Melhor de 7 – Edição 5

BEM VINDOS A MAIS UMA EDIÇÃO DO MELHOR DE 7! Depois de uma semana sabática não intencional, os 4 grandes: Thiago (@hoqueifanatico), Lucas (@lucas_flames e @CGYFlamesBR), Mateus Luiz (@MatsBats23) e Mattheus Prudente (@WCapitalsBR) se reuniram para discutir a liga mais uma vez.

  1. Porque o grande público da NHL insiste em criar novas gerações de duelos (ex: Matthews vs McDavid) se os antigos continuam MUITO bem?

Lucas:  Puro marketing. É apenas mais uma estratégia para vender entre os times envolvidos. É uma estratégia legal por muitas vezes, até abusarem disso e forçarem demais, como tem acontecido com Matthews e McDavid.

Thiago:  Porque a mídia vende esses duelos como supostas rivalidades para vender os jogos, etc e tal. É interessantes destacar, mas eles acabam passando do ponto e forçando e isso se transfere para a torcida. Já falei sobre isso de outras vezes, então acho que não vale ficar batendo na mesma tecla.

Mateus Luiz: É o que vende, feliz ou infelizmente. Toda liga precisa de novas rivalidades, seja entre clubes ou jogadores. É claro que McDavid e Matthews ainda farão grandes duelos no tempo que estiverem na liga (ou até podemos falar de duelos mais próximos como Laine x McDavid ou Matthews vs Eichel) mas é importante não desmerecer os “velhinhos” que estão aí e fazendo bonito, exemplo disso é o capitão do Penguins Sidney Crosby que vem tendo uma das melhores temporadas da carreira, pelo menos estatisticamente falando.

Mattheus Prudente:  Acredito que as pessoas estão vendo o fim de jogadores como Jaromir Jagr, Alex Ovechkin e Sidney Crosby cada vez mais próximo, isso causa uma obrigação em se renovar as rivalidades na liga. Por isso Eichel x McDavid, principalmente, estão sendo muito falados nas mídias da NHL.

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Enquanto não forçarem tanto, essa rivalidade pode ser interessante. (Foto: Mark Blinch/NHLI via Getty Images)
  1. Outro ano novo se aproxima e teremos outro outdoor game com o Blackhawks, quais times você gostaria de ver jogando ao ar livre?

Lucas: Eu, particularmente, adoraria muito ver um Flames vs Oilers no McMahon Stadium em Calgary. Mas também gostaria de ver outros times jogando ao ar livre. Todo ano são sempre os mesmos escolhidos pela liga. Acho que deveria ter uma rotação anual. Seria mais interessante para todos.

Thiago:  Predators e Hurricanes já deveriam jogar em estádio aberto, além de Sabres e Devils, por exemplo, voltarem a esse tipo de jogo. Mas a NHL insiste em colocar os mesmos times sempre, tudo bem que há o quesito audiência, mas mesmo assim tem outros times que conseguem segurar audiência também além do Blackhawks.

Mateus Luiz: Minha primeira opção seria Flames x Oilers mas os filhos de McDavid jogaram contra o Jets no Heritage Classic nesse ano. Seria legal ver um Flames x Canadiens outside, falando de times americanos, Predators e Stars também merecem um jogo fora da casinha.

Mattheus Prudente: É interessante que os times das cidades mais frias joguem mais em jogos ao ar livre, muito pela parte estética (neve em um jogo de hockey é algo interessante) e também para não ter danos no gelo do rink, como ocorreu em Washington. Defendo que Wild e Bruins joguem mais em outdoor games, muito para fugir da “mesmice” que a NHL causou colocando os Blackhawks quase todo ano nessas partidas.

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Que time você gostaria de ver jogando outdoor? (Foto: Getty Images)
  1. O Avalanche tem um bom core group mas continua com sua saga de derrotas vexatórias, incluindo um 10-1 sofrido para o Canadiens ontem, qual o principal problema dos comandados de Jared Bednar?

Lucas: O time alem de não ter confiança, falta união e trabalho em equipe. Duchene e MacKinnon são bons jogadores, e eles ainda tem a lenda Jarome Iginla no elenco, que mesmo nos seus 39 anos, ainda pode ser decisivo.

Thiago:  O problema é que não basta ter boas peças, em um esporte coletivo a capacidade de fazer os jogadores trabalharem junto dentro de um bom esquema tático é muito mais importante do que a individualidade. É o coletivo que falta ao Avalanche, algo que o Bednar não tem conseguido fazer funcionar e é o motivo de o Avalanche estar tão mal.

