Melhor de 7 – Edição 3

Saudações nação puckiana! Sejam bem vindos a mais uma edição da nossa querida mesa redonda, o melhor de 7! Nessa terceira edição, Thiago, o @hoqueifanatico; Mateus, o @MatsBats23; Lucas, o @lucas_flames, e Mattheus, o @prudentchkin se reuniram e discutiram os principais assuntos que surgiram durante a semana. Boa leitura!

  1. Como a NHL pode evitar que as estrelas sofram menos com os “slashes” e outras “pegadas” mais fortes buscando evitar lesões como as que Johnny Gaudreau sofreu após ter seu dedo quebrado num slash de Eric Staal?

Thiago: No caso do Gaudreau os árbitros foram em parte responsáveis, eles permitiram diversos slashses no jogador até que um deles acabou quebrando um dos dedos. Nesse caso a NHL deveria chamar a atenção dos árbitros e também punir os jogadores individualmente, além da equipe por ter feito esse rodízio e tomado uma atitude desleal. E assim deveria ser feito para coibirem os jogadores de tomar qualquer atitude que possa machucar um companheiro de profissão, além de falar para os árbitros ficarem atentos a esses padrões dentro do jogo que podem ser perigosos  e acabar lesionando alguém.

Lucas: A resposta é bem mais simples do que se espera. Punir mais severamente os jogadores e também os árbitros que foram coniventes. No caso do Gaudreau, foram VINTE E UM slashes, todos no pulso e na mão da jovem estrela, em um rodízio promovido pelo Wild. Foi algo muito desleal, e até sujo, com um atleta adversário. Os hits mais fortes e mais desleais também precisam ser mais punidos, pois o risco de uma lesão mais séria nesses lances, mesmo com a proteção dos atletas, é altissimo e pode encurtar muito a “vida útil” de um jogador.

Mateus Luiz: Punindo mais. Apesar de ser simples, quando você começa a punir mais os times que usam essas “armas sujas” e os adversários começam a fazer eles pagarem, a tendência é que isso diminua. Mas isso não é só de slashes e coisas desse tipo, pra provar isso é só ver os hits criminosos de Matt Martin e Alexei Emelin no Leafs x Canadiens de ontem. A liga precisa pensar mais em segurança de forma geral.

Mattheus Prudente: Orientação dos árbitros e punição mais pesada para esse tipo de jogada. Não é a primeira vez que o slashing entra em discussão, mas desde que PK Subban quebrou o pulso de Mark Stone nos playoffs de 2014, eu acho que os slashes intencionais deveriam excluir o jogador de muitos jogos na liga.

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Os vários slashes que Gaudreau recebeu durante o jogo contra o Wild vão custar 6 semanas ao atleta. O que precisa ser feito para diminuir esses acontecimentos? (Foto: Bruce Kluckhohn/Getty Images)
  1. Las Vegas revelará seu nome e logo entre outros anúncios importantes nessa terça. Qual franquia/cidade tem chance de aparecer na NHL nos próximos anos?

Thiago: Pete Karmanos quer vender o Hurricanes há algum tempo, e com a história atual de que ele passou a aceitar vender para quem possa tirar o time de Raileigh, podemos ver em breve uma realocação do Carolina Hurricanes. Isso coloca Quebec com grandes chances de ter uma franquia na NHL novamente, já que seu pedido de expansão foi deferido por alegados problemas geográficos.

Além disso, deve haver em breve um processo de expansão para igualar o número de times nas conferências, assim Seattle pode tomar uma posição e tentar garantir um time na NHL também. Se não for Seattle, pode ser Portland, existe interesse na cidade e o Moda Center, em Portland, está pronto para receber a qualquer momento um time da NHL. Fora dessas três cidades, qualquer coisa será uma surpresa, talvez boa, talvez ruim.

Lucas: Sempre que se toca nesse assunto vem as mesmas duas cidades em mente: Seattle e Quebéc. A grande maioria dos fãs da NHL esperam que Seattle Metropolitans e Quebéc Nordiques voltem à liga e tragam alegria para o seu povo. Com a entrada do time de Vegas, com certeza a NHL vai precisar de acrescentar mais um time, e tudo aponta para que seja Seattle. Com alguns times que são sempre alvos de rumores de realocação, um deles deve ir para Quebéc.

