Tag: St. Louis Blues

Puck na cara #7 – Top 30 Goal Horns

Puck na cara #7 – Top 30 Goal Horns

Olá caros leitores do Puck Brasil, @lucas_flames aqui e sejam bem vindos a mais uma edição do Puck na Cara, dessa vez um pouco diferente. Vamos fazer um top 30 aqui, sobre uma das coisas que mais gosto na atmosfera das arenas de hóquei: as goal horns.

Eu tenho nutrido um gosto muito grande pelas horns, tendo até colocado a horn do Flames como alarme do telefone, e como estamos na offseason, sem muita coisa acontecendo na NHL, pensei: por que não?

As horns vão ser avaliadas pelo som da sirene, música e pelo som na arena. Todos os vídeos são do canal Famous Goal Horns, do Youtube. Sem mais delongas, vamos a lista!

 

#30 – New York Islanders

Torcedores do Isles, culpem o Barclays Center por isso. A horn do Isles é considerada a pior da liga dentro de uma arena, e faturou o troféu lanterninha do nosso rank. Uma pena, pois adoro Crowd Chant como goal song.

#29 – Carolina Hurricanes

Essa horn é considerada por muitos como pior até que a do Islanders. Parabéns, Hurricanes. #SQN

#28 – Winnipeg Jets

Pessoalmente acho essa horn muito estridente (além do normal, quero dizer) e  também, a musica não combina em nada com o time. VOLTA HELL YEAH.

#27 – Edmonton Oilers

Juro que não é meu clubismo atuando aqui. A música é bem legal, por sinal, mas a horn é tão gritante quanto a do Jets.

#26 – Colorado Avalanche

Por favor, voltem com aquela horn que parecia alarme de avalanche. Era tão legal… (Para quem não se lembra, foi usada de 2000 a 2003).

#25 – Buffalo Sabres

Essa horn é bem “meh”. Podia ser bem melhor.

#24 – New Jersey Devils

Goal Song até legalzinha, mas não o suficiente para chegar mais no topo da lista. Poderia ser pior se não tivesse o “YOU SUCK” da torcida.

#23 – Washington Capitals

Essa sirene de polícia no meio da horn… eu não consigo gostar de forma alguma. Se não fosse isso, estava no top 15.

#22 – Philadelphia Flyers

Horn semelhante e goal song igual a de Tampa Bay, a diferença que a do Bolts é melhor.

#21 – Ottawa Senators

Essa versão eletrônica de Song 2 não me desse pela garganta. Fica melhor quando usam a versão original no throwback thursday.

#20 – Vancouver Canucks

Só está aqui por causa de Holiday. Com as outras songs é horrível.

#19 -Detroit Red Wings

A horn é boa, mas a música não empolga tanto a torcida na minha opinião.

#18 – Montreal Canadiens

Acho legal ter a música em francês, devido a localização do time, lembrando que em Quebéc se fala francês. Allez Montreal!

#17 – Boston Bruins

Até certo ponto, icônico, mas superestimada. Não deixa de ser legal.

#16 – Los Angeles Kings

Kings marca, soa a horn e começa com I Love LA. Parece ser ruim, mas de repente a musica se adequa a atmosfera da torcida. 16º lugar está bom para a horn do Kings, fechando a primeira metade da lista.

#15 – Dallas Stars

Abrindo o Top 15. A horn é boa, a torcida gritando o nome do time é legal também. 15º lugar para eles.

#14 – Florida Panthers

Gosto bastante dessa horn. Mas não consigo não pensar na imitação de onça do Serjão Berranteiro quanto se ouve o rugido durante a goal song.

#13 – San Jose Sharks

Um clássico das músicas de torcida. Boa escolha para o Sharks. 14º lugar para eles.

#12 – Arizona Coyotes

Esse uivo após a horn é bem simpático, e a música combina com o time. Howling for You é uma boa.

#11 – Minnesota Wild

Boa horn no geral. Merece o 11º lugar.

#10 – Columbus Blue Jackets

UM PUTA CANHÃO NO MEIO DA HORN. Como não gostar? Abre o top 10!

#9 – Toronto Maple Leafs

OOOOOH OOOOOOH OOOOOH GO LEAFS GO!

#8 – Nashville Predators

Começa com música country, o que combina com Nashville, mas a participação da torcida na segunda parte é a essência do time.

#7 -St Louis Blues

When the Blues Go Marching In, histórico e combina com o time.

#6 — Tampa Bay Lightning

Bobinas de Tesla durante a horn, genial. Como disse antes, uma versão melhorada da horn do Flyers.

#5 – Calgary Flames

YEEEEEEEEAH, I’M ON FIRE! A horn combina demais com o time, a música também. Essa combinação vale demais o top 5.

#4 -Chicago Blackhawks

CHELSEA DAGGER! Essa música é excelente e a horn muito boa. 4º lugar pra eles

#3 -Pittsburgh Penguins

LET’S GET A PARTY STARTED! Combina bastante com a festa que os torcedores do Penguins fazem a 2 temporadas. PARTY HARD!

#2 -New York Rangers

Esse riff de guitarra com a participação da torcida chega a dar arrepios de tão boa.

#1 -Anaheim Ducks

Unica coisa boa do time. Brincadeiras a parte, acho a música a melhor atualmente. Bem cativante. A horn também é excelente. Primeiro lugar da lista para o Ducks.

Chegamos ao fim do Top 30. Vocês fariam alguma mudança? Qual é o top 10 de vocês, caros leitores? Comentem, opinem, e, mais importante, cornetem! Grande abraço e até o próximo Puck na Cara!

Impressões Sobre a Segunda Fase dos Playoffs da NHL

Impressões Sobre a Segunda Fase dos Playoffs da NHL

Mais uma fase está nos livros de História, oito times estavam vivos na disputa da Stanley Cup, agora apenas quatro são candidatos a erguer o santo Graal do hóquei sobre o gelo na temporada 2016-17. Como sempre, tivemos corações partidos, heróis improváveis aparecendo, o improvável e o que se tinha como impossível, aconteceu. Nada de novo em se tratando desse esporte, mas ainda sim fomos surpreendidos, ou, em alguns casos, vimos a história se repetir como se fosse Karma.

Vamos abordar, como feito anteriormente, série a série:

Ottawa Senators 4-2 New York Rangers Surpresa? Sim de certa forma, e fica mais surpreendente pelos contornos tomados na série. O New York Rangers liderou a maior parte do tempo e ainda sim perdeu a série, apenas no sexto jogo o Ottawa Senators saiu na frente. Aqui foi uma série decidida pela força mental e, por outro lado, perdida pelos mesmos erros cometidos repetidamente.

Se essa série teve um nome, esse nome foi Jean-Gabriel Pageau, Pageau fez 4 gols, incluindo o de empate e da vitória, no jogo 2 da série, fez o gol da vitória no jogo 5 e ainda selou o destino no jogo 6. Nada de Karlsson, Ryan, Turris ou Hoffman, que fizeram seu papel dentro do esperado, Pageau foi o herói improvável na série. Por outro lado, o time de Nova Iorque apresentou muitos problemas, muitas falhas, tanto sobre segurar placares nos momentos decisivos do jogo, quanto motivacionais, Mats Zuccarello após o jogo 6 comentou que os próprios jogadores haviam desanimado em um momento do jogo, quando o Rangers estava atrás do placar e precisava buscar uma virada para sobreviver. Por outro lado, na batalha dos técnicos, Guy Boucher soube motivar e organizar seus comandados nos momentos de dificuldade, Alain Vigneault não, por esse motivo, junto aos outros citados e talvez até outros mais, o Ottawa Senators acabou surpreendendo e derrubando o favorito.

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O aperto de mãos simbolizando o final do sonho de um e a continuidade do sonho de outro (Foto: Frank Franklin II/The Associated Press)

Washington Capitals 3-4 Pittsburgh Penguins Mais uma vez o Washington Capitals chega a segunda fase na pós-temporada, mais uma vez sua temporada termina nessa fase. Parece ser kármico, mas Alexander Ovechkin nunca passou dessa fase, não importa o quanto o time ao redor dele seja forte, mas o adversário parece sempre destinado a vencer.

Nessa série o Washington Capitals disparou mais ao gol, mas o Pittsburgh Penguins conseguiu criar mais perigo, o time de Pittsburgh foi o segundo que conseguiu criar mais chances de disparo sem bloqueio no 5 contra 5 (High Danger Score Chances ou HDSC) tomando como base a fase anterior, enquanto o Capitals foi apenas o décimo na primeira rodada dos playoffs (Fonte – em inglês ). Não basta ter o puck, não basta disparar a esmo, tem que criar chance de perigo real, tem que fazer o goleiro adversário trabalhar de verdade, tem que dar espaço real para suas armas fazerem a diferença. E foi isso o que o Penguins fez, isso que o Capitals falhou em fazer. Aquele que conseguiu usar melhor suas armas venceu, mais uma vez o Washington Capitals caiu em um jogo 7 para o Pittsburgh Penguins, mais uma vez essa foi a barreira intransponível para Alexander Ovechkin. Como diria o poeta: Karma is a bi…

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Crosby e Fleury se cumprimentam, Penguins avança (Foto: Patrick Smith/Getty Images)

St Louis Blues 2-4 Nashville Predators Mais uma vez o time de Nashville seguiu fazendo seu jogo de se ajustar muito bem ao adversário. Defende para contra atacar quando tem o puck, sabe pressionar na zona ofensiva, dessa vez encontrou mais dificuldades, mas ainda sim passou para as finais de conferência.

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Johansen marcando sobre Allen (Crédito da foto)

O St Louis Blues fez o que poderia, mas o time de Nashville veio embalado pelo momento, tem a já citada capacidade de se adaptar ao jogo, seus atacantes e defensores sabem criar chances perigosas quando tem o disco. Os grandes destaques tem sido Pekka Rinne e Ryan Ellis, o goleiro tem atuado de maneira espetacular, o defensor é um leão na defesa e no ataque. Do lado de St Louis, mesmo tendo trocado o melhor defensor no meio da temporada, o time se comportou muito bem e não está muito longe de ser uma equipe melhor, basta o gerenciamento tomar as decisões certas (o que é difícil).

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Nashville pode comemorar, o Predators está nas finais de conferência pela primeira vez na sua história! (Crédito da Foto)

Anaheim Ducks 4-3 Edmonton Oilers O time do futuro contra o time desacreditado, foi uma grande série, teve a maior polêmica de toda a pós-temporada, até agora, e tudo terminou com os demônios do time de Anaheim sendo exorcizados. Se o Washington Capitals teve um destino que parece até ser o Karma dessa equipe atualmente, o Anaheim Ducks conseguiu superar o que parecia ser seu Karma e vencer um jogo 7.

