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Impressões Sobre as Finais de Conferência 2017

Impressões Sobre as Finais de Conferência 2017

A macha até a Stanley Cup chega a sua etapa final, mas antes disso aconteceram as finais de conferências. Quatro times tinham chances de erguer lorde Stanley, mas apenas dois mantem o sonho de fazer isso ainda em 2017. Antes de chegarmos a etapa final, vamos falar sobre as finais de conferência e como o time A venceu, como o time B não venceu, como o time C jogou muito bem, mas não foi sua vez, como o time D tem um bufê… Acho que não vamos tão longe assim.

Penguins a fim de voltar a Stanley Cup e ser bicampeões ou penta, considerado toda a história da franquia, Ducks e Senators querendo voltar a disputar o título máximo da NHL após 10 anos desde que fizeram isso pela última vez (a primeira para o time de Ottawa), além do Predators querendo colocar o pé na fase final pela primeira vez em sua relativamente curta história (o que são 20 anos para uma franquia?). Quem chegou a Stanley Cup? Como esses dois times venceram suas respectivas conferências? Por que não foram os adversários a vencer? As respostas estão a seguir, não necessariamente ou completamente corretas:

Pittsburgh Penguins 4-3 Ottawa Senators Quem diria que o Ottawa Senators chegaria tão longe? Sem clubismo, creio que ninguém, de verdade imaginava isso. Já o Pittsburgh Penguins tinha uma ótima chance de chegar até essa etapa, o fez e avançou a Stanley Cup novamente, como parece ser a tradição da franquia (o time fez isso em 1991-1992, 2008-2009 e 2016-2017). O gol de Chris Kunitz na segunda prorrogação fez o time de Pittsburgh voltar as finais, mas como chegamos até aí?

Uma série de altos e baixos, de ambos os times, por vezes um dominava dois períodos e o adversário “aparecia” para o jogo apenas no período final. Tanto Penguins quanto Senators variaram muito, isso proporcionou uma goleada para cada time. Nos demais jogos, houve equilíbrio, ao menos no placar, em muitos momentos vimos o time de Pittsburgh dominar, mas parar em Anderson. Aliás, Craig Anderson foi o grande jogador do time na série, graças a ele, além de outros fatores, tudo foi definido apenas na segunda prorrogação do jogo 7. Do lado do Penguins, tivemos bons momentos de Sidney Crosby, Marc-Andre Fleury, Matt Murray, que voltou a titularidade durante a série, mas principalmente Evgeni Malkin. A vontade do Ottawa Senators pareceu não ser o suficiente dessa vez, além de em alguns momentos o time ter tomado algumas decisões erradas, do outro lado tinha um time superior em habilidade, técnica, tática e até na vontade, o conto de fadas do Ottawa Senators terminou com um choque de realidade não tão duro quanto poderia ter sido.

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Novamente Sidney Crosby levanta o troféu Prince of Wales (Via: https://twitter.com/penguins/status/867959607414501380)

Anaheim Ducks 2-4 Nashville Predators A série teve seis jogos que, em alguns casos, pareciam ter jogos dentro de si mesmos. Dois times muito concentrados e focados em lutar, em disputar, em se doar e derrotar o adversários, não necessariamente os dois ao mesmo tempo, mas vontade não faltou as representações de Anaheim e Nashville. Além da vontade, fatores coletivos e individuais pesaram, obviamente, em muitos momentos o Ducks produziu em quantidade, mas novamente o Predators mostrou que a qualidade prevalece.

