Tag: Chicago Blackhawks

Puck na cara #7 – Top 30 Goal Horns

Puck na cara #7 – Top 30 Goal Horns

Olá caros leitores do Puck Brasil, @lucas_flames aqui e sejam bem vindos a mais uma edição do Puck na Cara, dessa vez um pouco diferente. Vamos fazer um top 30 aqui, sobre uma das coisas que mais gosto na atmosfera das arenas de hóquei: as goal horns.

Eu tenho nutrido um gosto muito grande pelas horns, tendo até colocado a horn do Flames como alarme do telefone, e como estamos na offseason, sem muita coisa acontecendo na NHL, pensei: por que não?

As horns vão ser avaliadas pelo som da sirene, música e pelo som na arena. Todos os vídeos são do canal Famous Goal Horns, do Youtube. Sem mais delongas, vamos a lista!

 

#30 – New York Islanders

Torcedores do Isles, culpem o Barclays Center por isso. A horn do Isles é considerada a pior da liga dentro de uma arena, e faturou o troféu lanterninha do nosso rank. Uma pena, pois adoro Crowd Chant como goal song.

#29 – Carolina Hurricanes

Essa horn é considerada por muitos como pior até que a do Islanders. Parabéns, Hurricanes. #SQN

#28 – Winnipeg Jets

Pessoalmente acho essa horn muito estridente (além do normal, quero dizer) e  também, a musica não combina em nada com o time. VOLTA HELL YEAH.

#27 – Edmonton Oilers

Juro que não é meu clubismo atuando aqui. A música é bem legal, por sinal, mas a horn é tão gritante quanto a do Jets.

#26 – Colorado Avalanche

Por favor, voltem com aquela horn que parecia alarme de avalanche. Era tão legal… (Para quem não se lembra, foi usada de 2000 a 2003).

#25 – Buffalo Sabres

Essa horn é bem “meh”. Podia ser bem melhor.

#24 – New Jersey Devils

Goal Song até legalzinha, mas não o suficiente para chegar mais no topo da lista. Poderia ser pior se não tivesse o “YOU SUCK” da torcida.

#23 – Washington Capitals

Essa sirene de polícia no meio da horn… eu não consigo gostar de forma alguma. Se não fosse isso, estava no top 15.

#22 – Philadelphia Flyers

Horn semelhante e goal song igual a de Tampa Bay, a diferença que a do Bolts é melhor.

#21 – Ottawa Senators

Essa versão eletrônica de Song 2 não me desse pela garganta. Fica melhor quando usam a versão original no throwback thursday.

#20 – Vancouver Canucks

Só está aqui por causa de Holiday. Com as outras songs é horrível.

#19 -Detroit Red Wings

A horn é boa, mas a música não empolga tanto a torcida na minha opinião.

#18 – Montreal Canadiens

Acho legal ter a música em francês, devido a localização do time, lembrando que em Quebéc se fala francês. Allez Montreal!

#17 – Boston Bruins

Até certo ponto, icônico, mas superestimada. Não deixa de ser legal.

#16 – Los Angeles Kings

Kings marca, soa a horn e começa com I Love LA. Parece ser ruim, mas de repente a musica se adequa a atmosfera da torcida. 16º lugar está bom para a horn do Kings, fechando a primeira metade da lista.

#15 – Dallas Stars

Abrindo o Top 15. A horn é boa, a torcida gritando o nome do time é legal também. 15º lugar para eles.

#14 – Florida Panthers

Gosto bastante dessa horn. Mas não consigo não pensar na imitação de onça do Serjão Berranteiro quanto se ouve o rugido durante a goal song.

#13 – San Jose Sharks

Um clássico das músicas de torcida. Boa escolha para o Sharks. 14º lugar para eles.

#12 – Arizona Coyotes

Esse uivo após a horn é bem simpático, e a música combina com o time. Howling for You é uma boa.

#11 – Minnesota Wild

Boa horn no geral. Merece o 11º lugar.

#10 – Columbus Blue Jackets

UM PUTA CANHÃO NO MEIO DA HORN. Como não gostar? Abre o top 10!

#9 – Toronto Maple Leafs

OOOOOH OOOOOOH OOOOOH GO LEAFS GO!

#8 – Nashville Predators

Começa com música country, o que combina com Nashville, mas a participação da torcida na segunda parte é a essência do time.

#7 -St Louis Blues

When the Blues Go Marching In, histórico e combina com o time.

#6 — Tampa Bay Lightning

Bobinas de Tesla durante a horn, genial. Como disse antes, uma versão melhorada da horn do Flyers.

#5 – Calgary Flames

YEEEEEEEEAH, I’M ON FIRE! A horn combina demais com o time, a música também. Essa combinação vale demais o top 5.

#4 -Chicago Blackhawks

CHELSEA DAGGER! Essa música é excelente e a horn muito boa. 4º lugar pra eles

#3 -Pittsburgh Penguins

LET’S GET A PARTY STARTED! Combina bastante com a festa que os torcedores do Penguins fazem a 2 temporadas. PARTY HARD!

#2 -New York Rangers

Esse riff de guitarra com a participação da torcida chega a dar arrepios de tão boa.

#1 -Anaheim Ducks

Unica coisa boa do time. Brincadeiras a parte, acho a música a melhor atualmente. Bem cativante. A horn também é excelente. Primeiro lugar da lista para o Ducks.

Chegamos ao fim do Top 30. Vocês fariam alguma mudança? Qual é o top 10 de vocês, caros leitores? Comentem, opinem, e, mais importante, cornetem! Grande abraço e até o próximo Puck na Cara!

Puck na cara #5 – Stanley Cup Playoffs #2 e A Grande Final

Puck na cara #5 – Stanley Cup Playoffs #2 e A Grande Final

Olá caros leitores do Puck Brasil! No dia em que se inicia a final, depois de ter falhado miseravelmente nos palpites da primeira rodada e sofrer com a famosa falta de tempo, eu, Lucas Mendes, estou aqui de volta pra falar sobre os amados playoffs da NHL, mas antes de tudo, quero mandar um TANKA MAIS pro meu caro amigo Canuck, Andrei Henrique.

Embora esses playoffs estejam levemente manchados por erros crassos de arbitragem, que definiram o andamento de algumas séries, tivemos duas ENORMES surpresas, uma pipocada que todo mundo espera (alô Capitals), além da volta dos canadenses, que ficaram fora na última temporada, chegamos ao clímax, a grande final, onde um time chorará, e outro alcançará a glória máxima do hóquei, inclusive, podendo ser um campeão inédito.

Destrinchando um pouco, vamos falar primeiro da conferência Oeste, onde tivemos a maior surpresa talvez da história da NHL. Quem, em sã consciência apostaria que o último time a se classificar aos playoffs anularia totalmente e varreria o melhor time classificado em sua conferência? Sério, aplausos de pé para o Nashville Predators. Enquanto isso, o Chicago Blackhawks ficou só na espera de #OneGoal em casa. No outro lado dessa chave, tivemos outra varrida, mas nesse caso, teve muita polêmica. O Ducks varreu o Flames sim, mas erros de arbitragem nos três primeiros jogos colocaram em dúvida o resultado da série. Ainda nesse lado, tivemos o Oilers vencendo uma série de playoffs depois de 800 anos em rebuild e tank. Na segunda rodada ainda tivemos Ducks vencendo jogo 7 em casa (!!!) e o Predators vencendo o Blues. Na final de conferência, vimos o Predators chegando na grande final pela primeira vez na história. Smashville tem plenas condições de festejar como nunca visto antes. Só precisam de mais 4 vitórias.

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PK e Nashville estão como predadores em busca da taça. (Foto: Frederic Breedon/Getty Images)

Do lado leste, quem apostava no Ottawa Senators? Passando pelo Bruins e pelo Rangers, que eliminou Carey Price e cia na primeira rodada (PK Subban está assim: minha ex tá bem, só não está melhor que eu), mas parou no 2º overtime do jogo 7 na final de conferência contra o Penguins, que passou da sensação Blue Jackets e mais uma exaustiva vez, contra o time da pipoca anual, o Washington Capitals (Ovie nunca vai ganhar uma Stanley Cup mesmo, infelizmente) que tinha vencido o Toronto Maple Leafs, com sufoco. O Penguins volta a final e vai defender seu título, querendo levantar a Stanley pela 5ª vez.

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O olhar de quem quer levantar mais uma taça. (Foto: NHL)

O Penguins vem com certo favoritismo nessa final, pelo fato de ser um time mais acostumado com finais e mais experiente nos playoffs. Do outro lado, o Predators vem com o apoio imenso da torcida, que parece uma torcida sul-americana em jogo de libertadores, além de ter um baita goleiro em Rinne, uma defesa extremamente sólida liderada pelo negro maravilhoso PK Subban, sem falar no bom ataque.

A defesa deve ser o fator desequilíbrio, o que pode decidir o campeão nessa final. O Penguins sofreu bastante com erros defensivos nesses playoffs e precisa que seus 3 pares joguem de maneira sólida, evitando erros e impedindo o bom ataque de Smashville.

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Quem comemora? Quem chora? A final começa HOJE (29/05)! (Foto: NHL)

Mas, cá entre nós, temos uma certeza. A Stanley Cup desse ano, com certeza será amarela.

Impressões sobre a primeira fase de playoffs da NHL

Impressões sobre a primeira fase de playoffs da NHL

Depois de dois textos mais ou menos nesse formato e milhares (0 no total) pedidos de retorno, aqui estamos novamente. A primeira fase dos playoffs pela Stanley Cup está nos livros de História, mas vamos fazer uma análise do que se passou em cada série e porque certos times avançaram e outros não. Em algumas séries é um trabalho óbvio, em outras é mais minucioso, isso simplesmente porque muitas vezes as coisas ficam escancaradas para todos verem, mas às vezes não.

Mas antes de tudo, o que aconteceu? O caos, como sempre, não poderia ser diferente quando o primeiro gol dos playoffs sai num backhand topshelf de Tanner Glass sobre Carey Price, depois disso coisas estranhas aconteceram, outras até esperadas também aconteceram. Hora de tratar série a série:

Canadiens 2-4 Rangers Foi aqui que o caos começou, pode-se dizer que o New York Rangers segurou o pé na temporada regular para ir parar no lado da divisão do Atlântico na chave dos playoffs e deu certo.

No que foi anunciado como um duelo de goleiros, o que é óbvio quando se tem Henrik Lundqvist de um lado e Carey Price do outro, na verdade foi mais sobre os ataques. Nenhum dos dois times tem um conjunto de defensores incrível, mas no geral os defensores se comportaram bem e isso foi o bastante, os goleiros dispensam comentários. A grande questão é que o New York Rangers tem melhores jogadores no seu ataque e isso pesou muito, tirando o terceiro período e prorrogação do jogo 2 e o jogo 3, em ambos os casos o Rangers esqueceu de jogar e foi justamente onde perdeu 2 jogos. Nos 4 jogos restantes, o ataque do time de Nova Iorque falou mais alto, Alain  Vigneault achou combinações de linhas para atormentar os defensores de Montreal e Carey Price. Os goleiros fizeram o que puderam e no final das contas foi o poder para superar esses monstros que contou para o destino final da série, poder que o Canadiens não demonstrou, enquanto do outro lado os atacantes liderados por Mats Zuccarello, Mika Zibanejad e Rick Nash construíram o caminho.

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Rick Nash e Jimmy Vesey celebram (Foto: Frank Franklin II/AP)

Senators 4-2 Bruins Uma série decidida pelo equilíbrio dos times, o Boston Bruins tinha o melhor goleiro e o melhor jogador de linha, mas o Senators tinha mais equilíbrio em seu elenco. Para um time em reconstrução, o Boston Bruins foi realmente bem, mas o Ottawa Senators estava passos a frente e no final das contas isso pesou muito no destino da série.

A série foi disputada em 6 jogos com direito a prorrogação em 4 deles e todos os jogos foram definidos por 1 gol. Jogadores como Bobby Ryan, Derick Brassard e mesmo Clarke Macarthur, que marcou 2 gols vitoriosos no tempo extra, incluindo o gol que venceu a série, além deles também tivemos um impacto grande do quarterbarck Erik Karlsson, especialmente com lançamentos para os atacantes em velocidade. Se o Ottawa Senators teve isso, o Bruins teve muita vontade e intensidade, Brad Marchand, David Pastrnak, David Backes, os atacantes fizeram o que poderiam fazer, Tuukka Rask roubou gols, mas simplesmente o adversário era mais forte e conseguiu impor a força em momentos decisivos, o tipo de coisa que acontece muito nos esportes.

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Jogadores do Ottawa Senators comemoram o gol vencedor da série marcado por Clarke Macarthur (Foto:Michael Dwyer/Associated Press)

Capitals 4-2 Maple Leafs O Capitals era amplo favorito na série e venceu. Poderia parar por aí, mas as coisas foram muito além disso, muito além de 6 jogos dos quais 5 foram decididos na prorrogação, uma das 3 séries recordistas de prorrogação na história da NHL (as outras duas foram Phoenix/Arizona Coyotes vs Chicago Blackhawks em 2012 e Montreal Canadiens vs Toronto Maple Leafs na Stanley Cup em 1951), e todos os jogos sendo definidos por 1 gol apenas. Essa série mostrou que o Toronto tem Futuro e que o Capitals não é uma máquina invencível.