A série começou maluca, Oilers venceu os 2 primeiros jogos em Anaheim, Ducks empatou a série com duas vitórias em Edmonton e tudo chegou ao jogo 5 e seu lance polêmico. O time de Edmonton vencia por 3 gols, o Ducks marcou o primeiro faltando 3 minutos e 17 segundo para o final do jogo, o segundo faltando 2 minutos e 41, então faltando 15 segundos, Rickard Rakell empatou, a confusão em frente ao gol com Nurse empurrando Kesler na direção de Talbot. O desafio foi feito, a marcação de gol foi mantida, alguns acharam que Kesler puxou o pad do goleiro, outros acham que não houve a interferência porque o jogador foi empurrado sobre Talbot, eu faço parte dessa segunda corrente, não creio que houve interferência na jogada, mas não é e nunca será uma unanimidade, de qualquer modo, Perry marcou o gol vencedor na segunda prorrogação. No sexto jogo o Oilers passou o carro, fez o ETERNO 7 a 1, mas no sétimo jogo o Anaheim Ducks mostrou vontade para virar a partida, raça para segurar, enquanto o time de Edmonton pareceu ter cedido a pressão e ao nervosismo, a inexperiência pareceu ter falado mais alto.

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Corey Perry celebra o gol vencedor no jogo 5 da série (Foto: Chris Carlson/AP)

Balanço final

Quatro séries, 26 jogos, 148 gols, uma média de 5,7 gols por jogo, 5 jogos decididos na prorrogação. Foram quatro séries acirradas, decidida em detalhes na maioria das vezes, tudo o que se espera dos playoffs da NHL. O campeão atual voltou as finais de conferência, o Pittsburgh Penguins tenta manter a escrita de ir a Stanley Cup e voltar no ano seguinte, pela frente vai encontrar um valente Ottawa Senators querendo voltar a disputar a Stanley Cup após 10 anos. Do outro lado temos o Nashville Predators tentando alcançar as finais pela primeira vez em sua história, seu embate será contra o Anaheim Ducks, que busca alcançar as finais pela terceira vez e conquistar o troféu mais sagrado do esporte pela segunda vez. Apenas dois desses quatro irão sobreviver a avançar até o estágio final da temporada 2016-17, quem serão os dois? Descobriremos em alguns dias…

Impressões sobre a primeira fase de playoffs da NHL

Impressões sobre a primeira fase de playoffs da NHL

Depois de dois textos mais ou menos nesse formato e milhares (0 no total) pedidos de retorno, aqui estamos novamente. A primeira fase dos playoffs pela Stanley Cup está nos livros de História, mas vamos fazer uma análise do que se passou em cada série e porque certos times avançaram e outros não. Em algumas séries é um trabalho óbvio, em outras é mais minucioso, isso simplesmente porque muitas vezes as coisas ficam escancaradas para todos verem, mas às vezes não.

Mas antes de tudo, o que aconteceu? O caos, como sempre, não poderia ser diferente quando o primeiro gol dos playoffs sai num backhand topshelf de Tanner Glass sobre Carey Price, depois disso coisas estranhas aconteceram, outras até esperadas também aconteceram. Hora de tratar série a série:

Canadiens 2-4 Rangers Foi aqui que o caos começou, pode-se dizer que o New York Rangers segurou o pé na temporada regular para ir parar no lado da divisão do Atlântico na chave dos playoffs e deu certo.

No que foi anunciado como um duelo de goleiros, o que é óbvio quando se tem Henrik Lundqvist de um lado e Carey Price do outro, na verdade foi mais sobre os ataques. Nenhum dos dois times tem um conjunto de defensores incrível, mas no geral os defensores se comportaram bem e isso foi o bastante, os goleiros dispensam comentários. A grande questão é que o New York Rangers tem melhores jogadores no seu ataque e isso pesou muito, tirando o terceiro período e prorrogação do jogo 2 e o jogo 3, em ambos os casos o Rangers esqueceu de jogar e foi justamente onde perdeu 2 jogos. Nos 4 jogos restantes, o ataque do time de Nova Iorque falou mais alto, Alain  Vigneault achou combinações de linhas para atormentar os defensores de Montreal e Carey Price. Os goleiros fizeram o que puderam e no final das contas foi o poder para superar esses monstros que contou para o destino final da série, poder que o Canadiens não demonstrou, enquanto do outro lado os atacantes liderados por Mats Zuccarello, Mika Zibanejad e Rick Nash construíram o caminho.

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Rick Nash e Jimmy Vesey celebram (Foto: Frank Franklin II/AP)

Senators 4-2 Bruins Uma série decidida pelo equilíbrio dos times, o Boston Bruins tinha o melhor goleiro e o melhor jogador de linha, mas o Senators tinha mais equilíbrio em seu elenco. Para um time em reconstrução, o Boston Bruins foi realmente bem, mas o Ottawa Senators estava passos a frente e no final das contas isso pesou muito no destino da série.

A série foi disputada em 6 jogos com direito a prorrogação em 4 deles e todos os jogos foram definidos por 1 gol. Jogadores como Bobby Ryan, Derick Brassard e mesmo Clarke Macarthur, que marcou 2 gols vitoriosos no tempo extra, incluindo o gol que venceu a série, além deles também tivemos um impacto grande do quarterbarck Erik Karlsson, especialmente com lançamentos para os atacantes em velocidade. Se o Ottawa Senators teve isso, o Bruins teve muita vontade e intensidade, Brad Marchand, David Pastrnak, David Backes, os atacantes fizeram o que poderiam fazer, Tuukka Rask roubou gols, mas simplesmente o adversário era mais forte e conseguiu impor a força em momentos decisivos, o tipo de coisa que acontece muito nos esportes.

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Jogadores do Ottawa Senators comemoram o gol vencedor da série marcado por Clarke Macarthur (Foto:Michael Dwyer/Associated Press)

Capitals 4-2 Maple Leafs O Capitals era amplo favorito na série e venceu. Poderia parar por aí, mas as coisas foram muito além disso, muito além de 6 jogos dos quais 5 foram decididos na prorrogação, uma das 3 séries recordistas de prorrogação na história da NHL (as outras duas foram Phoenix/Arizona Coyotes vs Chicago Blackhawks em 2012 e Montreal Canadiens vs Toronto Maple Leafs na Stanley Cup em 1951), e todos os jogos sendo definidos por 1 gol apenas. Essa série mostrou que o Toronto tem Futuro e que o Capitals não é uma máquina invencível.

Um fator importante para o destino da série foi Auston Matthews, o jovem principiante na liga demonstrou uma boa capacidade de liderar sua equipe, de motivar os demais jogadores e a garotada seguiu o líder, pressionou o Washington Capitals o quanto pode. Do outro lado tivemos um time completo sendo pressionado em muitos momentos por uma equipe mais inexperiente, talvez a pressão que o time sofre pesou em alguns desses momentos, mas o Capitals conseguiu achar o caminho em alguns momentos, especialmente no último jogo da série. Enquanto o Toronto entrou despreocupado na série, o Washington tem um fardo muito grande para aguentar e é algo que vem atrapalhando sempre, ano após ano, essa série nos mostrou que se o Capitals pretende se livrar do fardo de não ter Stanley Cup, vai precisar deixa-lo de lado e não deixar que esse fardo o assombre.

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Marcus Johansson foi o herói no jogo 6 (Foto: Toni L. Sandys/The Washington Post)

Penguins 4-1 Blue Jackets Uma série surpreendente e não por motivos bons, o Columbus Blue Jackets decepcionou totalmente, mas ainda sim, não foi a grande decepção da pós-temporada. Em alguns momentos o Pittsburgh Penguins pareceu relaxado na série e com totais méritos, mas é mais fácil relaxar quando o adversário não pressiona você.

Há de se fazer uma ressalva de que nessa série aconteceu a primeira vitória do Blue Jackets em período regular (60 minutos) num jogo de playoffs, mas de resto tivemos domínio amplo do time de Pittsburgh. Vale ressaltar também que Marc-Andre Fleury fez uma ótima série, o goleiro teve que entrar de última hora no lugar de Murray e fez muitas defesas chave quando foi chamado ao trabalho. Além disso, o ataque do Penguins fez e teve liberdade para fazer tudo o que sabe, o tipo de coisa que termina desastrosamente quando se enfrenta Crosby, Malkin, Kessel, Kunitz, Rust…

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Penguins e Blue Jackets apertaram as mãos mais cedo que o esperado (Via: http://www.foxsports.com/nhl/gallery/columbus-blue-jackets-eliminated-by-pittsburgh-penguins-5-reasons-playoffs-042117)

Blackhawks 0-4 Predators SWEEP! SWEEP! SWEEP! SWEEP!, esse era o grito nos minutos finais do jogo número 4, em Nashville. A NHL é conhecida por ter muitas surpresas nos seus playoffs, mas ninguém no mundo imaginava que o Chicago Blackhawks 2016-17 seria varrido, de fato, o time era apontado como um dos grandes favoritos a vencer a Stanley Cup.

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Jonathan Toews e todo o Chicago Blackhawks estão tendo muita dor de cabeça após essa série desastrosa para o time (Foto: Associated Press)

A série começou de um modo estranho, os dois jogos em Chicago tiveram shutout de Pekka Rinne, o Nashville Predators mostrou ao mundo em apenas 2 jogos que o poderoso e temido ataque do time de Chicago não poderia apenas ser parado, mas completamente anulado. Rinne foi um fator importantíssimo nessa série e seu desfecho chocante, mas não foi o único fator, os jogadores de linha tiveram uma postura ótima durante os 4 jogos, não deram espaço para o Blackhawks usar suas poderosas armas, defendeu muito bem quando não teve o puck, pressionando, fazendo o adversário errar, isso deu espaço para o ataque aparecer e brilhar. Pela primeira vez na história dos playoffs de qualquer uma das 4 grandes ligas um time com a pior classificação da conferência varreu o time de melhor colocação, o Nashville Predators já fez história nessa série, mas certamente quer mais.

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Marcus Johansen celebra gol no jogo 4 (Foto: Associated Press)

Wild 1-4 Blues Essa era uma série com muita pegadinha, o time do Minnesota Wild era muito bom, mas desde o começo eu vi o St Louis Blues como favorito. Questão de momento e do tal matchup, se teve um time na temporada regular que foi não simplesmente uma pedra, mas um monte Everest, no sapato do Wild, esse time foi o Blues. Temporada regular é uma coisa e playoffs outra, mas nesse caso não foi.

A verdade é que o Blues fez o que fez em todos os confrontos na temporada regular: contragolpes rápidos e mortais quando era pressionado, mas além disso, achou um modo de trabalhar bem o puck e não precisar contar com Jake Allen o tempo todo. Allen foi um diferencial na série, saiu do primeiro jogo com 51 defesas, o Blues brincou de mais com o perigo naquele dia, mas deu certo. Então foram mais duas vitórias até que o Wild vencesse o jogo 4, tudo foi definido na prorrogação de um emocionante jogo 5. Bruce Boudreau foi novamente superado taticamente na primeira rodada dos playoffs após uma grande temporada regular, novamente o St Louis Blues foi a montanha que o Minnesota Wild não conseguiu escalar na temporada 2016-17.

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Jogadores do St Louis Blues celebram a classificação (Foto:Stacy Bengs/The Associated Press)

Ducks 4-0 Flames Eu sinceramente achava que o Flames iria vencer ao menos um jogo, mas o Anaheim Ducks era franco favorito e confirmou isso no gelo. O Calgary Flames até apertou o jogo em 3 jogos, mas no final o melhor venceu.