Não adianta disparar 50 vezes ao gol por jogo se 40 são disparos sem muito perigo, assim o time de Nashville vem jogando, se porta bem defensivamente a ponto de o adversário passar maior parte do tempo com o disco e, na maioria das vezes, não conseguir achar o espaço para disparar. O Anaheim Ducks em alguns momentos achou o espaço, mas em muitas boas oportunidades parou na muralha finlandesa chamada Pekka Rinne, que novamente brilhou muito. Em outras oportunidades, o Ducks bateu Rinne e fez gols, venceu jogos, foi um time muito bravo que caiu de pé contra um adversário taticamente superior e em momento melhor. O Nashville Predators, por outro lado, encontrou os caminhos, soube se segurar e contra atacar, soube pressionar, fez tudo o que havia feito nas séries anteriores. Roman Josi, P.K. Subban e Ryan Ellis fizeram o trabalho sujo lá atrás e apoiaram o ataque muito bem, os atacantes auxiliaram nos momentos de defesa e tiveram visão e criatividade para superar o adversário. E mesmo no momento que Ryan Johansen, um dos grandes talentos ofensivos do time, se machucou, o time arrumou maneiras de superar, incluindo a heroica performance de Colton Sissons com direito a hat-trick no jogo 6 (o herói improvável e a NHL tem um caso eterno de amor).

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Senhoras e senhores, o Nashville Predators campeão da conferência oeste 2016-17 (Foto: Mark Humphrey-AP)

Uma prévia do que pode vir por aí

Pittsburgh Penguins e Nashvile Predators vão decidir quem vence a Stanley Cup no ano de 2017 da era cristã, ou comum, se preferir. Ou teremos o time de Pittsburgh vencendo pela quinta vez, ou o time de Nashville pela primeira, Sem dúvidas espero uma grande Stanley Cup, muito disputada e que termine na quinta prorrogação do jogo 7 (para desespero dos torcedores dos dois times).

É tecnicamente impossível realmente prever o que vai acontecer aos mínimos detalhes, mas se pararmos para pensar no modo de jogo das duas equipes na pós-temporada, deveremos ter o Penguins procurando espaços no incrível sistema defensivo do Predators, assim como tendo que persistir muito para vencer Pekka Rinne, o time de Nashville contra golpeando e dominando o jogo em alguns momentos, procurando passes para vencer o esquema de Mike Sulivan e bater Matt Murray. Penguins tem mais qualidade no ataque, Predators na defesa, os dois tem goleiros incríveis, se tudo correr bem nos aspectos de saúde dos jogadores e momento, teremos uma grande partida de shogi (jogo de tabuleiro inventado no Japão, chamado as vezes de “xadrez japonês”, que por natureza é muito mais dinâmico do que o xadrez em si)  entre Mike Sulivan e Peter Laviolette, já que como as peças de shogi, os jogadores podem voltar ao jogo e fazer toda diferença a qualquer momento.

Quatro ou sete jogos, não sabemos o que vai acontecer, mas tudo indica que será uma guerra. Novamente digo isso, tudo pode acontecer no gelo, inclusive nada, com tudo as expectativas estão lançadas para que essa seja a melhor Stanley Cup de todos os tempos, com tudo, se não chegar a isso, pode ser que não fiquemos decepcionados. Os dois times tem material humano e aplicação tática para fazer algo muito especial acontecer, mas um deles apenas vai ser o campeão.

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Penguins e Predators pronto para o duelo final da temporada, mas vamos com calma que só começa dia 29 (Via: Getty Images)

Que venha o dia 29 de junho! É hora da disputa final.

 

Impressões Sobre a Segunda Fase dos Playoffs da NHL

Impressões Sobre a Segunda Fase dos Playoffs da NHL

Mais uma fase está nos livros de História, oito times estavam vivos na disputa da Stanley Cup, agora apenas quatro são candidatos a erguer o santo Graal do hóquei sobre o gelo na temporada 2016-17. Como sempre, tivemos corações partidos, heróis improváveis aparecendo, o improvável e o que se tinha como impossível, aconteceu. Nada de novo em se tratando desse esporte, mas ainda sim fomos surpreendidos, ou, em alguns casos, vimos a história se repetir como se fosse Karma.

Vamos abordar, como feito anteriormente, série a série:

Ottawa Senators 4-2 New York Rangers Surpresa? Sim de certa forma, e fica mais surpreendente pelos contornos tomados na série. O New York Rangers liderou a maior parte do tempo e ainda sim perdeu a série, apenas no sexto jogo o Ottawa Senators saiu na frente. Aqui foi uma série decidida pela força mental e, por outro lado, perdida pelos mesmos erros cometidos repetidamente.

