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Puck na cara #7 – Top 30 Goal Horns

Puck na cara #7 – Top 30 Goal Horns

Olá caros leitores do Puck Brasil, @lucas_flames aqui e sejam bem vindos a mais uma edição do Puck na Cara, dessa vez um pouco diferente. Vamos fazer um top 30 aqui, sobre uma das coisas que mais gosto na atmosfera das arenas de hóquei: as goal horns.

Eu tenho nutrido um gosto muito grande pelas horns, tendo até colocado a horn do Flames como alarme do telefone, e como estamos na offseason, sem muita coisa acontecendo na NHL, pensei: por que não?

As horns vão ser avaliadas pelo som da sirene, música e pelo som na arena. Todos os vídeos são do canal Famous Goal Horns, do Youtube. Sem mais delongas, vamos a lista!

 

#30 – New York Islanders

Torcedores do Isles, culpem o Barclays Center por isso. A horn do Isles é considerada a pior da liga dentro de uma arena, e faturou o troféu lanterninha do nosso rank. Uma pena, pois adoro Crowd Chant como goal song.

#29 – Carolina Hurricanes

Essa horn é considerada por muitos como pior até que a do Islanders. Parabéns, Hurricanes. #SQN

#28 – Winnipeg Jets

Pessoalmente acho essa horn muito estridente (além do normal, quero dizer) e  também, a musica não combina em nada com o time. VOLTA HELL YEAH.

#27 – Edmonton Oilers

Juro que não é meu clubismo atuando aqui. A música é bem legal, por sinal, mas a horn é tão gritante quanto a do Jets.

#26 – Colorado Avalanche

Por favor, voltem com aquela horn que parecia alarme de avalanche. Era tão legal… (Para quem não se lembra, foi usada de 2000 a 2003).

#25 – Buffalo Sabres

Essa horn é bem “meh”. Podia ser bem melhor.

#24 – New Jersey Devils

Goal Song até legalzinha, mas não o suficiente para chegar mais no topo da lista. Poderia ser pior se não tivesse o “YOU SUCK” da torcida.

#23 – Washington Capitals

Essa sirene de polícia no meio da horn… eu não consigo gostar de forma alguma. Se não fosse isso, estava no top 15.

#22 – Philadelphia Flyers

Horn semelhante e goal song igual a de Tampa Bay, a diferença que a do Bolts é melhor.

#21 – Ottawa Senators

Essa versão eletrônica de Song 2 não me desse pela garganta. Fica melhor quando usam a versão original no throwback thursday.

#20 – Vancouver Canucks

Só está aqui por causa de Holiday. Com as outras songs é horrível.

#19 -Detroit Red Wings

A horn é boa, mas a música não empolga tanto a torcida na minha opinião.

#18 – Montreal Canadiens

Acho legal ter a música em francês, devido a localização do time, lembrando que em Quebéc se fala francês. Allez Montreal!

#17 – Boston Bruins

Até certo ponto, icônico, mas superestimada. Não deixa de ser legal.

#16 – Los Angeles Kings

Kings marca, soa a horn e começa com I Love LA. Parece ser ruim, mas de repente a musica se adequa a atmosfera da torcida. 16º lugar está bom para a horn do Kings, fechando a primeira metade da lista.

#15 – Dallas Stars

Abrindo o Top 15. A horn é boa, a torcida gritando o nome do time é legal também. 15º lugar para eles.

#14 – Florida Panthers

Gosto bastante dessa horn. Mas não consigo não pensar na imitação de onça do Serjão Berranteiro quanto se ouve o rugido durante a goal song.

#13 – San Jose Sharks

Um clássico das músicas de torcida. Boa escolha para o Sharks. 14º lugar para eles.

#12 – Arizona Coyotes

Esse uivo após a horn é bem simpático, e a música combina com o time. Howling for You é uma boa.

#11 – Minnesota Wild

Boa horn no geral. Merece o 11º lugar.

#10 – Columbus Blue Jackets

UM PUTA CANHÃO NO MEIO DA HORN. Como não gostar? Abre o top 10!

#9 – Toronto Maple Leafs

OOOOOH OOOOOOH OOOOOH GO LEAFS GO!

#8 – Nashville Predators

Começa com música country, o que combina com Nashville, mas a participação da torcida na segunda parte é a essência do time.

#7 -St Louis Blues

When the Blues Go Marching In, histórico e combina com o time.

#6 — Tampa Bay Lightning

Bobinas de Tesla durante a horn, genial. Como disse antes, uma versão melhorada da horn do Flyers.

#5 – Calgary Flames

YEEEEEEEEAH, I’M ON FIRE! A horn combina demais com o time, a música também. Essa combinação vale demais o top 5.

#4 -Chicago Blackhawks

CHELSEA DAGGER! Essa música é excelente e a horn muito boa. 4º lugar pra eles

#3 -Pittsburgh Penguins

LET’S GET A PARTY STARTED! Combina bastante com a festa que os torcedores do Penguins fazem a 2 temporadas. PARTY HARD!

#2 -New York Rangers

Esse riff de guitarra com a participação da torcida chega a dar arrepios de tão boa.

#1 -Anaheim Ducks

Unica coisa boa do time. Brincadeiras a parte, acho a música a melhor atualmente. Bem cativante. A horn também é excelente. Primeiro lugar da lista para o Ducks.

Chegamos ao fim do Top 30. Vocês fariam alguma mudança? Qual é o top 10 de vocês, caros leitores? Comentem, opinem, e, mais importante, cornetem! Grande abraço e até o próximo Puck na Cara!

Puck na cara #5 – Stanley Cup Playoffs #2 e A Grande Final

Puck na cara #5 – Stanley Cup Playoffs #2 e A Grande Final

Olá caros leitores do Puck Brasil! No dia em que se inicia a final, depois de ter falhado miseravelmente nos palpites da primeira rodada e sofrer com a famosa falta de tempo, eu, Lucas Mendes, estou aqui de volta pra falar sobre os amados playoffs da NHL, mas antes de tudo, quero mandar um TANKA MAIS pro meu caro amigo Canuck, Andrei Henrique.

Embora esses playoffs estejam levemente manchados por erros crassos de arbitragem, que definiram o andamento de algumas séries, tivemos duas ENORMES surpresas, uma pipocada que todo mundo espera (alô Capitals), além da volta dos canadenses, que ficaram fora na última temporada, chegamos ao clímax, a grande final, onde um time chorará, e outro alcançará a glória máxima do hóquei, inclusive, podendo ser um campeão inédito.

Destrinchando um pouco, vamos falar primeiro da conferência Oeste, onde tivemos a maior surpresa talvez da história da NHL. Quem, em sã consciência apostaria que o último time a se classificar aos playoffs anularia totalmente e varreria o melhor time classificado em sua conferência? Sério, aplausos de pé para o Nashville Predators. Enquanto isso, o Chicago Blackhawks ficou só na espera de #OneGoal em casa. No outro lado dessa chave, tivemos outra varrida, mas nesse caso, teve muita polêmica. O Ducks varreu o Flames sim, mas erros de arbitragem nos três primeiros jogos colocaram em dúvida o resultado da série. Ainda nesse lado, tivemos o Oilers vencendo uma série de playoffs depois de 800 anos em rebuild e tank. Na segunda rodada ainda tivemos Ducks vencendo jogo 7 em casa (!!!) e o Predators vencendo o Blues. Na final de conferência, vimos o Predators chegando na grande final pela primeira vez na história. Smashville tem plenas condições de festejar como nunca visto antes. Só precisam de mais 4 vitórias.

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PK e Nashville estão como predadores em busca da taça. (Foto: Frederic Breedon/Getty Images)

Do lado leste, quem apostava no Ottawa Senators? Passando pelo Bruins e pelo Rangers, que eliminou Carey Price e cia na primeira rodada (PK Subban está assim: minha ex tá bem, só não está melhor que eu), mas parou no 2º overtime do jogo 7 na final de conferência contra o Penguins, que passou da sensação Blue Jackets e mais uma exaustiva vez, contra o time da pipoca anual, o Washington Capitals (Ovie nunca vai ganhar uma Stanley Cup mesmo, infelizmente) que tinha vencido o Toronto Maple Leafs, com sufoco. O Penguins volta a final e vai defender seu título, querendo levantar a Stanley pela 5ª vez.

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O olhar de quem quer levantar mais uma taça. (Foto: NHL)

O Penguins vem com certo favoritismo nessa final, pelo fato de ser um time mais acostumado com finais e mais experiente nos playoffs. Do outro lado, o Predators vem com o apoio imenso da torcida, que parece uma torcida sul-americana em jogo de libertadores, além de ter um baita goleiro em Rinne, uma defesa extremamente sólida liderada pelo negro maravilhoso PK Subban, sem falar no bom ataque.

A defesa deve ser o fator desequilíbrio, o que pode decidir o campeão nessa final. O Penguins sofreu bastante com erros defensivos nesses playoffs e precisa que seus 3 pares joguem de maneira sólida, evitando erros e impedindo o bom ataque de Smashville.

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Quem comemora? Quem chora? A final começa HOJE (29/05)! (Foto: NHL)

Mas, cá entre nós, temos uma certeza. A Stanley Cup desse ano, com certeza será amarela.

Impressões sobre a primeira fase de playoffs da NHL

Impressões sobre a primeira fase de playoffs da NHL

Depois de dois textos mais ou menos nesse formato e milhares (0 no total) pedidos de retorno, aqui estamos novamente. A primeira fase dos playoffs pela Stanley Cup está nos livros de História, mas vamos fazer uma análise do que se passou em cada série e porque certos times avançaram e outros não. Em algumas séries é um trabalho óbvio, em outras é mais minucioso, isso simplesmente porque muitas vezes as coisas ficam escancaradas para todos verem, mas às vezes não.

Mas antes de tudo, o que aconteceu? O caos, como sempre, não poderia ser diferente quando o primeiro gol dos playoffs sai num backhand topshelf de Tanner Glass sobre Carey Price, depois disso coisas estranhas aconteceram, outras até esperadas também aconteceram. Hora de tratar série a série:

Canadiens 2-4 Rangers Foi aqui que o caos começou, pode-se dizer que o New York Rangers segurou o pé na temporada regular para ir parar no lado da divisão do Atlântico na chave dos playoffs e deu certo.

No que foi anunciado como um duelo de goleiros, o que é óbvio quando se tem Henrik Lundqvist de um lado e Carey Price do outro, na verdade foi mais sobre os ataques. Nenhum dos dois times tem um conjunto de defensores incrível, mas no geral os defensores se comportaram bem e isso foi o bastante, os goleiros dispensam comentários. A grande questão é que o New York Rangers tem melhores jogadores no seu ataque e isso pesou muito, tirando o terceiro período e prorrogação do jogo 2 e o jogo 3, em ambos os casos o Rangers esqueceu de jogar e foi justamente onde perdeu 2 jogos. Nos 4 jogos restantes, o ataque do time de Nova Iorque falou mais alto, Alain  Vigneault achou combinações de linhas para atormentar os defensores de Montreal e Carey Price. Os goleiros fizeram o que puderam e no final das contas foi o poder para superar esses monstros que contou para o destino final da série, poder que o Canadiens não demonstrou, enquanto do outro lado os atacantes liderados por Mats Zuccarello, Mika Zibanejad e Rick Nash construíram o caminho.

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Rick Nash e Jimmy Vesey celebram (Foto: Frank Franklin II/AP)

Senators 4-2 Bruins Uma série decidida pelo equilíbrio dos times, o Boston Bruins tinha o melhor goleiro e o melhor jogador de linha, mas o Senators tinha mais equilíbrio em seu elenco. Para um time em reconstrução, o Boston Bruins foi realmente bem, mas o Ottawa Senators estava passos a frente e no final das contas isso pesou muito no destino da série.

A série foi disputada em 6 jogos com direito a prorrogação em 4 deles e todos os jogos foram definidos por 1 gol. Jogadores como Bobby Ryan, Derick Brassard e mesmo Clarke Macarthur, que marcou 2 gols vitoriosos no tempo extra, incluindo o gol que venceu a série, além deles também tivemos um impacto grande do quarterbarck Erik Karlsson, especialmente com lançamentos para os atacantes em velocidade. Se o Ottawa Senators teve isso, o Bruins teve muita vontade e intensidade, Brad Marchand, David Pastrnak, David Backes, os atacantes fizeram o que poderiam fazer, Tuukka Rask roubou gols, mas simplesmente o adversário era mais forte e conseguiu impor a força em momentos decisivos, o tipo de coisa que acontece muito nos esportes.

