20 Minutos – Edição I

Olá amigos e amigas! Depois de muito tempo maturando essa coluna, finalmente tive coragem de desenvolve-lâ e publicar. Esse espaço foi inspirado no 30 Thoughts escrito pelo mito sagrado (e ídolo jornalístico do pobre homem que vos fala) Elliotte Friedman. Mas, é claro, nossa coluna tem um jeito completamente diferente apesar de seguir o mesmo estilo de esquematização. Esperamos responder algumas perguntas na próxima edição, o 20 Minutos deve ser publicado preferencialmente entre terças e quintas. Espero que gostem!

  1. O rascunho dessa coluna foi desenvolvido logo depois do espetacular jogo 7 entre St. Louis Blues e Chicago Blackhawks, jogo qual o Blues matou seu demônios (pelo menos por esse round) e despachou os campeões. Contando com o bom desempenho de jovens como Vladimir Tarasenko e Jori Lehtera, o melhor jogador do Blues na série em minha opinião foi o goleiro Brian Elliott que parece ter finalmente agarrado a chance que lhe foi tirada nos últimos anos e evoluiu seu nível de jogo. Com a classificação, os azuis chegam ao 2° round pela primeira vez desde 2012 e conseguem vencer uma série de 7 jogos pela primeira vez desde 1999 quando bateu o Phoenix Coyotes. A próxima missão é chegar a final da conferência oeste pela primeira vez desde 2001.

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    Créditos: NHL.com
  2. A eliminação do Blackhawks manteve uma streak intacta. Desde o Detroit Red Wings 96-97 e 97-98 a NHL não tem um time que leva a Stanley Cup por duas temporadas seguidas. Atrevo-me a chamar essa sequência de #YzermanCurse
  3. As estrelas sumidas nos playoffs também foi algo que despertou minha atenção até agora. Falando superficialmente de alguns deles: Paul Stastny (2 assistências e -2 em 7 jogos, cada ponto de Stastny nos playoffs até agora valeram a bagatela de 3.5 milhões de obamas), Claude Giroux e Wayne Simmonds (somados equivaleram a 3 pontos – todas assistências –  e -3 nos 6 jogos da série, no caso de Giroux apenas um ponto em 6 jogos com uma média de quase 21 minutos no gelo por partida, ouch), Eric Staal ( zerado, -7 em 5 jogos mesmo tendo o 5° tempo no gelo entre os atacantes do Rangers), e por último, o quarteto “fantástico” formado por Marian Gaborik, Dustin Brown, Drew Doughty e Tyler Toffoli (todos somados para 4 pontos, plus minus de -10 e 29 chutes a gol. Drew Doughty estava no gelo em mais de 70% dos gols marcados pelo Sharks na série)
  4. Isso levanta uma boa questão, o quanto determinadas equipes dependem de suas estrelas? A resposta é que, em minha opinião, os bons times conseguem “minimizar” a importância delas. Dois exemplos disso são Dallas Stars e Tampa Bay Lightning.
  5. Falando sobre Dallas, dois pontos curiosos. Nicklas Hjalmarsson em entrevista disse que o Stars jogava um “Rock N’ Roll hockey”, esse estilo de jogo consegue vencer muitas partidas na temporada regular, nos playoffs nem tanto. Segundo ponto:  Das 16 equipes que começaram a jornada, 5 delas trocaram de goleiro durante a série – Ducks, Flyers, Red Wings, Penguins e Stars – , excluindo a troca do Penguins que se deu por razões medicas e sem contar o resultado do jogo 7 entre Predators e Ducks na quarta, os goleiros que entraram depois (Frederik Andersen, Michal Neuvirth, Petr Mrazek e Antti Niemi) somam um recorde de 8-5. Apenas o Dallas Stars trocou o goleiro titular estando na liderança da série.
  6. Tenho a triste sensação que séries como Lightning/Red Wings e Sharks/Kings duraram menos do que deveriam, principalmente no caso da primeira. Quem vê o resultado pode se enganar, essa série foi muito mais equilibrada do que pareceu, Ben Bishop roubou a cena e a série em favor do Lightning.
  7. Saindo por um instante do tema playoffs. Sábado é o sorteio das bolinhas sagradas da ordem do draft. Caso o Toronto Maple Leafs não vença, teremos um choro coletivo frente ao Air Canada Centre. Caso o Oilers vença, Gary Bettman talvez coloque fogo no escritório da liga.
  8. Falando em Edmonton, vamos ao jogo da suposição. Se por algum milagre divino (ou magia demoníaca, fique a vontade para escolher) o que fazer com a escolha? A resposta lógica seria draftar Auston Matthews mas a franquia já tem Connor McDavid, Leon Drasailt e Ryan Nugent-Hopkins, então vamos para a resposta alternativa: trocar a escolha. Edmonton precisa de defensores que saibam defender (nesse caso, o pleonasmo faz total sentido) e o alvo perfeito seria Oliver-Ekman Larsson (que até a saída de Don Maloney era intocável, mas nunca se sabe o dia de amanhã). Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.
  9. Um time que adoraria ter uma escolha no Top 3: Calgary Flames. É nítido que a franquia tem uma cratera no depth de right-wingers e Brad Treliving adoraria colocar suas mãos em Jesse Puljujarvi ou Patrick Laine sem ter que trocar para subir na ordem. Outro motivo interessante para acompanhar a offeseason do Flames:  Extensões de Johnny Gaudreau e Sean Monahan.
  10. Quem você não queria ser de jeito nenhum nessa offseason: Jim Benning e Trevor Linden, homens fortes do Vancouver Canucks.
  11. Voltando ao assunto playoffs, fatores como special teams (PP/PK) e faceoffs são importantes numa conquista da Stanley Cup mas, às vezes são “menos fundamentais” na vitória em uma série. Exemplo: Levando em conta a pequena amostragem (é muito mais seguro traçar uma tendência estatística utilizando uma amostragem de 82 jogos do que uma de 5/6/7), dos quatro times com pior porcentagem de faceoffs vencidos (Capiatals, Penguins, Sharks e Predators) três estão o próximo round. Por quê? Eles compensaram outras áreas. Caps e Penguins, por exemplo, estão no top 3 em PP/PK mesmo com o numero baixo. Mas é bom lembrar que vencer faceoff é muito importante  numa conversão ou queima de um powerplay. Nesse caso vamos para um exemplo meio senso comum: Quando seu time está no PK, vence o faceoff e limpa a zona, o adversário perde em torno de 15-20 segundos apenas para ir buscar o disco e começar o ataque. 20 segundos equivale a ¹/6 do tempo de powerplay. Se seu time faz isso 3 vezes, seu adversário perde 60 segundos preciosos indo apenas buscar o disco em sua própria zona.
  12. Mas se tem um quesito que a estatística consegue provar a eficiência está relacionada aos times que levam a liderança da partida para os 20 minutos finais e vencem a peleja. Excluindo o jogo 7 entre Nashville/Anaheim, nas 31 partidas que um time levou a liderança do segundo para o terceiro período, apenas dois deles perderam: Panthers (perdeu o jogo 6 vs Islanders após estar liderando por 1-0 depois de 40) e o Blackhawks (perdeu o jogo 3 vs Blues após estar liderando por 3-2 depois de 40), ironicamente ambos vão assistir o 2° round dos playoffs pela TV.
  13. Fato curioso: Independente do que acontecer entre Nashville/Anaheim,  6 dos 8 times no segundo round tem uma Stanley Cup conquistada ou nenhuma. Caso o Predators passe, três dos quatro times restantes no oeste estariam em busca de sua primeira conquista.
  14. Pela primeira vez na história, NENHUM time canadense ou do Original Six estará no segundo round dos playoffs.
  15. O mundo do esporte estará de olho na série Washington Capitals vs Pittsburgh Penguins, ou melhor dizendo, Alex Ovechkin vs Sidney Crosby que se encontram nos playoffs pela primeira vez desde 2009 quando Sid e amigos venceram a série em 7 jogos no caminho para a Stanley Cup. Dentro desse confronto, destaco dois “mini” embates que podem ser cruciais na definição do vencedor da série. 1: Phil Kessel vs Justin Williams e 2: Tom Kuhnhackl-Matt Cullen-Eric Fehr vs Jason Chimera-Mike Richards-Marcus Johansson.