Mateus Luiz: A confiança é o principal problema da equipe, antes mesmo desse atropelamento sofrido contra o Canadiens, esse mesmo Avs tinha batido o Bruins no TD Garden. É verdade que o Avalanche tem uma core group interessante, o problema é que o elenco de apoio da equipe fica abaixo do esperado e vem muito mal. A equipe regrediu depois da conquista de divisão em 2014 e parece estar chegando em uma “estaca zero”, se o nível de jogo seguir assim será difícil pensar em Bednar no comando da equipe em 17-18.

Mattheus Prudente: A defesa deles é extremamente fraca, o que prova que apenas bons jogadores não formam um bom time, e sim o conjunto de tudo. Mesmo com Duchene e MacKinnon jogando bem, também não se pode confiar no ataque do Avalanche, então é difícil ter um time que não tem defesa nem ataque confiáveis.

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É Avalanche… 10-1 foi feio demais. (Foto: Graham Hughes/The Canadian Press via AP)
  1. Carey Price quis mandar ao mundo um recado de que ele está pronto para se defender quando houver um choque com adversário. A atitude dele foi correta?

Lucas: Foi covarde, ponto. Agredir um jogador pelas costas e com a cara no gelo? Faça-me o favor, Price e nos poupe dessa infantilidade. Não é o tipo de cenas lamentáveis que gostamos, afinal. Essas são lamentáveis de verdade. E, sinceramente, não caí no papo de que ele estaria “tentando se proteger”. O que ele fez foi covarde, e eu gostaria de ver um posicionamento da liga quanto a isso. Uma suspensão de 3-5 jogos parece interessante, ao meu ver.

Thiago:  Não. Price foi covarde ao agredir o Palmieri usando o blocker enquanto ele estava de costas e sendo segurado pelo Petry e a NHL foi tão ou mais covarde em não suspender o Price. Price ficou nervoso com a situação, que pareceu ser completamente acidental, compreendo isso, mas o que ele fez foi passar e muito dos limites aceitáveis e atacou um colega jogador que no momento estava incapaz de se defender. O próprio Price disse em entrevista que estava tomando uma atitude de se proteger, com tudo o que ele fez foi baixo, sujo, desleal e covarde, se o Palmieri estivesse de pé e com condições de se defender sim seria uma situação de defesa, mas não foi, foi uma agressão covarde. O pior nisso tudo é que o Price escapou de ser expulso da partida e não será penalizado pela liga, imagino se fosse outro goleiro no lugar dele ou se fosse outro jogador no lugar do Palmieri, será que a NHL teria a mesma postura? Acho que não.

Mateus Luiz: Nem de longe. Aliás, foi uma atitude bem covarde e acredito que não seja do caráter dele. Existem formas BEM melhores de se defender do que a escolhida pelo Price, socando um jogador indefeso e estava com o rosto virado pro gelo.

Mattheus Prudente:  Claro que não. Foi uma covardia de marca maior do Price em bater no Palmieri caído. Uma jogada acidental não é motivo para você achar que pode fazer o que quiser com um jogador. Claro, ele já se lesionou antes com pancadas, mas isso não é motivo para querer bater nos outros como se fosse um bêbado brigão, até por que ele é uma das caras da franquia, e isso mancha o nome dos Canadiens.

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Price, isso foi covardia total. (Foto: @HockeyCentral/Twitter, CBC)
  1. Alguns goleiros secundários (backups) tem se destacado atualmente. Entre eles, quem tem se mostrado mais sólido e confiável?

Lucas: CHAD! JOHNSON! Quem diria que o ex-Sabres, que veio cotado para ser o backup de Calgary, tomou a dianteira nos jogos, tirou Brian Elliott, e hoje virou o principal goleiro da equipe. São 6 vitórias seguidas com ele naas redes,  chegando de vez na briga pelos playoffs, e brigando diretamente pelas 3 vagas da divisão Pacífica. Quem diria que Johnson ia ser a cara do gol de Calgary? (#Chad4Vezina).

Thiago: Depois do incrível jogo entre Rangers e Blackhawks é impossível não citar Antti Raanta e Scott Darling, que roubaram o show aquela noite, inclusive Raanta vai para sua terceira partida consecutiva como goleiro inicial essa noite. Outro destaque é Andrey Vasilevskiy, que desde que chegou a NHL faz muito bem esse papel, além de também ter as duplas Howard/Mrazek e  Fleury/Murray, em que os dois goleiros são alternados onde quase é impossível dizer se há um principal. Todos os goleiros citados fazem grandes jogos quando são chamados ao serviço, colocam até os titulares em dúvida por vezes, mas difícil saber se seriam bons goleiros principais de uma franquia.

