny Prospal começaram a aparecer com algum destaque, o time tinha em Brind’Amour e Trent Klatt peças para tirar o peso ofensivo todo da linha de Lindros e eles funcionaram além de ter experiência de sobra com jogadores como Joel Otto, Paul Coffey e Dale Hawerchuk. De fato, Lindros e sua legião começaram a temporada mais lenta do que o normal com uma campanha de 50% no final de novembro, tudo mudou quando a equipe conseguiu uma sequência de 17 jogos seguidos sem perder e fechando a temporada com 103 pontos e 45 vitórias. Nos playoffs, a Legião do Inferno parecia mais poderosa e indestrutível do que nunca. Lindros, LeClair e companhia só precisaram de 15 jogos para despachar o Penguins de Mario Lemieux (que marcou seu último gol de playoff na primeira aposentadoria no jogo 4 dessa série), o Sabres de Dominik Hasek e o New York Rangers da dupla Gretzky e Messier para levar o Flyers a sua primeira Stanley Cup Final desde 1987, Lindros marcou 11 gols nesses 15 jogos e parecia destinado a ser o herói da conquista. Só havia um obstáculo entre a Legião e a Stanley Cup: O Detroit Red Wings

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Lindros e LeClair celebram gol contra o NY Rangers no jogo 5 da final da conferência leste de 1997, jogo que garantiu a equipe na SC Final depois de 10 anos. (Créditos: NHL.com)

Adversário errado. Hora errada.

No jogo 1, Joe Kocur e Kirk Maltby marcaram no 1* período em breakaways nascidos de erros defensivos. Mikael Renberg recebeu o disco de Lindros no meio do rink e disparou em um 3 contra 2 no final do powerplay, acompanhado de Coffey e LeClair, o camisa #19 achou o camisa #10 livre de marcação em seu lado esquerdo e o homem de 50 gols não falhou, 3-2 Red Wings depois de 40 minutos. O Flyers buscava roubar o momento do jogo no início do 3* período quando Steve Yzerman (tal qual Lemieux dois anos antes) ultrapassou a linha azul e disparou, Ron Hextall falhou e o jogo 1 era história. No jogo 2, Garth Snow assumiu o lugar de Hextall e antes que entrasse no ritmo da série já estava 2-0 para Detroit na metade do 1* período. O Flyers parecia roubar o momento do jogo e da série (ou pelo menos tentar pela segunda vez) quando a conexão point shot de Niinimaa e desvio de Brind’Amour funcionou duad vezes no powerplay para empatar o jogo em 2-2. E então lá veio Kirk Maltby e outro disparo de longe. Outra falha de Garth Snow. 2-0 Red Wings na série. No jogo 3, John LeClair colocou o Flyers na frente do placar (pela primeira e única vez na série) antes do Red Wings explorar toda e qualquer falha que Philly cometeu e golear por 6-1. Yzerman, Fedorov e Shanahan haviam criado sua própria legião. O golpe final da série veio no jogo 4, em outro chute de longe e outra falha de Ron Hextall, dessa vez saindo do stick de Nicklas Lidstrom. E então veio o último prego do “caixão”, Darren McCarthy entrou na zona ofensiva e tinha Niinimaa e Hextall a sua frente, o grinder do Red Wings driblou os dois como se não estivessem lá e empurrou o disco para o gol vazio. Lindros marcou seu único gol da série nos momentos finais. Steve Yzerman receberia a Stanley Cup que encerraria a seca da franquia enquanto Lindros receberia boa parte da culpa pelo insucesso de seu time nas finais mesmo com as lesões de Petr Svoboda (não jogou a série), Paul Coffey (não jogou as partidas em Detroit) e as condições ruins de Renberg (estava de muletas na manhã do jogo 4) e Dale Hawerchuk.

Vamos acelerar uma olimpíada, SEIS concussões e três anos.

