TOP-FIVE: Os principais veteranos que se aposentariam hoje sem ter uma Stanley Cup

TOP-FIVE: Os principais veteranos que se aposentariam hoje sem ter uma Stanley Cup

Da mesma maneira que as outras ligas dos esportes americanos, na NHL há jogadores históricos que se encaminham para NÃO tocar no troféu mais cobiçado de seus respectivos esportes. Na nossa lista de logo mais, citaremos seis jogadores (no topfive? Ah, você vai entender) que ainda estão atuando, são grandes ídolos de seus times e até mesmo da liga toda, mas ainda não faturaram a sonhada Lord Stanley.

Na NFL, por exemplo, podemos citar nomes como Larry Fitzgerald (Arizona Cardinals), Jason Witten (Dallas Cowboys) e Adrian Peterson que ainda estão em atividade – já veteranos, é bem verdade -, mas que ainda podem ser campeões.  A MLB chega a ser cruel com Miguel Cabrera (Detroit Tigers), do mesmo modo que a NBA está sendo com Carmelo Anthony e Derrick Rose (ambos no New York Knicks). Puxando para o lado mais popular, Dale Earnhardt Jr – pelo qual eu torço (errr… sofro) muito – está longe de levar o seu carro 88 (Hendrick Motorsports) para o topo na NASCAR e sequer chegar perto dos sete títulos de seu pai, Dale Earnhardt.

Sem mais delongas, vamos à lista dos jogadores que estão prestes a se aposentar (uns pouco mais, outros pouco menos) e ainda não tiveram a honra de ser campeão.

  • Henrik Lundqvist – New York Rangers

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Estamos falando de um dos goleiros mais respeitados da franquia (Original Six) New York Rangers e da NHL. “King” foi draftado pela equipe de Manhattan em 2000, mas vira estrear de fato na liga em 2005 e já chegou mostrando a que veio com 30 vitórias em 53 jogos disputados, um save% de .922 e uma média de 2.24 gols sofridos por jogo.

Não seria justo dizer que o goleiro sueco nunca teve um time a sua altura – não que seja cruel ou mentira –, mas fato é que sua verdadeira chance de ser campeão foi em 2014, quando então disputou sua primeira final de Stanley, mas o sonho acabou com Alec Martinez marcando o goal winning game do Los Angeles Kings no jogo 5 no Staples Center graças a um rebote de Lundqvist. Que ironia.

Passado duas temporadas desde então, hoje os Rangers corre por fora na briga por uma vaga na Stanley, atrás do rival Pittsburgh Penguins. Poderá ser mais um ano em branco para o camisa 30.

  • Jarome Iginla: Colorado Avalanche

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No começo da temporada de 2003-04, quando Jarome Iginla foi nomeado o 18º capitão do Calgary Flames, estava nascendo ali uma lenda. Para muitos torcedores esperavam que ali surgisse o franchise player de Calgary. Aquele jogador que carregaria e tocaria o piano – o que nunca fora uma mentira. Porém, na metade da temporada de 2012-13 o mundo acabou naquelas bandas canadenses e Iginla disse “adeus” e foi para o Pittsburgh Penguins atrás de sua primeira Copa. Parecia que aquele seria o ano do camisa 12, os Penguins montaram um verdadeiro esquadrão com Iginla, Douglas Murray, Brenden Morrow, James Neal, Brandon Sutter, Jussi Jokinen, além de claro, Evgeni Malkin e Sidney Crosby. Mas nada feito. A equipe da Pensilvânia foi varrida nas Finais do Leste pelo Boston Bruins e ao término daquela temporada, Iginla jogou no mesmo Bruins, mas apareceu o Montreal Canadiens na segunda rodada dos playoffs e novamente adiou os planos de Iggy.

No verão de 2014, Iginla assinou (talvez seu ultimo grande) contrato com o Colorado Avalanche por três temporadas no valor de 16 milhões de dólares e desde então a equipe não lhe deu condições para encostar na taça, já que desde então a equipe não participa da pós-temporada.