Se essa série teve um nome, esse nome foi Jean-Gabriel Pageau, Pageau fez 4 gols, incluindo o de empate e da vitória, no jogo 2 da série, fez o gol da vitória no jogo 5 e ainda selou o destino no jogo 6. Nada de Karlsson, Ryan, Turris ou Hoffman, que fizeram seu papel dentro do esperado, Pageau foi o herói improvável na série. Por outro lado, o time de Nova Iorque apresentou muitos problemas, muitas falhas, tanto sobre segurar placares nos momentos decisivos do jogo, quanto motivacionais, Mats Zuccarello após o jogo 6 comentou que os próprios jogadores haviam desanimado em um momento do jogo, quando o Rangers estava atrás do placar e precisava buscar uma virada para sobreviver. Por outro lado, na batalha dos técnicos, Guy Boucher soube motivar e organizar seus comandados nos momentos de dificuldade, Alain Vigneault não, por esse motivo, junto aos outros citados e talvez até outros mais, o Ottawa Senators acabou surpreendendo e derrubando o favorito.

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O aperto de mãos simbolizando o final do sonho de um e a continuidade do sonho de outro (Foto: Frank Franklin II/The Associated Press)

Washington Capitals 3-4 Pittsburgh Penguins Mais uma vez o Washington Capitals chega a segunda fase na pós-temporada, mais uma vez sua temporada termina nessa fase. Parece ser kármico, mas Alexander Ovechkin nunca passou dessa fase, não importa o quanto o time ao redor dele seja forte, mas o adversário parece sempre destinado a vencer.

Nessa série o Washington Capitals disparou mais ao gol, mas o Pittsburgh Penguins conseguiu criar mais perigo, o time de Pittsburgh foi o segundo que conseguiu criar mais chances de disparo sem bloqueio no 5 contra 5 (High Danger Score Chances ou HDSC) tomando como base a fase anterior, enquanto o Capitals foi apenas o décimo na primeira rodada dos playoffs (Fonte – em inglês ). Não basta ter o puck, não basta disparar a esmo, tem que criar chance de perigo real, tem que fazer o goleiro adversário trabalhar de verdade, tem que dar espaço real para suas armas fazerem a diferença. E foi isso o que o Penguins fez, isso que o Capitals falhou em fazer. Aquele que conseguiu usar melhor suas armas venceu, mais uma vez o Washington Capitals caiu em um jogo 7 para o Pittsburgh Penguins, mais uma vez essa foi a barreira intransponível para Alexander Ovechkin. Como diria o poeta: Karma is a bi…

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Crosby e Fleury se cumprimentam, Penguins avança (Foto: Patrick Smith/Getty Images)

St Louis Blues 2-4 Nashville Predators Mais uma vez o time de Nashville seguiu fazendo seu jogo de se ajustar muito bem ao adversário. Defende para contra atacar quando tem o puck, sabe pressionar na zona ofensiva, dessa vez encontrou mais dificuldades, mas ainda sim passou para as finais de conferência.

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Johansen marcando sobre Allen (Crédito da foto)

O St Louis Blues fez o que poderia, mas o time de Nashville veio embalado pelo momento, tem a já citada capacidade de se adaptar ao jogo, seus atacantes e defensores sabem criar chances perigosas quando tem o disco. Os grandes destaques tem sido Pekka Rinne e Ryan Ellis, o goleiro tem atuado de maneira espetacular, o defensor é um leão na defesa e no ataque. Do lado de St Louis, mesmo tendo trocado o melhor defensor no meio da temporada, o time se comportou muito bem e não está muito longe de ser uma equipe melhor, basta o gerenciamento tomar as decisões certas (o que é difícil).

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Nashville pode comemorar, o Predators está nas finais de conferência pela primeira vez na sua história! (Crédito da Foto)

Anaheim Ducks 4-3 Edmonton Oilers O time do futuro contra o time desacreditado, foi uma grande série, teve a maior polêmica de toda a pós-temporada, até agora, e tudo terminou com os demônios do time de Anaheim sendo exorcizados. Se o Washington Capitals teve um destino que parece até ser o Karma dessa equipe atualmente, o Anaheim Ducks conseguiu superar o que parecia ser seu Karma e vencer um jogo 7.