2000. Final da conferência leste. Jogo 7.

Lindros sofreu quatro concussões entre o natal de 1999 e maio de 2000. Ainda assim ele conseguiu milagrosamente voltar para os playoffs daquele ano. O camisa #88 havia voltado na partida 6 quando o Devils empatou a série em 3-3 depois do Flyers abrir 3-1. Voltando ao jogo 7 e perdendo por 1-0 com gol de Patrick Elias, Lindros estava na zona neutra do rink com o disco quando tentou fazer um drible de corpo e abaixou a cabeça. Scott Stevens lhe acertou com um hit duríssimo e levou o camisa #88 ao chão. O Grande Eric caiu desacordado e teve de ser retirado de maca do gelo. Aquela foi a última partida de Lindros pelo Flyers. Depois disso, vieram as polêmicas com o medical staff do Flyers e uma disputa de contrato que fez Bobby Clarke lhe tirar o direito de ser capitão e depois lhe trocar para o Rangers. E depois disso chegaram as temporadas ruins, as passagens apagadíssimas por Maple Leafs e Stars, as lesões e por último chegou a aposentadoria precoce com 33 anos e 740 jogos na liga.

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O fim. (Créditos: NHL.com)

Lindros esteve do lado glorioso do esporte, vencendo dois ouros com a seleção sub 20 do Canadá, venceu a Canada Cup de 1991 com um dos melhores rosters da história do esporte e mesmo não sendo nem de longe o destaque que um dia foi, esteve com Pat Quinn (ironicamente, entrou para o Hall da Fama junto com Lindros, foi homenageado em memória) no time que encerrou a seca da seleção canadense em 2002. Lindros também esteve do lado “negativo” do esporte. Foi apontado como principal culpado do fracasso canadense na Copa do Mundo de 1996 mesmo tendo jogado todo torneio com a mão lesionada. “Lindros derruba a tocha” foi a chamada do Montreal Gazette após a derrota no jogo 2 desse confronto. Um ano depois, Lindros falhou na missão de trazer a copa de volta para Philadelphia tendo como a marca dessa “falha” os gritos eufóricos de “perdedor” toda vez que #88 tocava no disco no jogo 4. Menos de um ano depois e Lindros foi capitão e principal crucificado da seleção canadense que falhou em bater Dominik Hasek e os tchecos em Nagano-1998, tem quem diga que Lindros nem merecia estar onde entrou na última segunda.

Entre 92-93 e 99-00, apenas Mario Lemieux (2.11) e Jaromir Jagr (1.45) tiveram um percentual de pontos por jogo maior que Eric. Durante seu topo, ninguém o superou. Lindros combinou tamanho, força, velocidade, personalidade e qualidade, isso tudo lhe fez um dos jogadores mais singulares da história. Apesar das lesões e da aposentadoria precoce, das duras e não merecidas criticas, finalmente a vida lhe fez justiça. Como disse John LeClair, Eric Lindros finalmente está onde ele merece.

Quem diria. O líder da Legião do Inferno, alcançando o céu do esporte.

20 Minutos – Edição 7

  1. Nós esquecemos que os superheróis também são humanos. Assim como os jogadores de hóquei. Por mais fortes, talentosos, ricos ou vencedores que sejam. Um dia suas humanidades aparecem.
  2. Bryan Bickell ganhou 3 Stanley Cups em Chicago, viveu o lado bom e o lado “ruim” da gloria conquistada junto com Jonathan Toews, Patrick Kane e companhia antes de ser “chutado” para fora da cidade por causa de seu contrato ruim e levou consigo o jovem Teuvo Teravainen para o Carolina Hurricanes. Na tarde da última sexta feira (11), o Hurricanes anunciou que Bickell foi diagnosticado com esclerose múltipla, algo que provavelmente o deixará fora da temporada.

