Autor: Lucas Mendes

Puck na cara #6 – Draft e offseason

Puck na cara #6 – Draft e offseason

Olá de novo, caros leitores do Puck Brasil! Mais uma vez eu, Lucas Mendes (@lucas_flames), estou aqui, dessa vez para falar sobre a offseason da NHL. Não vou falar sobre a Stanley Cup Final dessa vez, mas vocês podem ler o texto que o grande amigo Thiago Farias (@thiagoof39) brilhantemente escreveu aqui.

Bem, indo direto ao assunto, essa é umas das partes mais interessantes do ano, pra quem gosta de rumores sobre trocas e mock drafts, claro. Afinal, temos que ter algo para entretenimento já que não temos jogos até setembro, quando temos a pré-temporada (CHEGA LOGO PELO AMOR DE DEUS).

O draft começa hoje a noite, com as escolhas de primeira rodada, e teremos sua continuação amanhã, quando as demais escolhas ocorrem. Essa classe de 2017 não é tão forte quanto a do ano passado, em relação ao ataque. Ainda assim tem bons jogadores, como Nolan Patrick, cotado para ser a primeira escolha geral. Entretanto, uma coisa chamou a atenção após o draft de expansão na ultima quarta. O grande numero de escolhas possuídas pelo Golden Knights e podem ser um grande alvo de trocas esse ano. Falando em trocas, temos sempre aquela expectativa de uma grande troca durante o draft, como a ida de Brian Elliott para o Flames no ano passado. E basta uma rápida busca para ver os possíveis rumores desse ano.

Mas não para por aí. No primeiro dia de julho abre a janela de free agency, os contratos de alguns jogadores expiram e viram free agents, restritos e irrestritos. O que geram ainda mais rumores e expectativas em todos nós, loucos para ver aquele breaking news sobre trocas ou contratações.

O Puck Brasil não vai parar, meus caros. Essa offseason promete ser muito boa. Prepare seu salary cap, a sua corneta pro GM do seu time, e olhos atentos para qualquer trade. A época dos negócios está apenas começando!

Puck na cara #5 – Stanley Cup Playoffs #2 e A Grande Final

Puck na cara #5 – Stanley Cup Playoffs #2 e A Grande Final

Olá caros leitores do Puck Brasil! No dia em que se inicia a final, depois de ter falhado miseravelmente nos palpites da primeira rodada e sofrer com a famosa falta de tempo, eu, Lucas Mendes, estou aqui de volta pra falar sobre os amados playoffs da NHL, mas antes de tudo, quero mandar um TANKA MAIS pro meu caro amigo Canuck, Andrei Henrique.

Embora esses playoffs estejam levemente manchados por erros crassos de arbitragem, que definiram o andamento de algumas séries, tivemos duas ENORMES surpresas, uma pipocada que todo mundo espera (alô Capitals), além da volta dos canadenses, que ficaram fora na última temporada, chegamos ao clímax, a grande final, onde um time chorará, e outro alcançará a glória máxima do hóquei, inclusive, podendo ser um campeão inédito.

Destrinchando um pouco, vamos falar primeiro da conferência Oeste, onde tivemos a maior surpresa talvez da história da NHL. Quem, em sã consciência apostaria que o último time a se classificar aos playoffs anularia totalmente e varreria o melhor time classificado em sua conferência? Sério, aplausos de pé para o Nashville Predators. Enquanto isso, o Chicago Blackhawks ficou só na espera de #OneGoal em casa. No outro lado dessa chave, tivemos outra varrida, mas nesse caso, teve muita polêmica. O Ducks varreu o Flames sim, mas erros de arbitragem nos três primeiros jogos colocaram em dúvida o resultado da série. Ainda nesse lado, tivemos o Oilers vencendo uma série de playoffs depois de 800 anos em rebuild e tank. Na segunda rodada ainda tivemos Ducks vencendo jogo 7 em casa (!!!) e o Predators vencendo o Blues. Na final de conferência, vimos o Predators chegando na grande final pela primeira vez na história. Smashville tem plenas condições de festejar como nunca visto antes. Só precisam de mais 4 vitórias.

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PK e Nashville estão como predadores em busca da taça. (Foto: Frederic Breedon/Getty Images)

Do lado leste, quem apostava no Ottawa Senators? Passando pelo Bruins e pelo Rangers, que eliminou Carey Price e cia na primeira rodada (PK Subban está assim: minha ex tá bem, só não está melhor que eu), mas parou no 2º overtime do jogo 7 na final de conferência contra o Penguins, que passou da sensação Blue Jackets e mais uma exaustiva vez, contra o time da pipoca anual, o Washington Capitals (Ovie nunca vai ganhar uma Stanley Cup mesmo, infelizmente) que tinha vencido o Toronto Maple Leafs, com sufoco. O Penguins volta a final e vai defender seu título, querendo levantar a Stanley pela 5ª vez.

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O olhar de quem quer levantar mais uma taça. (Foto: NHL)

O Penguins vem com certo favoritismo nessa final, pelo fato de ser um time mais acostumado com finais e mais experiente nos playoffs. Do outro lado, o Predators vem com o apoio imenso da torcida, que parece uma torcida sul-americana em jogo de libertadores, além de ter um baita goleiro em Rinne, uma defesa extremamente sólida liderada pelo negro maravilhoso PK Subban, sem falar no bom ataque.

A defesa deve ser o fator desequilíbrio, o que pode decidir o campeão nessa final. O Penguins sofreu bastante com erros defensivos nesses playoffs e precisa que seus 3 pares joguem de maneira sólida, evitando erros e impedindo o bom ataque de Smashville.

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Quem comemora? Quem chora? A final começa HOJE (29/05)! (Foto: NHL)

Mas, cá entre nós, temos uma certeza. A Stanley Cup desse ano, com certeza será amarela.

Puck na cara #4 –  Stanley Cup Playoffs 2017 #1

Puck na cara #4 – Stanley Cup Playoffs 2017 #1

Olá leitores do Puck Brasil e fãs de hóquei! Lucas Mendes aqui, voltando de um longo e tenebroso inverno para falar da melhor parte do ano na NHL. Vai ser uma série de textos, um para cada rodada, com os meus palpites de cada confronto. Começando com a primeira rodada, que começa amanhã (12/04). Vamos aos palpites!

CONFERÊNCIA LESTE

(M1) Washington Capitals vs Toronto Maple Leafs (WC2)

O Capitals vem de novo como o melhor time, o mais forte e o principal favorito para levantar a taça. Se reforçou muito na deadline e tem o melhor elenco da liga. E todos sabemos o que vai acontecer. Sim, vão fazer o de sempre e pipocar, mas não na primeira rodada. Não para o Leafs, que é um time muito jovem e muito inexperiente. Vem comandado pelo brilhante calouro Auston Matthews que, pasmem, marcou mais que o Ovechkin nessa temporada e deve vencer o Calder Trophy. Mesmo que o Leafs tenha conseguido uma vaga nos playoffs, não vai ser agora que vão ir longe. Mas podem apostar nesse time para as próximas temporadas.

Palpite:  Capitals em 5

Porquê: Acho que o Leafs consiga vencer uma partida em Toronto, com o apoio da sua torcida mais que apaixonada. Mas o Capitals é um time muito superior, e liquidará a fatura logo.

 

(M2) Pittsburgh Penguins vs Columbus Blue Jackets (M3)

Junto com Habs vs Rangers, temos o confronto da Leste que será o mais legal de assistir. Os atuais campeões, Penguins, liderados por Sid the kid, contra o talentoso time do Blue Jackets sob a batuta do mestre Tortorella. Vai ser um confronto bem equilibrado e disputado, e decidido nos detalhes. Bobrovsky, provavelmente o vencedor do Vezina esse ano, junto com Cam Atkinson, Nick Foligno e cia vão fazer jogo duro contra Crosby, Malkin, Kessel.

Palpite: Blue Jackets em 7

Porquê: Como disse, esse confronto vai ser decidido nos detalhes, mas por mais que o Penguins tenha um time com muita experiência em playoffs, o Blue Jackets tem o elemento de ser a grande surpresa da temporada, além do Penguins estar sem o seu principal defensor, Letang, que está fora dos playoffs devido a uma cirurgia no pescoço.

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Penguins vs Jackets promete demais. (Créditos: NHL)

 

(A2) Ottawa Senators vs Boston Bruins (A3)

Outro bom confronto. Senators conseguiu se superar várias vezes na temporada, enquanto o Bruins, desde que trocou de treinador, cresceu muito e vem jogando bem. Provavelmente terá Marchand de volta no jogo 2, e ele pode desequilibrar muito o confronto e levar o Bruins para a próxima fase.

Palpite: Bruins em 6

Porquê: Brad Marchand tem sido um dos melhores jogadores ultimamente, e chegou a competir com Crosby e McDavid pelo Hart. Está suspenso no jogo 1, mas fará a diferença nos confrontos restantes.

(A1) Montreal Canadiens vs  New York Rangers (WC1)

O confronto mais equilibrado da primeira fase. Habs e Rangers tiveram praticamente a mesma pontuação na temporada regular e ambos elencos tem muita qualidade. Price e Lundqvist dispensam apresentações. Tanto Byron quanto Grabner podem fazer a diferença. Montreal tem seu jovem e talentosos atacante Galchenyuk, o experiente defensor Shea Weber e ainda conta com Pacioretty. Rangers tem um bom poder ofensivo, é um time rápido, mas tem uma defesa que deixa a desejar, principalmente por conta de Dan Girardi.

