Melhor de 7 – 4ª Edição

Mais um domingo, mais um Melhor de 7! Nessa semana, os grandes amigos e fãs do hóquei Thiago (@hoqueifanatico), Mateus Luiz (@MatsBats23), Mattheus Prudente (@prudentchkin) e Lucas (@lucas_flames) estão aqui novamente discutindo assuntos da semana. Boa leitura!

  1. Feliz aniversário, NHL! No sábado dia 26, a NHL completou 99 anos de criação. Depois do 99, quem é na sua opinião o segundo melhor jogador da história?

Thiago: Para mim é Bobby Orr pelo simples fato de ele ter mudado completamente a função dos defensores, além dos 915 pontos em 657 jogos. Orr mudou os rumos da liga e do jogo não apenas por fazer algo que era diferente na época, mas também por ser um jogador que aparece apenas uma única vez na História. Por ter sido tão incrível e pioneiro como defensor ofensivo, eu vejo Orr como o segundo melhor jogador que passou na NHL.

Lucas: Não importa o tanto de jogadores que colocamos na lista. Sempre fica entre Bobby Orr, Lemieux e mais um. Por mais q o 66 teve uma carreira pra ninguém botar defeito, o meu voto vai pro Bobby. Os números nesse caso dizem muito. 915 pontos, 657 jogos e sendo um defensor. Sem falar na revolução que ele trouxe para a posição. O meu voto vai para ele.

Mateus Luiz: Essa é uma bela questão. Vou responder usando o coração e a cabeça, haha. Com o coração, eu vou dizer Mike Bossy, right-winger e sniper do New York Islanders durante os anos 80. Se não fossem as lesões, Bossy certamente teria chegado na casa dos 700-750 gols porque ele tinha tamanha qualidade de colocar o puck na rede onde quer que ele estivesse no gelo. Com a cabeça, creio em um empate técnico entre Bobby Orr e Mario Lemieux. Assim como Bossy, Orr e Lemieux sofreram com lesões (e no caso de Lemieux, sofreu com câncer) e tiveram seu potencial “limitado”, esse assunto daria um belo debate para os próximos 100 melhores de 7!

Mattheus Prudente: Eu fico em dúvida entre o Bobby Orr e o Mario Lemieux. Orr é o cara que revolucionou a posição de defensor na NHL, então pra mim ele leva uma vantagem nesse quesito. Jogadores que revolucionam coisas me agradam, então eu diria que Orr é o segundo melhor.

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Bobby Orr, o segundo melhor da história da NHL e do esporte? (Foto: Sal Veder/AP)
  1. Ainda sobre o aniversário da liga, quais os momentos da história da liga que mais te marcam?

Thiago: O gol de Bobby Orr que deu a Stanley Cup em 1970, o título do Philadelphia Flyers em 1974 quebrando a hegemonia dos Original Six que durava desde 1928, o gol de Brad May no overtime do jogo 4 que decretou a varrida do Boston Bruins (“MAY DAY! MAY DAY! MAY DAY! BRAAAAAAD MAY!”), e claro, como torcedor do New York Rangers gostaria muito de ter visto a incrível campanha de 1993-94.

Lucas: Bem, nesse caso irei citar dois, ambos relacionados ao Calgary Flames. Primeiramente, o que eu vi, que foi a série contra o Canucks em 14/15. Foi a minha primeira temporada assistindo de verdade a NHL e pra mim, aquilo teve um significado imenso. A minha euforia quando o Flames virou aquele jogo 6 ficou entre os melhores sentimentos relacionados ao esporte que eu já senti. Outra coisa que me marcou muito foi a corrida pela Stanley Cup do Flames em 2004, quando a cidade abraçou o time e a torcida passou a ser conhecida como C of Red. Eu queria muito ter presenciado esse momento.