Ducks teve mais tranquilidade e vontade nos momentos decisivos, isso pesa muito no momento de vencer o jogo e uma série. Corey Perry passou a maior parte da temporada sumido e voltou a jogar muito bem, mas o grande nome foi Ryan Kesler, esse fez a mágica acontecer. O time de Calgary conseguiu mostrar vontade também, mas esbarrou em alguns problemas como um goleiro não muito confiável, a falta de mais poder defensivo e a falta de cabeça para vencer um jogo. Onde um falhou, o outro teve sucesso e assim as coisas funcionam.

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Não foi tão tranquilo quanto pareceu, mas o Anaheim Ducks varreu e avançou (Foto: Sean M. Haffey/Via: Getty Images)

Sharks 2-4 Oilers Essa era uma série difícil, a balança estava equilibrada, mas o time de Edmonton conseguiu usar melhor suas armas e isso acabou decidindo a série. Não só o poderoso ataque, como o grande goleiro do Oilers fez a balança pesar para seu lado.

Aqui era uma das séries onde era tudo possível, experiência contra inexperiência, time sólido em todo o gelo contra um time que tem falhas defensivas, mas em 6 jogos o Edmonton Oilers conseguiu vencer 4 jogos, contando com a liderança do incível Connor McDavid, mas com outros jogadores como Leon Draisaitl e até mesmo Zack Kassian achou espaço para brilhar. Lá atrás, Cam Talbot teve dificuldades, mas segurou os pucks quando a pressão do Sharks aumentou. Mesmo com um jogo 4 péssimo, o time de Edmonton não se abalou, o jovem time conseguiu dar grandespassos para um futuro teoricamente brilhante.

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Leon Draisaitl abre a contagem no último jogo da série (Foto: Tony Avelar/Associated Press)

Outros assuntos relacionados:

Um ponto em que eu devo tocar e que sempre se tem reclamações aos muitos especialmente nos playoffs: arbitragem. É sempre polêmica, sempre o seu time foi assaltado e o adversário é sempre beneficiado (em poucos casos é realmente verdade), sempre tem um complô e sempre tem ânimos elevados. Posso dizer que a arbitragem fez muita besteira, especialmente deixando de marcar penalidades claras e algumas até graves, as vezes exagerando em lances que não eram penalidades. Mas nada que tenha realmente comprometido algum jogo ou série. Então não, seu time não foi assaltado, o adversário não foi beneficiado, não há complô, ninguém comprou a Stanley Cup, foram apenas seres humanos tomando decisões e fazendo julgamentos errados.

Relacionado a arbitragem temos as revisões. Outro ponto chato e polêmico, mas muitas decisões corretas foram tomadas, outras questionáveis, mas nada fora do esperado ou normal. Em específico tivemos dois lances envolvendo o Boston Bruins e possíveis impedimentos fizeram mais barulho, em um o gol foi validado devido a falta de certeza, no outro o gol foi anulado também em uma marcação controversa. Mas em muitos casos as reclamações vêm de falta de atenção a tudo que está acontecendo no lance, especialmente quando se trata de interferência nos goleiros, é um esporte complexo e muito dinâmico, mas antes de afirmar qualquer coisa é melhor prestar muita atenção. Detalhes fazem toda a diferença nas revisões, uma perna deixada pelo atacante ao lado do goleiro e que o impeça de se movimentar, onde está a lâmina do patins quando o jogador entra na zona ofensiva, entre tantas coisas, por isso não é um trabalho fácil ser árbitro e nem revisar jogadas.

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Impedido ou não? Impossível ter certeza (Via: http://www.sbnation.com/nhl/2016/4/9/11397808/bruins-goal-senators-pastrnak-flyers-red-wings-challenge-cameras-offsides)

Falando em coisas boas agora, 18 jogos foram para a prorrogação nessa primeira fase, é o recorde da NHL em qualquer fase de playoffs. Não tivemos jogos 7, tivemos 2 varridas, umas decepções, mas no geral foi um round equilibrado, com embates para serem lembrados no futuro.

Futuro e presente se chocaram, para alguns times foi o início de uma jornada de sucesso, outros estão vivendo o declínio assim a NHL foi desenhada para ser quando o teto salarial foi arquitetado e definido. Não há time invencível, a liga é nivelada pelo alto, quando o puck toca o gelo, não importa se seu time tem 3 dos 100 melhores jogadores do centenário da NHL, se ele venceu o Presidents Trophy, se está cheio de garotos, se o goleiro não é brilhante, o que importa é o que acontece no gelo durante os 60 minutos ou mais, a pós-temporada nos proporciona momentos incríveis imaginados por pouquíssimos ou ninguém. São esses tipos de coisa que fazem um Toronto Maple Leafs fazer uma série incrível, ou o Chicago Blackhawks ser varrido chocando o mundo, ou o duelo entre o time do futuro contra o time quase do passado ser vencido pelo futuro, tudo pode acontecer. E é isso que apaixona muita gente, que transforma os playoffs da NHL nesse local onde tudo parece possível, inclusive aquilo que ninguém imagina que irá acontecer.

Puck na cara #4 –  Stanley Cup Playoffs 2017 #1

Puck na cara #4 – Stanley Cup Playoffs 2017 #1

Olá leitores do Puck Brasil e fãs de hóquei! Lucas Mendes aqui, voltando de um longo e tenebroso inverno para falar da melhor parte do ano na NHL. Vai ser uma série de textos, um para cada rodada, com os meus palpites de cada confronto. Começando com a primeira rodada, que começa amanhã (12/04). Vamos aos palpites!

CONFERÊNCIA LESTE

(M1) Washington Capitals vs Toronto Maple Leafs (WC2)

O Capitals vem de novo como o melhor time, o mais forte e o principal favorito para levantar a taça. Se reforçou muito na deadline e tem o melhor elenco da liga. E todos sabemos o que vai acontecer. Sim, vão fazer o de sempre e pipocar, mas não na primeira rodada. Não para o Leafs, que é um time muito jovem e muito inexperiente. Vem comandado pelo brilhante calouro Auston Matthews que, pasmem, marcou mais que o Ovechkin nessa temporada e deve vencer o Calder Trophy. Mesmo que o Leafs tenha conseguido uma vaga nos playoffs, não vai ser agora que vão ir longe. Mas podem apostar nesse time para as próximas temporadas.

Palpite:  Capitals em 5

Porquê: Acho que o Leafs consiga vencer uma partida em Toronto, com o apoio da sua torcida mais que apaixonada. Mas o Capitals é um time muito superior, e liquidará a fatura logo.

 

(M2) Pittsburgh Penguins vs Columbus Blue Jackets (M3)

Junto com Habs vs Rangers, temos o confronto da Leste que será o mais legal de assistir. Os atuais campeões, Penguins, liderados por Sid the kid, contra o talentoso time do Blue Jackets sob a batuta do mestre Tortorella. Vai ser um confronto bem equilibrado e disputado, e decidido nos detalhes. Bobrovsky, provavelmente o vencedor do Vezina esse ano, junto com Cam Atkinson, Nick Foligno e cia vão fazer jogo duro contra Crosby, Malkin, Kessel.

Palpite: Blue Jackets em 7

Porquê: Como disse, esse confronto vai ser decidido nos detalhes, mas por mais que o Penguins tenha um time com muita experiência em playoffs, o Blue Jackets tem o elemento de ser a grande surpresa da temporada, além do Penguins estar sem o seu principal defensor, Letang, que está fora dos playoffs devido a uma cirurgia no pescoço.

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Penguins vs Jackets promete demais. (Créditos: NHL)

 

(A2) Ottawa Senators vs Boston Bruins (A3)

Outro bom confronto. Senators conseguiu se superar várias vezes na temporada, enquanto o Bruins, desde que trocou de treinador, cresceu muito e vem jogando bem. Provavelmente terá Marchand de volta no jogo 2, e ele pode desequilibrar muito o confronto e levar o Bruins para a próxima fase.

Palpite: Bruins em 6

Porquê: Brad Marchand tem sido um dos melhores jogadores ultimamente, e chegou a competir com Crosby e McDavid pelo Hart. Está suspenso no jogo 1, mas fará a diferença nos confrontos restantes.

(A1) Montreal Canadiens vs  New York Rangers (WC1)

O confronto mais equilibrado da primeira fase. Habs e Rangers tiveram praticamente a mesma pontuação na temporada regular e ambos elencos tem muita qualidade. Price e Lundqvist dispensam apresentações. Tanto Byron quanto Grabner podem fazer a diferença. Montreal tem seu jovem e talentosos atacante Galchenyuk, o experiente defensor Shea Weber e ainda conta com Pacioretty. Rangers tem um bom poder ofensivo, é um time rápido, mas tem uma defesa que deixa a desejar, principalmente por conta de Dan Girardi.

Palpite: Canadiens em 7

Porquê: A defesa do Rangers será o fator principal do confronto, mas não por conta dos goleiros, e sim por causa dele, Girardi. Ele é o ponto fraco do Rangers e pode acabar cedendo na hora errada e eliminando o seu time.

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Anotem, Habs vs Rangers vai ser o confronto mais equilibrado da primeira rodada. (Imagem: Getty Images)

 

CONFERÊNCIA OESTE

(C1) Chicago Blackhawks vs  Nashville Predators (WC2)

Tirando os torcedores do Predators, sabemos que esse confronto é bem unanimidade. Por mais que o Preds tenha bons jogadores, como Subban, Forsberg e Rinne, o Blackhawks é uma máquina quando se trata de playoffs. Não sendo contender a toa.

Palpite: Blackhawks em 5

Porquê: O Blackhawks se reforçou após ser eliminado cedo na última temporada, e como sempre, cotado para chegar a, no mínimo, final de conferência. Palpite até fácil, com todo respeito ao Predators e seus torcedores

 

(C2) Minnesota Wild vs St. Louis Blues (C3)

Essa série vai ser bem apertada. São dois bons times. O confronto entre Allen e Dubnyk promete. Granlund vem de boa temporada e, com Parise, promete causar o inferno para a defesa do Blues, que vem sem Shattenkirk, que foi pro Capitals, e com Tarasenko sendo sua principal ameaça.

Palpite: Wild em 7

Porquê: Nesse momento, vejo os dois times praticamente no mesmo nivel, Wild deve levar esse confronto por causa do mando de campo a favor.

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Wild x Blues tem tudo para ser o confronto mais equilibrado, do outro lado da chave. O confronto promete ser grandioso. (Imagem: Sportsnet)

 

 

(P2) Edmonton Oilers vs San Jose Sharks (P3)

Vai ser uma série muito interessante de assistir. De um lado temos o Oilers e McDavid, do outro temos o Sharks, que mesmo com um ótimo time, caiu muito de rendimento desde a deadline. Mas playoffs é um torneio a parte, e essa série promete ser bem imprevisível.

Palpite: Oilers em 7

Porquê: Primeiro porque quero ver Battle of Alberta nos playoffs. Segundo porque eu vejo o Oilers vindo mais forte que o Sharks, que vai endurecer o jogo e forçar o jogo 7.

