20 Minutos – Edição 12 – Especial Trade Deadline (Parte 1)

​O tempo de trocar passou, como brinquei no twitter na manhã da quarta feira da deadline, seu GM pode ter acabado o dia como gênio ou burro ou os dois ao mesmo tempo. E apesar de nem todos os nomes ventilados terem sido trocados (a culpa disso é sua: Joe Sakic), foram dias divertidos. Esse 20 Minutos será mais curto que o habitual e será o primeiro de uma série de três falando sobre a deadline. No de hoje, falaremos sobre as trocas que só envolveram draft picks. O 2* falará sobre trocas que envolveram múltiplos jogadores e draft picks. E o 3* falará sobre as impressões que esse pobre homem teve da trade deadline. Nessa série, falaremos sobre as 31 trocas mais relevantes entre os dias 04/02 e 01/03. Vamos nessa!

1. (04/02) Vernon Fiddler para o Nashville Predators (4* round pick em 2017 para o New Jersey Devils)

Fiddler é um produto do próprio Predators. Gols não são sua especialidade apesar de ter passado dos 10 nas últimas duas temporadas (13 em 14-15, 12 em 15-16), mas também é verdade que o veterano vem tendo a pior temporada da carreira em porcentagem de chutes certos (4.7%). Fiddler é o clássico quarta linha que pode jogar entre 12/13 minutos por partida e pode certamente ajudar em um setor: faceoffs. Em sua carreira, ele nunca ficou abaixo dos 50% em faceoffs além de quase 80% dos faceoffs que disputa serem na zona defensiva ou neutra em situações de 5vs5. Negativamente, com Fiddler no gelo em ocasiões de 5vs5 sua equipe toma quase 2+ gols do que produz a cada 60 minutos e tem uma porcentagem de chutes certos abaixo dos 4%. Fiddler pode ganhar um faceoff importante mas também pode ser esmagado na sua zona defensiva e produzir virtualmente nada no ataque.

Fiddler pode ajudar muito na última linha ofensiva do Predators. (Créditos: Nashville Predators)

2. (20/02) Michael Stone para o Calgary Flames (3* round pick em 2017 e escolha condicional de 5* round em 2018 para o Arizona Coyotes)

O defensor não é desconhecido de Brad Treliving, GM do Calgary Flames. Como GM assistente do Arizona Coyotes, Treliving foi que escolheu o defensor no draft de 2010. Stone também já é acostumado a cidade de Calgary, onde jogou e foi estrela nos juniors jogando pelo Calgary Hitmen. Stone teve uma ótima temporada em 15-16 fazendo par defensivo com Oliver Ekman-Larsson, alcançando a melhor marca de sua carreira em pontos com 36 em 75 jogos, mas a combinação lesão grave no joelho + jogando no Coyotes prejudicou a temporada do defensor. Se ofensivamente Michael Stone não é nenhum Brent Burns da vida, defensivamente o mesmo também não é um desastre apesar de jogar no time que jogou. Em mais de 800 minutos no gelo em ocasiões de 5vs5, sua equipe produz meio gol a mais que toma a cada 60 minutos de 5vs5, além de seu PDO (soma da porcentagem de defesas do goleiro e da porcentagem dos chutes certos que seu time dispara enquanto determinado jogador – nesse caso, Stone – está no gelo) estar acima dos 102%. Jogando em Calgary como o 4* defensor da equipe, Stone é uma adição pontual.

Stone chegou e já ajudou o Flames a melhorar sua defesa. (Créditos: Real Sports)

