Tag: Columbus Blue Jackets

Puck na cara #7 – Top 30 Goal Horns

Puck na cara #7 – Top 30 Goal Horns

Olá caros leitores do Puck Brasil, @lucas_flames aqui e sejam bem vindos a mais uma edição do Puck na Cara, dessa vez um pouco diferente. Vamos fazer um top 30 aqui, sobre uma das coisas que mais gosto na atmosfera das arenas de hóquei: as goal horns.

Eu tenho nutrido um gosto muito grande pelas horns, tendo até colocado a horn do Flames como alarme do telefone, e como estamos na offseason, sem muita coisa acontecendo na NHL, pensei: por que não?

As horns vão ser avaliadas pelo som da sirene, música e pelo som na arena. Todos os vídeos são do canal Famous Goal Horns, do Youtube. Sem mais delongas, vamos a lista!

 

#30 – New York Islanders

Torcedores do Isles, culpem o Barclays Center por isso. A horn do Isles é considerada a pior da liga dentro de uma arena, e faturou o troféu lanterninha do nosso rank. Uma pena, pois adoro Crowd Chant como goal song.

#29 – Carolina Hurricanes

Essa horn é considerada por muitos como pior até que a do Islanders. Parabéns, Hurricanes. #SQN

#28 – Winnipeg Jets

Pessoalmente acho essa horn muito estridente (além do normal, quero dizer) e  também, a musica não combina em nada com o time. VOLTA HELL YEAH.

#27 – Edmonton Oilers

Juro que não é meu clubismo atuando aqui. A música é bem legal, por sinal, mas a horn é tão gritante quanto a do Jets.

#26 – Colorado Avalanche

Por favor, voltem com aquela horn que parecia alarme de avalanche. Era tão legal… (Para quem não se lembra, foi usada de 2000 a 2003).

#25 – Buffalo Sabres

Essa horn é bem “meh”. Podia ser bem melhor.

#24 – New Jersey Devils

Goal Song até legalzinha, mas não o suficiente para chegar mais no topo da lista. Poderia ser pior se não tivesse o “YOU SUCK” da torcida.

#23 – Washington Capitals

Essa sirene de polícia no meio da horn… eu não consigo gostar de forma alguma. Se não fosse isso, estava no top 15.

#22 – Philadelphia Flyers

Horn semelhante e goal song igual a de Tampa Bay, a diferença que a do Bolts é melhor.

#21 – Ottawa Senators

Essa versão eletrônica de Song 2 não me desse pela garganta. Fica melhor quando usam a versão original no throwback thursday.

#20 – Vancouver Canucks

Só está aqui por causa de Holiday. Com as outras songs é horrível.

#19 -Detroit Red Wings

A horn é boa, mas a música não empolga tanto a torcida na minha opinião.

#18 – Montreal Canadiens

Acho legal ter a música em francês, devido a localização do time, lembrando que em Quebéc se fala francês. Allez Montreal!

#17 – Boston Bruins

Até certo ponto, icônico, mas superestimada. Não deixa de ser legal.

#16 – Los Angeles Kings

Kings marca, soa a horn e começa com I Love LA. Parece ser ruim, mas de repente a musica se adequa a atmosfera da torcida. 16º lugar está bom para a horn do Kings, fechando a primeira metade da lista.

#15 – Dallas Stars

Abrindo o Top 15. A horn é boa, a torcida gritando o nome do time é legal também. 15º lugar para eles.

#14 – Florida Panthers

Gosto bastante dessa horn. Mas não consigo não pensar na imitação de onça do Serjão Berranteiro quanto se ouve o rugido durante a goal song.

#13 – San Jose Sharks

Um clássico das músicas de torcida. Boa escolha para o Sharks. 14º lugar para eles.

#12 – Arizona Coyotes

Esse uivo após a horn é bem simpático, e a música combina com o time. Howling for You é uma boa.

#11 – Minnesota Wild

Boa horn no geral. Merece o 11º lugar.

#10 – Columbus Blue Jackets

UM PUTA CANHÃO NO MEIO DA HORN. Como não gostar? Abre o top 10!

#9 – Toronto Maple Leafs

OOOOOH OOOOOOH OOOOOH GO LEAFS GO!

#8 – Nashville Predators

Começa com música country, o que combina com Nashville, mas a participação da torcida na segunda parte é a essência do time.

#7 -St Louis Blues

When the Blues Go Marching In, histórico e combina com o time.

#6 — Tampa Bay Lightning

Bobinas de Tesla durante a horn, genial. Como disse antes, uma versão melhorada da horn do Flyers.

#5 – Calgary Flames

YEEEEEEEEAH, I’M ON FIRE! A horn combina demais com o time, a música também. Essa combinação vale demais o top 5.

#4 -Chicago Blackhawks

CHELSEA DAGGER! Essa música é excelente e a horn muito boa. 4º lugar pra eles

#3 -Pittsburgh Penguins

LET’S GET A PARTY STARTED! Combina bastante com a festa que os torcedores do Penguins fazem a 2 temporadas. PARTY HARD!

#2 -New York Rangers

Esse riff de guitarra com a participação da torcida chega a dar arrepios de tão boa.

#1 -Anaheim Ducks

Unica coisa boa do time. Brincadeiras a parte, acho a música a melhor atualmente. Bem cativante. A horn também é excelente. Primeiro lugar da lista para o Ducks.

Chegamos ao fim do Top 30. Vocês fariam alguma mudança? Qual é o top 10 de vocês, caros leitores? Comentem, opinem, e, mais importante, cornetem! Grande abraço e até o próximo Puck na Cara!

Puck na cara #5 – Stanley Cup Playoffs #2 e A Grande Final

Puck na cara #5 – Stanley Cup Playoffs #2 e A Grande Final

Olá caros leitores do Puck Brasil! No dia em que se inicia a final, depois de ter falhado miseravelmente nos palpites da primeira rodada e sofrer com a famosa falta de tempo, eu, Lucas Mendes, estou aqui de volta pra falar sobre os amados playoffs da NHL, mas antes de tudo, quero mandar um TANKA MAIS pro meu caro amigo Canuck, Andrei Henrique.

Embora esses playoffs estejam levemente manchados por erros crassos de arbitragem, que definiram o andamento de algumas séries, tivemos duas ENORMES surpresas, uma pipocada que todo mundo espera (alô Capitals), além da volta dos canadenses, que ficaram fora na última temporada, chegamos ao clímax, a grande final, onde um time chorará, e outro alcançará a glória máxima do hóquei, inclusive, podendo ser um campeão inédito.

Destrinchando um pouco, vamos falar primeiro da conferência Oeste, onde tivemos a maior surpresa talvez da história da NHL. Quem, em sã consciência apostaria que o último time a se classificar aos playoffs anularia totalmente e varreria o melhor time classificado em sua conferência? Sério, aplausos de pé para o Nashville Predators. Enquanto isso, o Chicago Blackhawks ficou só na espera de #OneGoal em casa. No outro lado dessa chave, tivemos outra varrida, mas nesse caso, teve muita polêmica. O Ducks varreu o Flames sim, mas erros de arbitragem nos três primeiros jogos colocaram em dúvida o resultado da série. Ainda nesse lado, tivemos o Oilers vencendo uma série de playoffs depois de 800 anos em rebuild e tank. Na segunda rodada ainda tivemos Ducks vencendo jogo 7 em casa (!!!) e o Predators vencendo o Blues. Na final de conferência, vimos o Predators chegando na grande final pela primeira vez na história. Smashville tem plenas condições de festejar como nunca visto antes. Só precisam de mais 4 vitórias.

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PK e Nashville estão como predadores em busca da taça. (Foto: Frederic Breedon/Getty Images)

Do lado leste, quem apostava no Ottawa Senators? Passando pelo Bruins e pelo Rangers, que eliminou Carey Price e cia na primeira rodada (PK Subban está assim: minha ex tá bem, só não está melhor que eu), mas parou no 2º overtime do jogo 7 na final de conferência contra o Penguins, que passou da sensação Blue Jackets e mais uma exaustiva vez, contra o time da pipoca anual, o Washington Capitals (Ovie nunca vai ganhar uma Stanley Cup mesmo, infelizmente) que tinha vencido o Toronto Maple Leafs, com sufoco. O Penguins volta a final e vai defender seu título, querendo levantar a Stanley pela 5ª vez.

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O olhar de quem quer levantar mais uma taça. (Foto: NHL)

O Penguins vem com certo favoritismo nessa final, pelo fato de ser um time mais acostumado com finais e mais experiente nos playoffs. Do outro lado, o Predators vem com o apoio imenso da torcida, que parece uma torcida sul-americana em jogo de libertadores, além de ter um baita goleiro em Rinne, uma defesa extremamente sólida liderada pelo negro maravilhoso PK Subban, sem falar no bom ataque.

A defesa deve ser o fator desequilíbrio, o que pode decidir o campeão nessa final. O Penguins sofreu bastante com erros defensivos nesses playoffs e precisa que seus 3 pares joguem de maneira sólida, evitando erros e impedindo o bom ataque de Smashville.

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Quem comemora? Quem chora? A final começa HOJE (29/05)! (Foto: NHL)

Mas, cá entre nós, temos uma certeza. A Stanley Cup desse ano, com certeza será amarela.

Impressões sobre a primeira fase de playoffs da NHL

Impressões sobre a primeira fase de playoffs da NHL

Depois de dois textos mais ou menos nesse formato e milhares (0 no total) pedidos de retorno, aqui estamos novamente. A primeira fase dos playoffs pela Stanley Cup está nos livros de História, mas vamos fazer uma análise do que se passou em cada série e porque certos times avançaram e outros não. Em algumas séries é um trabalho óbvio, em outras é mais minucioso, isso simplesmente porque muitas vezes as coisas ficam escancaradas para todos verem, mas às vezes não.

Mas antes de tudo, o que aconteceu? O caos, como sempre, não poderia ser diferente quando o primeiro gol dos playoffs sai num backhand topshelf de Tanner Glass sobre Carey Price, depois disso coisas estranhas aconteceram, outras até esperadas também aconteceram. Hora de tratar série a série:

Canadiens 2-4 Rangers Foi aqui que o caos começou, pode-se dizer que o New York Rangers segurou o pé na temporada regular para ir parar no lado da divisão do Atlântico na chave dos playoffs e deu certo.

No que foi anunciado como um duelo de goleiros, o que é óbvio quando se tem Henrik Lundqvist de um lado e Carey Price do outro, na verdade foi mais sobre os ataques. Nenhum dos dois times tem um conjunto de defensores incrível, mas no geral os defensores se comportaram bem e isso foi o bastante, os goleiros dispensam comentários. A grande questão é que o New York Rangers tem melhores jogadores no seu ataque e isso pesou muito, tirando o terceiro período e prorrogação do jogo 2 e o jogo 3, em ambos os casos o Rangers esqueceu de jogar e foi justamente onde perdeu 2 jogos. Nos 4 jogos restantes, o ataque do time de Nova Iorque falou mais alto, Alain  Vigneault achou combinações de linhas para atormentar os defensores de Montreal e Carey Price. Os goleiros fizeram o que puderam e no final das contas foi o poder para superar esses monstros que contou para o destino final da série, poder que o Canadiens não demonstrou, enquanto do outro lado os atacantes liderados por Mats Zuccarello, Mika Zibanejad e Rick Nash construíram o caminho.

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Rick Nash e Jimmy Vesey celebram (Foto: Frank Franklin II/AP)

Senators 4-2 Bruins Uma série decidida pelo equilíbrio dos times, o Boston Bruins tinha o melhor goleiro e o melhor jogador de linha, mas o Senators tinha mais equilíbrio em seu elenco. Para um time em reconstrução, o Boston Bruins foi realmente bem, mas o Ottawa Senators estava passos a frente e no final das contas isso pesou muito no destino da série.

A série foi disputada em 6 jogos com direito a prorrogação em 4 deles e todos os jogos foram definidos por 1 gol. Jogadores como Bobby Ryan, Derick Brassard e mesmo Clarke Macarthur, que marcou 2 gols vitoriosos no tempo extra, incluindo o gol que venceu a série, além deles também tivemos um impacto grande do quarterbarck Erik Karlsson, especialmente com lançamentos para os atacantes em velocidade. Se o Ottawa Senators teve isso, o Bruins teve muita vontade e intensidade, Brad Marchand, David Pastrnak, David Backes, os atacantes fizeram o que poderiam fazer, Tuukka Rask roubou gols, mas simplesmente o adversário era mais forte e conseguiu impor a força em momentos decisivos, o tipo de coisa que acontece muito nos esportes.

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Jogadores do Ottawa Senators comemoram o gol vencedor da série marcado por Clarke Macarthur (Foto:Michael Dwyer/Associated Press)

Capitals 4-2 Maple Leafs O Capitals era amplo favorito na série e venceu. Poderia parar por aí, mas as coisas foram muito além disso, muito além de 6 jogos dos quais 5 foram decididos na prorrogação, uma das 3 séries recordistas de prorrogação na história da NHL (as outras duas foram Phoenix/Arizona Coyotes vs Chicago Blackhawks em 2012 e Montreal Canadiens vs Toronto Maple Leafs na Stanley Cup em 1951), e todos os jogos sendo definidos por 1 gol apenas. Essa série mostrou que o Toronto tem Futuro e que o Capitals não é uma máquina invencível.

Um fator importante para o destino da série foi Auston Matthews, o jovem principiante na liga demonstrou uma boa capacidade de liderar sua equipe, de motivar os demais jogadores e a garotada seguiu o líder, pressionou o Washington Capitals o quanto pode. Do outro lado tivemos um time completo sendo pressionado em muitos momentos por uma equipe mais inexperiente, talvez a pressão que o time sofre pesou em alguns desses momentos, mas o Capitals conseguiu achar o caminho em alguns momentos, especialmente no último jogo da série. Enquanto o Toronto entrou despreocupado na série, o Washington tem um fardo muito grande para aguentar e é algo que vem atrapalhando sempre, ano após ano, essa série nos mostrou que se o Capitals pretende se livrar do fardo de não ter Stanley Cup, vai precisar deixa-lo de lado e não deixar que esse fardo o assombre.

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Marcus Johansson foi o herói no jogo 6 (Foto: Toni L. Sandys/The Washington Post)

Penguins 4-1 Blue Jackets Uma série surpreendente e não por motivos bons, o Columbus Blue Jackets decepcionou totalmente, mas ainda sim, não foi a grande decepção da pós-temporada. Em alguns momentos o Pittsburgh Penguins pareceu relaxado na série e com totais méritos, mas é mais fácil relaxar quando o adversário não pressiona você.

Há de se fazer uma ressalva de que nessa série aconteceu a primeira vitória do Blue Jackets em período regular (60 minutos) num jogo de playoffs, mas de resto tivemos domínio amplo do time de Pittsburgh. Vale ressaltar também que Marc-Andre Fleury fez uma ótima série, o goleiro teve que entrar de última hora no lugar de Murray e fez muitas defesas chave quando foi chamado ao trabalho. Além disso, o ataque do Penguins fez e teve liberdade para fazer tudo o que sabe, o tipo de coisa que termina desastrosamente quando se enfrenta Crosby, Malkin, Kessel, Kunitz, Rust…

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Penguins e Blue Jackets apertaram as mãos mais cedo que o esperado (Via: http://www.foxsports.com/nhl/gallery/columbus-blue-jackets-eliminated-by-pittsburgh-penguins-5-reasons-playoffs-042117)

Blackhawks 0-4 Predators SWEEP! SWEEP! SWEEP! SWEEP!, esse era o grito nos minutos finais do jogo número 4, em Nashville. A NHL é conhecida por ter muitas surpresas nos seus playoffs, mas ninguém no mundo imaginava que o Chicago Blackhawks 2016-17 seria varrido, de fato, o time era apontado como um dos grandes favoritos a vencer a Stanley Cup.