A série começou maluca, Oilers venceu os 2 primeiros jogos em Anaheim, Ducks empatou a série com duas vitórias em Edmonton e tudo chegou ao jogo 5 e seu lance polêmico. O time de Edmonton vencia por 3 gols, o Ducks marcou o primeiro faltando 3 minutos e 17 segundo para o final do jogo, o segundo faltando 2 minutos e 41, então faltando 15 segundos, Rickard Rakell empatou, a confusão em frente ao gol com Nurse empurrando Kesler na direção de Talbot. O desafio foi feito, a marcação de gol foi mantida, alguns acharam que Kesler puxou o pad do goleiro, outros acham que não houve a interferência porque o jogador foi empurrado sobre Talbot, eu faço parte dessa segunda corrente, não creio que houve interferência na jogada, mas não é e nunca será uma unanimidade, de qualquer modo, Perry marcou o gol vencedor na segunda prorrogação. No sexto jogo o Oilers passou o carro, fez o ETERNO 7 a 1, mas no sétimo jogo o Anaheim Ducks mostrou vontade para virar a partida, raça para segurar, enquanto o time de Edmonton pareceu ter cedido a pressão e ao nervosismo, a inexperiência pareceu ter falado mais alto.

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Corey Perry celebra o gol vencedor no jogo 5 da série (Foto: Chris Carlson/AP)

Balanço final

Quatro séries, 26 jogos, 148 gols, uma média de 5,7 gols por jogo, 5 jogos decididos na prorrogação. Foram quatro séries acirradas, decidida em detalhes na maioria das vezes, tudo o que se espera dos playoffs da NHL. O campeão atual voltou as finais de conferência, o Pittsburgh Penguins tenta manter a escrita de ir a Stanley Cup e voltar no ano seguinte, pela frente vai encontrar um valente Ottawa Senators querendo voltar a disputar a Stanley Cup após 10 anos. Do outro lado temos o Nashville Predators tentando alcançar as finais pela primeira vez em sua história, seu embate será contra o Anaheim Ducks, que busca alcançar as finais pela terceira vez e conquistar o troféu mais sagrado do esporte pela segunda vez. Apenas dois desses quatro irão sobreviver a avançar até o estágio final da temporada 2016-17, quem serão os dois? Descobriremos em alguns dias…

OH Canada! #5 – Janeiro/17

OH Canada! #5 – Janeiro/17

Olá nação Puck Brasil! Oh Canada chegando bastante atrasado mais uma vez (dessa vez culpem a greve na faculdade deste que vos escreve), mas chegou. Como temos esse grande atraso, será uma análise mais curta. Já passamos da metade de Fevereiro e estamos na reta final da temporada. A situação dos times continua a mesma, mesmo com a queda de rendimento de alguns times, e o aumento de outros. A briga por playoffs esquenta cada vez mais.

MONTREAL CANADIENS (29-14-7 até 31/01)

Liderando a divisão Atlântica e também os canadenses, temos o Canadiens. Mais uma vez no topo, está com uma mão e meia na vaga de playoffs. 15 pontos em 13 jogos está loge de ser o ideal para esse time, mas serviu para a manutenção da liderança de divisão. Uma queda de rendimento que culminou na queda do head coach Michel Therrien nessa semana. Uma coisa surpreendente é que Carey Price não lidera nenhuma das principais 4 estatísticas de goleiros, e só aparece em um top 10, o de vitórias. Isso se deve ao péssimo mês de Price, para os padrões dele. 4 vitórias e 6 derrotas (1 OT) para o camisa 31, e um GAA de 3,09. Foram 31 gols sofridos em 10 jogos.

Na ofensiva vemos Radulov com 11 pontos em 13 jogos, e Pacioretty com 9 pontos, sendo 6 gols. Weber fica entre eles, com 10 pontos, contando 7 assistências. O ataque de Montreal funcionou bem, mas a defesa sofreu bastante.