Mateus Luiz: A NHL vai precisar criar mais uma franquia e, pelo menos pra mim, qualquer franquia que não seja Seattle eu ficaria muito surpreso. Em caso de realocação, os rumores anuais de venda do Carolina Hurricanes já começaram a todo vapor, Peter Karmanos Jr. estaria pedindo o mínimo de 400 milhões de Trumps e esses mesmos rumores dariam conta que um empresário do ramo da comunicação baseado em Quebec estaria disposto a pagar tal preço. Vale a pena acompanhar.

Mattheus Prudente: Sempre há uma possibilidade de Quebec voltar com o seu antigo time. Com alguns times sempre ameaçando sair, como é o caso do Arizona Coyotes, os Nordiques sempre estão com um pé para voltar para a liga logo, o que seria um ótimo negócio para a NHL recuperar um pouco de suas essências.

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Veremos a Batalha de Quebec novamente? (Foto: Robert Laberge/Getty Images)
  1. Qual a estrela (ou grande contrato) que mais decepcionou até agora?

Thiago: A estrela de 10 milhões de Trumps do Los Angeles Kings, Anze Kopitar tem números ruins para um contrato que vale 10 milhões de verdes até 2021. 8 pontos em 15 jogos, sendo 2 gols e 6 assistências, são números ruins de quem  se espera muito mais. Por enquanto na lista dos contundidos ele tem a missão de voltar e melhorar sua temporada para não se confirmar como uma decepção nessa temporada.

Lucas: Monahan, Kopitar, Loui Eriksson… vários estão decepcionando, mas se tem um que tem realmente decepcionado os fãs é Brian Elliott. Depois de excelentes temporadas no Blues, foi trocado para o Flames durante o draft desse ano, mas não vem correspondendo a altura. Nos jogos em que tem porcentagem de defesas superior a .920, o time venceu quase todas, mas quando perdeu, a porcentagem de defesas teve um mínimo de .778, extremamente abaixo da média pessoal dele. Hoje, o goleiro cotado para ser o starter do time está sendo posto como backup, já que Chad Johnson vem sendo muito mais consistente e merecendo mais a vaga como starter.

Mateus Luiz: Johnny Gaudreau teve seu dedo quebrado e Sean Monahan anda mais gelado que tudo, Anze Kopitar também sofreu com lesão MAS vou apontar Milan Lucic e Loui Eriksson. Ok, Lucic não seria o winger sexy que iria marcar 40 gols e 100 pontos MAS o atual desempenho do winger beira o ridículo se formos considerar o fato que o jovem vai receber 42 milhões de Trumps pelas próximas sete primaveras. Falando nisso, Darryl Sutter, técnico do LA Kings, disse que daria muitas coisas para ficar com Lucic, menos o contrato que ele recebeu do Oilers. Já o caso de Loui Eriksson, muito se deve também pela PÉSSIMA fase do Canucks e alguém que já marcou 30+ gols nessa liga não esquece de jogar assim de uma hora pra outra, é dar tempo ao tempo. Vale a menção honrosa para o péssimo contrato e a péssima temporada de Andrew Ladd e os começos frios de Evgeny Kuznetsov e do trio Max Domi/Anthony Duclair/Shane Doan

Mattheus Prudente: Um dos poucos que ninguém lembra é o Luke Schenn, que trocou de time mais uma vez buscando ser uma ajuda para os Coyotes e até agora não conseguiu. Ok, ele pode não ser das maiores estrelas, mas jogando num time fraco como os Coyotes, era pra ser um jogador mais importante do que está sendo. Outro que não é tão estrela mas que sim, foi uma contratação para ser mais importante é Lars Eller, que tem apenas 4 pontos em seu começo de temporada pelo Washington Capitals. E, é claro, Andrew Ladd.

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Será Kopitar a maior decepção ao fim da temporada? (Foto: Harry How/Getty Images)
  1. A contagem regressiva para o centenário da NHL está chegando. Quais mudanças você gostaria de ver na liga?