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    Fique bem Bryan! Foto: USATSI
  3. “Desde os playoffs de 2015 que eu não conseguia entender o que estava de errado com meu corpo. Essa sensação ruim aconteceu novamente essa semana, senti que definitivamente algo não estava certo. Obviamente foi um choque para mim e minha família, mas estou confiante que conseguirei voltar para o gelo e continuar jogando o esporte que amo” – Bryan Bickell. Nós também acreditamos, Bryan.
  4. Sabe lá Deus o motivo, essa singela coluna parece ter o estranho poder de prever o futuro (ou pelo menos uma parte dele). Jacob Trouba finalmente assinou com o Winnipeg Jets, contrato de 6.5M/2yrs. Como dissemos aqui na semana passada, Kevin Cheveldayoff é um negociador complicado e isso se mostrou verdade. O problema é que o jovem padawan Trouba se colocou em uma situação complicada, sendo posto no 3* par defensivo da equipe o que não é nada glorioso para um jogador com seu talento. Na entrevista pós-assinatura de contrato, Cheveldayoff foi perguntado se o pequeno valor do contrato seria para facilitar uma troca, sua resposta foi clara e seca: “Trouba é um Winnipeg Jet”.

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    Com menos dinheiro do que deveria, Trouba será alvo #1 de vários times até a trade deadline. Foto: Getty Images
  5. Trouba não será um Winnipeg Jet por muito tempo, pelo menos é o que o senso comum diz. Uma prova disso é o baixo valor contrato assinado, é sempre bom lembrar que o agente de Trouba é o mesmo que tirou Kyle Turris do Coyotes e levou para o Senators quando o center passou pelo mesmo dilema de Trouba alguns anos atrás. Eu seguirei com a conspiração da semana passada em uma troca Trouba/Anthony Mantha como algo que faz sentido para as duas franquias, veremos as cenas dos próximos capítulos.
  6. Os problemas do Canucks seguem mais fortes do que nunca. É fato que a equipe finalmente venceu uma partida no regulation time, supreendendo Alain Vigneault e o NY Rangers em pleno Madison Square Garden, vencendo a peleja por 5-2. Um ponto positivo, talvez o único, dessa road trip do Canucks é que Loui Eriksson e Sven Baerstchi finalmente marcaram um gol. Você já sabe, se seu time precisa que o jogador mais importante volte a vida ou que a fase do seu time melhore, é só pedir para ele ser cornetado aqui.
  7. Mas…, as boas notícias podem parar por aqui. A vitória no MSG foi a única coisa boa que se destacou em uma sequência de 6 jogos fora de casa que resultou em uma campanha de 1-5-0, com apenas 11 gols marcados (5 no jogo contra o Rangers, 8 nos jogos contra Rangers e Leafs) e 20 sofridos, isso sem falar no HORRENDO desempenho de 1 de 17 (!!!) no powerplay. Apesar de toda boa vontade que Willie Desjardins vem colocando em seu trabalho e mesmo com a equipe tendo alguma estrutura defensiva, é tempo de mudar.
  8. Ainda falando do Canucks, uma das polêmicas da semana foi o hit que Nazem Kadri aplicou em Daniel Sedin no jogo Canucks 3-6 Leafs. Apesar de entender quem discorde dessa opinião, eu não entendo o porque de Nazem Kadri não ter sido suspenso. Sedin estava em posição quase zero de se defender e penso que esse deve ser o tipo de hit que a liga considera banir ou diminuir. Tirem suas conclusões. 
  9. A coisa também não anda tão gloriosa para o Calgary Flames. O time vai caminhando para outra temporada na qual a equipe é muito boa no papel mas passa vergonha no gelo. O começo 5-10-1 da equipe está MUITO aquém daquilo esperado para Brad Treliving e companhia. E você sabe, quando um time cheio de estrelas não vem rendendo, é crítica para todos os lados. Brian Burke, presidente de operações da equipe, já deixou clara sua insatisfação com as estrelas da equipe “nossos melhores jogadores não estão sendo os melhores ultimamente”, o capitão Mark Giordano já chamou a responsabilidade para si em no mínimo 6 derrotas, Sean Monahan e Johnny Gaudreau também se colocaram no banco da vergonha. Como disse antes, o time é muito bom no papel, mas….