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    Créditos: NHL.com
  16. Essa série, dependendo da forma que acabe, pode lembrar muito a final da conferência oeste de 1997 entre Detroit Red Wings e Colorado Avalanche. Por muito tempo, Steve Yzerman e companhia tiveram de lhe dar com fracassos homéricos nos playoffs, incluindo um dos maiores upsets da história das finais quando foi varrido pelo Devils de Martin Brodeur em 1995. Na temporada seguinte, o Red Wings conseguiu a melhor campanha da história da NHL (63 vitórias) e era mais uma vez super favorito para a conquista da Stanley Cup, sendo parado por Joe Sakic e o Avalanche em 6 jogos, mesmo Avs que levaria a copa dias depois. Yzerman, Fedorov e cia se vingaram de Sakic no ano seguinte, batendo o Avalanche em 6 jogos e levando a Stanley Cup para Detroit depois de mais de 30 anos. Não que bater Crosby vá significar Stanley Cup para o Capitals, mas bater o Penguins seria um combustível semelhante ao que o Red Wings de 97 tinha.
  17. Por sinal, Capitals em 7.
  18. Boa pergunta para o jogo decisivo entre Predators e Ducks: O que será de Bruce Boudreau caso os patos sejam eliminados pela quarta vez seguida em casa e no jogo7?
  19. Troy Brouwer estava no Blackhawks em 2011 quando o Canucks eliminou Chicago em 7 jogos, vingou as eliminações de 2009 e 2010 começando seu caminho para a Stanley Cup Final. Ontem, ele foi o responsável pela vingança do Blues sobre o Blackhawks, mundo pequeno.
  20. Como um time em rebuild, essa coluna irá melhorar com o tempo; a dedicação desse amigo que vos fala, mas principalmente, com a ajuda de vocês leitores/leitoras, o grande motivo do Puck Brasil existir. Grande Abraço!
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