 

(P1) Anaheim Ducks vs  Calgary Flames (WC1)

Chegou a parte em que vocês vão me xingar, chamar de clubista e tudo mais. De um lado temos o Ducks que se manteve na ponta ou próxima dela durante a temporada toda. De outro temos o Flames que, mesmo com o começo horrível de temporada, teve uma crescente muito grande desde o All Star Game e chegou a figurar entre os 3 melhores da Pacífica. Isso no considerado último ano de seu rebuild. Não se espantem, mas o Flames tem um bom time e subestimá-lo pode ser fatal, mesmo em uma série melhor de 7.

Palpite: Flames em 6

Porquê: SIM, A MALDIÇÃO DO HONDA CENTER VAI ACABAR! E espera-se que seja nessa série. Após os últimos jogos entre os times nas últimas semanas, o clima entre os times esquentou, e isso pode ajudar muito o Flames (trocadilho não proposital), principalmente  com os primeiros jogos lá em Anaheim.

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Esse confronto vai pegar fogo! Flames e Ducks vem com sangue nos olhos para uma batalha recheada de emoção e cenas lamentáveis. (Foto: Lyle Aspinall/ Postmedia Network)

 

Essas são minhas considerações sobre a primeira rodada dos playoffs. Sintam-se a vontade para opinar, cornetar e tudo mais. Grande abraço!

Puck na Cara #3 – Trade deadline

Mais um Puck na cara chegando mais quente que o Calgary Flames nos últimos jogos! E já vamos direto ao assunto que dominou as rodas de conversa na liga, a trade deadline. Nos dias anteriores ao dia 1º, como de costume, várias trocas foram realizadas, com alguns times ganhando, outros perdendo e dessa vez, não vimos Jim Benning, GM do Canucks, fazendo aquele cagada em uma trade e ajudando o outro clube. Bem, eu não vou analisar cada trade aqui, até porque ficaria mais cansativo que fazer um double ou triple shift em um jogo altamente movimentado, mas vou comentar sobre os times que mais ganharam e os que mais perderam com essa deadline. Vamos lá.

Primeiro, vou falar da trade que mais foi motivos de comentários, pelo que eu vi. Kevin Shattenkirk foi para o Capitals junto com Pheonix Copley, enquanto o Blues recebeu Zach Sanford, Brad Malone e escolhas de draft. Eu só não digo que o Blues levou a pior pelo tanto de escolhas de draft envolvidas. E tem várias cláusulas envolvidas na troca que dariam ou não picks para  time de St. Louis. Boatos de que se mais de 100 pessoas lerem esse texto, o Blues ganha uma escolha de 5ª rodada de 2019 e uma de 6ª em 2020. Agora resta saber o que o GM do Blues vai fazer com elas.

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Shattenkirk é uma aquisição enorme para o Capitals, que quer mais que nunca a Stanley Cup. (Foto: NHL)

Um time que com certeza venceu na deadline é o Calgary Flames. Ok, ainda não se livraram do peso morto que Dennis Wideman foi nessa temporada, mas as adições de Stone, Bartkowski (que não foi uma trade, para constar) e Curtis Lazar (que só deve jogar em caso de lesão de algum atacante) e a saída de Jyrki Jokipakka (um dos nomes mais legais de se pronunciar, tente e depois me fale) fizeram o time decolar como tem feito. Depois que Wideman virou healthy scratch em Calgary o time acumula 7 vitórias e hoje pode sonhar com uma classificação nos playoffs pela divisão e, por que não a vantagem de jogar o 7º jogo em casa na primeira rodada?

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Wideman vai se acostumar com a vista do press box. Não deve jogar mais nessa temporada para alívio dos torcedores do Flames. (Foto: Gerry Thomas/NHL/Getty Images)

Alerta de apocalipse: Jim Benning fez uma boa trade… pro Canucks! O GM conhecido por fazer boas trades para os adversários finalmente mandou um puck lá dentro. O time se “desfez” de Alex Burrows e Jannik Hansen e adicionou ao seu elenco dois prospectos muito interessantes, o que é ótimo para um time que está se reconstruindo e tentando ser cada vez mais competitivo. Além do mais, conseguiu uma escolha de 4ª rodada condicional que pode virar de 1ª rodada se o Sharks ganhar a Stanley Cup esse ano.

Quem perdeu mais? Montreal Canadiens e talvez podemos colocar o Edmonton Oilers. Claro que na troca entre essas duas equipes, o Oilers ficou na pior, com certeza, mas o Canadiens perdeu nas outras trocas. Steve Ott e Dwight King não foram boas aquisições ao meu ver, e devem flopar. Bem, pelo menos acho que podem colocar esses caras a disposição no expansion draft. O Oilers espera se ver livre de Kris Russell na mesma ocasião.

O Kings teve duas adições de peso com Ben Bishop (Quick vai pro expansion draft?) e Jarome Iginla (ídolo eterno).  Iggy, já em seu final de carreira, espera ganhar sua primeira Stanley Cup, e com certeza isso não iria ocorrer com o Avalanche, time que simplesmente está numa merda imensa e favoritíssimo na loteria desse ano. O Lightning, que perdeu Bishop, recebeu Budaj, starter do Kings durante a lesão de Quick e ainda tem Vasilevskiy. E as saídas de Filppula e Brian Boyle vão ajudar bastante o time futuramente. Abriram espaço no cap e não vão ser obrigados a proteger Filppula no expansion draft, podendo proteger um atacante mais jovem e mais talentoso.

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Agora no Kings, Iginla segue tentando a sonhada copa. Agora vai? (Foto: Getty Images)

Encerrando minhas considerações, o Ottawa Senators também é uma incógnita. A troca com Calgary foi muito melhor para o time do fogo e explico o porque. O Flames tem um time muito jovem e consegue desenvolver muito esses jogadores. Temos como prova Gaudreau, Monahan, Tkachuk, Dougie Hamilton e Sam Bennett (que precisa voltar a jogar como winger e se livrar de Brouwer), e Lazar pode se adaptar muito bem a equipe e até jogar bem, pois tem bom potencial. Já Jokipakka não conseguiu se firmar nesse time, e disputava vaga na terceira linha de defesa com Brett Kulak, que está na AHL no momento. Pode muito ser um tiro pela culatra, ou pode dar muito certo.

Ah, Coyotes não trocou Vrbata e Avalanche continua com Duchene e Landeskog… hit ou miss? Saberemos em breve.

Bem meus caros, fico por aqui. Mais opiniões, leiam os 20 Minutos especiais escritos pelo mestre Mateus Luiz nesse mesmo site.  Deixe seu pensamento sobre a deadline aqui, ou no twitter. Como sabem, eu sou o @lucas_flames e esse foi o seu puck na cara. Grande abraço!

Melhor de 7 – 6ª edição

Melhor de 7 – 6ª edição

Sim, meus caros. VOLTAMOS! Depois de um período de férias, o QG do MD7 se reuniu para trazer essa mesa redonda semanal de volta. Além dos habituais senhores Thiago Farias (@hoqueifanatico), Mateus Luiz (@MatsBats23), Mattheus Prudente (@prudenthckin) e Lucas Mendes (@lucas_flames), temos a volta da gloriosa Bia (@pipiucota) para discutir assuntos importantes que se passaram na NHL nesse período.

Gostaríamos de agradecer ao Ariel Gitelman, que foi o primeiro leitor a colaborar com o seu, o meu, o nosso MD7. Vamos as perguntas!

1- Ariel: A NHL deveria liberar seus jogadores para a participação nas Olimpíadas de Inverno em 2018?

Thiago: Óbvio que sim, mesmo com as alegações de que a liga perde dinheiro nessa época, a NHL tem que encarar as Olimpíadas como algo maior e não só por ser realmente algo maior, não há evento esportivo que chegue aos pés, as Olimpíadas são uma vitrine também. A visibilidade que o esporte conquista nesse período curto de tempo é o bastante para atrair pessoas, se a NHL deixa seus melhores jogadores jogarem, ela estará exibindo seu melhor e isso ajudará a atrair pessoas para assistirem e jogarem também. As Olimpíadas ajudariam a trazer novos consumidores e possíveis jogadores para o futuro, ou seja, o dinheiro perdido na verdade tem que ser encarado como investimento.

Bia: A NHL deveria pensar mais como mercado. É muito interessante que o jogo olímpico seja do mais alto nível porque aí quem tá conhecendo o esporte através da Olimpíada (e a gente sabe o quanto isso acontece), vai ver o melhor e é meio óbvio que isso vai atrair mais. A NHL sendo a maior liga de hockey do mundo, será a mais procurada e fortalecida com isso. Aumenta o interesse local, principalmente o interesse internacional e ela se expande mais como marca internacional, o que é muito interessante hoje em dia. Principalmente para o hockey, que é um esporte de inverno e que em muitos países é quase impraticável (Brasil, por exemplo). Se a liga quer competir com a NBA como 3a maior, deveria pensar nisso também.

Lucas: Se Bettman e cia não liberarem os jogadores para as olimpíadas, vai ser uma tremenda burrice. Não faz muito sentido a maior liga do esporte não liberar seus atletas para o maior evento esportivo do mundo. Perderiam muito com a falta de exposição e poderia influenciar na popularidade da liga. Além do mais que sem as maiores estrelas, a competição de hóquei nas Olimpíadas não ia ter a dimensão que realmente merece.

Mateus Luiz: Uma resposta politica seria sim e a resposta honesta seria já devia ter liberado. São negociações complicadas, mais ainda quando envolvem figuras problemáticas como Gary Bettman e Thomas Bach. Torçamos pra que acabe tudo bem.

Mattheus Prudente: Sim. As olimpíadas devem ser uma atração para todo o mundo, não só as de verão, mas as de inverno também. Além do mais, ajuda a levar a NHL para quem não conhece hockey, e expande a marca da liga para países que não têm o esporte como parte da sua vida.

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Será que astros como Ovechkin, Crosby, McDavid, Burns e outros ficarão fora das próximas Winter Olympics? (Foto: USATSI)

 

2- Qual foi o acontecimento mais legal do fim de semana das estrelas? O que você mudaria?

Thiago: Foi Wayne Simmonds ter sido escolhido o MVP do torneio de 3 contra 3. Simmonds não é exatamente um jogador que faz sucesso nos bastidores da liga e muito pela sua personalidade e modus operandi no gelo, mesmo que ele não seja um John Scott, Simmonds é fora da curva no padrão de queridinhos da liga e foi premiado com seus méritos foi premiado.

Bia: O torneio 3 contra 3. E o gol do Jagr porque eu simplesmente amo esse homem.

Lucas: A escolha de Wayne Simmonds como MVP foi, com toda a certeza, o momento mais marcante desse All Star Game. Depois de John Scott, no ano passado, foi mais uma escolha que foge dos padrões da liga. E um bom destaque para um jogador negro na liga é sempre algo legal de se ver.

Mateus Luiz: Com certeza foi a vitória de Wayne Simmonds como MVP, ter um jogador negro como destaque positivo é algo que sempre me faz bem. O que eu mudaria: Chamaria Jaromir Jagr. Esse homem merece participar de todos os ASG’s até sua morte.

Mattheus Prudente: Com certeza a participação de Mike Smith no long shot challenge, aquilo foi espetacular em várias maneiras haahaha

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Wayne Simmonds, our 2017 NHL All Star Game MVP! Tá pouco feliz o garoto.  (Foto: Harry How/Getty Images)

 

3- Pra você, quem faltou ser citado na lista de top 100 da NHL?