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    Quando a fase é ruim, nem ser estrela ajuda. Foto: NHL
  10. Um dos culpados por tamanha desgraça do Flames nesse começo de temporada é o seu powerplay (ou melhor dizendo, a falta dele). Em um mês de temporada, o Calgary Flames marcou CINCO GOLS em 16 jogos. CINCO GOLS em um mês de temporada. Fora o detalhe mais estranho: Apenas um PPG foi marcado no Scottiabank Saddledome, casa do Flames. Para efeito de comparação, Matt Moulson winger do Buffalo Sabres, tem 5 gols só no power play.
  11. 3 derrotas seguidas, 4 vitórias seguidas, 3 derrotas seguidas, 3 vitórias seguidas e 2 derrotas seguidas. Essa campanha ao melhor estilo Auto da Compadecida de ficar rico e ficar pobre, ficar rico e ficar pobre pertence ao Los Angeles Kings que perdeu na última sexta para o Senators por 2-1 sofrendo o gol da derrota com 6 segundos para o fim do jogo. A vida sem Jonathan Quick (ou dependendo do ponto de vista, a vida com Jeff Zatkoff e Peter Budaj) será complicada para os reis.
  12. Falando sobre o Senators, os placares das últimas seis vitórias dos comandados de Guy Boucher: 2-1, 2-1, 1-0, 2-1, 2-0 e 3-0. É ainda mais absurdo dizer que o Senators ganhou 5 partidas quando marcou dois gols ou menos nessa temporada, ultrapassando as quatro vitórias desse tipo que o Senators teve na última temporada TODA. Além disso, o jogo contra o Kings foi outra partida sem pontos para Erik Karlsson, tendo três pontos nas últimas 10 pelejas. Essa é a pior sequência de pontos em 10 jogos do camisa #65 desde o intervalo entre 05/02/2011 e 01/03/2011 (info do @AdnanOnMUFC).
  13. Se somado o começo da temporada passada ao começo dessa, Carey Price está 20-2-0. Se somado a copa do mundo, Carey Price está 25-2-0. Carey Price não é humano.