Palpite: Canadiens em 7

Porquê: A defesa do Rangers será o fator principal do confronto, mas não por conta dos goleiros, e sim por causa dele, Girardi. Ele é o ponto fraco do Rangers e pode acabar cedendo na hora errada e eliminando o seu time.

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Anotem, Habs vs Rangers vai ser o confronto mais equilibrado da primeira rodada. (Imagem: Getty Images)

 

CONFERÊNCIA OESTE

(C1) Chicago Blackhawks vs  Nashville Predators (WC2)

Tirando os torcedores do Predators, sabemos que esse confronto é bem unanimidade. Por mais que o Preds tenha bons jogadores, como Subban, Forsberg e Rinne, o Blackhawks é uma máquina quando se trata de playoffs. Não sendo contender a toa.

Palpite: Blackhawks em 5

Porquê: O Blackhawks se reforçou após ser eliminado cedo na última temporada, e como sempre, cotado para chegar a, no mínimo, final de conferência. Palpite até fácil, com todo respeito ao Predators e seus torcedores

 

(C2) Minnesota Wild vs St. Louis Blues (C3)

Essa série vai ser bem apertada. São dois bons times. O confronto entre Allen e Dubnyk promete. Granlund vem de boa temporada e, com Parise, promete causar o inferno para a defesa do Blues, que vem sem Shattenkirk, que foi pro Capitals, e com Tarasenko sendo sua principal ameaça.

Palpite: Wild em 7

Porquê: Nesse momento, vejo os dois times praticamente no mesmo nivel, Wild deve levar esse confronto por causa do mando de campo a favor.

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Wild x Blues tem tudo para ser o confronto mais equilibrado, do outro lado da chave. O confronto promete ser grandioso. (Imagem: Sportsnet)

 

 

(P2) Edmonton Oilers vs San Jose Sharks (P3)

Vai ser uma série muito interessante de assistir. De um lado temos o Oilers e McDavid, do outro temos o Sharks, que mesmo com um ótimo time, caiu muito de rendimento desde a deadline. Mas playoffs é um torneio a parte, e essa série promete ser bem imprevisível.

Palpite: Oilers em 7

Porquê: Primeiro porque quero ver Battle of Alberta nos playoffs. Segundo porque eu vejo o Oilers vindo mais forte que o Sharks, que vai endurecer o jogo e forçar o jogo 7.

 

(P1) Anaheim Ducks vs  Calgary Flames (WC1)

Chegou a parte em que vocês vão me xingar, chamar de clubista e tudo mais. De um lado temos o Ducks que se manteve na ponta ou próxima dela durante a temporada toda. De outro temos o Flames que, mesmo com o começo horrível de temporada, teve uma crescente muito grande desde o All Star Game e chegou a figurar entre os 3 melhores da Pacífica. Isso no considerado último ano de seu rebuild. Não se espantem, mas o Flames tem um bom time e subestimá-lo pode ser fatal, mesmo em uma série melhor de 7.

Palpite: Flames em 6

Porquê: SIM, A MALDIÇÃO DO HONDA CENTER VAI ACABAR! E espera-se que seja nessa série. Após os últimos jogos entre os times nas últimas semanas, o clima entre os times esquentou, e isso pode ajudar muito o Flames (trocadilho não proposital), principalmente  com os primeiros jogos lá em Anaheim.

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Esse confronto vai pegar fogo! Flames e Ducks vem com sangue nos olhos para uma batalha recheada de emoção e cenas lamentáveis. (Foto: Lyle Aspinall/ Postmedia Network)

 

Essas são minhas considerações sobre a primeira rodada dos playoffs. Sintam-se a vontade para opinar, cornetar e tudo mais. Grande abraço!

Puck na Cara #3 – Trade deadline

Mais um Puck na cara chegando mais quente que o Calgary Flames nos últimos jogos! E já vamos direto ao assunto que dominou as rodas de conversa na liga, a trade deadline. Nos dias anteriores ao dia 1º, como de costume, várias trocas foram realizadas, com alguns times ganhando, outros perdendo e dessa vez, não vimos Jim Benning, GM do Canucks, fazendo aquele cagada em uma trade e ajudando o outro clube. Bem, eu não vou analisar cada trade aqui, até porque ficaria mais cansativo que fazer um double ou triple shift em um jogo altamente movimentado, mas vou comentar sobre os times que mais ganharam e os que mais perderam com essa deadline. Vamos lá.

Primeiro, vou falar da trade que mais foi motivos de comentários, pelo que eu vi. Kevin Shattenkirk foi para o Capitals junto com Pheonix Copley, enquanto o Blues recebeu Zach Sanford, Brad Malone e escolhas de draft. Eu só não digo que o Blues levou a pior pelo tanto de escolhas de draft envolvidas. E tem várias cláusulas envolvidas na troca que dariam ou não picks para  time de St. Louis. Boatos de que se mais de 100 pessoas lerem esse texto, o Blues ganha uma escolha de 5ª rodada de 2019 e uma de 6ª em 2020. Agora resta saber o que o GM do Blues vai fazer com elas.

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Shattenkirk é uma aquisição enorme para o Capitals, que quer mais que nunca a Stanley Cup. (Foto: NHL)

Um time que com certeza venceu na deadline é o Calgary Flames. Ok, ainda não se livraram do peso morto que Dennis Wideman foi nessa temporada, mas as adições de Stone, Bartkowski (que não foi uma trade, para constar) e Curtis Lazar (que só deve jogar em caso de lesão de algum atacante) e a saída de Jyrki Jokipakka (um dos nomes mais legais de se pronunciar, tente e depois me fale) fizeram o time decolar como tem feito. Depois que Wideman virou healthy scratch em Calgary o time acumula 7 vitórias e hoje pode sonhar com uma classificação nos playoffs pela divisão e, por que não a vantagem de jogar o 7º jogo em casa na primeira rodada?

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Wideman vai se acostumar com a vista do press box. Não deve jogar mais nessa temporada para alívio dos torcedores do Flames. (Foto: Gerry Thomas/NHL/Getty Images)

Alerta de apocalipse: Jim Benning fez uma boa trade… pro Canucks! O GM conhecido por fazer boas trades para os adversários finalmente mandou um puck lá dentro. O time se “desfez” de Alex Burrows e Jannik Hansen e adicionou ao seu elenco dois prospectos muito interessantes, o que é ótimo para um time que está se reconstruindo e tentando ser cada vez mais competitivo. Além do mais, conseguiu uma escolha de 4ª rodada condicional que pode virar de 1ª rodada se o Sharks ganhar a Stanley Cup esse ano.

Quem perdeu mais? Montreal Canadiens e talvez podemos colocar o Edmonton Oilers. Claro que na troca entre essas duas equipes, o Oilers ficou na pior, com certeza, mas o Canadiens perdeu nas outras trocas. Steve Ott e Dwight King não foram boas aquisições ao meu ver, e devem flopar. Bem, pelo menos acho que podem colocar esses caras a disposição no expansion draft. O Oilers espera se ver livre de Kris Russell na mesma ocasião.

O Kings teve duas adições de peso com Ben Bishop (Quick vai pro expansion draft?) e Jarome Iginla (ídolo eterno).  Iggy, já em seu final de carreira, espera ganhar sua primeira Stanley Cup, e com certeza isso não iria ocorrer com o Avalanche, time que simplesmente está numa merda imensa e favoritíssimo na loteria desse ano. O Lightning, que perdeu Bishop, recebeu Budaj, starter do Kings durante a lesão de Quick e ainda tem Vasilevskiy. E as saídas de Filppula e Brian Boyle vão ajudar bastante o time futuramente. Abriram espaço no cap e não vão ser obrigados a proteger Filppula no expansion draft, podendo proteger um atacante mais jovem e mais talentoso.

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Agora no Kings, Iginla segue tentando a sonhada copa. Agora vai? (Foto: Getty Images)

Encerrando minhas considerações, o Ottawa Senators também é uma incógnita. A troca com Calgary foi muito melhor para o time do fogo e explico o porque. O Flames tem um time muito jovem e consegue desenvolver muito esses jogadores. Temos como prova Gaudreau, Monahan, Tkachuk, Dougie Hamilton e Sam Bennett (que precisa voltar a jogar como winger e se livrar de Brouwer), e Lazar pode se adaptar muito bem a equipe e até jogar bem, pois tem bom potencial. Já Jokipakka não conseguiu se firmar nesse time, e disputava vaga na terceira linha de defesa com Brett Kulak, que está na AHL no momento. Pode muito ser um tiro pela culatra, ou pode dar muito certo.

Ah, Coyotes não trocou Vrbata e Avalanche continua com Duchene e Landeskog… hit ou miss? Saberemos em breve.

Bem meus caros, fico por aqui. Mais opiniões, leiam os 20 Minutos especiais escritos pelo mestre Mateus Luiz nesse mesmo site.  Deixe seu pensamento sobre a deadline aqui, ou no twitter. Como sabem, eu sou o @lucas_flames e esse foi o seu puck na cara. Grande abraço!

Puck na cara #2 – Listas da NHL

Bem vindos a segunda edição do Puck na Cara! Primeiramente quero dizer que essa edição pode ser muito polêmica, assim como toda lista e premiação da NHL. A diferença é que aqui eu direi na lata mesmo, sem rodeios. Sem mais enrolação, vamos a polemica maior até então.

Todos sabem que as premiações da NHL são duvidosas, e até mesmo escrotas, pra falar a verdade. As únicas premiações que não são alvo de xingamentos ou polêmicas entre os torcedores são as que premiam o maior número de gols, pontos e outros atributos durante a temporada.