Thiago: Queria muito que a liga voltasse ao antigo emparelhamento de playoffs. Esse de divisão visou aumentar as rivalidades locais, mas na verdade vai desgastando em uma velocidade até rápida com confrontos repetidos. Com o sistema de 1º contra 8º, 2º contra 7º, 3º contra 6º e 4º contra 5º e depois o novo emparelhamento na fase seguinte os confrontos se repetiam menos vezes (menos Rangers e Capitals, parece ser carma das franquias), e se tornavam menos banalizados, além de que eles faziam surgir rivalidades entre as divisões.

Lucas: Eu gostaria de duas coisas:

1º- a volta do antigo emparelhamento de playoffs, por um motivo maior, que seria o aumento das rivalidades interdivisionais, que tornaria os playoffs bem mais interessantes  também, como disse mais cedo.

2º-Punições mais severas para slashes intencionais e hits mais perigosos como disse mais cedo

Mateus Luiz: Essa coluna sai no dia da consciência negra e eu como um negro e fã do esporte, gostaria MUITO que mais jogadores negros estivessem na NHL. Dados de duas temporadas atrás apontavam que menos de 3% dos jogadores da liga eram negros, isso me deixa muito triste. Gostaria que a NHL cuidasse melhor dos casos de escândalos que envolvem suas estrelas (quem não lembra do caso de estupro envolvendo Patrick Kane?) e pensassem campanhas com algo desse tipo (como a liga faz BRILHANTEMENTE com a luta contra o câncer ou as ações para inclusão da comunidade LGBT). Gostaria que a NHL apoiasse bem mais o hóquei feminino principalmente a NWHL que infelizmente  teve de cortar os salários das jogadoras no meio da temporada para continuar sobrevivendo. Gostaria também que a liga trabalhasse formas (mais inteligentes) de aumentar a quantidade de gols e diminuir os hits perigosos.

Queria também que a NHL fosse mais justa em suas premiações (talvez pensar seriamente em adotar um estilo parecido com o da MLB) e voltar os playoffs da forma antiga, 1 vs 8 dentro da conferência e assim por diante. Por mais que eu ame o confronto, é “chato” ter que ver um Penguins x Rangers por 610 temporadas seguidas, o regulamento atual cria rivalidades na mesma velocidade que as banaliza.

Em meus sonhos de chocolate, queria que a NHL lançasse seu site em português, abrisse 10 lojas no Brasil, fizesse um Winter Classic no Recife (De preferência no arruda, casa do SANTINHA e do Puck Brasil) e que ela fizesse mais ações pros fãs abaixo da linha do Equador.

Mattheus Prudente: Como já citado antes, eu gostaria muito de ver mais proteções para os goleiros e mais exigências nas escolhas dos ginásios. Alguns não estão em bons padrões para receber jogos quanto outros, e isso se dá muito pelo apoio das prefeituras. Além disso, eu gostaria de ver mais times (eu não queria Las Vegas, me enoja só de pensar) em cidades tradicionais nos esportes, como Seattle.

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Com o centenário da NHL chegando, o que você, leitor, gostaria de ver na liga? (Créditos: NHL)
  1. Em sua opinião, qual o nível de importância das estatísticas avançadas na compreensão do jogo?

Thiago: As estatísticas avançadas no hóquei dão um pouco mais de leitura ao jogo do que as comuns, mas ao mesmo tempo ainda sim não vão muito além do convencional. Por ser um esporte muito dinâmico existem inúmeras situações que os números acabam mascarando, sejam favorecendo ou prejudicando a visão, uma leitura simples de estatísticas sempre pode confundir ou enganar. Além de que muitas estatísticas avançadas ainda não tem uma metodologia comprovada, então é bom conhecer, mas ao mesmo tempo não se prender a isso.

Lucas: Quem me conhece sabe que amo os números, mas sempre sei que nem sempre eles reflete o que realmente aconteceu no jogo. Podem mais atrapalhar do que ajudar, mas pra mim, são bem importantes.