Mateus Luiz: Antes de nascer, haha, acho que o gol de Bobby Orr contra o St. Louis Blues em 1970 (aka The Flying Bob) e o título do meu Calgary Flames são sempre importantes, vale lembrar também do gol de Stephan Matteau contra o Devils na final da conferência leste de 1994. Depois de nascer mas antes de conhecer o esporte, sempre gosto de lembrar do gol marcado por Steve Yzerman contra o St. Louis Blues de Wayne Gretzky no jogo 7 das semifinais da conferência oeste em 1996. Devidamente nascido e conhecendo o esporte, momentos como o Flames ganhando sua primeira série de playoffs em 12 anos e toda Stanley Cup Final é sempre importante.

Mattheus Prudente: Na história da liga, eu gosto do New Jersey Devils de 1995. Comandado pelos pontos de Stephane Richer e o goleiro Martin Brodeur, é interessante ler o ano desse time. Também gosto do time do improvável, o Los Angeles Kings em seu primeiro título. Infelizmente meu time ainda não possui um título, mas, no pouco tempo de liga que eu tenho, eu amo o gol de Kuznetsov no jogo 7 contra os Islanders em 2014 hahaha.

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Nesses 100 anos de liga, qual o momento mais marcante pra você, caro leitor? (Créditos: NHL)
  1. A NWHL na semana passada teve de cortar salários de suas jogadoras para continuar sobrevivendo, como a NHL poderia ajudar?

Thiago: A NHL poderia assumir a posição não apenas de uma grande liga, mas de fomentadora do esporte. Sua saúde financeira seria muito bem vinda para ajudar a NWHL, mas infelizmente a NHL se preocupa apenas consigo mesma e não toma uma atitude parecida com a da MLB ou NBA de fomentar o esporte para ajudar sua liga a crescer.

Lucas: Eu acho que a NHL poderia abraçar a liga e dar suporte as jogadoras, sem falar que, sendo a maior liga do planeta, iria dar um exemplo para as outras ligas maiores e ajudar o esporte a crescer cada vez mais.

Mateus Luiz: Eu penso que a NHL poderia fazer com a NWHL algo parecido com que a NBA fez com a NWBA. Talvez não seja financeiramente tão vantajoso para a NHL assumir os “problemas” da liga feminina MAS ter a oportunidade de desenvolver o esporte entre as meninas e criar novas gerações, além de criar uma ótima imagem para a liga, faz com que novas torcedoras e atletas acompanhem e pratiquem o esporte.

Mattheus Prudente: Eu acho que muita coisa associada aos dois poderia mudar. Poderia se formar um grande fundo de apoio com cada time da NHL, quase como se os times da NWHL fossem seus afiliados, como fazem com a AHL, assim os times ajudariam financeiramente e tornariam o hockey de mulheres mais atrativo e praticável.

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O hóquei feminino nos Estados Unidos passa por dificuldades. O que a NHL poderia fazer? (Foto: USATSI)
  1. Entrou-se em discussão na NHL e na NBA o fim dos back-to-backs. O quão bom seria isso pra uma equipe? O quão ruim? Como fazer isso caso fosse aprovado?

Thiago: Isso reduz o desgaste físico dos jogadores, mesmo nas atividades físicas amadoras o descanso é importante porque o corpo precisa se recuperar do desgaste, imagina no nível de alta performance que uma liga como a NHL tem. Não sou completamente contra os back-to-backs, mas eles deveriam ser reduzidos e após um back-to-back deveria ser dado um descanso um pouco maior ao time, além de banir isso do calendário dos playoffs, como infelizmente ainda acontece algumas vezes na NHL.

Lucas: Menos cansaço físico para a equipe e mais tempo de descanso, o que é ótimo para a equipe. Vou citar um exemplo que eu estou vendo. O Flames foi por muito tempo o time com o maior numero de jogos seguidos na liga, e na road trip que estão fazendo, já jogaram back-to-backs na ultima semana e irão jogar mais um hoje, domingo, e na segunda… Mas uma mudança radical assim pode ter ampla rejeição. Acho que deveriam diminuir gradativamente a quantidade de back-to-backs.

