Puck na cara #6 – Draft e offseason

Puck na cara #6 – Draft e offseason

Olá de novo, caros leitores do Puck Brasil! Mais uma vez eu, Lucas Mendes (@lucas_flames), estou aqui, dessa vez para falar sobre a offseason da NHL. Não vou falar sobre a Stanley Cup Final dessa vez, mas vocês podem ler o texto que o grande amigo Thiago Farias (@thiagoof39) brilhantemente escreveu aqui.

Bem, indo direto ao assunto, essa é umas das partes mais interessantes do ano, pra quem gosta de rumores sobre trocas e mock drafts, claro. Afinal, temos que ter algo para entretenimento já que não temos jogos até setembro, quando temos a pré-temporada (CHEGA LOGO PELO AMOR DE DEUS).

O draft começa hoje a noite, com as escolhas de primeira rodada, e teremos sua continuação amanhã, quando as demais escolhas ocorrem. Essa classe de 2017 não é tão forte quanto a do ano passado, em relação ao ataque. Ainda assim tem bons jogadores, como Nolan Patrick, cotado para ser a primeira escolha geral. Entretanto, uma coisa chamou a atenção após o draft de expansão na ultima quarta. O grande numero de escolhas possuídas pelo Golden Knights e podem ser um grande alvo de trocas esse ano. Falando em trocas, temos sempre aquela expectativa de uma grande troca durante o draft, como a ida de Brian Elliott para o Flames no ano passado. E basta uma rápida busca para ver os possíveis rumores desse ano.

Mas não para por aí. No primeiro dia de julho abre a janela de free agency, os contratos de alguns jogadores expiram e viram free agents, restritos e irrestritos. O que geram ainda mais rumores e expectativas em todos nós, loucos para ver aquele breaking news sobre trocas ou contratações.

O Puck Brasil não vai parar, meus caros. Essa offseason promete ser muito boa. Prepare seu salary cap, a sua corneta pro GM do seu time, e olhos atentos para qualquer trade. A época dos negócios está apenas começando!

Impressões Sobre a Stanley Cup 2017

Impressões Sobre a Stanley Cup 2017

Pela centésima vigésima segunda (122ª) ocasião, a Stanley Cup foi disputada e entregue, em seus 124 anos de existências apenas por duas vezes o cálice sagrado do hóquei sobre o gelo não foi entregue (1919 e 2005). Nesse momento, todos sabemos quem venceu, mas vamos ter como ponto de partida o momento em que Penguins e Predators foram ao gelo pela primeira vez da série para iniciarmos nossa discussão sobre a série final da temporada 2016-17.

A série não foi tão disputada quanto esperado e ansiado, todos os jogos foram decididos por mais de 1 gol. Não tivemos grandes jogos, o melhor em minha opinião foi o sexto e último, o que é muito recorrente para a Stanley Cup, mas tivemos grandes passeios, o que não é normal. A temporada regular da NHL é muito desgastante, os 82 jogos fazem os times minarem suas forças e a corrida nos playoffs pode ser mais desgastante ainda, por isso muitas vezes não vemos grandes jogos nas finais, mas não é normal vermos domínios amplos de ambos os times nos jogos em que cada um deles venceu respectivamente.

Nos cinco primeiros jogos o time da casa venceu o jogo, a menor diferença nesses jogos foi de 2 gols, placar final de 5-3 em favor do time de Pittsburgh no jogo 1 da série. Foi estranho ver que simplesmente o dono da casa passar por cima do adversário, especialmente no jogo 5 em que o Penguins marcou 3 gols no primeiro período, 3 no segundo e garantiu a vitória com muita facilidade.

Se nas fases anteriores Pekka Rinne foi um herói, nas finais acabou sofrendo muito, falar que ele poderia fazer mais é, além de uma análise simplória, seria injusta com o poder de fogo do adversário. A verdade é que não só Rinne, mas como todo o Nashville Predators enfrentou algo que não havia enfrentado antes, uma equipe capaz de criar e achar espaços absurdamente mínimos, em que apenas não errar é menos do que o mínimo, e que para tornar tudo pior, é um time que tem provavelmente o melhor poder de fogo da NHL. E em alguns momentos Rinne foi feito injustamente de bode expiatório porque o Predators como um todo não conseguiu impedir o adversário de criar, de contra atacar com precisão, de achar o espaço mínimo, ou seja, fazer o que nenhuma outra equipe faz na NHL.

