Melhor de 7 – 1ª Edição

O que pode sair de uma bela conversa sobre hóquei entre Erlan Valverde (@oldballgamebr e repórter especial do Puck nos STATES), Thiago Farias (grande @hoqueifanatico e dono da barba mais bonita do Brasil), Lucas Mendes (@lucas_flames , o cruzeirense mais bonito do planeta), Beatriz Iapichini (@pipiucota a mulher mais maravilhosa que torce pelo NY Islanders) e Mateus Luiz (@MatsBats23 esse homem não precisa de apresentações) ?

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Hora do debate no Puck Brasil!

Estreia hoje o melhor de 7! Sete perguntas, cinco opiniões diferentes e muita coisa boa. Esperamos que gostem!

  1. PK por Weber, quem ganhou a troca? E o hype de Nashville? Cadê?

Beatriz:  Tecnicamente falando, eu acredito que quem ganhou a troca foi o Habs, Shea Weber é um monstro defensivo e, poucos jogadores são como ele. Porém, vendo como um todo… PK não é de se jogar fora e, a longo, prazo, o Weber pode complicar as financias do Canadiens por conta do contrato absurdo que fizeram.

Olhando essa pergunta, me vem de imediato “o Canadiens”, mas PK é um excelente jogador também e, pensando no lado financeiro, o Weber pode vir a ser um problema. Acho que eu dou como empatada.

Sobre o “hype” do Preds: Eu acho que ainda tá bem cedo pra gente analisar qualquer coisa, mas enfim, o time tá bem patético so far mas eu acredito que, o time se ajustando ofensivamente, mesmo com a defesa deixando muito a desejar, até mesmo por conta da falta do Shea, Nashville acabe indo aos offs no final das contas. Então eu diria que não.

Thiago: O Montreal Canadiens venceu a troca até aqui e era muito previsível esse resultado a curto prazo. Shea Weber tem 31 anos de idade, um ótimo condicionamento físico, defendendo é o melhor do mundo, atacando tem um disparo mortal da blue line, um jogador muito versátil. O Nashville Predators sente muito a falta dele, mesmo o Subban sendo bom jogador, ele não é um Shea Weber no final das contas.

A grande questão é que o contrato dele termina apenas em 2025-26, Weber terá quase 41 anos de idade nessa época e em todas essas temporadas terá salário de 7.857.144 (sete milhões, oitocentos e cinquenta e sete mil, cento e quarenta e quatro) dólares, é um contrato longo e pesado financeiramente que a longo prazo pode acabar pendendo a balança para o lado de Nashville. Para comparar: P.K. Subban tem 27 anos e seu contrato vai até 2021-22, ou seja, quando ele estiver com 32 anos de idade. Subban receberá 9 milhões de dólares por temporada, mesmo tendo um contrato caro é mais seguro pensando em duração e valor.

Como disse anteriormente: o Nashville Predators sente falta do Weber, a defesa do time está mais frágil e mesmo tendo um dos melhores goleiros da liga em frente ao gol, não há Pekka Rinne que faça milagre o tempo todo.Além de tudo existe ainda um problema velho lá na frente: o ataque não converte tanto quanto deveria, é uma equipe que tem problemas para marcar gols há algum tempo e nesse começo de temporada está pior do que já era. Se não melhorar tanto ofensivamente quanto defensivamente, a temporada será um pesadelo.

Mateus: É fácil de dizer quando em 11 jogos na temporada um deles lidera a NHL e outro é lanterna da divisão. Apesar de todo o marketing que acompanha PK Subban, além do fato de ser um bom jogador, não se tem duvidas que o Canadiens se saiu melhor na troca até agora. Shea Weber é um defensor melhor que PK Subban sem precisar fazer muito esforço. O risco que se corre é Shea Weber se transformar em um Sheldon Souray 2.0, ou seja, um bom defensor que pode marcar 15-20 gols por temporada mas custa mais que seu orçamento pode (ou deve?) pagar. No presente, deu Canadiens. Já o começo ruim do Predators se deve ao fato mais arcaico de qualquer esporte que envolva duas barras: É impossível ganhar sem marcar gols. É impossível ganhar sem proteger lideranças. Ainda coloco o Predators como meu representante do Oeste na SCF de 2017 porque o time é bom demais para continuar em tamanha miséria mas se as coisas não melhorarem até o começo de dezembro, é bem capaz de cabeças rolarem em Nashville.