Mateus Luiz: Não tenho números que comprovem o impacto de back-to-backs em lesões de jogadores. Mas existem alguns times na NHL que tem belos números em nos segundos jogos do b2b, se estudado o impacto disso e se mostrar que o descanso é positivo, deve ser adotado.

Mattheus Prudente: Os back-to-backs são algo muito mais intenso na NHL do que na NBA. Isso seria bom pra alguns times do Canadá, por exemplo, que às vezes precisam pegar uma viagem longa depois de um jogo longo num dia para jogar no outro, mas seria ruim pois, para fazer isso, seria necessário acabar com a pré-temporada ou diminuir o tempo de férias dos jogadores, o que tornaria a liga um pouco mais longa.

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Os jogos back-to-back são um problema, mas a extinção deles seria totalmente boa? (Foto: NHL)
  1. Alex Ovechkin vem tendo o seu tempo de jogo diminuído drasticamente nas últimas duas temporadas, inclusive com jogos nos quais ele esteve menos de 15 minutos no gelo, você concorda com esse tipo de estratégia?

Thiago: Acho que essa é uma pergunta que pode ir muito mais a fundo do que simplesmente na estratégia de jogo. Talvez haja uma condição física por trás dessa estratégia, pode ser que o próprio Ovechkin não consiga ficar tanto tempo no gelo quanto anteriormente e continuar a produzir o que se espera dele, quanto menos desgaste físico mais simples é para um jogador render em alto nível e eu creio que essa é a filosofia atual acerca do número 8 de Washington.

Lucas: Convenhamos, por melhor que Ovi seja, a idade chega. Ele, com seus 31 anos, sua forma física está em declínio. Ele pode não aguentar mais tanto tempo no gelo. A condição física pode ser ruim, mas por outro lado, ele é decisivo. Um chute a gol dele pode venceruma partida. É uma estratégia bem controversa

Mateus Luiz: No caso de Ovechkin, o motivo para o TOI menor do russo é que ele chegue nos momentos decisivos do jogo descansado de alguma forma. De um lado, quando você tem uma estrela como Alex Ovechkin no elenco, você pensa em usar a estrela pelo maior tempo possível e em todas as ocasiões do jogo. Por outro lado, conforme a idade vai chegando é de se esperar que você esteja menos minutos no gelo mas que esses sejam minutos de mais qualidade. É normal mas eu como grande fã do russo gostaria de ver o camisa 8 um pouco mais no gelo

Mattheus Prudente: O rendimento de Ovechkin no começo da temporada estava mais fraco por causa que ele tinha que jogar mais tempo. Saber usar ele com inteligência é o que está fazendo ele recuperar a sua confiança e fazer gols, além do mais, os Capitals tem muitos jogadores para jogar no lugar dele na primeira linha, isso dá ao time o “luxo” de descansar sua estrela para os momentos decisivos do jogo.

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Ovechkin: idade chegou, só má forma física ou apenas opção do treinador? (Foto: USATSI)
  1. Durante a apresentação do novo time da NHL, Vegas Golden Knights, o dono do time Bill Foley prometeu que a equipe ganharia uma Stanley Cup em até 6 anos. Você acha possível essa promessa ser cumprida?

Thiago: Sim, é possível. Vale lembrar que na história recente da NHL o Florida Panthers chegou a Stanley Cup em sua terceira temporada na liga, então é possível Foley e seus comandados fazerem isso, basta fazerem um ótimo trabalho já desde agora para selecionar os melhores jogadores, fazer bons contratos com free agents e tudo mais. Vale lembrar que ele falou em um tom de piada que poderia vencer a Stanley Cup em 6 anos, mas ainda sim é possível.