Por outro lado, Matt Murray conseguiu ser novamente uma ancora de segurança, não só voltou a substituir muito bem Marc-Andre Fleury, que era seu substituto, como foi uma peça decisiva com dois shutouts em sequência, nos jogos 5 e 6. Murray foi novamente muito ajudado pelo sistema defensivo que se portou muito bem a sua frente, no jogo 6 da série isso ficou muito claro e exposto, mais uma vez Mike Sullivan soube comandar a equipe como um todo de modo brilhante. Sempre comento isso, mas vale a repetição aqui: por mais que o goleiro seja incrível, se a defesa na sua frente falha, ou não consegue dar proteção suficiente contra o adversário, o goleiro terá muitos problemas e isso ficou claro nessas finais.

Antes de chegar ao jogo 6, eu gostaria de abrir um parêntese rápido para o caso Crosby vs Subban, que na quinta partida teve seu ápice. Eles não se gostam, se provocaram o tempo todo, deram hits fortes um no outro, mas no jogo 5 a rivalidade/briga/implicância chegou ao ápice quando em um lance os dois caíram no gelo. Crosby ficou, como se fala na gíria do jiu-jitsu, montado em Subban e em algum momento empurrou a cabeça do adversário contra o gelo. Enquanto isso, Subban tentou dar uma chave de perna no Crosby. Resultado: os dois pegaram 2 minutos por holding (a famosa segurada), o que acho que saiu barato para quem empurrou a cabeça do adversário contra o gelo, mas na NHL parece ter uma regra que protege as estrelas a todo custo, não só o Crosby como muita gente fala. Nada acontece feijoada, segue a série.

Então chegamos ao jogo 6, onde o Pittsburgh Penguins poderia vencer a Stanley Cup pela quinta vez, e pela quinta vez fora de casa. Esse jogo teve um momento que pode ter pesado muito no desfecho da partida, me refiro ao gol que não aconteceu, mas em teoria teria acontecido caso o árbitro não tivesse apitado. Aí você pode estar pensando “mas o jogo terminou 2-0 para o Penguins, deveria ao menos ter sido 1-1 no tempo regulamentar e tido prorrogação”. Poderia, deveria, seria… Tudo apenas teoria, não sabemos o que teria acontecido caso o árbitro não tivesse apitado e o gol tivesse acontecido, pode ser que o Nashville tivesse vencido o jogo, pode ser que não. Não temos como saber com certeza o que iria acontecer, nossa mente não tem essa capacidade, não temos máquinas para suprir isso, então qualquer conjectura é mera especulação e perda de tempo. Temos que nos concentrar ao que aconteceu e não as probabilidades que teríamos a partir de algo que não ocorreu.

NHL: Stanley Cup Final-Pittsburgh Penguins at Nashville Predators
O gol que não existiu (Foto: Christopher Hanewinckel/USA TODAY Sports)

O que aconteceu foi que o Predators não conseguiu marcar o gol, mesmo tendo volume de jogo muito maior. O que aconteceu foi a visão e inteligência de Patrick Hornqvist ao ver o puck bater na borda e o goleiro adversário fora de posição, utilizando-se dessas vantagens para marcar o primeiro gol do jogo. O que aconteceu foi Carl Hagelin ganhar o disco na velocidade e com paciência empurrar o puck até o gol para sacramentar o destino. O que aconteceu foi uma vitória de 2-0 por parte do Pittsburgh Penguins no jogo, chegando a quarta vitória na série.

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Os jogadores do Pittsburgh Penguins celebram ao término do jogo (Foto: Patrick Smith/Getty Images)

Chegar as finais da Stanley Cup foi o ponto máximo para o Nashville Predators, que não conseguiu se superar. O time encontrou um adversário melhor, mais preparado, talvez até mais bem organizado e treinado, e esbarrou em problemas mais internos. É verdade que em alguns momentos o Predators se deu por vencido quando poderia ter lutado mais, afinal de contas é a Stanley Cup, você não deve desistir, mas falar isso quando está de fora é fácil. Foi uma ótima campanha, que para o time e os torcedores, infelizmente não conseguiu alcançar o desejado, o último passo foi impossível.

