Ovechkin ou Crosby? – Precisamos é parar com essa bobagem

Desde que o mundo é mundo, a tal da raça humana nunca se conteve e se conformou com certos aspectos. Lá na criação, Adão e Eva – já me empolguei – se sentiam tão realizados que cometeram o ato de pecar e serem expulsos do Paraíso pelo “simples” fato de ter um desafio em suas vidas. Ou seja, algo novo, diferente, fora da curva, etc.

Na área dos esportes, as comparações sempre assolaram e geraram dúvidas, perguntas e questionamentos sobre quem é melhor que vem. Quem nunca se deparou com: “Cristiano Ronaldo é melhor que Messi“, “Kobe Bryant sempre foi e sempre será mais completo que LeBron James“. Claro, existem alguns termos/esportes que são inquestionáveis, como por exemplo, Pelé ser o melhor da história do futebol, ou para o nosso amado hóquei, Wayne Gretzky ser incontestável.

Ainda há aqueles que contestem isso, do qual eu sinto pena…

Hoje a discussão mais sadia que envolve jogadores em atividade é a amarga decisão de escolher quem é melhor: Alex Ovechkin ou Sidney Crosby. Sabe quando criança, na hora de montar um time de futebol pra jogar na rua, você tem que tirar par ou ímpar e tem pelo menos dois garotos que se destacam e mesmo que você perca a disputa do mesmo, você ficará (em tese) com o segundo melhor? Então, é isso – o que não é pouca coisa.

Pois bem… Chegamos ao ponto de tentar dissecar qual seria a melhor escolha para seu time, no caso você vença a disputa no par ou ímpar e terá a “triste missão” de escolher Ovechkin ou Crosby. – Espera ai, eu disse isso mesmo? “Triste missão”, sabe se lá de onde eu tirei isso.

Para tentar argumentar, abaixo os prós e contras – se é que existe – de cada um deles:

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Alex Ovechkin, 31 anos. Na liga desde 2005 e 1001 pontos na carreira.

Pró: Fisicamente Ovi é um animal – no bom sentido. Tem um vigor físico invejável. Há uma história que diz que quando o jogador se mudou para os Estados Unidos, ele fez questão de escolher um prédio que não tinha elevador para que ele pudesse subir e descer as escadas nas horas vagas para manter o físico. O que deu certo.

Individualmente é um dos jogadores mais letais do planeta a tal ponto da equipe do Washington Capitals “desenhar” um power play para aderir ao seu poderoso onetimer slapshot – foram inúmeros gols assim. Os adversários sempre sabem como será o PP dos Caps, mas sempre acabam levando gol mesmo assim.

Contra: O que sobra do camisa 8 da capital americana, falta no quesito coletivo. Não que isso seja exclusivamente uma falha de si como um toda. Até hoje foram apenas três títulos coletivos e não fora na NHL que isso veio. Foram três conquistas com a seleção russa no Mundial da IIHF em 2008 (Canadá), 2012 (Finlândia) e 2014 (Bielorrússia).

Outro argumento que complica a vida do russo, é os recentes “fracassos” nos playoffs da NHL, o que pesa contra e leva consigo o termo de pipoqueiro – do qual eu discordo plenamente.

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Sidney Crosby, 29 anos. Na liga desde 2006 e 983 pontos. Dois títulos de Stanley Cup.

Pró: Se o único argumento de Sid The Kid fosse os dois títulos de Copa Stanley (Pittsburgh Penguins) seria o suficiente, mas o mesmo é uma máquina de títulos. Atual campeão da NHL, Crosby já ergueu a taça em 2009 e também foi campeão Olímpico com a seleção canadense por mais duas oportunidades: 2010 Vancouver (Canadá) e 2014 Sochi (Rússia).

Tais conquistas mostram que Crosby é um líder nato dentro da equipe defende, visto que, nas quatro conquistas mais importantes de sua carreira, foi capitão, MVP e tudo mais que tem direito.

Contra: O que Ovechkin esbanja saúde, Crosby fica a um pouco a desejar. Com inúmeras lesões na carreira, o camisa 87 perdeu muito tempo devida concussões e pequenas lesões que o afastaram dos rinks por várias vezes.

Esse argumento é bem subjetivo – eu sei, não me leve a mal -, e o fato de se lesionar com mais facilidade que o rival russo, não seja exatamente o que eu deixaria de escolhe-lo caso ganhasse o par ou impar. É apenas um argumento que precisa ser posto na balança já que está a uma “meia-concussão” de ter que encerrar a carreira, já que foram duas: 1º de janeiro de 2011 (do qual ficou de fora da pós temporada) e 10 de outubro de 2016.

Isso nos mostra que é praticamente impossível chegar a uma conclusão de qual jogador é melhor, ou qual é mais ou menos importante para suas respectivas equipes. Isso não existe. Vamos combinar uma coisa? – Deixe a história ser escrita, não perca tempo com isso e aproveite o que cada um pode render de melhor.

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