3. (23/02) Ron Hainsey para o Pittsburgh Penguins (2* round pick em 2017 + Danny Kristo para o Carolina Hurricanes)
Hainsey já foi um defensor ofensivo apesar de já ter algum tempo. Entre 2006 e 2009, Hainsey marcou mais de 30 pontos na temporada, contudo, o defensor não passa dos 20 pontos desde 2010-2011 quando ainda jogava no finado Atlanta Trashers (que descanse em paz). Apesar de não ser prolifico ofensivamente, Hainsey é um defensor que pode tranquilamente passar dos 20 minutos (juramos que não é um trocadilho com nossa coluna) por partida. De 2006-2007 até a temporada atual, apenas em 10-11 o defensor não acumulou média de tempo no gelo acima dos 20 minutos, Hainsey também acumulou uma porcentagem de corsi (chutes disparados pelo seu time ao gol + chutes bloqueados + chutes que não chegam no gol) acima dos 50%. Hainsey (que jogou em times feios durante a carreira) sempre teve problemas em sua zona defensiva, desde 11-12 que em ocasiões de 5vs5 com o defensor no gelo, o seu time sempre toma mais gols que marca. Nessa temporada, a cada 60 minutos de 5vs5 com Hainsey no gelo (lembremos, ele jogou 56 partidas pelo Hurricanes) seu time tomou pelo menos um gol a mais que marcou e seus companheiros tiveram uma porcentagem de chutes certos abaixo dos 6%. Essa aquisição foi feita muito por conta das lesões que os defensores Trevor Daley, Kris Letang e Olli Maataa sofreram, além de ser importante ter depth nos playoffs. Apesar de nunca ter jogado depois da 2* semana de abril, Hainsey já tem mais de 900 jogos na liga e não deve sentir tal pressão.

O veterano Hainsey chega para compor o sistema defensivo do atual campeão para a defesa de Lord Stanley. (Créditos: NHL)

4. (24/02) Patrick Eaves para o Anaheim Ducks (Escolha condicional de 2* round de 2017 para o Dallas Stars)
Antes de 2016-2017, Patrick Eaves só tinha marcado mais de 15 gols uma vez em sua carreira: Sua temporada de rookie em 2005-2006 quando marcou 20 gols. E eis que 11 anos depois, Eaves volta a alcançar tal marca. O garoto de Calgary com certeza pode ser considerado um belo canivete suíço nessa temporada. Eaves marcou 8 gols e 19 pontos em ocasiões de 5vs5 e no powerplay teve ainda mais destaque: Em 174 minutos de tempo no powerplay, Eaves marcou 10 gols em 37 chutes a gol, 27% de acerto. Em comparação com o glorioso e amado Alexander Ovechkin, a arma moderna no powerplay, tem 11 gols em 74 chutes com 226 minutos de PP time, 14.8% de acerto. Eaves não compromete as coisas na zona defensiva, pode produzir gols jogando na 2* ou na 3* linha, além de ter longas caminhadas nos playoffs com o Senators (chegou a Stanley Cup Final em 2007) e Hurricanes (chegou as finais da conferência leste em 2009).

O homem das barbas foi a única aquisição do Ducks na janela de trocas. (Créditos: Fansided)

5. (24/02) Tomas Jurco para o Chicago Blackhawks (3* round pick em 2017 para o Detroit Red Wings)
Jurco é um winger talentoso que ainda não embalou na NHL. Em 18 partidas na temporada, Jurco ainda não marcou um ponto e só tem 15 gols em 159 jogos na liga. Apesar da baixa produção, Jurco é jovem e uma mudança de cenário pode o ajudar a achar seu caminho na liga. E estando em um dos times que mais produz ofensivamente na liga, a aposta é válida.

Jovem e talentoso, na torcida que a mudança de clube faça sua carreira decolar, parte 1. (Créditos: Getty Images)

6. (27/02) Teemu Pulkkinen para o Arizona Coyotes (Futuras considerações para o Minnesota Wild)

Pulkkinen vive o mesmo dilema de Jurco com algumas diferenças. Pulkkinen era uma das maiores esperanças da base do Red Wings. Nas temporadas 13-14 e 14-15, o right winer marcou 65 gols em 117 partidas jogando na AHL (última liga profissional norte americana de desenvolvimento antes de chegar na NHL) e muitos achavam que o winger seria uma das novas estrelas da liga. Infelizmente, Pulkkinen não conseguiu repetir o desempenho na NHL. Daí em diante, a carreira do jovem finlandês não se estabilizou, foi para as waivers algumas vezes, em uma delas sendo pego pelo Wild onde também não brilhou. John Chayka sabe que seu time não é bom e apostar nesses “talentos queimados” pode gerar bom resultados no futuro. Uma aposta nunca faz mal.

Nota do editor: Pulkkinen marcou um gol na sua estreia pelo Coyotes.

