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Puck na cara #5 – Stanley Cup Playoffs #2 e A Grande Final

Puck na cara #5 – Stanley Cup Playoffs #2 e A Grande Final

Olá caros leitores do Puck Brasil! No dia em que se inicia a final, depois de ter falhado miseravelmente nos palpites da primeira rodada e sofrer com a famosa falta de tempo, eu, Lucas Mendes, estou aqui de volta pra falar sobre os amados playoffs da NHL, mas antes de tudo, quero mandar um TANKA MAIS pro meu caro amigo Canuck, Andrei Henrique.

Embora esses playoffs estejam levemente manchados por erros crassos de arbitragem, que definiram o andamento de algumas séries, tivemos duas ENORMES surpresas, uma pipocada que todo mundo espera (alô Capitals), além da volta dos canadenses, que ficaram fora na última temporada, chegamos ao clímax, a grande final, onde um time chorará, e outro alcançará a glória máxima do hóquei, inclusive, podendo ser um campeão inédito.

Destrinchando um pouco, vamos falar primeiro da conferência Oeste, onde tivemos a maior surpresa talvez da história da NHL. Quem, em sã consciência apostaria que o último time a se classificar aos playoffs anularia totalmente e varreria o melhor time classificado em sua conferência? Sério, aplausos de pé para o Nashville Predators. Enquanto isso, o Chicago Blackhawks ficou só na espera de #OneGoal em casa. No outro lado dessa chave, tivemos outra varrida, mas nesse caso, teve muita polêmica. O Ducks varreu o Flames sim, mas erros de arbitragem nos três primeiros jogos colocaram em dúvida o resultado da série. Ainda nesse lado, tivemos o Oilers vencendo uma série de playoffs depois de 800 anos em rebuild e tank. Na segunda rodada ainda tivemos Ducks vencendo jogo 7 em casa (!!!) e o Predators vencendo o Blues. Na final de conferência, vimos o Predators chegando na grande final pela primeira vez na história. Smashville tem plenas condições de festejar como nunca visto antes. Só precisam de mais 4 vitórias.

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PK e Nashville estão como predadores em busca da taça. (Foto: Frederic Breedon/Getty Images)

Do lado leste, quem apostava no Ottawa Senators? Passando pelo Bruins e pelo Rangers, que eliminou Carey Price e cia na primeira rodada (PK Subban está assim: minha ex tá bem, só não está melhor que eu), mas parou no 2º overtime do jogo 7 na final de conferência contra o Penguins, que passou da sensação Blue Jackets e mais uma exaustiva vez, contra o time da pipoca anual, o Washington Capitals (Ovie nunca vai ganhar uma Stanley Cup mesmo, infelizmente) que tinha vencido o Toronto Maple Leafs, com sufoco. O Penguins volta a final e vai defender seu título, querendo levantar a Stanley pela 5ª vez.

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O olhar de quem quer levantar mais uma taça. (Foto: NHL)

O Penguins vem com certo favoritismo nessa final, pelo fato de ser um time mais acostumado com finais e mais experiente nos playoffs. Do outro lado, o Predators vem com o apoio imenso da torcida, que parece uma torcida sul-americana em jogo de libertadores, além de ter um baita goleiro em Rinne, uma defesa extremamente sólida liderada pelo negro maravilhoso PK Subban, sem falar no bom ataque.

A defesa deve ser o fator desequilíbrio, o que pode decidir o campeão nessa final. O Penguins sofreu bastante com erros defensivos nesses playoffs e precisa que seus 3 pares joguem de maneira sólida, evitando erros e impedindo o bom ataque de Smashville.

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Quem comemora? Quem chora? A final começa HOJE (29/05)! (Foto: NHL)

Mas, cá entre nós, temos uma certeza. A Stanley Cup desse ano, com certeza será amarela.

Impressões Sobre a Segunda Fase dos Playoffs da NHL

Impressões Sobre a Segunda Fase dos Playoffs da NHL

Mais uma fase está nos livros de História, oito times estavam vivos na disputa da Stanley Cup, agora apenas quatro são candidatos a erguer o santo Graal do hóquei sobre o gelo na temporada 2016-17. Como sempre, tivemos corações partidos, heróis improváveis aparecendo, o improvável e o que se tinha como impossível, aconteceu. Nada de novo em se tratando desse esporte, mas ainda sim fomos surpreendidos, ou, em alguns casos, vimos a história se repetir como se fosse Karma.

Vamos abordar, como feito anteriormente, série a série:

Ottawa Senators 4-2 New York Rangers Surpresa? Sim de certa forma, e fica mais surpreendente pelos contornos tomados na série. O New York Rangers liderou a maior parte do tempo e ainda sim perdeu a série, apenas no sexto jogo o Ottawa Senators saiu na frente. Aqui foi uma série decidida pela força mental e, por outro lado, perdida pelos mesmos erros cometidos repetidamente.

Se essa série teve um nome, esse nome foi Jean-Gabriel Pageau, Pageau fez 4 gols, incluindo o de empate e da vitória, no jogo 2 da série, fez o gol da vitória no jogo 5 e ainda selou o destino no jogo 6. Nada de Karlsson, Ryan, Turris ou Hoffman, que fizeram seu papel dentro do esperado, Pageau foi o herói improvável na série. Por outro lado, o time de Nova Iorque apresentou muitos problemas, muitas falhas, tanto sobre segurar placares nos momentos decisivos do jogo, quanto motivacionais, Mats Zuccarello após o jogo 6 comentou que os próprios jogadores haviam desanimado em um momento do jogo, quando o Rangers estava atrás do placar e precisava buscar uma virada para sobreviver. Por outro lado, na batalha dos técnicos, Guy Boucher soube motivar e organizar seus comandados nos momentos de dificuldade, Alain Vigneault não, por esse motivo, junto aos outros citados e talvez até outros mais, o Ottawa Senators acabou surpreendendo e derrubando o favorito.

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O aperto de mãos simbolizando o final do sonho de um e a continuidade do sonho de outro (Foto: Frank Franklin II/The Associated Press)

Washington Capitals 3-4 Pittsburgh Penguins Mais uma vez o Washington Capitals chega a segunda fase na pós-temporada, mais uma vez sua temporada termina nessa fase. Parece ser kármico, mas Alexander Ovechkin nunca passou dessa fase, não importa o quanto o time ao redor dele seja forte, mas o adversário parece sempre destinado a vencer.

Nessa série o Washington Capitals disparou mais ao gol, mas o Pittsburgh Penguins conseguiu criar mais perigo, o time de Pittsburgh foi o segundo que conseguiu criar mais chances de disparo sem bloqueio no 5 contra 5 (High Danger Score Chances ou HDSC) tomando como base a fase anterior, enquanto o Capitals foi apenas o décimo na primeira rodada dos playoffs (Fonte – em inglês ). Não basta ter o puck, não basta disparar a esmo, tem que criar chance de perigo real, tem que fazer o goleiro adversário trabalhar de verdade, tem que dar espaço real para suas armas fazerem a diferença. E foi isso o que o Penguins fez, isso que o Capitals falhou em fazer. Aquele que conseguiu usar melhor suas armas venceu, mais uma vez o Washington Capitals caiu em um jogo 7 para o Pittsburgh Penguins, mais uma vez essa foi a barreira intransponível para Alexander Ovechkin. Como diria o poeta: Karma is a bi…

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Crosby e Fleury se cumprimentam, Penguins avança (Foto: Patrick Smith/Getty Images)

St Louis Blues 2-4 Nashville Predators Mais uma vez o time de Nashville seguiu fazendo seu jogo de se ajustar muito bem ao adversário. Defende para contra atacar quando tem o puck, sabe pressionar na zona ofensiva, dessa vez encontrou mais dificuldades, mas ainda sim passou para as finais de conferência.

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Johansen marcando sobre Allen (Crédito da foto)

O St Louis Blues fez o que poderia, mas o time de Nashville veio embalado pelo momento, tem a já citada capacidade de se adaptar ao jogo, seus atacantes e defensores sabem criar chances perigosas quando tem o disco. Os grandes destaques tem sido Pekka Rinne e Ryan Ellis, o goleiro tem atuado de maneira espetacular, o defensor é um leão na defesa e no ataque. Do lado de St Louis, mesmo tendo trocado o melhor defensor no meio da temporada, o time se comportou muito bem e não está muito longe de ser uma equipe melhor, basta o gerenciamento tomar as decisões certas (o que é difícil).

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Nashville pode comemorar, o Predators está nas finais de conferência pela primeira vez na sua história! (Crédito da Foto)

Anaheim Ducks 4-3 Edmonton Oilers O time do futuro contra o time desacreditado, foi uma grande série, teve a maior polêmica de toda a pós-temporada, até agora, e tudo terminou com os demônios do time de Anaheim sendo exorcizados. Se o Washington Capitals teve um destino que parece até ser o Karma dessa equipe atualmente, o Anaheim Ducks conseguiu superar o que parecia ser seu Karma e vencer um jogo 7.

A série começou maluca, Oilers venceu os 2 primeiros jogos em Anaheim, Ducks empatou a série com duas vitórias em Edmonton e tudo chegou ao jogo 5 e seu lance polêmico. O time de Edmonton vencia por 3 gols, o Ducks marcou o primeiro faltando 3 minutos e 17 segundo para o final do jogo, o segundo faltando 2 minutos e 41, então faltando 15 segundos, Rickard Rakell empatou, a confusão em frente ao gol com Nurse empurrando Kesler na direção de Talbot. O desafio foi feito, a marcação de gol foi mantida, alguns acharam que Kesler puxou o pad do goleiro, outros acham que não houve a interferência porque o jogador foi empurrado sobre Talbot, eu faço parte dessa segunda corrente, não creio que houve interferência na jogada, mas não é e nunca será uma unanimidade, de qualquer modo, Perry marcou o gol vencedor na segunda prorrogação. No sexto jogo o Oilers passou o carro, fez o ETERNO 7 a 1, mas no sétimo jogo o Anaheim Ducks mostrou vontade para virar a partida, raça para segurar, enquanto o time de Edmonton pareceu ter cedido a pressão e ao nervosismo, a inexperiência pareceu ter falado mais alto.

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Corey Perry celebra o gol vencedor no jogo 5 da série (Foto: Chris Carlson/AP)

Balanço final

Quatro séries, 26 jogos, 148 gols, uma média de 5,7 gols por jogo, 5 jogos decididos na prorrogação. Foram quatro séries acirradas, decidida em detalhes na maioria das vezes, tudo o que se espera dos playoffs da NHL. O campeão atual voltou as finais de conferência, o Pittsburgh Penguins tenta manter a escrita de ir a Stanley Cup e voltar no ano seguinte, pela frente vai encontrar um valente Ottawa Senators querendo voltar a disputar a Stanley Cup após 10 anos. Do outro lado temos o Nashville Predators tentando alcançar as finais pela primeira vez em sua história, seu embate será contra o Anaheim Ducks, que busca alcançar as finais pela terceira vez e conquistar o troféu mais sagrado do esporte pela segunda vez. Apenas dois desses quatro irão sobreviver a avançar até o estágio final da temporada 2016-17, quem serão os dois? Descobriremos em alguns dias…

Impressões sobre a primeira fase de playoffs da NHL

Impressões sobre a primeira fase de playoffs da NHL

Depois de dois textos mais ou menos nesse formato e milhares (0 no total) pedidos de retorno, aqui estamos novamente. A primeira fase dos playoffs pela Stanley Cup está nos livros de História, mas vamos fazer uma análise do que se passou em cada série e porque certos times avançaram e outros não. Em algumas séries é um trabalho óbvio, em outras é mais minucioso, isso simplesmente porque muitas vezes as coisas ficam escancaradas para todos verem, mas às vezes não.