Um fator importante para o destino da série foi Auston Matthews, o jovem principiante na liga demonstrou uma boa capacidade de liderar sua equipe, de motivar os demais jogadores e a garotada seguiu o líder, pressionou o Washington Capitals o quanto pode. Do outro lado tivemos um time completo sendo pressionado em muitos momentos por uma equipe mais inexperiente, talvez a pressão que o time sofre pesou em alguns desses momentos, mas o Capitals conseguiu achar o caminho em alguns momentos, especialmente no último jogo da série. Enquanto o Toronto entrou despreocupado na série, o Washington tem um fardo muito grande para aguentar e é algo que vem atrapalhando sempre, ano após ano, essa série nos mostrou que se o Capitals pretende se livrar do fardo de não ter Stanley Cup, vai precisar deixa-lo de lado e não deixar que esse fardo o assombre.

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Marcus Johansson foi o herói no jogo 6 (Foto: Toni L. Sandys/The Washington Post)

Penguins 4-1 Blue Jackets Uma série surpreendente e não por motivos bons, o Columbus Blue Jackets decepcionou totalmente, mas ainda sim, não foi a grande decepção da pós-temporada. Em alguns momentos o Pittsburgh Penguins pareceu relaxado na série e com totais méritos, mas é mais fácil relaxar quando o adversário não pressiona você.

Há de se fazer uma ressalva de que nessa série aconteceu a primeira vitória do Blue Jackets em período regular (60 minutos) num jogo de playoffs, mas de resto tivemos domínio amplo do time de Pittsburgh. Vale ressaltar também que Marc-Andre Fleury fez uma ótima série, o goleiro teve que entrar de última hora no lugar de Murray e fez muitas defesas chave quando foi chamado ao trabalho. Além disso, o ataque do Penguins fez e teve liberdade para fazer tudo o que sabe, o tipo de coisa que termina desastrosamente quando se enfrenta Crosby, Malkin, Kessel, Kunitz, Rust…

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Penguins e Blue Jackets apertaram as mãos mais cedo que o esperado (Via: http://www.foxsports.com/nhl/gallery/columbus-blue-jackets-eliminated-by-pittsburgh-penguins-5-reasons-playoffs-042117)

Blackhawks 0-4 Predators SWEEP! SWEEP! SWEEP! SWEEP!, esse era o grito nos minutos finais do jogo número 4, em Nashville. A NHL é conhecida por ter muitas surpresas nos seus playoffs, mas ninguém no mundo imaginava que o Chicago Blackhawks 2016-17 seria varrido, de fato, o time era apontado como um dos grandes favoritos a vencer a Stanley Cup.

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Jonathan Toews e todo o Chicago Blackhawks estão tendo muita dor de cabeça após essa série desastrosa para o time (Foto: Associated Press)

A série começou de um modo estranho, os dois jogos em Chicago tiveram shutout de Pekka Rinne, o Nashville Predators mostrou ao mundo em apenas 2 jogos que o poderoso e temido ataque do time de Chicago não poderia apenas ser parado, mas completamente anulado. Rinne foi um fator importantíssimo nessa série e seu desfecho chocante, mas não foi o único fator, os jogadores de linha tiveram uma postura ótima durante os 4 jogos, não deram espaço para o Blackhawks usar suas poderosas armas, defendeu muito bem quando não teve o puck, pressionando, fazendo o adversário errar, isso deu espaço para o ataque aparecer e brilhar. Pela primeira vez na história dos playoffs de qualquer uma das 4 grandes ligas um time com a pior classificação da conferência varreu o time de melhor colocação, o Nashville Predators já fez história nessa série, mas certamente quer mais.

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Marcus Johansen celebra gol no jogo 4 (Foto: Associated Press)

Wild 1-4 Blues Essa era uma série com muita pegadinha, o time do Minnesota Wild era muito bom, mas desde o começo eu vi o St Louis Blues como favorito. Questão de momento e do tal matchup, se teve um time na temporada regular que foi não simplesmente uma pedra, mas um monte Everest, no sapato do Wild, esse time foi o Blues. Temporada regular é uma coisa e playoffs outra, mas nesse caso não foi.

A verdade é que o Blues fez o que fez em todos os confrontos na temporada regular: contragolpes rápidos e mortais quando era pressionado, mas além disso, achou um modo de trabalhar bem o puck e não precisar contar com Jake Allen o tempo todo. Allen foi um diferencial na série, saiu do primeiro jogo com 51 defesas, o Blues brincou de mais com o perigo naquele dia, mas deu certo. Então foram mais duas vitórias até que o Wild vencesse o jogo 4, tudo foi definido na prorrogação de um emocionante jogo 5. Bruce Boudreau foi novamente superado taticamente na primeira rodada dos playoffs após uma grande temporada regular, novamente o St Louis Blues foi a montanha que o Minnesota Wild não conseguiu escalar na temporada 2016-17.

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Jogadores do St Louis Blues celebram a classificação (Foto:Stacy Bengs/The Associated Press)

Ducks 4-0 Flames Eu sinceramente achava que o Flames iria vencer ao menos um jogo, mas o Anaheim Ducks era franco favorito e confirmou isso no gelo. O Calgary Flames até apertou o jogo em 3 jogos, mas no final o melhor venceu.

Ducks teve mais tranquilidade e vontade nos momentos decisivos, isso pesa muito no momento de vencer o jogo e uma série. Corey Perry passou a maior parte da temporada sumido e voltou a jogar muito bem, mas o grande nome foi Ryan Kesler, esse fez a mágica acontecer. O time de Calgary conseguiu mostrar vontade também, mas esbarrou em alguns problemas como um goleiro não muito confiável, a falta de mais poder defensivo e a falta de cabeça para vencer um jogo. Onde um falhou, o outro teve sucesso e assim as coisas funcionam.

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Não foi tão tranquilo quanto pareceu, mas o Anaheim Ducks varreu e avançou (Foto: Sean M. Haffey/Via: Getty Images)

Sharks 2-4 Oilers Essa era uma série difícil, a balança estava equilibrada, mas o time de Edmonton conseguiu usar melhor suas armas e isso acabou decidindo a série. Não só o poderoso ataque, como o grande goleiro do Oilers fez a balança pesar para seu lado.

Aqui era uma das séries onde era tudo possível, experiência contra inexperiência, time sólido em todo o gelo contra um time que tem falhas defensivas, mas em 6 jogos o Edmonton Oilers conseguiu vencer 4 jogos, contando com a liderança do incível Connor McDavid, mas com outros jogadores como Leon Draisaitl e até mesmo Zack Kassian achou espaço para brilhar. Lá atrás, Cam Talbot teve dificuldades, mas segurou os pucks quando a pressão do Sharks aumentou. Mesmo com um jogo 4 péssimo, o time de Edmonton não se abalou, o jovem time conseguiu dar grandespassos para um futuro teoricamente brilhante.

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Leon Draisaitl abre a contagem no último jogo da série (Foto: Tony Avelar/Associated Press)

Outros assuntos relacionados:

Um ponto em que eu devo tocar e que sempre se tem reclamações aos muitos especialmente nos playoffs: arbitragem. É sempre polêmica, sempre o seu time foi assaltado e o adversário é sempre beneficiado (em poucos casos é realmente verdade), sempre tem um complô e sempre tem ânimos elevados. Posso dizer que a arbitragem fez muita besteira, especialmente deixando de marcar penalidades claras e algumas até graves, as vezes exagerando em lances que não eram penalidades. Mas nada que tenha realmente comprometido algum jogo ou série. Então não, seu time não foi assaltado, o adversário não foi beneficiado, não há complô, ninguém comprou a Stanley Cup, foram apenas seres humanos tomando decisões e fazendo julgamentos errados.

Relacionado a arbitragem temos as revisões. Outro ponto chato e polêmico, mas muitas decisões corretas foram tomadas, outras questionáveis, mas nada fora do esperado ou normal. Em específico tivemos dois lances envolvendo o Boston Bruins e possíveis impedimentos fizeram mais barulho, em um o gol foi validado devido a falta de certeza, no outro o gol foi anulado também em uma marcação controversa. Mas em muitos casos as reclamações vêm de falta de atenção a tudo que está acontecendo no lance, especialmente quando se trata de interferência nos goleiros, é um esporte complexo e muito dinâmico, mas antes de afirmar qualquer coisa é melhor prestar muita atenção. Detalhes fazem toda a diferença nas revisões, uma perna deixada pelo atacante ao lado do goleiro e que o impeça de se movimentar, onde está a lâmina do patins quando o jogador entra na zona ofensiva, entre tantas coisas, por isso não é um trabalho fácil ser árbitro e nem revisar jogadas.

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Impedido ou não? Impossível ter certeza (Via: http://www.sbnation.com/nhl/2016/4/9/11397808/bruins-goal-senators-pastrnak-flyers-red-wings-challenge-cameras-offsides)

Falando em coisas boas agora, 18 jogos foram para a prorrogação nessa primeira fase, é o recorde da NHL em qualquer fase de playoffs. Não tivemos jogos 7, tivemos 2 varridas, umas decepções, mas no geral foi um round equilibrado, com embates para serem lembrados no futuro.

Futuro e presente se chocaram, para alguns times foi o início de uma jornada de sucesso, outros estão vivendo o declínio assim a NHL foi desenhada para ser quando o teto salarial foi arquitetado e definido. Não há time invencível, a liga é nivelada pelo alto, quando o puck toca o gelo, não importa se seu time tem 3 dos 100 melhores jogadores do centenário da NHL, se ele venceu o Presidents Trophy, se está cheio de garotos, se o goleiro não é brilhante, o que importa é o que acontece no gelo durante os 60 minutos ou mais, a pós-temporada nos proporciona momentos incríveis imaginados por pouquíssimos ou ninguém. São esses tipos de coisa que fazem um Toronto Maple Leafs fazer uma série incrível, ou o Chicago Blackhawks ser varrido chocando o mundo, ou o duelo entre o time do futuro contra o time quase do passado ser vencido pelo futuro, tudo pode acontecer. E é isso que apaixona muita gente, que transforma os playoffs da NHL nesse local onde tudo parece possível, inclusive aquilo que ninguém imagina que irá acontecer.

Puck na cara #4 –  Stanley Cup Playoffs 2017 #1

Puck na cara #4 – Stanley Cup Playoffs 2017 #1

Olá leitores do Puck Brasil e fãs de hóquei! Lucas Mendes aqui, voltando de um longo e tenebroso inverno para falar da melhor parte do ano na NHL. Vai ser uma série de textos, um para cada rodada, com os meus palpites de cada confronto. Começando com a primeira rodada, que começa amanhã (12/04). Vamos aos palpites!

CONFERÊNCIA LESTE

(M1) Washington Capitals vs Toronto Maple Leafs (WC2)

O Capitals vem de novo como o melhor time, o mais forte e o principal favorito para levantar a taça. Se reforçou muito na deadline e tem o melhor elenco da liga. E todos sabemos o que vai acontecer. Sim, vão fazer o de sempre e pipocar, mas não na primeira rodada. Não para o Leafs, que é um time muito jovem e muito inexperiente. Vem comandado pelo brilhante calouro Auston Matthews que, pasmem, marcou mais que o Ovechkin nessa temporada e deve vencer o Calder Trophy. Mesmo que o Leafs tenha conseguido uma vaga nos playoffs, não vai ser agora que vão ir longe. Mas podem apostar nesse time para as próximas temporadas.

Palpite:  Capitals em 5

Porquê: Acho que o Leafs consiga vencer uma partida em Toronto, com o apoio da sua torcida mais que apaixonada. Mas o Capitals é um time muito superior, e liquidará a fatura logo.

 

(M2) Pittsburgh Penguins vs Columbus Blue Jackets (M3)

Junto com Habs vs Rangers, temos o confronto da Leste que será o mais legal de assistir. Os atuais campeões, Penguins, liderados por Sid the kid, contra o talentoso time do Blue Jackets sob a batuta do mestre Tortorella. Vai ser um confronto bem equilibrado e disputado, e decidido nos detalhes. Bobrovsky, provavelmente o vencedor do Vezina esse ano, junto com Cam Atkinson, Nick Foligno e cia vão fazer jogo duro contra Crosby, Malkin, Kessel.

Palpite: Blue Jackets em 7

Porquê: Como disse, esse confronto vai ser decidido nos detalhes, mas por mais que o Penguins tenha um time com muita experiência em playoffs, o Blue Jackets tem o elemento de ser a grande surpresa da temporada, além do Penguins estar sem o seu principal defensor, Letang, que está fora dos playoffs devido a uma cirurgia no pescoço.

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Penguins vs Jackets promete demais. (Créditos: NHL)

 

(A2) Ottawa Senators vs Boston Bruins (A3)

Outro bom confronto. Senators conseguiu se superar várias vezes na temporada, enquanto o Bruins, desde que trocou de treinador, cresceu muito e vem jogando bem. Provavelmente terá Marchand de volta no jogo 2, e ele pode desequilibrar muito o confronto e levar o Bruins para a próxima fase.

Palpite: Bruins em 6

Porquê: Brad Marchand tem sido um dos melhores jogadores ultimamente, e chegou a competir com Crosby e McDavid pelo Hart. Está suspenso no jogo 1, mas fará a diferença nos confrontos restantes.