Lucas: Se for falar do resultado imediato, com certeza o Canadiens, e os números estão aí pra provar. Shea Weber é um excelente jogador, assim como Subban, mas a fase dos times colabora muito nessa análise. Weber tem um plus minus de +15, líder da liga nesse quesito, sem falar que tem 10 pontos, só perde nesse quesito para Burns. Mas temos que analisar o longo prazo também. Subban é mais novo que Weber, e tem um contrato duradouro com Nashville. É um jogador de alto nível, pena que não apresentou isso em Nashville ainda. Eu acho que Nashville só vai sair por cima nessa troca em 2-3 temporadas. Agora, sobre o Predators, é difícil dizer. Ser o lanterna em uma divisão que tem o Jets… Eu espero que melhorem. Elenco para isso eles tem.

Erlan: Acho que vou ficar com vergonha após esse show de detalhes, a minha resposta segue a mesma linha do Thiago, acho que Montreal ganhou um pouco no curto prazo porque eu acho o Shea Weber um jogador melhor, acho ele mais completo defensivamente e ofensivamente mas eu acho que o contrato dele é muito alto, o Canadiens tem o bom resultado hoje da troca, mas lá na frente essa troca pode ser problemática pra eles se livrarem do contrato do Weber depois

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Hoje, de lados trocados, fica a pergunta: quem levou a melhor na troca? Foto: Bruce Bennett/Getty Images
  1. Oilers é playoff-bound?

Beatriz: Mais uma pergunta difícil porque eu sinto que ainda tá bem cedo pra analisar então eu vou ser bem óbvia: se continuar jogando como está, obviamente que sim. Claro que pra isso acontecer o time tem que passar imune a lesões.

Honestamente, eu vejo o Oilers como um dos times com futuro mais interessante na NHL, acho que tá numa crescente e vai incomodar bastante nos próximos anos.

Thiago: Acredito muito que o Edmonton Oilers chegará aos playoffs essa temporada, isso se não tiver problemas com lesões. Começando pelo goleiro, Cam Talbot se firmou na NHL como um goleiro starter, se provou muito capaz para a posição. A defesa não é das melhores, mas é capaz de segurar a barra. E o ataque é espetacular, muitos bons jogadores que podem marcar muitos gols.

O fator divisão auxilia também, já que a divisão do Pacífico tem sido aquém do nível se comparada ao restante da liga, a maioria das equipes involuíu enquanto o Oilers evoluiu. Está no caminho certo, se fizer as coisas certas e tiver a sorte, o futuro deve ser brilhante em Edmonton.

Mateus: Provavelmente será. Afinal, se o Cubs ganhou a World Series, qualquer milagre pode acontecer, certo?

Mas falando sério, é a divisão pacifica. No mínimo 5 dos 7 clubes da divisão estarão lutando por vagas até o finalzinho da temporada. Mas pra isso é preciso que Cam Talbot não caia de desempenho durante os momentos críticos do sertame que certamente chegarão. A defesa ainda precisa melhorar mas talvez a afirmação mais óbvia que você lerá nessa conversa: Connor McDavid não pode machucar. Nem pegar gripe. O Oilers foi muito prejudicado pelas lesões na última temporada, se o time achar uma maneira de sofrer menos com o IR, até um título de divisão é possível.

Lucas: Na minha opinião, a maior surpresa da temporada de longe. O Oilers, captaniados pelo ótimo Connor McDavid está voando. É sério candidato a liderar a pacífica. Deve brigar com o Sharks, eu disse DEVE, até pq a divisão pacífica é a mais imprevisível de todas. Talbot vem fazendo um bom trabalho lá atrás, enquanto o ataque marca gols atrás de gols. McDavid foi eleito o melhor jogador de Outubro, e é um dos líderes da liga com 13 pontos, 2 atrás de Anisimov. O que mais pode atrapalhar o sonho do Oilers de voltar aos playoffs são as lesões. Sofrendo pouco com isso, as chances de irem longe são grandes.

Erlan: Eu acho que o Oilers é um time que é playoff bound porque tem duas linhas que estão produzindo bastante, as linhas do McDavid e do Ryan Nugent-Hopkins e eu acho também que o nível da divisão pacífica é bem fraco, com equipes bem bizarras como Vancouver já com oito derrotas consecutivas, Arizona, o Kings com vários problemas e o Ducks que eu acho que não deve ir muito longe esse ano, então como nível tá bem baixo, penso que Edmonton tem boas chances, sem muitas chances de regressão, time está mantendo um bom nível, tem boa chance de playoffs

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Com um começo fulminante o Oilers é um possível candidato a playoffs. Será? Foto: Jason Franson/The Canadian Press
  1. Os Islanders devem sair de Nova Iorque? Há esperança para eles?

