A votação para o All-Star Game abriu… Não vamos cometer os mesmos erros

Desde que foi inventado, em meados dos anos 40, o AllStar Game da NHL é um dos mais legais e interessantes dentre as principais ligas americanas. Competições para ver qual o slapshot mais poderoso da liga, ou então acompanhar o desafio dos shootouts, entre outros, chama mais a atenção do que o fatídico e difícil de engolir Pro Bowl da NFL, por exemplo.

– A votação foi aberta ontem (01/12) e você pode votar no: http://www.nhl.com/vote -.

Então, em sua 60ª edição, em Columbus, eis que apareceu Zemgus Girgensons, jogador do Buffalo Sabres e da Letônia (país com pouco mais de 2,3 milhões de habitantes) com mais de 1,5 milhão de votos. Para um jogador de 30 pontos em 61 jogos ficou notório deduzir que sua terra natal teve sua parcela de culpa para ver o jogador letão nos jogos festivos. Tanto que após a “apuração dos votos”, foi dito que 79% dos votos direcionados ao jogador vieram da Letônia.

Ah, neste mesmo evento, o segundo jogador mais votado foi simplesmente Patrick Kane (com mais de 300 votos atrás), que mais tarde naquela temporada viria se tornar o campeão da Lord Stanley com o Chicago Blackhawks pela terceira vez em cinco anos.

A brincadeira pegou – é claro que pegaria – e, na temporada passada não fora diferente. Então com o novo formato, mais o 3 on 3, etc… Os jogadores que recebessem mais votos dentro de suas respectivas divisões seriam os capitães das mesmas no evento. E tivemos surpresa. John Scott, que até então atuava pelo Arizona Coyotes foi o encarregado de assumir o “C” e assim representaria a Divisão Pacífica nos jogos.

O problema nisso é que Scott havia disputado somente 11 jogos e somado 1 ponto na temporada e tentando barrar isso, se iniciou uma “FEIA” guerra para impedir o jogador de atuar no evento – como se fosse culpa dele. Então, os Coyotes – pressionados pelo bando de Gary Bettman – enviou Scott para o Montreal Canadiens que assim o recebeu (de braços abertos). De imediato a equipe canadense o enviou para a AHL, para assim defender o St. John’s IceCaps.

“Jogando” em outra divisão, seria fácil tirar a conquista de Scott e assim o banir do evento – lugar que ele deveria estar (por ser o mais votado) e que também não deveria jamais estar (pelos números na carreira: 11 pontos em 286 e 544 minutos na jaula). Porém, como o formato de votação ele conquistou tal direito e mais tarde Scott o exigiu assim exercer, Bettman e sua trupe se viu de mãos amarradas e teve que engolir seco a participação do enforcer no evento e mais tarde terem que ver o jogador como MVP e entregar ao mesmo um cheque de 1 milhão de dólares, que seria dividido entre os jogadores.

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Scott nos “braços do povo”. Foto via: FoxSports.com

Pensando nisso, a NHL nesta temporada estipulou um termo que assim a protege de quaisquer fans engraçadinhos que queiram colocar um jogador de expressão nenhuma – desculpa o termo – no evento.

Ficou acordado que: Para disputar o evento, o jogador em momento nenhum na temporada deverá ter atuado nas ligas menores de seu respectivo time. Ou seja, no caso de Scott que foi mandado para a AHL dos Canadiens para tentar barrar sua participação.
O jogador para concorrer tal vaga no Jogo das Estrelas precisa estar no roster principal da equipe na data de ontem (01/30) e não sair do mesmo até o dia 26 de janeiro. Neste caso, fica salvo o jogador que fora enviado para a mesma em caso de lesão.

Questionado sobre essa nova regra, John Scott disse que aprova a mesma e que ele esperava que alguma coisa fosse ser feita após esses dois últimos anos. Disse ainda: “É bom. Alguma coisa tinha que acontecer. Acredito que eles queiram que um caso como o meu se repita. Os jogadores que estão na AHL (que não estão feridos), eu acho que eles não devem ser incluídos mais. Acho que foi apenas uma vez e é uma boa regra.” – disse Scott para o Sportsnet.

Enfim, tanto Girgensons, quanto Scott estão longe terem culpas no cartório neste caso. A ideia de você ter o seu principal jogador no evento é válida – Jeff Carter, PK Subban, Ryan Callahan, Evgeni Malkin e Ryan Miller estarão lá se depender de mim -, porém é muito importante haver um critério para a escolha do mesmo para que não se repita uma situação deselegante em todas ocasiões. Você gosta do jogador e vota nele, seu vizinho pode ser relaxado e votar em um John Scott da vida.

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