(A1) Montreal Canadiens vs  New York Rangers (WC1)

O confronto mais equilibrado da primeira fase. Habs e Rangers tiveram praticamente a mesma pontuação na temporada regular e ambos elencos tem muita qualidade. Price e Lundqvist dispensam apresentações. Tanto Byron quanto Grabner podem fazer a diferença. Montreal tem seu jovem e talentosos atacante Galchenyuk, o experiente defensor Shea Weber e ainda conta com Pacioretty. Rangers tem um bom poder ofensivo, é um time rápido, mas tem uma defesa que deixa a desejar, principalmente por conta de Dan Girardi.

Palpite: Canadiens em 7

Porquê: A defesa do Rangers será o fator principal do confronto, mas não por conta dos goleiros, e sim por causa dele, Girardi. Ele é o ponto fraco do Rangers e pode acabar cedendo na hora errada e eliminando o seu time.

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Anotem, Habs vs Rangers vai ser o confronto mais equilibrado da primeira rodada. (Imagem: Getty Images)

 

CONFERÊNCIA OESTE

(C1) Chicago Blackhawks vs  Nashville Predators (WC2)

Tirando os torcedores do Predators, sabemos que esse confronto é bem unanimidade. Por mais que o Preds tenha bons jogadores, como Subban, Forsberg e Rinne, o Blackhawks é uma máquina quando se trata de playoffs. Não sendo contender a toa.

Palpite: Blackhawks em 5

Porquê: O Blackhawks se reforçou após ser eliminado cedo na última temporada, e como sempre, cotado para chegar a, no mínimo, final de conferência. Palpite até fácil, com todo respeito ao Predators e seus torcedores

 

(C2) Minnesota Wild vs St. Louis Blues (C3)

Essa série vai ser bem apertada. São dois bons times. O confronto entre Allen e Dubnyk promete. Granlund vem de boa temporada e, com Parise, promete causar o inferno para a defesa do Blues, que vem sem Shattenkirk, que foi pro Capitals, e com Tarasenko sendo sua principal ameaça.

Palpite: Wild em 7

Porquê: Nesse momento, vejo os dois times praticamente no mesmo nivel, Wild deve levar esse confronto por causa do mando de campo a favor.

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Wild x Blues tem tudo para ser o confronto mais equilibrado, do outro lado da chave. O confronto promete ser grandioso. (Imagem: Sportsnet)

 

 

(P2) Edmonton Oilers vs San Jose Sharks (P3)

Vai ser uma série muito interessante de assistir. De um lado temos o Oilers e McDavid, do outro temos o Sharks, que mesmo com um ótimo time, caiu muito de rendimento desde a deadline. Mas playoffs é um torneio a parte, e essa série promete ser bem imprevisível.

Palpite: Oilers em 7

Porquê: Primeiro porque quero ver Battle of Alberta nos playoffs. Segundo porque eu vejo o Oilers vindo mais forte que o Sharks, que vai endurecer o jogo e forçar o jogo 7.

 

(P1) Anaheim Ducks vs  Calgary Flames (WC1)

Chegou a parte em que vocês vão me xingar, chamar de clubista e tudo mais. De um lado temos o Ducks que se manteve na ponta ou próxima dela durante a temporada toda. De outro temos o Flames que, mesmo com o começo horrível de temporada, teve uma crescente muito grande desde o All Star Game e chegou a figurar entre os 3 melhores da Pacífica. Isso no considerado último ano de seu rebuild. Não se espantem, mas o Flames tem um bom time e subestimá-lo pode ser fatal, mesmo em uma série melhor de 7.

Palpite: Flames em 6

Porquê: SIM, A MALDIÇÃO DO HONDA CENTER VAI ACABAR! E espera-se que seja nessa série. Após os últimos jogos entre os times nas últimas semanas, o clima entre os times esquentou, e isso pode ajudar muito o Flames (trocadilho não proposital), principalmente  com os primeiros jogos lá em Anaheim.

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Esse confronto vai pegar fogo! Flames e Ducks vem com sangue nos olhos para uma batalha recheada de emoção e cenas lamentáveis. (Foto: Lyle Aspinall/ Postmedia Network)

 

Essas são minhas considerações sobre a primeira rodada dos playoffs. Sintam-se a vontade para opinar, cornetar e tudo mais. Grande abraço!

20 Minutos – Edição 12 – Especial Trade Deadline (Parte 1)

​O tempo de trocar passou, como brinquei no twitter na manhã da quarta feira da deadline, seu GM pode ter acabado o dia como gênio ou burro ou os dois ao mesmo tempo. E apesar de nem todos os nomes ventilados terem sido trocados (a culpa disso é sua: Joe Sakic), foram dias divertidos. Esse 20 Minutos será mais curto que o habitual e será o primeiro de uma série de três falando sobre a deadline. No de hoje, falaremos sobre as trocas que só envolveram draft picks. O 2* falará sobre trocas que envolveram múltiplos jogadores e draft picks. E o 3* falará sobre as impressões que esse pobre homem teve da trade deadline. Nessa série, falaremos sobre as 31 trocas mais relevantes entre os dias 04/02 e 01/03. Vamos nessa!

1. (04/02) Vernon Fiddler para o Nashville Predators (4* round pick em 2017 para o New Jersey Devils)

Fiddler é um produto do próprio Predators. Gols não são sua especialidade apesar de ter passado dos 10 nas últimas duas temporadas (13 em 14-15, 12 em 15-16), mas também é verdade que o veterano vem tendo a pior temporada da carreira em porcentagem de chutes certos (4.7%). Fiddler é o clássico quarta linha que pode jogar entre 12/13 minutos por partida e pode certamente ajudar em um setor: faceoffs. Em sua carreira, ele nunca ficou abaixo dos 50% em faceoffs além de quase 80% dos faceoffs que disputa serem na zona defensiva ou neutra em situações de 5vs5. Negativamente, com Fiddler no gelo em ocasiões de 5vs5 sua equipe toma quase 2+ gols do que produz a cada 60 minutos e tem uma porcentagem de chutes certos abaixo dos 4%. Fiddler pode ganhar um faceoff importante mas também pode ser esmagado na sua zona defensiva e produzir virtualmente nada no ataque.

Fiddler pode ajudar muito na última linha ofensiva do Predators. (Créditos: Nashville Predators)

2. (20/02) Michael Stone para o Calgary Flames (3* round pick em 2017 e escolha condicional de 5* round em 2018 para o Arizona Coyotes)

O defensor não é desconhecido de Brad Treliving, GM do Calgary Flames. Como GM assistente do Arizona Coyotes, Treliving foi que escolheu o defensor no draft de 2010. Stone também já é acostumado a cidade de Calgary, onde jogou e foi estrela nos juniors jogando pelo Calgary Hitmen. Stone teve uma ótima temporada em 15-16 fazendo par defensivo com Oliver Ekman-Larsson, alcançando a melhor marca de sua carreira em pontos com 36 em 75 jogos, mas a combinação lesão grave no joelho + jogando no Coyotes prejudicou a temporada do defensor. Se ofensivamente Michael Stone não é nenhum Brent Burns da vida, defensivamente o mesmo também não é um desastre apesar de jogar no time que jogou. Em mais de 800 minutos no gelo em ocasiões de 5vs5, sua equipe produz meio gol a mais que toma a cada 60 minutos de 5vs5, além de seu PDO (soma da porcentagem de defesas do goleiro e da porcentagem dos chutes certos que seu time dispara enquanto determinado jogador – nesse caso, Stone – está no gelo) estar acima dos 102%. Jogando em Calgary como o 4* defensor da equipe, Stone é uma adição pontual.

Stone chegou e já ajudou o Flames a melhorar sua defesa. (Créditos: Real Sports)

3. (23/02) Ron Hainsey para o Pittsburgh Penguins (2* round pick em 2017 + Danny Kristo para o Carolina Hurricanes)
Hainsey já foi um defensor ofensivo apesar de já ter algum tempo. Entre 2006 e 2009, Hainsey marcou mais de 30 pontos na temporada, contudo, o defensor não passa dos 20 pontos desde 2010-2011 quando ainda jogava no finado Atlanta Trashers (que descanse em paz). Apesar de não ser prolifico ofensivamente, Hainsey é um defensor que pode tranquilamente passar dos 20 minutos (juramos que não é um trocadilho com nossa coluna) por partida. De 2006-2007 até a temporada atual, apenas em 10-11 o defensor não acumulou média de tempo no gelo acima dos 20 minutos, Hainsey também acumulou uma porcentagem de corsi (chutes disparados pelo seu time ao gol + chutes bloqueados + chutes que não chegam no gol) acima dos 50%. Hainsey (que jogou em times feios durante a carreira) sempre teve problemas em sua zona defensiva, desde 11-12 que em ocasiões de 5vs5 com o defensor no gelo, o seu time sempre toma mais gols que marca. Nessa temporada, a cada 60 minutos de 5vs5 com Hainsey no gelo (lembremos, ele jogou 56 partidas pelo Hurricanes) seu time tomou pelo menos um gol a mais que marcou e seus companheiros tiveram uma porcentagem de chutes certos abaixo dos 6%. Essa aquisição foi feita muito por conta das lesões que os defensores Trevor Daley, Kris Letang e Olli Maataa sofreram, além de ser importante ter depth nos playoffs. Apesar de nunca ter jogado depois da 2* semana de abril, Hainsey já tem mais de 900 jogos na liga e não deve sentir tal pressão.

O veterano Hainsey chega para compor o sistema defensivo do atual campeão para a defesa de Lord Stanley. (Créditos: NHL)

4. (24/02) Patrick Eaves para o Anaheim Ducks (Escolha condicional de 2* round de 2017 para o Dallas Stars)
Antes de 2016-2017, Patrick Eaves só tinha marcado mais de 15 gols uma vez em sua carreira: Sua temporada de rookie em 2005-2006 quando marcou 20 gols. E eis que 11 anos depois, Eaves volta a alcançar tal marca. O garoto de Calgary com certeza pode ser considerado um belo canivete suíço nessa temporada. Eaves marcou 8 gols e 19 pontos em ocasiões de 5vs5 e no powerplay teve ainda mais destaque: Em 174 minutos de tempo no powerplay, Eaves marcou 10 gols em 37 chutes a gol, 27% de acerto. Em comparação com o glorioso e amado Alexander Ovechkin, a arma moderna no powerplay, tem 11 gols em 74 chutes com 226 minutos de PP time, 14.8% de acerto. Eaves não compromete as coisas na zona defensiva, pode produzir gols jogando na 2* ou na 3* linha, além de ter longas caminhadas nos playoffs com o Senators (chegou a Stanley Cup Final em 2007) e Hurricanes (chegou as finais da conferência leste em 2009).

O homem das barbas foi a única aquisição do Ducks na janela de trocas. (Créditos: Fansided)

5. (24/02) Tomas Jurco para o Chicago Blackhawks (3* round pick em 2017 para o Detroit Red Wings)
Jurco é um winger talentoso que ainda não embalou na NHL. Em 18 partidas na temporada, Jurco ainda não marcou um ponto e só tem 15 gols em 159 jogos na liga. Apesar da baixa produção, Jurco é jovem e uma mudança de cenário pode o ajudar a achar seu caminho na liga. E estando em um dos times que mais produz ofensivamente na liga, a aposta é válida.

Jovem e talentoso, na torcida que a mudança de clube faça sua carreira decolar, parte 1. (Créditos: Getty Images)

6. (27/02) Teemu Pulkkinen para o Arizona Coyotes (Futuras considerações para o Minnesota Wild)

Pulkkinen vive o mesmo dilema de Jurco com algumas diferenças. Pulkkinen era uma das maiores esperanças da base do Red Wings. Nas temporadas 13-14 e 14-15, o right winer marcou 65 gols em 117 partidas jogando na AHL (última liga profissional norte americana de desenvolvimento antes de chegar na NHL) e muitos achavam que o winger seria uma das novas estrelas da liga. Infelizmente, Pulkkinen não conseguiu repetir o desempenho na NHL. Daí em diante, a carreira do jovem finlandês não se estabilizou, foi para as waivers algumas vezes, em uma delas sendo pego pelo Wild onde também não brilhou. John Chayka sabe que seu time não é bom e apostar nesses “talentos queimados” pode gerar bom resultados no futuro. Uma aposta nunca faz mal.

Nota do editor: Pulkkinen marcou um gol na sua estreia pelo Coyotes.

Jovem e talentoso, na torcida que a mudança de clube decole sua carreira, parte 2. (Créditos: Arizona Coyotes)

7. (28/02) Brendan Smith para o New York Rangers (3* round pick em 2017, 2* round pick em 2018 para o Detroit Red Wings)

Apesar da frustração em ter “falhado” na missão de conseguir Kevin Shattenkirk, o NY Rangers foi para o plano B em adquirir o defensor Brendan Smith. Smith chega para compor o top 4 defensivo, mover o puck e absorver entre 20-22 minutos por partida. Já faz algum tempo da melhor temporada ofensiva de Smith (13-14) e o defensor só marcou dois pontos em quase 500 minutos de 5vs5, lembrando que Brendan perdeu algum tempo por lesão. Smith é um jogador que pode ser usado nas três zonas do rink sem ser atropelado em sua defesa, apesar dos adversários conseguirem gerar mais chutes e gols que seu próprio time com o mesmo no gelo. Um problema do defensor é com o jogo empatado. Nos utilizando das famigeradas estatísticas avançadas, em 170 minutos de ocasiões 5vs5 com o jogo empatado (antes da rodada de sábado) e com o defensor no gelo, os adversários conseguiram gerar 8 chutes a mais no gol e quase um gol a mais que seu time. Em seu 1* jogo pelo Rangers, Smith começou apenas 11% de seus shifts na zona ofensiva (sua média na carreira é de 56.2%) e o Capitals gerou o dobro de disparos a gol que o Rangers quando o defensor estava no gelo. Vale ficar de olho.