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Jogadores do Ottawa Senators comemoram o gol vencedor da série marcado por Clarke Macarthur (Foto:Michael Dwyer/Associated Press)

Capitals 4-2 Maple Leafs O Capitals era amplo favorito na série e venceu. Poderia parar por aí, mas as coisas foram muito além disso, muito além de 6 jogos dos quais 5 foram decididos na prorrogação, uma das 3 séries recordistas de prorrogação na história da NHL (as outras duas foram Phoenix/Arizona Coyotes vs Chicago Blackhawks em 2012 e Montreal Canadiens vs Toronto Maple Leafs na Stanley Cup em 1951), e todos os jogos sendo definidos por 1 gol apenas. Essa série mostrou que o Toronto tem Futuro e que o Capitals não é uma máquina invencível.

Um fator importante para o destino da série foi Auston Matthews, o jovem principiante na liga demonstrou uma boa capacidade de liderar sua equipe, de motivar os demais jogadores e a garotada seguiu o líder, pressionou o Washington Capitals o quanto pode. Do outro lado tivemos um time completo sendo pressionado em muitos momentos por uma equipe mais inexperiente, talvez a pressão que o time sofre pesou em alguns desses momentos, mas o Capitals conseguiu achar o caminho em alguns momentos, especialmente no último jogo da série. Enquanto o Toronto entrou despreocupado na série, o Washington tem um fardo muito grande para aguentar e é algo que vem atrapalhando sempre, ano após ano, essa série nos mostrou que se o Capitals pretende se livrar do fardo de não ter Stanley Cup, vai precisar deixa-lo de lado e não deixar que esse fardo o assombre.

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Marcus Johansson foi o herói no jogo 6 (Foto: Toni L. Sandys/The Washington Post)

Penguins 4-1 Blue Jackets Uma série surpreendente e não por motivos bons, o Columbus Blue Jackets decepcionou totalmente, mas ainda sim, não foi a grande decepção da pós-temporada. Em alguns momentos o Pittsburgh Penguins pareceu relaxado na série e com totais méritos, mas é mais fácil relaxar quando o adversário não pressiona você.

Há de se fazer uma ressalva de que nessa série aconteceu a primeira vitória do Blue Jackets em período regular (60 minutos) num jogo de playoffs, mas de resto tivemos domínio amplo do time de Pittsburgh. Vale ressaltar também que Marc-Andre Fleury fez uma ótima série, o goleiro teve que entrar de última hora no lugar de Murray e fez muitas defesas chave quando foi chamado ao trabalho. Além disso, o ataque do Penguins fez e teve liberdade para fazer tudo o que sabe, o tipo de coisa que termina desastrosamente quando se enfrenta Crosby, Malkin, Kessel, Kunitz, Rust…

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Penguins e Blue Jackets apertaram as mãos mais cedo que o esperado (Via: http://www.foxsports.com/nhl/gallery/columbus-blue-jackets-eliminated-by-pittsburgh-penguins-5-reasons-playoffs-042117)

Blackhawks 0-4 Predators SWEEP! SWEEP! SWEEP! SWEEP!, esse era o grito nos minutos finais do jogo número 4, em Nashville. A NHL é conhecida por ter muitas surpresas nos seus playoffs, mas ninguém no mundo imaginava que o Chicago Blackhawks 2016-17 seria varrido, de fato, o time era apontado como um dos grandes favoritos a vencer a Stanley Cup.

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Jonathan Toews e todo o Chicago Blackhawks estão tendo muita dor de cabeça após essa série desastrosa para o time (Foto: Associated Press)

A série começou de um modo estranho, os dois jogos em Chicago tiveram shutout de Pekka Rinne, o Nashville Predators mostrou ao mundo em apenas 2 jogos que o poderoso e temido ataque do time de Chicago não poderia apenas ser parado, mas completamente anulado. Rinne foi um fator importantíssimo nessa série e seu desfecho chocante, mas não foi o único fator, os jogadores de linha tiveram uma postura ótima durante os 4 jogos, não deram espaço para o Blackhawks usar suas poderosas armas, defendeu muito bem quando não teve o puck, pressionando, fazendo o adversário errar, isso deu espaço para o ataque aparecer e brilhar. Pela primeira vez na história dos playoffs de qualquer uma das 4 grandes ligas um time com a pior classificação da conferência varreu o time de melhor colocação, o Nashville Predators já fez história nessa série, mas certamente quer mais.

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Marcus Johansen celebra gol no jogo 4 (Foto: Associated Press)

Wild 1-4 Blues Essa era uma série com muita pegadinha, o time do Minnesota Wild era muito bom, mas desde o começo eu vi o St Louis Blues como favorito. Questão de momento e do tal matchup, se teve um time na temporada regular que foi não simplesmente uma pedra, mas um monte Everest, no sapato do Wild, esse time foi o Blues. Temporada regular é uma coisa e playoffs outra, mas nesse caso não foi.

A verdade é que o Blues fez o que fez em todos os confrontos na temporada regular: contragolpes rápidos e mortais quando era pressionado, mas além disso, achou um modo de trabalhar bem o puck e não precisar contar com Jake Allen o tempo todo. Allen foi um diferencial na série, saiu do primeiro jogo com 51 defesas, o Blues brincou de mais com o perigo naquele dia, mas deu certo. Então foram mais duas vitórias até que o Wild vencesse o jogo 4, tudo foi definido na prorrogação de um emocionante jogo 5. Bruce Boudreau foi novamente superado taticamente na primeira rodada dos playoffs após uma grande temporada regular, novamente o St Louis Blues foi a montanha que o Minnesota Wild não conseguiu escalar na temporada 2016-17.

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Jogadores do St Louis Blues celebram a classificação (Foto:Stacy Bengs/The Associated Press)

Ducks 4-0 Flames Eu sinceramente achava que o Flames iria vencer ao menos um jogo, mas o Anaheim Ducks era franco favorito e confirmou isso no gelo. O Calgary Flames até apertou o jogo em 3 jogos, mas no final o melhor venceu.

Ducks teve mais tranquilidade e vontade nos momentos decisivos, isso pesa muito no momento de vencer o jogo e uma série. Corey Perry passou a maior parte da temporada sumido e voltou a jogar muito bem, mas o grande nome foi Ryan Kesler, esse fez a mágica acontecer. O time de Calgary conseguiu mostrar vontade também, mas esbarrou em alguns problemas como um goleiro não muito confiável, a falta de mais poder defensivo e a falta de cabeça para vencer um jogo. Onde um falhou, o outro teve sucesso e assim as coisas funcionam.

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Não foi tão tranquilo quanto pareceu, mas o Anaheim Ducks varreu e avançou (Foto: Sean M. Haffey/Via: Getty Images)

Sharks 2-4 Oilers Essa era uma série difícil, a balança estava equilibrada, mas o time de Edmonton conseguiu usar melhor suas armas e isso acabou decidindo a série. Não só o poderoso ataque, como o grande goleiro do Oilers fez a balança pesar para seu lado.

Aqui era uma das séries onde era tudo possível, experiência contra inexperiência, time sólido em todo o gelo contra um time que tem falhas defensivas, mas em 6 jogos o Edmonton Oilers conseguiu vencer 4 jogos, contando com a liderança do incível Connor McDavid, mas com outros jogadores como Leon Draisaitl e até mesmo Zack Kassian achou espaço para brilhar. Lá atrás, Cam Talbot teve dificuldades, mas segurou os pucks quando a pressão do Sharks aumentou. Mesmo com um jogo 4 péssimo, o time de Edmonton não se abalou, o jovem time conseguiu dar grandespassos para um futuro teoricamente brilhante.

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Leon Draisaitl abre a contagem no último jogo da série (Foto: Tony Avelar/Associated Press)

Outros assuntos relacionados:

Um ponto em que eu devo tocar e que sempre se tem reclamações aos muitos especialmente nos playoffs: arbitragem. É sempre polêmica, sempre o seu time foi assaltado e o adversário é sempre beneficiado (em poucos casos é realmente verdade), sempre tem um complô e sempre tem ânimos elevados. Posso dizer que a arbitragem fez muita besteira, especialmente deixando de marcar penalidades claras e algumas até graves, as vezes exagerando em lances que não eram penalidades. Mas nada que tenha realmente comprometido algum jogo ou série. Então não, seu time não foi assaltado, o adversário não foi beneficiado, não há complô, ninguém comprou a Stanley Cup, foram apenas seres humanos tomando decisões e fazendo julgamentos errados.

Relacionado a arbitragem temos as revisões. Outro ponto chato e polêmico, mas muitas decisões corretas foram tomadas, outras questionáveis, mas nada fora do esperado ou normal. Em específico tivemos dois lances envolvendo o Boston Bruins e possíveis impedimentos fizeram mais barulho, em um o gol foi validado devido a falta de certeza, no outro o gol foi anulado também em uma marcação controversa. Mas em muitos casos as reclamações vêm de falta de atenção a tudo que está acontecendo no lance, especialmente quando se trata de interferência nos goleiros, é um esporte complexo e muito dinâmico, mas antes de afirmar qualquer coisa é melhor prestar muita atenção. Detalhes fazem toda a diferença nas revisões, uma perna deixada pelo atacante ao lado do goleiro e que o impeça de se movimentar, onde está a lâmina do patins quando o jogador entra na zona ofensiva, entre tantas coisas, por isso não é um trabalho fácil ser árbitro e nem revisar jogadas.

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Impedido ou não? Impossível ter certeza (Via: http://www.sbnation.com/nhl/2016/4/9/11397808/bruins-goal-senators-pastrnak-flyers-red-wings-challenge-cameras-offsides)

Falando em coisas boas agora, 18 jogos foram para a prorrogação nessa primeira fase, é o recorde da NHL em qualquer fase de playoffs. Não tivemos jogos 7, tivemos 2 varridas, umas decepções, mas no geral foi um round equilibrado, com embates para serem lembrados no futuro.

Futuro e presente se chocaram, para alguns times foi o início de uma jornada de sucesso, outros estão vivendo o declínio assim a NHL foi desenhada para ser quando o teto salarial foi arquitetado e definido. Não há time invencível, a liga é nivelada pelo alto, quando o puck toca o gelo, não importa se seu time tem 3 dos 100 melhores jogadores do centenário da NHL, se ele venceu o Presidents Trophy, se está cheio de garotos, se o goleiro não é brilhante, o que importa é o que acontece no gelo durante os 60 minutos ou mais, a pós-temporada nos proporciona momentos incríveis imaginados por pouquíssimos ou ninguém. São esses tipos de coisa que fazem um Toronto Maple Leafs fazer uma série incrível, ou o Chicago Blackhawks ser varrido chocando o mundo, ou o duelo entre o time do futuro contra o time quase do passado ser vencido pelo futuro, tudo pode acontecer. E é isso que apaixona muita gente, que transforma os playoffs da NHL nesse local onde tudo parece possível, inclusive aquilo que ninguém imagina que irá acontecer.

Puck na cara #4 –  Stanley Cup Playoffs 2017 #1

Puck na cara #4 – Stanley Cup Playoffs 2017 #1

Olá leitores do Puck Brasil e fãs de hóquei! Lucas Mendes aqui, voltando de um longo e tenebroso inverno para falar da melhor parte do ano na NHL. Vai ser uma série de textos, um para cada rodada, com os meus palpites de cada confronto. Começando com a primeira rodada, que começa amanhã (12/04). Vamos aos palpites!

CONFERÊNCIA LESTE

(M1) Washington Capitals vs Toronto Maple Leafs (WC2)

O Capitals vem de novo como o melhor time, o mais forte e o principal favorito para levantar a taça. Se reforçou muito na deadline e tem o melhor elenco da liga. E todos sabemos o que vai acontecer. Sim, vão fazer o de sempre e pipocar, mas não na primeira rodada. Não para o Leafs, que é um time muito jovem e muito inexperiente. Vem comandado pelo brilhante calouro Auston Matthews que, pasmem, marcou mais que o Ovechkin nessa temporada e deve vencer o Calder Trophy. Mesmo que o Leafs tenha conseguido uma vaga nos playoffs, não vai ser agora que vão ir longe. Mas podem apostar nesse time para as próximas temporadas.

Palpite:  Capitals em 5

Porquê: Acho que o Leafs consiga vencer uma partida em Toronto, com o apoio da sua torcida mais que apaixonada. Mas o Capitals é um time muito superior, e liquidará a fatura logo.

 

(M2) Pittsburgh Penguins vs Columbus Blue Jackets (M3)

Junto com Habs vs Rangers, temos o confronto da Leste que será o mais legal de assistir. Os atuais campeões, Penguins, liderados por Sid the kid, contra o talentoso time do Blue Jackets sob a batuta do mestre Tortorella. Vai ser um confronto bem equilibrado e disputado, e decidido nos detalhes. Bobrovsky, provavelmente o vencedor do Vezina esse ano, junto com Cam Atkinson, Nick Foligno e cia vão fazer jogo duro contra Crosby, Malkin, Kessel.