Thiago: Joe Thornton foi deixado de lado nessa lista mesmo com todos os méritos, tem uma carreira não só muito sólida como tendo performances muito acima do comum. E não foi o único, Jarome Iginla também poderia ter sido colocado nessa lista, além de outros grandes jogadores do passado que mereciam lugar como os 100 melhores no lugar de outros que mesmo sendo bons jogadores ainda não tem carreiras para estarem entre os 100 melhores.

Bia: Sobre o jogador fora da lista de 100, quem me vem à cabeça é o Michel Goulet que foi um jogador importante pro Nordiques e que fez, em média, 50 gols por 5 temporadas na década de 80.

Lucas: Sobre os jogadores injustiçados nesse top 100, me vem a mente 3 nomes. Iginla e Luongo são os mais unanimidade, mas o nome de Lanny McDonald deveria estar na lista. Importantíssimo na conquista da única Stanley Cup do Flames, em 1989, e membro do excelente time de Calgary que, junto com o rival Oilers, dominou a Clarence Campbell Conference, marcando em sua carreira 500 gols e 1006 pontos, sendo o primeiro jogador do Flames a ter sua camisa aposentada, e também dono de um bigode de respeito. Merece estar na lista.

Mateus Luiz: Joe Thornton, Jarome Iginla, Michel Goulet, Evgeni Malkin, Ed Belfour e Roberto Luongo no mínimo. E pra homenagear nosso amigo de blog, o grande Thiago Farias, colocaria Erik Karlsson.

Mattheus Prudente: Eu sinceramente senti falta de Evgeni Malkin. Malkin foi peça importante nos dois títulos dos Penguins em que participou, e teve uma das melhores temporadas que eu, particularmente, vi em 2011-12. Claro, os Penguins acharam outros jogadores dentro do seu elenco nas últimas temporadas, mas o Malkin continua sendo a segunda peça mais importante desse time, sem discussão.

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Iginla e Thornton foram injustiçados nessa lista. Concorda com isso? (Foto: San Jose Sharks)

 

4- Na sua opinião, o trio Keith/Kane/Toews merecia ser citado na lista de top 100 da história da NHL?

Thiago: Não, eles mesmo sendo grandes jogadores ainda não superaram nomes como Joe Thornton ou Rod Gilbert, lenda do New York Rangers. Eles já tem um papel importante na história de seu time e mesmo da liga, com tudo ainda há muito o que fazer em suas carreiras para superarem lendas que foram deixadas de lado nessa lista.

Bia: Um top 100 maiores trios dá espaço pra muita gente então, nesse caso, eu acho que eles entrariam. Mas o trio em si, pra mim, tá longe de ser dos maiores que a NHL já viu. As pessoas em separado (Toews/Keith/Kane), menos ainda.

Lucas: Sinceramente não. Mas não pela qualidade dos jogadores, e sim porque existem jogadores que mereciam muito mais estar nessa lista e sequer foram mencionados, jogadores com carreiras excepcionais e que não receberam as devidas homenagens.

Mateus Luiz: Duncan Keith talvez, o seu resumo de carreira é espetacular. Jonathan Toews, só sendo muito complacente. Patrick Kane, nem que a vaca bailasse a macarena.

Mattheus Prudente: Pra mim, só Toews. É um dos jogadores mais técnicos da liga hoje em dia, muito bom defensivamente e muito importante dentro da franquia que defende. Pra mim, ele, McDavid, Backstrom e Crosby são os melhores C da liga, e Toews, particularmente, é um gênio. Eu acho que ele deveria ser citado, mas os outros dois não.

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São ótimos jogadores, isso sem discussão. Mas realmente merecem estar no Top 100? (Foto: Sportsnet)

5- Nessa semana tivemos um cômico episódio com a cidade de Hartford enviando uma oferta de realocação para o NY Islanders, que pode ficar sem arena no final da temporada. O quanto isso pode ser perigoso para o time de Long Island?

Thiago: Para o New York Islanders o maior risco é ser assediado por todas as cidades que desejam ter um time da NHL nesse momento e isso atrapalhar negociações do time com o local que seja de seu interesse real. E a administração do time não sendo muito boa, dadas circunstâncias que levaram ele a jogar no Brooklyn, pode ser que a administração faça escolhas ruins.

Bia: O Isles tá se mostrando cada vez mais um caso perdido. Toda essa instabilidade também não tem ajudado em nada, e o que eu vejo nas redes sociais e nos números do time são torcedores cada vez mais desacreditados e cansados dessa novela. A pura especulação de uma nova realocação do time já causou instabilidade, caso tomasse ainda mais forma, seria feio.

O time nem se estabilizou ainda do baque da mudança pro Brooklyn e já pode ficar sem essa arena (que convenhamos já é bem ruim), o que é risível pro nível de organização da NHL. Tudo que tem acontecido com a administração da franquia nos últimos 5 anos é lamentável.

Lucas: Mais uma vez vemos o NY Islanders em uma conversa sobre realocação. E dessa vez, envolve o renascimento de uma franquia em Hartford. Não é algo saudável para o time essa exposição e essas conversas sobre troca de cidades. A ameaça de serem despejados do Barclays Center no final da temporada (péssima arena, na minha opinião) só aumenta esse tipo de boato e prejudica demais tanto torcedores quanto jogadores. É algo que precisa ser resolvido logo. Ah, e o Islanders NUNCA deveria ter saído de Long Island.

Mateus Luiz: Essa é uma questão que me deixa particularmente muito triste. O Islanders é uma das equipes de mais tradição dos últimos 50 anos, foi a penúltima “dinastia pura” da história da liga e teve 4 dos melhores jogadores da história e outros muitos bons jogadores. Dito isso, nos últimos 20-25 anos a equipe vem passando por momentos difíceis dentro e fora do gelo. Desde 1993, a equipe só ganhou uma série de playoff e já teve alguns donos, inclusive um dono que não tinha dinheiro nenhum. Eu não acho que a equipe vá pra Hartford (ou pra lugar algum) mas é triste ver que esse vem se tornando um tema recorrente.

Mattheus Prudente: É perigoso por causa que o time pode parecer meio “nômade” e perder o foco no local que eles realmente querem ficar, seja ele New York ou não. O Brooklyn não foi uma boa escolha, mas isso não quer dizer que eles irão repetir e ir pra qualquer um que ofereça mais.

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Islanders de mudança para Hartford? Até quando esses rumores podem atrapalhar o time? (Foto: AP)

6- Com a queda de rendimento do time, troca de treinador e agora a lesão que termina a temporada para Robby Fabbri, o que podemos esperar do Blues? Ainda tem fôlego para brigar por pelo menos Wild Card?

Thiago: O St Louis Blues está na disputa por uma vaga nos playoffs e com ajustes para suprir a ausência de Robby Fabbri pode continuar nessa disputa. Há também o fator Shattenkirk, ele será trocado ou não? Se Kevin Shattenkirk for trocado, pode ser que o fôlego falte na parte final da disputa que enfrenta por uma vaga na pós-temporada. Mas claro, é tudo exercício de adivinhação e futurismo.

Bia: O Blues ainda tá na briga, mas tem um schedule um pouco complicado nesse fim de temporada, ao meu ver. Vai pegar vários times que vem bem, além de times que também estão na briga por offs. Se conseguir, vai ser um grande feito. Eu duvido que consiga, sendo honesta.

Lucas: Esse ano, pode ser complicado. A briga está boa no wild card do Oeste. Por enquanto temos o Kings e o inconstante Flames ocupando as vagas, mas vemos também Canucks, Jets e Stars na briga logo atrás do Blues. Essa lesão do Fabbri pode ser um problema e tanto se não conseguirem uma boa reposição. Sobre a troca de treinador, espera se que o Yeo consiga mudar o ânimo do time. E também dar um jeito no Allen e em outros jogadores que não vem bem.

Mateus Luiz: Teoricamente sim. Até porque o time tem um conjunto considerável de talentos e o wild card do oeste não é tão difícil como conquistar o espaço ou algo do tipo. Mas a questão são outras. Será que o Yeo vai conseguir mesmo mudar a fase do time? A culpa não era do Ken Hitchcock que Jake Allen não conseguisse parar os pucks que vinham em seu encontro. O Blues hoje tem a pior porcentagem de defesas entre todas as equipes da NHL. Também não era culpa de Hitchcock que Jori Lehtera não é nem sombra do jogador que foi na temporada passada. Isso sem falar na eterna novela que é a permanência ou não de Kevin Shattenkirk. Ainda acho que o time chega nos playoffs mas diferente de outros anos, não vai tão longe.

Mattheus Prudente: Com aquela defesa deles, eu acho muito difícil. É triste ver como o time é completamente patético na defesa, mesmo que o ataque ainda seja razoável. Outro fator que me faz duvidar é que o Tarasenko não está tão bem como na última temporada. Não acho que eles consigam playoffs nessa temporada.

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Fabbri fora da temporada, troca de treinador, fraco desempenho de Allen… o Blues conseguirá chegar aos playoffs esse ano em meio de tantas adversidades? (Foto: Getty Images)

7- Com a temporada regular se aproximando do seu final, o que podemos esperar?

Thiago: Podemos esperar alguns times saindo da disputa por vaga na pós-temporada, outros se solidificando e poderemos esperar para ver parâmetros mais claros quanto a quem chega com mais chances para disputar a Stanley Cup. Os próximos jogos vão esclarecer muitas coisas, vão deixar mais claro quem terá chances reais e quem vai terminar a temporada mais cedo.

Bia: Eu não vejo muitas reviravoltas acontecendo e acredito que os times que irão pros offs vão acabar sendo os mesmos que já estão se classificando nesse momento. Se eu tivesse que apostar em um conseguindo uma vaga de última hora, seria o Leafs.

E mais sobre os playoffs: eu acredito que os playoffs deste ano tem tudo pra serem muito melhores que os do ano passado, onde nós vimos um monte de jogos ruins e séries que não tinham nenhuma cara de playoff, como Nashville e San Jose. San Jose e St Louis.

Lucas: Gostaria muito mesmo de ver o Flames nos playoffs, e com certeza muita briga e muita emoção nesses playoffs da NHL que são insanidade total.

Mateus Luiz: Alex Ovechkin e o Washington Capitals ganhando a Stanley Cup. That’s everything I need!

Mattheus Prudente: Eu espero os Capitals muito fortes no fim da temporada, talvez sendo os campeões da Presidents’ Trophy de novo, mas ainda na cola com Columbus e Minnesota, as duas surpresas que também poderão conquistar o troféu. E eu espero realmente que até o final, o Avalanche vire um time de hockey no gelo.

Washington Capitals v Chicago Blackhawks
Lord Stanley já está a espera do campeão. O que podemos esperar desse final de temporada? (Foto: Getty Images)

E é só por essa semana. Gostaria de participar do MD7? Mande sua pergunta para o @PuckBrasil1 no Twitter e no Facebook com a #MelhorDe7! Aquele abraço e até semana que vem!