Como esse é um ano especial para a liga, por ser o ano do centenário, vemos a NHL divulgar algumas listas, e duas me chamaram demais a atenção. O tão esperado top 100, e um rank dos melhores jogadores ativos nascidos nos Estados Unidos, divulgada essa semana. Antes de começar a corneta, quero dizer que não estou duvidando e nem menosprezando o talento e qualidade dos atletas, eu só acho que foi um certo exagero colocá-los na lista. Destacado isso, e espero que vocês, leitores, tenham entendido, se preparem. Primeiro a lista dos jogadores nativos americanos, que você pode ver AQUI.

Em uma votação entre jornalistas, Patrick Kane foi escolhido como o melhor jogador americano ativo. OK, dessa eu não discordo, é o próximo jogador da lista é o que me incomoda. Auston Matthews foi eleito o 2º melhor. Sinceramente, um absurdo. Que o calouro do Leafs e primeira escolha do draft desse ano é bom, todos sabemos, mas estar numa posição tão alta… sinceramente. Joe Pavelski (3º), do Sharks e Phil Kessel (4º), do Penguins, deveriam estar em uma posição superior a da jovem estrela de Toronto. Como disse o grande amigo Thiago Farias, ainda é muito cedo para colocá-lo em um nível tão alto assim.

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Auston Matthews: muito cedo para colocá-lo entre os melhores jogadores ativos, mesm0 que a lista seja apenas entre os nascidos nos EUA. (Foto: Getty Images)

Outro ponto anotado por ele é: Como Byfuglien está na frente de Quick e Parise? Quick, mesmo lesionado durante a temporada toda, ainda é um dos melhores goleiros atualmente, e, com toda a certeza, melhor que Cory Schneider, que está em 10º. Parise, desde que chegou ao Wild, vem fazendo boas temporada, com apenas uma abaixo dos 50 pontos, justo a sua temporada de estreia no clube, onde jogou apenas 48 partidas. A minha última constatação dessa lista é TJ Oshie. Ele estar fora do top 10 é, uma decepção. A 2 anos no Capitals, e antes disso 7 anos no Blues, tem sido um ótimo RW, com média de auqse 45 pontos por temporada, considerando que em suas duas piores temporadas em números, jogou menos de 50 jogos. Deveria ter sido melhor ranqueado.

Passemos então ao top 100, que você pode ver bem aqui. A grande lista dos 100 maiores jogadores que se passaram pela liga. Eu estava concordando plenamente com praticamente tudo, até que vi (preparem-se) Kane, Toews e Keith na lista. Sério, NHL? Tudo bem, continuei a lista e notei que alguns jogadores merecedores de uma honra desse nível não estavam lá. Para começar, Kane, Toews e Keith são bons, mas não top 100, ainda. Podem vir a ser em alguns anos, mas hoje não são. E aqui vai minha opinião de quem deveria ter entrado na lista.

1º Jarome Iginla: o maior injustiçado. O maior jogador da história do Calgary Flames, 16º na lista dos maiores artilheiros da liga e 34º em pontos, 2 vezes vencedor do Rocket, Art Ross em 2002, o canadense, hoje no Colorado Avalanche, merecia demais essa honra. Foi líder do Flames por anos, chegou pertíssimo de vencer a Stanley Cup em 2004, mas ficou no quase porque o juiz não deu gol no lance do Gelinas no jogo 6.É um dos maiores jogadores que ainda atuam na liga e é digno dessa lista.

2º Roberto Luongo:  ainda me pergunto como o 5º goleiro com mais vitórias na história não entrou nessa lista. E sim, essa marca expressiva de 452 vitórias merecia muito uma vaga na lista.

3º Evgeni Malkin: 10 temporadas com o Pittsburgh Penguins, 2 vezes campeão da Stanley Cup, 2 vezes Art Ross, MVP da temporada em 2012 e um dos maiores russos a jogar na liga. Tem 820 pontos em 696 jogos, média de 1.18 pontos por jogo. Ainda é um dos melhores da atualidade, e tem só 30 anos. Com certeza merecia um lugar.

4º Joe Thornton: Jumbo Joe, assim como Iginla, é um dos veteranos do ataque mais injustiçados pela NHL. Ídolo no Sharks e que com certeza terá seu número aposentado pelos tubarões, é um dos jogadores mais icônicos pelos fãs.  Foi Art Ross e MVP em 2006, chegou muito perto de ser campeão da Stanley Cup em 2016, mas parou no jogo 6 contra o Penguins.

5º Lanny McDonald: essa é uma opinião pessoal minha, como disse no melhor de 7 de duas semanas atrás. Foi capitão na única Stanley Cup vencida pelo Flames em 1989, fez parte da grande equipe, que junto com o rival Oilers, dominou a sua conferência nos anos 80, dono do melhor bigode já visto na liga,e com exatos 500 gols, e 1006 pontos, merecia uma homenagem entre os grandes. O camisa 9 nunca será esquecido.

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O melhor bigode da história da NHL, uma grande carreira, e na minha opinião, uma enorme injustiça. Deveria estar no Top 100 da NHL. (Foto: B. Bennett/Getty Images)

Essas são as minhas opiniões sobre o as listas. Podem discutir comigo no @lucas_flames sobre isso. Será interessante ouvir a opinião de todos vocês.

O Puck na cara fica por aqui. Na terça (se Gretzky abençoar) teremos uma edição especial dessa coluna dedicada a trade deadline. Espero todos vocês. Grande abraço!

Puck na cara #1 – Temporada 16/17 da NHL

Meus caros, aqui quem vos fala é o @lucas_flames. O mesmo do Oh Canada e do Melhor de 7. Bem vindos a coluna mais informal sobre o hockey no gelo no Brasil e quem sabe no mundo! Primeiramente, gostaria de apresentar essa proposta a vocês, leitores. Como disse, essa coluna vai ser bastante informal, como uma conversa de bar mesmo. Estarei dando a minha opinião em diversos assuntos, com o intuito de discutir com vocês. Pra quem está no twitter, inclusive, pode até falar comigo sobre o assunto da coluna.

Sem mais delongas, vamos ao que interessa. Pra estrear essa coluna com chave de ouro (e no dia do meu aniversário, o que torna ainda mais especial) irei falar sobre a temporada 2016/17 da NHL.

Pra quem me conhece, sabe que eu sou também o @CGYFlamesBR, mas já adianto que essa coluna terá o mínimo de clubismo possível, prometo que vou tentar. Inclusive Dennis Wideman banco já.

Estamos indo para a reta final da temporada. Temos mais ou menos um mês e meio de jogos pela frente e zilhões de indefinições. Desde quem vai ganhar o Calder, ou se McDavid ou Crosby vai ser MVP, Isles fica em NY (fica pra outra edição), streak de Detroit tendo seu fim ou quem se classifica para os playoffs, o que todo time quer. Mas também há algumas certezas, como Avalanche pior time  e Coyotes lanterna da Pacífica.

Estou acompanhando a uns meses a briga pelo Wild Card da conferência Oeste. Temos na briga Nashville (56 G, 62 P), Flames (58 G, 61 P), Kings (56 G, 60 P), Jets (61 G, 59 P) e Canucks (58 G,  56 P) sendo esses ultimos, correndo bem por fora. Mas algo me chama mais a atenção, e é a insanidade da briga da outra conferência. Na classificação do Wild Card, hoje temos o Rangers em primeiro com 75 pontos. Ok, mas abaixo vem a bagunça. O nível de equilíbrio é grande demais. No momento em que estou escrevendo isso vejo o Leafs com 63 pontos. O Red Wings, ultimo colocado, tem 56. Isso me lembra bastante o campeonato brasileiro. Literalmente qualquer um do Leafs ao Wings pode se classificar na 2ª vaga. Eu simplesmente amo quando isso acontece.

Mudando um pouco de assunto, enquanto estava escrevendo o Oh Canada a minutos atrás fiquei espantado com os números do Capitals em 2017. Só em Janeiro foram 63 gols em 14 jogos. São 5 jogadores com 6+ gols, claro que Deusvechkin entre eles. E sim, sou fã do russo.

Sobre números espantosos tenho que falar sobre Connor McDavid. Sim, ele é jogador do maior rival do meu time, mas tenho que tirar o chapéu. Ele está jogando demais em sua segunda temporada na liga. Chegar logo de cara e ter maior pontuação que o grande Sidney Crosby é algo fantástico. Espero que ele e Gaudreau consigam levar Flames x Oilers ao grande patamar que é um encontro entre Capitals x Penguins hoje. Potencial os dois tem e muito. Serão gigantes nessa geração, eu espero.

E o Columbus Blue Jackets? Que time bom de se ver jogar. Montaram um ótimo time essa temporada e Tortorella vem conduzindo o time com maestria.Gostaria de ver esse time jogando muito bem nos playoffs.

De um extremo para o outro: Alguem anotou a placa do caminhão que passou por cima do Avalanche essa temporada? Me deixa triste demais ver Iginla, meu ídolo máximo no esporte, num time desses. Podia voltar pra Calgary e terminar a carreira por lá.

Bem, pra encerrar essa primeira edição da coluna, gostaria de fazer uma previsão de quem classifica pros playoffs esse ano.

Metropolitana: 1º Capitals; 2º Blue jackets; 3º Penguins

Atlântica: 1º Canadiens; 2º Senators; 3º Leafs

Wild Card Leste: 1º NY Rangers; 2º Bruins

Central: 1º Wild; 2º Blackhawks; 3º Blues

Pacífica: 1º Sharks; 2º Ducks; 3º Oilers

Wild Card Oeste: 1º Predators; 2º Flames

 

Amigos, por hoje é só. Nas próximas semanas falarei sobre realocações, top 100 da NHL e várias outras coisas, inclusive alguns especiais. Grande abraço e fiquem com as bênçãos de Kris Deusteeg.