Palpite: Blue Jackets em 7

Porquê: Como disse, esse confronto vai ser decidido nos detalhes, mas por mais que o Penguins tenha um time com muita experiência em playoffs, o Blue Jackets tem o elemento de ser a grande surpresa da temporada, além do Penguins estar sem o seu principal defensor, Letang, que está fora dos playoffs devido a uma cirurgia no pescoço.

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Penguins vs Jackets promete demais. (Créditos: NHL)

 

(A2) Ottawa Senators vs Boston Bruins (A3)

Outro bom confronto. Senators conseguiu se superar várias vezes na temporada, enquanto o Bruins, desde que trocou de treinador, cresceu muito e vem jogando bem. Provavelmente terá Marchand de volta no jogo 2, e ele pode desequilibrar muito o confronto e levar o Bruins para a próxima fase.

Palpite: Bruins em 6

Porquê: Brad Marchand tem sido um dos melhores jogadores ultimamente, e chegou a competir com Crosby e McDavid pelo Hart. Está suspenso no jogo 1, mas fará a diferença nos confrontos restantes.

(A1) Montreal Canadiens vs  New York Rangers (WC1)

O confronto mais equilibrado da primeira fase. Habs e Rangers tiveram praticamente a mesma pontuação na temporada regular e ambos elencos tem muita qualidade. Price e Lundqvist dispensam apresentações. Tanto Byron quanto Grabner podem fazer a diferença. Montreal tem seu jovem e talentosos atacante Galchenyuk, o experiente defensor Shea Weber e ainda conta com Pacioretty. Rangers tem um bom poder ofensivo, é um time rápido, mas tem uma defesa que deixa a desejar, principalmente por conta de Dan Girardi.

Palpite: Canadiens em 7

Porquê: A defesa do Rangers será o fator principal do confronto, mas não por conta dos goleiros, e sim por causa dele, Girardi. Ele é o ponto fraco do Rangers e pode acabar cedendo na hora errada e eliminando o seu time.

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Anotem, Habs vs Rangers vai ser o confronto mais equilibrado da primeira rodada. (Imagem: Getty Images)

 

CONFERÊNCIA OESTE

(C1) Chicago Blackhawks vs  Nashville Predators (WC2)

Tirando os torcedores do Predators, sabemos que esse confronto é bem unanimidade. Por mais que o Preds tenha bons jogadores, como Subban, Forsberg e Rinne, o Blackhawks é uma máquina quando se trata de playoffs. Não sendo contender a toa.

Palpite: Blackhawks em 5

Porquê: O Blackhawks se reforçou após ser eliminado cedo na última temporada, e como sempre, cotado para chegar a, no mínimo, final de conferência. Palpite até fácil, com todo respeito ao Predators e seus torcedores

 

(C2) Minnesota Wild vs St. Louis Blues (C3)

Essa série vai ser bem apertada. São dois bons times. O confronto entre Allen e Dubnyk promete. Granlund vem de boa temporada e, com Parise, promete causar o inferno para a defesa do Blues, que vem sem Shattenkirk, que foi pro Capitals, e com Tarasenko sendo sua principal ameaça.

Palpite: Wild em 7

Porquê: Nesse momento, vejo os dois times praticamente no mesmo nivel, Wild deve levar esse confronto por causa do mando de campo a favor.

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Wild x Blues tem tudo para ser o confronto mais equilibrado, do outro lado da chave. O confronto promete ser grandioso. (Imagem: Sportsnet)

 

 

(P2) Edmonton Oilers vs San Jose Sharks (P3)

Vai ser uma série muito interessante de assistir. De um lado temos o Oilers e McDavid, do outro temos o Sharks, que mesmo com um ótimo time, caiu muito de rendimento desde a deadline. Mas playoffs é um torneio a parte, e essa série promete ser bem imprevisível.

Palpite: Oilers em 7

Porquê: Primeiro porque quero ver Battle of Alberta nos playoffs. Segundo porque eu vejo o Oilers vindo mais forte que o Sharks, que vai endurecer o jogo e forçar o jogo 7.

 

(P1) Anaheim Ducks vs  Calgary Flames (WC1)

Chegou a parte em que vocês vão me xingar, chamar de clubista e tudo mais. De um lado temos o Ducks que se manteve na ponta ou próxima dela durante a temporada toda. De outro temos o Flames que, mesmo com o começo horrível de temporada, teve uma crescente muito grande desde o All Star Game e chegou a figurar entre os 3 melhores da Pacífica. Isso no considerado último ano de seu rebuild. Não se espantem, mas o Flames tem um bom time e subestimá-lo pode ser fatal, mesmo em uma série melhor de 7.

Palpite: Flames em 6

Porquê: SIM, A MALDIÇÃO DO HONDA CENTER VAI ACABAR! E espera-se que seja nessa série. Após os últimos jogos entre os times nas últimas semanas, o clima entre os times esquentou, e isso pode ajudar muito o Flames (trocadilho não proposital), principalmente  com os primeiros jogos lá em Anaheim.

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Esse confronto vai pegar fogo! Flames e Ducks vem com sangue nos olhos para uma batalha recheada de emoção e cenas lamentáveis. (Foto: Lyle Aspinall/ Postmedia Network)

 

Essas são minhas considerações sobre a primeira rodada dos playoffs. Sintam-se a vontade para opinar, cornetar e tudo mais. Grande abraço!

Puck na Cara #3 – Trade deadline

Mais um Puck na cara chegando mais quente que o Calgary Flames nos últimos jogos! E já vamos direto ao assunto que dominou as rodas de conversa na liga, a trade deadline. Nos dias anteriores ao dia 1º, como de costume, várias trocas foram realizadas, com alguns times ganhando, outros perdendo e dessa vez, não vimos Jim Benning, GM do Canucks, fazendo aquele cagada em uma trade e ajudando o outro clube. Bem, eu não vou analisar cada trade aqui, até porque ficaria mais cansativo que fazer um double ou triple shift em um jogo altamente movimentado, mas vou comentar sobre os times que mais ganharam e os que mais perderam com essa deadline. Vamos lá.

Primeiro, vou falar da trade que mais foi motivos de comentários, pelo que eu vi. Kevin Shattenkirk foi para o Capitals junto com Pheonix Copley, enquanto o Blues recebeu Zach Sanford, Brad Malone e escolhas de draft. Eu só não digo que o Blues levou a pior pelo tanto de escolhas de draft envolvidas. E tem várias cláusulas envolvidas na troca que dariam ou não picks para  time de St. Louis. Boatos de que se mais de 100 pessoas lerem esse texto, o Blues ganha uma escolha de 5ª rodada de 2019 e uma de 6ª em 2020. Agora resta saber o que o GM do Blues vai fazer com elas.

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Shattenkirk é uma aquisição enorme para o Capitals, que quer mais que nunca a Stanley Cup. (Foto: NHL)

Um time que com certeza venceu na deadline é o Calgary Flames. Ok, ainda não se livraram do peso morto que Dennis Wideman foi nessa temporada, mas as adições de Stone, Bartkowski (que não foi uma trade, para constar) e Curtis Lazar (que só deve jogar em caso de lesão de algum atacante) e a saída de Jyrki Jokipakka (um dos nomes mais legais de se pronunciar, tente e depois me fale) fizeram o time decolar como tem feito. Depois que Wideman virou healthy scratch em Calgary o time acumula 7 vitórias e hoje pode sonhar com uma classificação nos playoffs pela divisão e, por que não a vantagem de jogar o 7º jogo em casa na primeira rodada?

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Wideman vai se acostumar com a vista do press box. Não deve jogar mais nessa temporada para alívio dos torcedores do Flames. (Foto: Gerry Thomas/NHL/Getty Images)

Alerta de apocalipse: Jim Benning fez uma boa trade… pro Canucks! O GM conhecido por fazer boas trades para os adversários finalmente mandou um puck lá dentro. O time se “desfez” de Alex Burrows e Jannik Hansen e adicionou ao seu elenco dois prospectos muito interessantes, o que é ótimo para um time que está se reconstruindo e tentando ser cada vez mais competitivo. Além do mais, conseguiu uma escolha de 4ª rodada condicional que pode virar de 1ª rodada se o Sharks ganhar a Stanley Cup esse ano.

Quem perdeu mais? Montreal Canadiens e talvez podemos colocar o Edmonton Oilers. Claro que na troca entre essas duas equipes, o Oilers ficou na pior, com certeza, mas o Canadiens perdeu nas outras trocas. Steve Ott e Dwight King não foram boas aquisições ao meu ver, e devem flopar. Bem, pelo menos acho que podem colocar esses caras a disposição no expansion draft. O Oilers espera se ver livre de Kris Russell na mesma ocasião.

O Kings teve duas adições de peso com Ben Bishop (Quick vai pro expansion draft?) e Jarome Iginla (ídolo eterno).  Iggy, já em seu final de carreira, espera ganhar sua primeira Stanley Cup, e com certeza isso não iria ocorrer com o Avalanche, time que simplesmente está numa merda imensa e favoritíssimo na loteria desse ano. O Lightning, que perdeu Bishop, recebeu Budaj, starter do Kings durante a lesão de Quick e ainda tem Vasilevskiy. E as saídas de Filppula e Brian Boyle vão ajudar bastante o time futuramente. Abriram espaço no cap e não vão ser obrigados a proteger Filppula no expansion draft, podendo proteger um atacante mais jovem e mais talentoso.

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Agora no Kings, Iginla segue tentando a sonhada copa. Agora vai? (Foto: Getty Images)

Encerrando minhas considerações, o Ottawa Senators também é uma incógnita. A troca com Calgary foi muito melhor para o time do fogo e explico o porque. O Flames tem um time muito jovem e consegue desenvolver muito esses jogadores. Temos como prova Gaudreau, Monahan, Tkachuk, Dougie Hamilton e Sam Bennett (que precisa voltar a jogar como winger e se livrar de Brouwer), e Lazar pode se adaptar muito bem a equipe e até jogar bem, pois tem bom potencial. Já Jokipakka não conseguiu se firmar nesse time, e disputava vaga na terceira linha de defesa com Brett Kulak, que está na AHL no momento. Pode muito ser um tiro pela culatra, ou pode dar muito certo.

Ah, Coyotes não trocou Vrbata e Avalanche continua com Duchene e Landeskog… hit ou miss? Saberemos em breve.

Bem meus caros, fico por aqui. Mais opiniões, leiam os 20 Minutos especiais escritos pelo mestre Mateus Luiz nesse mesmo site.  Deixe seu pensamento sobre a deadline aqui, ou no twitter. Como sabem, eu sou o @lucas_flames e esse foi o seu puck na cara. Grande abraço!

20 Minutos – Edição 12 – Especial Trade Deadline (Parte 1)

​O tempo de trocar passou, como brinquei no twitter na manhã da quarta feira da deadline, seu GM pode ter acabado o dia como gênio ou burro ou os dois ao mesmo tempo. E apesar de nem todos os nomes ventilados terem sido trocados (a culpa disso é sua: Joe Sakic), foram dias divertidos. Esse 20 Minutos será mais curto que o habitual e será o primeiro de uma série de três falando sobre a deadline. No de hoje, falaremos sobre as trocas que só envolveram draft picks. O 2* falará sobre trocas que envolveram múltiplos jogadores e draft picks. E o 3* falará sobre as impressões que esse pobre homem teve da trade deadline. Nessa série, falaremos sobre as 31 trocas mais relevantes entre os dias 04/02 e 01/03. Vamos nessa!

1. (04/02) Vernon Fiddler para o Nashville Predators (4* round pick em 2017 para o New Jersey Devils)

Fiddler é um produto do próprio Predators. Gols não são sua especialidade apesar de ter passado dos 10 nas últimas duas temporadas (13 em 14-15, 12 em 15-16), mas também é verdade que o veterano vem tendo a pior temporada da carreira em porcentagem de chutes certos (4.7%). Fiddler é o clássico quarta linha que pode jogar entre 12/13 minutos por partida e pode certamente ajudar em um setor: faceoffs. Em sua carreira, ele nunca ficou abaixo dos 50% em faceoffs além de quase 80% dos faceoffs que disputa serem na zona defensiva ou neutra em situações de 5vs5. Negativamente, com Fiddler no gelo em ocasiões de 5vs5 sua equipe toma quase 2+ gols do que produz a cada 60 minutos e tem uma porcentagem de chutes certos abaixo dos 4%. Fiddler pode ganhar um faceoff importante mas também pode ser esmagado na sua zona defensiva e produzir virtualmente nada no ataque.