Por essas ironias da vida, Iginla nunca teve tão perto da Stanley Cup, quando na temporada de 2004, quando o seu Flames, perdeu para o Tampa Bay Lightning na Flórida no jogo 7. – A vida tem dessas –.

  • Henrik e Daniel Sedin (Vancouver Canucks)

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Conseguir draftar dois bons jogadores sendo escolha 2 e 3 no recrutamento da NHL parecia um sonho impossível para qualquer general manager até o Vancouver Canucks assim o fizer. Isso graças a um árduo trabalho dos bastidores da equipe canadense, diga-se de passagem. Pois bem, foi assim que Henrik e Daniel Sedin foram apresentados ao mundo do hóquei.

Em seus primeiros anos na liga, os irmãos mostraram um entrosamento que parecida dar certo em curto prazo se a franquia assim os ajudasse. E eis que então, na temporada de 2010-11 a equipe voou durante a temporada regular faturando o President’s Trophy com 117 pontos, 10 a mais que o Washington Capitals, segundo colocado no geral.

O desfecho daquela Stanley Cup, perdendo o jogo 7 em casa para os Bruins, por mais trágico que parecesse, não foi o pior dos males para a equipe de Vancouver. Depois disso o time de British Columbia se desmanchou com as saídas de Ryan Kesler (Anaheim Ducks) e Roberto Luongo (Florida Panthers). Desde então a equipe vem colecionando saídas de jogadores importantes e mantendo a permanência dos Sedin Brothers, que sinceramente estão mais longe do que nunca de realizar o sonho de levar a Copa para a Suécia.

  • Alex Ovechkin (Washington Capitals)

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Ser primeira escolha no draft tem lá suas “desvantagens”. Como diria Ben Parker – fãs de HQs como eu entenderão – (tio do Homem Aranha) disse uma vez: “Grandes poderes trazem grandes responsabilidades” não deixa de ser verdade.

Alex Ovechkin (falei dele aqui) tem sua parcela de culpa pelo até hoje insucesso do Washington Capitals nos playoffs. A fama de pipoqueiro que o assola, em muita das vezes se deve ao fato do camisa 8 ter peso demais sobre seus ombros e não conseguir carregar tamanho o mesmo e a equipe fracassar na hora do “vamos ver”. A temporada passada foi mais uma prova de que falta um Robin pra Ovechkin. Os Caps levaram o President’s Trophy e após vencer o Philadelphia Flyers em seis jogos, não mostrou reação diante os Penguins e o sonho foi interrompido de novo.

Para ser sincero, desde ranking, os Capitals talvez seja a equipe que mais condições ofereça para finalmente libertar seu jogador desse estigma chato. Mas precisa mostrar ser grande nos momentos grandes, como tio Ben quis dizer.

  • Joe Thornton (San Jose Sharks)

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Big Joe também foi first pick no draft (1997, Bruins) e também carrega consigo o peso que isso tudo representa. Após oito temporadas com a equipe de Massachusetts, Thornton foi parar no San Jose Sharks, na qual se tornaria capitão em 2010 após a aposentadoria de Rob Blake e mais tarde (na temporada passada) o cargo de capitão seria tirado e passado a Joe Pavelski.

A prova de que esse fator extrarink não afetou Thornton, foi à inédita aparição dos Sharks em uma Stanley Cup, mas seis jogos depois contra os Penguins a esperança do camisa 19 foi para o ralo em sua grande chance de levantar o caneco pela primeira vez aos 37 anos de idade. Em uma divisão onde você pode se dar ao luxo de se poupar em determinados momentos da temporada, o veterano pode chegar voando nos playoffs e mostrar que nunca é tarde demais para ser feliz.

Ao fim desta temporada, Thornton se tornará free agent (de luxo?) e então podemos dizer que essa temporada será a sua última com chances de ser campeão? – Aguardemos.

 

 

 

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