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Jonathan Toews e todo o Chicago Blackhawks estão tendo muita dor de cabeça após essa série desastrosa para o time (Foto: Associated Press)

A série começou de um modo estranho, os dois jogos em Chicago tiveram shutout de Pekka Rinne, o Nashville Predators mostrou ao mundo em apenas 2 jogos que o poderoso e temido ataque do time de Chicago não poderia apenas ser parado, mas completamente anulado. Rinne foi um fator importantíssimo nessa série e seu desfecho chocante, mas não foi o único fator, os jogadores de linha tiveram uma postura ótima durante os 4 jogos, não deram espaço para o Blackhawks usar suas poderosas armas, defendeu muito bem quando não teve o puck, pressionando, fazendo o adversário errar, isso deu espaço para o ataque aparecer e brilhar. Pela primeira vez na história dos playoffs de qualquer uma das 4 grandes ligas um time com a pior classificação da conferência varreu o time de melhor colocação, o Nashville Predators já fez história nessa série, mas certamente quer mais.

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Marcus Johansen celebra gol no jogo 4 (Foto: Associated Press)

Wild 1-4 Blues Essa era uma série com muita pegadinha, o time do Minnesota Wild era muito bom, mas desde o começo eu vi o St Louis Blues como favorito. Questão de momento e do tal matchup, se teve um time na temporada regular que foi não simplesmente uma pedra, mas um monte Everest, no sapato do Wild, esse time foi o Blues. Temporada regular é uma coisa e playoffs outra, mas nesse caso não foi.

A verdade é que o Blues fez o que fez em todos os confrontos na temporada regular: contragolpes rápidos e mortais quando era pressionado, mas além disso, achou um modo de trabalhar bem o puck e não precisar contar com Jake Allen o tempo todo. Allen foi um diferencial na série, saiu do primeiro jogo com 51 defesas, o Blues brincou de mais com o perigo naquele dia, mas deu certo. Então foram mais duas vitórias até que o Wild vencesse o jogo 4, tudo foi definido na prorrogação de um emocionante jogo 5. Bruce Boudreau foi novamente superado taticamente na primeira rodada dos playoffs após uma grande temporada regular, novamente o St Louis Blues foi a montanha que o Minnesota Wild não conseguiu escalar na temporada 2016-17.

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Jogadores do St Louis Blues celebram a classificação (Foto:Stacy Bengs/The Associated Press)

Ducks 4-0 Flames Eu sinceramente achava que o Flames iria vencer ao menos um jogo, mas o Anaheim Ducks era franco favorito e confirmou isso no gelo. O Calgary Flames até apertou o jogo em 3 jogos, mas no final o melhor venceu.

Ducks teve mais tranquilidade e vontade nos momentos decisivos, isso pesa muito no momento de vencer o jogo e uma série. Corey Perry passou a maior parte da temporada sumido e voltou a jogar muito bem, mas o grande nome foi Ryan Kesler, esse fez a mágica acontecer. O time de Calgary conseguiu mostrar vontade também, mas esbarrou em alguns problemas como um goleiro não muito confiável, a falta de mais poder defensivo e a falta de cabeça para vencer um jogo. Onde um falhou, o outro teve sucesso e assim as coisas funcionam.

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Não foi tão tranquilo quanto pareceu, mas o Anaheim Ducks varreu e avançou (Foto: Sean M. Haffey/Via: Getty Images)

Sharks 2-4 Oilers Essa era uma série difícil, a balança estava equilibrada, mas o time de Edmonton conseguiu usar melhor suas armas e isso acabou decidindo a série. Não só o poderoso ataque, como o grande goleiro do Oilers fez a balança pesar para seu lado.

Aqui era uma das séries onde era tudo possível, experiência contra inexperiência, time sólido em todo o gelo contra um time que tem falhas defensivas, mas em 6 jogos o Edmonton Oilers conseguiu vencer 4 jogos, contando com a liderança do incível Connor McDavid, mas com outros jogadores como Leon Draisaitl e até mesmo Zack Kassian achou espaço para brilhar. Lá atrás, Cam Talbot teve dificuldades, mas segurou os pucks quando a pressão do Sharks aumentou. Mesmo com um jogo 4 péssimo, o time de Edmonton não se abalou, o jovem time conseguiu dar grandespassos para um futuro teoricamente brilhante.

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Leon Draisaitl abre a contagem no último jogo da série (Foto: Tony Avelar/Associated Press)

Outros assuntos relacionados:

Um ponto em que eu devo tocar e que sempre se tem reclamações aos muitos especialmente nos playoffs: arbitragem. É sempre polêmica, sempre o seu time foi assaltado e o adversário é sempre beneficiado (em poucos casos é realmente verdade), sempre tem um complô e sempre tem ânimos elevados. Posso dizer que a arbitragem fez muita besteira, especialmente deixando de marcar penalidades claras e algumas até graves, as vezes exagerando em lances que não eram penalidades. Mas nada que tenha realmente comprometido algum jogo ou série. Então não, seu time não foi assaltado, o adversário não foi beneficiado, não há complô, ninguém comprou a Stanley Cup, foram apenas seres humanos tomando decisões e fazendo julgamentos errados.

Relacionado a arbitragem temos as revisões. Outro ponto chato e polêmico, mas muitas decisões corretas foram tomadas, outras questionáveis, mas nada fora do esperado ou normal. Em específico tivemos dois lances envolvendo o Boston Bruins e possíveis impedimentos fizeram mais barulho, em um o gol foi validado devido a falta de certeza, no outro o gol foi anulado também em uma marcação controversa. Mas em muitos casos as reclamações vêm de falta de atenção a tudo que está acontecendo no lance, especialmente quando se trata de interferência nos goleiros, é um esporte complexo e muito dinâmico, mas antes de afirmar qualquer coisa é melhor prestar muita atenção. Detalhes fazem toda a diferença nas revisões, uma perna deixada pelo atacante ao lado do goleiro e que o impeça de se movimentar, onde está a lâmina do patins quando o jogador entra na zona ofensiva, entre tantas coisas, por isso não é um trabalho fácil ser árbitro e nem revisar jogadas.

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Impedido ou não? Impossível ter certeza (Via: http://www.sbnation.com/nhl/2016/4/9/11397808/bruins-goal-senators-pastrnak-flyers-red-wings-challenge-cameras-offsides)

Falando em coisas boas agora, 18 jogos foram para a prorrogação nessa primeira fase, é o recorde da NHL em qualquer fase de playoffs. Não tivemos jogos 7, tivemos 2 varridas, umas decepções, mas no geral foi um round equilibrado, com embates para serem lembrados no futuro.

Futuro e presente se chocaram, para alguns times foi o início de uma jornada de sucesso, outros estão vivendo o declínio assim a NHL foi desenhada para ser quando o teto salarial foi arquitetado e definido. Não há time invencível, a liga é nivelada pelo alto, quando o puck toca o gelo, não importa se seu time tem 3 dos 100 melhores jogadores do centenário da NHL, se ele venceu o Presidents Trophy, se está cheio de garotos, se o goleiro não é brilhante, o que importa é o que acontece no gelo durante os 60 minutos ou mais, a pós-temporada nos proporciona momentos incríveis imaginados por pouquíssimos ou ninguém. São esses tipos de coisa que fazem um Toronto Maple Leafs fazer uma série incrível, ou o Chicago Blackhawks ser varrido chocando o mundo, ou o duelo entre o time do futuro contra o time quase do passado ser vencido pelo futuro, tudo pode acontecer. E é isso que apaixona muita gente, que transforma os playoffs da NHL nesse local onde tudo parece possível, inclusive aquilo que ninguém imagina que irá acontecer.

Puck na cara #4 –  Stanley Cup Playoffs 2017 #1

Puck na cara #4 – Stanley Cup Playoffs 2017 #1

Olá leitores do Puck Brasil e fãs de hóquei! Lucas Mendes aqui, voltando de um longo e tenebroso inverno para falar da melhor parte do ano na NHL. Vai ser uma série de textos, um para cada rodada, com os meus palpites de cada confronto. Começando com a primeira rodada, que começa amanhã (12/04). Vamos aos palpites!

CONFERÊNCIA LESTE

(M1) Washington Capitals vs Toronto Maple Leafs (WC2)

O Capitals vem de novo como o melhor time, o mais forte e o principal favorito para levantar a taça. Se reforçou muito na deadline e tem o melhor elenco da liga. E todos sabemos o que vai acontecer. Sim, vão fazer o de sempre e pipocar, mas não na primeira rodada. Não para o Leafs, que é um time muito jovem e muito inexperiente. Vem comandado pelo brilhante calouro Auston Matthews que, pasmem, marcou mais que o Ovechkin nessa temporada e deve vencer o Calder Trophy. Mesmo que o Leafs tenha conseguido uma vaga nos playoffs, não vai ser agora que vão ir longe. Mas podem apostar nesse time para as próximas temporadas.

Palpite:  Capitals em 5

Porquê: Acho que o Leafs consiga vencer uma partida em Toronto, com o apoio da sua torcida mais que apaixonada. Mas o Capitals é um time muito superior, e liquidará a fatura logo.

 

(M2) Pittsburgh Penguins vs Columbus Blue Jackets (M3)

Junto com Habs vs Rangers, temos o confronto da Leste que será o mais legal de assistir. Os atuais campeões, Penguins, liderados por Sid the kid, contra o talentoso time do Blue Jackets sob a batuta do mestre Tortorella. Vai ser um confronto bem equilibrado e disputado, e decidido nos detalhes. Bobrovsky, provavelmente o vencedor do Vezina esse ano, junto com Cam Atkinson, Nick Foligno e cia vão fazer jogo duro contra Crosby, Malkin, Kessel.

Palpite: Blue Jackets em 7

Porquê: Como disse, esse confronto vai ser decidido nos detalhes, mas por mais que o Penguins tenha um time com muita experiência em playoffs, o Blue Jackets tem o elemento de ser a grande surpresa da temporada, além do Penguins estar sem o seu principal defensor, Letang, que está fora dos playoffs devido a uma cirurgia no pescoço.

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Penguins vs Jackets promete demais. (Créditos: NHL)

 

(A2) Ottawa Senators vs Boston Bruins (A3)

Outro bom confronto. Senators conseguiu se superar várias vezes na temporada, enquanto o Bruins, desde que trocou de treinador, cresceu muito e vem jogando bem. Provavelmente terá Marchand de volta no jogo 2, e ele pode desequilibrar muito o confronto e levar o Bruins para a próxima fase.

Palpite: Bruins em 6

Porquê: Brad Marchand tem sido um dos melhores jogadores ultimamente, e chegou a competir com Crosby e McDavid pelo Hart. Está suspenso no jogo 1, mas fará a diferença nos confrontos restantes.

(A1) Montreal Canadiens vs  New York Rangers (WC1)

O confronto mais equilibrado da primeira fase. Habs e Rangers tiveram praticamente a mesma pontuação na temporada regular e ambos elencos tem muita qualidade. Price e Lundqvist dispensam apresentações. Tanto Byron quanto Grabner podem fazer a diferença. Montreal tem seu jovem e talentosos atacante Galchenyuk, o experiente defensor Shea Weber e ainda conta com Pacioretty. Rangers tem um bom poder ofensivo, é um time rápido, mas tem uma defesa que deixa a desejar, principalmente por conta de Dan Girardi.

Palpite: Canadiens em 7

Porquê: A defesa do Rangers será o fator principal do confronto, mas não por conta dos goleiros, e sim por causa dele, Girardi. Ele é o ponto fraco do Rangers e pode acabar cedendo na hora errada e eliminando o seu time.

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Anotem, Habs vs Rangers vai ser o confronto mais equilibrado da primeira rodada. (Imagem: Getty Images)

 

CONFERÊNCIA OESTE

(C1) Chicago Blackhawks vs  Nashville Predators (WC2)

Tirando os torcedores do Predators, sabemos que esse confronto é bem unanimidade. Por mais que o Preds tenha bons jogadores, como Subban, Forsberg e Rinne, o Blackhawks é uma máquina quando se trata de playoffs. Não sendo contender a toa.

Palpite: Blackhawks em 5

Porquê: O Blackhawks se reforçou após ser eliminado cedo na última temporada, e como sempre, cotado para chegar a, no mínimo, final de conferência. Palpite até fácil, com todo respeito ao Predators e seus torcedores

 

(C2) Minnesota Wild vs St. Louis Blues (C3)

Essa série vai ser bem apertada. São dois bons times. O confronto entre Allen e Dubnyk promete. Granlund vem de boa temporada e, com Parise, promete causar o inferno para a defesa do Blues, que vem sem Shattenkirk, que foi pro Capitals, e com Tarasenko sendo sua principal ameaça.

Palpite: Wild em 7

Porquê: Nesse momento, vejo os dois times praticamente no mesmo nivel, Wild deve levar esse confronto por causa do mando de campo a favor.

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Wild x Blues tem tudo para ser o confronto mais equilibrado, do outro lado da chave. O confronto promete ser grandioso. (Imagem: Sportsnet)

 

 

(P2) Edmonton Oilers vs San Jose Sharks (P3)

Vai ser uma série muito interessante de assistir. De um lado temos o Oilers e McDavid, do outro temos o Sharks, que mesmo com um ótimo time, caiu muito de rendimento desde a deadline. Mas playoffs é um torneio a parte, e essa série promete ser bem imprevisível.

Palpite: Oilers em 7

Porquê: Primeiro porque quero ver Battle of Alberta nos playoffs. Segundo porque eu vejo o Oilers vindo mais forte que o Sharks, que vai endurecer o jogo e forçar o jogo 7.

 

(P1) Anaheim Ducks vs  Calgary Flames (WC1)

Chegou a parte em que vocês vão me xingar, chamar de clubista e tudo mais. De um lado temos o Ducks que se manteve na ponta ou próxima dela durante a temporada toda. De outro temos o Flames que, mesmo com o começo horrível de temporada, teve uma crescente muito grande desde o All Star Game e chegou a figurar entre os 3 melhores da Pacífica. Isso no considerado último ano de seu rebuild. Não se espantem, mas o Flames tem um bom time e subestimá-lo pode ser fatal, mesmo em uma série melhor de 7.

Palpite: Flames em 6

Porquê: SIM, A MALDIÇÃO DO HONDA CENTER VAI ACABAR! E espera-se que seja nessa série. Após os últimos jogos entre os times nas últimas semanas, o clima entre os times esquentou, e isso pode ajudar muito o Flames (trocadilho não proposital), principalmente  com os primeiros jogos lá em Anaheim.

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Esse confronto vai pegar fogo! Flames e Ducks vem com sangue nos olhos para uma batalha recheada de emoção e cenas lamentáveis. (Foto: Lyle Aspinall/ Postmedia Network)

 

Essas são minhas considerações sobre a primeira rodada dos playoffs. Sintam-se a vontade para opinar, cornetar e tudo mais. Grande abraço!