Beatriz: Difícil me pedir pra responder essa, mas eu vou tentar ser o mais imparcial possível.

Não, eu não acho que o Islanders deva sair de NY. Diferente de muitas franquias que foram relocadas, o Isles tem uma história considerável na NHL, e toda ela feita em Nova Iorque. O problema é que nos últimos anos do BARN, o time vinha sendo risível, o que claramente tira um pouco do fervor da torcida. Os torcedores nunca compraram a ideia do Brooklyn e houve um enorme ressentimento quando o time se relocou pro Barclay Center – que claramente não é uma arena feita pra hockey, o que só piora tudo.

Sim, eu acredito que há esperanças. Se o time tiver uma arena própria em Long Island ou até mesmo no Queens, a torcida, que ainda anda muito ressentida, deve abraçar o time com tudo, talvez até de forma inédita,  e voltar a comparecer. Me sinto bem certa disso.

Thiago: Não creio que uma saída de Nova York seja o futuro para o Islanders. Seria mais ou menos como a saída do antigo Jets (atualmente Coyotes) de Winnipeg, do Nordiques (atual Avalanche) de Quebéc ou do Whalers (Hurricanes, no presente) de Hartford, sendo que, creio eu, nunca uma franquia vencedora da Stanley Cup deixou sua cidade. Deixaria uma triste marca em sua cidade, área no caso do Islanders, além de um enorme buraco mesmo para os rivais Rangers e Devils.

O Islanders foi para o Brooklyn como medida temporária porque não teria mais onde jogar, mas ainda sim foi um erro. O Barclays Center não é uma arena projetada para hóquei no gelo e o gelo sofre com isso, por não ter isolamento térmico adequado ele acaba derretendo mais do que seria adequado, talvez a melhor solução teria sido jogar em Albany, mesmo sendo território de disputa entre Rangers e Devils. A boa notícia é que o Nassau Coliseum está sendo renovado para abrigar o Islanders novamente, até fecharam um contrato de naming rights que deixa o nome do ginásio ridiculamente grande.

Para quem torce pelo New York Islanders: aguenta mais um pouco, logo o time retorna para casa.

Mateus: Sair de NY não deve ser considerado nem em sonho. Sim, é verdade que o Barclays Center é um lugar de desgraça eterna para qualquer time que lá jogar mas não acredito que sair de NY seja uma solução boa para nenhuma das partes envolvidas.

Lucas: O Islanders não deve sair de Nova York. Seria um grande erro se isso acontecesse, sem falar no vazio que deixaria na cidade. Nova York precisa do Islanders lá, e o Islanders precisa de Nova York. A única mudança que deveria ocorrer é a saída do Barclays Center. Sinceramente, esse lugar é tenebroso para a prática do hóquei. O Isles deveria voltar logo para Long Island, onde é sua casa, e sempre será.

Erlan: Pra mim os Islanders não devem sair de NY de forma alguma, é um time que tem muita ligação com a área, especialmente com a população de Long Island, acho que não é um caso como o Atlanta Trashers que você empacota todas coisas do time e se decidem mudar para Winnipeg, não é bem assim. Acho que o Islanders é uma equipe que tem história em NY, uma equipe que tem muitos torcedores em NY. É verdade que a situação do gelo no Barclays Center é patética mas não pode ser levada ao extremo de achar que o time tem que ser movido de NY. Penso que NY é uma cidade que tem público suficiente para achar soluções, não só NY mas toda região tem condições de arrumar uma solução para o problema do gelo do Barclays, acho que essa decisão dos donos do Islanders e do Barclays foi muito infeliz e talvez precise ser repensada. Quanto a questão de futuro, penso que o problema do gelo tem refletido diretamente no desempenho do time e é muito complicado se pensar em futuro de um time quando nem o gelo da arena que a equipe joga é bom. Como você vai argumentar com o John Tavares que estará em free agency que ele tem de ficar no Islanders mesmo com essa situação? Então é bastante difícil essa questão de futuro no curto prazo, acho que se os problemas forem solucionados a equipe pode se desenvolver.