OH Canada! #5 – Janeiro/17

OH Canada! #5 – Janeiro/17

Olá nação Puck Brasil! Oh Canada chegando bastante atrasado mais uma vez (dessa vez culpem a greve na faculdade deste que vos escreve), mas chegou. Como temos esse grande atraso, será uma análise mais curta. Já passamos da metade de Fevereiro e estamos na reta final da temporada. A situação dos times continua a mesma, mesmo com a queda de rendimento de alguns times, e o aumento de outros. A briga por playoffs esquenta cada vez mais.

MONTREAL CANADIENS (29-14-7 até 31/01)

Liderando a divisão Atlântica e também os canadenses, temos o Canadiens. Mais uma vez no topo, está com uma mão e meia na vaga de playoffs. 15 pontos em 13 jogos está loge de ser o ideal para esse time, mas serviu para a manutenção da liderança de divisão. Uma queda de rendimento que culminou na queda do head coach Michel Therrien nessa semana. Uma coisa surpreendente é que Carey Price não lidera nenhuma das principais 4 estatísticas de goleiros, e só aparece em um top 10, o de vitórias. Isso se deve ao péssimo mês de Price, para os padrões dele. 4 vitórias e 6 derrotas (1 OT) para o camisa 31, e um GAA de 3,09. Foram 31 gols sofridos em 10 jogos.

Na ofensiva vemos Radulov com 11 pontos em 13 jogos, e Pacioretty com 9 pontos, sendo 6 gols. Weber fica entre eles, com 10 pontos, contando 7 assistências. O ataque de Montreal funcionou bem, mas a defesa sofreu bastante.

Veredicto: Ainda na liderança, perto da vaga, mas devido a resultados recentes ruins, vê os rivais se aproximarem.

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Não foi um bom mês para Carey Price. (Foto: Allen McInnis/Montreal Gazette)

 

EDMONTON OILERS (28-15-8 até 31/01)

Não muito atrás de Montreal, vemos o Oilers. Com uma certa segurança na divisão Pacífica, se mantém junto, ora liderando, ora muito próximo e longe do wild card. Foi o melhor time canadense nos primeiros 31 dias do ano. Foram 19 pontos em 13 jogos, inclusive, varrendo o arquirrival Flames na temporada. Foi a primeira vez que o Oilers conseguiu esse feito desde 85-86. Connor McDavid segue liderando a liga em pontos e assistências, sendo sério candidato ao Art Ross e ao Hart Trophy ao final da temporada. Talbot consolida a melhor temporada da sua carreira enquanto o Oilers busca ser um contender para a Stanley Cup.

McDavid continua sendo ridículo, marcando 16 pontos em 13 jogos, sendo garçom dos companheiros de equipe 13 vezes. Média de 1 assistência por jogo. Draisaitl não fica muito atrás e teve média de um ponto por jogo, marcando 5 vezes e assistindo 8.

Veredicto: Com segurança, o Oilers caminha cada vez mais firme aos playoffs, onde não vai a mais de 10 anos, superando o longo rebuild.

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Connor McDavid segue sendo um dos principais jogadores da temporada e sendo cotado para MVP. (Foto: Perry Nelson/USA TODAY Sports)

TORONTO MAPLE LEAFS (23-15-9 até 31/01)

Contando com bom poderio ofensivo e uma defesa de regular para boa, o Leafs surge como surpresa na briga por Wild Card da Conferência Leste. Muito próximo de Islanders, Bruins e Panthers, a briga na Leste pretende ser tão emocionante quanto a na Oeste.  Um bom começo de 2017, com 7 vitórias em 12 jogos, fez o Leafs catapultar pela tabela e chegar no meio da confusão. É um time que vem sabendo aproveitar as chances que tem, e brigar o tempo todo pelos 2 pontos.

Kadri e van Riemsdyk lideraram a ofensiva em Janeiro com 14 pontos cada, sendo Kadri, o artilheiro da equipe com 7 gols. Matthews, outro candidato ao Calder desse ano, computou 9 pontos,  sendo 5 deles, pucks na rede. Andersen vem se garantindo debaixo das traves e vencendo jogos pelo Leafs. Em 10 jogos, foram 2 shutouts sv% de .909 e 2,78 de GAA.

Veredicto: O Leafs pode até beliscar esse 3º lugar na Atlântica e jogar o Bruins na fogueira. Vai ser interessante essa briga.

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Kadri vai liderando o Leafs, sendo consistente, e talvez, levando o time de volta aos playoffs. (Foto: Tom Szczerbowski/USA TODAY Sports)

CALGARY FLAMES (25-24-3 até 31/01)

O Flames continua sendo um time muito inconstante. Perde jogos até fáceis, e quase sempre não consegue levar um jogo para o overtime, para ganhar aquele pontinho, que poderia ajudar muito o time na classificação. No mês de Janeiro o time teve uma acentuada queda de rendimento, contabilizando 7 derrotas em 13 jogos, inclusive, sendo varrido na temporada pelo arquirrival Oilers, além de sofrer derrotas importantes, contra o Devils e o Predators, ambos jogando no Saddledome. Na tabela, vemos o time ameaçado de não se classificar para os playoffs, já que os demais times encostaram e tem menos jogos.

A ascensão de Elliott se deu junto com a queda de Johnson, que não vem jogando bem. Mas está longe de ser o ideal. Ambos goleiros tiveram save % abaixo de .900, e GAA elevados, 2,5 para Elliott e 3 para Johnson. Os destaques positivos, além da 3M line, composta por Tkachuk, Backlund e Frolik, ficou para Monahan, que pontuou 11 vezes em 13 jogos, e liderou a equipe na parte ofensiva e o PP, que soou a sirene em 10 ocasiões, uma das maiores no período.

Veredicto: Melhor abrir o olho se quiser playoffs. A briga vai ser muito apertada.

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Brian Elliott voltou a boa fase? Bem, a titularidade ele recuperou… (Foto: Lyle Aspinall/Postmedia Network)

VANCOUVER CANUCKS (23-21-6 até 31/01)

Com 15 pontos em 12 jogos,  se aproximando  da disputa por Wild Card e carregado por Bo Horvat temos o Canucks.  O Centre de apenas 21 anos vem surpreendendo e marcando mais até mesmo que os futuros HOF, Daniel e Henrik Sedin. Em sua terceira temporada na NHL e com o Canucks, já tem sua melhor performance e com apenas 57 jogos. O Canucks teve um bom Janeiro, com 6 vitórias, 3 derrotas e 3 OTL, sendo o 11º melhor time na liga no período e terminou o mês na cola de Flames e Kings, que ocupavam as vagas de Wild Card.

Ryan Miller teve numeros impressionantes no gol do Canucks. Foram 5 vitórias, e sofreu apenas 16 gols, em 9 jogos. Teve sv% de .944 e 1,76 de GAA. No ataque, foi bem distribuído.  Foram 25 gols marcados. Baertschi e Granlund foram os artilheiros, com 5 gols cada. Henrik Sedin foi o maior pontuador, 8, e o maior garçom, 6.

Veredicto: Vai brigar até o final. Se junta a Flames, Kings, Predators e Blues na briga pelas 2 vagas.

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O jovem Bo Horvat vai fazer o Canucks triunfar nesse final de temporada? (Foto: Vancouver Canucks)

OTTAWA SENATORS (26-15-6 até 31/01)

Segundo colocado na Atlântica e vendo o Canadiens cada vez mais perto, o Senators foca em tomar a liderança do rival de Quebéc. Com jogos a menos, a liderança fica bem viável aos olhos dos torcedores. Sofreu apenas 3 derrotas, desconsiderando as 2 OTL, em 11 jogos em Janeiro, e teve 33 gols marcados, média de 3 por jogo. Condon assumiu a responsabilidade e jogou todos os jogos. Se deu bem, com 2 shutouts e 6 vitórias. Um sv% decente de .917 e 2,44 de GAA.

Contando com Erik Karlsson, o queridinho do amigo Thiago Farias, Mike Hoffman e Kyle Turris, o Senators tem um bom poderio ofensivo. Os três combinam 12 gols e 14 assistências no mês, enfatizando que Hoffman só jogou 10 vezes e marcou 4 PPG.

Veredicto: Se mantém firme na briga, mas almeja um salto maior. A liderança da Atlântica é possível e está ao alcance.

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Mesmo com um Janeiro sem gols, Erik Karlsson fez a diferença com as assistências. (Foto: Christopher Hanewinckel/USA TODAY Sports)

WINNIPEG JETS (23-25-4 até 31/01)

47 gols em 13 jogos. Scheifele, Little e Ehlers jogando todos os jogos e marcando 1 ou mais pontos por jogos.Patrik Laine voltando de lesão, jogando 5 jogos e marcando incríveis 9 pontos, provável vencedor do Calder Trophy desse ano. O ataque do Jets foi algo incrível só não superou os absurdos e inacreditáveis 63 gols em 14 jogos do Capitals, mas mesmo assim, o time não consegue ir bem. A defesa do Jets segue sendo frágil e precisa muito ser reforçada. Não adianta o time marcar 5 gols e tomar 7 todo jogo. Em 31 dias, foram 13 jogos. 6 vitórias, 6 derrotas e 1 OTL. 50% de aproveitamento.