Impressões sobre a temporada da NHL – Pausa para o ASG

Impressões sobre a temporada da NHL – Pausa para o ASG

Mais de um mês se passou quando eu publiquei o artigo Impressões sobre o primeiro quarto da temporada, muita coisa mudou nesse tempo, times melhoraram, jogadores começaram a produzir bem, equipes e jogadores caíram de rendimento, muito mudou nesse período. Isso faz com que outro texto daqueles moldes seja bem vindo. Então vamos às impressões deixadas por alguns times, jogadores, técnicos e outras questões, sejam positivas ou negativas, e minhas opiniões sobre isso.

Destaques Coletivos

– Minnesota Wild: Com 69 pontos conquistados em 48 jogos, o melhor time da conferência oeste nessa parada para o All Star Game. Atrás do Washington Capitals, o Wild chegou a ter uma sequência de 12 vitórias, hoje tem o quarto melhor ataque com 160 gols marcados e a segunda melhor defesa com 109 gols sofridos. Devan Dubnyk é o grande destaque individual do time, com números dignos de concorrer ao Vezina até aqui, Dubnyk é o goleiro que ninguém dava nada e tem melhorado temporada após temporada e está em um momento incrível. Outro jogador que tem pesado muito no time é Eric Staal, após ter ido mal na temporada passada e ter começado devagar essa temporada, engrenou junto ao time e hoje é o segundo maior pontuador, a frente dele está Mikael Granlund. O grande destaque entre os defensores do time é Ryan Suter, ao menos com o viés de produção ofensiva, Suter tem 23 assistências e 7 gols, auxilia muito bem o time quando ataca, o que não é novidade alguma.

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O Minnesota Wild é um dos times em melhor momento nessa parada para o ASG(Foto: APPhoto/Matt Marton)

O Minnesota Wild é uma equipe muito equilibrada, que faz tudo o que o manual manda. Comandada pelo sempre vencedor, ao menos no quesito divisão, Bruce Boudreau, é um time que vai se colocando entre os melhores e favoritos, sabemos que o campeonato muda e na pós-temporada coisas acontecem, mas hoje o Minnesota Wild é o melhor time da conferência oeste e não atoa, tem um elenco bom, um bom técnico e um goleiro que parece ter muito a mostrar ainda. Quem sabe o que o futuro reserva para a franquia?

– Columbus Blue Jackets: Talvez a maior surpresa da temporada até agora, um time que tem todas jogadores muito bons no geral, alguns nem tanto, um bom técnico, mas que foi muito subestimado por ser o Columbus Blue Jackets e continua sendo subestimado por isso. A terceira melhor campanha da liga, segunda melhor da conferência leste e divisão Metropolitana, atrás apenas do Washington Capitals. Chegou a ter uma sequência de 16 vitórias consecutivas, teve a chance de empatar com a sequência de 17 vitórias consecutivas que o Pittsburgh Penguins teve na temporada de 1992-93, mas perdeu para o Washington Capitals. Figura entre os melhores ataques e as melhores defesas da liga, tem alguns pontos fracos individuais que são cobertos pelo ótimo sistema implementado por John Tortorella, um sistema que parece ser a evolução do que o próprio Tortorella aplicou no New York Rangers e o levou a melhor campanha da conferência e a final da conferência leste em 2011-12. Até onde esse Blue Jackets pode ir? Talvez o time caia de produção, talvez volte a melhorar e voltar a ponta da liga, mas se tem algo que eu tenho absoluta certeza é que os comandados de John Tortorella estão se preparando para ir longe e com a experiência do técnico e jogadores do time pode ser que a temporada dure até o final de maio, ou mais.

– Edmonton Oilers: Outro time que enfrenta um momento incrível, tem bons jogadores e pode ser uma surpresa. Ninguém apostava que o Edmonton Oilers chegaria a parada para o All Star Game coliderando a divisão, e ele fez isso após uma vitória em San Jose no último jogo antes da pausa. Em teoria se o time conseguir um grande defensor, pode ir muito longe nessa temporada, a verdade é que o problema defensivo persiste, mas Cam Talbot vai segurando as pontas atrás enquanto o ataque liderado por Connor McDavid produz gols em escala industrial quase todas as noites para vencer jogos, uma combinação muito arriscada. O Oilers está em um momento incrível, é muito talentoso e pode tentar uma aposta mais arriscada visando uma duração maior da temporada, tem uma boa margem de erro e cacife para isso.

New York Islanders: O New York Islanders começou muito mal a temporada, foi citado como destaque negativo no artigo anterior, porém tudo mudou após demitirem Jack Capuano. O que parecia ser um reforço para a próxima temporada virou reforço imediato, o time mudou a chave e começou a vencer jogos, anotar pontos e hoje está na briga pela vaga de wild card, no meio de uma briga que envolve muitos times. A vantagem que tem são os jogos a menos, chegando a 3 em alguns casos, o Islanders pode manter o momento e tem um time para isso. Quando os 82 jogos forem completados, não será surpresa se a temporada do New York Islanders continuar.

Washington Capitals, Pittsburgh Penguins e Chicago Blackhawks: Os três são isso há algumas temporadas, brigam pelas melhores posições na liga e vem mantendo isso. Não tem muito o que falar, mas vale a pena cita-los aqui.

– New Jersey Devils: O New Jersey Devils começou bem a temporada, caiu um pouco de rendimento e time acabou afundando e hoje amarga o vigésimo oitavo lugar na liga. O elenco não é tão ruim quanto parece, o treinador mostrou muito potencial, mas talvez para essa temporada a realidade seja realmente amarga. Talvez mentalmente o time não esteja na melhor forma, além de algumas carências pontuais, essa era uma equipe para brigar por uma vaga de playoffs, mas hoje está a 7 pontos do Philadelphia Flyers, o segundo wild card da conferência leste. É uma distância ainda alcançável, mas difícil de ser superada pelo momento da equipe.

– Dallas Stars: Citado anteriormente como destaque negativo, pouco mudou. O time tem problema com os goleiros, defensores, atacantes, todos estão jogando abaixo do que podem. Apesar de tudo, ainda briga por vaga na pós-temporada, o time precisa se encaixar e os jogadores acordarem, tendo 32 jogos pela frente é muito possível ainda dar a volta por cima.

Destaques individuais

– Devan Dubnyk: Já citado anteriormente nesse mesmo artigo, Dubnyk é um dos grandes goleiros nessa temporada. Com a menor média de gols contra por jogo (1,88) e percentual de defesas em relação aos disparos enfrentados (93,6%), Dubnyk surpreende e cala os críticos, mas não é nenhuma surpresa. Evoluindo a cada temporada, o goleiro principal do Minnesota Wild tem 30 anos e com a experiência foi se moldando e cobrindo suas fraquezas, muito injustiçado por um bom tempo pela crítica da torcida e imprensa, faz uma temporada incrível e digna de ser premiada se continuar assim.

Sergei Bobrovsky: Bobrovky volta a ter um desempenho digno de Vezina, estando saudável o goleiro do Columbus Blue Jackets tem feito partidas muito boas, algumas incríveis. Com 92,9% de defesas em relação aos disparos enfrentados, Bobrovsky é um dos grandes nomes dessa temporada no quesito defender seu gol e é uma peça muito importante na campanha de seu time.

– Cam Talbot: Quando foi para o Edmonton Oilers, Talbot era uma promessa quase cumprida, hoje vemos que a promessa foi cumprida. É um goleiro muito sólido, que defende muito bem e só não tem números melhores porque em muitas ocasiões fica exposto e sabemos muito bem que não adianta ser Henrik Lundqvist ou Dominik Hasek, um goleiro exposto aos disparos do adversário é tão frágil quanto uma peça de cristal. Muitas das vitórias do Edmonton Oilers tiveram Talbot como a peça principal, a maioria dos grandes times começam com um grande goleiro e o Edmonton Oilers já tem isso.

NHL: Arizona Coyotes at Edmonton Oilers
Talbot deixa o rótulo de promessa e passa a ser realidade (Foto: USATSI)

Antti Niemi e Kari Lehtonen: Não teria como citar um sem falar do outro, a dupla de goleiros do Dallas Stars vem fazendo uma temporada ruim. Niemi tem 90 % de defesas em relação aos disparos enfrentados, já Lehtonen 90,2%, para os padrões da NHL são números ruins e não para por aí, Lehtonen leva em média 2,81 gols por jogo, já niemi 3,2. O time está numa má fase desde o princípio da temporada e não poderia ser diferente com seus goleiros, mas eles dois que muitas vezes foram criticados injustamente, hoje são de maneira justa.

– Ryan McDonagh: Esse é talvez o defensor mais equilibrado da NHL atualmente quando se fala em habilidades defensiva e ofensiva. McDonagh auxilia o New York Rangers muito bem no ataque e o time tem números absurdos de aproveitamento defensivo quando seu capitão está no gelo, mesmo que em muitas vezes McDonagh tenha Dan Girardi como seu companheiro de par defensivo. Pensando no conceito “melhor defensor nas duas extremidades do gelo”, Ryan McDonagh é um candidato ao troféu Norris até aqui, mas na prática as coisas são diferentes, o que não apaga mais uma temporada incrível do capitão dos blueshirts.

– Oliver Ekman-Larsson: Outro grande defensor, mas esse é realmente esquecido pela imprensa a ponto de as vezes ser tratado como uma surpresa. OEL é outro que brigaria facilmente pelo título de defensor mais equilibrado, o Arizona Coyotes depende muito dele para defender e quando vai ao ataque, Ekman-Larsson faz um jogo inteligente passando e finalizando, sabe aproveitar muito bem o momento. Novamente se credencia para ser vencedor do troféu Norris, mas quem vota… Melhor deixar isso para depois.

– Victor Hedman: Mais um que parece ser esquecido e subestimado, mas com grande habilidade como passador e um bom comportamento quando não tem o puck. Hedman é um dos principais nomes da defesa do Tampa Bay Lightning, ao lado de Anton Stralman, tem 31 assistências, é o sétimo melhor de toda a liga no quesito assistências e disputando posições jogo a jogo com nomes como Evgeni Malkin, Phil Kessel, Nicklas Backstrom e o quarterback Erik Karlsson.

– Dan Girardi: Esse nome é comumente citado pela torcida do New York Rangers e não por coisas boas. Girardi é um grande problema para o time e não é de hoje, chegou a ser eleito allstar e merecidamente, o time deu um contrato longo, caro e com clausula de não-movimento, ou seja, ele não pode ser trocado ou mandado para AHL. Então seu jogo começou a desandar, ficou mais lento do que era, virou um desastre no gelo. Hoje Dan Girardi é muito provavelmente o pior defensor da NHL e virou um peso por conta de seu contrato, é o novo Wade Redden para o New York Rangers.

Deryk Engeland: Outro terror, mas de outra torcida. Engeland talvez não seja tão desastroso quanto Dan Girardi, mas ele é muito questionado e com razão em Calgary. A pesar de ele ter um +- (estatística inútil, eu sei) de 6, o impacto dele ofensivamente é ridículo e defensivamente é terrível. Engeland no 5 contra 5 está envolvido em muitas jogadas que tem impacto negativo para o time defensivamente, ou seja, ele falha na hora de defender. É simples assim, um defensor que não tem impacto ofensivo e que falha defensivamente, tem muito a ver com Dan Girardi.

Sidney Crosby: Crosby é novamente o líder da NHL em gols, nessa para o jogo das estrelas ele se encontra com 28, 4 gols a mais que Cam Atkinson e Jeff Carter, os vice-líderes no quesito. Ele tem uma média incrível de 0,6666666… gol marcado por jogo nessa temporada, ou seja, quando Crosby entra no jogo ele tem mais de 60% de chances de marcar um gol. Faltam adjetivos para defini-lo, Crosby é realmente o melhor atacante de nossos tempos ao lado de certo russo, mas até quando? A nova geração já ameaça a posição.

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Eichel é o tipo de jogador que faz total diferença para seu time (Foto: Dan Hickling/Olean Times Herald)

Jack Eichel: Existiram dois Buffalo Sabres nessa temporada: sem Eichel e com Eichel. O time é limitado, mas com o Eichel se colocou na disputa por vaga nos playoffs. Eichel disputou 27 jogos e anotou 21 pontos, isso dá uma média de 0,77 ponto por jogo, o impacto que ele tem no time em que joga é inacreditável. Injustiçado na premiação para calouros da temporada passada, Eichel continua a provar porque foi o número 2 no draft em que foi selecionado.

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Connor McDavid: Com 59 pontos em 51 jogos disputados nessa temporada. McDavid não é normal, não é acima da média, é espetacular, fantástico, mágico, um fenômeno e mais ainda. McDavid jogou 96 jogos na NHL e já passou da marca de 100 pontos. Mcdavid é o melhor candidato ao troféu Hart, na minha opinião, e também vai garantindo o troféu Art Ross, dado ao maior pontuador da temporada regular.

Eric Staal: Esse é um jogador que demorou a começar a jogar bem nessa temporada, mas agora produz gols e assistências em quase todos os jogos. Staal chegou com desconfiança por conta das temporadas abaixo do normal, por ter sido a cara do Carolina Hurricanes se esperava mais, então fechou um contrato de 3 temporadas recebendo 3,5 milhões de trumps em cada uma delas, um valor até baixo pelo status que possui. Staal e o Wild ganharam força e momento na temporada, então o mais velho dos irmãos Staal subiu sua produção e hoje tem 41 pontos, 16 gols e 25 assistências, é o segundo melhor do time em número de pontos.

Bruce Boudreau: O treinador do Minnesota Wild ano após ano leva seus times a vencerem a divisão e por enquanto vai cumprindo a missão. Temporada passada o Wild terminou a temporada regular na segunda vaga de wild card da conferência oeste, sem mudar muita coisa no seu elenco e com um novo técnico, o desempenho da equipe é muito superior nessa temporada. Boudreau apesar de tudo parece ter um karma que é ser eliminado no jogo 7 dentro de casa, talvez com esse Minnesota Wild ele seja capaz de superar o karma e talvez ir mais longe do que já foi e para isso o trabalho está no caminho certo.

John Tortorella: A terceira melhor campanha da liga tem por trás dela a mente de John Tortorella. Citado no predecessor desse texto, Tortorella não só fez o time manter o bom nível, mas melhorar ainda seu desempenho e por isso vale ser citado novamente. Tortorella e o time do Columbus Blue Jackets tem uma missão até o final da temporada regular: classificar em uma boa posição para os playoffs para talvez fazer uma campanha histórica, mas tudo indica que o caminho da divisão metropolitana será um dos mais difíceis e uma possível queda precoce na pós-temporada pode não ser um fracasso dependendo do contexto.

– Barry Trotz: Entra ano, sai ano, Barry Trotz consegue fazer o Washington Capitals ser uma equipe competitiva. Apoiado em um bom momento, hoje o Washington Capitals lidera a liga e tem que lidar com muito mais do que a pressão normal para a situação. Todo o histórico e os estigmas que o time tem devem ser deixados de lado e Trotz é quem deve administrar isso como técnico do time, esse Washington Capitals merece uma Stanley Cup, mas não é o único time e nunca será, por isso Trotz tem a missão de não apenas ficar no mereceu, mas de gerenciar o time para finalmente conquistarem a copa.