Mas antes de tudo, o que aconteceu? O caos, como sempre, não poderia ser diferente quando o primeiro gol dos playoffs sai num backhand topshelf de Tanner Glass sobre Carey Price, depois disso coisas estranhas aconteceram, outras até esperadas também aconteceram. Hora de tratar série a série:

Canadiens 2-4 Rangers Foi aqui que o caos começou, pode-se dizer que o New York Rangers segurou o pé na temporada regular para ir parar no lado da divisão do Atlântico na chave dos playoffs e deu certo.

No que foi anunciado como um duelo de goleiros, o que é óbvio quando se tem Henrik Lundqvist de um lado e Carey Price do outro, na verdade foi mais sobre os ataques. Nenhum dos dois times tem um conjunto de defensores incrível, mas no geral os defensores se comportaram bem e isso foi o bastante, os goleiros dispensam comentários. A grande questão é que o New York Rangers tem melhores jogadores no seu ataque e isso pesou muito, tirando o terceiro período e prorrogação do jogo 2 e o jogo 3, em ambos os casos o Rangers esqueceu de jogar e foi justamente onde perdeu 2 jogos. Nos 4 jogos restantes, o ataque do time de Nova Iorque falou mais alto, Alain  Vigneault achou combinações de linhas para atormentar os defensores de Montreal e Carey Price. Os goleiros fizeram o que puderam e no final das contas foi o poder para superar esses monstros que contou para o destino final da série, poder que o Canadiens não demonstrou, enquanto do outro lado os atacantes liderados por Mats Zuccarello, Mika Zibanejad e Rick Nash construíram o caminho.

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Rick Nash e Jimmy Vesey celebram (Foto: Frank Franklin II/AP)

Senators 4-2 Bruins Uma série decidida pelo equilíbrio dos times, o Boston Bruins tinha o melhor goleiro e o melhor jogador de linha, mas o Senators tinha mais equilíbrio em seu elenco. Para um time em reconstrução, o Boston Bruins foi realmente bem, mas o Ottawa Senators estava passos a frente e no final das contas isso pesou muito no destino da série.

A série foi disputada em 6 jogos com direito a prorrogação em 4 deles e todos os jogos foram definidos por 1 gol. Jogadores como Bobby Ryan, Derick Brassard e mesmo Clarke Macarthur, que marcou 2 gols vitoriosos no tempo extra, incluindo o gol que venceu a série, além deles também tivemos um impacto grande do quarterbarck Erik Karlsson, especialmente com lançamentos para os atacantes em velocidade. Se o Ottawa Senators teve isso, o Bruins teve muita vontade e intensidade, Brad Marchand, David Pastrnak, David Backes, os atacantes fizeram o que poderiam fazer, Tuukka Rask roubou gols, mas simplesmente o adversário era mais forte e conseguiu impor a força em momentos decisivos, o tipo de coisa que acontece muito nos esportes.

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Jogadores do Ottawa Senators comemoram o gol vencedor da série marcado por Clarke Macarthur (Foto:Michael Dwyer/Associated Press)

Capitals 4-2 Maple Leafs O Capitals era amplo favorito na série e venceu. Poderia parar por aí, mas as coisas foram muito além disso, muito além de 6 jogos dos quais 5 foram decididos na prorrogação, uma das 3 séries recordistas de prorrogação na história da NHL (as outras duas foram Phoenix/Arizona Coyotes vs Chicago Blackhawks em 2012 e Montreal Canadiens vs Toronto Maple Leafs na Stanley Cup em 1951), e todos os jogos sendo definidos por 1 gol apenas. Essa série mostrou que o Toronto tem Futuro e que o Capitals não é uma máquina invencível.

Um fator importante para o destino da série foi Auston Matthews, o jovem principiante na liga demonstrou uma boa capacidade de liderar sua equipe, de motivar os demais jogadores e a garotada seguiu o líder, pressionou o Washington Capitals o quanto pode. Do outro lado tivemos um time completo sendo pressionado em muitos momentos por uma equipe mais inexperiente, talvez a pressão que o time sofre pesou em alguns desses momentos, mas o Capitals conseguiu achar o caminho em alguns momentos, especialmente no último jogo da série. Enquanto o Toronto entrou despreocupado na série, o Washington tem um fardo muito grande para aguentar e é algo que vem atrapalhando sempre, ano após ano, essa série nos mostrou que se o Capitals pretende se livrar do fardo de não ter Stanley Cup, vai precisar deixa-lo de lado e não deixar que esse fardo o assombre.

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Marcus Johansson foi o herói no jogo 6 (Foto: Toni L. Sandys/The Washington Post)

Penguins 4-1 Blue Jackets Uma série surpreendente e não por motivos bons, o Columbus Blue Jackets decepcionou totalmente, mas ainda sim, não foi a grande decepção da pós-temporada. Em alguns momentos o Pittsburgh Penguins pareceu relaxado na série e com totais méritos, mas é mais fácil relaxar quando o adversário não pressiona você.

Há de se fazer uma ressalva de que nessa série aconteceu a primeira vitória do Blue Jackets em período regular (60 minutos) num jogo de playoffs, mas de resto tivemos domínio amplo do time de Pittsburgh. Vale ressaltar também que Marc-Andre Fleury fez uma ótima série, o goleiro teve que entrar de última hora no lugar de Murray e fez muitas defesas chave quando foi chamado ao trabalho. Além disso, o ataque do Penguins fez e teve liberdade para fazer tudo o que sabe, o tipo de coisa que termina desastrosamente quando se enfrenta Crosby, Malkin, Kessel, Kunitz, Rust…

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Penguins e Blue Jackets apertaram as mãos mais cedo que o esperado (Via: http://www.foxsports.com/nhl/gallery/columbus-blue-jackets-eliminated-by-pittsburgh-penguins-5-reasons-playoffs-042117)

Blackhawks 0-4 Predators SWEEP! SWEEP! SWEEP! SWEEP!, esse era o grito nos minutos finais do jogo número 4, em Nashville. A NHL é conhecida por ter muitas surpresas nos seus playoffs, mas ninguém no mundo imaginava que o Chicago Blackhawks 2016-17 seria varrido, de fato, o time era apontado como um dos grandes favoritos a vencer a Stanley Cup.

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Jonathan Toews e todo o Chicago Blackhawks estão tendo muita dor de cabeça após essa série desastrosa para o time (Foto: Associated Press)

A série começou de um modo estranho, os dois jogos em Chicago tiveram shutout de Pekka Rinne, o Nashville Predators mostrou ao mundo em apenas 2 jogos que o poderoso e temido ataque do time de Chicago não poderia apenas ser parado, mas completamente anulado. Rinne foi um fator importantíssimo nessa série e seu desfecho chocante, mas não foi o único fator, os jogadores de linha tiveram uma postura ótima durante os 4 jogos, não deram espaço para o Blackhawks usar suas poderosas armas, defendeu muito bem quando não teve o puck, pressionando, fazendo o adversário errar, isso deu espaço para o ataque aparecer e brilhar. Pela primeira vez na história dos playoffs de qualquer uma das 4 grandes ligas um time com a pior classificação da conferência varreu o time de melhor colocação, o Nashville Predators já fez história nessa série, mas certamente quer mais.

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Marcus Johansen celebra gol no jogo 4 (Foto: Associated Press)

Wild 1-4 Blues Essa era uma série com muita pegadinha, o time do Minnesota Wild era muito bom, mas desde o começo eu vi o St Louis Blues como favorito. Questão de momento e do tal matchup, se teve um time na temporada regular que foi não simplesmente uma pedra, mas um monte Everest, no sapato do Wild, esse time foi o Blues. Temporada regular é uma coisa e playoffs outra, mas nesse caso não foi.

A verdade é que o Blues fez o que fez em todos os confrontos na temporada regular: contragolpes rápidos e mortais quando era pressionado, mas além disso, achou um modo de trabalhar bem o puck e não precisar contar com Jake Allen o tempo todo. Allen foi um diferencial na série, saiu do primeiro jogo com 51 defesas, o Blues brincou de mais com o perigo naquele dia, mas deu certo. Então foram mais duas vitórias até que o Wild vencesse o jogo 4, tudo foi definido na prorrogação de um emocionante jogo 5. Bruce Boudreau foi novamente superado taticamente na primeira rodada dos playoffs após uma grande temporada regular, novamente o St Louis Blues foi a montanha que o Minnesota Wild não conseguiu escalar na temporada 2016-17.

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Jogadores do St Louis Blues celebram a classificação (Foto:Stacy Bengs/The Associated Press)

Ducks 4-0 Flames Eu sinceramente achava que o Flames iria vencer ao menos um jogo, mas o Anaheim Ducks era franco favorito e confirmou isso no gelo. O Calgary Flames até apertou o jogo em 3 jogos, mas no final o melhor venceu.

Ducks teve mais tranquilidade e vontade nos momentos decisivos, isso pesa muito no momento de vencer o jogo e uma série. Corey Perry passou a maior parte da temporada sumido e voltou a jogar muito bem, mas o grande nome foi Ryan Kesler, esse fez a mágica acontecer. O time de Calgary conseguiu mostrar vontade também, mas esbarrou em alguns problemas como um goleiro não muito confiável, a falta de mais poder defensivo e a falta de cabeça para vencer um jogo. Onde um falhou, o outro teve sucesso e assim as coisas funcionam.

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Não foi tão tranquilo quanto pareceu, mas o Anaheim Ducks varreu e avançou (Foto: Sean M. Haffey/Via: Getty Images)

Sharks 2-4 Oilers Essa era uma série difícil, a balança estava equilibrada, mas o time de Edmonton conseguiu usar melhor suas armas e isso acabou decidindo a série. Não só o poderoso ataque, como o grande goleiro do Oilers fez a balança pesar para seu lado.

Aqui era uma das séries onde era tudo possível, experiência contra inexperiência, time sólido em todo o gelo contra um time que tem falhas defensivas, mas em 6 jogos o Edmonton Oilers conseguiu vencer 4 jogos, contando com a liderança do incível Connor McDavid, mas com outros jogadores como Leon Draisaitl e até mesmo Zack Kassian achou espaço para brilhar. Lá atrás, Cam Talbot teve dificuldades, mas segurou os pucks quando a pressão do Sharks aumentou. Mesmo com um jogo 4 péssimo, o time de Edmonton não se abalou, o jovem time conseguiu dar grandespassos para um futuro teoricamente brilhante.

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Leon Draisaitl abre a contagem no último jogo da série (Foto: Tony Avelar/Associated Press)

Outros assuntos relacionados:

Um ponto em que eu devo tocar e que sempre se tem reclamações aos muitos especialmente nos playoffs: arbitragem. É sempre polêmica, sempre o seu time foi assaltado e o adversário é sempre beneficiado (em poucos casos é realmente verdade), sempre tem um complô e sempre tem ânimos elevados. Posso dizer que a arbitragem fez muita besteira, especialmente deixando de marcar penalidades claras e algumas até graves, as vezes exagerando em lances que não eram penalidades. Mas nada que tenha realmente comprometido algum jogo ou série. Então não, seu time não foi assaltado, o adversário não foi beneficiado, não há complô, ninguém comprou a Stanley Cup, foram apenas seres humanos tomando decisões e fazendo julgamentos errados.