Com todos os méritos do mundo o time de Pittsburgh alcançou a Stanley Cup pela quinta vez, igualando-se ao Edmonton Oilers no número de conquistas. Penguins deixou seus rivais de Nova Iorque para trás e agora está empatado como o 5º maior vencedor da copa de Lord Stanley entre as franquias ativas, 6º maior de todos os tempos. Pela primeira vez na era do salary cap uma franquia consegue um bicampeonato consecutivo, além de ser a primeira vez desde o Detroit Red Wings 1996-97/1997-98 que qualquer equipe conseguiu esse feito. Essa temporada coroou o Pittsburgh Penguins como, discutivelmente, a maior franquia dessa era atual da NHL, são 3 Stanley Cups e 4 finais, além de outros bons desempenhos nesse período.

Sidney Crosby foi novamente agraciado com o Conn Smythe Trophy, para o jogador mais valioso dos playoffs. Ele foi o terceiro em toda a história do troféu, desde 1965, a conseguir tal feito, antes dele apenas Bernie Parent (Flyers 1974/1975) e Mario Lemieux (Penguins 1991/1992) foram agraciados com o troféu em anos seguidos. Não acho que foi uma decisão acertada, mesmo Crosby tendo sido fundamental, talvez dar o Conn Smyth para Evgeni Malkin fosse o mais correto, com tudo acho que o mais justo seria uma divisão entre os dois goleiros, Marc-Andre Fleury e Matt Murray acabaram sendo decisivos em muitos momentos e como os dois dividiram a posição, seria justa a vitória conjunta. Mas novamente Sidney Crosby foi escolhido, então nada podemos fazer além de expor uma opinião que em nada irá impactar, no final das contas.

NHL: Stanley Cup Final-Pittsburgh Penguins at Nashville Predators
Sidney Crosby recebe o troféu Conn Smyth, para o jogador mais valioso dos playoffs (Foto: Christopher Hanewinckel/USA TODAY Sports)

E assim se encerrou a temporada 2016-17 da NHL, com a Stanley Cup voltando para as mãos do Pittsburgh Penguins. Parabéns ao time e aos torcedores! Será que a 3ª copa consecutiva, a sexta 6ª em toda história, vem pela frente? Não sabemos, mas sabemos que em outubro a NHL retorna.

NHL: Stanley Cup Final-Pittsburgh Penguins at Nashville Predators
Aquela foto tradicional com os jogadores ao redor do troféu (Foto: Christopher Hanewinckel-USA TODAY Sports)
Puck na cara #5 – Stanley Cup Playoffs #2 e A Grande Final

Puck na cara #5 – Stanley Cup Playoffs #2 e A Grande Final

Olá caros leitores do Puck Brasil! No dia em que se inicia a final, depois de ter falhado miseravelmente nos palpites da primeira rodada e sofrer com a famosa falta de tempo, eu, Lucas Mendes, estou aqui de volta pra falar sobre os amados playoffs da NHL, mas antes de tudo, quero mandar um TANKA MAIS pro meu caro amigo Canuck, Andrei Henrique.

Embora esses playoffs estejam levemente manchados por erros crassos de arbitragem, que definiram o andamento de algumas séries, tivemos duas ENORMES surpresas, uma pipocada que todo mundo espera (alô Capitals), além da volta dos canadenses, que ficaram fora na última temporada, chegamos ao clímax, a grande final, onde um time chorará, e outro alcançará a glória máxima do hóquei, inclusive, podendo ser um campeão inédito.

Destrinchando um pouco, vamos falar primeiro da conferência Oeste, onde tivemos a maior surpresa talvez da história da NHL. Quem, em sã consciência apostaria que o último time a se classificar aos playoffs anularia totalmente e varreria o melhor time classificado em sua conferência? Sério, aplausos de pé para o Nashville Predators. Enquanto isso, o Chicago Blackhawks ficou só na espera de #OneGoal em casa. No outro lado dessa chave, tivemos outra varrida, mas nesse caso, teve muita polêmica. O Ducks varreu o Flames sim, mas erros de arbitragem nos três primeiros jogos colocaram em dúvida o resultado da série. Ainda nesse lado, tivemos o Oilers vencendo uma série de playoffs depois de 800 anos em rebuild e tank. Na segunda rodada ainda tivemos Ducks vencendo jogo 7 em casa (!!!) e o Predators vencendo o Blues. Na final de conferência, vimos o Predators chegando na grande final pela primeira vez na história. Smashville tem plenas condições de festejar como nunca visto antes. Só precisam de mais 4 vitórias.