Mateus Luiz: Pelo menos pra mim, elas são importantes MAS não precisam necessariamente serem tão glorificadas como são hoje. Como fã do esporte, gosto muito de ler sobre essas estatísticas, me ajuda a entender  como funciona o jogo e como posso usar eles para meus futuros escritos. Mas também penso que muitos fatores importantes do jogo não podem ser achados nas estatísticas.

Mattheus Prudente: Entendimento de stats é essencial para qualquer analista formar aquilo que vai ser passado para os fãs, e, para quem recebe, é importante para que não aconteça o que acontece no Brasil, onde se fala muito e se estuda pouco, o que é uma pena.

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Ah, os números… mais atrapalham ou ajudam a entender melhor o que acontece no gelo?
  1. É cada vez mais comum hoje vermos times com cada vez mais jovens e menos experientes por diversos motivos, é a tendência natural da liga daqui em diante ou não?

Thiago: Não, a tendência é a renovação e daqui alguns anos esses jogadores se estabilizarem. A NHL passa por uma renovação e até revolução de como é abordado o jogo dentro da liga, então é um tempo em que alguns rostos velhos são substituídos por novos e assim a liga vai renovando seu plantel, além de os novos jogadores também  trazerem novas ideias ao jogo. Creio eu que essa renovação atual da liga trará uma nova era dentro da NHL em breve, como se pode ver é possível ver que funções antigas estão morrendo ou sendo renovadas, o que acontece é apenas a evolução natural do esporte.

Lucas: A tendência em qualquer coisa é renovação, até porque o hóquei vem se tornando um esporte cada vez mais rápido e dinâmico, e precisa de jogadores desse porte, mas é sempre bom manter o equilíbrio entre jogadores jovens e experientes. Ambos tem espaço no time.

Mateus Luiz: Espero que não vire tendência, muitos trintões podem ajudar muitas equipes em sua busca pela glória além de serem pais de família, profissionais e mentores para as estrelas do futuro.

Mattheus Prudente: A velocidade do jogo de hockey é mais difícil para manter os velhinhos em seu time. A maioria das equipes hoje em dia não fazem mais jogo físico, por isso que os enforcers estão aos poucos morrendo e estão surgindo jogadores como Dylan Larkin, e menos como o Zdeno Chara, já que o jogo de velocidade pede defensores de velocidade também, e a explosão nunca foi característica de defensores antigamente.

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Estariam os veteranos perdendo totalmente o espaço para que cada vez mais jovens entrem com tudo? (Foto: USA TODAY)
  1. Voltando a falar de Vegas, se você pudesse apostar em um ou dois jogadores de renome que não serão protegidos no draft de expansão, quais seriam?

Thiago:  Poderemos ver Eric Staal sendo a cara de Las Vegas no começo da franquia. Ele tem um contrato que não obriga o Minnesota Wild a protege-lo no draft de expansão, então dependendo da  temporada que tiver é possível termos o antigo franchise player do Carolina Hurricanes voltando a ser um franchise player em Las Vegas. Pelo que tem entregado nos últimos anos, os 3 milhões e meio de dólares que recebe por ano podem ser limpados do salary cap de Minnesota e serem absorvidos facilmente por Las Vegas.

Lucas: Rick Nash e Eric Staal são as principais apostas para serem as estrelas de Vegas no começo da franquia, mas outros nomes como James Neal ou até mesmo Patrick Sharp (devido a idade) podem aparecer para atrair mais público a T-Mobile Arena.

Mateus Luiz: Como pude falar no 20 Minutos, eu ficaria MUITO surpreso se nomes como Marc-Andre Fleury ou Rick Nash não estivessem na lista de George McPhee caso esses não sejam protegidos. Nomes como Jimmy Howard ou Evander Kane também devem ser observados.

Mattheus Prudente: Com certeza Petr Mrazek poderá não ser protegido por Detroit, já que Jimmy Howard vem numa fase melhor e está como titular. Talvez sobre para algum jogador bom de Columbus também, mas não posso dizer quem.

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Será Staal a cara da franquia de Vegas? (Foto: NHL)
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