Com Dan Girardi e Kevin Klein lesionados, Smith deve ter papel importante nas próximas semanas da temporada. (Créditos: Yahoo Sports)

8. (28/02) Viktor Stalberg para o Ottawa Senators (3* round pick em 2017 para o Carolina Hurricanes)

Assim como Alexandre Burrows (que falaremos no próximo 20 minutos especial sobre a deadline), Stalberg é uma aquisição que vem para ajudar em depth scoring, principalmente nas ocasiões de 5vs5. Em toda sua carreira, Stalberg nunca marcou um golzinho sequer no powerplay e isso inclui uma temporada na qual jogou 102 minutos na 2* unidade de PP do Blackhawks e só marcou duas assistências. Mas em compensação, 78 dos 80 gols marcados por Stalberg em sua carreira foram em 5vs5, incluindo uma temporada de 18 gols e 39 pontos em tal departamento (22/43 no geral) em 2011-2012. Nesta temporada, Stalberg marcou 7 de seus 9 gols no even strength com o melhor percentual de chutes certos na carreira (12.3% em 16-17 vs 8.7% na média de sua carreira) com tempo no gelo inferior a 12 minutos por partida. Pode ser uma presença física, tem números decentes na produção de chutes contra/a favor e acumula 30 jogos de playoffs nas últimas 4 temporadas incluindo uma Stanley Cup com o Chicago Blackhawks em 2013.

Produtivo no 5vs5, Stalberg pode conseguir alguns gols importantes para o Senators na busca pelo título da divisão. (Créditos: Zimbio)


9. (01/03) Steve Ott para o Montreal Canadiens (6* round pick em 2018 para o Detroit Red Wings)

Steve Ott. O homem, o mito e a lenda. Essa troca foi complicada de entender e de tentar explicar mas acredito que conseguimos. Contextualizando, o Canadiens é um time que precisava de mais poder ofensivo, jogadores que pudessem tirar algum peso das costas de Max Pacioretty, Alexander Radulov e Alex Galchenyuk. A equipe é a 13* na liga em gols 5vs5, 15* em gols feitos a cada 60 minutos de 5vs5 (2.26), 10* em chutes disparados a gol (29.8 a cada 60 minutos de 5vs5) e 11* em porcentagem de chutes certos em 5vs5 (7.58%). São números decentes mais nada ameaçador. Quando estendemos esses números para todas as ocasiões, o Canadiens fica em 13*,17*, 24* (!!!!) e 10* em tais estatísticas. Então, se Ott não produz ocasiões ofensivas, no que diabos ele pode ser útil? Cito aqui três fatores: Jogo físico, faceoffs e penalty kill. Caso o Canadiens garanta o título da divisão, provavelmente a equipe deve cruzar com Rangers ou Blue Jackets no primeiro round dos playoffs, times que podem te punir fisicamente. Apesar de não ser um indivíduo grande, Ott é um cidadão que sabe jogar fisicamente (até meio sujo em determinadas situações) sem passar do “limite”. Falando do segundo motivo, Ott nunca teve uma temporada na carreira que ele ficasse abaixo dos 50% em faceoffs vencidos (250+ faceoffs disputados) e esse atributo pode ajudar no nosso terceiro motivo. Até o início da rodada desse sábado, o Canadiens era a 5* equipe da NHL com mais tempo shorthanded (349 minutos), a 5* que mais tomou gols (44), a 7* que mais sofreu PP gols por 60 minutos (8.09 gols sofridos) e tudo isso apesar de estar em 19* na lista de chutes cedidos a cada 60 minutos shorthanded (51.5). O glorioso Ott nos últimos 5 anos foi o 49* jogador de ataque (top 25 entre centrais) que mais matou penalidades na liga com 550 minutos de PK time. Quando está matando penalidades, Montreal começa 79.1% de seus faceoffs em sua zona defensiva, já Steve Ott nas últimas SETE temporadas tem uma média de quase 85% em tal estatística. Não espere produção ofensiva de Ott, o glorioso veio pra fazer o trabalho sujo.

Nota do editor: O Canadiens venceu o NY Rangers por 4-1 nesse sábado, um dos gols nasceu de um faceoff na zona ofensiva vencido por Steve Ott e que resultou em gol de Shea Weber.

Ott, a lenda. (Créditos: Detroit Red Wings)

10. (01/03) Dwight King para o Montreal Canadiens (Escolha condicional de 4* round em 2018 para o Los Angeles Kings)
King tem características parecidas com as de Steve Ott, sendo capaz de produzir um pouco mais ofensivamente. King vem tendo sua pior porcentagem de chutes certos (9%) desde a temporada 12-13. Apesar disso, King não é o tipo de jogador que será dominado pelo seu adversário. Durante sua carreira, King sempre teve números positivos de Corsi (chutes a gol + chutes que não foram ao gol + chutes bloqueados) e fenwick (chutes a gol + chutes que não foram ao gol), sendo verdade que muito desses bons números se devem ao esquema do Kings. Assim como Ott, King pode ser usado no penalty kill e adiciona ao jogo físico da equipe de Claude Julien.

Com dois anéis de Stanley Cup, King tentará encerrar o jejum de 24 anos do Canadiens sem a Stanley. (Créditos: NHL)


11. (01/03) Jarome Iginla para o Los Angeles Kings (Escolha condicional de 4* round em 2017 para o Colorado Avalanche)

Iginla, com certeza um negão de tirar o chapéu que vem chegando no final de sua carreira. O futuro hall da fama nunca foi uma arma fora de série no powerplay (apesar de ser consistente) mas foi no 5vs5 que Iginla fez seu nome. Desde 2000, Iggy teve 12 temporadas na qual marcou 20 gols ou mais em ocasiões de 5vs5. Nessa temporada, Iginla vem tendo os piores números de sua ilustre carreira em gols, pontos e principalmente, porcentagem de chutes certos com apenas 6.7%, a média na carreira de Iginla é de 13.1%. Iginla também vem tendo os piores números da carreira em tempo no gelo por partida com 14:46, sua média na carreira é de 19:47, ugh. Mas se tem uma área que Iginla pode ajudar é produzir gols em 5vs5, o Los Angeles Kings é o 24* (!!!!) na liga em gols marcados a cada 60 minutos no even strength (1.98). E nos últimos 9 anos (entre 2007 e 2016), Iginla marcou 168 gols no 5vs5, ficando atrás apenas de Alex Ovechkin, Corey Perry, Phil Kessel e Rick Nash. Em pontos, Iginla marcou 357 (atrás de Sidney Crosby, Ovechkin, Patrick Kane, Henrik e Daniel Sedin, Perry e Joe Thornton) além de ter sido o 9* em disparos a gol com mais de 1.400. Iginla não é mais o mesmo enorme jogador do passado mas ainda pode bater seus homeruns.

Nota do editor: Em dois jogos com o Kings, Iginla jogou na linha principal do time junto com Anze Kopitar e Marian Gaborik, o winger teve mais penalidades que chutes a gol.

IGGY! IGGY! IGGY! (Créditos: Yahoo Sports)


12. (01/03) Mark Streit para o Pittsburgh Penguins (4* round pick em 2018 para o Tampa Bay Lightning)

Streit é um defensor ofensivo que já marcou 62 pontos (07-08 no Montreal Canadiens) e vinha colocando sólidas temporadas até que seus números despencaram miseravelmente em 15-16 e continuaram ruins em 16-17. O que mais afetou a produção de Streit foi a queda vertiginosa de seu poder de fogo no powerplay. Em 14-15, Streit marcou 25 pontos em 272 minutos jogados de powerplay, uma média dr 5.50 pontos a cada 60 minutos de PP. Esses números despencaram para 7 pontos em 15-16 e 7 pontos em 16-17 antes de jogar no Penguins. Entre 2007 e 2016, Streit foi o 3* defensor na NHL com mais pontos no powerplay com 170, perdendo apenas para Andrei Markov e Mike Green. Também foi o 4* defensor que mais deu a 1* assistência para o gol (o último passe antes do biscoito beijar a rede) com 69, ficando atrás de Markov, Keith Yandle e Erik Karlsson. Além disso, Streit foi o 3* defensor com mais PP time na liga, acumulando 2349:29, perdendo apenas para Dion Phaneuf e Ryan Suter. Assim como Hainsey, quando os lesionados voltarem, Streit pode alternar entre o 2* e o 3* par defensivo além de, em determinadas situações, participar da 2* unidade do powerplay.

Nota do editor: Em sua estreia pelo Penguins, Streit marcou um gol e deu uma assistência (no powerplay) contribuindo para o triunfo sobre o Lightning por 5-2.

Mesmo em baixa na produção, o suíço ainda pode ser perigoso no powerplay.

13. (01/03) PA Parenteau para o Nashville Predators (6* round pick em 2017 para o New Jersey Devils)
Assim como Patrick Eaves, Parenteau é outro jogador que pode ajudar a produzir gols tirando pressão da linha principal mas também pode ser colocado na linha de frente e não vai passar vergonha. Parenteau já teve 4 temporadas com 18+ gols e caminha para sua 5* mesmo tendo uma média de tempo no gelo abaixo dos 15 minutos. Apesar de ter jogado em times bem mais ou menos nesses últimos anos (o último bom time que Parenteau fez parte foi o Avalanche 13-14), Parenteau vem mantendo uma porcentagem de corsi e fenwick acima dos 50% desde 2011-2012. Parenteau vem mantendo sua média de chutes certos ao gol (11.9%), além de ter números satisfatórios no 5vs5 com 1.61 pontos a cada 60 minutos nessa situação. É valioso quando o jogo está empatado ou com um gol de diferença (contra ou a favor), marcando 10 gols e 20 pontos em tais ocasiões, podendo quebrar um galho no powerplay. Uma adição inteligente e barata.

PAP espera que Nashville seja a casa de sua 1* Stanley Cup. (Créditos: NHL)

14. (01/03) Drew Stafford para o Boston Bruins (Escolha condicional de 6* round em 2018 para o Winnipeg Jets)

Stafford já teve temporadas mais gloriosas que 2016-2017. Já tendo marcado mais de 20 gols por 4 temporadas em sua carreira, Stafford vem vivendo sua pior temporada ofensiva. Seu tempo no gelo caiu 4 minutos de 15-16 para 16-17, além de estar com a pior porcentagem de chutes na carreira com 5.9%, 5 pontos percentuais abaixo de sua média histórica na liga. Se levarmos para ocasiões de 5vs5, Stafford (antes da rodada desse sábado) só marcou dois gols em 54 chutes com 448 minutos de 5vs5, são pavorosos 3.70% de chutes certos, uma queda de quase 5% da temporada passada. Stafford também está começando menos shifts na zona ofensiva e com ele no gelo, seu time produzia menos de dois gols por 60 minutos de 5vs5, sem ele o time marcava quase 3. Vale a pena ficar de olho.

Em má fase no Jets, Stafford pode reviver sua carreira em um dos maiores times da liga. (Créditos: NHL)

15. Passando a régua nessa análise numerológica, acredito que essas 14 trocas tem virtualmente a mesma chance de dar certo ou não. Michael Stone tem algumas chances de renovar com o Calgary Flames depois do draft da expansão. É difícil fazer uma análise imediata nas trocas de Jurco e Pulkkinen, tendo em vista que ambos tem talento e podem explodir mais tarde nas carreiras. Dwight King também pode ficar no Canadiens por algum tempo. Os outros podem mudar de casa ou se aposentar ao fim da temporada.

16. Se tudo correr bem, ainda na segunda ou terça teremos a segunda e a terceira parte dessa analise. Espero que vocês tenham gostado! 

17. Todas as stats usadas nesse post foram extraídas do site Hockeyanalysis.com

Impressões sobre a temporada da NHL – Pausa para o ASG

Impressões sobre a temporada da NHL – Pausa para o ASG

Mais de um mês se passou quando eu publiquei o artigo Impressões sobre o primeiro quarto da temporada, muita coisa mudou nesse tempo, times melhoraram, jogadores começaram a produzir bem, equipes e jogadores caíram de rendimento, muito mudou nesse período. Isso faz com que outro texto daqueles moldes seja bem vindo. Então vamos às impressões deixadas por alguns times, jogadores, técnicos e outras questões, sejam positivas ou negativas, e minhas opiniões sobre isso.