Veredicto: Ainda na liderança, perto da vaga, mas devido a resultados recentes ruins, vê os rivais se aproximarem.

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Não foi um bom mês para Carey Price. (Foto: Allen McInnis/Montreal Gazette)

 

EDMONTON OILERS (28-15-8 até 31/01)

Não muito atrás de Montreal, vemos o Oilers. Com uma certa segurança na divisão Pacífica, se mantém junto, ora liderando, ora muito próximo e longe do wild card. Foi o melhor time canadense nos primeiros 31 dias do ano. Foram 19 pontos em 13 jogos, inclusive, varrendo o arquirrival Flames na temporada. Foi a primeira vez que o Oilers conseguiu esse feito desde 85-86. Connor McDavid segue liderando a liga em pontos e assistências, sendo sério candidato ao Art Ross e ao Hart Trophy ao final da temporada. Talbot consolida a melhor temporada da sua carreira enquanto o Oilers busca ser um contender para a Stanley Cup.

McDavid continua sendo ridículo, marcando 16 pontos em 13 jogos, sendo garçom dos companheiros de equipe 13 vezes. Média de 1 assistência por jogo. Draisaitl não fica muito atrás e teve média de um ponto por jogo, marcando 5 vezes e assistindo 8.

Veredicto: Com segurança, o Oilers caminha cada vez mais firme aos playoffs, onde não vai a mais de 10 anos, superando o longo rebuild.

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Connor McDavid segue sendo um dos principais jogadores da temporada e sendo cotado para MVP. (Foto: Perry Nelson/USA TODAY Sports)

TORONTO MAPLE LEAFS (23-15-9 até 31/01)

Contando com bom poderio ofensivo e uma defesa de regular para boa, o Leafs surge como surpresa na briga por Wild Card da Conferência Leste. Muito próximo de Islanders, Bruins e Panthers, a briga na Leste pretende ser tão emocionante quanto a na Oeste.  Um bom começo de 2017, com 7 vitórias em 12 jogos, fez o Leafs catapultar pela tabela e chegar no meio da confusão. É um time que vem sabendo aproveitar as chances que tem, e brigar o tempo todo pelos 2 pontos.

Kadri e van Riemsdyk lideraram a ofensiva em Janeiro com 14 pontos cada, sendo Kadri, o artilheiro da equipe com 7 gols. Matthews, outro candidato ao Calder desse ano, computou 9 pontos,  sendo 5 deles, pucks na rede. Andersen vem se garantindo debaixo das traves e vencendo jogos pelo Leafs. Em 10 jogos, foram 2 shutouts sv% de .909 e 2,78 de GAA.

Veredicto: O Leafs pode até beliscar esse 3º lugar na Atlântica e jogar o Bruins na fogueira. Vai ser interessante essa briga.

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Kadri vai liderando o Leafs, sendo consistente, e talvez, levando o time de volta aos playoffs. (Foto: Tom Szczerbowski/USA TODAY Sports)

CALGARY FLAMES (25-24-3 até 31/01)

O Flames continua sendo um time muito inconstante. Perde jogos até fáceis, e quase sempre não consegue levar um jogo para o overtime, para ganhar aquele pontinho, que poderia ajudar muito o time na classificação. No mês de Janeiro o time teve uma acentuada queda de rendimento, contabilizando 7 derrotas em 13 jogos, inclusive, sendo varrido na temporada pelo arquirrival Oilers, além de sofrer derrotas importantes, contra o Devils e o Predators, ambos jogando no Saddledome. Na tabela, vemos o time ameaçado de não se classificar para os playoffs, já que os demais times encostaram e tem menos jogos.

A ascensão de Elliott se deu junto com a queda de Johnson, que não vem jogando bem. Mas está longe de ser o ideal. Ambos goleiros tiveram save % abaixo de .900, e GAA elevados, 2,5 para Elliott e 3 para Johnson. Os destaques positivos, além da 3M line, composta por Tkachuk, Backlund e Frolik, ficou para Monahan, que pontuou 11 vezes em 13 jogos, e liderou a equipe na parte ofensiva e o PP, que soou a sirene em 10 ocasiões, uma das maiores no período.