Outras impressões:

A NHL adora fazer médias e quase sempre comete injustiças enormes por conta disso. Listas, premiações, sempre são polêmicas e discutíveis, porém existem casos onde a injustiça fica clara, ou talvez pior, que o desentendimento do que deveriam estar fazendo é evidente. Como Jack Eichel não esteve entre os três melhores calouros da temporada passada? E os vencedores do Norris, será que realmente os votantes entendem que é o desempenho do defensor em todo o gelo e não só análise de gols e assistências? Até hoje lembro do Crosby levantando o Conn Smythe Trophy, dado para o jogador mais valioso nos playoffs, e eu pensando na injustiça feita a Phil Kessel, isso foi a liga fazendo média e nada mais, pobre Kessel. Daqui algum tempo os votos para os prêmios serão registrados e eu tenho quase certeza que quando a premiação for entregue, alguém será deixado para trás seja por jogar em um time de menos nome ou porque a crítica não vai com a cara do jogador.

Nessa madrugada (estou escrevendo esse trecho após as 3 horas da manhã pelo horário de Brasília, já no sábado dia 28/01) a NHL terminou de divulgar sua lista dos 100 melhores jogadores em 100 anos (a liga completou 99 anos recentemente), primeiro foram divulgados 33 nomes de jogadores anteriores a década de 1970, então os 67 restantes foram divulgados em uma grande cerimônia em Hollywood na noite da sexta-feira. Sem ordem, apenas separados pro suas épocas, vimos nomes indiscutíveis como Bobby Orr, Mario Lemieux, Wayne Gretzky, Patrick Roy, Chris Chelios e outros aparecerem. O porém foi quando chegaram aos anos 2000: Teemu Selanne, Chris Pronger, Nicklas Lidstrom, Pavel Datsyuk e Martin Brodeur entre os jogadores já aposentados, ou em outra liga no caso do Datskyuk, todos merecedores realmente. Mas aí vieram os jogadores ativos, Jaromir Jagr, Sidney Crosby, Alexander Ovechkin, Duncan Keith, Patrick Kane e Jonathan Toews. Jagr, Crosby e Ovechkin pertencem a essa lista, Kane, Toews e Keith não. Eles são grandes jogadores, importantíssimos para os 3 títulos do Chicago Blackhawks nos últimos anos, mas Jarome Iginla, Joe Thornton e alguns ativos tiveram carreiras melhores do que eles, além de outros já aposentados há pouco ou muito tempo. Esses jogadores ainda tem muito tempo pela frente, mas no momento seus nomes não deveriam estar incluídos.

Vai acontecer o All-Star Game esse final de semana, ano passado num período desses havia muita curiosidade para saber o que seria de John Scott no evento, sua aclamação popular foi um movimento incrível e interessante contra certas atitudes da liga. Para esse ano parece não haver expectativa alguma, eu entendo os motivos da liga ter criado regras novas para eleição de jogadores, mas um pouco poder para o público se divertir não faz mal. Fora que alguns nomes entre os selecionados são não só questionáveis como quase que risíveis pela temporada que vem fazendo, era melhor chamar o John Scott de volta.

NHL: All Star Game
John Scott foi uma atração e um símbolo para os fãs da liga no All Star Game de 2016 (Foto: USATSI)

Aqui vai uma opinião extremamente impopular: a liga acertou em não aprovar a expansão em Quebec. Eles precisam de uma franquia nova no oeste e não no leste, certamente não seria bom para Detroit Red Wings ou Columbus Blue Jackets voltarem para a conferência oeste, assim como não seria bom para um time de Quebec também, é simples assim. Não importa o quanto a cidade seja apaixonada e mereça um time, existem motivos pelo qual a liga precisa prezar antes de tudo e esses motivos fizeram Quebec ser rejeitada como expansão. A alternativa para a cidade é alguém comprar um time e levar a franquia para lá, talvez o Carolina Hurricanes, já que alegadamente Peter Karmanos estaria aceitando vender a franquia para qualquer um que pagasse.

Pegando o gancho, é provável que o Carolina Hurricanes não sobreviva muito tempo, nessa temporada está com uma média menor do que 12 mil expectadores por público em casa. A cidade nunca abraçou a franquia realmente e os maus momentos comprovam isso, mas esse não é o maior dos problemas. Há algum tempo circulam boatos de procedência até confiável que Peter Karmanos Jr quer vender a franquia, mas sempre dizendo que ele quer vender para alguém que se comprometa a mantê-la no estado da Carolina do Norte, só que algumas fontes relataram que Karmanos agora aceitaria vender o time para qualquer pessoa, mesmo que tirasse da Carolina no final das contas. Os problemas não param por aí, os filhos mais velhos o estão processando em uma quantia milionária por alegadamente não ter reposto dinheiro de outras empresas para financiar o Carolina Hurricanes. A melhor solução é se livrar do time mesmo, uma pena para quem é fã, mas negócios são negócios.

 

E essas foram minhas impressões acerca da temporada 2016-17 da NHL até a parada para o All Star Game, além de outras questões de dento da liga. Vemo-nos ao final da temporada regular, então, e em outros textos, além de sempre na minha coluna semanal Do Velho Mundo.

Puck de cristal: 15 previsões para 2017!

​Olá amigos e amigas! Um feliz 2017 para todos e todas! Estamos começando mais uma jornada de muita NHL, jornada especial já que a liga completará 100 anos em novembro de 2017. Que tal colocar o puck de cristal para funcionar e fazer alguns palpites que vão acabar sendo miseravelmente errados? Vamos nessa! 

1. 25 anos e nem um dia a mais.

Como foram gloriosos os tempos de Yzerman, Fedorov e Lidstrom. Esses infelizmente não voltarão para ajudar o Red Wings a manter viva sua streak de idas aos playoffs viva. A sequência começou na temporada 90-91 com Yzerman e Fedorov ainda jovens e Nick Lidstrom nem tinha estreado na NHL ainda. Desde lá, a equipe jogou 56 séries de playoffs, chegando na Stanley Cup Final seis vezes, vencendo quatro delas. A streak das asas vermelhas nunca esteve em tão grande perigo como agora, isso se deve aos poucos jogadores com diferencial ofensivo além dos problemas defensivos. Não teremos playoffs em Hockeytown.

2. Trevor Linden e/ou Jim Benning serão demitidos

O processo de rebuild é doloroso, penoso e nem sempre bem digerido pelos torcedores. A reconstrução do Canucks vem seguindo a parte principal (perder muito mais do que ganhar) do sistema mas vem falhando em outros pontos importantes. Jake Virtanen ainda não se tornou o goal scorer que se esperava dele, Loui Eriksson não é nem sombra do mesmo jogador que marcou 30 pelo Bruins em 15-16, isso sem falar nos veteranos que se lesionaram (casos de Alexander Edler e Erik Gudbranson) e nos que não vem produzindo como outrora (HELLO ALEX BURROWS). Somando a isso, as decisões questionáveis de Jim Benning e seu staff nos últimos drafts (I mean, ter Matthew Tkachuk – o tipo de jogador que o Canucks necessita – sobrando na mão e ir de Olli Juolevi não parece tão esperto ao primeiro olhar). Linden, apesar da má fase, conta com muita moral da alta cúpula do Canucks. Isso faz com que o pobre Benning tenha que proteger seu pescoço em 2017. Poor Sedins.

Por favor Trevor, salve meu pescoço! (Créditos: Vancouver Courier)

3. Teremos campeão inédito

Desde 2000, a NHL teve quatro campeões inéditos (Lightning 2004, Hurricanes 2006, Ducks 2017, Kings 2012) e acredito que existe possibilidade real em 2017 de termos um novo debutante. Até agora, o Columbus Blue Jackets de John Tortorella (HOW ABOUT THAT) parece ser o candidato mais gabaritado. Vale ficar de olho também em sonhadores antigos como Sharks, Predators, Blues e Capitals.

4. Marian Hossa será trocado

Essa é uma das previsões dessa lista que talvez não aconteça mas você amigo e amiga sabe que existe a real possibilidade e o potencial culpado disso é o salary cap do Chicago Blackhawks. Atualmente, a equipe tem um cap space de 436 mil trumps. Virtualmente nada. Patrick Kane e Jonathan Toews serão homens ricos por muito tempo e não vão para lugar algum. O mesmo pode se dizer para Corey Crawford, Duncan Keith e Brent Seabrook. Isso sem falar de Artemi Panarin que acabou de renovar com o Hawks. Isso acaba nos deixando com quatro suspeitos: Hossa, Artem Anisimov, Markus Krueger e Nicklas Hjalmarsson. Hjalmarsson é o mais novo do trio defensivo principal então não. Anisimov centra a linha de Kane e Panarin, esse também não. Isso nos deixa com Hossa e Krueger. Caso o #81 não seja trocado, porque não pensar como seria uma nova vida sob a luz do luar de Vegas?

Hossa foi peça crucial nos últimos três títulos do Blackhawks, pode esse ser o fim do ciclo? (Créditos: ESPN)

5. Ben Bishop será trocado
Com o talentoso Andrei Vasilevskiy na fila para assumir a goleira do Lightning por um ótimo período de tempo, é difícil pensar em uma vida muito longa para o camisa #30 em sua atual casa. Pra dizer a verdade, esse dilema quase foi resolvido em junho, quando Bishop esteve as portas de ser trocado para o Calgary Flames, troca esta que nunca se concretizou. Se ventila que a pedida de Bishop para seu novo contrato é de 7M por temporada (Bish é FA no fim dessa temporada) e como o Lightning sofre com problemas de cap space e tem contratos importantes para renovar, é o caminho natural a saída de Bishop.

Bish, please! (Créditos: alchotron.com)

6. Ben Bishop irá para o Dallas Stars
Seja em março na trade deadline ou em julho na free agency, Dallas é a casa perfeita para receber o atual #30 do Lightning. As estrelas texanas tem aspirações e talento para pensar em uma longa caminhada nos playoffs mas convenhamos que tudo isso fica difícil de ser alcançado com a dupla mortal Kari Lehtonen/Antti Niemi entre os postes. Apesar das lesões sofridas nas duas últimas temporadas, não podemos esquecer que Bishop liderou o Lightning para uma Stanley Cup Final e para a final do leste em 2016 com um cartel de 8-2 antes de se lesionar no jogo 1 da final vs Pittsburgh.

7. Alex Ovechkin não marcará 50 gols nesta temporada.

Correndo o risco de acordar um urso (assim como fiz no primeiro post da história desse blog em 2013), nada leva a crer que o russo repetirá as últimas três temporadas e vai alcançar o número mágico e isso tem lá seus motivos. O powerplay do Capitals segue bom mas já não é a máquina poderosa de antes (um tanto da má fase do PP se deve a temporada gelada de Evgeny Kuznetsov) e isso afeta a produção de pucks na rede de Ovechkin. Tomando as últimas três temporadas como base, Ovechkin marcou 154 gols em 238 partidas, média de 0.64 por partida. Desses 154 tentos, 68 deles foram marcados via powerplay, impressionantes 44.15%. Se esses números forem expandidos para a carreira, até o jogo desse domingo contra Ottawa, Ovechkin marcou 37.08% de seus gols (201 de 542) no powerplay. Nesta temporada, o russo marcou apenas 6 de seus 17 gols quando seu time estava com a vantagem numérica no gelo, isso dá 35.2%, ficando abaixo de suas médias normais. Ovechkin também está chutando menos a gol, até a partida deste domingo, o russo tinha realizado 140 disparos a gol em 35 partidas por ele disputadas, média de 4 por jogo. Ovie está no caminho para chutar aproximadamente 328 vezes a gol nessa temporada, o que seria a menor quantidade de disparos a gol em uma temporada completa desde 2011-2012. O camisa #8 também está acertando menos, o russo converteu apenas 12.1% de seus disparos até agora, sendo a pior porcentagem de sua carreira desde 2010-2011. Tudo isso pode ser somado ao fato de que Ovechkin também está entrando menos no gelo. Até a peleja desse domingo, Ovie tinha um TOI médio de 18:41 por jogo, essa é a pior marca de sua carreira em uma única temporada e fica quase três (!!!!) minutos abaixo de sua média.

Jogando menos, chutando menos e acertando menos. “The Great 8” precisará de uma segunda parte gloriosa para alcançar os 50 gols novamente. (Crédito: mymindonsports.com)

8. Darryl Sutter na corda bamba
Essa é mais conspiração do que necessariamente uma previsão mas vale a pena ficar de olho. É certo que a lesão de Jonathan Quick no início da temporada não o ajudou em nada e o ataque, tirando Jeff Carter, vem deixando a desejar, seja com produção baixa ou com lesões. Com tudo isso, os reis hoje estão fora da zona dos playoffs e correm algum risco de ficarem fora dos playoffs pela segunda vez em três anos na divisão mais acessível de toda NHL. Vale a pena ficar atento.

Bom como técnico e como meme, a vida sem Jonathan Quick não é tranquila para Sutter.

9. Toronto Maple Leafs nos playoffs.
Yeah baby, Matthews levará Toronto aos playoffs e eu tenho medo de zicar os garotos de Mike Babcock com esse palpite.

10. Outside games em Tampa Bay e Nashville

A NHL confirmou nesse domingo antes do Centennial Classic que tem planos para realizar três partidas ao ar livre em 2017. O Lightning já está algum tempo na lista de destinos possíveis para receber esse evento e não vejo motivos para ele não acontecer no ano que chegou, o mesmo pode se encaixar para Nashville. Se pudesse palpitar os jogos, porque não pensar em Lightning x Flames no Tropicana Field (ballpark do Tampa Bay Rays) e um Predators x Red Wings no estádio do Titans? I’m young, let me dream.

11. O Puck Brasil chegará aos 5.000 seguidores

Vamos trabalhar muito para isso e precisamos muito da ajuda de vocês para cumprir essa ousada meta, vamos aos 5k!

12. Rick Nash e/ou Marc-Andre Fleury irão para Vegas

Em entrevista no ano passado, George McPhee (GM dos cavaleiros dourados) disse que busca 5-6 bons jogadores para construir seu time em torno deles. Nash tem um contrato salgado e precisaria abrir mão de sua cláusula de não troca para ser exposto ao draft da expansão e o Rangers sonha em assinar com um bom defensor (cof cof KEVIN SHATTENKIRK cof cof) na free agency, faz algum sentido. Já Fleury, fora um meteoro vindo em direção a terra, deve ser o goleiro exposto por Pittsburgh no draft e Vegas adoraria ter um goleiro que apesar do problema com as lesões, ainda pode manter um bom nível por mais 3-4 anos.

Oponentes nos últimos três playoffs, 2017 pode reservar uma nova casa para Fleury e Nash. (Créditos: zimbio.com)

13. Liquidação no Avalanche.
Ninguém está salvo. Fora uma melhora e um milagre de proporções bíblicas, provavelmente o Avalanche ficará nas últimas colocações da liga e eu repito, ninguém está salvo. Joe Sakic e Jared Bednar são os primeiros candidatos a atualizar suas páginas no Linkedin. Matt Duchene, Jarome Iginla e Semyon Varlamov podem muito bem encontrar casas novas durante os 364 dias que ainda nos faltam.

Lenda como jogador, Joe Sakic agora experimenta a complicada vida de ser GM em um time que pouco alcançou. (Créditos: Denver Post)

14. Prêmios

Sidney Crosby levará o Hart Trophy (MVP da temporada), Lindsay Award (melhor jogador da temporada eleitos pelos jogadores), Art Ross (maior pontuador da temporada) e o Rocket Richard (maior artilheiro da temporada). Matthew Tkachuk ficará com o Calder (melhor rookie da temporada). Sergei Bobrovsky ficará com o Vezina (melhor goleiro da temporada). John Tortorella leva pra casa o prêmio de melhor treinador e Auston Matthews será a capa do NHL 2018.