Relacionado a arbitragem temos as revisões. Outro ponto chato e polêmico, mas muitas decisões corretas foram tomadas, outras questionáveis, mas nada fora do esperado ou normal. Em específico tivemos dois lances envolvendo o Boston Bruins e possíveis impedimentos fizeram mais barulho, em um o gol foi validado devido a falta de certeza, no outro o gol foi anulado também em uma marcação controversa. Mas em muitos casos as reclamações vêm de falta de atenção a tudo que está acontecendo no lance, especialmente quando se trata de interferência nos goleiros, é um esporte complexo e muito dinâmico, mas antes de afirmar qualquer coisa é melhor prestar muita atenção. Detalhes fazem toda a diferença nas revisões, uma perna deixada pelo atacante ao lado do goleiro e que o impeça de se movimentar, onde está a lâmina do patins quando o jogador entra na zona ofensiva, entre tantas coisas, por isso não é um trabalho fácil ser árbitro e nem revisar jogadas.

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Impedido ou não? Impossível ter certeza (Via: http://www.sbnation.com/nhl/2016/4/9/11397808/bruins-goal-senators-pastrnak-flyers-red-wings-challenge-cameras-offsides)

Falando em coisas boas agora, 18 jogos foram para a prorrogação nessa primeira fase, é o recorde da NHL em qualquer fase de playoffs. Não tivemos jogos 7, tivemos 2 varridas, umas decepções, mas no geral foi um round equilibrado, com embates para serem lembrados no futuro.

Futuro e presente se chocaram, para alguns times foi o início de uma jornada de sucesso, outros estão vivendo o declínio assim a NHL foi desenhada para ser quando o teto salarial foi arquitetado e definido. Não há time invencível, a liga é nivelada pelo alto, quando o puck toca o gelo, não importa se seu time tem 3 dos 100 melhores jogadores do centenário da NHL, se ele venceu o Presidents Trophy, se está cheio de garotos, se o goleiro não é brilhante, o que importa é o que acontece no gelo durante os 60 minutos ou mais, a pós-temporada nos proporciona momentos incríveis imaginados por pouquíssimos ou ninguém. São esses tipos de coisa que fazem um Toronto Maple Leafs fazer uma série incrível, ou o Chicago Blackhawks ser varrido chocando o mundo, ou o duelo entre o time do futuro contra o time quase do passado ser vencido pelo futuro, tudo pode acontecer. E é isso que apaixona muita gente, que transforma os playoffs da NHL nesse local onde tudo parece possível, inclusive aquilo que ninguém imagina que irá acontecer.

Puck na cara #4 –  Stanley Cup Playoffs 2017 #1

Puck na cara #4 – Stanley Cup Playoffs 2017 #1

Olá leitores do Puck Brasil e fãs de hóquei! Lucas Mendes aqui, voltando de um longo e tenebroso inverno para falar da melhor parte do ano na NHL. Vai ser uma série de textos, um para cada rodada, com os meus palpites de cada confronto. Começando com a primeira rodada, que começa amanhã (12/04). Vamos aos palpites!

CONFERÊNCIA LESTE

(M1) Washington Capitals vs Toronto Maple Leafs (WC2)

O Capitals vem de novo como o melhor time, o mais forte e o principal favorito para levantar a taça. Se reforçou muito na deadline e tem o melhor elenco da liga. E todos sabemos o que vai acontecer. Sim, vão fazer o de sempre e pipocar, mas não na primeira rodada. Não para o Leafs, que é um time muito jovem e muito inexperiente. Vem comandado pelo brilhante calouro Auston Matthews que, pasmem, marcou mais que o Ovechkin nessa temporada e deve vencer o Calder Trophy. Mesmo que o Leafs tenha conseguido uma vaga nos playoffs, não vai ser agora que vão ir longe. Mas podem apostar nesse time para as próximas temporadas.

Palpite:  Capitals em 5

Porquê: Acho que o Leafs consiga vencer uma partida em Toronto, com o apoio da sua torcida mais que apaixonada. Mas o Capitals é um time muito superior, e liquidará a fatura logo.

 

(M2) Pittsburgh Penguins vs Columbus Blue Jackets (M3)

Junto com Habs vs Rangers, temos o confronto da Leste que será o mais legal de assistir. Os atuais campeões, Penguins, liderados por Sid the kid, contra o talentoso time do Blue Jackets sob a batuta do mestre Tortorella. Vai ser um confronto bem equilibrado e disputado, e decidido nos detalhes. Bobrovsky, provavelmente o vencedor do Vezina esse ano, junto com Cam Atkinson, Nick Foligno e cia vão fazer jogo duro contra Crosby, Malkin, Kessel.

Palpite: Blue Jackets em 7

Porquê: Como disse, esse confronto vai ser decidido nos detalhes, mas por mais que o Penguins tenha um time com muita experiência em playoffs, o Blue Jackets tem o elemento de ser a grande surpresa da temporada, além do Penguins estar sem o seu principal defensor, Letang, que está fora dos playoffs devido a uma cirurgia no pescoço.

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Penguins vs Jackets promete demais. (Créditos: NHL)

 

(A2) Ottawa Senators vs Boston Bruins (A3)

Outro bom confronto. Senators conseguiu se superar várias vezes na temporada, enquanto o Bruins, desde que trocou de treinador, cresceu muito e vem jogando bem. Provavelmente terá Marchand de volta no jogo 2, e ele pode desequilibrar muito o confronto e levar o Bruins para a próxima fase.

Palpite: Bruins em 6

Porquê: Brad Marchand tem sido um dos melhores jogadores ultimamente, e chegou a competir com Crosby e McDavid pelo Hart. Está suspenso no jogo 1, mas fará a diferença nos confrontos restantes.

(A1) Montreal Canadiens vs  New York Rangers (WC1)

O confronto mais equilibrado da primeira fase. Habs e Rangers tiveram praticamente a mesma pontuação na temporada regular e ambos elencos tem muita qualidade. Price e Lundqvist dispensam apresentações. Tanto Byron quanto Grabner podem fazer a diferença. Montreal tem seu jovem e talentosos atacante Galchenyuk, o experiente defensor Shea Weber e ainda conta com Pacioretty. Rangers tem um bom poder ofensivo, é um time rápido, mas tem uma defesa que deixa a desejar, principalmente por conta de Dan Girardi.

Palpite: Canadiens em 7

Porquê: A defesa do Rangers será o fator principal do confronto, mas não por conta dos goleiros, e sim por causa dele, Girardi. Ele é o ponto fraco do Rangers e pode acabar cedendo na hora errada e eliminando o seu time.

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Anotem, Habs vs Rangers vai ser o confronto mais equilibrado da primeira rodada. (Imagem: Getty Images)

 

CONFERÊNCIA OESTE

(C1) Chicago Blackhawks vs  Nashville Predators (WC2)

Tirando os torcedores do Predators, sabemos que esse confronto é bem unanimidade. Por mais que o Preds tenha bons jogadores, como Subban, Forsberg e Rinne, o Blackhawks é uma máquina quando se trata de playoffs. Não sendo contender a toa.

Palpite: Blackhawks em 5

Porquê: O Blackhawks se reforçou após ser eliminado cedo na última temporada, e como sempre, cotado para chegar a, no mínimo, final de conferência. Palpite até fácil, com todo respeito ao Predators e seus torcedores

 

(C2) Minnesota Wild vs St. Louis Blues (C3)

Essa série vai ser bem apertada. São dois bons times. O confronto entre Allen e Dubnyk promete. Granlund vem de boa temporada e, com Parise, promete causar o inferno para a defesa do Blues, que vem sem Shattenkirk, que foi pro Capitals, e com Tarasenko sendo sua principal ameaça.

Palpite: Wild em 7

Porquê: Nesse momento, vejo os dois times praticamente no mesmo nivel, Wild deve levar esse confronto por causa do mando de campo a favor.

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Wild x Blues tem tudo para ser o confronto mais equilibrado, do outro lado da chave. O confronto promete ser grandioso. (Imagem: Sportsnet)

 

 

(P2) Edmonton Oilers vs San Jose Sharks (P3)

Vai ser uma série muito interessante de assistir. De um lado temos o Oilers e McDavid, do outro temos o Sharks, que mesmo com um ótimo time, caiu muito de rendimento desde a deadline. Mas playoffs é um torneio a parte, e essa série promete ser bem imprevisível.

Palpite: Oilers em 7

Porquê: Primeiro porque quero ver Battle of Alberta nos playoffs. Segundo porque eu vejo o Oilers vindo mais forte que o Sharks, que vai endurecer o jogo e forçar o jogo 7.

 

(P1) Anaheim Ducks vs  Calgary Flames (WC1)

Chegou a parte em que vocês vão me xingar, chamar de clubista e tudo mais. De um lado temos o Ducks que se manteve na ponta ou próxima dela durante a temporada toda. De outro temos o Flames que, mesmo com o começo horrível de temporada, teve uma crescente muito grande desde o All Star Game e chegou a figurar entre os 3 melhores da Pacífica. Isso no considerado último ano de seu rebuild. Não se espantem, mas o Flames tem um bom time e subestimá-lo pode ser fatal, mesmo em uma série melhor de 7.

Palpite: Flames em 6

Porquê: SIM, A MALDIÇÃO DO HONDA CENTER VAI ACABAR! E espera-se que seja nessa série. Após os últimos jogos entre os times nas últimas semanas, o clima entre os times esquentou, e isso pode ajudar muito o Flames (trocadilho não proposital), principalmente  com os primeiros jogos lá em Anaheim.

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Esse confronto vai pegar fogo! Flames e Ducks vem com sangue nos olhos para uma batalha recheada de emoção e cenas lamentáveis. (Foto: Lyle Aspinall/ Postmedia Network)

 

Essas são minhas considerações sobre a primeira rodada dos playoffs. Sintam-se a vontade para opinar, cornetar e tudo mais. Grande abraço!

Puck na Cara #3 – Trade deadline

Mais um Puck na cara chegando mais quente que o Calgary Flames nos últimos jogos! E já vamos direto ao assunto que dominou as rodas de conversa na liga, a trade deadline. Nos dias anteriores ao dia 1º, como de costume, várias trocas foram realizadas, com alguns times ganhando, outros perdendo e dessa vez, não vimos Jim Benning, GM do Canucks, fazendo aquele cagada em uma trade e ajudando o outro clube. Bem, eu não vou analisar cada trade aqui, até porque ficaria mais cansativo que fazer um double ou triple shift em um jogo altamente movimentado, mas vou comentar sobre os times que mais ganharam e os que mais perderam com essa deadline. Vamos lá.

Primeiro, vou falar da trade que mais foi motivos de comentários, pelo que eu vi. Kevin Shattenkirk foi para o Capitals junto com Pheonix Copley, enquanto o Blues recebeu Zach Sanford, Brad Malone e escolhas de draft. Eu só não digo que o Blues levou a pior pelo tanto de escolhas de draft envolvidas. E tem várias cláusulas envolvidas na troca que dariam ou não picks para  time de St. Louis. Boatos de que se mais de 100 pessoas lerem esse texto, o Blues ganha uma escolha de 5ª rodada de 2019 e uma de 6ª em 2020. Agora resta saber o que o GM do Blues vai fazer com elas.