Fiddler pode ajudar muito na última linha ofensiva do Predators. (Créditos: Nashville Predators)

2. (20/02) Michael Stone para o Calgary Flames (3* round pick em 2017 e escolha condicional de 5* round em 2018 para o Arizona Coyotes)

O defensor não é desconhecido de Brad Treliving, GM do Calgary Flames. Como GM assistente do Arizona Coyotes, Treliving foi que escolheu o defensor no draft de 2010. Stone também já é acostumado a cidade de Calgary, onde jogou e foi estrela nos juniors jogando pelo Calgary Hitmen. Stone teve uma ótima temporada em 15-16 fazendo par defensivo com Oliver Ekman-Larsson, alcançando a melhor marca de sua carreira em pontos com 36 em 75 jogos, mas a combinação lesão grave no joelho + jogando no Coyotes prejudicou a temporada do defensor. Se ofensivamente Michael Stone não é nenhum Brent Burns da vida, defensivamente o mesmo também não é um desastre apesar de jogar no time que jogou. Em mais de 800 minutos no gelo em ocasiões de 5vs5, sua equipe produz meio gol a mais que toma a cada 60 minutos de 5vs5, além de seu PDO (soma da porcentagem de defesas do goleiro e da porcentagem dos chutes certos que seu time dispara enquanto determinado jogador – nesse caso, Stone – está no gelo) estar acima dos 102%. Jogando em Calgary como o 4* defensor da equipe, Stone é uma adição pontual.

Stone chegou e já ajudou o Flames a melhorar sua defesa. (Créditos: Real Sports)

3. (23/02) Ron Hainsey para o Pittsburgh Penguins (2* round pick em 2017 + Danny Kristo para o Carolina Hurricanes)
Hainsey já foi um defensor ofensivo apesar de já ter algum tempo. Entre 2006 e 2009, Hainsey marcou mais de 30 pontos na temporada, contudo, o defensor não passa dos 20 pontos desde 2010-2011 quando ainda jogava no finado Atlanta Trashers (que descanse em paz). Apesar de não ser prolifico ofensivamente, Hainsey é um defensor que pode tranquilamente passar dos 20 minutos (juramos que não é um trocadilho com nossa coluna) por partida. De 2006-2007 até a temporada atual, apenas em 10-11 o defensor não acumulou média de tempo no gelo acima dos 20 minutos, Hainsey também acumulou uma porcentagem de corsi (chutes disparados pelo seu time ao gol + chutes bloqueados + chutes que não chegam no gol) acima dos 50%. Hainsey (que jogou em times feios durante a carreira) sempre teve problemas em sua zona defensiva, desde 11-12 que em ocasiões de 5vs5 com o defensor no gelo, o seu time sempre toma mais gols que marca. Nessa temporada, a cada 60 minutos de 5vs5 com Hainsey no gelo (lembremos, ele jogou 56 partidas pelo Hurricanes) seu time tomou pelo menos um gol a mais que marcou e seus companheiros tiveram uma porcentagem de chutes certos abaixo dos 6%. Essa aquisição foi feita muito por conta das lesões que os defensores Trevor Daley, Kris Letang e Olli Maataa sofreram, além de ser importante ter depth nos playoffs. Apesar de nunca ter jogado depois da 2* semana de abril, Hainsey já tem mais de 900 jogos na liga e não deve sentir tal pressão.

O veterano Hainsey chega para compor o sistema defensivo do atual campeão para a defesa de Lord Stanley. (Créditos: NHL)

4. (24/02) Patrick Eaves para o Anaheim Ducks (Escolha condicional de 2* round de 2017 para o Dallas Stars)
Antes de 2016-2017, Patrick Eaves só tinha marcado mais de 15 gols uma vez em sua carreira: Sua temporada de rookie em 2005-2006 quando marcou 20 gols. E eis que 11 anos depois, Eaves volta a alcançar tal marca. O garoto de Calgary com certeza pode ser considerado um belo canivete suíço nessa temporada. Eaves marcou 8 gols e 19 pontos em ocasiões de 5vs5 e no powerplay teve ainda mais destaque: Em 174 minutos de tempo no powerplay, Eaves marcou 10 gols em 37 chutes a gol, 27% de acerto. Em comparação com o glorioso e amado Alexander Ovechkin, a arma moderna no powerplay, tem 11 gols em 74 chutes com 226 minutos de PP time, 14.8% de acerto. Eaves não compromete as coisas na zona defensiva, pode produzir gols jogando na 2* ou na 3* linha, além de ter longas caminhadas nos playoffs com o Senators (chegou a Stanley Cup Final em 2007) e Hurricanes (chegou as finais da conferência leste em 2009).

O homem das barbas foi a única aquisição do Ducks na janela de trocas. (Créditos: Fansided)

5. (24/02) Tomas Jurco para o Chicago Blackhawks (3* round pick em 2017 para o Detroit Red Wings)
Jurco é um winger talentoso que ainda não embalou na NHL. Em 18 partidas na temporada, Jurco ainda não marcou um ponto e só tem 15 gols em 159 jogos na liga. Apesar da baixa produção, Jurco é jovem e uma mudança de cenário pode o ajudar a achar seu caminho na liga. E estando em um dos times que mais produz ofensivamente na liga, a aposta é válida.

Jovem e talentoso, na torcida que a mudança de clube faça sua carreira decolar, parte 1. (Créditos: Getty Images)

6. (27/02) Teemu Pulkkinen para o Arizona Coyotes (Futuras considerações para o Minnesota Wild)

Pulkkinen vive o mesmo dilema de Jurco com algumas diferenças. Pulkkinen era uma das maiores esperanças da base do Red Wings. Nas temporadas 13-14 e 14-15, o right winer marcou 65 gols em 117 partidas jogando na AHL (última liga profissional norte americana de desenvolvimento antes de chegar na NHL) e muitos achavam que o winger seria uma das novas estrelas da liga. Infelizmente, Pulkkinen não conseguiu repetir o desempenho na NHL. Daí em diante, a carreira do jovem finlandês não se estabilizou, foi para as waivers algumas vezes, em uma delas sendo pego pelo Wild onde também não brilhou. John Chayka sabe que seu time não é bom e apostar nesses “talentos queimados” pode gerar bom resultados no futuro. Uma aposta nunca faz mal.

Nota do editor: Pulkkinen marcou um gol na sua estreia pelo Coyotes.

Jovem e talentoso, na torcida que a mudança de clube decole sua carreira, parte 2. (Créditos: Arizona Coyotes)

7. (28/02) Brendan Smith para o New York Rangers (3* round pick em 2017, 2* round pick em 2018 para o Detroit Red Wings)

Apesar da frustração em ter “falhado” na missão de conseguir Kevin Shattenkirk, o NY Rangers foi para o plano B em adquirir o defensor Brendan Smith. Smith chega para compor o top 4 defensivo, mover o puck e absorver entre 20-22 minutos por partida. Já faz algum tempo da melhor temporada ofensiva de Smith (13-14) e o defensor só marcou dois pontos em quase 500 minutos de 5vs5, lembrando que Brendan perdeu algum tempo por lesão. Smith é um jogador que pode ser usado nas três zonas do rink sem ser atropelado em sua defesa, apesar dos adversários conseguirem gerar mais chutes e gols que seu próprio time com o mesmo no gelo. Um problema do defensor é com o jogo empatado. Nos utilizando das famigeradas estatísticas avançadas, em 170 minutos de ocasiões 5vs5 com o jogo empatado (antes da rodada de sábado) e com o defensor no gelo, os adversários conseguiram gerar 8 chutes a mais no gol e quase um gol a mais que seu time. Em seu 1* jogo pelo Rangers, Smith começou apenas 11% de seus shifts na zona ofensiva (sua média na carreira é de 56.2%) e o Capitals gerou o dobro de disparos a gol que o Rangers quando o defensor estava no gelo. Vale ficar de olho.

Com Dan Girardi e Kevin Klein lesionados, Smith deve ter papel importante nas próximas semanas da temporada. (Créditos: Yahoo Sports)

8. (28/02) Viktor Stalberg para o Ottawa Senators (3* round pick em 2017 para o Carolina Hurricanes)

Assim como Alexandre Burrows (que falaremos no próximo 20 minutos especial sobre a deadline), Stalberg é uma aquisição que vem para ajudar em depth scoring, principalmente nas ocasiões de 5vs5. Em toda sua carreira, Stalberg nunca marcou um golzinho sequer no powerplay e isso inclui uma temporada na qual jogou 102 minutos na 2* unidade de PP do Blackhawks e só marcou duas assistências. Mas em compensação, 78 dos 80 gols marcados por Stalberg em sua carreira foram em 5vs5, incluindo uma temporada de 18 gols e 39 pontos em tal departamento (22/43 no geral) em 2011-2012. Nesta temporada, Stalberg marcou 7 de seus 9 gols no even strength com o melhor percentual de chutes certos na carreira (12.3% em 16-17 vs 8.7% na média de sua carreira) com tempo no gelo inferior a 12 minutos por partida. Pode ser uma presença física, tem números decentes na produção de chutes contra/a favor e acumula 30 jogos de playoffs nas últimas 4 temporadas incluindo uma Stanley Cup com o Chicago Blackhawks em 2013.

Produtivo no 5vs5, Stalberg pode conseguir alguns gols importantes para o Senators na busca pelo título da divisão. (Créditos: Zimbio)


9. (01/03) Steve Ott para o Montreal Canadiens (6* round pick em 2018 para o Detroit Red Wings)

Steve Ott. O homem, o mito e a lenda. Essa troca foi complicada de entender e de tentar explicar mas acredito que conseguimos. Contextualizando, o Canadiens é um time que precisava de mais poder ofensivo, jogadores que pudessem tirar algum peso das costas de Max Pacioretty, Alexander Radulov e Alex Galchenyuk. A equipe é a 13* na liga em gols 5vs5, 15* em gols feitos a cada 60 minutos de 5vs5 (2.26), 10* em chutes disparados a gol (29.8 a cada 60 minutos de 5vs5) e 11* em porcentagem de chutes certos em 5vs5 (7.58%). São números decentes mais nada ameaçador. Quando estendemos esses números para todas as ocasiões, o Canadiens fica em 13*,17*, 24* (!!!!) e 10* em tais estatísticas. Então, se Ott não produz ocasiões ofensivas, no que diabos ele pode ser útil? Cito aqui três fatores: Jogo físico, faceoffs e penalty kill. Caso o Canadiens garanta o título da divisão, provavelmente a equipe deve cruzar com Rangers ou Blue Jackets no primeiro round dos playoffs, times que podem te punir fisicamente. Apesar de não ser um indivíduo grande, Ott é um cidadão que sabe jogar fisicamente (até meio sujo em determinadas situações) sem passar do “limite”. Falando do segundo motivo, Ott nunca teve uma temporada na carreira que ele ficasse abaixo dos 50% em faceoffs vencidos (250+ faceoffs disputados) e esse atributo pode ajudar no nosso terceiro motivo. Até o início da rodada desse sábado, o Canadiens era a 5* equipe da NHL com mais tempo shorthanded (349 minutos), a 5* que mais tomou gols (44), a 7* que mais sofreu PP gols por 60 minutos (8.09 gols sofridos) e tudo isso apesar de estar em 19* na lista de chutes cedidos a cada 60 minutos shorthanded (51.5). O glorioso Ott nos últimos 5 anos foi o 49* jogador de ataque (top 25 entre centrais) que mais matou penalidades na liga com 550 minutos de PK time. Quando está matando penalidades, Montreal começa 79.1% de seus faceoffs em sua zona defensiva, já Steve Ott nas últimas SETE temporadas tem uma média de quase 85% em tal estatística. Não espere produção ofensiva de Ott, o glorioso veio pra fazer o trabalho sujo.

Nota do editor: O Canadiens venceu o NY Rangers por 4-1 nesse sábado, um dos gols nasceu de um faceoff na zona ofensiva vencido por Steve Ott e que resultou em gol de Shea Weber.

Ott, a lenda. (Créditos: Detroit Red Wings)

10. (01/03) Dwight King para o Montreal Canadiens (Escolha condicional de 4* round em 2018 para o Los Angeles Kings)
King tem características parecidas com as de Steve Ott, sendo capaz de produzir um pouco mais ofensivamente. King vem tendo sua pior porcentagem de chutes certos (9%) desde a temporada 12-13. Apesar disso, King não é o tipo de jogador que será dominado pelo seu adversário. Durante sua carreira, King sempre teve números positivos de Corsi (chutes a gol + chutes que não foram ao gol + chutes bloqueados) e fenwick (chutes a gol + chutes que não foram ao gol), sendo verdade que muito desses bons números se devem ao esquema do Kings. Assim como Ott, King pode ser usado no penalty kill e adiciona ao jogo físico da equipe de Claude Julien.