15. Jaromir Jagr.

Ele seguirá jogando, batendo recordes, trabalhando mais do que qualquer jogador da liga e ainda vai encontrar tempo para seguir sendo o sex appeal número um da NHL. Forever young, Jags, forever young!

Jags e seu “irmão perdido” PK Subban durante o All-Star Game em janeiro de 2016. (Créditos: Philly Influencer)

20 Minutos – Edição 9!

​1. O 20 Minutos dessa semana é dedicado as famílias das vítimas do acidente aéreo que vitimou 71 pessoas na terça-feira passada. É complicado falar sobre esportes nessas condições mas pela honra daqueles que se foram, cá estamos.
2. Até a fatídica terça, o maior acidente aéreo envolvendo uma equipe esportiva havia acontecido 5 anos atrás, em setembro de 2011 com o Lokomotiv Yaroslavl, equipe da KHL. Dos 45 passageiros que estavam a bordo, apenas o comissário Alexander Sivov sobreviveu. Assim como tudo indica no caso do avião da Chape, o acidente do Yaroslavl também foi consequência de um grave erro humano.

3. Outra triste coincidência entre os acidentes foram as mortes de muitos jogadores jovens. Na tragédia de Yaroslavl, 14 dos 26 jogadores que faleceram no acidente tinham 25 anos ou menos. Jogadores de muita experiência na NHL como Pavol Demitra, Ruslan Salei e Karlis Skrastins também perderam a vida. Os últimos três iriam fazer sua estreia pelo Yaroslavl, algo que nunca aconteceu.

4. A semana passada marcou o aniversário de 11 anos da famosa e controversa troca de Joe Thornton do Boston Bruins para o San Jose Sharks por Wayne Primeau, Marco Sturm e Brad Stuart que faziam parte do young core do Sharks no longinquo dezembro de 2005. Desde lá, o Bruins ganhou uma Stanley Cup (2011), chegou ao final de outra (2013) e trocou três possíveis novas caras da franquia em Phil Kessel, Tyler Seguin e Dougie Hamilton. Já o Sharks só deixou de ir aos playoffs em uma temporada (14-15), chegou em duas finais de conferência (2010, 2011) e chegou na última Stanley Cup.

Joe novinho (Créditos: San Jose Sharks)

5. Speaking about Joe, no jogo contra o Montreal Canadiens na madrugada do sábado (3), Jumbo Joe chegou aos 1356 pontos, passando Brendan Shanahan (um carinha que ganhou 3 Stanley Cups e marcou 656 gols) e se tornou o 25* maior pontuador da história. E que comecem a contagem, faltam 23 assistências para Joe chegar aos 1000 passes para gol e faltam 64 para Thornton passar Joe Sakic, Mario Lemieux e Marcel Dionne para chegar ao top 10 dessa lista. Longa (barba) vida Joe!

Joe velhinho (Créditos: San Jose Sharks)

6. Máquina do tempo: Em 2015, o LA Kings mandou Martin Jones para o Boston Bruins por Milan Lucic e o Bruins mandou Martin Jones para o Sharks. É salvo dizer que a parte mais arrependida desse triângulo amoroso é o Kings. Colocando nossa máquina em ação: Assumindo que Jones mantivesse esse nível de hoje e com o draft de expansão batendo na porta. Se você fosse GM do Kings, quem protegeria, Jones ou Quick?

7. A vitória do Canadiens sobre o Kings por 5-4 no shootout em pleno Staples Center encerrou um jejum do Habs de 14 derrotas seguidas jogando contra times do oeste fora de casa. Os amigos de Carey Price ficaram de 30/10/2015 (vitória sobre o Flames em Calgary) até domingo sem bater nenhum time do oeste longe do Bell Centre. Se a estatística for puxada de 06/03/2014 até hoje, o Canadiens está 6-23-6 contra seus oponentes do lado esquerdo do mapa. Ainda falando em história, desde 2000-2001, o Canadiens está 8-18-4 jogando na Califórnia, incluindo um 0-8-2 jogando no Shark Tank. O último triunfo dos Habitantes em San Jose aconteceu no dia 23/11/1999, também conhecido como milênio passado. Essa música não deve fazer muito sucesso no locker room do Habs. (Stick taps para @StatsCentre e @SharksStats)

8. Números interessantes x2, agora com o Sharks. Brent Burns chegou a 10 gols na temporada e conquistou sua 4* temporada com 10+ gols, passando Dan Boyle (3 temporadas com 10+) nessa categoria. Desde o começo da temporada passada, o Sharks venceu 29 partidas contra times do leste, melhor desempenho entre as equipes do oeste. Se levarmos a estatística para o início da temporada 03-04 até antes da rodada do último sábado, o Sharks lidera os times do oeste com 138 vitórias sobre times do leste.
9. Seu momento Nelson Rubens da semana: Claude Giroux ficou noivo no último dia de novembro e marcou dois gols, incluindo o OT winner no primeiro dia de dezembro. O Flyers vem com uma sequência de 5 vitórias seguidas. Ah, o amor.

10. CBA, NHL, NHLPA e Pyeongchang 2018. Essa novela vai longe.

11. A votação para o All-Star Game começou no dia 01/12, incluindo uma “regra” para que não tenhamos um John Scott 2.0 em Los Angeles, casa do ASG 2017 em Janeiro. Para estar no jogo das estrelas, o jogador não pode ter atuado pela AHL em nenhum momento da temporada. Além disso ele tem de estar no roster principal da equipe entre 30/11/2016 e 26/01/2017. Perguntado sobre o que achou dessa nova regra, Scott disse: “Algo tinha de acontecer. Acredito que eles queriam que um caso como o meu não se repita”

12. Sidney Crosby tem 17 gols em 20 jogos. MVP! MVP! (pelo menos até agora)

13. A vitória do Flames por 8-3 sobre o Ducks no domingo marcou a oitava vitória nos últimos 12 jogos e colou na zona dos playoffs. Uma das histórias dessa arrancada é o goleiro Chad Johnson que chegou no começo da temporada para ser o backup de Brian Elliott (também conhecido como goleiro mais azarado da liga) mas com o desempenho ruim do titular, o garoto de Calgary assumiu a goleira e Glen Gulutzan vem fazendo o certo por deixar a mão quente seguir no comando. Depois de outro começo ruim de temporada, Dougie Hamilton vem se recuperando depois de ser colocado como par defensivo de Mark Giordano. Outro destaque é o desempenho da 3M line, composta pelo rookie Matthew Tkachuk, Mikael Backlund e Michael Frolik que vem dominando em ambos os lados do gelo. A volta de lesão da estrela Johnny Gaudreau e com Sean Monahan finalmente se achando, o Flames promete seguir perto na briga pelos playoffs.

Chad Johnson, chegou como backup e agora é uma das surpresas positivas da temporada (Créditos: fansided.com)

14. Falando sobre Dougie Hamilton, na última semana o presidente de operações Brian Burke deu uma entrevista um tanto explosiva sobre o rumor de uma possível troca do defensor. Burke disse que Brad Treliving (GM do Flames) recebeu uma ligação de um time não revelado e o GM teve de ouvir uma proposta, nas palavras de Burke, insultante. Burke disse que esse time contactou os outros dizendo que eles haviam feito uma oferta pelo defensor e o rumor se criou. Existe alguma chance de Hamilton ser trocado? Só se oferecerem 20 escolhas de 1* round ao Flames, palavras de Brian Burke.

15. Uma das maiores surpresas da atual temporada é o Columbus Blue Jackets. O time tem o melhor powerplay da liga, Sergei Bobrovsky voltou a forma de Vezina winner de 2013, outro que merece mérito nessa campanha é John Tortorella, um dos candidatos ao prêmio de John Tortorella. Estatisticamente, até a rodada do fim de semana, o Blue Jackets tinha o 5* melhor ataque da liga em gols marcados a cada 60 minutos em 5vs5 (2.46 GF/60), 7* melhor defesa em gols sofridos a cada 60 minutos de 5vs5 (1.84 GA/60), era o 3* em porcentagem de arremates certos em 5vs5 (8.46%) além de uma PDO em 5vs5 (porcentagem de chutes certos + porcentagem de defesas) de 101.9, ficando em 5* na liga. O mais surpreendente de todo esse bom desempenho: Até as partidas do último sábado, o Blue Jackets (que conquistou sua vitória de número 500 na NHL) havia jogado 1074:35 minutos de 5vs5, sendo apenas o 24* na liga nesse quesito.

16. No último sábado, antes da vitória por 3-2 no shootout contra o Maple Leafs, Trevor Linden (presidente de operações do Canucks) admitiu que o mesmo com o atual processo de rebuild da equipe, ele não irá trocar Daniel e Henrik Sedin. Ainda disse: “Eles ficarão aqui até quando eles decidirem não estar aqui”. Linden também falou que entende o porque da presença de público estar diminuindo na Rogers Arena, segundo ele, o público está a espera do próximo capítulo do clube.

Símbolos dos bons tempos do Canucks, caberá aos irmãos Sedins manterem a equipe competitiva. (Créditos: TheHockeyHouse.net)

17. “O que as pessoas não entendem é que o antigo grupo de jogadores que tinhamos aqui – os (Jason) Garrisons e os (Ryan) Keslers e os (Kevin) Bieksas e os (Chris) Higgins e os (Dan) Hamhuinses – e que não estão mais conosco, eles são boas pessoas, eles são líderes. Talvez em Toronto esse não seja o caso. Nós temos Daniel e Henrik Sedin aqui, eles são muito importantes para essa cidade. Eles não vão para lugar algum. Eu não sei como eu iria até o vestiário e dizer pra eles “joguem para perder”. Eu não sei se é justo com eles. […]” – Trevor Linden em entrevista ao SportsNet quando perguntado sobre a agressividade (ou a falta dela) do rebuild do Canucks.
18. Esse último domingo marcou o aniversário de 1* ano do Flames Brasil no twitter, comandado pelo amigo Lucas Mendes, colaborador desse pobre blog. Esse é um dos muitos perfis que nos ajudam na divulgação da liga para o Brasil e em apaixonar novos torcedores e torcedoras. Vida longa!

19. Email enviado pelos torcedores Russos do HC Lokomotiv em solidariedade a Chapecoense:

“Naquele dia nós pensavamos, que chuva iria para sempre  … ”

Cinco anos atrás, no dia 07.09.2011, um  acidente de avião na cidade de Yaroslavl  (Rússia) matou toda nossa equipe querida de hóquei “Lokomotiv” – Yaroslavl. Chuva caia sem parrar durante onze dias … A natureza chorou conosco.

Nós sabemos em primeira mão o que significa perder entes queridos, amigos, jogadores e toda a equipe. A equipe, que deveria  se tornar um campeão …

Esta dor de perda atravessou  todos nós, em 2011, e essa dor para sempre permanecerá em nossos corações! A ferida não cicatrizou até agora …

Sejam firmes, irmãos e irmãs! Esperamos que vocês vão se sentir um pouco melhor pelo fato de que, do outro lado do mundo, há pessoas que estão sentindo a mesma dor agora, juntos  com vocês, com muita tristeza e força.

Nós lamentamos juntos com todo o povo brasileiro e com todos os fãs do FC Chapecoense essa perda irreparável. Somente todos juntos podemos superar e diminuir um pouco  essa dor. Nossos jogadores permanecerão para sempre em nossas memórias. Eles são os campeões dos nossos corações.

NOSSAS EQUIPES ESTARÃO CONOSCO PARA SEMPRE!

Eles são os nossos campeões!

Sejam firmes! Estamos com você!

Fãs  do clube de hóquei sobre gelo Lokomotiv  – Yaroslavl, Rússia.

#forcachape #chapecoense #HCLokomotiv

20. Quando você está crescendo e é apaixonado por esportes, você lembra de pessoas, jogos, dias e principalmente vozes. Minha mãe nunca foi apaixonada por esportes e muito menos com a ideia de ir aos estádios, então minha infância/adolescência/juventude é cercada com a influência dos narradores de rádio, seja de futebol ou qualquer outro esporte. No acidente da última terça, uma das vitimas foi o grande Deva Pascovicci, ao qual ouvi por muito tempo na rádio CBN, uma das vozes que mais me marcou nas transmissões esportivas na rádio, e estava na Fox Sports. Será difícil ouvir outro jogo na rádio por algum tempo e não ouvir o “PREEEEPARE-SEEEE” que Deva falava antes de todo lance perigoso ou de bola parada. Que os céus tenham te recebido bem! 

Impressões sobre o primeiro quarto da temporada

Pouco mais de um quarto de temporada se passou na NHL e com ele já é possível tirar algumas conclusões. Quem surpreende e quem decepciona, críticas e elogios, o que pode acontecer sobre muita coisa dentro da liga e do que a cerca. Esses são pontos que acho os mais relevante para serem tratados levando em conta o que acontece até então. Abaixo estão o que eu considero destaque, seja positivo ou negativo, entre times, jogadores, técnicos e outras questões que apareceram na liga e no que a envolve também.

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O primeiro quarto da temporada está cumprido, o que ficou de impressão? (Imagem: NHL.com)

Destaques coletivos

– Montreal Canadiens: O melhor time da NHL até agora começa com uma boa e sólida defesa. Tendo Shea Weber e Andrei Markov como seus âncoras, a defesa é sólida e constante, com algumas exceções, e vem protegendo muito bem o gol do time.

Agora imaginem que logo atrás da defesa comandada por Weber e Markov está Carey Price. É o terror definitivo para um atacante e essa máquina assustadora, por sua capacidade praticamente inigualável, vem pesando muito nos resultados do time até aqui. A defesa do Montreal Canadiens sofre 2,17 gols por jogo em média, mas considerando os jogos com Carey Price no gol esse número desce para 1,68 gol por jogo. Inegavelmente Price é o maior candidato ao Vezina e é até então um dos candidatos ao Hart.

Na frente Alexander Radulov faz toda a diferença, o retorno dele a NHL vem se mostrando muito fortuito e a torcida de Montreal já o abraçou. Mas o grande destaque da equipe entre os atacantes é Alex Galchenyuk e seus 22 pontos, quase 1 ponto por jogo disputado, seus gols e assistências tem sido muito importantes para a equipe até então.

– New York Rangers: Disseram que essa seria uma temporada difícil em Nova York para os Blueshirts. Quem disse isso não poderia estar mais errado, o New York Rangers é a segunda melhor equipe da liga, a melhor da concorrida divisão Metropolitana. Nem tudo são flores em Nova York, a defesa tem sido frágil e cedido muitos gols, mesmo com a melhora de alguns velhos perseguidos pela torcida, a verdade é que falta solidez no sistema.

Com tudo o time tem de longe o melhor ataque da liga com 88 gols marcados, 11 a mais que o segundo melhor ataque. A surpresa até então é ver Michael Grabner com 12 gols na temporada e artilheiro da equipe, mas dos 23 patinadores até então que atuaram na temporada apenas 6 não marcaram gols ainda. Alain Vigneault nessa temporada finalmente conseguiu o que queria: 4 linhas sem enforcers, não há espaço no New York Rangers em 2016-17 para quem não produza gols e assistências de modo satisfatório para o treinador. Rangers tem um dos destaques entre os calouros: Jimmy Vesey, quem foi muito concorrido após não querer jogar no Nashville Predators, time que o escolheu no draft. Vesey tem 8 gols e 6 assistências, ou seja, 14 pontos, são números satisfatórios e que vem surpreendendo alguns.