Destaques Coletivos

– Minnesota Wild: Com 69 pontos conquistados em 48 jogos, o melhor time da conferência oeste nessa parada para o All Star Game. Atrás do Washington Capitals, o Wild chegou a ter uma sequência de 12 vitórias, hoje tem o quarto melhor ataque com 160 gols marcados e a segunda melhor defesa com 109 gols sofridos. Devan Dubnyk é o grande destaque individual do time, com números dignos de concorrer ao Vezina até aqui, Dubnyk é o goleiro que ninguém dava nada e tem melhorado temporada após temporada e está em um momento incrível. Outro jogador que tem pesado muito no time é Eric Staal, após ter ido mal na temporada passada e ter começado devagar essa temporada, engrenou junto ao time e hoje é o segundo maior pontuador, a frente dele está Mikael Granlund. O grande destaque entre os defensores do time é Ryan Suter, ao menos com o viés de produção ofensiva, Suter tem 23 assistências e 7 gols, auxilia muito bem o time quando ataca, o que não é novidade alguma.

Jason Pominville
O Minnesota Wild é um dos times em melhor momento nessa parada para o ASG(Foto: APPhoto/Matt Marton)

O Minnesota Wild é uma equipe muito equilibrada, que faz tudo o que o manual manda. Comandada pelo sempre vencedor, ao menos no quesito divisão, Bruce Boudreau, é um time que vai se colocando entre os melhores e favoritos, sabemos que o campeonato muda e na pós-temporada coisas acontecem, mas hoje o Minnesota Wild é o melhor time da conferência oeste e não atoa, tem um elenco bom, um bom técnico e um goleiro que parece ter muito a mostrar ainda. Quem sabe o que o futuro reserva para a franquia?

– Columbus Blue Jackets: Talvez a maior surpresa da temporada até agora, um time que tem todas jogadores muito bons no geral, alguns nem tanto, um bom técnico, mas que foi muito subestimado por ser o Columbus Blue Jackets e continua sendo subestimado por isso. A terceira melhor campanha da liga, segunda melhor da conferência leste e divisão Metropolitana, atrás apenas do Washington Capitals. Chegou a ter uma sequência de 16 vitórias consecutivas, teve a chance de empatar com a sequência de 17 vitórias consecutivas que o Pittsburgh Penguins teve na temporada de 1992-93, mas perdeu para o Washington Capitals. Figura entre os melhores ataques e as melhores defesas da liga, tem alguns pontos fracos individuais que são cobertos pelo ótimo sistema implementado por John Tortorella, um sistema que parece ser a evolução do que o próprio Tortorella aplicou no New York Rangers e o levou a melhor campanha da conferência e a final da conferência leste em 2011-12. Até onde esse Blue Jackets pode ir? Talvez o time caia de produção, talvez volte a melhorar e voltar a ponta da liga, mas se tem algo que eu tenho absoluta certeza é que os comandados de John Tortorella estão se preparando para ir longe e com a experiência do técnico e jogadores do time pode ser que a temporada dure até o final de maio, ou mais.

– Edmonton Oilers: Outro time que enfrenta um momento incrível, tem bons jogadores e pode ser uma surpresa. Ninguém apostava que o Edmonton Oilers chegaria a parada para o All Star Game coliderando a divisão, e ele fez isso após uma vitória em San Jose no último jogo antes da pausa. Em teoria se o time conseguir um grande defensor, pode ir muito longe nessa temporada, a verdade é que o problema defensivo persiste, mas Cam Talbot vai segurando as pontas atrás enquanto o ataque liderado por Connor McDavid produz gols em escala industrial quase todas as noites para vencer jogos, uma combinação muito arriscada. O Oilers está em um momento incrível, é muito talentoso e pode tentar uma aposta mais arriscada visando uma duração maior da temporada, tem uma boa margem de erro e cacife para isso.

New York Islanders: O New York Islanders começou muito mal a temporada, foi citado como destaque negativo no artigo anterior, porém tudo mudou após demitirem Jack Capuano. O que parecia ser um reforço para a próxima temporada virou reforço imediato, o time mudou a chave e começou a vencer jogos, anotar pontos e hoje está na briga pela vaga de wild card, no meio de uma briga que envolve muitos times. A vantagem que tem são os jogos a menos, chegando a 3 em alguns casos, o Islanders pode manter o momento e tem um time para isso. Quando os 82 jogos forem completados, não será surpresa se a temporada do New York Islanders continuar.

Washington Capitals, Pittsburgh Penguins e Chicago Blackhawks: Os três são isso há algumas temporadas, brigam pelas melhores posições na liga e vem mantendo isso. Não tem muito o que falar, mas vale a pena cita-los aqui.

– New Jersey Devils: O New Jersey Devils começou bem a temporada, caiu um pouco de rendimento e time acabou afundando e hoje amarga o vigésimo oitavo lugar na liga. O elenco não é tão ruim quanto parece, o treinador mostrou muito potencial, mas talvez para essa temporada a realidade seja realmente amarga. Talvez mentalmente o time não esteja na melhor forma, além de algumas carências pontuais, essa era uma equipe para brigar por uma vaga de playoffs, mas hoje está a 7 pontos do Philadelphia Flyers, o segundo wild card da conferência leste. É uma distância ainda alcançável, mas difícil de ser superada pelo momento da equipe.

– Dallas Stars: Citado anteriormente como destaque negativo, pouco mudou. O time tem problema com os goleiros, defensores, atacantes, todos estão jogando abaixo do que podem. Apesar de tudo, ainda briga por vaga na pós-temporada, o time precisa se encaixar e os jogadores acordarem, tendo 32 jogos pela frente é muito possível ainda dar a volta por cima.

Destaques individuais

– Devan Dubnyk: Já citado anteriormente nesse mesmo artigo, Dubnyk é um dos grandes goleiros nessa temporada. Com a menor média de gols contra por jogo (1,88) e percentual de defesas em relação aos disparos enfrentados (93,6%), Dubnyk surpreende e cala os críticos, mas não é nenhuma surpresa. Evoluindo a cada temporada, o goleiro principal do Minnesota Wild tem 30 anos e com a experiência foi se moldando e cobrindo suas fraquezas, muito injustiçado por um bom tempo pela crítica da torcida e imprensa, faz uma temporada incrível e digna de ser premiada se continuar assim.

Sergei Bobrovsky: Bobrovky volta a ter um desempenho digno de Vezina, estando saudável o goleiro do Columbus Blue Jackets tem feito partidas muito boas, algumas incríveis. Com 92,9% de defesas em relação aos disparos enfrentados, Bobrovsky é um dos grandes nomes dessa temporada no quesito defender seu gol e é uma peça muito importante na campanha de seu time.

– Cam Talbot: Quando foi para o Edmonton Oilers, Talbot era uma promessa quase cumprida, hoje vemos que a promessa foi cumprida. É um goleiro muito sólido, que defende muito bem e só não tem números melhores porque em muitas ocasiões fica exposto e sabemos muito bem que não adianta ser Henrik Lundqvist ou Dominik Hasek, um goleiro exposto aos disparos do adversário é tão frágil quanto uma peça de cristal. Muitas das vitórias do Edmonton Oilers tiveram Talbot como a peça principal, a maioria dos grandes times começam com um grande goleiro e o Edmonton Oilers já tem isso.

NHL: Arizona Coyotes at Edmonton Oilers
Talbot deixa o rótulo de promessa e passa a ser realidade (Foto: USATSI)

Antti Niemi e Kari Lehtonen: Não teria como citar um sem falar do outro, a dupla de goleiros do Dallas Stars vem fazendo uma temporada ruim. Niemi tem 90 % de defesas em relação aos disparos enfrentados, já Lehtonen 90,2%, para os padrões da NHL são números ruins e não para por aí, Lehtonen leva em média 2,81 gols por jogo, já niemi 3,2. O time está numa má fase desde o princípio da temporada e não poderia ser diferente com seus goleiros, mas eles dois que muitas vezes foram criticados injustamente, hoje são de maneira justa.

– Ryan McDonagh: Esse é talvez o defensor mais equilibrado da NHL atualmente quando se fala em habilidades defensiva e ofensiva. McDonagh auxilia o New York Rangers muito bem no ataque e o time tem números absurdos de aproveitamento defensivo quando seu capitão está no gelo, mesmo que em muitas vezes McDonagh tenha Dan Girardi como seu companheiro de par defensivo. Pensando no conceito “melhor defensor nas duas extremidades do gelo”, Ryan McDonagh é um candidato ao troféu Norris até aqui, mas na prática as coisas são diferentes, o que não apaga mais uma temporada incrível do capitão dos blueshirts.

– Oliver Ekman-Larsson: Outro grande defensor, mas esse é realmente esquecido pela imprensa a ponto de as vezes ser tratado como uma surpresa. OEL é outro que brigaria facilmente pelo título de defensor mais equilibrado, o Arizona Coyotes depende muito dele para defender e quando vai ao ataque, Ekman-Larsson faz um jogo inteligente passando e finalizando, sabe aproveitar muito bem o momento. Novamente se credencia para ser vencedor do troféu Norris, mas quem vota… Melhor deixar isso para depois.

– Victor Hedman: Mais um que parece ser esquecido e subestimado, mas com grande habilidade como passador e um bom comportamento quando não tem o puck. Hedman é um dos principais nomes da defesa do Tampa Bay Lightning, ao lado de Anton Stralman, tem 31 assistências, é o sétimo melhor de toda a liga no quesito assistências e disputando posições jogo a jogo com nomes como Evgeni Malkin, Phil Kessel, Nicklas Backstrom e o quarterback Erik Karlsson.

– Dan Girardi: Esse nome é comumente citado pela torcida do New York Rangers e não por coisas boas. Girardi é um grande problema para o time e não é de hoje, chegou a ser eleito allstar e merecidamente, o time deu um contrato longo, caro e com clausula de não-movimento, ou seja, ele não pode ser trocado ou mandado para AHL. Então seu jogo começou a desandar, ficou mais lento do que era, virou um desastre no gelo. Hoje Dan Girardi é muito provavelmente o pior defensor da NHL e virou um peso por conta de seu contrato, é o novo Wade Redden para o New York Rangers.

Deryk Engeland: Outro terror, mas de outra torcida. Engeland talvez não seja tão desastroso quanto Dan Girardi, mas ele é muito questionado e com razão em Calgary. A pesar de ele ter um +- (estatística inútil, eu sei) de 6, o impacto dele ofensivamente é ridículo e defensivamente é terrível. Engeland no 5 contra 5 está envolvido em muitas jogadas que tem impacto negativo para o time defensivamente, ou seja, ele falha na hora de defender. É simples assim, um defensor que não tem impacto ofensivo e que falha defensivamente, tem muito a ver com Dan Girardi.

Sidney Crosby: Crosby é novamente o líder da NHL em gols, nessa para o jogo das estrelas ele se encontra com 28, 4 gols a mais que Cam Atkinson e Jeff Carter, os vice-líderes no quesito. Ele tem uma média incrível de 0,6666666… gol marcado por jogo nessa temporada, ou seja, quando Crosby entra no jogo ele tem mais de 60% de chances de marcar um gol. Faltam adjetivos para defini-lo, Crosby é realmente o melhor atacante de nossos tempos ao lado de certo russo, mas até quando? A nova geração já ameaça a posição.

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Eichel é o tipo de jogador que faz total diferença para seu time (Foto: Dan Hickling/Olean Times Herald)

Jack Eichel: Existiram dois Buffalo Sabres nessa temporada: sem Eichel e com Eichel. O time é limitado, mas com o Eichel se colocou na disputa por vaga nos playoffs. Eichel disputou 27 jogos e anotou 21 pontos, isso dá uma média de 0,77 ponto por jogo, o impacto que ele tem no time em que joga é inacreditável. Injustiçado na premiação para calouros da temporada passada, Eichel continua a provar porque foi o número 2 no draft em que foi selecionado.

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Connor McDavid: Com 59 pontos em 51 jogos disputados nessa temporada. McDavid não é normal, não é acima da média, é espetacular, fantástico, mágico, um fenômeno e mais ainda. McDavid jogou 96 jogos na NHL e já passou da marca de 100 pontos. Mcdavid é o melhor candidato ao troféu Hart, na minha opinião, e também vai garantindo o troféu Art Ross, dado ao maior pontuador da temporada regular.

Eric Staal: Esse é um jogador que demorou a começar a jogar bem nessa temporada, mas agora produz gols e assistências em quase todos os jogos. Staal chegou com desconfiança por conta das temporadas abaixo do normal, por ter sido a cara do Carolina Hurricanes se esperava mais, então fechou um contrato de 3 temporadas recebendo 3,5 milhões de trumps em cada uma delas, um valor até baixo pelo status que possui. Staal e o Wild ganharam força e momento na temporada, então o mais velho dos irmãos Staal subiu sua produção e hoje tem 41 pontos, 16 gols e 25 assistências, é o segundo melhor do time em número de pontos.

Bruce Boudreau: O treinador do Minnesota Wild ano após ano leva seus times a vencerem a divisão e por enquanto vai cumprindo a missão. Temporada passada o Wild terminou a temporada regular na segunda vaga de wild card da conferência oeste, sem mudar muita coisa no seu elenco e com um novo técnico, o desempenho da equipe é muito superior nessa temporada. Boudreau apesar de tudo parece ter um karma que é ser eliminado no jogo 7 dentro de casa, talvez com esse Minnesota Wild ele seja capaz de superar o karma e talvez ir mais longe do que já foi e para isso o trabalho está no caminho certo.