Com dois anéis de Stanley Cup, King tentará encerrar o jejum de 24 anos do Canadiens sem a Stanley. (Créditos: NHL)


11. (01/03) Jarome Iginla para o Los Angeles Kings (Escolha condicional de 4* round em 2017 para o Colorado Avalanche)

Iginla, com certeza um negão de tirar o chapéu que vem chegando no final de sua carreira. O futuro hall da fama nunca foi uma arma fora de série no powerplay (apesar de ser consistente) mas foi no 5vs5 que Iginla fez seu nome. Desde 2000, Iggy teve 12 temporadas na qual marcou 20 gols ou mais em ocasiões de 5vs5. Nessa temporada, Iginla vem tendo os piores números de sua ilustre carreira em gols, pontos e principalmente, porcentagem de chutes certos com apenas 6.7%, a média na carreira de Iginla é de 13.1%. Iginla também vem tendo os piores números da carreira em tempo no gelo por partida com 14:46, sua média na carreira é de 19:47, ugh. Mas se tem uma área que Iginla pode ajudar é produzir gols em 5vs5, o Los Angeles Kings é o 24* (!!!!) na liga em gols marcados a cada 60 minutos no even strength (1.98). E nos últimos 9 anos (entre 2007 e 2016), Iginla marcou 168 gols no 5vs5, ficando atrás apenas de Alex Ovechkin, Corey Perry, Phil Kessel e Rick Nash. Em pontos, Iginla marcou 357 (atrás de Sidney Crosby, Ovechkin, Patrick Kane, Henrik e Daniel Sedin, Perry e Joe Thornton) além de ter sido o 9* em disparos a gol com mais de 1.400. Iginla não é mais o mesmo enorme jogador do passado mas ainda pode bater seus homeruns.

Nota do editor: Em dois jogos com o Kings, Iginla jogou na linha principal do time junto com Anze Kopitar e Marian Gaborik, o winger teve mais penalidades que chutes a gol.

IGGY! IGGY! IGGY! (Créditos: Yahoo Sports)


12. (01/03) Mark Streit para o Pittsburgh Penguins (4* round pick em 2018 para o Tampa Bay Lightning)

Streit é um defensor ofensivo que já marcou 62 pontos (07-08 no Montreal Canadiens) e vinha colocando sólidas temporadas até que seus números despencaram miseravelmente em 15-16 e continuaram ruins em 16-17. O que mais afetou a produção de Streit foi a queda vertiginosa de seu poder de fogo no powerplay. Em 14-15, Streit marcou 25 pontos em 272 minutos jogados de powerplay, uma média dr 5.50 pontos a cada 60 minutos de PP. Esses números despencaram para 7 pontos em 15-16 e 7 pontos em 16-17 antes de jogar no Penguins. Entre 2007 e 2016, Streit foi o 3* defensor na NHL com mais pontos no powerplay com 170, perdendo apenas para Andrei Markov e Mike Green. Também foi o 4* defensor que mais deu a 1* assistência para o gol (o último passe antes do biscoito beijar a rede) com 69, ficando atrás de Markov, Keith Yandle e Erik Karlsson. Além disso, Streit foi o 3* defensor com mais PP time na liga, acumulando 2349:29, perdendo apenas para Dion Phaneuf e Ryan Suter. Assim como Hainsey, quando os lesionados voltarem, Streit pode alternar entre o 2* e o 3* par defensivo além de, em determinadas situações, participar da 2* unidade do powerplay.

Nota do editor: Em sua estreia pelo Penguins, Streit marcou um gol e deu uma assistência (no powerplay) contribuindo para o triunfo sobre o Lightning por 5-2.

Mesmo em baixa na produção, o suíço ainda pode ser perigoso no powerplay.

13. (01/03) PA Parenteau para o Nashville Predators (6* round pick em 2017 para o New Jersey Devils)
Assim como Patrick Eaves, Parenteau é outro jogador que pode ajudar a produzir gols tirando pressão da linha principal mas também pode ser colocado na linha de frente e não vai passar vergonha. Parenteau já teve 4 temporadas com 18+ gols e caminha para sua 5* mesmo tendo uma média de tempo no gelo abaixo dos 15 minutos. Apesar de ter jogado em times bem mais ou menos nesses últimos anos (o último bom time que Parenteau fez parte foi o Avalanche 13-14), Parenteau vem mantendo uma porcentagem de corsi e fenwick acima dos 50% desde 2011-2012. Parenteau vem mantendo sua média de chutes certos ao gol (11.9%), além de ter números satisfatórios no 5vs5 com 1.61 pontos a cada 60 minutos nessa situação. É valioso quando o jogo está empatado ou com um gol de diferença (contra ou a favor), marcando 10 gols e 20 pontos em tais ocasiões, podendo quebrar um galho no powerplay. Uma adição inteligente e barata.

PAP espera que Nashville seja a casa de sua 1* Stanley Cup. (Créditos: NHL)

14. (01/03) Drew Stafford para o Boston Bruins (Escolha condicional de 6* round em 2018 para o Winnipeg Jets)

Stafford já teve temporadas mais gloriosas que 2016-2017. Já tendo marcado mais de 20 gols por 4 temporadas em sua carreira, Stafford vem vivendo sua pior temporada ofensiva. Seu tempo no gelo caiu 4 minutos de 15-16 para 16-17, além de estar com a pior porcentagem de chutes na carreira com 5.9%, 5 pontos percentuais abaixo de sua média histórica na liga. Se levarmos para ocasiões de 5vs5, Stafford (antes da rodada desse sábado) só marcou dois gols em 54 chutes com 448 minutos de 5vs5, são pavorosos 3.70% de chutes certos, uma queda de quase 5% da temporada passada. Stafford também está começando menos shifts na zona ofensiva e com ele no gelo, seu time produzia menos de dois gols por 60 minutos de 5vs5, sem ele o time marcava quase 3. Vale a pena ficar de olho.

Em má fase no Jets, Stafford pode reviver sua carreira em um dos maiores times da liga. (Créditos: NHL)

15. Passando a régua nessa análise numerológica, acredito que essas 14 trocas tem virtualmente a mesma chance de dar certo ou não. Michael Stone tem algumas chances de renovar com o Calgary Flames depois do draft da expansão. É difícil fazer uma análise imediata nas trocas de Jurco e Pulkkinen, tendo em vista que ambos tem talento e podem explodir mais tarde nas carreiras. Dwight King também pode ficar no Canadiens por algum tempo. Os outros podem mudar de casa ou se aposentar ao fim da temporada.

16. Se tudo correr bem, ainda na segunda ou terça teremos a segunda e a terceira parte dessa analise. Espero que vocês tenham gostado! 

17. Todas as stats usadas nesse post foram extraídas do site Hockeyanalysis.com

OH Canada! #5 – Janeiro/17

OH Canada! #5 – Janeiro/17

Olá nação Puck Brasil! Oh Canada chegando bastante atrasado mais uma vez (dessa vez culpem a greve na faculdade deste que vos escreve), mas chegou. Como temos esse grande atraso, será uma análise mais curta. Já passamos da metade de Fevereiro e estamos na reta final da temporada. A situação dos times continua a mesma, mesmo com a queda de rendimento de alguns times, e o aumento de outros. A briga por playoffs esquenta cada vez mais.

MONTREAL CANADIENS (29-14-7 até 31/01)

Liderando a divisão Atlântica e também os canadenses, temos o Canadiens. Mais uma vez no topo, está com uma mão e meia na vaga de playoffs. 15 pontos em 13 jogos está loge de ser o ideal para esse time, mas serviu para a manutenção da liderança de divisão. Uma queda de rendimento que culminou na queda do head coach Michel Therrien nessa semana. Uma coisa surpreendente é que Carey Price não lidera nenhuma das principais 4 estatísticas de goleiros, e só aparece em um top 10, o de vitórias. Isso se deve ao péssimo mês de Price, para os padrões dele. 4 vitórias e 6 derrotas (1 OT) para o camisa 31, e um GAA de 3,09. Foram 31 gols sofridos em 10 jogos.

Na ofensiva vemos Radulov com 11 pontos em 13 jogos, e Pacioretty com 9 pontos, sendo 6 gols. Weber fica entre eles, com 10 pontos, contando 7 assistências. O ataque de Montreal funcionou bem, mas a defesa sofreu bastante.

Veredicto: Ainda na liderança, perto da vaga, mas devido a resultados recentes ruins, vê os rivais se aproximarem.

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Não foi um bom mês para Carey Price. (Foto: Allen McInnis/Montreal Gazette)

 

EDMONTON OILERS (28-15-8 até 31/01)

Não muito atrás de Montreal, vemos o Oilers. Com uma certa segurança na divisão Pacífica, se mantém junto, ora liderando, ora muito próximo e longe do wild card. Foi o melhor time canadense nos primeiros 31 dias do ano. Foram 19 pontos em 13 jogos, inclusive, varrendo o arquirrival Flames na temporada. Foi a primeira vez que o Oilers conseguiu esse feito desde 85-86. Connor McDavid segue liderando a liga em pontos e assistências, sendo sério candidato ao Art Ross e ao Hart Trophy ao final da temporada. Talbot consolida a melhor temporada da sua carreira enquanto o Oilers busca ser um contender para a Stanley Cup.

McDavid continua sendo ridículo, marcando 16 pontos em 13 jogos, sendo garçom dos companheiros de equipe 13 vezes. Média de 1 assistência por jogo. Draisaitl não fica muito atrás e teve média de um ponto por jogo, marcando 5 vezes e assistindo 8.

Veredicto: Com segurança, o Oilers caminha cada vez mais firme aos playoffs, onde não vai a mais de 10 anos, superando o longo rebuild.

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Connor McDavid segue sendo um dos principais jogadores da temporada e sendo cotado para MVP. (Foto: Perry Nelson/USA TODAY Sports)

TORONTO MAPLE LEAFS (23-15-9 até 31/01)

Contando com bom poderio ofensivo e uma defesa de regular para boa, o Leafs surge como surpresa na briga por Wild Card da Conferência Leste. Muito próximo de Islanders, Bruins e Panthers, a briga na Leste pretende ser tão emocionante quanto a na Oeste.  Um bom começo de 2017, com 7 vitórias em 12 jogos, fez o Leafs catapultar pela tabela e chegar no meio da confusão. É um time que vem sabendo aproveitar as chances que tem, e brigar o tempo todo pelos 2 pontos.

Kadri e van Riemsdyk lideraram a ofensiva em Janeiro com 14 pontos cada, sendo Kadri, o artilheiro da equipe com 7 gols. Matthews, outro candidato ao Calder desse ano, computou 9 pontos,  sendo 5 deles, pucks na rede. Andersen vem se garantindo debaixo das traves e vencendo jogos pelo Leafs. Em 10 jogos, foram 2 shutouts sv% de .909 e 2,78 de GAA.

Veredicto: O Leafs pode até beliscar esse 3º lugar na Atlântica e jogar o Bruins na fogueira. Vai ser interessante essa briga.

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Kadri vai liderando o Leafs, sendo consistente, e talvez, levando o time de volta aos playoffs. (Foto: Tom Szczerbowski/USA TODAY Sports)

CALGARY FLAMES (25-24-3 até 31/01)

O Flames continua sendo um time muito inconstante. Perde jogos até fáceis, e quase sempre não consegue levar um jogo para o overtime, para ganhar aquele pontinho, que poderia ajudar muito o time na classificação. No mês de Janeiro o time teve uma acentuada queda de rendimento, contabilizando 7 derrotas em 13 jogos, inclusive, sendo varrido na temporada pelo arquirrival Oilers, além de sofrer derrotas importantes, contra o Devils e o Predators, ambos jogando no Saddledome. Na tabela, vemos o time ameaçado de não se classificar para os playoffs, já que os demais times encostaram e tem menos jogos.

A ascensão de Elliott se deu junto com a queda de Johnson, que não vem jogando bem. Mas está longe de ser o ideal. Ambos goleiros tiveram save % abaixo de .900, e GAA elevados, 2,5 para Elliott e 3 para Johnson. Os destaques positivos, além da 3M line, composta por Tkachuk, Backlund e Frolik, ficou para Monahan, que pontuou 11 vezes em 13 jogos, e liderou a equipe na parte ofensiva e o PP, que soou a sirene em 10 ocasiões, uma das maiores no período.