Veredicto: Melhor abrir o olho se quiser playoffs. A briga vai ser muito apertada.

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Brian Elliott voltou a boa fase? Bem, a titularidade ele recuperou… (Foto: Lyle Aspinall/Postmedia Network)

VANCOUVER CANUCKS (23-21-6 até 31/01)

Com 15 pontos em 12 jogos,  se aproximando  da disputa por Wild Card e carregado por Bo Horvat temos o Canucks.  O Centre de apenas 21 anos vem surpreendendo e marcando mais até mesmo que os futuros HOF, Daniel e Henrik Sedin. Em sua terceira temporada na NHL e com o Canucks, já tem sua melhor performance e com apenas 57 jogos. O Canucks teve um bom Janeiro, com 6 vitórias, 3 derrotas e 3 OTL, sendo o 11º melhor time na liga no período e terminou o mês na cola de Flames e Kings, que ocupavam as vagas de Wild Card.

Ryan Miller teve numeros impressionantes no gol do Canucks. Foram 5 vitórias, e sofreu apenas 16 gols, em 9 jogos. Teve sv% de .944 e 1,76 de GAA. No ataque, foi bem distribuído.  Foram 25 gols marcados. Baertschi e Granlund foram os artilheiros, com 5 gols cada. Henrik Sedin foi o maior pontuador, 8, e o maior garçom, 6.

Veredicto: Vai brigar até o final. Se junta a Flames, Kings, Predators e Blues na briga pelas 2 vagas.

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O jovem Bo Horvat vai fazer o Canucks triunfar nesse final de temporada? (Foto: Vancouver Canucks)

OTTAWA SENATORS (26-15-6 até 31/01)

Segundo colocado na Atlântica e vendo o Canadiens cada vez mais perto, o Senators foca em tomar a liderança do rival de Quebéc. Com jogos a menos, a liderança fica bem viável aos olhos dos torcedores. Sofreu apenas 3 derrotas, desconsiderando as 2 OTL, em 11 jogos em Janeiro, e teve 33 gols marcados, média de 3 por jogo. Condon assumiu a responsabilidade e jogou todos os jogos. Se deu bem, com 2 shutouts e 6 vitórias. Um sv% decente de .917 e 2,44 de GAA.

Contando com Erik Karlsson, o queridinho do amigo Thiago Farias, Mike Hoffman e Kyle Turris, o Senators tem um bom poderio ofensivo. Os três combinam 12 gols e 14 assistências no mês, enfatizando que Hoffman só jogou 10 vezes e marcou 4 PPG.

Veredicto: Se mantém firme na briga, mas almeja um salto maior. A liderança da Atlântica é possível e está ao alcance.

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Mesmo com um Janeiro sem gols, Erik Karlsson fez a diferença com as assistências. (Foto: Christopher Hanewinckel/USA TODAY Sports)

WINNIPEG JETS (23-25-4 até 31/01)

47 gols em 13 jogos. Scheifele, Little e Ehlers jogando todos os jogos e marcando 1 ou mais pontos por jogos.Patrik Laine voltando de lesão, jogando 5 jogos e marcando incríveis 9 pontos, provável vencedor do Calder Trophy desse ano. O ataque do Jets foi algo incrível só não superou os absurdos e inacreditáveis 63 gols em 14 jogos do Capitals, mas mesmo assim, o time não consegue ir bem. A defesa do Jets segue sendo frágil e precisa muito ser reforçada. Não adianta o time marcar 5 gols e tomar 7 todo jogo. Em 31 dias, foram 13 jogos. 6 vitórias, 6 derrotas e 1 OTL. 50% de aproveitamento.

Hellebuyck é um bom goleiro, convenhamos. Tem sido um dos melhores da liga esse ano. Mas em compensação, seus backups não foram bem e existem muitas falhas na defesa do time. A trade deadline se aproxima e poderemos ver algumas trocas. Jacob Trouba é cotado para sair desde o inicio da temporada. Vamos aguardar.

Veredicto: Não deve chegar aos playoffs, mas também não fica entre os 5 piores.