Jovem e talentoso, na torcida que a mudança de clube decole sua carreira, parte 2. (Créditos: Arizona Coyotes)

7. (28/02) Brendan Smith para o New York Rangers (3* round pick em 2017, 2* round pick em 2018 para o Detroit Red Wings)

Apesar da frustração em ter “falhado” na missão de conseguir Kevin Shattenkirk, o NY Rangers foi para o plano B em adquirir o defensor Brendan Smith. Smith chega para compor o top 4 defensivo, mover o puck e absorver entre 20-22 minutos por partida. Já faz algum tempo da melhor temporada ofensiva de Smith (13-14) e o defensor só marcou dois pontos em quase 500 minutos de 5vs5, lembrando que Brendan perdeu algum tempo por lesão. Smith é um jogador que pode ser usado nas três zonas do rink sem ser atropelado em sua defesa, apesar dos adversários conseguirem gerar mais chutes e gols que seu próprio time com o mesmo no gelo. Um problema do defensor é com o jogo empatado. Nos utilizando das famigeradas estatísticas avançadas, em 170 minutos de ocasiões 5vs5 com o jogo empatado (antes da rodada de sábado) e com o defensor no gelo, os adversários conseguiram gerar 8 chutes a mais no gol e quase um gol a mais que seu time. Em seu 1* jogo pelo Rangers, Smith começou apenas 11% de seus shifts na zona ofensiva (sua média na carreira é de 56.2%) e o Capitals gerou o dobro de disparos a gol que o Rangers quando o defensor estava no gelo. Vale ficar de olho.

Com Dan Girardi e Kevin Klein lesionados, Smith deve ter papel importante nas próximas semanas da temporada. (Créditos: Yahoo Sports)

8. (28/02) Viktor Stalberg para o Ottawa Senators (3* round pick em 2017 para o Carolina Hurricanes)

Assim como Alexandre Burrows (que falaremos no próximo 20 minutos especial sobre a deadline), Stalberg é uma aquisição que vem para ajudar em depth scoring, principalmente nas ocasiões de 5vs5. Em toda sua carreira, Stalberg nunca marcou um golzinho sequer no powerplay e isso inclui uma temporada na qual jogou 102 minutos na 2* unidade de PP do Blackhawks e só marcou duas assistências. Mas em compensação, 78 dos 80 gols marcados por Stalberg em sua carreira foram em 5vs5, incluindo uma temporada de 18 gols e 39 pontos em tal departamento (22/43 no geral) em 2011-2012. Nesta temporada, Stalberg marcou 7 de seus 9 gols no even strength com o melhor percentual de chutes certos na carreira (12.3% em 16-17 vs 8.7% na média de sua carreira) com tempo no gelo inferior a 12 minutos por partida. Pode ser uma presença física, tem números decentes na produção de chutes contra/a favor e acumula 30 jogos de playoffs nas últimas 4 temporadas incluindo uma Stanley Cup com o Chicago Blackhawks em 2013.

Produtivo no 5vs5, Stalberg pode conseguir alguns gols importantes para o Senators na busca pelo título da divisão. (Créditos: Zimbio)


9. (01/03) Steve Ott para o Montreal Canadiens (6* round pick em 2018 para o Detroit Red Wings)

Steve Ott. O homem, o mito e a lenda. Essa troca foi complicada de entender e de tentar explicar mas acredito que conseguimos. Contextualizando, o Canadiens é um time que precisava de mais poder ofensivo, jogadores que pudessem tirar algum peso das costas de Max Pacioretty, Alexander Radulov e Alex Galchenyuk. A equipe é a 13* na liga em gols 5vs5, 15* em gols feitos a cada 60 minutos de 5vs5 (2.26), 10* em chutes disparados a gol (29.8 a cada 60 minutos de 5vs5) e 11* em porcentagem de chutes certos em 5vs5 (7.58%). São números decentes mais nada ameaçador. Quando estendemos esses números para todas as ocasiões, o Canadiens fica em 13*,17*, 24* (!!!!) e 10* em tais estatísticas. Então, se Ott não produz ocasiões ofensivas, no que diabos ele pode ser útil? Cito aqui três fatores: Jogo físico, faceoffs e penalty kill. Caso o Canadiens garanta o título da divisão, provavelmente a equipe deve cruzar com Rangers ou Blue Jackets no primeiro round dos playoffs, times que podem te punir fisicamente. Apesar de não ser um indivíduo grande, Ott é um cidadão que sabe jogar fisicamente (até meio sujo em determinadas situações) sem passar do “limite”. Falando do segundo motivo, Ott nunca teve uma temporada na carreira que ele ficasse abaixo dos 50% em faceoffs vencidos (250+ faceoffs disputados) e esse atributo pode ajudar no nosso terceiro motivo. Até o início da rodada desse sábado, o Canadiens era a 5* equipe da NHL com mais tempo shorthanded (349 minutos), a 5* que mais tomou gols (44), a 7* que mais sofreu PP gols por 60 minutos (8.09 gols sofridos) e tudo isso apesar de estar em 19* na lista de chutes cedidos a cada 60 minutos shorthanded (51.5). O glorioso Ott nos últimos 5 anos foi o 49* jogador de ataque (top 25 entre centrais) que mais matou penalidades na liga com 550 minutos de PK time. Quando está matando penalidades, Montreal começa 79.1% de seus faceoffs em sua zona defensiva, já Steve Ott nas últimas SETE temporadas tem uma média de quase 85% em tal estatística. Não espere produção ofensiva de Ott, o glorioso veio pra fazer o trabalho sujo.