Ottawa Senators:

Esse é uma das grandes e boas surpresas da temporada, segunda melhor campanha da divisão do Atlântico, quarta melhor da conferência leste e sexta melhor da NHL. Ninguém esperava o Ottawa Senators nessas posições de frente, mas o time vem firme e forte nesse primeiro quarto e mais um pouco de temporada. Suas duas primeiras linhas e defensores ofensivos são os destaques no ataque sem inspiração do time, é apenas o 22º da liga, seu melhor pontuador é o quarterback Erik Karlsson com 19 pontos, sendo ele o melhor passador com 15 assistências. Os números defensivos colocam o Senators entre as 10 melhores defesas, mas não são impressionantes também, com tudo a fórmula até agora vem funcionando e os pontos vão sendo somados, se vai continuar a dar certo ou não, só o tempo dirá. Porém essa fórmula não é estável e, pelo contrário, é frágil e mesmo em boa fase é necessária atenção.

Columbus Blue Jackets: O quarto melhor time da divisão Metropolitana, sexto melhor da conferência leste e oitavo melhor da NHL. Surpreendente de mais, certamente a maior surpresa dessa temporada até então. O Blue Jackets terminou a temporada passada em 27º lugar na liga com 76 pontos e sem fazer grande barulho o trabalho de John Tortorella engrenou e agora agita a liga mais ou menos como o famoso canhão que tem na Nationwide Arena. Com 12 vitórias sendo ela 3 shutouts, Sergei Bobrovsky é o grande destaque individual desse Columbus Blue Jackets, o vencedor do troféu Vezina da temporada 2012-13 reencontrou a boa forma e vem segurando as pontas na retaguarda com louvor.

Com a segunda melhor defesa e o oitavo melhor ataque, esse Blue Jackets lembra um pouco o surpreendente New York Rangers de 2011-12, que também era comandado por Tortorella. O forte sistema defensivo e o bom goleiro fazem com que o time consiga segurar as ofensivas dos adversários e ainda sim é muito disciplinado e tem poucos minutos de penalidades, o que sempre auxilia.

O ataque liderado por Cam Atkinson e Alexander Wennberg tem ainda Brandon Saad e Nick Foligno como destaques também. Um dos maiores pontuadores do time é o defensor Zach Werenski, seus 16 pontos providos de 11 assistências e 5 gols, o colocam entre os melhores defensores ofensivamente da liga. Com as estrelas sendo apoiadas pelos coadjuvantes, o ataque do Blue Jackets tem tudo para dar muito certo se continuar assim.

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Zach Werenski é um dos principais nomes desse surpreendente Columbus Blue Jackets (Foto: Russell LaBounty-USA TODAY Sports)

New York Islanders: Esse é o primeiro e maior destaque negativo até então. Nesse momento o Islanders está no antepenúltimo lugar da NHL. É uma surpresa muito grande o estado e a fase em que se encontra, e de modo negativo, pelo potencial ofensivo e defensivo esse terço de temporada é um desastre para o time de Long Island. Muitos problemas o Islanders enfrenta, de uma casa inadequada até um técnico que não consegue fazer a equipe render. Talvez o pensamento da administração do Islanders deva ser preparar o time para a próxima temporada e planejar o futuro pós 2019, quando o contrato de uso do Barclays Center termina. Talvez de volta para o Nassau Coliseum, talvez em uma nova casa especulada no Queens, mas os pescadores precisam começar a trabalhar para seu futuro de qualquer modo.

Colorado Avalanche: O pior time da divisão central até aqui é uma decepção menor, mas ainda sim uma decepção. No papel tem um plantel bom o suficiente para brigar por uma posição melhor, mas é patético o desempenho do time de Denver. Um ataque fraco, apático e anêmico, o segundo pior da liga com apenas 47 gols marcados em 21 jogos, com 2,23 gols por jogo, a NHL tem até agora 5,41 gols em média por jogo. O Colorado Avalanche tem muito menos do que a média da liga, claro que os grandes ataques puxam essa média para cima, mas 2,23 é muito menos do que a metade de 5,41.

As fórmulas tem dado errado no Colorado e não é por falta de recursos humanos, é por esses recursos estarem mal utilizados. As saídas são inúmeras, se não há um planejamento ainda estão perdendo tempo.

– Dallas Stars: Vigésima segunda campanha na liga, um dos melhores elencos. Isso resume o estado atual do Dallas Stars, um time que não vem rendendo o que deveria render e é uma decepção até aqui. Com o mesmo número de pontos que o frágil Winnipeg Jets, mas recheado de ótimos jogadores que não rendem. Não há muito o que dizer, apenas que a situação não é irreversível, pelo contrário, a saída existe para essa temporada ainda, mas alguns jogadores vão ter que se dedicar mais, nomes como Patrick Sharp e Cody Eakin tem muito a provar nessa temporada.

Destaques individuais:

Connor McDavid: Capitão e melhor jogador do Edmonton Oilers e, discutivelmente, de toda a liga. McDavid 31 pontos em 24 jogos, sendo 11 gols e 20 assistências. São números incríveis e sem precedentes até então nessa temporada. Médias incríveis e espetaculares, era isso que se esperava e ele cumpre, mas cumpre com maestria e nos deslumbra com seu comportamento no gelo. Como é bom ver Connor McDavid jogar.

– Sidney Crosby: Crosby perdeu alguns jogos no início de temporada, mas voltou e voltou com vontade, marcou 15 gols em 16 jogos disputados, são 20 pontos no total. O Capitão impulsiona seu time e a esperada força de Pittsburgh continua seu curso. É sempre importante que o líder dê o exemplo, isso é ensinado em toda e qualquer escola sobre liderança no mundo durante o curso da História, e no caso de Crosby ele vem fazendo o que se deve como capitão e grande estrela da esquadra que é atual campeã da NHL.

– Mark Scheifele: Scheifele é um dos vice artilheiros, e também o vice-líder em pontos da NHL. Com 13 gols e 13 assistências, é uma ótima produção ofensiva. Scheifele está sendo espetacular até então, com média de mais de 1 ponto por jogo, é um jogador para se ficar de olho.

Patrik Laine: Laine chegou como um meteoro na América do Norte e pegou de surpresa quem não conhecia, um jogador que é eleito o melhor da Liiga (principal liga finlandesa de hóquei no gelo) não deveria ser surpresa para ninguém. Jornalistas do Canadá e Estados Unidos, além de muitos fãs, ficaram impressionados com o desempenho dele no mundial organizado pela NHL, mas isso era só o começo. Laine está mostrando que tinha muito mais a provar, sua sede de demonstrar que deveria ter sido o primeiro escolhido no draft o move e se transforma em gols no gelo, são 13 no total, ele divide a vice-artilharia da NHL com seu companheiro de time citado a cima. Laine e Scheifele, além de outros bons jogadores, dão um viés positivo ao futuro do Winnipeg Jets e se depender da sede que tem o jovem Laine, o céu não será o limite. Laine é atualmente o maior candidato ao troféu Calder, para o melhor calouro.

NHL: Preseason-Edmonton Oilers at Winnipeg Jets
Patrik Laine, o principal calouro até então (Foto: Bruce Fedyck-USA TODAY Sports)

David Pastrnak: Carinhosamente apelidado de Pasta pela torcida do Boston Bruins, Pastrnak é outro grande artilheiro desse primeiro quarto e mais alguns jogos de temporada. Em sua terceira temporada na NHL, ele já tem quase o mesmo tanto de gols marcados na temporada passada, que é sua melhor marca até então dentro dessa liga. Pastrnak é um ótimo finalizador, muito habilidoso e perigoso, e que deve fazer uma grande temporada, assim espero sinceramente. Um grande jogador que vive seu melhor momento na NHL, ainda jovem, Pastrnak pode ser uma das grandes estrelas no futuro próximo.

Mitchell Marner: Entre os calouros é um dos que chegaram quase calados e estão fazendo muito barulho na NHL. Marner joga na primeira linha do time e capitalizou 19 pontos nos 22 jogos que disputou, com muita habilidade e disposição dentro do gelo acabou roubando um pouco das atenções que vinham dando a Auston Matthews, e com todo louvor e mérito. Para quem gosta de um jogador que tem muita habilidade, inteligência e ao mesmo tempo tem disposição defensiva, fique de olho em Mitchell Marner, é outro que pode ter um futuro muito brilhante se souber usar o potencial e a vontade que tem.

Zach Werenski. Não só um dos melhores calouros, mas um dos melhores defensores nesses vinte e poucos jogos. Werenski tem se destacado por sua inteligência defensiva e visão de jogo, ele tem uma capacidade notada desde cedo por olheiros de enxergar e compreender o jogo, muito importante em defensores ofensivos. Werenski chegou ao Lake Erie (Cleveland) Monsters, afiliado do Columbus Blue Jackets na AHL, no final da temporada passada, após terminar a temporada na Universidade de Michigan, fez os 7 jogos finais da temporada regular e marcou um gol. Com tudo nos playoffs foi de um impacto enorme anotando 14 pontos (5 gols e 4 assistências) nos 17 jogos disputados pelo time, foi um dos principais jogadores no título da Calder Cup. Agora na NHL está na corrida pelos troféus Calder e Norris, dado ao melhor defensor nas duas extremidades do gelo. Werenski é outro que se tudo correr como esperado, será estrela dessa liga.

Andrei Markov: Há muito tempo criticado, parece ter dado a volta por cima. Se a defesa de Montreal é digna de destaque, seu segundo melhor defensor deve ser citado aqui, com bons números ofensivos e defensivos, Markov está também na briga pelo troféu Norris. Voltando ao seu melhor e sendo muito importante para o Montreal Canadiens, Markov com quase 38 anos de idade, é uma das âncoras desse grande time que vem dominando a NHL.

Shea Weber: A troca entre Montreal e Nashville que acabou colocando Shea Weber no maior vencedor de Stanley Cups teve desaprovação da torcida e criticas da imprensa pela parte do Canadiens parecendo que Weber não estava entre os melhores defensores da NHL há muitos anos. E para a surpresa dessas pessoas, Weber ajudou a solidificar o sistema defensivo, além de apoiar muito bem o ataque com passes precisos e sua habilidade de acertar pancadas one-timer com muita precisão da linha azul. Sendo há alguns anos o melhor defensor que existe nesse jogo, na minha opinião, Weber foi injustiçado algumas vezes e talvez nessa temporada finalmente alcance o reconhecimento há tanto merecido de um troféu memorial James Norris.

Carey Price: Ainda em Montreal tem aquele que é um dos melhores goleiros da NHL nos últimos 5, 6 anos. Price fez muita falta na última temporada, sem ele a campanha do Montreal Canadiens foi pífia, mas sua volta está sendo gloriosa. Se Price é um dos melhores goleiros nos últimos 5 ou 6 anos, ao menos nos últimos 3 ele é indubitavelmente o melhor, ter vencido os troféus Vezina, Hart e Ted Lindsay (para o jogador mais espetacular eleito pelos jogadores) ao final da temporada 2014-16 é a prova disso. Um goleiro incrível que aos 29 anos de idade parece estar em seu melhor e assim vem sendo ano após ano. Price está novamente na corrida pelo Hart e é o principal candidato ao Vezina, esse último deve levar com todo mérito e honra.

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Carey Price e Shea Weber comandam a imponente defesa do Montreal Canadiens (Foto: Montreal Gazette)

Tukka Rask: Saindo de Montreal para Boston, temos outro grande goleiro. Rask é sólido e confiável, tendo 1,64 gols sofridos em média por jogo disputado da NHL, a menor de todas, além de uma boa média de 93,8 de defesas nos disparos sofridos. Disputou 17 jogos e venceu 12, tendo 3 shutouts entre esses jogos, Rask vive ótima fase e pesa muito na campanha de seu time.

John Hynes: O treinador do New Jersey Devils é o primeiro dessa classe a ser citado, ele é um visionário relativamente jovem para o cargo, porém vem mostrando muito potencial. O Devils tem boas peças, mas nada muito especial, com tudo ele comanda um time que joga muito bem, que trabalha o puck e tem um bom senso coletivo, se o Devils é um time interessante e divertido de se ver, Hynes é o responsável por isso. Em sua segunda temporada e dentro de uma reconstrução para o time voltar a ser um dos melhores da NHL, Hynes é o cérebro que comanda um candidato a vaga de playoffs até agora, tem um senso muito contemporâneo na aplicação tática do time e pode ser a cabeça de uma futura geração bem sucedida em New Jersey.

Michel Therrien: Por trás da melhor campanha da NHL há o comando de um homem contestado, mas que é fiel aos seus princípios e manteve-se no cargo e vem provando que merece a chance dada. Trabalha bem com os jogadores que possui, tira o que pode de cada um deles, não tem como ignorar um trabalho desses, não é perfeito, mas não há quem seja. Therrien levou o Pittsburgh Penguins a Stanley Cup em 2008, o Montreal Canadiens as finais de conferência em 2014, sua experiência e visão são confundidas muitas vezes com teimosia e defasagem, mas eu pergunto: Estaria o Montreal Canadiens em situação melhor ou igual a essa com outra pessoa no cargo? Creio que não.

Alain Vigneault: O treinador reinventou o New York Rangers, Vigneault sempre gostou de um hóquei ofensivo, com transição rápida, inteligência ao trabalhar o puck. Não é fácil montar um time assim na NHL ainda, mas a tendência é de que mais técnicos como Alain Vigneault apareçam nos próximos anos, mesmo Vigneault demorou algumas temporadas até ter um plantel que fosse totalmente de seu gosto. O ataque incrível do New York Rangers até agora tem AV como arquiteto e engenheiro, ele resolveu o que era o principal problema do Rangers há anos e pode ser que finalmente deixem de vê-lo como o técnico que perdeu duas Stanley Cups, que falha na hora H, porque ele é um técnico muito bom.

Mike Sullivan: Não tem como falar de técnicos da NHL na atualidade sem citar esse nome, Sullivan chegou durante a temporada passada e deu uma nova cara ao time, levou a conquista de sua quarta Stanley Cup e manteve a equipe motivada para essa temporada. O Pittsburgh Penguins está onde deveria estar, brigando na ponta da divisão, conferência e liga, e tudo isso passa pelo modo como Sullivan vê o jogo de um modo muito dinâmico, consegue ler a partida e dar soluções para os problemas que sua equipe enfrenta dentro do próprio jogo. Tendo uma passagem como técnico do Boston Bruins entre 2003 e 2006, Sullivan se reinventou e ganhou uma oportunidade na temporada passada como o técnico principal do Penguins, deu cara ao time e levou a Stanley Cup. Sua capacidade de se adaptar e adaptar o time o colocam como um dos grandes técnicos nessa temporada até aqui.

 – Joel Quenneville: Como vencer 3 Stanley Cups em 6 temporadas e continuar motivando seus jogadores a jogar seu melhor? Esse é um dos segredos do sucesso de Joel Quenneville, é um mérito muito grande o dele, mas também sabe fazer o Chicago Blackhawks se impor, isso é fundamental e vem sendo fundamental na campanha até aqui.