Mateus Luiz:  Com certeza o nome dele é: Chad Johnson. O cidadão chegou em Calgary escrito em verso e prosa que ele seria reserva de Brian Elliott que chegou na cidade com a pompa de ter feito parte do Blues que tinha chegado na final da conferência oeste. O que ninguém esperava era que Elliott não se achasse e Johnson assumisse a goleira do Flames e o time se transformasse com ele, prova disso é o Flames tendo vencido 6 seguidas e vencido 10 das últimas 14.

Mattheus Prudente: Petr Mrazek com certeza foi se destaca mais por causa que ele é um dos que brigam pela titularidade com o Jimmy Howard, mas vale ressaltar um jogador que começou como backup e está jogando muito, que é o Chad Johnson, do Calgary Flames. Além deles, é bom lembrar de alguns como Scott Darling, Philip Grubauer e Andrey Vasilevskiy.

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Johnson, o backup que vem salvando a temporada do Calgary Flames. (Foto: Sergei Belski/USA TODAY Sports)
  1. O Vegas Desert Knights teve seu pedido de patente da marca negado pela agência americana por causa de um time universitário de mesmo nome e logo parecido. Amadorismo dos dirigentes? O que deve acontecer com a franquia nas proximas semanas?

Lucas: Puro amadorismo não consultar isso antes. A patente deveria ser considerada antes de anunciarem. Bem, acho que o logo e o nome podem ser trocados (Desert Knights, por favor).

Thiago: Foi amadorismo total, deveriam ter esperado a confirmação das patentes para anunciar, além de já terem planos B e C prontos, ao menos. O que vai acontecer depende de como as coisas serão conduzidas, eles tem um logo alternativo que pode virar o principal, além de que pode existir acordo para usar ou comprar a patente do nome, além de que ainda há a alternativa de mudarem o nome do time também.

Mateus Luiz:  Amadorismo total, sem defesa nem contestação.

Mattheus Prudente: Amadorismo da diretoria, mas eu achei até legal, pois Golden Knights é um nome horrível rs.

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Com problemas na patente, existe a possibilidade de Vegas mudar de nome e logo. Amadorismo? (Imagem: CBC)
  1. Ao que parece, o Flames acordou para a vida e agora tem 6 vitorias seguidas e é lider da Pacífica. O time tem capacidade para manter essa boa fase ou será mais um fogo de palha? Chegarão aos playoffs?

Lucas: (Me segurando pra não empolgar, me segurando pra não empolgar…) SEGURA O FLAMÃO DA MASSA AGORA! RUMO A STANLEY CUP!

Brincadeiras a parte, depois do inicio terrivel de temporada, eu não esperava o Flames na briga pelas 3 vagas da Pacífica. São 6 vitórias seguidas hj, e nas ultimas dez partidas, 8-1-1. Tem feito jogos incríveis, como o 6-2 contra o Jets e AQUELE 8-3 contra o Ducks. Acho que Gulutzan finalmente acertou o time, e Cameron achou o seu power play ideal, tanto que tem feito gols nos últimos 5 jogos. A lesão de Gaudreau foi um ponto bom, pois ele voltou on fire e tem pontuado bem. Monahan também parece ter voltado a boa forma. Dougie Hamilton é outro que está muito bem, e a linha dos 3M nem se fala. Gaudreau e Bennett na mesma lina vem rendendo demais, e se continuar assim, esperem ótimas coisas desse time.

Thiago: Creio que o Flames tem capacidade de ir para os playoffs, acredito que uma hora ele vai cair de produção, mas ainda se manter na briga por vaga nos playoffs. Com tudo o contrário pode acontecer e o time começar a vencer e continuar na ponta da divisão, mas o principal é que a equipe se ajustou e pode usar seu potencial nessa temporada. O Flames em teoria é um time que tem o necessário para chegar a pós-temporada e dentro dos jogos vem mostrando que está pronto para isso, mantendo o ritmo em um bom nível, deve chegar lá.

Mateus Luiz: Acredito não clubisticamente que o destino do Calgary Flames é a Stanley Cup! Haha, mas falando sério, com algumas correções a equipe pode chegar forte na disputa pela divisão. Troy Brouwer ainda pode melhorar seu jogo, assim como TJ Brodie. O ponto mais importante é que a equipe consiga vencer algumas partidas quando Brian Elliott estiver na goleira, Chad Johnson não vai manter esse desempenho até a metade do ano que vem.

Mattheus Prudente: Acredito que os Flames tem capacidade para se manter na zona dos playoffs, mas não para ser um dos principais times da conferência. Talvez se classifiquem na última vaga de Wild Card, mas não acredito neles para vencerem a divisão e muito menos para serem favoritos a chegarem na Stanley Cup.

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O Flames está jogando muito nos últimos jogos. Vai continuar assim? (Foto: Sergei Belski/USA TODAY Sports)

 

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