John Tortorella: A terceira melhor campanha da liga tem por trás dela a mente de John Tortorella. Citado no predecessor desse texto, Tortorella não só fez o time manter o bom nível, mas melhorar ainda seu desempenho e por isso vale ser citado novamente. Tortorella e o time do Columbus Blue Jackets tem uma missão até o final da temporada regular: classificar em uma boa posição para os playoffs para talvez fazer uma campanha histórica, mas tudo indica que o caminho da divisão metropolitana será um dos mais difíceis e uma possível queda precoce na pós-temporada pode não ser um fracasso dependendo do contexto.

– Barry Trotz: Entra ano, sai ano, Barry Trotz consegue fazer o Washington Capitals ser uma equipe competitiva. Apoiado em um bom momento, hoje o Washington Capitals lidera a liga e tem que lidar com muito mais do que a pressão normal para a situação. Todo o histórico e os estigmas que o time tem devem ser deixados de lado e Trotz é quem deve administrar isso como técnico do time, esse Washington Capitals merece uma Stanley Cup, mas não é o único time e nunca será, por isso Trotz tem a missão de não apenas ficar no mereceu, mas de gerenciar o time para finalmente conquistarem a copa.

Outras impressões:

A NHL adora fazer médias e quase sempre comete injustiças enormes por conta disso. Listas, premiações, sempre são polêmicas e discutíveis, porém existem casos onde a injustiça fica clara, ou talvez pior, que o desentendimento do que deveriam estar fazendo é evidente. Como Jack Eichel não esteve entre os três melhores calouros da temporada passada? E os vencedores do Norris, será que realmente os votantes entendem que é o desempenho do defensor em todo o gelo e não só análise de gols e assistências? Até hoje lembro do Crosby levantando o Conn Smythe Trophy, dado para o jogador mais valioso nos playoffs, e eu pensando na injustiça feita a Phil Kessel, isso foi a liga fazendo média e nada mais, pobre Kessel. Daqui algum tempo os votos para os prêmios serão registrados e eu tenho quase certeza que quando a premiação for entregue, alguém será deixado para trás seja por jogar em um time de menos nome ou porque a crítica não vai com a cara do jogador.

Nessa madrugada (estou escrevendo esse trecho após as 3 horas da manhã pelo horário de Brasília, já no sábado dia 28/01) a NHL terminou de divulgar sua lista dos 100 melhores jogadores em 100 anos (a liga completou 99 anos recentemente), primeiro foram divulgados 33 nomes de jogadores anteriores a década de 1970, então os 67 restantes foram divulgados em uma grande cerimônia em Hollywood na noite da sexta-feira. Sem ordem, apenas separados pro suas épocas, vimos nomes indiscutíveis como Bobby Orr, Mario Lemieux, Wayne Gretzky, Patrick Roy, Chris Chelios e outros aparecerem. O porém foi quando chegaram aos anos 2000: Teemu Selanne, Chris Pronger, Nicklas Lidstrom, Pavel Datsyuk e Martin Brodeur entre os jogadores já aposentados, ou em outra liga no caso do Datskyuk, todos merecedores realmente. Mas aí vieram os jogadores ativos, Jaromir Jagr, Sidney Crosby, Alexander Ovechkin, Duncan Keith, Patrick Kane e Jonathan Toews. Jagr, Crosby e Ovechkin pertencem a essa lista, Kane, Toews e Keith não. Eles são grandes jogadores, importantíssimos para os 3 títulos do Chicago Blackhawks nos últimos anos, mas Jarome Iginla, Joe Thornton e alguns ativos tiveram carreiras melhores do que eles, além de outros já aposentados há pouco ou muito tempo. Esses jogadores ainda tem muito tempo pela frente, mas no momento seus nomes não deveriam estar incluídos.

Vai acontecer o All-Star Game esse final de semana, ano passado num período desses havia muita curiosidade para saber o que seria de John Scott no evento, sua aclamação popular foi um movimento incrível e interessante contra certas atitudes da liga. Para esse ano parece não haver expectativa alguma, eu entendo os motivos da liga ter criado regras novas para eleição de jogadores, mas um pouco poder para o público se divertir não faz mal. Fora que alguns nomes entre os selecionados são não só questionáveis como quase que risíveis pela temporada que vem fazendo, era melhor chamar o John Scott de volta.

NHL: All Star Game
John Scott foi uma atração e um símbolo para os fãs da liga no All Star Game de 2016 (Foto: USATSI)

Aqui vai uma opinião extremamente impopular: a liga acertou em não aprovar a expansão em Quebec. Eles precisam de uma franquia nova no oeste e não no leste, certamente não seria bom para Detroit Red Wings ou Columbus Blue Jackets voltarem para a conferência oeste, assim como não seria bom para um time de Quebec também, é simples assim. Não importa o quanto a cidade seja apaixonada e mereça um time, existem motivos pelo qual a liga precisa prezar antes de tudo e esses motivos fizeram Quebec ser rejeitada como expansão. A alternativa para a cidade é alguém comprar um time e levar a franquia para lá, talvez o Carolina Hurricanes, já que alegadamente Peter Karmanos estaria aceitando vender a franquia para qualquer um que pagasse.

Pegando o gancho, é provável que o Carolina Hurricanes não sobreviva muito tempo, nessa temporada está com uma média menor do que 12 mil expectadores por público em casa. A cidade nunca abraçou a franquia realmente e os maus momentos comprovam isso, mas esse não é o maior dos problemas. Há algum tempo circulam boatos de procedência até confiável que Peter Karmanos Jr quer vender a franquia, mas sempre dizendo que ele quer vender para alguém que se comprometa a mantê-la no estado da Carolina do Norte, só que algumas fontes relataram que Karmanos agora aceitaria vender o time para qualquer pessoa, mesmo que tirasse da Carolina no final das contas. Os problemas não param por aí, os filhos mais velhos o estão processando em uma quantia milionária por alegadamente não ter reposto dinheiro de outras empresas para financiar o Carolina Hurricanes. A melhor solução é se livrar do time mesmo, uma pena para quem é fã, mas negócios são negócios.

 

E essas foram minhas impressões acerca da temporada 2016-17 da NHL até a parada para o All Star Game, além de outras questões de dento da liga. Vemo-nos ao final da temporada regular, então, e em outros textos, além de sempre na minha coluna semanal Do Velho Mundo.

Puck de cristal: 15 previsões para 2017!

​Olá amigos e amigas! Um feliz 2017 para todos e todas! Estamos começando mais uma jornada de muita NHL, jornada especial já que a liga completará 100 anos em novembro de 2017. Que tal colocar o puck de cristal para funcionar e fazer alguns palpites que vão acabar sendo miseravelmente errados? Vamos nessa! 

1. 25 anos e nem um dia a mais.

Como foram gloriosos os tempos de Yzerman, Fedorov e Lidstrom. Esses infelizmente não voltarão para ajudar o Red Wings a manter viva sua streak de idas aos playoffs viva. A sequência começou na temporada 90-91 com Yzerman e Fedorov ainda jovens e Nick Lidstrom nem tinha estreado na NHL ainda. Desde lá, a equipe jogou 56 séries de playoffs, chegando na Stanley Cup Final seis vezes, vencendo quatro delas. A streak das asas vermelhas nunca esteve em tão grande perigo como agora, isso se deve aos poucos jogadores com diferencial ofensivo além dos problemas defensivos. Não teremos playoffs em Hockeytown.

2. Trevor Linden e/ou Jim Benning serão demitidos

O processo de rebuild é doloroso, penoso e nem sempre bem digerido pelos torcedores. A reconstrução do Canucks vem seguindo a parte principal (perder muito mais do que ganhar) do sistema mas vem falhando em outros pontos importantes. Jake Virtanen ainda não se tornou o goal scorer que se esperava dele, Loui Eriksson não é nem sombra do mesmo jogador que marcou 30 pelo Bruins em 15-16, isso sem falar nos veteranos que se lesionaram (casos de Alexander Edler e Erik Gudbranson) e nos que não vem produzindo como outrora (HELLO ALEX BURROWS). Somando a isso, as decisões questionáveis de Jim Benning e seu staff nos últimos drafts (I mean, ter Matthew Tkachuk – o tipo de jogador que o Canucks necessita – sobrando na mão e ir de Olli Juolevi não parece tão esperto ao primeiro olhar). Linden, apesar da má fase, conta com muita moral da alta cúpula do Canucks. Isso faz com que o pobre Benning tenha que proteger seu pescoço em 2017. Poor Sedins.

Por favor Trevor, salve meu pescoço! (Créditos: Vancouver Courier)

3. Teremos campeão inédito

Desde 2000, a NHL teve quatro campeões inéditos (Lightning 2004, Hurricanes 2006, Ducks 2017, Kings 2012) e acredito que existe possibilidade real em 2017 de termos um novo debutante. Até agora, o Columbus Blue Jackets de John Tortorella (HOW ABOUT THAT) parece ser o candidato mais gabaritado. Vale ficar de olho também em sonhadores antigos como Sharks, Predators, Blues e Capitals.

4. Marian Hossa será trocado

Essa é uma das previsões dessa lista que talvez não aconteça mas você amigo e amiga sabe que existe a real possibilidade e o potencial culpado disso é o salary cap do Chicago Blackhawks. Atualmente, a equipe tem um cap space de 436 mil trumps. Virtualmente nada. Patrick Kane e Jonathan Toews serão homens ricos por muito tempo e não vão para lugar algum. O mesmo pode se dizer para Corey Crawford, Duncan Keith e Brent Seabrook. Isso sem falar de Artemi Panarin que acabou de renovar com o Hawks. Isso acaba nos deixando com quatro suspeitos: Hossa, Artem Anisimov, Markus Krueger e Nicklas Hjalmarsson. Hjalmarsson é o mais novo do trio defensivo principal então não. Anisimov centra a linha de Kane e Panarin, esse também não. Isso nos deixa com Hossa e Krueger. Caso o #81 não seja trocado, porque não pensar como seria uma nova vida sob a luz do luar de Vegas?

Hossa foi peça crucial nos últimos três títulos do Blackhawks, pode esse ser o fim do ciclo? (Créditos: ESPN)

5. Ben Bishop será trocado
Com o talentoso Andrei Vasilevskiy na fila para assumir a goleira do Lightning por um ótimo período de tempo, é difícil pensar em uma vida muito longa para o camisa #30 em sua atual casa. Pra dizer a verdade, esse dilema quase foi resolvido em junho, quando Bishop esteve as portas de ser trocado para o Calgary Flames, troca esta que nunca se concretizou. Se ventila que a pedida de Bishop para seu novo contrato é de 7M por temporada (Bish é FA no fim dessa temporada) e como o Lightning sofre com problemas de cap space e tem contratos importantes para renovar, é o caminho natural a saída de Bishop.

Bish, please! (Créditos: alchotron.com)

6. Ben Bishop irá para o Dallas Stars
Seja em março na trade deadline ou em julho na free agency, Dallas é a casa perfeita para receber o atual #30 do Lightning. As estrelas texanas tem aspirações e talento para pensar em uma longa caminhada nos playoffs mas convenhamos que tudo isso fica difícil de ser alcançado com a dupla mortal Kari Lehtonen/Antti Niemi entre os postes. Apesar das lesões sofridas nas duas últimas temporadas, não podemos esquecer que Bishop liderou o Lightning para uma Stanley Cup Final e para a final do leste em 2016 com um cartel de 8-2 antes de se lesionar no jogo 1 da final vs Pittsburgh.

7. Alex Ovechkin não marcará 50 gols nesta temporada.

Correndo o risco de acordar um urso (assim como fiz no primeiro post da história desse blog em 2013), nada leva a crer que o russo repetirá as últimas três temporadas e vai alcançar o número mágico e isso tem lá seus motivos. O powerplay do Capitals segue bom mas já não é a máquina poderosa de antes (um tanto da má fase do PP se deve a temporada gelada de Evgeny Kuznetsov) e isso afeta a produção de pucks na rede de Ovechkin. Tomando as últimas três temporadas como base, Ovechkin marcou 154 gols em 238 partidas, média de 0.64 por partida. Desses 154 tentos, 68 deles foram marcados via powerplay, impressionantes 44.15%. Se esses números forem expandidos para a carreira, até o jogo desse domingo contra Ottawa, Ovechkin marcou 37.08% de seus gols (201 de 542) no powerplay. Nesta temporada, o russo marcou apenas 6 de seus 17 gols quando seu time estava com a vantagem numérica no gelo, isso dá 35.2%, ficando abaixo de suas médias normais. Ovechkin também está chutando menos a gol, até a partida deste domingo, o russo tinha realizado 140 disparos a gol em 35 partidas por ele disputadas, média de 4 por jogo. Ovie está no caminho para chutar aproximadamente 328 vezes a gol nessa temporada, o que seria a menor quantidade de disparos a gol em uma temporada completa desde 2011-2012. O camisa #8 também está acertando menos, o russo converteu apenas 12.1% de seus disparos até agora, sendo a pior porcentagem de sua carreira desde 2010-2011. Tudo isso pode ser somado ao fato de que Ovechkin também está entrando menos no gelo. Até a peleja desse domingo, Ovie tinha um TOI médio de 18:41 por jogo, essa é a pior marca de sua carreira em uma única temporada e fica quase três (!!!!) minutos abaixo de sua média.