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    Super Carey HEY HEY! Foto:Minas Panagiotakis/Getty Images
  14. Eu não simpatizo muito com a ideia de definir vencedores para os prêmios individuais ainda no primeiro mês da temporada mas precisamos falar seriamente sobre Lindy Ruff e seu Dallas Stars.
  15. Caso o Stars consiga vaga nos playoffs, Lindy Ruff merece séria consideração para o Jack Adams Award, prêmio de melhor treinador da temporada. Além de ter uma dupla de goleiros mais instável que o preço do dólar, Lindy Ruff está sem poder contar com Patrick Sharp, Jason Spezza, Jiri Hudler, Cody Eakin, Mattias Janmark e Ales Hemsky. Desses seis, quatro (!!!) deles fazem parte do top6 ofensivo do Stars e todos eles tem potencial para pelo menos 20 gols e 50 pontos. E ainda assim, o Stars está hoje na zona de playoffs com uma campanha de 6-6-3, quando esses jogadores é o caminho natural que essa campanha melhore e que minha campanha para Lindy Ruff levar o Adams só cresça.
  16. Começando nossa sessão Hall da Fama desse 20 minutos. Na próxima segunda-feira (14), três jogadores e um treinador serão introduzidos a maior honraria que o esporte reserva. Além deles, Sam Rosen, narrador do Rangers desde 1984 ganhará o Foster Hewitt Memorial Award por suas contribuições como comunicador. Rosen disse que na sua carreira essa é sua maior conquista: “Tudo que fiz em minha carreira como comunicador está sendo reconhecido como um dos melhores de todos os tempos. Para estar nesse prestigiado espaço com grandes jogadores de um lado e grandes escritores e comunicadores do outro, ao longo dos anos você percebe como isso é importante e percebe que você foi escolhido, é realmente uma honra enorme”.
  17. Rosen tem grandes narrações ao longo de sua carreira mas penso que só uma delas é merecida de estar aqui. 1994, Stanley Cup Finals, Game 7. The waiting is over. The New York Rangers are the Stanley Cup Champions, and this one will last a lifetime.
  18. Além de Rosen, Sergei Makarov, Pat Quinn (já falecido, sua filha é quem recebeu seu anel do HOF e deve fazer o discurso da introdução de seu pai), Rogie Vachon e Eric Lindros. Sergei Makarov foi um dos componentes do famoso “Russian Five” junto com Igor Larionov, Vladimir Krutov, Slava Fetisov e Alexei Kasatonov. Com essa armada, Makarov ganhou duas medalhas olímpicas de ouro (1984, 1988) e oito campeonatos mundiais (11 medalhas no total) entre o final dos anos 70 e o início dos anos 90, além de ser o jogador mais velho da história a ganhar o Calder Memorial Trophy de melhor rookie da temporada com seus 30 anos em 89-90 pelo Calgary Flames. Rogie Vachon, um dos melhores goleiros da história da liga, ganhou três Stanley Cups com o Montreal Canadiens em 1968, 1969 e 1971 além de ser a primeira grande estrela da história do Los Angeles Kings. Vachon também fez história a ser o primeiro jogador na história do Detroit Red Wings a receber mais de um milhão de dólares por temporada.
  19. Pat Quinn treinou Philadelphia Flyers, LA Kings, Vancouver Canucks, Toronto Maple Leafs e Edmonton Oilers entre 1978 e 2010. Como treinador do Flyers, Quinn liderou a equipe ao recorde de 35 jogos seguidos sem perder e chegou a Stanley Cup Final de 1980 perdendo para o NY Islanders em seis jogos, ele foi eleito o melhor treinador daquela temporada. Em 87-88, Quinn assumiu o papel de presidente e GM do Vancouver Canucks (só pode ser treinador da equipe em 90-91 devido a suspensão), foi responsável pela aquisição do franchise goalie Kirk McLean em setembro de 1987 (vindo do New Jersey Devils) além de ter draftado Trevor Linden em 1988 e Pavel Bure em 1989, sendo assim o arquiteto da equipe que foi a Stanley Cup Final de 1994, quando perdeu para o NY Rangers em 7 jogos. Quinn assumiu o banco do Maple Leafs antes da temporada 98-99, com ele no comando as folhas só ficaram fora dos playoffs em uma temporada (05-06, quando acabou sendo demitido) e chegou em duas finais da conferência leste, perdendo para o Buffalo Sabres em 1999 e para o Carolina Hurricanes em 2002. Quinn foi responsável por encerrar uma seca de 50 anos sem ouro olímpico da seleção canadense levando a honraria em 2002, venceu também a copa do mundo em 2004. Ele esteve atrás do banco em 1.400 partidas, vencendo 684 delas (48.8%) e indo 15 vezes aos playoffs, Quinn faleceu aos 71 anos no dia 23/11/2014.

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    Homenageado em memória, Quinn encerrou o maior drama da história recente do hóquei canadense com o ouro olímpico de 2002. Foto: Sportsnet
  20. E temos Eric Lindros que terá um post especial nesse querido blog na segunda feira, dia que será introduzido ao Hall da Fama. Tudo que posso dizer é que tudo rodeado a carreira de Lindros foi grande como ele, seja pro bom ou pro ruim. E que ele merece mais do que ninguém estar no Hall.

20b. Nota do editor: Columbus Blue Jackets 8-4 St. Louis Blues, coisas estranhas acontecem quando 20 minutos e Blue Jackets se encontram na mesma esquina.