Hellebuyck é um bom goleiro, convenhamos. Tem sido um dos melhores da liga esse ano. Mas em compensação, seus backups não foram bem e existem muitas falhas na defesa do time. A trade deadline se aproxima e poderemos ver algumas trocas. Jacob Trouba é cotado para sair desde o inicio da temporada. Vamos aguardar.

Veredicto: Não deve chegar aos playoffs, mas também não fica entre os 5 piores.

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Lesionou, voltou e voltou muito bem. Patrik Laine, ON FIRE e motivos para sorrir com a sua atuação. Já a do time… (Foto: NHL.com)

Chegamos ao fim de mais um Oh Canada. Qual foi o destaque entre os canadenses? Deixe sua opinião. Grande abraço e até a próxima.

Melhor de 7 – 6ª edição

Melhor de 7 – 6ª edição

Sim, meus caros. VOLTAMOS! Depois de um período de férias, o QG do MD7 se reuniu para trazer essa mesa redonda semanal de volta. Além dos habituais senhores Thiago Farias (@hoqueifanatico), Mateus Luiz (@MatsBats23), Mattheus Prudente (@prudenthckin) e Lucas Mendes (@lucas_flames), temos a volta da gloriosa Bia (@pipiucota) para discutir assuntos importantes que se passaram na NHL nesse período.

Gostaríamos de agradecer ao Ariel Gitelman, que foi o primeiro leitor a colaborar com o seu, o meu, o nosso MD7. Vamos as perguntas!

1- Ariel: A NHL deveria liberar seus jogadores para a participação nas Olimpíadas de Inverno em 2018?

Thiago: Óbvio que sim, mesmo com as alegações de que a liga perde dinheiro nessa época, a NHL tem que encarar as Olimpíadas como algo maior e não só por ser realmente algo maior, não há evento esportivo que chegue aos pés, as Olimpíadas são uma vitrine também. A visibilidade que o esporte conquista nesse período curto de tempo é o bastante para atrair pessoas, se a NHL deixa seus melhores jogadores jogarem, ela estará exibindo seu melhor e isso ajudará a atrair pessoas para assistirem e jogarem também. As Olimpíadas ajudariam a trazer novos consumidores e possíveis jogadores para o futuro, ou seja, o dinheiro perdido na verdade tem que ser encarado como investimento.

Bia: A NHL deveria pensar mais como mercado. É muito interessante que o jogo olímpico seja do mais alto nível porque aí quem tá conhecendo o esporte através da Olimpíada (e a gente sabe o quanto isso acontece), vai ver o melhor e é meio óbvio que isso vai atrair mais. A NHL sendo a maior liga de hockey do mundo, será a mais procurada e fortalecida com isso. Aumenta o interesse local, principalmente o interesse internacional e ela se expande mais como marca internacional, o que é muito interessante hoje em dia. Principalmente para o hockey, que é um esporte de inverno e que em muitos países é quase impraticável (Brasil, por exemplo). Se a liga quer competir com a NBA como 3a maior, deveria pensar nisso também.

Lucas: Se Bettman e cia não liberarem os jogadores para as olimpíadas, vai ser uma tremenda burrice. Não faz muito sentido a maior liga do esporte não liberar seus atletas para o maior evento esportivo do mundo. Perderiam muito com a falta de exposição e poderia influenciar na popularidade da liga. Além do mais que sem as maiores estrelas, a competição de hóquei nas Olimpíadas não ia ter a dimensão que realmente merece.

Mateus Luiz: Uma resposta politica seria sim e a resposta honesta seria já devia ter liberado. São negociações complicadas, mais ainda quando envolvem figuras problemáticas como Gary Bettman e Thomas Bach. Torçamos pra que acabe tudo bem.

Mattheus Prudente: Sim. As olimpíadas devem ser uma atração para todo o mundo, não só as de verão, mas as de inverno também. Além do mais, ajuda a levar a NHL para quem não conhece hockey, e expande a marca da liga para países que não têm o esporte como parte da sua vida.

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Será que astros como Ovechkin, Crosby, McDavid, Burns e outros ficarão fora das próximas Winter Olympics? (Foto: USATSI)

 

2- Qual foi o acontecimento mais legal do fim de semana das estrelas? O que você mudaria?

Thiago: Foi Wayne Simmonds ter sido escolhido o MVP do torneio de 3 contra 3. Simmonds não é exatamente um jogador que faz sucesso nos bastidores da liga e muito pela sua personalidade e modus operandi no gelo, mesmo que ele não seja um John Scott, Simmonds é fora da curva no padrão de queridinhos da liga e foi premiado com seus méritos foi premiado.

Bia: O torneio 3 contra 3. E o gol do Jagr porque eu simplesmente amo esse homem.

Lucas: A escolha de Wayne Simmonds como MVP foi, com toda a certeza, o momento mais marcante desse All Star Game. Depois de John Scott, no ano passado, foi mais uma escolha que foge dos padrões da liga. E um bom destaque para um jogador negro na liga é sempre algo legal de se ver.

Mateus Luiz: Com certeza foi a vitória de Wayne Simmonds como MVP, ter um jogador negro como destaque positivo é algo que sempre me faz bem. O que eu mudaria: Chamaria Jaromir Jagr. Esse homem merece participar de todos os ASG’s até sua morte.

Mattheus Prudente: Com certeza a participação de Mike Smith no long shot challenge, aquilo foi espetacular em várias maneiras haahaha

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Wayne Simmonds, our 2017 NHL All Star Game MVP! Tá pouco feliz o garoto.  (Foto: Harry How/Getty Images)

 

3- Pra você, quem faltou ser citado na lista de top 100 da NHL?

Thiago: Joe Thornton foi deixado de lado nessa lista mesmo com todos os méritos, tem uma carreira não só muito sólida como tendo performances muito acima do comum. E não foi o único, Jarome Iginla também poderia ter sido colocado nessa lista, além de outros grandes jogadores do passado que mereciam lugar como os 100 melhores no lugar de outros que mesmo sendo bons jogadores ainda não tem carreiras para estarem entre os 100 melhores.

Bia: Sobre o jogador fora da lista de 100, quem me vem à cabeça é o Michel Goulet que foi um jogador importante pro Nordiques e que fez, em média, 50 gols por 5 temporadas na década de 80.

Lucas: Sobre os jogadores injustiçados nesse top 100, me vem a mente 3 nomes. Iginla e Luongo são os mais unanimidade, mas o nome de Lanny McDonald deveria estar na lista. Importantíssimo na conquista da única Stanley Cup do Flames, em 1989, e membro do excelente time de Calgary que, junto com o rival Oilers, dominou a Clarence Campbell Conference, marcando em sua carreira 500 gols e 1006 pontos, sendo o primeiro jogador do Flames a ter sua camisa aposentada, e também dono de um bigode de respeito. Merece estar na lista.

Mateus Luiz: Joe Thornton, Jarome Iginla, Michel Goulet, Evgeni Malkin, Ed Belfour e Roberto Luongo no mínimo. E pra homenagear nosso amigo de blog, o grande Thiago Farias, colocaria Erik Karlsson.

Mattheus Prudente: Eu sinceramente senti falta de Evgeni Malkin. Malkin foi peça importante nos dois títulos dos Penguins em que participou, e teve uma das melhores temporadas que eu, particularmente, vi em 2011-12. Claro, os Penguins acharam outros jogadores dentro do seu elenco nas últimas temporadas, mas o Malkin continua sendo a segunda peça mais importante desse time, sem discussão.

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Iginla e Thornton foram injustiçados nessa lista. Concorda com isso? (Foto: San Jose Sharks)

 

4- Na sua opinião, o trio Keith/Kane/Toews merecia ser citado na lista de top 100 da história da NHL?

Thiago: Não, eles mesmo sendo grandes jogadores ainda não superaram nomes como Joe Thornton ou Rod Gilbert, lenda do New York Rangers. Eles já tem um papel importante na história de seu time e mesmo da liga, com tudo ainda há muito o que fazer em suas carreiras para superarem lendas que foram deixadas de lado nessa lista.

Bia: Um top 100 maiores trios dá espaço pra muita gente então, nesse caso, eu acho que eles entrariam. Mas o trio em si, pra mim, tá longe de ser dos maiores que a NHL já viu. As pessoas em separado (Toews/Keith/Kane), menos ainda.

Lucas: Sinceramente não. Mas não pela qualidade dos jogadores, e sim porque existem jogadores que mereciam muito mais estar nessa lista e sequer foram mencionados, jogadores com carreiras excepcionais e que não receberam as devidas homenagens.

Mateus Luiz: Duncan Keith talvez, o seu resumo de carreira é espetacular. Jonathan Toews, só sendo muito complacente. Patrick Kane, nem que a vaca bailasse a macarena.

Mattheus Prudente: Pra mim, só Toews. É um dos jogadores mais técnicos da liga hoje em dia, muito bom defensivamente e muito importante dentro da franquia que defende. Pra mim, ele, McDavid, Backstrom e Crosby são os melhores C da liga, e Toews, particularmente, é um gênio. Eu acho que ele deveria ser citado, mas os outros dois não.

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São ótimos jogadores, isso sem discussão. Mas realmente merecem estar no Top 100? (Foto: Sportsnet)

5- Nessa semana tivemos um cômico episódio com a cidade de Hartford enviando uma oferta de realocação para o NY Islanders, que pode ficar sem arena no final da temporada. O quanto isso pode ser perigoso para o time de Long Island?