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Será que é hora do Islanders dar adeus ao Barclays Center e a Nova York? Foto: Peter Schwartz
  1. Em Toronto, há esperança?

Beatriz: CALMA. Sim, há esperanças. Quando se trata do Leafs, parece que a gente sempre tem que tratar com maior imediatismo e ansiedade possíveis, mas é compreensível por conta do quão importante e grande é esse time, gostemos ou não.

O Leafs deve começar a voltar pros eixos num futuro bem próximo, e voltar a ser time de offs. Falando DESTA temporada, ainda há muito o que rolar e se a defesa for devidamente arrumada, quem sabe. Eu só acho que o povo precisa de um pouco de calma quando o assunto é o Toronto Maple Leafs.

Thiago:  Se há esperança em Toronto? Sim, muita. Se ela vai se concretizar ou não nessa temporada é onde mora o problema. A fragilidade defensiva da equipe é grande, o goleiro não é tão confiável, mais a frente isso, junto a pressão de ser um dos 6 maiores da liga e ter uma torcida apaixonada pode pesar e afundar a equipe. O pensamento de Mike Babcock e seus comandados deve ser de chegar aos playoffs, mas se puder vislumbrar uma boa posição, por que não?

É um time para o futuro próximo, se o Lou Lamoriello não fizer besteiras e também ter acertos. Por enquanto seria importante manter os pés no chão e fazer o melhor possível.

Mateus: HOPE NEVER DIE.

YES, THE LEAFS CAN.

Apesar de ser um time com muito talento, ainda não acho que vá pegar playoff nessa temporada apesar de ser uma possibilidade real. Eles tem talento para dominar sua divisão por um boooooooom tempo se tudo for administrado da maneira correta. Talvez Mike Babcock adore ter mais um defensor pra top4 e que Frederik Andersen se ache de uma vez por todas. Pro presente é acabar em uma posição decente de dar cancha pros garotos. Pro futuro, o céu é o limite.

Lucas: Por esperança quer dizer Auston Matthews? Bem, como analisei na minha coluna essa semana, o Leafs precisa urgentemente de arrumar sua defesa, que é uma bagunça. Afinal, quando se está ganhando por 4-0 e seu adversário ainda vira o jogo, é um sinal mais do que claro que a sua defesa é quase nula. Resolvendo os vários problemas defensivos, Toronto tem esperanças sim, pois o ataque não é ruim.

Erlan: É gozado porque o time vinha mal na questão de resultados, vinha perdendo mas a equipe vinha jogando bem, não vinha apresentando um hóquei feio, a não ser a atuação na derrota sofrida por 7-3 para o Tampa Bay Lightning. O problema é que a corneta é muito forte pros lados de Toronto, é um time que faz parte do Original Six então as coisas não são tão simples. É um time de muita história, tem várias Stanley Cup’s, então a cobrança é muito forte. O caso mais emblemático dessa cobrança é com Frederik Andersen que mal chegou e já tá ouvindo criticas todo santo dia por conta de suas falhas, criticas muito fortes da torcida e da imprensa. Eu acho que é um time muito interessante mas é um time para mais 1-2 anos, não para o curto prazo.

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A esperança está em todo lugar, até onde não se imagina. Foto: Nathan Denette/The Canadian Press
  1. Passou o fogo dos Nucks?

Beatriz: Tem algum momento em Vancouver, quando o assunto é hockey, que algo não esteja pegando fogo?

Enfim, de novo, começo de temporada ainda, é sempre difícil analisar… maaaaaasss… acho que não. O Nucks tem um time bom, irmãos Sedin etc,  tem boas peças e eu não ficaria surpresa se fosse aos offs.

Thiago: Nesse começo de temporada o Vancouver Canucks foi fogo de palha, mas a situação pode reverter e o fogo reascender em uma fonte mais duradora. Não é um time ruim, vem enfrentando problemas no ataque os problemas podem continuar, mas tendo encaixe é possível pensar em playoffs. Para os padrões da divisão do Pacífico até agora o Vancouver Canucks tem chances realísticas, primeiro tem que sair dessa má fase, depois ganhar um momentum (lembra das aulas de Física?) positivo.

Mateus: Pra ser honesto, o Canucks nunca teve fogo. E talvez esse seja o começo 4-0-0 mais enganoso da história recente da liga, tendo em vista que o time já perdeu oito seguidas, sete no regulation time.