Jogando menos, chutando menos e acertando menos. “The Great 8” precisará de uma segunda parte gloriosa para alcançar os 50 gols novamente. (Crédito: mymindonsports.com)

8. Darryl Sutter na corda bamba
Essa é mais conspiração do que necessariamente uma previsão mas vale a pena ficar de olho. É certo que a lesão de Jonathan Quick no início da temporada não o ajudou em nada e o ataque, tirando Jeff Carter, vem deixando a desejar, seja com produção baixa ou com lesões. Com tudo isso, os reis hoje estão fora da zona dos playoffs e correm algum risco de ficarem fora dos playoffs pela segunda vez em três anos na divisão mais acessível de toda NHL. Vale a pena ficar atento.

Bom como técnico e como meme, a vida sem Jonathan Quick não é tranquila para Sutter.

9. Toronto Maple Leafs nos playoffs.
Yeah baby, Matthews levará Toronto aos playoffs e eu tenho medo de zicar os garotos de Mike Babcock com esse palpite.

10. Outside games em Tampa Bay e Nashville

A NHL confirmou nesse domingo antes do Centennial Classic que tem planos para realizar três partidas ao ar livre em 2017. O Lightning já está algum tempo na lista de destinos possíveis para receber esse evento e não vejo motivos para ele não acontecer no ano que chegou, o mesmo pode se encaixar para Nashville. Se pudesse palpitar os jogos, porque não pensar em Lightning x Flames no Tropicana Field (ballpark do Tampa Bay Rays) e um Predators x Red Wings no estádio do Titans? I’m young, let me dream.

11. O Puck Brasil chegará aos 5.000 seguidores

Vamos trabalhar muito para isso e precisamos muito da ajuda de vocês para cumprir essa ousada meta, vamos aos 5k!

12. Rick Nash e/ou Marc-Andre Fleury irão para Vegas

Em entrevista no ano passado, George McPhee (GM dos cavaleiros dourados) disse que busca 5-6 bons jogadores para construir seu time em torno deles. Nash tem um contrato salgado e precisaria abrir mão de sua cláusula de não troca para ser exposto ao draft da expansão e o Rangers sonha em assinar com um bom defensor (cof cof KEVIN SHATTENKIRK cof cof) na free agency, faz algum sentido. Já Fleury, fora um meteoro vindo em direção a terra, deve ser o goleiro exposto por Pittsburgh no draft e Vegas adoraria ter um goleiro que apesar do problema com as lesões, ainda pode manter um bom nível por mais 3-4 anos.

Oponentes nos últimos três playoffs, 2017 pode reservar uma nova casa para Fleury e Nash. (Créditos: zimbio.com)

13. Liquidação no Avalanche.
Ninguém está salvo. Fora uma melhora e um milagre de proporções bíblicas, provavelmente o Avalanche ficará nas últimas colocações da liga e eu repito, ninguém está salvo. Joe Sakic e Jared Bednar são os primeiros candidatos a atualizar suas páginas no Linkedin. Matt Duchene, Jarome Iginla e Semyon Varlamov podem muito bem encontrar casas novas durante os 364 dias que ainda nos faltam.

Lenda como jogador, Joe Sakic agora experimenta a complicada vida de ser GM em um time que pouco alcançou. (Créditos: Denver Post)

14. Prêmios

Sidney Crosby levará o Hart Trophy (MVP da temporada), Lindsay Award (melhor jogador da temporada eleitos pelos jogadores), Art Ross (maior pontuador da temporada) e o Rocket Richard (maior artilheiro da temporada). Matthew Tkachuk ficará com o Calder (melhor rookie da temporada). Sergei Bobrovsky ficará com o Vezina (melhor goleiro da temporada). John Tortorella leva pra casa o prêmio de melhor treinador e Auston Matthews será a capa do NHL 2018.

15. Jaromir Jagr.

Ele seguirá jogando, batendo recordes, trabalhando mais do que qualquer jogador da liga e ainda vai encontrar tempo para seguir sendo o sex appeal número um da NHL. Forever young, Jags, forever young!

Jags e seu “irmão perdido” PK Subban durante o All-Star Game em janeiro de 2016. (Créditos: Philly Influencer)

20 Minutos – Edição 7

  1. Nós esquecemos que os superheróis também são humanos. Assim como os jogadores de hóquei. Por mais fortes, talentosos, ricos ou vencedores que sejam. Um dia suas humanidades aparecem.
  2. Bryan Bickell ganhou 3 Stanley Cups em Chicago, viveu o lado bom e o lado “ruim” da gloria conquistada junto com Jonathan Toews, Patrick Kane e companhia antes de ser “chutado” para fora da cidade por causa de seu contrato ruim e levou consigo o jovem Teuvo Teravainen para o Carolina Hurricanes. Na tarde da última sexta feira (11), o Hurricanes anunciou que Bickell foi diagnosticado com esclerose múltipla, algo que provavelmente o deixará fora da temporada.

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    Fique bem Bryan! Foto: USATSI
  3. “Desde os playoffs de 2015 que eu não conseguia entender o que estava de errado com meu corpo. Essa sensação ruim aconteceu novamente essa semana, senti que definitivamente algo não estava certo. Obviamente foi um choque para mim e minha família, mas estou confiante que conseguirei voltar para o gelo e continuar jogando o esporte que amo” – Bryan Bickell. Nós também acreditamos, Bryan.
  4. Sabe lá Deus o motivo, essa singela coluna parece ter o estranho poder de prever o futuro (ou pelo menos uma parte dele). Jacob Trouba finalmente assinou com o Winnipeg Jets, contrato de 6.5M/2yrs. Como dissemos aqui na semana passada, Kevin Cheveldayoff é um negociador complicado e isso se mostrou verdade. O problema é que o jovem padawan Trouba se colocou em uma situação complicada, sendo posto no 3* par defensivo da equipe o que não é nada glorioso para um jogador com seu talento. Na entrevista pós-assinatura de contrato, Cheveldayoff foi perguntado se o pequeno valor do contrato seria para facilitar uma troca, sua resposta foi clara e seca: “Trouba é um Winnipeg Jet”.

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    Com menos dinheiro do que deveria, Trouba será alvo #1 de vários times até a trade deadline. Foto: Getty Images
  5. Trouba não será um Winnipeg Jet por muito tempo, pelo menos é o que o senso comum diz. Uma prova disso é o baixo valor contrato assinado, é sempre bom lembrar que o agente de Trouba é o mesmo que tirou Kyle Turris do Coyotes e levou para o Senators quando o center passou pelo mesmo dilema de Trouba alguns anos atrás. Eu seguirei com a conspiração da semana passada em uma troca Trouba/Anthony Mantha como algo que faz sentido para as duas franquias, veremos as cenas dos próximos capítulos.
  6. Os problemas do Canucks seguem mais fortes do que nunca. É fato que a equipe finalmente venceu uma partida no regulation time, supreendendo Alain Vigneault e o NY Rangers em pleno Madison Square Garden, vencendo a peleja por 5-2. Um ponto positivo, talvez o único, dessa road trip do Canucks é que Loui Eriksson e Sven Baerstchi finalmente marcaram um gol. Você já sabe, se seu time precisa que o jogador mais importante volte a vida ou que a fase do seu time melhore, é só pedir para ele ser cornetado aqui.
  7. Mas…, as boas notícias podem parar por aqui. A vitória no MSG foi a única coisa boa que se destacou em uma sequência de 6 jogos fora de casa que resultou em uma campanha de 1-5-0, com apenas 11 gols marcados (5 no jogo contra o Rangers, 8 nos jogos contra Rangers e Leafs) e 20 sofridos, isso sem falar no HORRENDO desempenho de 1 de 17 (!!!) no powerplay. Apesar de toda boa vontade que Willie Desjardins vem colocando em seu trabalho e mesmo com a equipe tendo alguma estrutura defensiva, é tempo de mudar.
  8. Ainda falando do Canucks, uma das polêmicas da semana foi o hit que Nazem Kadri aplicou em Daniel Sedin no jogo Canucks 3-6 Leafs. Apesar de entender quem discorde dessa opinião, eu não entendo o porque de Nazem Kadri não ter sido suspenso. Sedin estava em posição quase zero de se defender e penso que esse deve ser o tipo de hit que a liga considera banir ou diminuir. Tirem suas conclusões. 
  9. A coisa também não anda tão gloriosa para o Calgary Flames. O time vai caminhando para outra temporada na qual a equipe é muito boa no papel mas passa vergonha no gelo. O começo 5-10-1 da equipe está MUITO aquém daquilo esperado para Brad Treliving e companhia. E você sabe, quando um time cheio de estrelas não vem rendendo, é crítica para todos os lados. Brian Burke, presidente de operações da equipe, já deixou clara sua insatisfação com as estrelas da equipe “nossos melhores jogadores não estão sendo os melhores ultimamente”, o capitão Mark Giordano já chamou a responsabilidade para si em no mínimo 6 derrotas, Sean Monahan e Johnny Gaudreau também se colocaram no banco da vergonha. Como disse antes, o time é muito bom no papel, mas….

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    Quando a fase é ruim, nem ser estrela ajuda. Foto: NHL
  10. Um dos culpados por tamanha desgraça do Flames nesse começo de temporada é o seu powerplay (ou melhor dizendo, a falta dele). Em um mês de temporada, o Calgary Flames marcou CINCO GOLS em 16 jogos. CINCO GOLS em um mês de temporada. Fora o detalhe mais estranho: Apenas um PPG foi marcado no Scottiabank Saddledome, casa do Flames. Para efeito de comparação, Matt Moulson winger do Buffalo Sabres, tem 5 gols só no power play.
  11. 3 derrotas seguidas, 4 vitórias seguidas, 3 derrotas seguidas, 3 vitórias seguidas e 2 derrotas seguidas. Essa campanha ao melhor estilo Auto da Compadecida de ficar rico e ficar pobre, ficar rico e ficar pobre pertence ao Los Angeles Kings que perdeu na última sexta para o Senators por 2-1 sofrendo o gol da derrota com 6 segundos para o fim do jogo. A vida sem Jonathan Quick (ou dependendo do ponto de vista, a vida com Jeff Zatkoff e Peter Budaj) será complicada para os reis.
  12. Falando sobre o Senators, os placares das últimas seis vitórias dos comandados de Guy Boucher: 2-1, 2-1, 1-0, 2-1, 2-0 e 3-0. É ainda mais absurdo dizer que o Senators ganhou 5 partidas quando marcou dois gols ou menos nessa temporada, ultrapassando as quatro vitórias desse tipo que o Senators teve na última temporada TODA. Além disso, o jogo contra o Kings foi outra partida sem pontos para Erik Karlsson, tendo três pontos nas últimas 10 pelejas. Essa é a pior sequência de pontos em 10 jogos do camisa #65 desde o intervalo entre 05/02/2011 e 01/03/2011 (info do @AdnanOnMUFC).
  13. Se somado o começo da temporada passada ao começo dessa, Carey Price está 20-2-0. Se somado a copa do mundo, Carey Price está 25-2-0. Carey Price não é humano.