Thiago: Para o New York Islanders o maior risco é ser assediado por todas as cidades que desejam ter um time da NHL nesse momento e isso atrapalhar negociações do time com o local que seja de seu interesse real. E a administração do time não sendo muito boa, dadas circunstâncias que levaram ele a jogar no Brooklyn, pode ser que a administração faça escolhas ruins.

Bia: O Isles tá se mostrando cada vez mais um caso perdido. Toda essa instabilidade também não tem ajudado em nada, e o que eu vejo nas redes sociais e nos números do time são torcedores cada vez mais desacreditados e cansados dessa novela. A pura especulação de uma nova realocação do time já causou instabilidade, caso tomasse ainda mais forma, seria feio.

O time nem se estabilizou ainda do baque da mudança pro Brooklyn e já pode ficar sem essa arena (que convenhamos já é bem ruim), o que é risível pro nível de organização da NHL. Tudo que tem acontecido com a administração da franquia nos últimos 5 anos é lamentável.

Lucas: Mais uma vez vemos o NY Islanders em uma conversa sobre realocação. E dessa vez, envolve o renascimento de uma franquia em Hartford. Não é algo saudável para o time essa exposição e essas conversas sobre troca de cidades. A ameaça de serem despejados do Barclays Center no final da temporada (péssima arena, na minha opinião) só aumenta esse tipo de boato e prejudica demais tanto torcedores quanto jogadores. É algo que precisa ser resolvido logo. Ah, e o Islanders NUNCA deveria ter saído de Long Island.

Mateus Luiz: Essa é uma questão que me deixa particularmente muito triste. O Islanders é uma das equipes de mais tradição dos últimos 50 anos, foi a penúltima “dinastia pura” da história da liga e teve 4 dos melhores jogadores da história e outros muitos bons jogadores. Dito isso, nos últimos 20-25 anos a equipe vem passando por momentos difíceis dentro e fora do gelo. Desde 1993, a equipe só ganhou uma série de playoff e já teve alguns donos, inclusive um dono que não tinha dinheiro nenhum. Eu não acho que a equipe vá pra Hartford (ou pra lugar algum) mas é triste ver que esse vem se tornando um tema recorrente.

Mattheus Prudente: É perigoso por causa que o time pode parecer meio “nômade” e perder o foco no local que eles realmente querem ficar, seja ele New York ou não. O Brooklyn não foi uma boa escolha, mas isso não quer dizer que eles irão repetir e ir pra qualquer um que ofereça mais.

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Islanders de mudança para Hartford? Até quando esses rumores podem atrapalhar o time? (Foto: AP)

6- Com a queda de rendimento do time, troca de treinador e agora a lesão que termina a temporada para Robby Fabbri, o que podemos esperar do Blues? Ainda tem fôlego para brigar por pelo menos Wild Card?

Thiago: O St Louis Blues está na disputa por uma vaga nos playoffs e com ajustes para suprir a ausência de Robby Fabbri pode continuar nessa disputa. Há também o fator Shattenkirk, ele será trocado ou não? Se Kevin Shattenkirk for trocado, pode ser que o fôlego falte na parte final da disputa que enfrenta por uma vaga na pós-temporada. Mas claro, é tudo exercício de adivinhação e futurismo.

Bia: O Blues ainda tá na briga, mas tem um schedule um pouco complicado nesse fim de temporada, ao meu ver. Vai pegar vários times que vem bem, além de times que também estão na briga por offs. Se conseguir, vai ser um grande feito. Eu duvido que consiga, sendo honesta.

Lucas: Esse ano, pode ser complicado. A briga está boa no wild card do Oeste. Por enquanto temos o Kings e o inconstante Flames ocupando as vagas, mas vemos também Canucks, Jets e Stars na briga logo atrás do Blues. Essa lesão do Fabbri pode ser um problema e tanto se não conseguirem uma boa reposição. Sobre a troca de treinador, espera se que o Yeo consiga mudar o ânimo do time. E também dar um jeito no Allen e em outros jogadores que não vem bem.

Mateus Luiz: Teoricamente sim. Até porque o time tem um conjunto considerável de talentos e o wild card do oeste não é tão difícil como conquistar o espaço ou algo do tipo. Mas a questão são outras. Será que o Yeo vai conseguir mesmo mudar a fase do time? A culpa não era do Ken Hitchcock que Jake Allen não conseguisse parar os pucks que vinham em seu encontro. O Blues hoje tem a pior porcentagem de defesas entre todas as equipes da NHL. Também não era culpa de Hitchcock que Jori Lehtera não é nem sombra do jogador que foi na temporada passada. Isso sem falar na eterna novela que é a permanência ou não de Kevin Shattenkirk. Ainda acho que o time chega nos playoffs mas diferente de outros anos, não vai tão longe.

Mattheus Prudente: Com aquela defesa deles, eu acho muito difícil. É triste ver como o time é completamente patético na defesa, mesmo que o ataque ainda seja razoável. Outro fator que me faz duvidar é que o Tarasenko não está tão bem como na última temporada. Não acho que eles consigam playoffs nessa temporada.

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Fabbri fora da temporada, troca de treinador, fraco desempenho de Allen… o Blues conseguirá chegar aos playoffs esse ano em meio de tantas adversidades? (Foto: Getty Images)

7- Com a temporada regular se aproximando do seu final, o que podemos esperar?

Thiago: Podemos esperar alguns times saindo da disputa por vaga na pós-temporada, outros se solidificando e poderemos esperar para ver parâmetros mais claros quanto a quem chega com mais chances para disputar a Stanley Cup. Os próximos jogos vão esclarecer muitas coisas, vão deixar mais claro quem terá chances reais e quem vai terminar a temporada mais cedo.

Bia: Eu não vejo muitas reviravoltas acontecendo e acredito que os times que irão pros offs vão acabar sendo os mesmos que já estão se classificando nesse momento. Se eu tivesse que apostar em um conseguindo uma vaga de última hora, seria o Leafs.

E mais sobre os playoffs: eu acredito que os playoffs deste ano tem tudo pra serem muito melhores que os do ano passado, onde nós vimos um monte de jogos ruins e séries que não tinham nenhuma cara de playoff, como Nashville e San Jose. San Jose e St Louis.

Lucas: Gostaria muito mesmo de ver o Flames nos playoffs, e com certeza muita briga e muita emoção nesses playoffs da NHL que são insanidade total.

Mateus Luiz: Alex Ovechkin e o Washington Capitals ganhando a Stanley Cup. That’s everything I need!

Mattheus Prudente: Eu espero os Capitals muito fortes no fim da temporada, talvez sendo os campeões da Presidents’ Trophy de novo, mas ainda na cola com Columbus e Minnesota, as duas surpresas que também poderão conquistar o troféu. E eu espero realmente que até o final, o Avalanche vire um time de hockey no gelo.

Washington Capitals v Chicago Blackhawks
Lord Stanley já está a espera do campeão. O que podemos esperar desse final de temporada? (Foto: Getty Images)

E é só por essa semana. Gostaria de participar do MD7? Mande sua pergunta para o @PuckBrasil1 no Twitter e no Facebook com a #MelhorDe7! Aquele abraço e até semana que vem!

OH Canada #4 – Análises de Dezembro

OH Canada #4 – Análises de Dezembro

Olá nação Puck Brasil! Sejam bem vindos a mais um OH Canada! Esse em atraso pois o colunista aqui resolveu tirar férias e ir para um local sem nenhuma internet disponível. Mas vamos ao que interessa. O mês de Dezembro foi muito generoso com alguns times canadenses (sim, Calgary Flames e Edmonton Oilers, estou falando de vocês), mas com outros, nem tanto, né Vancouver Canucks? Vamos as análises!

Montreal Canadiens

Mais uma análise e os Habs estão liderando os canadenses na liga. O motivo? Um time bem arrumado e equilibrado, que conta muito com as estrelas de Carey Price e Shea Weber, mas ainda tem Pacioretty e Radulov comandando o ataque. Pacioretty que, no mês de Dezembro, pontuou 15 vezes em 13 jogos.

Na questão dos times especiais, que eu amo analisar, e que também acho que decidem a maioria dos jogos, o Canadiens não foi bem no último mês, estando bem abaixo da maioria dos times.

Veredicto: Um time equilibrado e forte, que deve, com certeza, ir aos playoffs se nada acontecer

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Essa dupla vem fazendo bonito e o Canadiens segue sendo o melhor canadense. (Foto: John Mahoney/Montreal Gazette)

Ottawa Senators

Logo atrás do Canadiens, vem o Senators. Outro time com boa campanha até o dia 31/12. Teve um aproveitamento de 57,7% no mês de Dezembro, com 6 vitórias, 4 derrotas e 3 derrotas no overtime. Pontuação idêntica ao rival de divisão Canadiens. Continua brigando por playoffs na divisão Atlântica e briga ponto a ponto com o Boston Bruins pelo segundo lugar.

Nesses 31 dias do ultimo mês de 2016, Ottawa teve um aproveitamento de 20% no seu power play, e de 81,5% no penalty kill, numeros bons, mas sofreram mais gols do que fizeram no período. 38 gols feitos e 39 sofridos.

Veredicto: continua sendo uma constante e deve figurar nos playoffs.

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Ainda atrás do Canadiens, o Senators busca seu lugar ao sol nos playoffs, e quem sabe, algo a mais. (Foto: Francois Laplante/OSHC)

Edmonton Oilers

Indo para a divisão pacífica e para o terceiro melhor canadense até agora, O Edmonton Oilers foi o melhor canadense em Dezembro, com 7 vitórias, 2 derrotas no tempo normal e 4 no overtime, contabilizando 18 pontos e um primeiro lugar na divisão nesse período empatado com Ducks e Sharks. Os três times que deve se classificar pela divisão.