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Shattenkirk é uma aquisição enorme para o Capitals, que quer mais que nunca a Stanley Cup. (Foto: NHL)

Um time que com certeza venceu na deadline é o Calgary Flames. Ok, ainda não se livraram do peso morto que Dennis Wideman foi nessa temporada, mas as adições de Stone, Bartkowski (que não foi uma trade, para constar) e Curtis Lazar (que só deve jogar em caso de lesão de algum atacante) e a saída de Jyrki Jokipakka (um dos nomes mais legais de se pronunciar, tente e depois me fale) fizeram o time decolar como tem feito. Depois que Wideman virou healthy scratch em Calgary o time acumula 7 vitórias e hoje pode sonhar com uma classificação nos playoffs pela divisão e, por que não a vantagem de jogar o 7º jogo em casa na primeira rodada?

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Wideman vai se acostumar com a vista do press box. Não deve jogar mais nessa temporada para alívio dos torcedores do Flames. (Foto: Gerry Thomas/NHL/Getty Images)

Alerta de apocalipse: Jim Benning fez uma boa trade… pro Canucks! O GM conhecido por fazer boas trades para os adversários finalmente mandou um puck lá dentro. O time se “desfez” de Alex Burrows e Jannik Hansen e adicionou ao seu elenco dois prospectos muito interessantes, o que é ótimo para um time que está se reconstruindo e tentando ser cada vez mais competitivo. Além do mais, conseguiu uma escolha de 4ª rodada condicional que pode virar de 1ª rodada se o Sharks ganhar a Stanley Cup esse ano.

Quem perdeu mais? Montreal Canadiens e talvez podemos colocar o Edmonton Oilers. Claro que na troca entre essas duas equipes, o Oilers ficou na pior, com certeza, mas o Canadiens perdeu nas outras trocas. Steve Ott e Dwight King não foram boas aquisições ao meu ver, e devem flopar. Bem, pelo menos acho que podem colocar esses caras a disposição no expansion draft. O Oilers espera se ver livre de Kris Russell na mesma ocasião.

O Kings teve duas adições de peso com Ben Bishop (Quick vai pro expansion draft?) e Jarome Iginla (ídolo eterno).  Iggy, já em seu final de carreira, espera ganhar sua primeira Stanley Cup, e com certeza isso não iria ocorrer com o Avalanche, time que simplesmente está numa merda imensa e favoritíssimo na loteria desse ano. O Lightning, que perdeu Bishop, recebeu Budaj, starter do Kings durante a lesão de Quick e ainda tem Vasilevskiy. E as saídas de Filppula e Brian Boyle vão ajudar bastante o time futuramente. Abriram espaço no cap e não vão ser obrigados a proteger Filppula no expansion draft, podendo proteger um atacante mais jovem e mais talentoso.

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Agora no Kings, Iginla segue tentando a sonhada copa. Agora vai? (Foto: Getty Images)

Encerrando minhas considerações, o Ottawa Senators também é uma incógnita. A troca com Calgary foi muito melhor para o time do fogo e explico o porque. O Flames tem um time muito jovem e consegue desenvolver muito esses jogadores. Temos como prova Gaudreau, Monahan, Tkachuk, Dougie Hamilton e Sam Bennett (que precisa voltar a jogar como winger e se livrar de Brouwer), e Lazar pode se adaptar muito bem a equipe e até jogar bem, pois tem bom potencial. Já Jokipakka não conseguiu se firmar nesse time, e disputava vaga na terceira linha de defesa com Brett Kulak, que está na AHL no momento. Pode muito ser um tiro pela culatra, ou pode dar muito certo.

Ah, Coyotes não trocou Vrbata e Avalanche continua com Duchene e Landeskog… hit ou miss? Saberemos em breve.

Bem meus caros, fico por aqui. Mais opiniões, leiam os 20 Minutos especiais escritos pelo mestre Mateus Luiz nesse mesmo site.  Deixe seu pensamento sobre a deadline aqui, ou no twitter. Como sabem, eu sou o @lucas_flames e esse foi o seu puck na cara. Grande abraço!

OH Canada! #5 – Janeiro/17

OH Canada! #5 – Janeiro/17

Olá nação Puck Brasil! Oh Canada chegando bastante atrasado mais uma vez (dessa vez culpem a greve na faculdade deste que vos escreve), mas chegou. Como temos esse grande atraso, será uma análise mais curta. Já passamos da metade de Fevereiro e estamos na reta final da temporada. A situação dos times continua a mesma, mesmo com a queda de rendimento de alguns times, e o aumento de outros. A briga por playoffs esquenta cada vez mais.

MONTREAL CANADIENS (29-14-7 até 31/01)

Liderando a divisão Atlântica e também os canadenses, temos o Canadiens. Mais uma vez no topo, está com uma mão e meia na vaga de playoffs. 15 pontos em 13 jogos está loge de ser o ideal para esse time, mas serviu para a manutenção da liderança de divisão. Uma queda de rendimento que culminou na queda do head coach Michel Therrien nessa semana. Uma coisa surpreendente é que Carey Price não lidera nenhuma das principais 4 estatísticas de goleiros, e só aparece em um top 10, o de vitórias. Isso se deve ao péssimo mês de Price, para os padrões dele. 4 vitórias e 6 derrotas (1 OT) para o camisa 31, e um GAA de 3,09. Foram 31 gols sofridos em 10 jogos.

Na ofensiva vemos Radulov com 11 pontos em 13 jogos, e Pacioretty com 9 pontos, sendo 6 gols. Weber fica entre eles, com 10 pontos, contando 7 assistências. O ataque de Montreal funcionou bem, mas a defesa sofreu bastante.

Veredicto: Ainda na liderança, perto da vaga, mas devido a resultados recentes ruins, vê os rivais se aproximarem.

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Não foi um bom mês para Carey Price. (Foto: Allen McInnis/Montreal Gazette)

 

EDMONTON OILERS (28-15-8 até 31/01)

Não muito atrás de Montreal, vemos o Oilers. Com uma certa segurança na divisão Pacífica, se mantém junto, ora liderando, ora muito próximo e longe do wild card. Foi o melhor time canadense nos primeiros 31 dias do ano. Foram 19 pontos em 13 jogos, inclusive, varrendo o arquirrival Flames na temporada. Foi a primeira vez que o Oilers conseguiu esse feito desde 85-86. Connor McDavid segue liderando a liga em pontos e assistências, sendo sério candidato ao Art Ross e ao Hart Trophy ao final da temporada. Talbot consolida a melhor temporada da sua carreira enquanto o Oilers busca ser um contender para a Stanley Cup.

McDavid continua sendo ridículo, marcando 16 pontos em 13 jogos, sendo garçom dos companheiros de equipe 13 vezes. Média de 1 assistência por jogo. Draisaitl não fica muito atrás e teve média de um ponto por jogo, marcando 5 vezes e assistindo 8.

Veredicto: Com segurança, o Oilers caminha cada vez mais firme aos playoffs, onde não vai a mais de 10 anos, superando o longo rebuild.

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Connor McDavid segue sendo um dos principais jogadores da temporada e sendo cotado para MVP. (Foto: Perry Nelson/USA TODAY Sports)

TORONTO MAPLE LEAFS (23-15-9 até 31/01)

Contando com bom poderio ofensivo e uma defesa de regular para boa, o Leafs surge como surpresa na briga por Wild Card da Conferência Leste. Muito próximo de Islanders, Bruins e Panthers, a briga na Leste pretende ser tão emocionante quanto a na Oeste.  Um bom começo de 2017, com 7 vitórias em 12 jogos, fez o Leafs catapultar pela tabela e chegar no meio da confusão. É um time que vem sabendo aproveitar as chances que tem, e brigar o tempo todo pelos 2 pontos.

Kadri e van Riemsdyk lideraram a ofensiva em Janeiro com 14 pontos cada, sendo Kadri, o artilheiro da equipe com 7 gols. Matthews, outro candidato ao Calder desse ano, computou 9 pontos,  sendo 5 deles, pucks na rede. Andersen vem se garantindo debaixo das traves e vencendo jogos pelo Leafs. Em 10 jogos, foram 2 shutouts sv% de .909 e 2,78 de GAA.

Veredicto: O Leafs pode até beliscar esse 3º lugar na Atlântica e jogar o Bruins na fogueira. Vai ser interessante essa briga.

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Kadri vai liderando o Leafs, sendo consistente, e talvez, levando o time de volta aos playoffs. (Foto: Tom Szczerbowski/USA TODAY Sports)

CALGARY FLAMES (25-24-3 até 31/01)

O Flames continua sendo um time muito inconstante. Perde jogos até fáceis, e quase sempre não consegue levar um jogo para o overtime, para ganhar aquele pontinho, que poderia ajudar muito o time na classificação. No mês de Janeiro o time teve uma acentuada queda de rendimento, contabilizando 7 derrotas em 13 jogos, inclusive, sendo varrido na temporada pelo arquirrival Oilers, além de sofrer derrotas importantes, contra o Devils e o Predators, ambos jogando no Saddledome. Na tabela, vemos o time ameaçado de não se classificar para os playoffs, já que os demais times encostaram e tem menos jogos.

A ascensão de Elliott se deu junto com a queda de Johnson, que não vem jogando bem. Mas está longe de ser o ideal. Ambos goleiros tiveram save % abaixo de .900, e GAA elevados, 2,5 para Elliott e 3 para Johnson. Os destaques positivos, além da 3M line, composta por Tkachuk, Backlund e Frolik, ficou para Monahan, que pontuou 11 vezes em 13 jogos, e liderou a equipe na parte ofensiva e o PP, que soou a sirene em 10 ocasiões, uma das maiores no período.

Veredicto: Melhor abrir o olho se quiser playoffs. A briga vai ser muito apertada.

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Brian Elliott voltou a boa fase? Bem, a titularidade ele recuperou… (Foto: Lyle Aspinall/Postmedia Network)

VANCOUVER CANUCKS (23-21-6 até 31/01)

Com 15 pontos em 12 jogos,  se aproximando  da disputa por Wild Card e carregado por Bo Horvat temos o Canucks.  O Centre de apenas 21 anos vem surpreendendo e marcando mais até mesmo que os futuros HOF, Daniel e Henrik Sedin. Em sua terceira temporada na NHL e com o Canucks, já tem sua melhor performance e com apenas 57 jogos. O Canucks teve um bom Janeiro, com 6 vitórias, 3 derrotas e 3 OTL, sendo o 11º melhor time na liga no período e terminou o mês na cola de Flames e Kings, que ocupavam as vagas de Wild Card.

Ryan Miller teve numeros impressionantes no gol do Canucks. Foram 5 vitórias, e sofreu apenas 16 gols, em 9 jogos. Teve sv% de .944 e 1,76 de GAA. No ataque, foi bem distribuído.  Foram 25 gols marcados. Baertschi e Granlund foram os artilheiros, com 5 gols cada. Henrik Sedin foi o maior pontuador, 8, e o maior garçom, 6.

Veredicto: Vai brigar até o final. Se junta a Flames, Kings, Predators e Blues na briga pelas 2 vagas.

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O jovem Bo Horvat vai fazer o Canucks triunfar nesse final de temporada? (Foto: Vancouver Canucks)

OTTAWA SENATORS (26-15-6 até 31/01)

Segundo colocado na Atlântica e vendo o Canadiens cada vez mais perto, o Senators foca em tomar a liderança do rival de Quebéc. Com jogos a menos, a liderança fica bem viável aos olhos dos torcedores. Sofreu apenas 3 derrotas, desconsiderando as 2 OTL, em 11 jogos em Janeiro, e teve 33 gols marcados, média de 3 por jogo. Condon assumiu a responsabilidade e jogou todos os jogos. Se deu bem, com 2 shutouts e 6 vitórias. Um sv% decente de .917 e 2,44 de GAA.