Lucas: Possível é, depende muito do time que eles vão montar, mas temos que pensar: eles estão na divisão pacífica, onde Ducks, Kings, Sharks, Oilers e até o Flames brigam por 3 vagas, agora vem Vegas… é bem possível que fiquem uns 5 anos sem nem ver a cor dos playoffs.

Mateus Luiz: Honestamente? É mais fácil que a NHL se expanda para 40 times nesse espaço de tempo. Tendo algumas expansões como exemplo: O San Jose Sharks nasceu em 1992 e só alcançou sua primeira final de conferência em 2004 e só chegou em sua primeira SCF doze anos depois. O Minnesota Wild que nasceu em 00-01, fora o playoff run mágico de 2003 no qual chegou a final da conferência oeste, nunca passou do segundo round. E o Columbus Blue Jackets , também nascido em 00-01, só foi aos playoffs em duas oportunidades. Tem muitos fatores que podem dar certo ou errado e que acabem influindo na conquista da Stanley Cup ou pelo menos em un time competitivo por muito tempo. Será quase um milagre de proporções bíblicas caso o Golden Knights consiga beijar Lord Stanley nesse espaço tão curto de tempo.

Mattheus Prudente: Não. Não é possível. Essa é mais uma estratégia para chamar torcida do que qualquer coisa. Com o equilíbrio da liga e com vários times se candidatando para campeões no próximos anos (alguns inéditos, como Capitals e Sharks), acho difícil que Vegas esteja no topo pelo menos nos próximos 10 anos.

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Bill Foley, falou demais, jogada de marketing, ou ele realmente está falando sério? (Foto: NHL)
  1. O Arizona Coyotes anunciou um projeto de nova casa em Tempe, região metropolitana de Phoenix, em parceria com a Arizona State University. O ginásio ficaria no mesmo distrito que as facilidades atléticas da universidade e teria capacidade para mais de 16 mil pessoas, além de um segundo ginásio para 4 mil pessoas que seria centro de treinamento da equipe e de uso da universidade. Esse plano, vindo a ser executado, pode assegurar a franquia no Arizona?

Thiago: Creio que esse plano de levar o Coyotes de volta a região de Phoenix já atrairia mais pessoas ao ginásio para ver o time, mas essa parceria com a Arizona State University pode fazer o time ser mais abraçado pela população local. Esportes universitários são extremamente populares nos EUA, assim se o Arizona Coyotes conseguir usar essa condição e além de ter estruturas melhores, essa mudança pode garantir o futuro da franquia no Arizona. E particularmente falando, acho incrível para a liga ter times em uma região não muito óbvia para o hóquei no gelo, isso ajuda a espalhar o esporte , então torço para que dê certo.

Lucas: Com toda a certeza. Coyotes voltando a Phoenix já é uma boa, agora, com essa parceria com a Arizona State… eles com certeza vão ficar onde estão se esse projeto ir para a frente. E isso é uma ótima noticia para qualquer fã do hóquei, até porque teremos 2 times em uma região que, sinceramente, não é muito a cara do hóquei.

Mateus Luiz: Eu ficaria muito surpreso se depois desse projeto concluído, o Coyotes ainda assim sofresse alguma ameaça de deixar Arizona. O próprio Gary Bettman disse que esse projeto coloca um fim em todos os rumores de saída da franquia. Como nada é garantido até que esteja garantido, vale sempre ficar de olho.

Mattheus Prudente: O maior problema da NHL com o Arizona Coyotes é a prefeitura de Glendale, que não ajuda a equipe e não dá uma boa estrutura para a liga. Com um novo ginásio, isso tranquilizaria a NHL e pode sim manter a equipe no Arizona, mas isso precisa ser rápido, pois não acho que a liga vai ter paciência até a construção do novo ginásio. Eles podem considerar dividir a Talking Stick Resort Arena com o Phoenix Suns até isso.

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Coyotes mudando de casa? Será que a franquia vai se estabelecer por completo em Tempe? (Foto: ABC)
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