Um power play de 31% colaborou bastante para a estabilidade do time na ponta, e grandes atuações de Draisaitl, Letestu e McDavid, lider da liga em pontos e assistências, fazem do time uma máquina ofensiva.

Veredicto: Tem tudo para chegar forte na pós temporada, já que surpreendeu a muitos com o time nessa temporada regular. Forte candidato a ir longe.

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A grande dupla do Oilers quer mais do que nunca levar o Oilers de volta aos playoffs. (Foto: Andy Devlin/Edmonton Oilers)

Calgary Flames

O eterno rival do time citado acima não ficou muito atrás em Dezembro. Um recorde de 8-4-0 e 16 pontos em 31 dias, alem de boas atuações de Gaudreau, Backlund e Tkachuk consolidam o time na enorme briga por wild card, embora Kings e Predators possam parecer mais fortes. Embora algumas vezes desorganizado, é um time que não pode ser subestimado.

Os times especiais finalmente se acertaram e o Flames teve um PP de 33,3%, melhor da liga, com 15 gols em 45 oportunidades, e um PK de 87,5%, 5º da liga em dezembro,  que contabilizou 2 gols de 40 no total do mês. Elliott parece se acertar, e Johnson vai se firmando no time.

Veredicto: É uma equipe jovem, perigosa e que deve ser levada em conta. Se não conseguir chegar aos playoffs, vai ser por detalhes.

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Tkachuk, jogando jundo com Backlund e Frolik, vem numa crescente cada vez maior e corre por fora nas conversas pelo Calder. Pode ele ajudar o Flames ir aos playoffs e faturar o prêmio? (Foto: Candice Ward/USA TODAY Sports)

Toronto Maple Leafs

O Maple Leafs está na briga pelo lado da conferência leste! Auston Matthews continua sendo um dos lideres do ataque de Toronto, junto com Nylander. A grande surpresa foi o defensor Jake Gardnier, segundo jogador que mais pontuou em dezembro pelo Leafs. Nesse período de 31 dias, o time foi o terceiro melhor da divisão Atlântica, com a mesma pontuação  dos rivais Senators e Canadiens, mas com um jogo a menos. Hoje o time se consolida como uma terceira força na briga pelo wild card na conferência leste.

Um PP e um PK de decentes pra bons ajudaram o time, que marcou 32 gols nesse mês, sendo 9 vindos de vantagem numérica, top 10 da liga.

Veredicto:  tendência de brigar bastante pela 2ª vaga de wild card, mas na conferência lesta a briga está bem acirrada. Vai ser bem interessante.

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O Leafs vem crescendo na conferência leste. Há muitas esperanças? (Foto: Kevin Sousa/NHLI via Getty Images)

Winnipeg Jets

O Winnipeg Jets teve uma campanha realmente mediana nesse mês, foi .500, tendo 13 pontos em 13 jogos. Mas ainda se mantem na briga pelo wild card, hoje brigando contra o Stars, Canucks, Predators e o Kings, tendo pouca diferença de pontos entre os times. Em dezembro, a jovem estrela Patrik Laine foi o lider do time em gols marcados, com 6, e um +/- de +7. Foram 11 pontos em 13 jogos para o garoto. Wheeler foi o líder do time no último mês de 2017 com 12 pontos, sendo 9 assistências para o right-winger.

Teve o 8º melhor power play da liga em dezembro, com 8 gols em 36 oportunidades, mas o penalty kill foi muito ruim, com uma porcentagem de 68,2%. A defesa do time cedendo 38 gols, 4 gols a mais do que o ataque produziu também não foi interessante para o time.

Veredicto: A briga vai ser boa, mas o Jets precisa acertar algumas coisas ainda, mas pode chegar forte e conseguir uma vaguinha nos playoffs.

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Mantendo-se estável na conferência, mas na briga. O que esperar do Jets? (Foto: Codie McLachlan/Getty Images)

Vancouver Canucks

Sim, esse time ainda é o pior canadense da liga, mas pasmem… Entrou na briga por playoffs. O Canucks cresceu em dezembro, e está próximo do Kings, dono da segunda vaga de wild card na conferência oeste, ainda que fez menos da metade dos pontos possíveis. Foram 13 em 14 jogos. Liderados pelos irmãos Sedin e os atacantes Sven Baerstchi, Loui Eriksson e Bo Horvat, esse time ainda pode surpreender na reta final da temporada regular. Ryan Miller pode ser um grande trunfo para o time.

Em dezembro os times especiais foram bem de medianos para ruins. Mas o time ainda assim conseguiu boas vitórias contra Kings, Lightning, Jets e Ducks e Oilers.

Veredicto: Outro time que pode surpreender nesses próximos meses. Vai brigar com Kings, Jets e Predators, com o Stars próximo.  O panorama para o Canucks pode ser bom ou muito ruim.

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Outro time em ascensão, o Canucks figura entre os possíveis candidatos a wild card depois de uma bela queda no início da temporada. (Foto: Jeff Vinnick/NHLI via Getty Images)

Chegamos ao fim desse Oh Canada muito atrasado. Concorda com as análises? Discorda? Debatam sobre a situação dos canadenses na NHL! Grande abraço e até a próxima!

 

Melhor de 7 – Edição 5

Melhor de 7 – Edição 5

BEM VINDOS A MAIS UMA EDIÇÃO DO MELHOR DE 7! Depois de uma semana sabática não intencional, os 4 grandes: Thiago (@hoqueifanatico), Lucas (@lucas_flames e @CGYFlamesBR), Mateus Luiz (@MatsBats23) e Mattheus Prudente (@WCapitalsBR) se reuniram para discutir a liga mais uma vez.

  1. Porque o grande público da NHL insiste em criar novas gerações de duelos (ex: Matthews vs McDavid) se os antigos continuam MUITO bem?

Lucas:  Puro marketing. É apenas mais uma estratégia para vender entre os times envolvidos. É uma estratégia legal por muitas vezes, até abusarem disso e forçarem demais, como tem acontecido com Matthews e McDavid.

Thiago:  Porque a mídia vende esses duelos como supostas rivalidades para vender os jogos, etc e tal. É interessantes destacar, mas eles acabam passando do ponto e forçando e isso se transfere para a torcida. Já falei sobre isso de outras vezes, então acho que não vale ficar batendo na mesma tecla.

Mateus Luiz: É o que vende, feliz ou infelizmente. Toda liga precisa de novas rivalidades, seja entre clubes ou jogadores. É claro que McDavid e Matthews ainda farão grandes duelos no tempo que estiverem na liga (ou até podemos falar de duelos mais próximos como Laine x McDavid ou Matthews vs Eichel) mas é importante não desmerecer os “velhinhos” que estão aí e fazendo bonito, exemplo disso é o capitão do Penguins Sidney Crosby que vem tendo uma das melhores temporadas da carreira, pelo menos estatisticamente falando.

Mattheus Prudente:  Acredito que as pessoas estão vendo o fim de jogadores como Jaromir Jagr, Alex Ovechkin e Sidney Crosby cada vez mais próximo, isso causa uma obrigação em se renovar as rivalidades na liga. Por isso Eichel x McDavid, principalmente, estão sendo muito falados nas mídias da NHL.

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Enquanto não forçarem tanto, essa rivalidade pode ser interessante. (Foto: Mark Blinch/NHLI via Getty Images)
  1. Outro ano novo se aproxima e teremos outro outdoor game com o Blackhawks, quais times você gostaria de ver jogando ao ar livre?

Lucas: Eu, particularmente, adoraria muito ver um Flames vs Oilers no McMahon Stadium em Calgary. Mas também gostaria de ver outros times jogando ao ar livre. Todo ano são sempre os mesmos escolhidos pela liga. Acho que deveria ter uma rotação anual. Seria mais interessante para todos.

Thiago:  Predators e Hurricanes já deveriam jogar em estádio aberto, além de Sabres e Devils, por exemplo, voltarem a esse tipo de jogo. Mas a NHL insiste em colocar os mesmos times sempre, tudo bem que há o quesito audiência, mas mesmo assim tem outros times que conseguem segurar audiência também além do Blackhawks.

Mateus Luiz: Minha primeira opção seria Flames x Oilers mas os filhos de McDavid jogaram contra o Jets no Heritage Classic nesse ano. Seria legal ver um Flames x Canadiens outside, falando de times americanos, Predators e Stars também merecem um jogo fora da casinha.

Mattheus Prudente: É interessante que os times das cidades mais frias joguem mais em jogos ao ar livre, muito pela parte estética (neve em um jogo de hockey é algo interessante) e também para não ter danos no gelo do rink, como ocorreu em Washington. Defendo que Wild e Bruins joguem mais em outdoor games, muito para fugir da “mesmice” que a NHL causou colocando os Blackhawks quase todo ano nessas partidas.

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Que time você gostaria de ver jogando outdoor? (Foto: Getty Images)
  1. O Avalanche tem um bom core group mas continua com sua saga de derrotas vexatórias, incluindo um 10-1 sofrido para o Canadiens ontem, qual o principal problema dos comandados de Jared Bednar?

Lucas: O time alem de não ter confiança, falta união e trabalho em equipe. Duchene e MacKinnon são bons jogadores, e eles ainda tem a lenda Jarome Iginla no elenco, que mesmo nos seus 39 anos, ainda pode ser decisivo.

Thiago:  O problema é que não basta ter boas peças, em um esporte coletivo a capacidade de fazer os jogadores trabalharem junto dentro de um bom esquema tático é muito mais importante do que a individualidade. É o coletivo que falta ao Avalanche, algo que o Bednar não tem conseguido fazer funcionar e é o motivo de o Avalanche estar tão mal.