Nota do editor: O Canadiens venceu o NY Rangers por 4-1 nesse sábado, um dos gols nasceu de um faceoff na zona ofensiva vencido por Steve Ott e que resultou em gol de Shea Weber.

Ott, a lenda. (Créditos: Detroit Red Wings)

10. (01/03) Dwight King para o Montreal Canadiens (Escolha condicional de 4* round em 2018 para o Los Angeles Kings)
King tem características parecidas com as de Steve Ott, sendo capaz de produzir um pouco mais ofensivamente. King vem tendo sua pior porcentagem de chutes certos (9%) desde a temporada 12-13. Apesar disso, King não é o tipo de jogador que será dominado pelo seu adversário. Durante sua carreira, King sempre teve números positivos de Corsi (chutes a gol + chutes que não foram ao gol + chutes bloqueados) e fenwick (chutes a gol + chutes que não foram ao gol), sendo verdade que muito desses bons números se devem ao esquema do Kings. Assim como Ott, King pode ser usado no penalty kill e adiciona ao jogo físico da equipe de Claude Julien.

Com dois anéis de Stanley Cup, King tentará encerrar o jejum de 24 anos do Canadiens sem a Stanley. (Créditos: NHL)


11. (01/03) Jarome Iginla para o Los Angeles Kings (Escolha condicional de 4* round em 2017 para o Colorado Avalanche)

Iginla, com certeza um negão de tirar o chapéu que vem chegando no final de sua carreira. O futuro hall da fama nunca foi uma arma fora de série no powerplay (apesar de ser consistente) mas foi no 5vs5 que Iginla fez seu nome. Desde 2000, Iggy teve 12 temporadas na qual marcou 20 gols ou mais em ocasiões de 5vs5. Nessa temporada, Iginla vem tendo os piores números de sua ilustre carreira em gols, pontos e principalmente, porcentagem de chutes certos com apenas 6.7%, a média na carreira de Iginla é de 13.1%. Iginla também vem tendo os piores números da carreira em tempo no gelo por partida com 14:46, sua média na carreira é de 19:47, ugh. Mas se tem uma área que Iginla pode ajudar é produzir gols em 5vs5, o Los Angeles Kings é o 24* (!!!!) na liga em gols marcados a cada 60 minutos no even strength (1.98). E nos últimos 9 anos (entre 2007 e 2016), Iginla marcou 168 gols no 5vs5, ficando atrás apenas de Alex Ovechkin, Corey Perry, Phil Kessel e Rick Nash. Em pontos, Iginla marcou 357 (atrás de Sidney Crosby, Ovechkin, Patrick Kane, Henrik e Daniel Sedin, Perry e Joe Thornton) além de ter sido o 9* em disparos a gol com mais de 1.400. Iginla não é mais o mesmo enorme jogador do passado mas ainda pode bater seus homeruns.

Nota do editor: Em dois jogos com o Kings, Iginla jogou na linha principal do time junto com Anze Kopitar e Marian Gaborik, o winger teve mais penalidades que chutes a gol.