Contando com Erik Karlsson, o queridinho do amigo Thiago Farias, Mike Hoffman e Kyle Turris, o Senators tem um bom poderio ofensivo. Os três combinam 12 gols e 14 assistências no mês, enfatizando que Hoffman só jogou 10 vezes e marcou 4 PPG.

Veredicto: Se mantém firme na briga, mas almeja um salto maior. A liderança da Atlântica é possível e está ao alcance.

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Mesmo com um Janeiro sem gols, Erik Karlsson fez a diferença com as assistências. (Foto: Christopher Hanewinckel/USA TODAY Sports)

WINNIPEG JETS (23-25-4 até 31/01)

47 gols em 13 jogos. Scheifele, Little e Ehlers jogando todos os jogos e marcando 1 ou mais pontos por jogos.Patrik Laine voltando de lesão, jogando 5 jogos e marcando incríveis 9 pontos, provável vencedor do Calder Trophy desse ano. O ataque do Jets foi algo incrível só não superou os absurdos e inacreditáveis 63 gols em 14 jogos do Capitals, mas mesmo assim, o time não consegue ir bem. A defesa do Jets segue sendo frágil e precisa muito ser reforçada. Não adianta o time marcar 5 gols e tomar 7 todo jogo. Em 31 dias, foram 13 jogos. 6 vitórias, 6 derrotas e 1 OTL. 50% de aproveitamento.

Hellebuyck é um bom goleiro, convenhamos. Tem sido um dos melhores da liga esse ano. Mas em compensação, seus backups não foram bem e existem muitas falhas na defesa do time. A trade deadline se aproxima e poderemos ver algumas trocas. Jacob Trouba é cotado para sair desde o inicio da temporada. Vamos aguardar.

Veredicto: Não deve chegar aos playoffs, mas também não fica entre os 5 piores.

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Lesionou, voltou e voltou muito bem. Patrik Laine, ON FIRE e motivos para sorrir com a sua atuação. Já a do time… (Foto: NHL.com)

Chegamos ao fim de mais um Oh Canada. Qual foi o destaque entre os canadenses? Deixe sua opinião. Grande abraço e até a próxima.

Impressões sobre a temporada da NHL – Pausa para o ASG

Impressões sobre a temporada da NHL – Pausa para o ASG

Mais de um mês se passou quando eu publiquei o artigo Impressões sobre o primeiro quarto da temporada, muita coisa mudou nesse tempo, times melhoraram, jogadores começaram a produzir bem, equipes e jogadores caíram de rendimento, muito mudou nesse período. Isso faz com que outro texto daqueles moldes seja bem vindo. Então vamos às impressões deixadas por alguns times, jogadores, técnicos e outras questões, sejam positivas ou negativas, e minhas opiniões sobre isso.

Destaques Coletivos

– Minnesota Wild: Com 69 pontos conquistados em 48 jogos, o melhor time da conferência oeste nessa parada para o All Star Game. Atrás do Washington Capitals, o Wild chegou a ter uma sequência de 12 vitórias, hoje tem o quarto melhor ataque com 160 gols marcados e a segunda melhor defesa com 109 gols sofridos. Devan Dubnyk é o grande destaque individual do time, com números dignos de concorrer ao Vezina até aqui, Dubnyk é o goleiro que ninguém dava nada e tem melhorado temporada após temporada e está em um momento incrível. Outro jogador que tem pesado muito no time é Eric Staal, após ter ido mal na temporada passada e ter começado devagar essa temporada, engrenou junto ao time e hoje é o segundo maior pontuador, a frente dele está Mikael Granlund. O grande destaque entre os defensores do time é Ryan Suter, ao menos com o viés de produção ofensiva, Suter tem 23 assistências e 7 gols, auxilia muito bem o time quando ataca, o que não é novidade alguma.

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O Minnesota Wild é um dos times em melhor momento nessa parada para o ASG(Foto: APPhoto/Matt Marton)

O Minnesota Wild é uma equipe muito equilibrada, que faz tudo o que o manual manda. Comandada pelo sempre vencedor, ao menos no quesito divisão, Bruce Boudreau, é um time que vai se colocando entre os melhores e favoritos, sabemos que o campeonato muda e na pós-temporada coisas acontecem, mas hoje o Minnesota Wild é o melhor time da conferência oeste e não atoa, tem um elenco bom, um bom técnico e um goleiro que parece ter muito a mostrar ainda. Quem sabe o que o futuro reserva para a franquia?

– Columbus Blue Jackets: Talvez a maior surpresa da temporada até agora, um time que tem todas jogadores muito bons no geral, alguns nem tanto, um bom técnico, mas que foi muito subestimado por ser o Columbus Blue Jackets e continua sendo subestimado por isso. A terceira melhor campanha da liga, segunda melhor da conferência leste e divisão Metropolitana, atrás apenas do Washington Capitals. Chegou a ter uma sequência de 16 vitórias consecutivas, teve a chance de empatar com a sequência de 17 vitórias consecutivas que o Pittsburgh Penguins teve na temporada de 1992-93, mas perdeu para o Washington Capitals. Figura entre os melhores ataques e as melhores defesas da liga, tem alguns pontos fracos individuais que são cobertos pelo ótimo sistema implementado por John Tortorella, um sistema que parece ser a evolução do que o próprio Tortorella aplicou no New York Rangers e o levou a melhor campanha da conferência e a final da conferência leste em 2011-12. Até onde esse Blue Jackets pode ir? Talvez o time caia de produção, talvez volte a melhorar e voltar a ponta da liga, mas se tem algo que eu tenho absoluta certeza é que os comandados de John Tortorella estão se preparando para ir longe e com a experiência do técnico e jogadores do time pode ser que a temporada dure até o final de maio, ou mais.

– Edmonton Oilers: Outro time que enfrenta um momento incrível, tem bons jogadores e pode ser uma surpresa. Ninguém apostava que o Edmonton Oilers chegaria a parada para o All Star Game coliderando a divisão, e ele fez isso após uma vitória em San Jose no último jogo antes da pausa. Em teoria se o time conseguir um grande defensor, pode ir muito longe nessa temporada, a verdade é que o problema defensivo persiste, mas Cam Talbot vai segurando as pontas atrás enquanto o ataque liderado por Connor McDavid produz gols em escala industrial quase todas as noites para vencer jogos, uma combinação muito arriscada. O Oilers está em um momento incrível, é muito talentoso e pode tentar uma aposta mais arriscada visando uma duração maior da temporada, tem uma boa margem de erro e cacife para isso.

New York Islanders: O New York Islanders começou muito mal a temporada, foi citado como destaque negativo no artigo anterior, porém tudo mudou após demitirem Jack Capuano. O que parecia ser um reforço para a próxima temporada virou reforço imediato, o time mudou a chave e começou a vencer jogos, anotar pontos e hoje está na briga pela vaga de wild card, no meio de uma briga que envolve muitos times. A vantagem que tem são os jogos a menos, chegando a 3 em alguns casos, o Islanders pode manter o momento e tem um time para isso. Quando os 82 jogos forem completados, não será surpresa se a temporada do New York Islanders continuar.

Washington Capitals, Pittsburgh Penguins e Chicago Blackhawks: Os três são isso há algumas temporadas, brigam pelas melhores posições na liga e vem mantendo isso. Não tem muito o que falar, mas vale a pena cita-los aqui.

– New Jersey Devils: O New Jersey Devils começou bem a temporada, caiu um pouco de rendimento e time acabou afundando e hoje amarga o vigésimo oitavo lugar na liga. O elenco não é tão ruim quanto parece, o treinador mostrou muito potencial, mas talvez para essa temporada a realidade seja realmente amarga. Talvez mentalmente o time não esteja na melhor forma, além de algumas carências pontuais, essa era uma equipe para brigar por uma vaga de playoffs, mas hoje está a 7 pontos do Philadelphia Flyers, o segundo wild card da conferência leste. É uma distância ainda alcançável, mas difícil de ser superada pelo momento da equipe.

– Dallas Stars: Citado anteriormente como destaque negativo, pouco mudou. O time tem problema com os goleiros, defensores, atacantes, todos estão jogando abaixo do que podem. Apesar de tudo, ainda briga por vaga na pós-temporada, o time precisa se encaixar e os jogadores acordarem, tendo 32 jogos pela frente é muito possível ainda dar a volta por cima.

Destaques individuais

– Devan Dubnyk: Já citado anteriormente nesse mesmo artigo, Dubnyk é um dos grandes goleiros nessa temporada. Com a menor média de gols contra por jogo (1,88) e percentual de defesas em relação aos disparos enfrentados (93,6%), Dubnyk surpreende e cala os críticos, mas não é nenhuma surpresa. Evoluindo a cada temporada, o goleiro principal do Minnesota Wild tem 30 anos e com a experiência foi se moldando e cobrindo suas fraquezas, muito injustiçado por um bom tempo pela crítica da torcida e imprensa, faz uma temporada incrível e digna de ser premiada se continuar assim.

Sergei Bobrovsky: Bobrovky volta a ter um desempenho digno de Vezina, estando saudável o goleiro do Columbus Blue Jackets tem feito partidas muito boas, algumas incríveis. Com 92,9% de defesas em relação aos disparos enfrentados, Bobrovsky é um dos grandes nomes dessa temporada no quesito defender seu gol e é uma peça muito importante na campanha de seu time.

– Cam Talbot: Quando foi para o Edmonton Oilers, Talbot era uma promessa quase cumprida, hoje vemos que a promessa foi cumprida. É um goleiro muito sólido, que defende muito bem e só não tem números melhores porque em muitas ocasiões fica exposto e sabemos muito bem que não adianta ser Henrik Lundqvist ou Dominik Hasek, um goleiro exposto aos disparos do adversário é tão frágil quanto uma peça de cristal. Muitas das vitórias do Edmonton Oilers tiveram Talbot como a peça principal, a maioria dos grandes times começam com um grande goleiro e o Edmonton Oilers já tem isso.

NHL: Arizona Coyotes at Edmonton Oilers
Talbot deixa o rótulo de promessa e passa a ser realidade (Foto: USATSI)

Antti Niemi e Kari Lehtonen: Não teria como citar um sem falar do outro, a dupla de goleiros do Dallas Stars vem fazendo uma temporada ruim. Niemi tem 90 % de defesas em relação aos disparos enfrentados, já Lehtonen 90,2%, para os padrões da NHL são números ruins e não para por aí, Lehtonen leva em média 2,81 gols por jogo, já niemi 3,2. O time está numa má fase desde o princípio da temporada e não poderia ser diferente com seus goleiros, mas eles dois que muitas vezes foram criticados injustamente, hoje são de maneira justa.

– Ryan McDonagh: Esse é talvez o defensor mais equilibrado da NHL atualmente quando se fala em habilidades defensiva e ofensiva. McDonagh auxilia o New York Rangers muito bem no ataque e o time tem números absurdos de aproveitamento defensivo quando seu capitão está no gelo, mesmo que em muitas vezes McDonagh tenha Dan Girardi como seu companheiro de par defensivo. Pensando no conceito “melhor defensor nas duas extremidades do gelo”, Ryan McDonagh é um candidato ao troféu Norris até aqui, mas na prática as coisas são diferentes, o que não apaga mais uma temporada incrível do capitão dos blueshirts.