20 Minutos – Edição 10!

20 Minutos – Edição 10!

1. Aula em janeiro é lamentável.

2. Leia a número 1.

3. Graças a Gretzky, estamos de volta! Janeiro foi conturbado, complicado e de tempo 0 pra escrever essa coluna e sobre o esporte em geral. Mas cá estamos, entrando no mês de comemoração dos 4 anos do Puck Brasil e estamos cheios de energia. Muita coisa boa irá acontecer.

4. Algo que não mudou depois das aulas em janeiro: O Colorado Avalanche continua ruim. E eu não falo ruim de ruim, falo ruim de horrendo. Desde a metade de novembro (do eterno ano de 2016), o Avalanche jogou 31 partidas e perdeu VINTE E SETE. Desde 19/12, o Avalanche não ganha uma partida no regulation time, tendo o singelo recorde de 0-17 nesse período. Man, is this bad?

Joe Colborne foi uma das muitas contratações do Avalanche que não deram certo. (Créditos: Colorado Avalanche)

5. Tudo bem, quando Patrick Roy pulou (quase literalmente) do barco em agosto, já podíamos esperar uma temporada complicada mas não um desastre tão desastroso (pedindo perdão pelo pleonasmo usado). Baseada na porcentagem de pontos conquistados por pontos disputados, o Avalanche de 2016-2017 caminha para ser o pior time da NHL desde o Atlanta Trashers de 1999-2000. O detalhe é que essa foi a primeira temporada do querido e finado Trashersão da massa que hoje é o Winnipeg Jets.
6. Tanta derrota seguida acaba com a confiança de qualquer um. O media day de Nathan MacKinnon no All-Star Game foi uma mistura de Saturday Night Live e uma visita ao analista. É por isso que eu não acredito (não piamente) que exista um tank descarado na NHL. Por pior que seu time seja (o que não é, pelo menos no papel, o caso do Avalanche), você perde porque é pior que seu adversário e não porque “quer” perder.

7. Última sobre o Avalanche: A trade deadline será divertida dependendo do que Joe Sakic consiga arrumar. É um dos piores segredos da liga que o Avalanche precisa (DE-SES-PE-RA-DA-MEN-TE) de um defensor que defenda, com o perdão do pleonasmo. “Super Joe” sabe que não conseguirá isso com Rene Bourque, Fedor Tyutin ou Jarome Iginla (que nessa semana já pediu ~ DELICADAMENTE ~ para ser trocado). Sobram, em tese, Matt Duchene e Gabriel Landeskog.

8. Sobre o ASG: Não pude acompanhar a semana como eu gostaria mas foi bom ver Wayne Simmonds levar o MVP. Infelizmente a liga ainda tem poucos jogadores negros. Acredito que isso mudará um dia e serei um fã mais feliz quando isso acontecer. Hóquei é para todos.

De origem humilde, Simmonds é a prova viva de que o esporte é para todos. (Créditos: NHL.com)

9. Ainda sobre o ASG: Ilya Brzygalov cobriu o fim de semana das estrelas para o site “The Players Tribune” e como tudo que Bryz faz, foi espetacular. Me aproveitando desse momento, quero dividir com os amigos e amigas o pensamento mais espetacular que já ouvi sair da boca de um jogador de hóquei. Bryz + universo = Don’t worry, be happy.

10. Fevereiro é o mês oficial do projeto “You can play” na NHL, um projeto que visa criar mais visibilidade para a comunidade LGBTQ na liga e no esporte como um todo, assim como o combate ao preconceito contra negros, mulheres e pessoas em situação econômica ruim. A NHL definiu esse mês como “O Hóquei é para todos”. A NHL, apesar de ser a única liga americana que ainda não teve/tem um jogador assumidamente homossexual (todas as outras tiveram pelo menos dois), é também a liga que mais apoia e dá visibilidade a comunidade LGBTQ no esporte. Durante esse mês também teremos o “You can play night” em todos os times da liga e cada um terá seu representante. Entre os nomes estão Gabriel Landeskog, Claude Giroux, Henrik Sedin, Dustin Brown, Dion Phaneuf e o atual Vezina winner Braden Holtby.

11. E então chegamos a nossa controvérsia. Andrew Shaw será o representante do Canadiens nesse mês. Para quem não lembra, Shaw foi suspenso nos playoffs de 2016 por conta de um xingamento homofóbico proclamado pelo mesmo nos momentos finais do jogo 4 contra o St. Louis Blues. Então por isso a surpresa (e irritação) de muita gente na escolha do Canadiens pelo jogador, o mesmo afirmou que se ofereceu para ser o representante da franquia. Em entrevista depois dos treinamentos de sexta, Shaw disse: “Eu quero ajudar o máximo que eu puder, usar o meu passado, mostrar para as pessoas e lhes dizer do poder que as palavras possuem. Eu quero que todos sejam eles mesmos e que se sintam confortáveis com quem eles são, porque eu penso que o único caminho de ser feliz é quando você está confortável consigo mesmo e está confortável com quem você é. É isso que eu quero, eu quero que todos estejam felizes. Eu quero que todos sejam eles mesmos. Eu odeio ver pessoas com medo, que não querem expressar quem elas são e o que elas sentem”.
11b. Andrew Shaw: “Eu usei uma palavra que nunca deveria ter usado. É uma palavra que é usada por anos e as pessoas precisam saber que isso não é certo. Essa é uma palavra que machuca muitas pessoas. Eu penso que o mundo precisa saber disso. Penso que todos nós devíamos nos colocar e tratar as pessoas da forma que elas querem ser tratadas”.

12. Eu sei que muitas pessoas lerão isso e pensarão que Shaw só quer limpar sua imagem e que não se arrependeu, está fazendo a famigerada média. O que é um pensamento justo e compreensível. Mas deixe-me apresentar um outro lado. Todos, por mais liberais ou conservadores que possamos ser e independente da forma que pensamos e vivemos nossas vidas, todos falamos coisas que já nos arrependemos e que desejamos não ter falado. Talvez não com a mesma gravidade do que Andrew Shaw fez, mas todos já cometemos esse erro. E não adianta dizer que isso nunca lhe aconteeu, ao fazer isso você mente para si mesmo. Também é verdade que todos e todas temos a oportunidade de aprender com os erros que cometemos, amadurecer e não os cometer amis. Afinal, porque a NHL faria um mês de inclusão LGBTQ se um dos objetivos não fosse transformar a visão das pessoas? É verdade, as palavras ditas por Shaw no penalty box do United Center no final do jogo 4 contra o Blues não serão (e nem devem) ser esquecidas. Como minha mãe costuma dizer, as palavras machucam bem mais que uma agressão física e com certeza, as palavras de Shaw machucaram muita gente. Mas também é verdade que toda VERDADEIRA (destaco o verdadeira aqui porque o tempo dirá se o que Shaw está fazendo é de coração ou apenas um puro marketing positivo) mudança parte de um verdadeiro arrependimento. E se todos erramos, todos podemos nos arrepender (verdadeiramente) desses erros e todos merecemos uma segunda chance. E isso, gostemos ou não, inclui Andrew Shaw.

13. Patrick Marleau se tornou na última quinta (02/02), o 45* jogador na história da NHL a marcar 500 gols. A liga já teve mais de 7.500 jogadores em sua história que já disputaram pelo menos uma partida, seja de playoffs ou de temporada regular. Apesar de não ser apreciada por todos, fazer muitos gols nessa liga é uma obra de arte, quase divina. Em quase 100 anos de história, apenas 197 jogadores marcaram 300+ gols, 141 marcaram 350+, 93 fizeram 400+ gols, 60 brocaram 450+ vezes, 45 fizeram 500+, 27 fizeram 550+, 19 fizeram 600+ gols, 13 fizeram 650+, 7 fizeram 700+ e apenas Gretzky, Howe e Jagr ultrapassaram a barreira dos 750 gols. Brincando com a estatística: O 250* jogador que mais marcou gols na história da NHL foi Brenden Morrow com 265 gols em 16 anos de carreira. Se mudarmos a lista para algo como jogos disputados, o 250* nessa lista é Jay Bouwmeester (atual defensor do St. Louis Blues) com 1040 jogos. Matt Cooke (que cá entre nós, was just a ordinary joe) disputou 1046 partidas e marcou 167 gols em 17 anos de carreira. Uma vantagem de 98 gols a favor de Morrow que jogou 55 partidas a menos que Cooke, é claro que os dois tinham funções diferentes mas vale a pena tal reflexão. O que quero dizer com isso? Se manter na NHL é “fácil” se você for decente em alguma coisa (nem que seja sendo sujo como Cooke foi por algum tempo), colocar pucks (de forma constante) atrás daquele carinha vestido como um soldado do espaço requer um talento especial. Congrats Patty!

Patty e Jumbo Joe, juntos por mais de 10 anos e uma das melhores duplas de veteranos da NHL. (Créditos: Yahoo Sports)

14. Gordie Howe precisou de 34 anos para disputar 1.767 partidas, categoria que lidera até hoje na história da liga. Caso não se machuque e jogue a próxima temporada, Jaromir Jagr precisará ter jogado por 25 anos para assumir a liderança de tal lista. Levando em consideração a diferença (enorme) de eras entre ambos, tal dado mostra o quão especial Jagr é e o quão fora de série Gordie Howe foi em jogar num tempo em que jogar hóquei era quase o mesmo que entrar numa guerra.
15. Da série “Coisas da NHL que nunca entenderei”: Porque diabos Dave Andreychuk, jogador que mais marcou powerplay gols na história da liga, 14* na lista de alltime gols com 640 e 7* em partidas disputadas com 1639 (!!) ainda não está no Hall da Fama? Hockey is weird.

16. Jarome Iginla, Joe Thornton e Evgeni Malkin mereciam estar no TOP 100 da NHL. Jonathan Toews, Patrick Kane e Duncan Keith (ainda) não.

17. Duas coisas que não esperava ler/escrever nessa temporada: “Ken Hitchcock demitido no meio da temporada” e “Lightning na lanterna virtual do leste”

Hitch acabou pagando pelos pecados de seus jogadores e demitido pelo seu melhor amigo. (Créditos: AP)

18. O pobre Ken Hitchcock pagou pelos pecados de seu GM e de seus goleiros. Apesar de não ter sido um erro cruel da parte de Doug Armstrong ter deixado David Backes e Troy Brouwer irem embora (principalmente o último), foi um erro mais do que cruel ter deixado Brian Elliott ir. Não pelo fato de Elliott ter ido embora mas pelo fato de Jake Allen ter ficado, recebido um contrato gordo e estar jogando tão mal. O Blues é o 28* da liga em porcentagem de defesas (abaixo dos .900) e consequentemente é uma das piores defesas da liga, fatos esses que são uma completa aberração na carreira de Hitchcock. Armstrong deixou claro na entrevista pós demissão que seus jogadores e ele mesmo tinham cortado o pescoço de seu antigo treinador e a colocado à prêmio (não nesses termos tão extremos). Cabe a Mike Yeo salvar o barco.
19. Kevin Shattenkirk por Rick Nash

20. Esse último item ficará reservado para os grandes momentos desse centenário de NHL e que me chamaram a atenção durante todo esse tempo que acompanho o esporte. Tentaremos referenciar todos os times pelo menos uma vez. Para começar com estilo: Relembramos o dia em que Saku Koivu jogou sua 1* partida após se recuperar do câncer. SAKU KOIVU! SAKU KOIVU!