Veredicto: Melhor abrir o olho se quiser playoffs. A briga vai ser muito apertada.

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Brian Elliott voltou a boa fase? Bem, a titularidade ele recuperou… (Foto: Lyle Aspinall/Postmedia Network)

VANCOUVER CANUCKS (23-21-6 até 31/01)

Com 15 pontos em 12 jogos,  se aproximando  da disputa por Wild Card e carregado por Bo Horvat temos o Canucks.  O Centre de apenas 21 anos vem surpreendendo e marcando mais até mesmo que os futuros HOF, Daniel e Henrik Sedin. Em sua terceira temporada na NHL e com o Canucks, já tem sua melhor performance e com apenas 57 jogos. O Canucks teve um bom Janeiro, com 6 vitórias, 3 derrotas e 3 OTL, sendo o 11º melhor time na liga no período e terminou o mês na cola de Flames e Kings, que ocupavam as vagas de Wild Card.

Ryan Miller teve numeros impressionantes no gol do Canucks. Foram 5 vitórias, e sofreu apenas 16 gols, em 9 jogos. Teve sv% de .944 e 1,76 de GAA. No ataque, foi bem distribuído.  Foram 25 gols marcados. Baertschi e Granlund foram os artilheiros, com 5 gols cada. Henrik Sedin foi o maior pontuador, 8, e o maior garçom, 6.

Veredicto: Vai brigar até o final. Se junta a Flames, Kings, Predators e Blues na briga pelas 2 vagas.

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O jovem Bo Horvat vai fazer o Canucks triunfar nesse final de temporada? (Foto: Vancouver Canucks)

OTTAWA SENATORS (26-15-6 até 31/01)

Segundo colocado na Atlântica e vendo o Canadiens cada vez mais perto, o Senators foca em tomar a liderança do rival de Quebéc. Com jogos a menos, a liderança fica bem viável aos olhos dos torcedores. Sofreu apenas 3 derrotas, desconsiderando as 2 OTL, em 11 jogos em Janeiro, e teve 33 gols marcados, média de 3 por jogo. Condon assumiu a responsabilidade e jogou todos os jogos. Se deu bem, com 2 shutouts e 6 vitórias. Um sv% decente de .917 e 2,44 de GAA.

Contando com Erik Karlsson, o queridinho do amigo Thiago Farias, Mike Hoffman e Kyle Turris, o Senators tem um bom poderio ofensivo. Os três combinam 12 gols e 14 assistências no mês, enfatizando que Hoffman só jogou 10 vezes e marcou 4 PPG.

Veredicto: Se mantém firme na briga, mas almeja um salto maior. A liderança da Atlântica é possível e está ao alcance.

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Mesmo com um Janeiro sem gols, Erik Karlsson fez a diferença com as assistências. (Foto: Christopher Hanewinckel/USA TODAY Sports)

WINNIPEG JETS (23-25-4 até 31/01)

47 gols em 13 jogos. Scheifele, Little e Ehlers jogando todos os jogos e marcando 1 ou mais pontos por jogos.Patrik Laine voltando de lesão, jogando 5 jogos e marcando incríveis 9 pontos, provável vencedor do Calder Trophy desse ano. O ataque do Jets foi algo incrível só não superou os absurdos e inacreditáveis 63 gols em 14 jogos do Capitals, mas mesmo assim, o time não consegue ir bem. A defesa do Jets segue sendo frágil e precisa muito ser reforçada. Não adianta o time marcar 5 gols e tomar 7 todo jogo. Em 31 dias, foram 13 jogos. 6 vitórias, 6 derrotas e 1 OTL. 50% de aproveitamento.

Hellebuyck é um bom goleiro, convenhamos. Tem sido um dos melhores da liga esse ano. Mas em compensação, seus backups não foram bem e existem muitas falhas na defesa do time. A trade deadline se aproxima e poderemos ver algumas trocas. Jacob Trouba é cotado para sair desde o inicio da temporada. Vamos aguardar.

Veredicto: Não deve chegar aos playoffs, mas também não fica entre os 5 piores.

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Lesionou, voltou e voltou muito bem. Patrik Laine, ON FIRE e motivos para sorrir com a sua atuação. Já a do time… (Foto: NHL.com)

Chegamos ao fim de mais um Oh Canada. Qual foi o destaque entre os canadenses? Deixe sua opinião. Grande abraço e até a próxima.

OH Canada #4 – Análises de Dezembro

OH Canada #4 – Análises de Dezembro

Olá nação Puck Brasil! Sejam bem vindos a mais um OH Canada! Esse em atraso pois o colunista aqui resolveu tirar férias e ir para um local sem nenhuma internet disponível. Mas vamos ao que interessa. O mês de Dezembro foi muito generoso com alguns times canadenses (sim, Calgary Flames e Edmonton Oilers, estou falando de vocês), mas com outros, nem tanto, né Vancouver Canucks? Vamos as análises!

Montreal Canadiens

Mais uma análise e os Habs estão liderando os canadenses na liga. O motivo? Um time bem arrumado e equilibrado, que conta muito com as estrelas de Carey Price e Shea Weber, mas ainda tem Pacioretty e Radulov comandando o ataque. Pacioretty que, no mês de Dezembro, pontuou 15 vezes em 13 jogos.

Na questão dos times especiais, que eu amo analisar, e que também acho que decidem a maioria dos jogos, o Canadiens não foi bem no último mês, estando bem abaixo da maioria dos times.

Veredicto: Um time equilibrado e forte, que deve, com certeza, ir aos playoffs se nada acontecer

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Essa dupla vem fazendo bonito e o Canadiens segue sendo o melhor canadense. (Foto: John Mahoney/Montreal Gazette)

Ottawa Senators

Logo atrás do Canadiens, vem o Senators. Outro time com boa campanha até o dia 31/12. Teve um aproveitamento de 57,7% no mês de Dezembro, com 6 vitórias, 4 derrotas e 3 derrotas no overtime. Pontuação idêntica ao rival de divisão Canadiens. Continua brigando por playoffs na divisão Atlântica e briga ponto a ponto com o Boston Bruins pelo segundo lugar.

Nesses 31 dias do ultimo mês de 2016, Ottawa teve um aproveitamento de 20% no seu power play, e de 81,5% no penalty kill, numeros bons, mas sofreram mais gols do que fizeram no período. 38 gols feitos e 39 sofridos.

Veredicto: continua sendo uma constante e deve figurar nos playoffs.

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Ainda atrás do Canadiens, o Senators busca seu lugar ao sol nos playoffs, e quem sabe, algo a mais. (Foto: Francois Laplante/OSHC)

Edmonton Oilers

Indo para a divisão pacífica e para o terceiro melhor canadense até agora, O Edmonton Oilers foi o melhor canadense em Dezembro, com 7 vitórias, 2 derrotas no tempo normal e 4 no overtime, contabilizando 18 pontos e um primeiro lugar na divisão nesse período empatado com Ducks e Sharks. Os três times que deve se classificar pela divisão.

Um power play de 31% colaborou bastante para a estabilidade do time na ponta, e grandes atuações de Draisaitl, Letestu e McDavid, lider da liga em pontos e assistências, fazem do time uma máquina ofensiva.

Veredicto: Tem tudo para chegar forte na pós temporada, já que surpreendeu a muitos com o time nessa temporada regular. Forte candidato a ir longe.

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A grande dupla do Oilers quer mais do que nunca levar o Oilers de volta aos playoffs. (Foto: Andy Devlin/Edmonton Oilers)

Calgary Flames

O eterno rival do time citado acima não ficou muito atrás em Dezembro. Um recorde de 8-4-0 e 16 pontos em 31 dias, alem de boas atuações de Gaudreau, Backlund e Tkachuk consolidam o time na enorme briga por wild card, embora Kings e Predators possam parecer mais fortes. Embora algumas vezes desorganizado, é um time que não pode ser subestimado.

Os times especiais finalmente se acertaram e o Flames teve um PP de 33,3%, melhor da liga, com 15 gols em 45 oportunidades, e um PK de 87,5%, 5º da liga em dezembro,  que contabilizou 2 gols de 40 no total do mês. Elliott parece se acertar, e Johnson vai se firmando no time.

Veredicto: É uma equipe jovem, perigosa e que deve ser levada em conta. Se não conseguir chegar aos playoffs, vai ser por detalhes.

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Tkachuk, jogando jundo com Backlund e Frolik, vem numa crescente cada vez maior e corre por fora nas conversas pelo Calder. Pode ele ajudar o Flames ir aos playoffs e faturar o prêmio? (Foto: Candice Ward/USA TODAY Sports)

Toronto Maple Leafs

O Maple Leafs está na briga pelo lado da conferência leste! Auston Matthews continua sendo um dos lideres do ataque de Toronto, junto com Nylander. A grande surpresa foi o defensor Jake Gardnier, segundo jogador que mais pontuou em dezembro pelo Leafs. Nesse período de 31 dias, o time foi o terceiro melhor da divisão Atlântica, com a mesma pontuação  dos rivais Senators e Canadiens, mas com um jogo a menos. Hoje o time se consolida como uma terceira força na briga pelo wild card na conferência leste.

Um PP e um PK de decentes pra bons ajudaram o time, que marcou 32 gols nesse mês, sendo 9 vindos de vantagem numérica, top 10 da liga.

Veredicto:  tendência de brigar bastante pela 2ª vaga de wild card, mas na conferência lesta a briga está bem acirrada. Vai ser bem interessante.

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O Leafs vem crescendo na conferência leste. Há muitas esperanças? (Foto: Kevin Sousa/NHLI via Getty Images)

Winnipeg Jets

O Winnipeg Jets teve uma campanha realmente mediana nesse mês, foi .500, tendo 13 pontos em 13 jogos. Mas ainda se mantem na briga pelo wild card, hoje brigando contra o Stars, Canucks, Predators e o Kings, tendo pouca diferença de pontos entre os times. Em dezembro, a jovem estrela Patrik Laine foi o lider do time em gols marcados, com 6, e um +/- de +7. Foram 11 pontos em 13 jogos para o garoto. Wheeler foi o líder do time no último mês de 2017 com 12 pontos, sendo 9 assistências para o right-winger.

Teve o 8º melhor power play da liga em dezembro, com 8 gols em 36 oportunidades, mas o penalty kill foi muito ruim, com uma porcentagem de 68,2%. A defesa do time cedendo 38 gols, 4 gols a mais do que o ataque produziu também não foi interessante para o time.

Veredicto: A briga vai ser boa, mas o Jets precisa acertar algumas coisas ainda, mas pode chegar forte e conseguir uma vaguinha nos playoffs.

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Mantendo-se estável na conferência, mas na briga. O que esperar do Jets? (Foto: Codie McLachlan/Getty Images)

Vancouver Canucks

Sim, esse time ainda é o pior canadense da liga, mas pasmem… Entrou na briga por playoffs. O Canucks cresceu em dezembro, e está próximo do Kings, dono da segunda vaga de wild card na conferência oeste, ainda que fez menos da metade dos pontos possíveis. Foram 13 em 14 jogos. Liderados pelos irmãos Sedin e os atacantes Sven Baerstchi, Loui Eriksson e Bo Horvat, esse time ainda pode surpreender na reta final da temporada regular. Ryan Miller pode ser um grande trunfo para o time.

Em dezembro os times especiais foram bem de medianos para ruins. Mas o time ainda assim conseguiu boas vitórias contra Kings, Lightning, Jets e Ducks e Oilers.

Veredicto: Outro time que pode surpreender nesses próximos meses. Vai brigar com Kings, Jets e Predators, com o Stars próximo.  O panorama para o Canucks pode ser bom ou muito ruim.

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Outro time em ascensão, o Canucks figura entre os possíveis candidatos a wild card depois de uma bela queda no início da temporada. (Foto: Jeff Vinnick/NHLI via Getty Images)

Chegamos ao fim desse Oh Canada muito atrasado. Concorda com as análises? Discorda? Debatam sobre a situação dos canadenses na NHL! Grande abraço e até a próxima!

 

Melhor de 7 – Edição 5

Melhor de 7 – Edição 5

BEM VINDOS A MAIS UMA EDIÇÃO DO MELHOR DE 7! Depois de uma semana sabática não intencional, os 4 grandes: Thiago (@hoqueifanatico), Lucas (@lucas_flames e @CGYFlamesBR), Mateus Luiz (@MatsBats23) e Mattheus Prudente (@WCapitalsBR) se reuniram para discutir a liga mais uma vez.

  1. Porque o grande público da NHL insiste em criar novas gerações de duelos (ex: Matthews vs McDavid) se os antigos continuam MUITO bem?