De fato, não é um time ruim. Um time que tem Daniel Sedin, Henrik Sedin e Loui Eriksson não pode ser considerado ruim, o problema é o resto da companhia. Apesar de ser um cidadão de respeito, Ryan Miller não é nem de longe sombra do que foi um dia. A defesa do Canucks é um Deus no acuda quando Alex Edler não joga, é um setor caótico demais e que precisa ser trabalhado por algum tempo. E o ataque simplesmente não marca, são 19 gols marcados em 12 partidas. 4 shutouts sofridos nas últimas SETE pelejas, Loui Eriksson ainda não marcou um santo gol na temporada. Como falei no 20 minutos do sábado, Trevor Linden precisará tomar certas decisões em um futuro nem tão distante. Não é um time ruim mas não será surpresa se acabar com uma das 5 piores campanhas

Lucas: Defino o Canucks com uma palavra: EMPOLGOU. Sim, o time de Vancouver começou com tudo, mas o gás acabou logo no começo, e desde então são só derrotas. Pra mim o jogo foi apagado de maneira REAL. Mas vamos aos fatos: time que não marca, não ganha jogo. O power play do Canucks é digno de dar gargalhadas e dependendo da coisa, acho q vai ser um dos primeiros a dar adeus a temporada.

Erlan: Em relação ao Canucks, penso que a equipe ainda não está em rebuild, tanto que na offseason eles fizeram algumas contratações dignas de times que lutam por playoffs como a aquisição de Loui Eriksson, acho que o que a equipe vem produzindo nessa sequência de oito jogos ilustra a realidade da equipe, coisa que os quatro primeiros jogos não mostraram. Então, penso que as expectativas sobre eles está mais ajustada. Acho que o Canucks deve pensar que os Sedins eles vão abrir a temporada com 36 anos e talvez não sejam mais os jogadores que consigam levar a franquia adiante e aí seria importante começar a planejar o futuro, nem tanto o presente. Penso que os movimentos da offseason foram para tentar chegar num playoff, coisa que não deve se transformar em realidade.

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Após um 4-0-0, parece que o Canucks está deslizando tabela abaixo. Foto: Brad Rempel/USA TODAY Sports
  1. Quem tem o maior problema de goleiro: Toronto (técnico) ou LA (lesão)?

Beatriz: O Kings, DE LONGE. O Quick é peça mais que fundamental pro Kings, sempre foi. Em 2012 e 14 o Quick foi importantíssimo para as conquistas da Stanley Cup, se não fosse por ele, eu acho que dificilmente o Kings teria passado DO Sharks em ’14, e em ’12 ele foi peça fundamental, MVP etc. O Quick é, ao meu ver, parte da alma desse time do Kings.

Sobre goleiros ruins: a liga tem vários desses. Anderson do Sens, Gibson do Ducks me vem à cabeça.

Thiago: O Los Angeles Kings está vivendo o que o Montreal Canadiens viveu temporada passada, o time sente muita falta do seu goleiro starter. Óbvio que um goleiro como Jonathan Quick faria muita falta, e a ausência dele ajudou a expor defeitos da defesa de Los Angeles. Mesmo com o Peter Budaj fazendo bons jogos ele não é um jogador para ser o principal goleiro de uma franquia e é disso que Los Angeles precisa no momento. Se nada for feito, pode ser que até o final de janeiro o Los Angeles Kings viva esse momento de incerteza.

Mateus: Problema de goleiros na NHL é que nem café frio, sempre vai ter em algum lugar. Peter Budaj não é nem de longe uma resposta a longo prazo para a lesão de Jonathan Quick mas custa nada lembrar, PACIFIC DIVISION. Sendo decente o suficiente pra deixar o Kings na briga, não é um problema tão mortal. Mas é interessante vermos outros jardins além desse. John Gibson é mesmo o n*1 do Ducks pro futuro? Ben Bishop será ou não será trocado pelo Tampa Bay Lightning? O que esperar da dupla (dupla da emoção) Niemi e Lehtonen em Dallas? Será que Ondrej Pavelec é mesmo carta fora do baralho no Jets? E talvez a pergunta mais interessante: Times não sonham em ter um backup goalie que custa 35M de dólares. Dito isto, o que Ken Holland vai fazer com Jimmy Howard? É diversão pra todo lado.