– Oliver Ekman-Larsson: Outro grande defensor, mas esse é realmente esquecido pela imprensa a ponto de as vezes ser tratado como uma surpresa. OEL é outro que brigaria facilmente pelo título de defensor mais equilibrado, o Arizona Coyotes depende muito dele para defender e quando vai ao ataque, Ekman-Larsson faz um jogo inteligente passando e finalizando, sabe aproveitar muito bem o momento. Novamente se credencia para ser vencedor do troféu Norris, mas quem vota… Melhor deixar isso para depois.

– Victor Hedman: Mais um que parece ser esquecido e subestimado, mas com grande habilidade como passador e um bom comportamento quando não tem o puck. Hedman é um dos principais nomes da defesa do Tampa Bay Lightning, ao lado de Anton Stralman, tem 31 assistências, é o sétimo melhor de toda a liga no quesito assistências e disputando posições jogo a jogo com nomes como Evgeni Malkin, Phil Kessel, Nicklas Backstrom e o quarterback Erik Karlsson.

– Dan Girardi: Esse nome é comumente citado pela torcida do New York Rangers e não por coisas boas. Girardi é um grande problema para o time e não é de hoje, chegou a ser eleito allstar e merecidamente, o time deu um contrato longo, caro e com clausula de não-movimento, ou seja, ele não pode ser trocado ou mandado para AHL. Então seu jogo começou a desandar, ficou mais lento do que era, virou um desastre no gelo. Hoje Dan Girardi é muito provavelmente o pior defensor da NHL e virou um peso por conta de seu contrato, é o novo Wade Redden para o New York Rangers.

Deryk Engeland: Outro terror, mas de outra torcida. Engeland talvez não seja tão desastroso quanto Dan Girardi, mas ele é muito questionado e com razão em Calgary. A pesar de ele ter um +- (estatística inútil, eu sei) de 6, o impacto dele ofensivamente é ridículo e defensivamente é terrível. Engeland no 5 contra 5 está envolvido em muitas jogadas que tem impacto negativo para o time defensivamente, ou seja, ele falha na hora de defender. É simples assim, um defensor que não tem impacto ofensivo e que falha defensivamente, tem muito a ver com Dan Girardi.

Sidney Crosby: Crosby é novamente o líder da NHL em gols, nessa para o jogo das estrelas ele se encontra com 28, 4 gols a mais que Cam Atkinson e Jeff Carter, os vice-líderes no quesito. Ele tem uma média incrível de 0,6666666… gol marcado por jogo nessa temporada, ou seja, quando Crosby entra no jogo ele tem mais de 60% de chances de marcar um gol. Faltam adjetivos para defini-lo, Crosby é realmente o melhor atacante de nossos tempos ao lado de certo russo, mas até quando? A nova geração já ameaça a posição.

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Eichel é o tipo de jogador que faz total diferença para seu time (Foto: Dan Hickling/Olean Times Herald)

Jack Eichel: Existiram dois Buffalo Sabres nessa temporada: sem Eichel e com Eichel. O time é limitado, mas com o Eichel se colocou na disputa por vaga nos playoffs. Eichel disputou 27 jogos e anotou 21 pontos, isso dá uma média de 0,77 ponto por jogo, o impacto que ele tem no time em que joga é inacreditável. Injustiçado na premiação para calouros da temporada passada, Eichel continua a provar porque foi o número 2 no draft em que foi selecionado.

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Connor McDavid: Com 59 pontos em 51 jogos disputados nessa temporada. McDavid não é normal, não é acima da média, é espetacular, fantástico, mágico, um fenômeno e mais ainda. McDavid jogou 96 jogos na NHL e já passou da marca de 100 pontos. Mcdavid é o melhor candidato ao troféu Hart, na minha opinião, e também vai garantindo o troféu Art Ross, dado ao maior pontuador da temporada regular.

Eric Staal: Esse é um jogador que demorou a começar a jogar bem nessa temporada, mas agora produz gols e assistências em quase todos os jogos. Staal chegou com desconfiança por conta das temporadas abaixo do normal, por ter sido a cara do Carolina Hurricanes se esperava mais, então fechou um contrato de 3 temporadas recebendo 3,5 milhões de trumps em cada uma delas, um valor até baixo pelo status que possui. Staal e o Wild ganharam força e momento na temporada, então o mais velho dos irmãos Staal subiu sua produção e hoje tem 41 pontos, 16 gols e 25 assistências, é o segundo melhor do time em número de pontos.

Bruce Boudreau: O treinador do Minnesota Wild ano após ano leva seus times a vencerem a divisão e por enquanto vai cumprindo a missão. Temporada passada o Wild terminou a temporada regular na segunda vaga de wild card da conferência oeste, sem mudar muita coisa no seu elenco e com um novo técnico, o desempenho da equipe é muito superior nessa temporada. Boudreau apesar de tudo parece ter um karma que é ser eliminado no jogo 7 dentro de casa, talvez com esse Minnesota Wild ele seja capaz de superar o karma e talvez ir mais longe do que já foi e para isso o trabalho está no caminho certo.

John Tortorella: A terceira melhor campanha da liga tem por trás dela a mente de John Tortorella. Citado no predecessor desse texto, Tortorella não só fez o time manter o bom nível, mas melhorar ainda seu desempenho e por isso vale ser citado novamente. Tortorella e o time do Columbus Blue Jackets tem uma missão até o final da temporada regular: classificar em uma boa posição para os playoffs para talvez fazer uma campanha histórica, mas tudo indica que o caminho da divisão metropolitana será um dos mais difíceis e uma possível queda precoce na pós-temporada pode não ser um fracasso dependendo do contexto.

– Barry Trotz: Entra ano, sai ano, Barry Trotz consegue fazer o Washington Capitals ser uma equipe competitiva. Apoiado em um bom momento, hoje o Washington Capitals lidera a liga e tem que lidar com muito mais do que a pressão normal para a situação. Todo o histórico e os estigmas que o time tem devem ser deixados de lado e Trotz é quem deve administrar isso como técnico do time, esse Washington Capitals merece uma Stanley Cup, mas não é o único time e nunca será, por isso Trotz tem a missão de não apenas ficar no mereceu, mas de gerenciar o time para finalmente conquistarem a copa.

Outras impressões:

A NHL adora fazer médias e quase sempre comete injustiças enormes por conta disso. Listas, premiações, sempre são polêmicas e discutíveis, porém existem casos onde a injustiça fica clara, ou talvez pior, que o desentendimento do que deveriam estar fazendo é evidente. Como Jack Eichel não esteve entre os três melhores calouros da temporada passada? E os vencedores do Norris, será que realmente os votantes entendem que é o desempenho do defensor em todo o gelo e não só análise de gols e assistências? Até hoje lembro do Crosby levantando o Conn Smythe Trophy, dado para o jogador mais valioso nos playoffs, e eu pensando na injustiça feita a Phil Kessel, isso foi a liga fazendo média e nada mais, pobre Kessel. Daqui algum tempo os votos para os prêmios serão registrados e eu tenho quase certeza que quando a premiação for entregue, alguém será deixado para trás seja por jogar em um time de menos nome ou porque a crítica não vai com a cara do jogador.

Nessa madrugada (estou escrevendo esse trecho após as 3 horas da manhã pelo horário de Brasília, já no sábado dia 28/01) a NHL terminou de divulgar sua lista dos 100 melhores jogadores em 100 anos (a liga completou 99 anos recentemente), primeiro foram divulgados 33 nomes de jogadores anteriores a década de 1970, então os 67 restantes foram divulgados em uma grande cerimônia em Hollywood na noite da sexta-feira. Sem ordem, apenas separados pro suas épocas, vimos nomes indiscutíveis como Bobby Orr, Mario Lemieux, Wayne Gretzky, Patrick Roy, Chris Chelios e outros aparecerem. O porém foi quando chegaram aos anos 2000: Teemu Selanne, Chris Pronger, Nicklas Lidstrom, Pavel Datsyuk e Martin Brodeur entre os jogadores já aposentados, ou em outra liga no caso do Datskyuk, todos merecedores realmente. Mas aí vieram os jogadores ativos, Jaromir Jagr, Sidney Crosby, Alexander Ovechkin, Duncan Keith, Patrick Kane e Jonathan Toews. Jagr, Crosby e Ovechkin pertencem a essa lista, Kane, Toews e Keith não. Eles são grandes jogadores, importantíssimos para os 3 títulos do Chicago Blackhawks nos últimos anos, mas Jarome Iginla, Joe Thornton e alguns ativos tiveram carreiras melhores do que eles, além de outros já aposentados há pouco ou muito tempo. Esses jogadores ainda tem muito tempo pela frente, mas no momento seus nomes não deveriam estar incluídos.

Vai acontecer o All-Star Game esse final de semana, ano passado num período desses havia muita curiosidade para saber o que seria de John Scott no evento, sua aclamação popular foi um movimento incrível e interessante contra certas atitudes da liga. Para esse ano parece não haver expectativa alguma, eu entendo os motivos da liga ter criado regras novas para eleição de jogadores, mas um pouco poder para o público se divertir não faz mal. Fora que alguns nomes entre os selecionados são não só questionáveis como quase que risíveis pela temporada que vem fazendo, era melhor chamar o John Scott de volta.

NHL: All Star Game
John Scott foi uma atração e um símbolo para os fãs da liga no All Star Game de 2016 (Foto: USATSI)

Aqui vai uma opinião extremamente impopular: a liga acertou em não aprovar a expansão em Quebec. Eles precisam de uma franquia nova no oeste e não no leste, certamente não seria bom para Detroit Red Wings ou Columbus Blue Jackets voltarem para a conferência oeste, assim como não seria bom para um time de Quebec também, é simples assim. Não importa o quanto a cidade seja apaixonada e mereça um time, existem motivos pelo qual a liga precisa prezar antes de tudo e esses motivos fizeram Quebec ser rejeitada como expansão. A alternativa para a cidade é alguém comprar um time e levar a franquia para lá, talvez o Carolina Hurricanes, já que alegadamente Peter Karmanos estaria aceitando vender a franquia para qualquer um que pagasse.

Pegando o gancho, é provável que o Carolina Hurricanes não sobreviva muito tempo, nessa temporada está com uma média menor do que 12 mil expectadores por público em casa. A cidade nunca abraçou a franquia realmente e os maus momentos comprovam isso, mas esse não é o maior dos problemas. Há algum tempo circulam boatos de procedência até confiável que Peter Karmanos Jr quer vender a franquia, mas sempre dizendo que ele quer vender para alguém que se comprometa a mantê-la no estado da Carolina do Norte, só que algumas fontes relataram que Karmanos agora aceitaria vender o time para qualquer pessoa, mesmo que tirasse da Carolina no final das contas. Os problemas não param por aí, os filhos mais velhos o estão processando em uma quantia milionária por alegadamente não ter reposto dinheiro de outras empresas para financiar o Carolina Hurricanes. A melhor solução é se livrar do time mesmo, uma pena para quem é fã, mas negócios são negócios.

 

E essas foram minhas impressões acerca da temporada 2016-17 da NHL até a parada para o All Star Game, além de outras questões de dento da liga. Vemo-nos ao final da temporada regular, então, e em outros textos, além de sempre na minha coluna semanal Do Velho Mundo.