Mateus Luiz: A confiança é o principal problema da equipe, antes mesmo desse atropelamento sofrido contra o Canadiens, esse mesmo Avs tinha batido o Bruins no TD Garden. É verdade que o Avalanche tem uma core group interessante, o problema é que o elenco de apoio da equipe fica abaixo do esperado e vem muito mal. A equipe regrediu depois da conquista de divisão em 2014 e parece estar chegando em uma “estaca zero”, se o nível de jogo seguir assim será difícil pensar em Bednar no comando da equipe em 17-18.

Mattheus Prudente: A defesa deles é extremamente fraca, o que prova que apenas bons jogadores não formam um bom time, e sim o conjunto de tudo. Mesmo com Duchene e MacKinnon jogando bem, também não se pode confiar no ataque do Avalanche, então é difícil ter um time que não tem defesa nem ataque confiáveis.

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É Avalanche… 10-1 foi feio demais. (Foto: Graham Hughes/The Canadian Press via AP)
  1. Carey Price quis mandar ao mundo um recado de que ele está pronto para se defender quando houver um choque com adversário. A atitude dele foi correta?

Lucas: Foi covarde, ponto. Agredir um jogador pelas costas e com a cara no gelo? Faça-me o favor, Price e nos poupe dessa infantilidade. Não é o tipo de cenas lamentáveis que gostamos, afinal. Essas são lamentáveis de verdade. E, sinceramente, não caí no papo de que ele estaria “tentando se proteger”. O que ele fez foi covarde, e eu gostaria de ver um posicionamento da liga quanto a isso. Uma suspensão de 3-5 jogos parece interessante, ao meu ver.

Thiago:  Não. Price foi covarde ao agredir o Palmieri usando o blocker enquanto ele estava de costas e sendo segurado pelo Petry e a NHL foi tão ou mais covarde em não suspender o Price. Price ficou nervoso com a situação, que pareceu ser completamente acidental, compreendo isso, mas o que ele fez foi passar e muito dos limites aceitáveis e atacou um colega jogador que no momento estava incapaz de se defender. O próprio Price disse em entrevista que estava tomando uma atitude de se proteger, com tudo o que ele fez foi baixo, sujo, desleal e covarde, se o Palmieri estivesse de pé e com condições de se defender sim seria uma situação de defesa, mas não foi, foi uma agressão covarde. O pior nisso tudo é que o Price escapou de ser expulso da partida e não será penalizado pela liga, imagino se fosse outro goleiro no lugar dele ou se fosse outro jogador no lugar do Palmieri, será que a NHL teria a mesma postura? Acho que não.

Mateus Luiz: Nem de longe. Aliás, foi uma atitude bem covarde e acredito que não seja do caráter dele. Existem formas BEM melhores de se defender do que a escolhida pelo Price, socando um jogador indefeso e estava com o rosto virado pro gelo.

Mattheus Prudente:  Claro que não. Foi uma covardia de marca maior do Price em bater no Palmieri caído. Uma jogada acidental não é motivo para você achar que pode fazer o que quiser com um jogador. Claro, ele já se lesionou antes com pancadas, mas isso não é motivo para querer bater nos outros como se fosse um bêbado brigão, até por que ele é uma das caras da franquia, e isso mancha o nome dos Canadiens.

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Price, isso foi covardia total. (Foto: @HockeyCentral/Twitter, CBC)
  1. Alguns goleiros secundários (backups) tem se destacado atualmente. Entre eles, quem tem se mostrado mais sólido e confiável?

Lucas: CHAD! JOHNSON! Quem diria que o ex-Sabres, que veio cotado para ser o backup de Calgary, tomou a dianteira nos jogos, tirou Brian Elliott, e hoje virou o principal goleiro da equipe. São 6 vitórias seguidas com ele naas redes,  chegando de vez na briga pelos playoffs, e brigando diretamente pelas 3 vagas da divisão Pacífica. Quem diria que Johnson ia ser a cara do gol de Calgary? (#Chad4Vezina).

Thiago: Depois do incrível jogo entre Rangers e Blackhawks é impossível não citar Antti Raanta e Scott Darling, que roubaram o show aquela noite, inclusive Raanta vai para sua terceira partida consecutiva como goleiro inicial essa noite. Outro destaque é Andrey Vasilevskiy, que desde que chegou a NHL faz muito bem esse papel, além de também ter as duplas Howard/Mrazek e  Fleury/Murray, em que os dois goleiros são alternados onde quase é impossível dizer se há um principal. Todos os goleiros citados fazem grandes jogos quando são chamados ao serviço, colocam até os titulares em dúvida por vezes, mas difícil saber se seriam bons goleiros principais de uma franquia.

Mateus Luiz:  Com certeza o nome dele é: Chad Johnson. O cidadão chegou em Calgary escrito em verso e prosa que ele seria reserva de Brian Elliott que chegou na cidade com a pompa de ter feito parte do Blues que tinha chegado na final da conferência oeste. O que ninguém esperava era que Elliott não se achasse e Johnson assumisse a goleira do Flames e o time se transformasse com ele, prova disso é o Flames tendo vencido 6 seguidas e vencido 10 das últimas 14.

Mattheus Prudente: Petr Mrazek com certeza foi se destaca mais por causa que ele é um dos que brigam pela titularidade com o Jimmy Howard, mas vale ressaltar um jogador que começou como backup e está jogando muito, que é o Chad Johnson, do Calgary Flames. Além deles, é bom lembrar de alguns como Scott Darling, Philip Grubauer e Andrey Vasilevskiy.

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Johnson, o backup que vem salvando a temporada do Calgary Flames. (Foto: Sergei Belski/USA TODAY Sports)
  1. O Vegas Desert Knights teve seu pedido de patente da marca negado pela agência americana por causa de um time universitário de mesmo nome e logo parecido. Amadorismo dos dirigentes? O que deve acontecer com a franquia nas proximas semanas?

Lucas: Puro amadorismo não consultar isso antes. A patente deveria ser considerada antes de anunciarem. Bem, acho que o logo e o nome podem ser trocados (Desert Knights, por favor).

Thiago: Foi amadorismo total, deveriam ter esperado a confirmação das patentes para anunciar, além de já terem planos B e C prontos, ao menos. O que vai acontecer depende de como as coisas serão conduzidas, eles tem um logo alternativo que pode virar o principal, além de que pode existir acordo para usar ou comprar a patente do nome, além de que ainda há a alternativa de mudarem o nome do time também.

Mateus Luiz:  Amadorismo total, sem defesa nem contestação.

Mattheus Prudente: Amadorismo da diretoria, mas eu achei até legal, pois Golden Knights é um nome horrível rs.

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Com problemas na patente, existe a possibilidade de Vegas mudar de nome e logo. Amadorismo? (Imagem: CBC)
  1. Ao que parece, o Flames acordou para a vida e agora tem 6 vitorias seguidas e é lider da Pacífica. O time tem capacidade para manter essa boa fase ou será mais um fogo de palha? Chegarão aos playoffs?

Lucas: (Me segurando pra não empolgar, me segurando pra não empolgar…) SEGURA O FLAMÃO DA MASSA AGORA! RUMO A STANLEY CUP!

Brincadeiras a parte, depois do inicio terrivel de temporada, eu não esperava o Flames na briga pelas 3 vagas da Pacífica. São 6 vitórias seguidas hj, e nas ultimas dez partidas, 8-1-1. Tem feito jogos incríveis, como o 6-2 contra o Jets e AQUELE 8-3 contra o Ducks. Acho que Gulutzan finalmente acertou o time, e Cameron achou o seu power play ideal, tanto que tem feito gols nos últimos 5 jogos. A lesão de Gaudreau foi um ponto bom, pois ele voltou on fire e tem pontuado bem. Monahan também parece ter voltado a boa forma. Dougie Hamilton é outro que está muito bem, e a linha dos 3M nem se fala. Gaudreau e Bennett na mesma lina vem rendendo demais, e se continuar assim, esperem ótimas coisas desse time.

Thiago: Creio que o Flames tem capacidade de ir para os playoffs, acredito que uma hora ele vai cair de produção, mas ainda se manter na briga por vaga nos playoffs. Com tudo o contrário pode acontecer e o time começar a vencer e continuar na ponta da divisão, mas o principal é que a equipe se ajustou e pode usar seu potencial nessa temporada. O Flames em teoria é um time que tem o necessário para chegar a pós-temporada e dentro dos jogos vem mostrando que está pronto para isso, mantendo o ritmo em um bom nível, deve chegar lá.

Mateus Luiz: Acredito não clubisticamente que o destino do Calgary Flames é a Stanley Cup! Haha, mas falando sério, com algumas correções a equipe pode chegar forte na disputa pela divisão. Troy Brouwer ainda pode melhorar seu jogo, assim como TJ Brodie. O ponto mais importante é que a equipe consiga vencer algumas partidas quando Brian Elliott estiver na goleira, Chad Johnson não vai manter esse desempenho até a metade do ano que vem.

Mattheus Prudente: Acredito que os Flames tem capacidade para se manter na zona dos playoffs, mas não para ser um dos principais times da conferência. Talvez se classifiquem na última vaga de Wild Card, mas não acredito neles para vencerem a divisão e muito menos para serem favoritos a chegarem na Stanley Cup.

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O Flames está jogando muito nos últimos jogos. Vai continuar assim? (Foto: Sergei Belski/USA TODAY Sports)