Lucas:  Puro marketing. É apenas mais uma estratégia para vender entre os times envolvidos. É uma estratégia legal por muitas vezes, até abusarem disso e forçarem demais, como tem acontecido com Matthews e McDavid.

Thiago:  Porque a mídia vende esses duelos como supostas rivalidades para vender os jogos, etc e tal. É interessantes destacar, mas eles acabam passando do ponto e forçando e isso se transfere para a torcida. Já falei sobre isso de outras vezes, então acho que não vale ficar batendo na mesma tecla.

Mateus Luiz: É o que vende, feliz ou infelizmente. Toda liga precisa de novas rivalidades, seja entre clubes ou jogadores. É claro que McDavid e Matthews ainda farão grandes duelos no tempo que estiverem na liga (ou até podemos falar de duelos mais próximos como Laine x McDavid ou Matthews vs Eichel) mas é importante não desmerecer os “velhinhos” que estão aí e fazendo bonito, exemplo disso é o capitão do Penguins Sidney Crosby que vem tendo uma das melhores temporadas da carreira, pelo menos estatisticamente falando.

Mattheus Prudente:  Acredito que as pessoas estão vendo o fim de jogadores como Jaromir Jagr, Alex Ovechkin e Sidney Crosby cada vez mais próximo, isso causa uma obrigação em se renovar as rivalidades na liga. Por isso Eichel x McDavid, principalmente, estão sendo muito falados nas mídias da NHL.

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Enquanto não forçarem tanto, essa rivalidade pode ser interessante. (Foto: Mark Blinch/NHLI via Getty Images)
  1. Outro ano novo se aproxima e teremos outro outdoor game com o Blackhawks, quais times você gostaria de ver jogando ao ar livre?

Lucas: Eu, particularmente, adoraria muito ver um Flames vs Oilers no McMahon Stadium em Calgary. Mas também gostaria de ver outros times jogando ao ar livre. Todo ano são sempre os mesmos escolhidos pela liga. Acho que deveria ter uma rotação anual. Seria mais interessante para todos.

Thiago:  Predators e Hurricanes já deveriam jogar em estádio aberto, além de Sabres e Devils, por exemplo, voltarem a esse tipo de jogo. Mas a NHL insiste em colocar os mesmos times sempre, tudo bem que há o quesito audiência, mas mesmo assim tem outros times que conseguem segurar audiência também além do Blackhawks.

Mateus Luiz: Minha primeira opção seria Flames x Oilers mas os filhos de McDavid jogaram contra o Jets no Heritage Classic nesse ano. Seria legal ver um Flames x Canadiens outside, falando de times americanos, Predators e Stars também merecem um jogo fora da casinha.

Mattheus Prudente: É interessante que os times das cidades mais frias joguem mais em jogos ao ar livre, muito pela parte estética (neve em um jogo de hockey é algo interessante) e também para não ter danos no gelo do rink, como ocorreu em Washington. Defendo que Wild e Bruins joguem mais em outdoor games, muito para fugir da “mesmice” que a NHL causou colocando os Blackhawks quase todo ano nessas partidas.

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Que time você gostaria de ver jogando outdoor? (Foto: Getty Images)
  1. O Avalanche tem um bom core group mas continua com sua saga de derrotas vexatórias, incluindo um 10-1 sofrido para o Canadiens ontem, qual o principal problema dos comandados de Jared Bednar?

Lucas: O time alem de não ter confiança, falta união e trabalho em equipe. Duchene e MacKinnon são bons jogadores, e eles ainda tem a lenda Jarome Iginla no elenco, que mesmo nos seus 39 anos, ainda pode ser decisivo.

Thiago:  O problema é que não basta ter boas peças, em um esporte coletivo a capacidade de fazer os jogadores trabalharem junto dentro de um bom esquema tático é muito mais importante do que a individualidade. É o coletivo que falta ao Avalanche, algo que o Bednar não tem conseguido fazer funcionar e é o motivo de o Avalanche estar tão mal.

Mateus Luiz: A confiança é o principal problema da equipe, antes mesmo desse atropelamento sofrido contra o Canadiens, esse mesmo Avs tinha batido o Bruins no TD Garden. É verdade que o Avalanche tem uma core group interessante, o problema é que o elenco de apoio da equipe fica abaixo do esperado e vem muito mal. A equipe regrediu depois da conquista de divisão em 2014 e parece estar chegando em uma “estaca zero”, se o nível de jogo seguir assim será difícil pensar em Bednar no comando da equipe em 17-18.

Mattheus Prudente: A defesa deles é extremamente fraca, o que prova que apenas bons jogadores não formam um bom time, e sim o conjunto de tudo. Mesmo com Duchene e MacKinnon jogando bem, também não se pode confiar no ataque do Avalanche, então é difícil ter um time que não tem defesa nem ataque confiáveis.

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É Avalanche… 10-1 foi feio demais. (Foto: Graham Hughes/The Canadian Press via AP)
  1. Carey Price quis mandar ao mundo um recado de que ele está pronto para se defender quando houver um choque com adversário. A atitude dele foi correta?

Lucas: Foi covarde, ponto. Agredir um jogador pelas costas e com a cara no gelo? Faça-me o favor, Price e nos poupe dessa infantilidade. Não é o tipo de cenas lamentáveis que gostamos, afinal. Essas são lamentáveis de verdade. E, sinceramente, não caí no papo de que ele estaria “tentando se proteger”. O que ele fez foi covarde, e eu gostaria de ver um posicionamento da liga quanto a isso. Uma suspensão de 3-5 jogos parece interessante, ao meu ver.

Thiago:  Não. Price foi covarde ao agredir o Palmieri usando o blocker enquanto ele estava de costas e sendo segurado pelo Petry e a NHL foi tão ou mais covarde em não suspender o Price. Price ficou nervoso com a situação, que pareceu ser completamente acidental, compreendo isso, mas o que ele fez foi passar e muito dos limites aceitáveis e atacou um colega jogador que no momento estava incapaz de se defender. O próprio Price disse em entrevista que estava tomando uma atitude de se proteger, com tudo o que ele fez foi baixo, sujo, desleal e covarde, se o Palmieri estivesse de pé e com condições de se defender sim seria uma situação de defesa, mas não foi, foi uma agressão covarde. O pior nisso tudo é que o Price escapou de ser expulso da partida e não será penalizado pela liga, imagino se fosse outro goleiro no lugar dele ou se fosse outro jogador no lugar do Palmieri, será que a NHL teria a mesma postura? Acho que não.

Mateus Luiz: Nem de longe. Aliás, foi uma atitude bem covarde e acredito que não seja do caráter dele. Existem formas BEM melhores de se defender do que a escolhida pelo Price, socando um jogador indefeso e estava com o rosto virado pro gelo.

Mattheus Prudente:  Claro que não. Foi uma covardia de marca maior do Price em bater no Palmieri caído. Uma jogada acidental não é motivo para você achar que pode fazer o que quiser com um jogador. Claro, ele já se lesionou antes com pancadas, mas isso não é motivo para querer bater nos outros como se fosse um bêbado brigão, até por que ele é uma das caras da franquia, e isso mancha o nome dos Canadiens.

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Price, isso foi covardia total. (Foto: @HockeyCentral/Twitter, CBC)
  1. Alguns goleiros secundários (backups) tem se destacado atualmente. Entre eles, quem tem se mostrado mais sólido e confiável?

Lucas: CHAD! JOHNSON! Quem diria que o ex-Sabres, que veio cotado para ser o backup de Calgary, tomou a dianteira nos jogos, tirou Brian Elliott, e hoje virou o principal goleiro da equipe. São 6 vitórias seguidas com ele naas redes,  chegando de vez na briga pelos playoffs, e brigando diretamente pelas 3 vagas da divisão Pacífica. Quem diria que Johnson ia ser a cara do gol de Calgary? (#Chad4Vezina).

Thiago: Depois do incrível jogo entre Rangers e Blackhawks é impossível não citar Antti Raanta e Scott Darling, que roubaram o show aquela noite, inclusive Raanta vai para sua terceira partida consecutiva como goleiro inicial essa noite. Outro destaque é Andrey Vasilevskiy, que desde que chegou a NHL faz muito bem esse papel, além de também ter as duplas Howard/Mrazek e  Fleury/Murray, em que os dois goleiros são alternados onde quase é impossível dizer se há um principal. Todos os goleiros citados fazem grandes jogos quando são chamados ao serviço, colocam até os titulares em dúvida por vezes, mas difícil saber se seriam bons goleiros principais de uma franquia.

Mateus Luiz:  Com certeza o nome dele é: Chad Johnson. O cidadão chegou em Calgary escrito em verso e prosa que ele seria reserva de Brian Elliott que chegou na cidade com a pompa de ter feito parte do Blues que tinha chegado na final da conferência oeste. O que ninguém esperava era que Elliott não se achasse e Johnson assumisse a goleira do Flames e o time se transformasse com ele, prova disso é o Flames tendo vencido 6 seguidas e vencido 10 das últimas 14.

Mattheus Prudente: Petr Mrazek com certeza foi se destaca mais por causa que ele é um dos que brigam pela titularidade com o Jimmy Howard, mas vale ressaltar um jogador que começou como backup e está jogando muito, que é o Chad Johnson, do Calgary Flames. Além deles, é bom lembrar de alguns como Scott Darling, Philip Grubauer e Andrey Vasilevskiy.

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Johnson, o backup que vem salvando a temporada do Calgary Flames. (Foto: Sergei Belski/USA TODAY Sports)
  1. O Vegas Desert Knights teve seu pedido de patente da marca negado pela agência americana por causa de um time universitário de mesmo nome e logo parecido. Amadorismo dos dirigentes? O que deve acontecer com a franquia nas proximas semanas?

Lucas: Puro amadorismo não consultar isso antes. A patente deveria ser considerada antes de anunciarem. Bem, acho que o logo e o nome podem ser trocados (Desert Knights, por favor).

Thiago: Foi amadorismo total, deveriam ter esperado a confirmação das patentes para anunciar, além de já terem planos B e C prontos, ao menos. O que vai acontecer depende de como as coisas serão conduzidas, eles tem um logo alternativo que pode virar o principal, além de que pode existir acordo para usar ou comprar a patente do nome, além de que ainda há a alternativa de mudarem o nome do time também.

Mateus Luiz:  Amadorismo total, sem defesa nem contestação.

Mattheus Prudente: Amadorismo da diretoria, mas eu achei até legal, pois Golden Knights é um nome horrível rs.

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Com problemas na patente, existe a possibilidade de Vegas mudar de nome e logo. Amadorismo? (Imagem: CBC)
  1. Ao que parece, o Flames acordou para a vida e agora tem 6 vitorias seguidas e é lider da Pacífica. O time tem capacidade para manter essa boa fase ou será mais um fogo de palha? Chegarão aos playoffs?

Lucas: (Me segurando pra não empolgar, me segurando pra não empolgar…) SEGURA O FLAMÃO DA MASSA AGORA! RUMO A STANLEY CUP!

Brincadeiras a parte, depois do inicio terrivel de temporada, eu não esperava o Flames na briga pelas 3 vagas da Pacífica. São 6 vitórias seguidas hj, e nas ultimas dez partidas, 8-1-1. Tem feito jogos incríveis, como o 6-2 contra o Jets e AQUELE 8-3 contra o Ducks. Acho que Gulutzan finalmente acertou o time, e Cameron achou o seu power play ideal, tanto que tem feito gols nos últimos 5 jogos. A lesão de Gaudreau foi um ponto bom, pois ele voltou on fire e tem pontuado bem. Monahan também parece ter voltado a boa forma. Dougie Hamilton é outro que está muito bem, e a linha dos 3M nem se fala. Gaudreau e Bennett na mesma lina vem rendendo demais, e se continuar assim, esperem ótimas coisas desse time.

Thiago: Creio que o Flames tem capacidade de ir para os playoffs, acredito que uma hora ele vai cair de produção, mas ainda se manter na briga por vaga nos playoffs. Com tudo o contrário pode acontecer e o time começar a vencer e continuar na ponta da divisão, mas o principal é que a equipe se ajustou e pode usar seu potencial nessa temporada. O Flames em teoria é um time que tem o necessário para chegar a pós-temporada e dentro dos jogos vem mostrando que está pronto para isso, mantendo o ritmo em um bom nível, deve chegar lá.

Mateus Luiz: Acredito não clubisticamente que o destino do Calgary Flames é a Stanley Cup! Haha, mas falando sério, com algumas correções a equipe pode chegar forte na disputa pela divisão. Troy Brouwer ainda pode melhorar seu jogo, assim como TJ Brodie. O ponto mais importante é que a equipe consiga vencer algumas partidas quando Brian Elliott estiver na goleira, Chad Johnson não vai manter esse desempenho até a metade do ano que vem.