John Tortorella: Acreditavam que Tortorella não teria mais espaço na NHL, então ele assumiu o Columbus Blue Jackets. Então eis que chega a temporada 2016-17, o Columbus Blue Jackets começa sem destaque e vem vencendo alguns jogo, perdendo outros, nada até então especial aparentemente. Daí o time escala e chega ao 8º melhor lugar da NHL e jogando de modo muito bom, então tem que se reconhecer o trabalho do Torts aqui. Em alguns aspectos parece com o New York Rangers de 2011-12, que Tortorella comandou, tem bom ataque, mas uma defesa esplendorosa que vence jogos, rouba pontos. Chegando no meio da temporada passada, sem grandes diferenças para essa temporada, é de se louvar que o time consiga jogar desse modo. Se vai continuar assim não se pode dizer, mas até agora é um trabalho digno de estar entre os grandes destaques.

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Jack Capuano ainda é o técnico do New York Islanders. Até quando? (Foto: Jim McIsaac)

– Jack Capuano: Ele ainda está empregado? Parece que sim! Capuano tem um bom time em mãos e não consegue tirar o que se deve dele, um técnico que está muito mal e a qualquer hora pode ser demitido. Não vou ficar tripudiando ou chutando cachorro morto, como diz a expressão, apenas vou dizer que o Islanders não o demitir antes do final da temporada será uma grande surpresa.

– Jared Bednar: Bednar chegou a NHL após vencer a Calder Cup na AHL, com muita expectativa, com tudo vem decepcionando até aqui. Ele não tem conseguido tirar o melhor do Colorado Avalanche, que pode não figurar entre os melhores times no papel, mas é melhor do que a posição que ocupa atualmente. Acho que ele deve ter algum tempo para trabalhar e mostrar ao que veio, com tudo não é possível ignorar o que tem feito até aqui e que está devendo.

Outras impressões:

Por favor, parem de tentar viver no passado! É o que eu peço para membros da imprensa e fãs que acham que a NHL deveria ter muitos gols por jogo. A realidade é essa, os goleiros são muito mais efetivos, aceitar isso é muito melhor do que tentar banalizar gols e assistências numa tentativa de tentar reviver o passado. O passado se foi, ele foi glorioso e ecoará para sempre, porém nos últimos 22 anos, principalmente, tudo mudou, o estilo de jogo dos goleiros mudou, o comportamento defensivo mudou, então ao invés de tentar banalizar achando que placares como 9-4 tem que acontecer o tempo todo, vamos valorizar os homens que trabalham duro evitando gols, especialmente os goleiros.

Parem de tentarem forçar rivalidades, por favor! Entendo que as redes de televisão e a liga precisam vender os jogos, afinal eles são produtos também, mas artificializar as rivalidades é feio e tosco. Não, Crobsy x Ovechkin nunca foi uma rivalidade e nem será, imagina McDavid vs Matthews, que estão em conferências diferentes e devem se enfrentar duas vezes apenas por temporadas. Claro que todos esses jogadores e muitos outros sempre tentam brilhar, dar o seu melhor, mas acho essa abordagem mais do que desnecessária, ela é artificial e rivalidades não nascem artificialmente.

Sinto que algum bom time vai ficar de fora dos playoffs por conta desse sistema de classificação. Na verdade tenho essa impressão que vai acontecer a qualquer temporada desde que o sistema atual de classificação foi implementado, mas essa vem dando maior impressão de que uma equipe com campanha pior do que algum time que ficou de fora acabará entrando porque as divisões dão três vagas cada. Vou além, se isso acontecer tudo indica que será um time da divisão do Pacífico. Pode ser que não ocorra, mas cada vez mais esse infortúnio parece que acontecerá.

Estamos vivendo os últimos dias dos enforcers realmente, alguns times já nem contam mais com eles e não estão formando mais jogadores com essas características. Não vai demorar até que essa função seja parte do passado, o hóquei evolui para um jogo com menos gente dando porrada desnecessariamente para mais jogadores com versatilidade, claro que a parte física vai continuar, mas no futuro próximo ninguém vai ser contratado porque só sabe usar sua força física.

A NHL deveria cuidar melhor do esporte. Digo isso porque a liga tenta forçar o acordo de trabalho com a associação de jogadores em troca da participação da Olimpíada de 2018, além de não fazer absolutamente nada pelo esporte em outras áreas. A NHL deveria ver a Olimpíada como uma oportunidade de expor seus jogadores ao mundo, para mostrar a quem não conhece muito e instigar os curiosos a procurar sobre essas estrelas, isso atrai público e público pode consumir. Além disso, os jogadores indo aos jogos olímpicos podem inspirar crianças a serem jogadores e bem, a liga precisa de talentos sempre. Seria bom se esse pensamento pequeno de que somos os melhores, mesmo sendo realmente, fosse substituído por um pensamento de não só ser o melhor agora, mas como continuar sendo e continuar crescendo pelo mundo, atingindo novos mercados e ajudando a construir novos celeiros de jogadores que um dia poderão abastecer a própria NHL. Seria bom se tivessem um pensamento de fomentar o esporte, porque isso ajuda a liga a crescer, como a NBA e MLB tem, mas a NHL está longe até mesmo do pensamento que a NFL tem, que é o de fazer o mundo inteiro assistir a liga. Talvez um dia aprendam, mas a mentalidade do “nós que somos bons” precisa ser extinguida, mesmo sendo uma verdade até certo ponto.

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Poderemos não ver jogadores da NHL nas Olimpíadas de 2018 por conta de uma postura puramente mesquinha por parte da liga (Foto: Clive Mason/Getty Images)

 

Por enquanto é isso. Essas são minhas impressões sobre o primeiro quarto, e mais um pouco, da temporada 2016-17 da NHL. Volto a tratar disso na época do All Star Game, quem sabe, trazendo minha visão e opinião sobre essa grande liga que desperta tanto amor e paixão, mesmo não valendo nada.

20 Minutos – Edição 8!

1. Talvez eu não fale mal do Canucks no 20M dessa semana. Só talvez.

2. Wayne Gretzky aparecerá no episódio do dia 11/12 dos Simpsons, sitcom americano mais longo da história com mais de 600 episódios e na 28* temporada. O grande #99 será o primeiro jogador de hóquei a ter sua voz emprestada ao personagem da série. Outra participação indireta de um jogador da NHL no seriado foi a de Gordie Howe no episódio “Bart the Lover” do dia 13/02/1992.

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The Great One na cidade mais famosa do mundo! (Créditos: NHL.com)

3. Em entrevista, Al Jean (produtor executivo dos Simpsons desde 1998) disse: “As pessoas questionam muita coisa mas elas nunca vão questionar quem é o maior jogador de hóquei da história. Sempre será ele. Eu não sei se alguém será melhor em alguma coisa como Gretzky foi jogando hóquei. Ele tinha muitas belas histórias e foi um prazer muito grande o conhecer”. Essa é sem dúvidas a primeira das muitas ações da qual Gretzky participará para “vender” o esporte para o mundo e consequentemente “vender” a NHL, já que o camisa #99 foi escolhido o embaixador oficial do centenário da liga.

4. Coisas interessantes sobre Eric Lindros. Durante a coluna que fiz sobre ele (e que ficou muito bom, recomendamos!) acabei achando duas coisas interessantes de se pensar sobre. Em matéria de 24/06/1992 do New York Times, o jornal especulava que o Rangers mandaria um pacote com o goleiro John Vanbiesbrouck, o defensor James Patrick e os atacantes Tony Amonte, Sergei Nemchinov, Alexei Kovalev e Doug Weight. Como amamos conspirar coisas, mesmo elas tendo acontecido 24 anos atrás, vamos nessa: Nemchinov e principalmente Kovalev foram peças importantes para o título de 1994, James Patrick foi a peça que o Rangers envolveu no escambo para adquirir Steve Larmer para New York, Doug Weight foi mandado para Edmonton por Esa Tikkanen (também participou do título) e Tony Amonte foi para Chicago por Brian Noonan e Stephane Matteau (caso você queira descobrir a importância do último para a conquista, veja o vídeo abaixo). Vale a pena conspirar: É impossível negar que uma espinha dorsal com Mike Ricther, Brian Leetch, Sergei Zubov, Adam Graves, Mark Messier e Eric Lindros ganharia uma Stanley Cup ou pelo menos chegaria perto. A pergunta é, se essa troca tivesse ocorrido, 1994 aconteceria?

5. Apesar dessa parecer conspiração, é verdade mesmo. Matéria do Sam Carchidi para o Philadelphia Enquirer, Lindros revelou ao repórter que logo depois do jogo dos veteranos no dia 31/12/2011 no Citizens Bank Park (dois dias antes do Winter Classic de 2012) que Paul Holmgren (GM do Flyers na época) perguntou ao center se ele desejaria voltar ao time. “Você está louco?” foi a pergunta alegre e feliz que Lindros fez a Holmgren. Perguntado se ele considerou aceitar a proposta de retorno, Eric respondeu: “Oh, God! Oh!!!!”. Talvez isso seja um não.

6. Já pensando nas indicações do Hall da Fama pra 2017, contando com a entrada de Teemu Selanne, vale a pena ficar de olho (e torcer) para que Mark Recchi e Dave Andreychuk consigam suas indicações.

7. Então, o que dizer de Michael Grabner que tem mais gols que Alex Ovechkin e está quase na liderança da liga em tentos marcados? Not too bad.

8. Em notícias não diretamente ligadas ao gelo, Erik Karlsson pediu sua namorada em casamento usando una pizza para “apoiar” as alianças do pedido. Felicidades ao casal!

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Pizza premiada! (Créditos: Instagram)

9. Voltemos ao gelo. A próxima terça-feira será de festa e alegria para Las Vegas e para a NHL, finalmente a franquia revelará seu nome e jersey para o mundo. Estarão no evento o dono do (Gold ou Black ou Desert) Knights Bill Foley, o comissário Gary Bettman e o GM da equipe George McPhee. Pode-se esperar que o uniforme tenha um cinza bonitão e que Knights deve estar no nome. Pode-se esperar também muito trabalho do time de scout comandado por McPhee, já que um dos objetivos é conseguir um time vencedor em um curto prazo. Para isso, SEIS scouts do time de Vegas estavam no Verizon Center na última sexta para acompanhar Washington Capitals e Detroit Red Wings.

10. Em entrevista alguns meses atrás, George McPhee falou sobre as expectativas de construir a identidade de um clube no lugar de chegar e ter de resolver problemas e depois colocar seu próprio estilo. Nessa entrevista, o GM do Knights (?) relata que entre os contatos que teve com outros profissionais sobre a experiência de construir a identidade de uma equipe, incluindo uma frase de David Poile (GM do Nashville Predators) que disse que todos os GM’s seriam legais com ele porque a competição entre eles ainda não começou. Pra ser honesto, a última pergunta da entrevista me chamou a atenção. Questionado se a nova arena do time (T-Mobile Arena) iria atrair os jogadores para Vegas, McPhee respondeu: “Esse é um mercado e será uma franquia que será bastante atrativa para os jogadores. Cerca de 40 milhões de pessoas visitam Las Vegas por ano. Nós temos mais de 700 jogadores na NHL e deles, de 80 a 100 são jogadores de elite. Talvez menos que isso, entre 50 e 60. Nós só precisamos que 5 ou 6 deles venham para Las Vegas. Nós só precisamos de 5 ou 6. […]. A arena estará cheia. Então porque não tentar armar uma boa equipe que consiga chegar aos playoffs no primeiro ano? Nós seremos espertos. Nós não faremos nada idiota, não faremos trocas ruins ou nada disso mas nós podemos ser muito bons, um time competitivo e com bons jogadores jovens desde o começo. Sim, eu acredito”.

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McPhee e Bill Foley, dono da franquia. (Créditos: Vegas Hockey)

11. Vale chamar atenção para três coisas. Apenas o draft de expansão vai mostrar qual o conceito pensado por George McPhee em relação a jogadores de elite e quais destes ele conseguirá, lembrando que todo time vai perder um jogador e as franquias podem proteger 7 atacantes, 3 defensores e um goleiro OU 8 patinadores (independente de posição) e um goleiro. Vale a pena pensar também se McPhee vai querer ir pro draft de expansão já com um treinador. Apesar da resposta parecer lógica, é justo lembrar que conseguir um treinador que implemente uma identidade nova para um time novo é complicado. Baseado nisso, tenho minhas duvidas se Ralph Kruger (treinador do time europa na copa do mundo) não está muito alto na lista de McPhee. Por último, falando em listas, ficarei surpreso se Marc-Andre Fleury ou Rick Nash (caso não sejam protegidos) não estiverem na lista de “elite players” que McPhee deseja ter.

12. Outras notinhas sobre expansão: Russell Wilson, QB do Seattle Seahawks, se juntou ao grupo da Sonics Arena para tentar levar a NBA e a NHL para a cidade, reforço de peso na briga pela franquia #32 da NHL. Notinha 2: Como é de moda, chegou a especulação anual sobre o futuro do Carolina Hurricanes. A NBC especulou que Peter Karmanos Jr. estaria considerando vender a equipe, mesmo que o comprador queira mudar o time para (cof cof QUEBEC QUEBEC QUEBEC QUEBEC cof cof) outro lugar. Ron Waddell, presidente do Hurricanes, disse que o time continuará onde está mas admitiu o seguinte: “Posso confirmar que tivemos algumas perdas financeiras muito grandes no passado. Essas perdas foram muito menores no ano passado e esses números estão cada vez melhores”. É especulado que Karmanos está pedindo o valor mínimo de 400 milhões de Trumps para vender a franquia.

13. Olhem como ficou o visual de Matt Calvert  depois de tomar 36 pontos no rosto e marcar o gamewinner da vitória do Blue Jackets sobre o Rangers por 4-2 na última sexta.

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Hard work pays off, literalmente! (Créditos: twitter)

14. Seu item sobre goleiros semanal que você ama: Pekka Rinne vem com uma porcentagem de defesas acima dos .960% nas últimas sete partidas, o renascimento do Predators passa muito por ele. Devan Dubynk lidera a NHL em porcentagem de defesas (acima dos .940%) e desde janeiro de 2015, lidera a NHL com 14 shutouts. E o atual vezina Braden Holtby está 7-1-0 nas últimas 8 pelejas com uma porcentagem de defesas de .942% e GAA de 1.61. (Estatísticas anteriores as partidas desse final de semana)

15. Allan Walsh é aquele tipo de agente mamãe, ou seja, tudo que seus filhotes (ou nesse csso, seus clientes) fazem de bom nos rinks do mundo ele joga nas redes sociais. Mas na última sexta ele confidenciou algo interessante para debates futuros. Walsh relatou que depois de conversar com muitos goleiros da NHL, disse que eles estariam bastante preocupados com os novos equipamentos, citando o fato de restrição de movimentos. E incluiu: “Os times da NHL deveriam estar MUITO preocupados sobre isso. A NHL está sacrificando a segurança dos goleiros para aumentar o número de gols”.

16. Especulações da semana: Adrian Dater mencionou que o winger Jarome Iginla poderia considerar abrir mão de sua cláusula de trocas buscando um escambo para um time que lute por playoffs caso o Avalanche não chegue lá. Apesar da idade. Iginla tranquilamente pode marcar 20-25 gols e ser útil em uma playoff run. Outro nome que passeou os rumores foi o do defensor Dougie Hamilton do Calgary Flames, já negado pelos dirigentes da equipe.