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Lesionou, voltou e voltou muito bem. Patrik Laine, ON FIRE e motivos para sorrir com a sua atuação. Já a do time… (Foto: NHL.com)

Chegamos ao fim de mais um Oh Canada. Qual foi o destaque entre os canadenses? Deixe sua opinião. Grande abraço e até a próxima.

OH Canada #4 – Análises de Dezembro

OH Canada #4 – Análises de Dezembro

Olá nação Puck Brasil! Sejam bem vindos a mais um OH Canada! Esse em atraso pois o colunista aqui resolveu tirar férias e ir para um local sem nenhuma internet disponível. Mas vamos ao que interessa. O mês de Dezembro foi muito generoso com alguns times canadenses (sim, Calgary Flames e Edmonton Oilers, estou falando de vocês), mas com outros, nem tanto, né Vancouver Canucks? Vamos as análises!

Montreal Canadiens

Mais uma análise e os Habs estão liderando os canadenses na liga. O motivo? Um time bem arrumado e equilibrado, que conta muito com as estrelas de Carey Price e Shea Weber, mas ainda tem Pacioretty e Radulov comandando o ataque. Pacioretty que, no mês de Dezembro, pontuou 15 vezes em 13 jogos.

Na questão dos times especiais, que eu amo analisar, e que também acho que decidem a maioria dos jogos, o Canadiens não foi bem no último mês, estando bem abaixo da maioria dos times.

Veredicto: Um time equilibrado e forte, que deve, com certeza, ir aos playoffs se nada acontecer

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Essa dupla vem fazendo bonito e o Canadiens segue sendo o melhor canadense. (Foto: John Mahoney/Montreal Gazette)

Ottawa Senators

Logo atrás do Canadiens, vem o Senators. Outro time com boa campanha até o dia 31/12. Teve um aproveitamento de 57,7% no mês de Dezembro, com 6 vitórias, 4 derrotas e 3 derrotas no overtime. Pontuação idêntica ao rival de divisão Canadiens. Continua brigando por playoffs na divisão Atlântica e briga ponto a ponto com o Boston Bruins pelo segundo lugar.

Nesses 31 dias do ultimo mês de 2016, Ottawa teve um aproveitamento de 20% no seu power play, e de 81,5% no penalty kill, numeros bons, mas sofreram mais gols do que fizeram no período. 38 gols feitos e 39 sofridos.

Veredicto: continua sendo uma constante e deve figurar nos playoffs.

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Ainda atrás do Canadiens, o Senators busca seu lugar ao sol nos playoffs, e quem sabe, algo a mais. (Foto: Francois Laplante/OSHC)

Edmonton Oilers

Indo para a divisão pacífica e para o terceiro melhor canadense até agora, O Edmonton Oilers foi o melhor canadense em Dezembro, com 7 vitórias, 2 derrotas no tempo normal e 4 no overtime, contabilizando 18 pontos e um primeiro lugar na divisão nesse período empatado com Ducks e Sharks. Os três times que deve se classificar pela divisão.

Um power play de 31% colaborou bastante para a estabilidade do time na ponta, e grandes atuações de Draisaitl, Letestu e McDavid, lider da liga em pontos e assistências, fazem do time uma máquina ofensiva.

Veredicto: Tem tudo para chegar forte na pós temporada, já que surpreendeu a muitos com o time nessa temporada regular. Forte candidato a ir longe.

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A grande dupla do Oilers quer mais do que nunca levar o Oilers de volta aos playoffs. (Foto: Andy Devlin/Edmonton Oilers)

Calgary Flames

O eterno rival do time citado acima não ficou muito atrás em Dezembro. Um recorde de 8-4-0 e 16 pontos em 31 dias, alem de boas atuações de Gaudreau, Backlund e Tkachuk consolidam o time na enorme briga por wild card, embora Kings e Predators possam parecer mais fortes. Embora algumas vezes desorganizado, é um time que não pode ser subestimado.

Os times especiais finalmente se acertaram e o Flames teve um PP de 33,3%, melhor da liga, com 15 gols em 45 oportunidades, e um PK de 87,5%, 5º da liga em dezembro,  que contabilizou 2 gols de 40 no total do mês. Elliott parece se acertar, e Johnson vai se firmando no time.