IGGY! IGGY! IGGY! (Créditos: Yahoo Sports)


12. (01/03) Mark Streit para o Pittsburgh Penguins (4* round pick em 2018 para o Tampa Bay Lightning)

Streit é um defensor ofensivo que já marcou 62 pontos (07-08 no Montreal Canadiens) e vinha colocando sólidas temporadas até que seus números despencaram miseravelmente em 15-16 e continuaram ruins em 16-17. O que mais afetou a produção de Streit foi a queda vertiginosa de seu poder de fogo no powerplay. Em 14-15, Streit marcou 25 pontos em 272 minutos jogados de powerplay, uma média dr 5.50 pontos a cada 60 minutos de PP. Esses números despencaram para 7 pontos em 15-16 e 7 pontos em 16-17 antes de jogar no Penguins. Entre 2007 e 2016, Streit foi o 3* defensor na NHL com mais pontos no powerplay com 170, perdendo apenas para Andrei Markov e Mike Green. Também foi o 4* defensor que mais deu a 1* assistência para o gol (o último passe antes do biscoito beijar a rede) com 69, ficando atrás de Markov, Keith Yandle e Erik Karlsson. Além disso, Streit foi o 3* defensor com mais PP time na liga, acumulando 2349:29, perdendo apenas para Dion Phaneuf e Ryan Suter. Assim como Hainsey, quando os lesionados voltarem, Streit pode alternar entre o 2* e o 3* par defensivo além de, em determinadas situações, participar da 2* unidade do powerplay.

Nota do editor: Em sua estreia pelo Penguins, Streit marcou um gol e deu uma assistência (no powerplay) contribuindo para o triunfo sobre o Lightning por 5-2.

Mesmo em baixa na produção, o suíço ainda pode ser perigoso no powerplay.

13. (01/03) PA Parenteau para o Nashville Predators (6* round pick em 2017 para o New Jersey Devils)
Assim como Patrick Eaves, Parenteau é outro jogador que pode ajudar a produzir gols tirando pressão da linha principal mas também pode ser colocado na linha de frente e não vai passar vergonha. Parenteau já teve 4 temporadas com 18+ gols e caminha para sua 5* mesmo tendo uma média de tempo no gelo abaixo dos 15 minutos. Apesar de ter jogado em times bem mais ou menos nesses últimos anos (o último bom time que Parenteau fez parte foi o Avalanche 13-14), Parenteau vem mantendo uma porcentagem de corsi e fenwick acima dos 50% desde 2011-2012. Parenteau vem mantendo sua média de chutes certos ao gol (11.9%), além de ter números satisfatórios no 5vs5 com 1.61 pontos a cada 60 minutos nessa situação. É valioso quando o jogo está empatado ou com um gol de diferença (contra ou a favor), marcando 10 gols e 20 pontos em tais ocasiões, podendo quebrar um galho no powerplay. Uma adição inteligente e barata.

PAP espera que Nashville seja a casa de sua 1* Stanley Cup. (Créditos: NHL)

14. (01/03) Drew Stafford para o Boston Bruins (Escolha condicional de 6* round em 2018 para o Winnipeg Jets)

Stafford já teve temporadas mais gloriosas que 2016-2017. Já tendo marcado mais de 20 gols por 4 temporadas em sua carreira, Stafford vem vivendo sua pior temporada ofensiva. Seu tempo no gelo caiu 4 minutos de 15-16 para 16-17, além de estar com a pior porcentagem de chutes na carreira com 5.9%, 5 pontos percentuais abaixo de sua média histórica na liga. Se levarmos para ocasiões de 5vs5, Stafford (antes da rodada desse sábado) só marcou dois gols em 54 chutes com 448 minutos de 5vs5, são pavorosos 3.70% de chutes certos, uma queda de quase 5% da temporada passada. Stafford também está começando menos shifts na zona ofensiva e com ele no gelo, seu time produzia menos de dois gols por 60 minutos de 5vs5, sem ele o time marcava quase 3. Vale a pena ficar de olho.

Em má fase no Jets, Stafford pode reviver sua carreira em um dos maiores times da liga. (Créditos: NHL)

15. Passando a régua nessa análise numerológica, acredito que essas 14 trocas tem virtualmente a mesma chance de dar certo ou não. Michael Stone tem algumas chances de renovar com o Calgary Flames depois do draft da expansão. É difícil fazer uma análise imediata nas trocas de Jurco e Pulkkinen, tendo em vista que ambos tem talento e podem explodir mais tarde nas carreiras. Dwight King também pode ficar no Canadiens por algum tempo. Os outros podem mudar de casa ou se aposentar ao fim da temporada.

16. Se tudo correr bem, ainda na segunda ou terça teremos a segunda e a terceira parte dessa analise. Espero que vocês tenham gostado! 

17. Todas as stats usadas nesse post foram extraídas do site Hockeyanalysis.com

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