OH Canada #4 – Análises de Dezembro

OH Canada #4 – Análises de Dezembro

Olá nação Puck Brasil! Sejam bem vindos a mais um OH Canada! Esse em atraso pois o colunista aqui resolveu tirar férias e ir para um local sem nenhuma internet disponível. Mas vamos ao que interessa. O mês de Dezembro foi muito generoso com alguns times canadenses (sim, Calgary Flames e Edmonton Oilers, estou falando de vocês), mas com outros, nem tanto, né Vancouver Canucks? Vamos as análises!

Montreal Canadiens

Mais uma análise e os Habs estão liderando os canadenses na liga. O motivo? Um time bem arrumado e equilibrado, que conta muito com as estrelas de Carey Price e Shea Weber, mas ainda tem Pacioretty e Radulov comandando o ataque. Pacioretty que, no mês de Dezembro, pontuou 15 vezes em 13 jogos.

Na questão dos times especiais, que eu amo analisar, e que também acho que decidem a maioria dos jogos, o Canadiens não foi bem no último mês, estando bem abaixo da maioria dos times.

Veredicto: Um time equilibrado e forte, que deve, com certeza, ir aos playoffs se nada acontecer

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Essa dupla vem fazendo bonito e o Canadiens segue sendo o melhor canadense. (Foto: John Mahoney/Montreal Gazette)

Ottawa Senators

Logo atrás do Canadiens, vem o Senators. Outro time com boa campanha até o dia 31/12. Teve um aproveitamento de 57,7% no mês de Dezembro, com 6 vitórias, 4 derrotas e 3 derrotas no overtime. Pontuação idêntica ao rival de divisão Canadiens. Continua brigando por playoffs na divisão Atlântica e briga ponto a ponto com o Boston Bruins pelo segundo lugar.

Nesses 31 dias do ultimo mês de 2016, Ottawa teve um aproveitamento de 20% no seu power play, e de 81,5% no penalty kill, numeros bons, mas sofreram mais gols do que fizeram no período. 38 gols feitos e 39 sofridos.

Veredicto: continua sendo uma constante e deve figurar nos playoffs.

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Ainda atrás do Canadiens, o Senators busca seu lugar ao sol nos playoffs, e quem sabe, algo a mais. (Foto: Francois Laplante/OSHC)

Edmonton Oilers

Indo para a divisão pacífica e para o terceiro melhor canadense até agora, O Edmonton Oilers foi o melhor canadense em Dezembro, com 7 vitórias, 2 derrotas no tempo normal e 4 no overtime, contabilizando 18 pontos e um primeiro lugar na divisão nesse período empatado com Ducks e Sharks. Os três times que deve se classificar pela divisão.

Um power play de 31% colaborou bastante para a estabilidade do time na ponta, e grandes atuações de Draisaitl, Letestu e McDavid, lider da liga em pontos e assistências, fazem do time uma máquina ofensiva.

Veredicto: Tem tudo para chegar forte na pós temporada, já que surpreendeu a muitos com o time nessa temporada regular. Forte candidato a ir longe.

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A grande dupla do Oilers quer mais do que nunca levar o Oilers de volta aos playoffs. (Foto: Andy Devlin/Edmonton Oilers)

Calgary Flames

O eterno rival do time citado acima não ficou muito atrás em Dezembro. Um recorde de 8-4-0 e 16 pontos em 31 dias, alem de boas atuações de Gaudreau, Backlund e Tkachuk consolidam o time na enorme briga por wild card, embora Kings e Predators possam parecer mais fortes. Embora algumas vezes desorganizado, é um time que não pode ser subestimado.

Os times especiais finalmente se acertaram e o Flames teve um PP de 33,3%, melhor da liga, com 15 gols em 45 oportunidades, e um PK de 87,5%, 5º da liga em dezembro,  que contabilizou 2 gols de 40 no total do mês. Elliott parece se acertar, e Johnson vai se firmando no time.

Veredicto: É uma equipe jovem, perigosa e que deve ser levada em conta. Se não conseguir chegar aos playoffs, vai ser por detalhes.

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Tkachuk, jogando jundo com Backlund e Frolik, vem numa crescente cada vez maior e corre por fora nas conversas pelo Calder. Pode ele ajudar o Flames ir aos playoffs e faturar o prêmio? (Foto: Candice Ward/USA TODAY Sports)

Toronto Maple Leafs

O Maple Leafs está na briga pelo lado da conferência leste! Auston Matthews continua sendo um dos lideres do ataque de Toronto, junto com Nylander. A grande surpresa foi o defensor Jake Gardnier, segundo jogador que mais pontuou em dezembro pelo Leafs. Nesse período de 31 dias, o time foi o terceiro melhor da divisão Atlântica, com a mesma pontuação  dos rivais Senators e Canadiens, mas com um jogo a menos. Hoje o time se consolida como uma terceira força na briga pelo wild card na conferência leste.

Um PP e um PK de decentes pra bons ajudaram o time, que marcou 32 gols nesse mês, sendo 9 vindos de vantagem numérica, top 10 da liga.

Veredicto:  tendência de brigar bastante pela 2ª vaga de wild card, mas na conferência lesta a briga está bem acirrada. Vai ser bem interessante.

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O Leafs vem crescendo na conferência leste. Há muitas esperanças? (Foto: Kevin Sousa/NHLI via Getty Images)

Winnipeg Jets

O Winnipeg Jets teve uma campanha realmente mediana nesse mês, foi .500, tendo 13 pontos em 13 jogos. Mas ainda se mantem na briga pelo wild card, hoje brigando contra o Stars, Canucks, Predators e o Kings, tendo pouca diferença de pontos entre os times. Em dezembro, a jovem estrela Patrik Laine foi o lider do time em gols marcados, com 6, e um +/- de +7. Foram 11 pontos em 13 jogos para o garoto. Wheeler foi o líder do time no último mês de 2017 com 12 pontos, sendo 9 assistências para o right-winger.

Teve o 8º melhor power play da liga em dezembro, com 8 gols em 36 oportunidades, mas o penalty kill foi muito ruim, com uma porcentagem de 68,2%. A defesa do time cedendo 38 gols, 4 gols a mais do que o ataque produziu também não foi interessante para o time.

Veredicto: A briga vai ser boa, mas o Jets precisa acertar algumas coisas ainda, mas pode chegar forte e conseguir uma vaguinha nos playoffs.

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Mantendo-se estável na conferência, mas na briga. O que esperar do Jets? (Foto: Codie McLachlan/Getty Images)

Vancouver Canucks

Sim, esse time ainda é o pior canadense da liga, mas pasmem… Entrou na briga por playoffs. O Canucks cresceu em dezembro, e está próximo do Kings, dono da segunda vaga de wild card na conferência oeste, ainda que fez menos da metade dos pontos possíveis. Foram 13 em 14 jogos. Liderados pelos irmãos Sedin e os atacantes Sven Baerstchi, Loui Eriksson e Bo Horvat, esse time ainda pode surpreender na reta final da temporada regular. Ryan Miller pode ser um grande trunfo para o time.

Em dezembro os times especiais foram bem de medianos para ruins. Mas o time ainda assim conseguiu boas vitórias contra Kings, Lightning, Jets e Ducks e Oilers.

Veredicto: Outro time que pode surpreender nesses próximos meses. Vai brigar com Kings, Jets e Predators, com o Stars próximo.  O panorama para o Canucks pode ser bom ou muito ruim.

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Outro time em ascensão, o Canucks figura entre os possíveis candidatos a wild card depois de uma bela queda no início da temporada. (Foto: Jeff Vinnick/NHLI via Getty Images)

Chegamos ao fim desse Oh Canada muito atrasado. Concorda com as análises? Discorda? Debatam sobre a situação dos canadenses na NHL! Grande abraço e até a próxima!

 

OH Canada! – Análises de Novembro

Olá, meus caros! Oh Canada saindo no dia fora do normal dessa vez porque Novembro acabou e é hora de ANÁLISES! Primeiramente, vou pedindo desculpas por essa coluna não estar sendo escrita regularmente. A faculdade apertou e estou um pouco sobrecarregado, mas vamos lá!

No geral, os times canadenses não estão de todo ruim. Canucks se revuperou da queda livre na tabela, Winnipeg e Calgary brigando por wild card, Edmonton top 3 da pacífica, Canadiens continuando no topo, Toronto no meio termo e Ottawa brigando feio na Atlântica. VAMOS PARA AS ANÁLISES!

MONTREAL CANADIENS

O Habs continua dominando a liga, mas agora vê o NY Rangers e o Chicago Blackhawks na sua frente, com um ponto e dois jogos a mais. O time teme um recorde de 8-5-1 nesse mês que se passou, sendo 7 vitórias em casa em 9 jogos em Montreal.  Ainda lidera a divisão Atlântica, mas vê de perto o Ottawa Senators chegando, com dois pontos a menos e o mesmo numero de jogos.

Na questão dos times especiais, o PP de Montreal teve um aproveitamento de .211 e um PK  de .788. Ainda tiveram um jogo bem atípico no dia em que essa coluna estreou. Uma derrota contra o Columbus Blue Jackets por 10-0, a maior da liga nessa temporada. Os destaques do time continuam sendo Shea Weber, figurando no topo da liga em power play goals e top 5 em pontos entre os defensores,  e Carey Price, líder da liga em vitórias e porcentagem de defesas.

O problema de Montreal é quando Carey Price não joga. O time fica de alguma forma vulnerável e perdeu alguns jogos por esse motivo.

Veredicto: Caminhando a passos largos para os playoffs, o Canadiens vai brigar pelo Presidents’. Carey Price continua sendo o pilar desse time, e sem ele, a casa pode cair, como no ano passado.

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OH MY, CAREY PRICE! (Foto: Francois Lacasse/NHLI/Getty Images)

OTTAWA SENATORS

O Senators pegou o elevador esse mês e agora figura na segunda posição da Atlântica, logo atrás do Canadiens. Com um escore de 9-5-1 no mês passado, o Sens fica com 30 pontos, em 24 jogos. um ponto a mais e um jogo a menos do que o Boston Bruins, terceiro colocado. Mas parece que a sua casa não está muito confortável. Das 5 derrotas, 4 foram em casa, contra Buffalo (2), Nashville e Florida.

O PP de Ottawa não funcionou esse mês, com .133 de aproveitamento, mas seu PK foi bem alto, .857. Em relação aos jogadores, Anderson tem 12 vitórias e 3 shutouts (2º maior número da liga). O ataque de Ottawa marcou 28 gols em 15 jogos, quase 2 por jogo. Uma média até baixa.

Veredicto: Vai brigar pela segunda vaga de playoffs da pacífica se nenhuma lesão importante afetar o time, ou se o time não cair de produção.

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Craig Anderson vem fazendo bom trabalho na meta do Senators. (Foto: Jason Franson/The Canadian Press)

EDMONTON OILERS

O Oilers pode ter sido o time que mais caiu de rendimento nesse mês, saindo do topo da pacífica pro ameaçado terceiro lugar. Teve apenas 5 vitórias esse mês, com 2 derrotas no overtime, somando um recorde de 5-8-2 e 12 pontos na tabela. Edmonton tem 28 pontos em 25 jogos no momento.

Em relação ao time, Connor McDavid segue liderando a liga em pontos e em assistências, esse ultimo com larga vantagem. E segue postulante ao titulo de MVP da temporada, o Hart Trophy, e também o Art Ross, prêmio para o maior pontuador. O Power Play de Edmonton funcionou 8 vezes, e teve um aproveitamento de .167, enquanto o PK matou .875 das penalidades durante Novembro. Cam Talbot sofreu em 13 jogos, 37 gols, recebendo 379 chutes a gol, uma porcentagem de defesas de .902.