20 Minutos – Edição 7

  1. Nós esquecemos que os superheróis também são humanos. Assim como os jogadores de hóquei. Por mais fortes, talentosos, ricos ou vencedores que sejam. Um dia suas humanidades aparecem.
  2. Bryan Bickell ganhou 3 Stanley Cups em Chicago, viveu o lado bom e o lado “ruim” da gloria conquistada junto com Jonathan Toews, Patrick Kane e companhia antes de ser “chutado” para fora da cidade por causa de seu contrato ruim e levou consigo o jovem Teuvo Teravainen para o Carolina Hurricanes. Na tarde da última sexta feira (11), o Hurricanes anunciou que Bickell foi diagnosticado com esclerose múltipla, algo que provavelmente o deixará fora da temporada.

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    Fique bem Bryan! Foto: USATSI
  3. “Desde os playoffs de 2015 que eu não conseguia entender o que estava de errado com meu corpo. Essa sensação ruim aconteceu novamente essa semana, senti que definitivamente algo não estava certo. Obviamente foi um choque para mim e minha família, mas estou confiante que conseguirei voltar para o gelo e continuar jogando o esporte que amo” – Bryan Bickell. Nós também acreditamos, Bryan.
  4. Sabe lá Deus o motivo, essa singela coluna parece ter o estranho poder de prever o futuro (ou pelo menos uma parte dele). Jacob Trouba finalmente assinou com o Winnipeg Jets, contrato de 6.5M/2yrs. Como dissemos aqui na semana passada, Kevin Cheveldayoff é um negociador complicado e isso se mostrou verdade. O problema é que o jovem padawan Trouba se colocou em uma situação complicada, sendo posto no 3* par defensivo da equipe o que não é nada glorioso para um jogador com seu talento. Na entrevista pós-assinatura de contrato, Cheveldayoff foi perguntado se o pequeno valor do contrato seria para facilitar uma troca, sua resposta foi clara e seca: “Trouba é um Winnipeg Jet”.

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    Com menos dinheiro do que deveria, Trouba será alvo #1 de vários times até a trade deadline. Foto: Getty Images
  5. Trouba não será um Winnipeg Jet por muito tempo, pelo menos é o que o senso comum diz. Uma prova disso é o baixo valor contrato assinado, é sempre bom lembrar que o agente de Trouba é o mesmo que tirou Kyle Turris do Coyotes e levou para o Senators quando o center passou pelo mesmo dilema de Trouba alguns anos atrás. Eu seguirei com a conspiração da semana passada em uma troca Trouba/Anthony Mantha como algo que faz sentido para as duas franquias, veremos as cenas dos próximos capítulos.
  6. Os problemas do Canucks seguem mais fortes do que nunca. É fato que a equipe finalmente venceu uma partida no regulation time, supreendendo Alain Vigneault e o NY Rangers em pleno Madison Square Garden, vencendo a peleja por 5-2. Um ponto positivo, talvez o único, dessa road trip do Canucks é que Loui Eriksson e Sven Baerstchi finalmente marcaram um gol. Você já sabe, se seu time precisa que o jogador mais importante volte a vida ou que a fase do seu time melhore, é só pedir para ele ser cornetado aqui.
  7. Mas…, as boas notícias podem parar por aqui. A vitória no MSG foi a única coisa boa que se destacou em uma sequência de 6 jogos fora de casa que resultou em uma campanha de 1-5-0, com apenas 11 gols marcados (5 no jogo contra o Rangers, 8 nos jogos contra Rangers e Leafs) e 20 sofridos, isso sem falar no HORRENDO desempenho de 1 de 17 (!!!) no powerplay. Apesar de toda boa vontade que Willie Desjardins vem colocando em seu trabalho e mesmo com a equipe tendo alguma estrutura defensiva, é tempo de mudar.
  8. Ainda falando do Canucks, uma das polêmicas da semana foi o hit que Nazem Kadri aplicou em Daniel Sedin no jogo Canucks 3-6 Leafs. Apesar de entender quem discorde dessa opinião, eu não entendo o porque de Nazem Kadri não ter sido suspenso. Sedin estava em posição quase zero de se defender e penso que esse deve ser o tipo de hit que a liga considera banir ou diminuir. Tirem suas conclusões. 
  9. A coisa também não anda tão gloriosa para o Calgary Flames. O time vai caminhando para outra temporada na qual a equipe é muito boa no papel mas passa vergonha no gelo. O começo 5-10-1 da equipe está MUITO aquém daquilo esperado para Brad Treliving e companhia. E você sabe, quando um time cheio de estrelas não vem rendendo, é crítica para todos os lados. Brian Burke, presidente de operações da equipe, já deixou clara sua insatisfação com as estrelas da equipe “nossos melhores jogadores não estão sendo os melhores ultimamente”, o capitão Mark Giordano já chamou a responsabilidade para si em no mínimo 6 derrotas, Sean Monahan e Johnny Gaudreau também se colocaram no banco da vergonha. Como disse antes, o time é muito bom no papel, mas….

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    Quando a fase é ruim, nem ser estrela ajuda. Foto: NHL
  10. Um dos culpados por tamanha desgraça do Flames nesse começo de temporada é o seu powerplay (ou melhor dizendo, a falta dele). Em um mês de temporada, o Calgary Flames marcou CINCO GOLS em 16 jogos. CINCO GOLS em um mês de temporada. Fora o detalhe mais estranho: Apenas um PPG foi marcado no Scottiabank Saddledome, casa do Flames. Para efeito de comparação, Matt Moulson winger do Buffalo Sabres, tem 5 gols só no power play.
  11. 3 derrotas seguidas, 4 vitórias seguidas, 3 derrotas seguidas, 3 vitórias seguidas e 2 derrotas seguidas. Essa campanha ao melhor estilo Auto da Compadecida de ficar rico e ficar pobre, ficar rico e ficar pobre pertence ao Los Angeles Kings que perdeu na última sexta para o Senators por 2-1 sofrendo o gol da derrota com 6 segundos para o fim do jogo. A vida sem Jonathan Quick (ou dependendo do ponto de vista, a vida com Jeff Zatkoff e Peter Budaj) será complicada para os reis.
  12. Falando sobre o Senators, os placares das últimas seis vitórias dos comandados de Guy Boucher: 2-1, 2-1, 1-0, 2-1, 2-0 e 3-0. É ainda mais absurdo dizer que o Senators ganhou 5 partidas quando marcou dois gols ou menos nessa temporada, ultrapassando as quatro vitórias desse tipo que o Senators teve na última temporada TODA. Além disso, o jogo contra o Kings foi outra partida sem pontos para Erik Karlsson, tendo três pontos nas últimas 10 pelejas. Essa é a pior sequência de pontos em 10 jogos do camisa #65 desde o intervalo entre 05/02/2011 e 01/03/2011 (info do @AdnanOnMUFC).
  13. Se somado o começo da temporada passada ao começo dessa, Carey Price está 20-2-0. Se somado a copa do mundo, Carey Price está 25-2-0. Carey Price não é humano.

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    Super Carey HEY HEY! Foto:Minas Panagiotakis/Getty Images
  14. Eu não simpatizo muito com a ideia de definir vencedores para os prêmios individuais ainda no primeiro mês da temporada mas precisamos falar seriamente sobre Lindy Ruff e seu Dallas Stars.
  15. Caso o Stars consiga vaga nos playoffs, Lindy Ruff merece séria consideração para o Jack Adams Award, prêmio de melhor treinador da temporada. Além de ter uma dupla de goleiros mais instável que o preço do dólar, Lindy Ruff está sem poder contar com Patrick Sharp, Jason Spezza, Jiri Hudler, Cody Eakin, Mattias Janmark e Ales Hemsky. Desses seis, quatro (!!!) deles fazem parte do top6 ofensivo do Stars e todos eles tem potencial para pelo menos 20 gols e 50 pontos. E ainda assim, o Stars está hoje na zona de playoffs com uma campanha de 6-6-3, quando esses jogadores é o caminho natural que essa campanha melhore e que minha campanha para Lindy Ruff levar o Adams só cresça.
  16. Começando nossa sessão Hall da Fama desse 20 minutos. Na próxima segunda-feira (14), três jogadores e um treinador serão introduzidos a maior honraria que o esporte reserva. Além deles, Sam Rosen, narrador do Rangers desde 1984 ganhará o Foster Hewitt Memorial Award por suas contribuições como comunicador. Rosen disse que na sua carreira essa é sua maior conquista: “Tudo que fiz em minha carreira como comunicador está sendo reconhecido como um dos melhores de todos os tempos. Para estar nesse prestigiado espaço com grandes jogadores de um lado e grandes escritores e comunicadores do outro, ao longo dos anos você percebe como isso é importante e percebe que você foi escolhido, é realmente uma honra enorme”.
  17. Rosen tem grandes narrações ao longo de sua carreira mas penso que só uma delas é merecida de estar aqui. 1994, Stanley Cup Finals, Game 7. The waiting is over. The New York Rangers are the Stanley Cup Champions, and this one will last a lifetime.
  18. Além de Rosen, Sergei Makarov, Pat Quinn (já falecido, sua filha é quem recebeu seu anel do HOF e deve fazer o discurso da introdução de seu pai), Rogie Vachon e Eric Lindros. Sergei Makarov foi um dos componentes do famoso “Russian Five” junto com Igor Larionov, Vladimir Krutov, Slava Fetisov e Alexei Kasatonov. Com essa armada, Makarov ganhou duas medalhas olímpicas de ouro (1984, 1988) e oito campeonatos mundiais (11 medalhas no total) entre o final dos anos 70 e o início dos anos 90, além de ser o jogador mais velho da história a ganhar o Calder Memorial Trophy de melhor rookie da temporada com seus 30 anos em 89-90 pelo Calgary Flames. Rogie Vachon, um dos melhores goleiros da história da liga, ganhou três Stanley Cups com o Montreal Canadiens em 1968, 1969 e 1971 além de ser a primeira grande estrela da história do Los Angeles Kings. Vachon também fez história a ser o primeiro jogador na história do Detroit Red Wings a receber mais de um milhão de dólares por temporada.
  19. Pat Quinn treinou Philadelphia Flyers, LA Kings, Vancouver Canucks, Toronto Maple Leafs e Edmonton Oilers entre 1978 e 2010. Como treinador do Flyers, Quinn liderou a equipe ao recorde de 35 jogos seguidos sem perder e chegou a Stanley Cup Final de 1980 perdendo para o NY Islanders em seis jogos, ele foi eleito o melhor treinador daquela temporada. Em 87-88, Quinn assumiu o papel de presidente e GM do Vancouver Canucks (só pode ser treinador da equipe em 90-91 devido a suspensão), foi responsável pela aquisição do franchise goalie Kirk McLean em setembro de 1987 (vindo do New Jersey Devils) além de ter draftado Trevor Linden em 1988 e Pavel Bure em 1989, sendo assim o arquiteto da equipe que foi a Stanley Cup Final de 1994, quando perdeu para o NY Rangers em 7 jogos. Quinn assumiu o banco do Maple Leafs antes da temporada 98-99, com ele no comando as folhas só ficaram fora dos playoffs em uma temporada (05-06, quando acabou sendo demitido) e chegou em duas finais da conferência leste, perdendo para o Buffalo Sabres em 1999 e para o Carolina Hurricanes em 2002. Quinn foi responsável por encerrar uma seca de 50 anos sem ouro olímpico da seleção canadense levando a honraria em 2002, venceu também a copa do mundo em 2004. Ele esteve atrás do banco em 1.400 partidas, vencendo 684 delas (48.8%) e indo 15 vezes aos playoffs, Quinn faleceu aos 71 anos no dia 23/11/2014.

