1460 vezes Obrigado!

Alex Ovechkin ama o Puck Brasil!

​1460 dias de uma bela jornada.
Esse post foi escrito originalmente em outubro de 2013 quando a versão antiga do Puck Brasil completava 200 posts em apenas oito meses de existência e aquele escrito tinha o nome de “8 meses e 200 posts depois, como vejo a NHL?”. Esse post de comemoração dos quatro anos desse belo Puck, eu acabei ficando sem internet no sábado anterior a data e aproveitei a oportunidade para arrumar a bagunça de minhas gavetas e achei esse papel aqui:

Post antigo: Parte 1. (P.s: Ô LETRA FEIA)

O post dos “8 meses” nasceu no meio do primeiro semestre da minha faculdade de turismo (!!) com meus 18 anos (!!) e uma visão de mundo, de vida e de NHL completamente diferente da qual tenho hoje. Esse post vai falar sobre hóquei mas provavelmente vai falar também sobre a vida. E talvez não só a minha.
“E realmente, era do mesmo jeito que eu imaginava. Super espetacular! As super estrelas, os jogos equilibrados, as pessoas que garantem os carnês com os ingressos mesmo com 3-4 meses de antecedência, os narradores que transmitem a emoção dos jogos, a história diferente por trás de toda partida, as grandes defesas, os golaços, as brigas (também fazem parte do jogo…) e todo o universo que rodeia a liga. Mas o que me levou a escrever sobre o assunto foi, além de tudo isso, foi ver que não tinha nenhum blog especializado em falar sobre hóquei…”

Eu nunca agradeci tanto a Deus por estar errado sobre algo, nesse caso, a última frase, mas vamos começar do começo.

Eu continuo apaixonado por quase todos os elementos que envolvem não só a NHL mas o esporte em si. As super estrelas continuam sendo aqueles que me fazem ficar com os dedos e mente nervosa pra tuitar alguma coisa ou elaborar algum material. Mas não só o que eles fazem no gelo me surpreende, o trabalho social que a maioria faz fora do gelo é algo que é espetacular, não só na NHL mas em todas as ligas em geral. Sobre os jogos equilibrados: A maioria é, mas como diz o poeta, atire a primeira pedra aquele que nunca quer um blowout de vez em quando. Eu continuo amando o fator “torcedor” ser um fator que de alguma forma mude o curso de um jogo ou uma série de playoffs. A paixão que todos tem pelos seus times foi uma das primeiras coisas que amei no jogo e segue sendo algo que move esse pobre homem a continuar escrevendo. Eu tinha problemas em entender porque dois homens barbados precisavam resolver suas diferenças trocando carinhos no meio do gelo. Até hoje eu confesso não gostar muito das brigas, mas digo que entendo e afirmo: As brigas no gelo definem o que melhor (e de pior, em alguns casos) temos em nós. Usando novamente a licença poética: Que atire a primeira pedra aquele que nunca desejou, ainda que isso seja BEM errado, puxar alguém pela gola camisa e trocar gestos de carinho.

Falei no começo dessa parte que nunca estive tão feliz em estar tão errado, de fato eu estava. Os seres humanos (pelo menos os que eu conheço) tem um espírito enorme de pioneirismo. De fato, devo dizer que já existia muita gente boa que falava sobre hóquei aqui no Brasil bem antes daquele dia 15/10/2013 e devo pedir desculpas aqueles que eu, em minha inocência e falta de sabedoria, acabei “apagando” a existência sobre a cobertura do esporte. Se homens e mulheres como eu e meus amigos e amiga que fazem parte do Puck Brasil falam sobre hóquei aqui, em alguma parte isso se deve ao trabalho e, principalmente, ao amor que vocês tinham/tem ao esporte. Assim como espero que num futuro distante, alguém possa dizer que esse nobre e humilde espaço possa ter inspirado alguém de alguma forma. Aos mestres pioneiros, nossos agradecimentos. (P.s: acho que posso dizer que fui o primeiro nordestino – até a presente data – que tem um blog que fale somente sobre hóquei e isso me faz bem feliz)

“Com o passar do tempo, o blog foi ficando menos arcaico, fazer os posts se tornou muito mais fácil (ou menos difícil já que não sou nenhum especialista no assunto), conheci pessoas que também viviam o hóquei na mesma maneira que eu, passei a entender muito mais sobre o esporte e principalmente, ama-lo”.