17. Outro nome que foi veiculado nos últimos dias foi o do winger Evander Kane e uma possível ligação com o Vancouver Canucks, rumor esse que foi discutindo mas acabou esfriando porque o Canucks não estaria disposto a pagar o preço que o Sabres deseja pelo winger. O polêmico jogador do Sabres esteve mais uma vez nas páginas dos jornais e sites por um fator “negativo”. Após a derrota do Sabres em casa para o Lightning por 4-1, Kane disse que o seu time estava se tornando uma piada na liga por simplesmente não conseguir marcar gols. Essa partida marcou a 5* seguida nas últimas seis que o time não marca mais de dois gols e o time não marca três ou mais desde 30/10. “Provavelmente tem uma piada passando na liga: Marque dois gols contra o Buffalo Sabres e você certamente vencerá o jogo”. Apesar de ser estatisticamente verdade (Sabres tem uma porcentagem de chutes certos de 5.22% em 823:22 de 5vs5, como efeito comparativo, o 2* pior é ironicamente o Canucks com 5.29% em 821:26, tudo isso antes das partidas do sábado), Kane teria outras diversas formas de chamar a atenção de seus companheiros.

18. Notas do editor
18a.De fato o Sabres jogou contra o Penguins na noite do sábado e só marcou um gol, de novo. MAS, graças a bela atuação de Anders Nilsson com 49 defesas e conseguiu vencer o atual campeão por 2-1 no shootout. As vezes as piadas te driblam.

18b. Os rumores sobre Dougie Hamilton só aumentam, incluindo uma proposta que o Toronto Maple Leafs teria feito pelo defensor.

18c. O Canucks chegou a liderar o Blackhawks por 3-0 depois de 40 minutos MAS acabou entregando a partida no último período e perdendo por 4-3 no overtime. Willie Desjardins is a sad man.

18d. Morte, impostos, outra vitória de Carey Price e outra vitória do Canadiens no Leafs. Toronto não ganha de Montreal desde a OPENING NIGHT  da temporada 2013-2014 (dia 01/10/2013). Desde lá, 12 derrotas seguidas. E o jovem Carey Price é o primeiro goleiro desde Ken Dryden em 1972 a não perder nenhuma de suas primeiras DOZE partidas no regulation time com a singela campanha de 11-0-1.

19. “Não foi um unicórnio que quebrou seu dedo no meio do período”. Essa frase saiu da descontente e quase raivosa boca de Brad Treliving, GM do Calgary Flames, falando sobre o dedo quebrado de sua estrela Johnny Gaudreau que deixará o camisa #13 fora de combate por 6 semanas. Treliving disse que segundo sua contagem, o astro tomou 11 (!!) slashes durante o jogo. Mas, de acordo com a contagem da SB Nation, “Johnny Hockey” tomou VINTE E UM SLASHES durante a peleja. 21. Sendo 14 deles só no primeiro período, incluindo 6 no shift que marcou seu gol (1-0 vitória do Flames) e 4 de Jason Zucker em dois shifts. Os slashes que mandaram Gaudreau para a IR foram os de número 19 e 21, ambos aplicados por Eric Staal. Apesar desses slashes serem “normais” durante a partida, 21 deles em menos de dois períodos beira o absurdo.

20. Nunca gostamos de encerrar esse 20M de forma triste mas a vida é comolicada certas vezes. Antes do jogo entre Tucson Roadrunners e Manitoba Moose na AHL, o jogador Craig Cunningham (capitão do Roadrunners e jogador do Coyotes) acabou passando mal durante os warmups e sendo levado para o hospital local de Tucson. Toda força do mundo!

20 Minutos – Edição 7

  1. Nós esquecemos que os superheróis também são humanos. Assim como os jogadores de hóquei. Por mais fortes, talentosos, ricos ou vencedores que sejam. Um dia suas humanidades aparecem.
  2. Bryan Bickell ganhou 3 Stanley Cups em Chicago, viveu o lado bom e o lado “ruim” da gloria conquistada junto com Jonathan Toews, Patrick Kane e companhia antes de ser “chutado” para fora da cidade por causa de seu contrato ruim e levou consigo o jovem Teuvo Teravainen para o Carolina Hurricanes. Na tarde da última sexta feira (11), o Hurricanes anunciou que Bickell foi diagnosticado com esclerose múltipla, algo que provavelmente o deixará fora da temporada.

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    Fique bem Bryan! Foto: USATSI
  3. “Desde os playoffs de 2015 que eu não conseguia entender o que estava de errado com meu corpo. Essa sensação ruim aconteceu novamente essa semana, senti que definitivamente algo não estava certo. Obviamente foi um choque para mim e minha família, mas estou confiante que conseguirei voltar para o gelo e continuar jogando o esporte que amo” – Bryan Bickell. Nós também acreditamos, Bryan.
  4. Sabe lá Deus o motivo, essa singela coluna parece ter o estranho poder de prever o futuro (ou pelo menos uma parte dele). Jacob Trouba finalmente assinou com o Winnipeg Jets, contrato de 6.5M/2yrs. Como dissemos aqui na semana passada, Kevin Cheveldayoff é um negociador complicado e isso se mostrou verdade. O problema é que o jovem padawan Trouba se colocou em uma situação complicada, sendo posto no 3* par defensivo da equipe o que não é nada glorioso para um jogador com seu talento. Na entrevista pós-assinatura de contrato, Cheveldayoff foi perguntado se o pequeno valor do contrato seria para facilitar uma troca, sua resposta foi clara e seca: “Trouba é um Winnipeg Jet”.

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    Com menos dinheiro do que deveria, Trouba será alvo #1 de vários times até a trade deadline. Foto: Getty Images
  5. Trouba não será um Winnipeg Jet por muito tempo, pelo menos é o que o senso comum diz. Uma prova disso é o baixo valor contrato assinado, é sempre bom lembrar que o agente de Trouba é o mesmo que tirou Kyle Turris do Coyotes e levou para o Senators quando o center passou pelo mesmo dilema de Trouba alguns anos atrás. Eu seguirei com a conspiração da semana passada em uma troca Trouba/Anthony Mantha como algo que faz sentido para as duas franquias, veremos as cenas dos próximos capítulos.
  6. Os problemas do Canucks seguem mais fortes do que nunca. É fato que a equipe finalmente venceu uma partida no regulation time, supreendendo Alain Vigneault e o NY Rangers em pleno Madison Square Garden, vencendo a peleja por 5-2. Um ponto positivo, talvez o único, dessa road trip do Canucks é que Loui Eriksson e Sven Baerstchi finalmente marcaram um gol. Você já sabe, se seu time precisa que o jogador mais importante volte a vida ou que a fase do seu time melhore, é só pedir para ele ser cornetado aqui.
  7. Mas…, as boas notícias podem parar por aqui. A vitória no MSG foi a única coisa boa que se destacou em uma sequência de 6 jogos fora de casa que resultou em uma campanha de 1-5-0, com apenas 11 gols marcados (5 no jogo contra o Rangers, 8 nos jogos contra Rangers e Leafs) e 20 sofridos, isso sem falar no HORRENDO desempenho de 1 de 17 (!!!) no powerplay. Apesar de toda boa vontade que Willie Desjardins vem colocando em seu trabalho e mesmo com a equipe tendo alguma estrutura defensiva, é tempo de mudar.
  8. Ainda falando do Canucks, uma das polêmicas da semana foi o hit que Nazem Kadri aplicou em Daniel Sedin no jogo Canucks 3-6 Leafs. Apesar de entender quem discorde dessa opinião, eu não entendo o porque de Nazem Kadri não ter sido suspenso. Sedin estava em posição quase zero de se defender e penso que esse deve ser o tipo de hit que a liga considera banir ou diminuir. Tirem suas conclusões. 
  9. A coisa também não anda tão gloriosa para o Calgary Flames. O time vai caminhando para outra temporada na qual a equipe é muito boa no papel mas passa vergonha no gelo. O começo 5-10-1 da equipe está MUITO aquém daquilo esperado para Brad Treliving e companhia. E você sabe, quando um time cheio de estrelas não vem rendendo, é crítica para todos os lados. Brian Burke, presidente de operações da equipe, já deixou clara sua insatisfação com as estrelas da equipe “nossos melhores jogadores não estão sendo os melhores ultimamente”, o capitão Mark Giordano já chamou a responsabilidade para si em no mínimo 6 derrotas, Sean Monahan e Johnny Gaudreau também se colocaram no banco da vergonha. Como disse antes, o time é muito bom no papel, mas….

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    Quando a fase é ruim, nem ser estrela ajuda. Foto: NHL
  10. Um dos culpados por tamanha desgraça do Flames nesse começo de temporada é o seu powerplay (ou melhor dizendo, a falta dele). Em um mês de temporada, o Calgary Flames marcou CINCO GOLS em 16 jogos. CINCO GOLS em um mês de temporada. Fora o detalhe mais estranho: Apenas um PPG foi marcado no Scottiabank Saddledome, casa do Flames. Para efeito de comparação, Matt Moulson winger do Buffalo Sabres, tem 5 gols só no power play.
  11. 3 derrotas seguidas, 4 vitórias seguidas, 3 derrotas seguidas, 3 vitórias seguidas e 2 derrotas seguidas. Essa campanha ao melhor estilo Auto da Compadecida de ficar rico e ficar pobre, ficar rico e ficar pobre pertence ao Los Angeles Kings que perdeu na última sexta para o Senators por 2-1 sofrendo o gol da derrota com 6 segundos para o fim do jogo. A vida sem Jonathan Quick (ou dependendo do ponto de vista, a vida com Jeff Zatkoff e Peter Budaj) será complicada para os reis.
  12. Falando sobre o Senators, os placares das últimas seis vitórias dos comandados de Guy Boucher: 2-1, 2-1, 1-0, 2-1, 2-0 e 3-0. É ainda mais absurdo dizer que o Senators ganhou 5 partidas quando marcou dois gols ou menos nessa temporada, ultrapassando as quatro vitórias desse tipo que o Senators teve na última temporada TODA. Além disso, o jogo contra o Kings foi outra partida sem pontos para Erik Karlsson, tendo três pontos nas últimas 10 pelejas. Essa é a pior sequência de pontos em 10 jogos do camisa #65 desde o intervalo entre 05/02/2011 e 01/03/2011 (info do @AdnanOnMUFC).
  13. Se somado o começo da temporada passada ao começo dessa, Carey Price está 20-2-0. Se somado a copa do mundo, Carey Price está 25-2-0. Carey Price não é humano.

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    Super Carey HEY HEY! Foto:Minas Panagiotakis/Getty Images
  14. Eu não simpatizo muito com a ideia de definir vencedores para os prêmios individuais ainda no primeiro mês da temporada mas precisamos falar seriamente sobre Lindy Ruff e seu Dallas Stars.
  15. Caso o Stars consiga vaga nos playoffs, Lindy Ruff merece séria consideração para o Jack Adams Award, prêmio de melhor treinador da temporada. Além de ter uma dupla de goleiros mais instável que o preço do dólar, Lindy Ruff está sem poder contar com Patrick Sharp, Jason Spezza, Jiri Hudler, Cody Eakin, Mattias Janmark e Ales Hemsky. Desses seis, quatro (!!!) deles fazem parte do top6 ofensivo do Stars e todos eles tem potencial para pelo menos 20 gols e 50 pontos. E ainda assim, o Stars está hoje na zona de playoffs com uma campanha de 6-6-3, quando esses jogadores é o caminho natural que essa campanha melhore e que minha campanha para Lindy Ruff levar o Adams só cresça.
  16. Começando nossa sessão Hall da Fama desse 20 minutos. Na próxima segunda-feira (14), três jogadores e um treinador serão introduzidos a maior honraria que o esporte reserva. Além deles, Sam Rosen, narrador do Rangers desde 1984 ganhará o Foster Hewitt Memorial Award por suas contribuições como comunicador. Rosen disse que na sua carreira essa é sua maior conquista: “Tudo que fiz em minha carreira como comunicador está sendo reconhecido como um dos melhores de todos os tempos. Para estar nesse prestigiado espaço com grandes jogadores de um lado e grandes escritores e comunicadores do outro, ao longo dos anos você percebe como isso é importante e percebe que você foi escolhido, é realmente uma honra enorme”.
  17. Rosen tem grandes narrações ao longo de sua carreira mas penso que só uma delas é merecida de estar aqui. 1994, Stanley Cup Finals, Game 7. The waiting is over. The New York Rangers are the Stanley Cup Champions, and this one will last a lifetime.
  18. Além de Rosen, Sergei Makarov, Pat Quinn (já falecido, sua filha é quem recebeu seu anel do HOF e deve fazer o discurso da introdução de seu pai), Rogie Vachon e Eric Lindros. Sergei Makarov foi um dos componentes do famoso “Russian Five” junto com Igor Larionov, Vladimir Krutov, Slava Fetisov e Alexei Kasatonov. Com essa armada, Makarov ganhou duas medalhas olímpicas de ouro (1984, 1988) e oito campeonatos mundiais (11 medalhas no total) entre o final dos anos 70 e o início dos anos 90, além de ser o jogador mais velho da história a ganhar o Calder Memorial Trophy de melhor rookie da temporada com seus 30 anos em 89-90 pelo Calgary Flames. Rogie Vachon, um dos melhores goleiros da história da liga, ganhou três Stanley Cups com o Montreal Canadiens em 1968, 1969 e 1971 além de ser a primeira grande estrela da história do Los Angeles Kings. Vachon também fez história a ser o primeiro jogador na história do Detroit Red Wings a receber mais de um milhão de dólares por temporada.
  19. Pat Quinn treinou Philadelphia Flyers, LA Kings, Vancouver Canucks, Toronto Maple Leafs e Edmonton Oilers entre 1978 e 2010. Como treinador do Flyers, Quinn liderou a equipe ao recorde de 35 jogos seguidos sem perder e chegou a Stanley Cup Final de 1980 perdendo para o NY Islanders em seis jogos, ele foi eleito o melhor treinador daquela temporada. Em 87-88, Quinn assumiu o papel de presidente e GM do Vancouver Canucks (só pode ser treinador da equipe em 90-91 devido a suspensão), foi responsável pela aquisição do franchise goalie Kirk McLean em setembro de 1987 (vindo do New Jersey Devils) além de ter draftado Trevor Linden em 1988 e Pavel Bure em 1989, sendo assim o arquiteto da equipe que foi a Stanley Cup Final de 1994, quando perdeu para o NY Rangers em 7 jogos. Quinn assumiu o banco do Maple Leafs antes da temporada 98-99, com ele no comando as folhas só ficaram fora dos playoffs em uma temporada (05-06, quando acabou sendo demitido) e chegou em duas finais da conferência leste, perdendo para o Buffalo Sabres em 1999 e para o Carolina Hurricanes em 2002. Quinn foi responsável por encerrar uma seca de 50 anos sem ouro olímpico da seleção canadense levando a honraria em 2002, venceu também a copa do mundo em 2004. Ele esteve atrás do banco em 1.400 partidas, vencendo 684 delas (48.8%) e indo 15 vezes aos playoffs, Quinn faleceu aos 71 anos no dia 23/11/2014.

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    Homenageado em memória, Quinn encerrou o maior drama da história recente do hóquei canadense com o ouro olímpico de 2002. Foto: Sportsnet
  20. E temos Eric Lindros que terá um post especial nesse querido blog na segunda feira, dia que será introduzido ao Hall da Fama. Tudo que posso dizer é que tudo rodeado a carreira de Lindros foi grande como ele, seja pro bom ou pro ruim. E que ele merece mais do que ninguém estar no Hall.

20b. Nota do editor: Columbus Blue Jackets 8-4 St. Louis Blues, coisas estranhas acontecem quando 20 minutos e Blue Jackets se encontram na mesma esquina.