Veredicto: É uma equipe jovem, perigosa e que deve ser levada em conta. Se não conseguir chegar aos playoffs, vai ser por detalhes.

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Tkachuk, jogando jundo com Backlund e Frolik, vem numa crescente cada vez maior e corre por fora nas conversas pelo Calder. Pode ele ajudar o Flames ir aos playoffs e faturar o prêmio? (Foto: Candice Ward/USA TODAY Sports)

Toronto Maple Leafs

O Maple Leafs está na briga pelo lado da conferência leste! Auston Matthews continua sendo um dos lideres do ataque de Toronto, junto com Nylander. A grande surpresa foi o defensor Jake Gardnier, segundo jogador que mais pontuou em dezembro pelo Leafs. Nesse período de 31 dias, o time foi o terceiro melhor da divisão Atlântica, com a mesma pontuação  dos rivais Senators e Canadiens, mas com um jogo a menos. Hoje o time se consolida como uma terceira força na briga pelo wild card na conferência leste.

Um PP e um PK de decentes pra bons ajudaram o time, que marcou 32 gols nesse mês, sendo 9 vindos de vantagem numérica, top 10 da liga.

Veredicto:  tendência de brigar bastante pela 2ª vaga de wild card, mas na conferência lesta a briga está bem acirrada. Vai ser bem interessante.

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O Leafs vem crescendo na conferência leste. Há muitas esperanças? (Foto: Kevin Sousa/NHLI via Getty Images)

Winnipeg Jets

O Winnipeg Jets teve uma campanha realmente mediana nesse mês, foi .500, tendo 13 pontos em 13 jogos. Mas ainda se mantem na briga pelo wild card, hoje brigando contra o Stars, Canucks, Predators e o Kings, tendo pouca diferença de pontos entre os times. Em dezembro, a jovem estrela Patrik Laine foi o lider do time em gols marcados, com 6, e um +/- de +7. Foram 11 pontos em 13 jogos para o garoto. Wheeler foi o líder do time no último mês de 2017 com 12 pontos, sendo 9 assistências para o right-winger.

Teve o 8º melhor power play da liga em dezembro, com 8 gols em 36 oportunidades, mas o penalty kill foi muito ruim, com uma porcentagem de 68,2%. A defesa do time cedendo 38 gols, 4 gols a mais do que o ataque produziu também não foi interessante para o time.

Veredicto: A briga vai ser boa, mas o Jets precisa acertar algumas coisas ainda, mas pode chegar forte e conseguir uma vaguinha nos playoffs.

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Mantendo-se estável na conferência, mas na briga. O que esperar do Jets? (Foto: Codie McLachlan/Getty Images)

Vancouver Canucks

Sim, esse time ainda é o pior canadense da liga, mas pasmem… Entrou na briga por playoffs. O Canucks cresceu em dezembro, e está próximo do Kings, dono da segunda vaga de wild card na conferência oeste, ainda que fez menos da metade dos pontos possíveis. Foram 13 em 14 jogos. Liderados pelos irmãos Sedin e os atacantes Sven Baerstchi, Loui Eriksson e Bo Horvat, esse time ainda pode surpreender na reta final da temporada regular. Ryan Miller pode ser um grande trunfo para o time.

Em dezembro os times especiais foram bem de medianos para ruins. Mas o time ainda assim conseguiu boas vitórias contra Kings, Lightning, Jets e Ducks e Oilers.

Veredicto: Outro time que pode surpreender nesses próximos meses. Vai brigar com Kings, Jets e Predators, com o Stars próximo.  O panorama para o Canucks pode ser bom ou muito ruim.

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Outro time em ascensão, o Canucks figura entre os possíveis candidatos a wild card depois de uma bela queda no início da temporada. (Foto: Jeff Vinnick/NHLI via Getty Images)

Chegamos ao fim desse Oh Canada muito atrasado. Concorda com as análises? Discorda? Debatam sobre a situação dos canadenses na NHL! Grande abraço e até a próxima!