Post antigo, parte 2. (P.s: A LETRA SEGUE FEIA)

Novamente, this poor man is: WRONG. O blog nunca esteve do jeito que eu queria, apesar de ter melhorado muito durante esse tempo, ainda precisamos melhorar bem mais. Diferente do que escrevi naquela manhã de terça, escrever pro Puck se tornou algo mais complexo. Com o passar dos dias e semanas e meses e anos, é natural que você passe a conhecer mais o esporte, mas o (belo) problema de escrever sobre algo que você (pensa que) entende é que: tem alguém que sabe mais do que você. E não só isso, as criticas evoluem conforme o passar do tempo e você passa a nunca estar completamente satisfeito com aquilo que você produz. E isso é, pelo menos pra mim, lindo. A parte mais positiva das observações construtivas (e acredite, até das destrutivas) é que elas lhe dão uma oportunidade de evoluir, seja nos seus estudos sobre o esporte ou sua forma de colocar esses pensamentos. É isso que dá vontade de levantar todo dia tentando melhorar, seja qual for a face da vida.
Ah, eu continuo não me achando um especialista de nada. Sou um jovem recifense que ama um esporte e que graças a Deus (e a internet) tem um espaço de escrever umas palavras sobre o que ele ama.

Sobre as pessoas, eu continuo achando que essa foi a parte que mais me trouxe alegria nesse tempo de Puck Brasil. Alguém disse uma vez (infelizmente não recordo o autor de tal frase) que o importante não é o quanto você ganha na vida mas as pessoas que você conhece. Eu, graças a Deus e ao @PuckBrasil1 pude conhecer pessoas maravilhosas e que pude desenvolver uma boa amizade ao longo de todo esse tempo. São por essas pessoas que esse espaço foi criado e existe até hoje. Quando o disco laranja nasceu (acredite, Disco Laranja foi o primeiro nome que pensei para o Puck Brasil), eu sempre quis que ele fosse um espaço no qual as pessoas pudessem participar de sua criação de materiais, do debate em nossos espaços e na divulgação da nossa palavra para o mundo.

“Minha visão da NHL hoje? A mesma de 1 ano, 2 anos atrás. Todo esse universo que a engloba se tornou especial demais pra esqucer, a liga continua equilibrada, os veteranos, os rookies explosivos…; em 8 meses eu vivi minha 1* temporada, meus 1* playoffs, 1* draft, a saudade do tempo sem jogos e a alegria de sua volta. E agora neste 200* post, gostaria de agradecer a todos que leem o Puck Brasil e que nós possamos ficar juntos por mais 200 posts!”

Hoje eu posso dizer que muita coisa mudou entre 15/10/2013 e 15/02/2017. Eu envelheci 4 anos, mudei radicalmente de faculdade e a forma que eu penso a vida, pensei em acabar as atividades do Puck por mais de 10 vezes, me viciei ainda mais em café e outros causos que só este post não seria capaz de contar. Mas uma coisa posso afirmar que segue a mesma: Eu sigo amando esse esporte como amo meus melhores amigos ou como amo minha futura profissão. Realmente, esse universo é bom demais pra esquecer. Digo mais, esse universo cruzou com meu universo “Não Puck Brasil” (acredite, existe um homem behind the puck e ele tem vida própria, HOW ABOUT THAT?!?!) e não sei dizer quando um começa e o outro acaba. Costumo dizer para amigos e amigas mais próximas que eu sou um veterano que vive assinando contratos de um ano com valor mínimo para seguir na liga. Eu sigo amando o que faço, sigo me divertindo muito em escrever, pensar coisa nova e conhecer gente nova, nesses quase quatro anos dá pra dizer que nunca estive tão feliz por estar aqui. E enquanto esse pobre homem estiver feliz (e enquanto os nossos leitores e leitoras seguirem conosco), o Puck seguirá aberto. Para encerrar essa parte, utilizo duas frases do grande Mike “Doc” Emrick, o maior narrador de hóquei que vi e ouvi na vida. Quando foi indicado ao Hall da Fama americano do esporte, ele disse que “uma pessoa é sortuda quando Deus lhe concede um trabalho que ela aproveite” e depois, em entrevista ao quadro “Real Sports” da HBO, disse “Eu sempre quis um trabalho divertido e eu o queria muito. Se você quer muito conquistar algo, por que não ir atrás?”. Esse é o “trabalho” mais divertido do mundo e eu sigo o querendo muito.

Jesus with a great glove save!

Por último, acredito que o parabéns pelos 4 anos não cabe só a mim. Gostaria de extender as congratulações e agradecimentos a Deus (POR FAVOR DEUS, FAZ MEU FLAMES GANHAR A COPA), a minha mãe (que mesmo não entendendo nada e nem gostando de esportes, nunca limitou meu trabalho) e aos amigos e amiga: Thiago Farias, Andoni Campos, Beatriz Castelo Branco (GRANDE PIPIUCOTA), Matheus Nascimento, Erlan Valverde, Lucas Mendes, Mattheus Prudente, Rafael Carvalho e Rodrigo Souza que fazem parte da equipe do Disco Laranja. Além dos amigos e amigas que sempre nos ajudam com alguma dica ou uma força quando precisamos. Por último: Parabéns e obrigado pro amigo leitor e pra amiga leitora, o verdadeiro dono do Puck Brasil.

Que nós possamos ficar juntos por mais 1460 dias.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s