Mattheus Prudente: Acredito que os Flames tem capacidade para se manter na zona dos playoffs, mas não para ser um dos principais times da conferência. Talvez se classifiquem na última vaga de Wild Card, mas não acredito neles para vencerem a divisão e muito menos para serem favoritos a chegarem na Stanley Cup.

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O Flames está jogando muito nos últimos jogos. Vai continuar assim? (Foto: Sergei Belski/USA TODAY Sports)

 

20 Minutos – Edição 9!

​1. O 20 Minutos dessa semana é dedicado as famílias das vítimas do acidente aéreo que vitimou 71 pessoas na terça-feira passada. É complicado falar sobre esportes nessas condições mas pela honra daqueles que se foram, cá estamos.
2. Até a fatídica terça, o maior acidente aéreo envolvendo uma equipe esportiva havia acontecido 5 anos atrás, em setembro de 2011 com o Lokomotiv Yaroslavl, equipe da KHL. Dos 45 passageiros que estavam a bordo, apenas o comissário Alexander Sivov sobreviveu. Assim como tudo indica no caso do avião da Chape, o acidente do Yaroslavl também foi consequência de um grave erro humano.

3. Outra triste coincidência entre os acidentes foram as mortes de muitos jogadores jovens. Na tragédia de Yaroslavl, 14 dos 26 jogadores que faleceram no acidente tinham 25 anos ou menos. Jogadores de muita experiência na NHL como Pavol Demitra, Ruslan Salei e Karlis Skrastins também perderam a vida. Os últimos três iriam fazer sua estreia pelo Yaroslavl, algo que nunca aconteceu.

4. A semana passada marcou o aniversário de 11 anos da famosa e controversa troca de Joe Thornton do Boston Bruins para o San Jose Sharks por Wayne Primeau, Marco Sturm e Brad Stuart que faziam parte do young core do Sharks no longinquo dezembro de 2005. Desde lá, o Bruins ganhou uma Stanley Cup (2011), chegou ao final de outra (2013) e trocou três possíveis novas caras da franquia em Phil Kessel, Tyler Seguin e Dougie Hamilton. Já o Sharks só deixou de ir aos playoffs em uma temporada (14-15), chegou em duas finais de conferência (2010, 2011) e chegou na última Stanley Cup.

Joe novinho (Créditos: San Jose Sharks)

5. Speaking about Joe, no jogo contra o Montreal Canadiens na madrugada do sábado (3), Jumbo Joe chegou aos 1356 pontos, passando Brendan Shanahan (um carinha que ganhou 3 Stanley Cups e marcou 656 gols) e se tornou o 25* maior pontuador da história. E que comecem a contagem, faltam 23 assistências para Joe chegar aos 1000 passes para gol e faltam 64 para Thornton passar Joe Sakic, Mario Lemieux e Marcel Dionne para chegar ao top 10 dessa lista. Longa (barba) vida Joe!

Joe velhinho (Créditos: San Jose Sharks)

6. Máquina do tempo: Em 2015, o LA Kings mandou Martin Jones para o Boston Bruins por Milan Lucic e o Bruins mandou Martin Jones para o Sharks. É salvo dizer que a parte mais arrependida desse triângulo amoroso é o Kings. Colocando nossa máquina em ação: Assumindo que Jones mantivesse esse nível de hoje e com o draft de expansão batendo na porta. Se você fosse GM do Kings, quem protegeria, Jones ou Quick?

7. A vitória do Canadiens sobre o Kings por 5-4 no shootout em pleno Staples Center encerrou um jejum do Habs de 14 derrotas seguidas jogando contra times do oeste fora de casa. Os amigos de Carey Price ficaram de 30/10/2015 (vitória sobre o Flames em Calgary) até domingo sem bater nenhum time do oeste longe do Bell Centre. Se a estatística for puxada de 06/03/2014 até hoje, o Canadiens está 6-23-6 contra seus oponentes do lado esquerdo do mapa. Ainda falando em história, desde 2000-2001, o Canadiens está 8-18-4 jogando na Califórnia, incluindo um 0-8-2 jogando no Shark Tank. O último triunfo dos Habitantes em San Jose aconteceu no dia 23/11/1999, também conhecido como milênio passado. Essa música não deve fazer muito sucesso no locker room do Habs. (Stick taps para @StatsCentre e @SharksStats)

8. Números interessantes x2, agora com o Sharks. Brent Burns chegou a 10 gols na temporada e conquistou sua 4* temporada com 10+ gols, passando Dan Boyle (3 temporadas com 10+) nessa categoria. Desde o começo da temporada passada, o Sharks venceu 29 partidas contra times do leste, melhor desempenho entre as equipes do oeste. Se levarmos a estatística para o início da temporada 03-04 até antes da rodada do último sábado, o Sharks lidera os times do oeste com 138 vitórias sobre times do leste.
9. Seu momento Nelson Rubens da semana: Claude Giroux ficou noivo no último dia de novembro e marcou dois gols, incluindo o OT winner no primeiro dia de dezembro. O Flyers vem com uma sequência de 5 vitórias seguidas. Ah, o amor.

10. CBA, NHL, NHLPA e Pyeongchang 2018. Essa novela vai longe.

11. A votação para o All-Star Game começou no dia 01/12, incluindo uma “regra” para que não tenhamos um John Scott 2.0 em Los Angeles, casa do ASG 2017 em Janeiro. Para estar no jogo das estrelas, o jogador não pode ter atuado pela AHL em nenhum momento da temporada. Além disso ele tem de estar no roster principal da equipe entre 30/11/2016 e 26/01/2017. Perguntado sobre o que achou dessa nova regra, Scott disse: “Algo tinha de acontecer. Acredito que eles queriam que um caso como o meu não se repita”

12. Sidney Crosby tem 17 gols em 20 jogos. MVP! MVP! (pelo menos até agora)

13. A vitória do Flames por 8-3 sobre o Ducks no domingo marcou a oitava vitória nos últimos 12 jogos e colou na zona dos playoffs. Uma das histórias dessa arrancada é o goleiro Chad Johnson que chegou no começo da temporada para ser o backup de Brian Elliott (também conhecido como goleiro mais azarado da liga) mas com o desempenho ruim do titular, o garoto de Calgary assumiu a goleira e Glen Gulutzan vem fazendo o certo por deixar a mão quente seguir no comando. Depois de outro começo ruim de temporada, Dougie Hamilton vem se recuperando depois de ser colocado como par defensivo de Mark Giordano. Outro destaque é o desempenho da 3M line, composta pelo rookie Matthew Tkachuk, Mikael Backlund e Michael Frolik que vem dominando em ambos os lados do gelo. A volta de lesão da estrela Johnny Gaudreau e com Sean Monahan finalmente se achando, o Flames promete seguir perto na briga pelos playoffs.

Chad Johnson, chegou como backup e agora é uma das surpresas positivas da temporada (Créditos: fansided.com)

14. Falando sobre Dougie Hamilton, na última semana o presidente de operações Brian Burke deu uma entrevista um tanto explosiva sobre o rumor de uma possível troca do defensor. Burke disse que Brad Treliving (GM do Flames) recebeu uma ligação de um time não revelado e o GM teve de ouvir uma proposta, nas palavras de Burke, insultante. Burke disse que esse time contactou os outros dizendo que eles haviam feito uma oferta pelo defensor e o rumor se criou. Existe alguma chance de Hamilton ser trocado? Só se oferecerem 20 escolhas de 1* round ao Flames, palavras de Brian Burke.

15. Uma das maiores surpresas da atual temporada é o Columbus Blue Jackets. O time tem o melhor powerplay da liga, Sergei Bobrovsky voltou a forma de Vezina winner de 2013, outro que merece mérito nessa campanha é John Tortorella, um dos candidatos ao prêmio de John Tortorella. Estatisticamente, até a rodada do fim de semana, o Blue Jackets tinha o 5* melhor ataque da liga em gols marcados a cada 60 minutos em 5vs5 (2.46 GF/60), 7* melhor defesa em gols sofridos a cada 60 minutos de 5vs5 (1.84 GA/60), era o 3* em porcentagem de arremates certos em 5vs5 (8.46%) além de uma PDO em 5vs5 (porcentagem de chutes certos + porcentagem de defesas) de 101.9, ficando em 5* na liga. O mais surpreendente de todo esse bom desempenho: Até as partidas do último sábado, o Blue Jackets (que conquistou sua vitória de número 500 na NHL) havia jogado 1074:35 minutos de 5vs5, sendo apenas o 24* na liga nesse quesito.

16. No último sábado, antes da vitória por 3-2 no shootout contra o Maple Leafs, Trevor Linden (presidente de operações do Canucks) admitiu que o mesmo com o atual processo de rebuild da equipe, ele não irá trocar Daniel e Henrik Sedin. Ainda disse: “Eles ficarão aqui até quando eles decidirem não estar aqui”. Linden também falou que entende o porque da presença de público estar diminuindo na Rogers Arena, segundo ele, o público está a espera do próximo capítulo do clube.

Símbolos dos bons tempos do Canucks, caberá aos irmãos Sedins manterem a equipe competitiva. (Créditos: TheHockeyHouse.net)

17. “O que as pessoas não entendem é que o antigo grupo de jogadores que tinhamos aqui – os (Jason) Garrisons e os (Ryan) Keslers e os (Kevin) Bieksas e os (Chris) Higgins e os (Dan) Hamhuinses – e que não estão mais conosco, eles são boas pessoas, eles são líderes. Talvez em Toronto esse não seja o caso. Nós temos Daniel e Henrik Sedin aqui, eles são muito importantes para essa cidade. Eles não vão para lugar algum. Eu não sei como eu iria até o vestiário e dizer pra eles “joguem para perder”. Eu não sei se é justo com eles. […]” – Trevor Linden em entrevista ao SportsNet quando perguntado sobre a agressividade (ou a falta dela) do rebuild do Canucks.
18. Esse último domingo marcou o aniversário de 1* ano do Flames Brasil no twitter, comandado pelo amigo Lucas Mendes, colaborador desse pobre blog. Esse é um dos muitos perfis que nos ajudam na divulgação da liga para o Brasil e em apaixonar novos torcedores e torcedoras. Vida longa!

19. Email enviado pelos torcedores Russos do HC Lokomotiv em solidariedade a Chapecoense:

“Naquele dia nós pensavamos, que chuva iria para sempre  … ”

Cinco anos atrás, no dia 07.09.2011, um  acidente de avião na cidade de Yaroslavl  (Rússia) matou toda nossa equipe querida de hóquei “Lokomotiv” – Yaroslavl. Chuva caia sem parrar durante onze dias … A natureza chorou conosco.

Nós sabemos em primeira mão o que significa perder entes queridos, amigos, jogadores e toda a equipe. A equipe, que deveria  se tornar um campeão …

Esta dor de perda atravessou  todos nós, em 2011, e essa dor para sempre permanecerá em nossos corações! A ferida não cicatrizou até agora …

Sejam firmes, irmãos e irmãs! Esperamos que vocês vão se sentir um pouco melhor pelo fato de que, do outro lado do mundo, há pessoas que estão sentindo a mesma dor agora, juntos  com vocês, com muita tristeza e força.

Nós lamentamos juntos com todo o povo brasileiro e com todos os fãs do FC Chapecoense essa perda irreparável. Somente todos juntos podemos superar e diminuir um pouco  essa dor. Nossos jogadores permanecerão para sempre em nossas memórias. Eles são os campeões dos nossos corações.

NOSSAS EQUIPES ESTARÃO CONOSCO PARA SEMPRE!

Eles são os nossos campeões!

Sejam firmes! Estamos com você!

Fãs  do clube de hóquei sobre gelo Lokomotiv  – Yaroslavl, Rússia.

#forcachape #chapecoense #HCLokomotiv

20. Quando você está crescendo e é apaixonado por esportes, você lembra de pessoas, jogos, dias e principalmente vozes. Minha mãe nunca foi apaixonada por esportes e muito menos com a ideia de ir aos estádios, então minha infância/adolescência/juventude é cercada com a influência dos narradores de rádio, seja de futebol ou qualquer outro esporte. No acidente da última terça, uma das vitimas foi o grande Deva Pascovicci, ao qual ouvi por muito tempo na rádio CBN, uma das vozes que mais me marcou nas transmissões esportivas na rádio, e estava na Fox Sports. Será difícil ouvir outro jogo na rádio por algum tempo e não ouvir o “PREEEEPARE-SEEEE” que Deva falava antes de todo lance perigoso ou de bola parada. Que os céus tenham te recebido bem!