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    Homenageado em memória, Quinn encerrou o maior drama da história recente do hóquei canadense com o ouro olímpico de 2002. Foto: Sportsnet
  20. E temos Eric Lindros que terá um post especial nesse querido blog na segunda feira, dia que será introduzido ao Hall da Fama. Tudo que posso dizer é que tudo rodeado a carreira de Lindros foi grande como ele, seja pro bom ou pro ruim. E que ele merece mais do que ninguém estar no Hall.

20b. Nota do editor: Columbus Blue Jackets 8-4 St. Louis Blues, coisas estranhas acontecem quando 20 minutos e Blue Jackets se encontram na mesma esquina.

20 Minutos – Edição I

Olá amigos e amigas! Depois de muito tempo maturando essa coluna, finalmente tive coragem de desenvolve-lâ e publicar. Esse espaço foi inspirado no 30 Thoughts escrito pelo mito sagrado (e ídolo jornalístico do pobre homem que vos fala) Elliotte Friedman. Mas, é claro, nossa coluna tem um jeito completamente diferente apesar de seguir o mesmo estilo de esquematização. Esperamos responder algumas perguntas na próxima edição, o 20 Minutos deve ser publicado preferencialmente entre terças e quintas. Espero que gostem!

  1. O rascunho dessa coluna foi desenvolvido logo depois do espetacular jogo 7 entre St. Louis Blues e Chicago Blackhawks, jogo qual o Blues matou seu demônios (pelo menos por esse round) e despachou os campeões. Contando com o bom desempenho de jovens como Vladimir Tarasenko e Jori Lehtera, o melhor jogador do Blues na série em minha opinião foi o goleiro Brian Elliott que parece ter finalmente agarrado a chance que lhe foi tirada nos últimos anos e evoluiu seu nível de jogo. Com a classificação, os azuis chegam ao 2° round pela primeira vez desde 2012 e conseguem vencer uma série de 7 jogos pela primeira vez desde 1999 quando bateu o Phoenix Coyotes. A próxima missão é chegar a final da conferência oeste pela primeira vez desde 2001.

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    Créditos: NHL.com
  2. A eliminação do Blackhawks manteve uma streak intacta. Desde o Detroit Red Wings 96-97 e 97-98 a NHL não tem um time que leva a Stanley Cup por duas temporadas seguidas. Atrevo-me a chamar essa sequência de #YzermanCurse
  3. As estrelas sumidas nos playoffs também foi algo que despertou minha atenção até agora. Falando superficialmente de alguns deles: Paul Stastny (2 assistências e -2 em 7 jogos, cada ponto de Stastny nos playoffs até agora valeram a bagatela de 3.5 milhões de obamas), Claude Giroux e Wayne Simmonds (somados equivaleram a 3 pontos – todas assistências –  e -3 nos 6 jogos da série, no caso de Giroux apenas um ponto em 6 jogos com uma média de quase 21 minutos no gelo por partida, ouch), Eric Staal ( zerado, -7 em 5 jogos mesmo tendo o 5° tempo no gelo entre os atacantes do Rangers), e por último, o quarteto “fantástico” formado por Marian Gaborik, Dustin Brown, Drew Doughty e Tyler Toffoli (todos somados para 4 pontos, plus minus de -10 e 29 chutes a gol. Drew Doughty estava no gelo em mais de 70% dos gols marcados pelo Sharks na série)
  4. Isso levanta uma boa questão, o quanto determinadas equipes dependem de suas estrelas? A resposta é que, em minha opinião, os bons times conseguem “minimizar” a importância delas. Dois exemplos disso são Dallas Stars e Tampa Bay Lightning.
  5. Falando sobre Dallas, dois pontos curiosos. Nicklas Hjalmarsson em entrevista disse que o Stars jogava um “Rock N’ Roll hockey”, esse estilo de jogo consegue vencer muitas partidas na temporada regular, nos playoffs nem tanto. Segundo ponto:  Das 16 equipes que começaram a jornada, 5 delas trocaram de goleiro durante a série – Ducks, Flyers, Red Wings, Penguins e Stars – , excluindo a troca do Penguins que se deu por razões medicas e sem contar o resultado do jogo 7 entre Predators e Ducks na quarta, os goleiros que entraram depois (Frederik Andersen, Michal Neuvirth, Petr Mrazek e Antti Niemi) somam um recorde de 8-5. Apenas o Dallas Stars trocou o goleiro titular estando na liderança da série.
  6. Tenho a triste sensação que séries como Lightning/Red Wings e Sharks/Kings duraram menos do que deveriam, principalmente no caso da primeira. Quem vê o resultado pode se enganar, essa série foi muito mais equilibrada do que pareceu, Ben Bishop roubou a cena e a série em favor do Lightning.
  7. Saindo por um instante do tema playoffs. Sábado é o sorteio das bolinhas sagradas da ordem do draft. Caso o Toronto Maple Leafs não vença, teremos um choro coletivo frente ao Air Canada Centre. Caso o Oilers vença, Gary Bettman talvez coloque fogo no escritório da liga.
  8. Falando em Edmonton, vamos ao jogo da suposição. Se por algum milagre divino (ou magia demoníaca, fique a vontade para escolher) o que fazer com a escolha? A resposta lógica seria draftar Auston Matthews mas a franquia já tem Connor McDavid, Leon Drasailt e Ryan Nugent-Hopkins, então vamos para a resposta alternativa: trocar a escolha. Edmonton precisa de defensores que saibam defender (nesse caso, o pleonasmo faz total sentido) e o alvo perfeito seria Oliver-Ekman Larsson (que até a saída de Don Maloney era intocável, mas nunca se sabe o dia de amanhã). Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.
  9. Um time que adoraria ter uma escolha no Top 3: Calgary Flames. É nítido que a franquia tem uma cratera no depth de right-wingers e Brad Treliving adoraria colocar suas mãos em Jesse Puljujarvi ou Patrick Laine sem ter que trocar para subir na ordem. Outro motivo interessante para acompanhar a offeseason do Flames:  Extensões de Johnny Gaudreau e Sean Monahan.
  10. Quem você não queria ser de jeito nenhum nessa offseason: Jim Benning e Trevor Linden, homens fortes do Vancouver Canucks.
  11. Voltando ao assunto playoffs, fatores como special teams (PP/PK) e faceoffs são importantes numa conquista da Stanley Cup mas, às vezes são “menos fundamentais” na vitória em uma série. Exemplo: Levando em conta a pequena amostragem (é muito mais seguro traçar uma tendência estatística utilizando uma amostragem de 82 jogos do que uma de 5/6/7), dos quatro times com pior porcentagem de faceoffs vencidos (Capiatals, Penguins, Sharks e Predators) três estão o próximo round. Por quê? Eles compensaram outras áreas. Caps e Penguins, por exemplo, estão no top 3 em PP/PK mesmo com o numero baixo. Mas é bom lembrar que vencer faceoff é muito importante  numa conversão ou queima de um powerplay. Nesse caso vamos para um exemplo meio senso comum: Quando seu time está no PK, vence o faceoff e limpa a zona, o adversário perde em torno de 15-20 segundos apenas para ir buscar o disco e começar o ataque. 20 segundos equivale a ¹/6 do tempo de powerplay. Se seu time faz isso 3 vezes, seu adversário perde 60 segundos preciosos indo apenas buscar o disco em sua própria zona.
  12. Mas se tem um quesito que a estatística consegue provar a eficiência está relacionada aos times que levam a liderança da partida para os 20 minutos finais e vencem a peleja. Excluindo o jogo 7 entre Nashville/Anaheim, nas 31 partidas que um time levou a liderança do segundo para o terceiro período, apenas dois deles perderam: Panthers (perdeu o jogo 6 vs Islanders após estar liderando por 1-0 depois de 40) e o Blackhawks (perdeu o jogo 3 vs Blues após estar liderando por 3-2 depois de 40), ironicamente ambos vão assistir o 2° round dos playoffs pela TV.
  13. Fato curioso: Independente do que acontecer entre Nashville/Anaheim,  6 dos 8 times no segundo round tem uma Stanley Cup conquistada ou nenhuma. Caso o Predators passe, três dos quatro times restantes no oeste estariam em busca de sua primeira conquista.
  14. Pela primeira vez na história, NENHUM time canadense ou do Original Six estará no segundo round dos playoffs.
  15. O mundo do esporte estará de olho na série Washington Capitals vs Pittsburgh Penguins, ou melhor dizendo, Alex Ovechkin vs Sidney Crosby que se encontram nos playoffs pela primeira vez desde 2009 quando Sid e amigos venceram a série em 7 jogos no caminho para a Stanley Cup. Dentro desse confronto, destaco dois “mini” embates que podem ser cruciais na definição do vencedor da série. 1: Phil Kessel vs Justin Williams e 2: Tom Kuhnhackl-Matt Cullen-Eric Fehr vs Jason Chimera-Mike Richards-Marcus Johansson.

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    Créditos: NHL.com
  16. Essa série, dependendo da forma que acabe, pode lembrar muito a final da conferência oeste de 1997 entre Detroit Red Wings e Colorado Avalanche. Por muito tempo, Steve Yzerman e companhia tiveram de lhe dar com fracassos homéricos nos playoffs, incluindo um dos maiores upsets da história das finais quando foi varrido pelo Devils de Martin Brodeur em 1995. Na temporada seguinte, o Red Wings conseguiu a melhor campanha da história da NHL (63 vitórias) e era mais uma vez super favorito para a conquista da Stanley Cup, sendo parado por Joe Sakic e o Avalanche em 6 jogos, mesmo Avs que levaria a copa dias depois. Yzerman, Fedorov e cia se vingaram de Sakic no ano seguinte, batendo o Avalanche em 6 jogos e levando a Stanley Cup para Detroit depois de mais de 30 anos. Não que bater Crosby vá significar Stanley Cup para o Capitals, mas bater o Penguins seria um combustível semelhante ao que o Red Wings de 97 tinha.
  17. Por sinal, Capitals em 7.
  18. Boa pergunta para o jogo decisivo entre Predators e Ducks: O que será de Bruce Boudreau caso os patos sejam eliminados pela quarta vez seguida em casa e no jogo7?
  19. Troy Brouwer estava no Blackhawks em 2011 quando o Canucks eliminou Chicago em 7 jogos, vingou as eliminações de 2009 e 2010 começando seu caminho para a Stanley Cup Final. Ontem, ele foi o responsável pela vingança do Blues sobre o Blackhawks, mundo pequeno.
  20. Como um time em rebuild, essa coluna irá melhorar com o tempo; a dedicação desse amigo que vos fala, mas principalmente, com a ajuda de vocês leitores/leitoras, o grande motivo do Puck Brasil existir. Grande Abraço!