Veredicto: O Oilers precisa voltar a vencer como fez em Novembro se quiser continuar em vaga de playoffs. Connor McDavid não pode ficar carregando o time sozinho, o time tem que se ajudar também.

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McDavid segue sendo destaque no Oilers e na Liga. (Foto: Nathan Denette/The Canadian Press)

CALGARY FLAMES

Uma baita incógnita aparece. O Flames é outro time que perdeu mais do que deveria. O Flames terminou Novembro com um recorde de 6-8-1 e hoje assume um lugar na briga pela segunda vaga de wild card, mas com 4 jogos a mais em relação ao Predators e o mesmo numero de pontos.

Elliott não vem fazendo uma boa temporada e perdeu todos os jogos em Novembro. Tendo apenas 3 vitórias na temporada, todas em Outubro. Ao que parece, a defesa e o goleiro não estão sincronizados e Elliott, por melhor que seja, vem sofrendo muito com isso e foi jogado para backup. Por outro lado, Chad Johnson assumiu a titularidade com segurança, com 6 vitórias em 9 jogos esse mês. Ainda contabilizou 3 shutouts em 16 dias. Elliott tem uma porcentagem de defesas de .885, enquanto Johnson tem .930, top 10 da liga.

O PP do Flames continua horrendo, com uma porcentagem de .093, um dos piores da liga em Novembro. Já o PK melhorou um pouco, mas continua ruim, com  .808 de aproveitamento, mas em compensação, é o líder da liga em shorthanded goals, com 5.

Veredicto: O Flames precisa vencer mais jogos, e Elliott, o PP e o PK precisam de melhorar bastante se quiserem brigar por playoffs.

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Ao contrário do que muitos esperavam, Chad Johnson assumiu a responsabilidade e vem salvando a meta do Flames, realizando milagres constantemente. (Foto: Bob DeChiara/ USA TODAY Sports)

TORONTO MAPLE LEAFS

O Leafs até que teve um bom Novembro quando se trata de vitórias. Foram 8, com apenas 4 derrotas. Somaram 17 pontos durante esse mês, mas ainda continuam entre os últimos da disputada divisão Atlântica. Mas façamos justiça, a distância para o 3º colocado é de 5 pontos, 4 se contarmos o Wild Card.

Auston Matthews marcou 4 gols durante todo esse mês, e contabilizou 8 pontos. O líder do ataque de Toronto foi Nazem Kadri, com 7 gols e 11 pontos em 13 jogos.  Quanto aos goleiros, Andersen teve 379 defesas em 407 chutes, uma porcentagem de .931 e média de 2.45 gols sofridos por jogo.

O time teve um PP com aproveitamento de 15.8% e um PK de 87.8%, o que significa que Toronto tem times especiais sólidos.

Veredicto: Toronto ainda pode ir longe. O seu azar é que os outros times da Atlântica também estão bem. Vai ser uma briga bem interessante.

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O brigador, Nazem Kadri, foi o principal destaque do Leafs no ultimo mês. (Foto: Craig Robertson/Toronto Sun)

WINNIPEG JETS

O Jets terminou Novembro com .500 de aproveitamento. 7-7-0 em 14 jogos e um 6º lugar na Central, empatado com o Stars e Predators. A briga pelo wild card na conferência leste promete esse ano.

Patrik Laine segue rumo ao Calder Trophy e é o segundo maior artilheiro da liga, com 15 gols. Junto com Ehlers e Scheifele, é um dos líderes da ofensiva do Jets.  Hellebuyck tem feito uma atuação dentro da média da liga, com uma porcentagem de defesas de .914  e somou 2 shutouts esse mês.

O Jets ainda tem um PP de .149 e um PK de .813 durante Novembro.

Veredicto: O Jets se mantém na briga, mesmo caindo um pouco em comparação a Outubro. Laine vai ser a estrela do time por muito tempo.

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#LaineForCalder. (Foto: John Woods/The Canadian Press)

VANCOUVER CANUCKS

E o ultimo time é o Canucks. Nos números, o pior canadense da liga, sendo o único entre os 5 piores.  Começou o mês caindo feio na tabela, com várias derrotas seguidas, e se estabilizou na 6ª colocação da Pacífica. Teve um recorde de 6-7-1 durante Novembro e se distanciou do 5º colocado, o rival Flames. Tem atualmente 24 pontos em 25 jogos.

O Canucks melhorou o ataque esse mês. 36 gols marcados em 14 jogos. Mas em compensação, tomou 46 gols. A defesa de Vancouver é bem frágil e tanto Miller quanto Markstrom tem números ruins. Baixa porcentagem de defesas, o que implica em altas médias de gols sofridos.

Os times especiais de Vancouver vem até razoável. PP de 14,3% e PK de 85,9%. O que atrapalha mesmo é a defesa de Vancouver.

Veredicto: O time estagnou entre os últimos e as perspectivas de melhora são poucas. A defesa é o principal problema do time e mesmo com o ataque se resolvendo, eles não vão ganhar jogos.

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Não tem sido um bom ano para Vancouver… (Foto: Jeff Vinnick/NHLI/Getty Images

Bem meus caros, por Novembro foi isso. Dezembro chegou e é um novo mês na liga. A virada do ano é uma época importante para a NHL e as brigas irão se acirrar. Deixe sua opinião sobre os 7 canadenses. Qual a sua previsão para o futuro deles? Grande abraço a todos e vamos debater!

97 vs 87 e porque isso (ainda) não é sobre passado e futuro

Connor McDavid e Sidney Crosby vão se encontrar pela primeira vez nos gelos da NHL. O capitão mais jovem da história da liga e seu Edmonton Oilers, donos da melhor campanha da divisão pacífica visitam Sidney Crosby e o atual campeão Pittsburgh Penguins que também vem em boa fase. Apesar de Connor McDavid já ser apontado por muitos como a estrela que substituirá Crosby como “cara da NHL” pelas próximas duas décadas, o camisa 87 está longe de ser posto no “passado”.

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"Passado" e futuro no mesmo gelo propiciando um belo presente. (Créditos: NHL.com)

Para começar, estamos falando de um dos jogadores mais completos e espetaculares da história de uma liga quase centenária. Crosby em 10 anos de liga tem em sua estante: 2 Art Ross Trophy’s (maior pontuador da temporada regular), 3 Ted Lindsay Award’s (melhor jogador da temporada regular eleito pelos jogadores) e 2 Hart Memorial Trophy’s (melhor jogador da temporada), isso sem falar de suas duas Stanley Cups e os dois ouros olímpicos conquistados com a esquadra canadense em 2010 (Vancouver) e 2014 (Sochi). Se lembrarmos seus últimos 5 meses, “The Kid” venceu sua 2* Stanley Cup, levou o Conn Smythe Trophy (prêmio de melhor jogador dos playoffs), venceu a copa do mundo com o Team Canadá e foi eleito o melhor jogador da copa. E apesar de ter perdido os seis primeiros jogos do Penguins na temporada por conta de sintomas de concussão, o capitão do atual campeão começou o sertame com 8 gols e 10 pontos nas primeiras 6 partidas que ele disputou

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Captain Sid celebrando a 2* Stanley de sua carreira conquistada em julho. (Créditos: Yahoo.com)

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E Crosby é mais do que isso. É um modelo para a franquia e a cidade de Pittsburgh, amado pelas pessoas da cidade, pelos anunciantes e por boa parte dos fãs do esporte (até você, torcedor e torcedora do Flyers). Muitos dizem que se Crosby não tivesse desembarcado em Pittsburgh no draft de 2005, o Penguins talvez estivesse bem longe da cidade. O camisa #87 é completo ofensiva e defensivamente, paga o preço para marcar o “dirty goal” que seu time precisa nos últimos cinco minutos de um jogo complicado ou pegar o disco na zona defensiva e simplesmente driblar todos os jogadores do time adversário como se fosse a coisa mais fácil do mundo. Crosby é o que todo jogador de elite deseja ser um dia, além do extra. Extra esse pontuado por Michel Therrien, atual treinador do Montreal Canadiens e que treinou Crosby entre 2005 e 2009, incluindo a Stanley Cup run de 2008: “Ele deseja ser melhor em cada aspecto do jogo. É disso que eu lembro. Ele passa muito tempo no gelo. Sua dedicação é impossível de ser medida. Ele nunca quis descansar por um dia”

E então temos Connor McDavid. The next one. Aquele que será melhor que Crosby (pelo menos isso que afirma a Sportsnet em sua revista especial sobre o draft de 2015). Ou aquele que será melhor do que o camisa #87 já no final dessa temporada como afirmou Sean McIndoe da Sportsnet: “Ele talvez passe Crosby como o melhor jogador da liga no fim da temporada”. McDavid trás consigo a esperança de ser a peça final para o Edmonton Oilers sair da miséria que vive desde a Stanley Cup run de 2006. Desde o jogo 7 daquela final (derrota por 3-1 para o Carolina Hurricanes) os filhos de Gretzky nunca mais jogaram uma partida de playoffs, isso faz com que mesmo tão jovem o camisa #97 já carregue em seus ombros a expectativa de ser aquele que lidere o Oilers de volta a terra prometida, assim como fez um certo #99 durante os anos 80. É claro que os companheiros de McDavid não se chamam Messier, Anderson, Kurri, Coffey ou Fuhr porém o time que o Oilers tem hoje dá confiança aos torcedores da franquia que os bons tempos estão próximos de voltar. McDavid será um belíssimo jogador se nada de errado acontecer, dono de um conjunto de habilidades absurdamente bom e veloz como o filho do vento (Scotty Bowman, também conhecido como melhor treinador da história da liga, comparou a velocidade de McDavid ao lendário defensor Bobby Orr) é natural que os especialistas o coloquem em um patamar tão alto de comparações e talvez um dia, McDavid possa ser melhor do que Crosby…

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97 ou 99 2.0? (Créditos: ESPN.com)

… Mas quando 97 e 87 tocarem seus patins na casa do atual campeão Penguins na noite dessa terça (jogo que será transmitido pela ESPN), ainda não teremos duvidas de que o cara da camisa 87 é o “dono da rua” enquanto o dono da 97 é aquele vizinho novo que tem muito potencial pra assumir o comando do pedaço mas ainda precisa aprender a não chutar a bola na janela do tiozinho chato ou como se defender melhor dos valentões (nesse caso, McDavid precisa aprender a como se desmarcar de pestes feito Nazem Kadri que lhe anulou – muitas vezes de formas nada agradáveis – por boa parte do jogo Maple Leafs 3-2 Oilers, também conhecido como McDavid x Matthews I)

“É excitante para mim. Ele é alguém que cresci idolatrando e para mim isso será muito especial.” – Connor McDavid

No documentário “Ultimate Gretzky” de 2003 (pode ser achado no youtube), o maior da história fala sobre sua relação com Gordie Howe, seu ídolo de infância e detentor de boa parte dos recordes da NHL batidos por Gretzky durante sua carreira. Durante o documentário, Gretzky divide algo que Howe lhe disse: “Ninguém vai apagar o que fiz. Ninguém pode me tirar nada do que consegui”. É mais ou menos essa frase que, ao meu ver, resume esse e os próximos confrontos entre essas estrelas. Se McDavid será ou não melhor do que Crosby, só o tempo poderá dizer. Mas nada do que o camisa #97 fizer pelos próximos 20 anos, por mais espetacular que seja, será capaz de apagar o que o camisa #87 fez de fantástico nesses últimos 11 anos e fará pelos próximos dez.