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    Super Carey HEY HEY! Foto:Minas Panagiotakis/Getty Images
  14. Eu não simpatizo muito com a ideia de definir vencedores para os prêmios individuais ainda no primeiro mês da temporada mas precisamos falar seriamente sobre Lindy Ruff e seu Dallas Stars.
  15. Caso o Stars consiga vaga nos playoffs, Lindy Ruff merece séria consideração para o Jack Adams Award, prêmio de melhor treinador da temporada. Além de ter uma dupla de goleiros mais instável que o preço do dólar, Lindy Ruff está sem poder contar com Patrick Sharp, Jason Spezza, Jiri Hudler, Cody Eakin, Mattias Janmark e Ales Hemsky. Desses seis, quatro (!!!) deles fazem parte do top6 ofensivo do Stars e todos eles tem potencial para pelo menos 20 gols e 50 pontos. E ainda assim, o Stars está hoje na zona de playoffs com uma campanha de 6-6-3, quando esses jogadores é o caminho natural que essa campanha melhore e que minha campanha para Lindy Ruff levar o Adams só cresça.
  16. Começando nossa sessão Hall da Fama desse 20 minutos. Na próxima segunda-feira (14), três jogadores e um treinador serão introduzidos a maior honraria que o esporte reserva. Além deles, Sam Rosen, narrador do Rangers desde 1984 ganhará o Foster Hewitt Memorial Award por suas contribuições como comunicador. Rosen disse que na sua carreira essa é sua maior conquista: “Tudo que fiz em minha carreira como comunicador está sendo reconhecido como um dos melhores de todos os tempos. Para estar nesse prestigiado espaço com grandes jogadores de um lado e grandes escritores e comunicadores do outro, ao longo dos anos você percebe como isso é importante e percebe que você foi escolhido, é realmente uma honra enorme”.
  17. Rosen tem grandes narrações ao longo de sua carreira mas penso que só uma delas é merecida de estar aqui. 1994, Stanley Cup Finals, Game 7. The waiting is over. The New York Rangers are the Stanley Cup Champions, and this one will last a lifetime.
  18. Além de Rosen, Sergei Makarov, Pat Quinn (já falecido, sua filha é quem recebeu seu anel do HOF e deve fazer o discurso da introdução de seu pai), Rogie Vachon e Eric Lindros. Sergei Makarov foi um dos componentes do famoso “Russian Five” junto com Igor Larionov, Vladimir Krutov, Slava Fetisov e Alexei Kasatonov. Com essa armada, Makarov ganhou duas medalhas olímpicas de ouro (1984, 1988) e oito campeonatos mundiais (11 medalhas no total) entre o final dos anos 70 e o início dos anos 90, além de ser o jogador mais velho da história a ganhar o Calder Memorial Trophy de melhor rookie da temporada com seus 30 anos em 89-90 pelo Calgary Flames. Rogie Vachon, um dos melhores goleiros da história da liga, ganhou três Stanley Cups com o Montreal Canadiens em 1968, 1969 e 1971 além de ser a primeira grande estrela da história do Los Angeles Kings. Vachon também fez história a ser o primeiro jogador na história do Detroit Red Wings a receber mais de um milhão de dólares por temporada.
  19. Pat Quinn treinou Philadelphia Flyers, LA Kings, Vancouver Canucks, Toronto Maple Leafs e Edmonton Oilers entre 1978 e 2010. Como treinador do Flyers, Quinn liderou a equipe ao recorde de 35 jogos seguidos sem perder e chegou a Stanley Cup Final de 1980 perdendo para o NY Islanders em seis jogos, ele foi eleito o melhor treinador daquela temporada. Em 87-88, Quinn assumiu o papel de presidente e GM do Vancouver Canucks (só pode ser treinador da equipe em 90-91 devido a suspensão), foi responsável pela aquisição do franchise goalie Kirk McLean em setembro de 1987 (vindo do New Jersey Devils) além de ter draftado Trevor Linden em 1988 e Pavel Bure em 1989, sendo assim o arquiteto da equipe que foi a Stanley Cup Final de 1994, quando perdeu para o NY Rangers em 7 jogos. Quinn assumiu o banco do Maple Leafs antes da temporada 98-99, com ele no comando as folhas só ficaram fora dos playoffs em uma temporada (05-06, quando acabou sendo demitido) e chegou em duas finais da conferência leste, perdendo para o Buffalo Sabres em 1999 e para o Carolina Hurricanes em 2002. Quinn foi responsável por encerrar uma seca de 50 anos sem ouro olímpico da seleção canadense levando a honraria em 2002, venceu também a copa do mundo em 2004. Ele esteve atrás do banco em 1.400 partidas, vencendo 684 delas (48.8%) e indo 15 vezes aos playoffs, Quinn faleceu aos 71 anos no dia 23/11/2014.

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    Homenageado em memória, Quinn encerrou o maior drama da história recente do hóquei canadense com o ouro olímpico de 2002. Foto: Sportsnet
  20. E temos Eric Lindros que terá um post especial nesse querido blog na segunda feira, dia que será introduzido ao Hall da Fama. Tudo que posso dizer é que tudo rodeado a carreira de Lindros foi grande como ele, seja pro bom ou pro ruim. E que ele merece mais do que ninguém estar no Hall.

20b. Nota do editor: Columbus Blue Jackets 8-4 St. Louis Blues, coisas estranhas acontecem quando 20 minutos e Blue Jackets se encontram na mesma esquina.

20 Minutos – Edição I

Olá amigos e amigas! Depois de muito tempo maturando essa coluna, finalmente tive coragem de desenvolve-lâ e publicar. Esse espaço foi inspirado no 30 Thoughts escrito pelo mito sagrado (e ídolo jornalístico do pobre homem que vos fala) Elliotte Friedman. Mas, é claro, nossa coluna tem um jeito completamente diferente apesar de seguir o mesmo estilo de esquematização. Esperamos responder algumas perguntas na próxima edição, o 20 Minutos deve ser publicado preferencialmente entre terças e quintas. Espero que gostem!

  1. O rascunho dessa coluna foi desenvolvido logo depois do espetacular jogo 7 entre St. Louis Blues e Chicago Blackhawks, jogo qual o Blues matou seu demônios (pelo menos por esse round) e despachou os campeões. Contando com o bom desempenho de jovens como Vladimir Tarasenko e Jori Lehtera, o melhor jogador do Blues na série em minha opinião foi o goleiro Brian Elliott que parece ter finalmente agarrado a chance que lhe foi tirada nos últimos anos e evoluiu seu nível de jogo. Com a classificação, os azuis chegam ao 2° round pela primeira vez desde 2012 e conseguem vencer uma série de 7 jogos pela primeira vez desde 1999 quando bateu o Phoenix Coyotes. A próxima missão é chegar a final da conferência oeste pela primeira vez desde 2001.

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    Créditos: NHL.com
  2. A eliminação do Blackhawks manteve uma streak intacta. Desde o Detroit Red Wings 96-97 e 97-98 a NHL não tem um time que leva a Stanley Cup por duas temporadas seguidas. Atrevo-me a chamar essa sequência de #YzermanCurse
  3. As estrelas sumidas nos playoffs também foi algo que despertou minha atenção até agora. Falando superficialmente de alguns deles: Paul Stastny (2 assistências e -2 em 7 jogos, cada ponto de Stastny nos playoffs até agora valeram a bagatela de 3.5 milhões de obamas), Claude Giroux e Wayne Simmonds (somados equivaleram a 3 pontos – todas assistências –  e -3 nos 6 jogos da série, no caso de Giroux apenas um ponto em 6 jogos com uma média de quase 21 minutos no gelo por partida, ouch), Eric Staal ( zerado, -7 em 5 jogos mesmo tendo o 5° tempo no gelo entre os atacantes do Rangers), e por último, o quarteto “fantástico” formado por Marian Gaborik, Dustin Brown, Drew Doughty e Tyler Toffoli (todos somados para 4 pontos, plus minus de -10 e 29 chutes a gol. Drew Doughty estava no gelo em mais de 70% dos gols marcados pelo Sharks na série)
  4. Isso levanta uma boa questão, o quanto determinadas equipes dependem de suas estrelas? A resposta é que, em minha opinião, os bons times conseguem “minimizar” a importância delas. Dois exemplos disso são Dallas Stars e Tampa Bay Lightning.
  5. Falando sobre Dallas, dois pontos curiosos. Nicklas Hjalmarsson em entrevista disse que o Stars jogava um “Rock N’ Roll hockey”, esse estilo de jogo consegue vencer muitas partidas na temporada regular, nos playoffs nem tanto. Segundo ponto:  Das 16 equipes que começaram a jornada, 5 delas trocaram de goleiro durante a série – Ducks, Flyers, Red Wings, Penguins e Stars – , excluindo a troca do Penguins que se deu por razões medicas e sem contar o resultado do jogo 7 entre Predators e Ducks na quarta, os goleiros que entraram depois (Frederik Andersen, Michal Neuvirth, Petr Mrazek e Antti Niemi) somam um recorde de 8-5. Apenas o Dallas Stars trocou o goleiro titular estando na liderança da série.
  6. Tenho a triste sensação que séries como Lightning/Red Wings e Sharks/Kings duraram menos do que deveriam, principalmente no caso da primeira. Quem vê o resultado pode se enganar, essa série foi muito mais equilibrada do que pareceu, Ben Bishop roubou a cena e a série em favor do Lightning.
  7. Saindo por um instante do tema playoffs. Sábado é o sorteio das bolinhas sagradas da ordem do draft. Caso o Toronto Maple Leafs não vença, teremos um choro coletivo frente ao Air Canada Centre. Caso o Oilers vença, Gary Bettman talvez coloque fogo no escritório da liga.
  8. Falando em Edmonton, vamos ao jogo da suposição. Se por algum milagre divino (ou magia demoníaca, fique a vontade para escolher) o que fazer com a escolha? A resposta lógica seria draftar Auston Matthews mas a franquia já tem Connor McDavid, Leon Drasailt e Ryan Nugent-Hopkins, então vamos para a resposta alternativa: trocar a escolha. Edmonton precisa de defensores que saibam defender (nesse caso, o pleonasmo faz total sentido) e o alvo perfeito seria Oliver-Ekman Larsson (que até a saída de Don Maloney era intocável, mas nunca se sabe o dia de amanhã). Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.
  9. Um time que adoraria ter uma escolha no Top 3: Calgary Flames. É nítido que a franquia tem uma cratera no depth de right-wingers e Brad Treliving adoraria colocar suas mãos em Jesse Puljujarvi ou Patrick Laine sem ter que trocar para subir na ordem. Outro motivo interessante para acompanhar a offeseason do Flames:  Extensões de Johnny Gaudreau e Sean Monahan.
  10. Quem você não queria ser de jeito nenhum nessa offseason: Jim Benning e Trevor Linden, homens fortes do Vancouver Canucks.
  11. Voltando ao assunto playoffs, fatores como special teams (PP/PK) e faceoffs são importantes numa conquista da Stanley Cup mas, às vezes são “menos fundamentais” na vitória em uma série. Exemplo: Levando em conta a pequena amostragem (é muito mais seguro traçar uma tendência estatística utilizando uma amostragem de 82 jogos do que uma de 5/6/7), dos quatro times com pior porcentagem de faceoffs vencidos (Capiatals, Penguins, Sharks e Predators) três estão o próximo round. Por quê? Eles compensaram outras áreas. Caps e Penguins, por exemplo, estão no top 3 em PP/PK mesmo com o numero baixo. Mas é bom lembrar que vencer faceoff é muito importante  numa conversão ou queima de um powerplay. Nesse caso vamos para um exemplo meio senso comum: Quando seu time está no PK, vence o faceoff e limpa a zona, o adversário perde em torno de 15-20 segundos apenas para ir buscar o disco e começar o ataque. 20 segundos equivale a ¹/6 do tempo de powerplay. Se seu time faz isso 3 vezes, seu adversário perde 60 segundos preciosos indo apenas buscar o disco em sua própria zona.
  12. Mas se tem um quesito que a estatística consegue provar a eficiência está relacionada aos times que levam a liderança da partida para os 20 minutos finais e vencem a peleja. Excluindo o jogo 7 entre Nashville/Anaheim, nas 31 partidas que um time levou a liderança do segundo para o terceiro período, apenas dois deles perderam: Panthers (perdeu o jogo 6 vs Islanders após estar liderando por 1-0 depois de 40) e o Blackhawks (perdeu o jogo 3 vs Blues após estar liderando por 3-2 depois de 40), ironicamente ambos vão assistir o 2° round dos playoffs pela TV.
  13. Fato curioso: Independente do que acontecer entre Nashville/Anaheim,  6 dos 8 times no segundo round tem uma Stanley Cup conquistada ou nenhuma. Caso o Predators passe, três dos quatro times restantes no oeste estariam em busca de sua primeira conquista.
  14. Pela primeira vez na história, NENHUM time canadense ou do Original Six estará no segundo round dos playoffs.
  15. O mundo do esporte estará de olho na série Washington Capitals vs Pittsburgh Penguins, ou melhor dizendo, Alex Ovechkin vs Sidney Crosby que se encontram nos playoffs pela primeira vez desde 2009 quando Sid e amigos venceram a série em 7 jogos no caminho para a Stanley Cup. Dentro desse confronto, destaco dois “mini” embates que podem ser cruciais na definição do vencedor da série. 1: Phil Kessel vs Justin Williams e 2: Tom Kuhnhackl-Matt Cullen-Eric Fehr vs Jason Chimera-Mike Richards-Marcus Johansson.

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    Créditos: NHL.com
  16. Essa série, dependendo da forma que acabe, pode lembrar muito a final da conferência oeste de 1997 entre Detroit Red Wings e Colorado Avalanche. Por muito tempo, Steve Yzerman e companhia tiveram de lhe dar com fracassos homéricos nos playoffs, incluindo um dos maiores upsets da história das finais quando foi varrido pelo Devils de Martin Brodeur em 1995. Na temporada seguinte, o Red Wings conseguiu a melhor campanha da história da NHL (63 vitórias) e era mais uma vez super favorito para a conquista da Stanley Cup, sendo parado por Joe Sakic e o Avalanche em 6 jogos, mesmo Avs que levaria a copa dias depois. Yzerman, Fedorov e cia se vingaram de Sakic no ano seguinte, batendo o Avalanche em 6 jogos e levando a Stanley Cup para Detroit depois de mais de 30 anos. Não que bater Crosby vá significar Stanley Cup para o Capitals, mas bater o Penguins seria um combustível semelhante ao que o Red Wings de 97 tinha.
  17. Por sinal, Capitals em 7.
  18. Boa pergunta para o jogo decisivo entre Predators e Ducks: O que será de Bruce Boudreau caso os patos sejam eliminados pela quarta vez seguida em casa e no jogo7?
  19. Troy Brouwer estava no Blackhawks em 2011 quando o Canucks eliminou Chicago em 7 jogos, vingou as eliminações de 2009 e 2010 começando seu caminho para a Stanley Cup Final. Ontem, ele foi o responsável pela vingança do Blues sobre o Blackhawks, mundo pequeno.
  20. Como um time em rebuild, essa coluna irá melhorar com o tempo; a dedicação desse amigo que vos fala, mas principalmente, com a ajuda de vocês leitores/leitoras, o grande motivo do Puck Brasil existir. Grande Abraço!