Lucas: Bem, qualquer time sente falta de um goleiro de confiança. E Quick é o goleiro de confiança do Kings. Sem ele, a defesa se desestabiliza, expõe os seus pontos fracos. Com certeza é uma perda enorme, mas o Kings tem backups q podem ser bem úteis. Já Toronto, me perdoem por isso fãs do Leafs, não tem goleiro… As duas situações são ruins, mas acho a de Toronto pior no momento

Erlan: Acho que o maior problema de goleiros atualmente está em Los Angeles com a lesão do Jonathan Quick apesar do Budaj ter feito boas partidas e segurado as pontas até o momento. Acho que o problema de Toronto não é bem o problema mas sim uma questão de adaptação. O Andersen é um bom goleiro, nos tempos de Ducks ele apresentou um bom trabalho, não vejo a má fase dele como um problema. É claro que a questão técnica influiu nas criticas iniciais, Andersen tomou alguns frangos mas é uma questão que com o tempo deve ser resolvida.

Penso que esse caso do Andersen conta muito a corneta, se ele não colocar a cabeça no lugar e não souber assimilar as criticas, o problema pode aumentar.

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A lesão de Quick abalou o Kings, mas eles conseguem superar essa perda? Foto: Getty Images
  1. Red Wings é um time subestimado ou é apenas fogo de palha?

Beatriz: O Red Wings é bom, e eu duvido que esse ano a streak deles acabe, com o time indo aos offs, de um jeito ou de outro – que eu imagino que seja roubando uma vaga de WC nas últimas rodadas com muita emoção, mais uma vez (nem que seja pra perder na primeira rodada e só pros fãs ficarem com aquele brag insuportável sobre essa streak aí). Mas falando mais objetivamente, não considero o Wings nada além de “bom”, e que o objetivo mesmo é ir aos offs e continuar metido a besta do que sonhar com muita coisa.

Thiago: Eu vejo o Detroit Red Wings como uma grande icógnita, pode ser que termine dentro da zona de playoffs, pode ser que não. Não vejo como um time subestimado, vejo como quem terá que lutar muito para chegar a pós-temporada após ter perdido forças enquanto os adversários ficaram mais fortes. Não veria com surpresa qualquer coisa entre o terceiro lugar na divisão, uma vaga como wildcard ou o final da sequência de anos indo aos playoffs ao final desta temporada regular. Se souber lidar com os problemas que tem pode ir para a pós-temporada, mas se começar a ser um sonho distante pode ser que o melhor para Detroit seja começar a trabalhar imediatamente para o futuro próximo fazendo trocas, promovendo talentos, os procedimentos normais para o caso.

Mateus: Eu honestamente não sei apostar qual será o final do Red Wings em 16-17. Eu apostei nas duas últimas temporadas que a streak do time em playoffs acabaria e não acabou. Continuo com a mesma sensação para essa temporada. Sem defensor, não dá. Ken Holland precisa arrumar alguma forma de melhorar seu sistema defensivo. O caso Mrazek/Howard precisa ser resolvido de uma vez por todas. É difícil apostar contra os filhos de Steve Yzerman mas não ficarei surpreso caso a streak acabe nessa temporada.

Lucas: Existem muitas incógnitas nessa temporada. O Red Wings é uma delas. Esse time pode tanto acabar com a streak, quanto surpreender e terminar dentro da zona de playoffs. Se classificar, deve ser por wild card, mas acho bem mais provável a streak terminar. Os problemas defensivos devem pesar bastante nessa campanha. E sim, sei que é muito cedo pra falar isso. Tem muitos jogos ainda e trocas podem resolver (ou não) esses problemas

Erlan: Em relação a Detroit, todo ano se discute se a streak de (idas aos) playoffs deles vai continuar ou não, acho que eles perderam muito com a saída do Datsyuk e penso que a ideia deles foi substituir a experiência que se foi com o Datsyuk trazendo a experiência de um jogador como Thomas Vanek para ajudar no locker room. Penso que o time não tem toda essa pegada que tinha no passado, vem perdendo talentos ao longo dos últimos anos, talvez a streak acabe esse ano. De toda forma, a equipe tem algumas peças interessante, (Henrik) Zetterberg ainda consegue ter bom desempenho, Dylan Larkin teve um primeiro ano muito bom e seu desenvolvimento continua firme mas o problema é que o único jogador que teve 45+ pontos na temporada foi o Zetterberg. Penso que a produção ofensiva da equipe vai sofrer muito essa temporada por conta das adições ofensivas que talvez não colaborem o suficiente para manter viva a streak da equipe

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Veremos essa comemoração ao fim da temporada, ou a streak se encerra? Foto: Getty Images

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