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PK e Nashville estão como predadores em busca da taça. (Foto: Frederic Breedon/Getty Images)

Do lado leste, quem apostava no Ottawa Senators? Passando pelo Bruins e pelo Rangers, que eliminou Carey Price e cia na primeira rodada (PK Subban está assim: minha ex tá bem, só não está melhor que eu), mas parou no 2º overtime do jogo 7 na final de conferência contra o Penguins, que passou da sensação Blue Jackets e mais uma exaustiva vez, contra o time da pipoca anual, o Washington Capitals (Ovie nunca vai ganhar uma Stanley Cup mesmo, infelizmente) que tinha vencido o Toronto Maple Leafs, com sufoco. O Penguins volta a final e vai defender seu título, querendo levantar a Stanley pela 5ª vez.

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O olhar de quem quer levantar mais uma taça. (Foto: NHL)

O Penguins vem com certo favoritismo nessa final, pelo fato de ser um time mais acostumado com finais e mais experiente nos playoffs. Do outro lado, o Predators vem com o apoio imenso da torcida, que parece uma torcida sul-americana em jogo de libertadores, além de ter um baita goleiro em Rinne, uma defesa extremamente sólida liderada pelo negro maravilhoso PK Subban, sem falar no bom ataque.

A defesa deve ser o fator desequilíbrio, o que pode decidir o campeão nessa final. O Penguins sofreu bastante com erros defensivos nesses playoffs e precisa que seus 3 pares joguem de maneira sólida, evitando erros e impedindo o bom ataque de Smashville.

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Quem comemora? Quem chora? A final começa HOJE (29/05)! (Foto: NHL)

Mas, cá entre nós, temos uma certeza. A Stanley Cup desse ano, com certeza será amarela.

Impressões Sobre as Finais de Conferência 2017

Impressões Sobre as Finais de Conferência 2017

A macha até a Stanley Cup chega a sua etapa final, mas antes disso aconteceram as finais de conferências. Quatro times tinham chances de erguer lorde Stanley, mas apenas dois mantem o sonho de fazer isso ainda em 2017. Antes de chegarmos a etapa final, vamos falar sobre as finais de conferência e como o time A venceu, como o time B não venceu, como o time C jogou muito bem, mas não foi sua vez, como o time D tem um bufê… Acho que não vamos tão longe assim.

Penguins a fim de voltar a Stanley Cup e ser bicampeões ou penta, considerado toda a história da franquia, Ducks e Senators querendo voltar a disputar o título máximo da NHL após 10 anos desde que fizeram isso pela última vez (a primeira para o time de Ottawa), além do Predators querendo colocar o pé na fase final pela primeira vez em sua relativamente curta história (o que são 20 anos para uma franquia?). Quem chegou a Stanley Cup? Como esses dois times venceram suas respectivas conferências? Por que não foram os adversários a vencer? As respostas estão a seguir, não necessariamente ou completamente corretas:

Pittsburgh Penguins 4-3 Ottawa Senators Quem diria que o Ottawa Senators chegaria tão longe? Sem clubismo, creio que ninguém, de verdade imaginava isso. Já o Pittsburgh Penguins tinha uma ótima chance de chegar até essa etapa, o fez e avançou a Stanley Cup novamente, como parece ser a tradição da franquia (o time fez isso em 1991-1992, 2008-2009 e 2016-2017). O gol de Chris Kunitz na segunda prorrogação fez o time de Pittsburgh voltar as finais, mas como chegamos até aí?

Uma série de altos e baixos, de ambos os times, por vezes um dominava dois períodos e o adversário “aparecia” para o jogo apenas no período final. Tanto Penguins quanto Senators variaram muito, isso proporcionou uma goleada para cada time. Nos demais jogos, houve equilíbrio, ao menos no placar, em muitos momentos vimos o time de Pittsburgh dominar, mas parar em Anderson. Aliás, Craig Anderson foi o grande jogador do time na série, graças a ele, além de outros fatores, tudo foi definido apenas na segunda prorrogação do jogo 7. Do lado do Penguins, tivemos bons momentos de Sidney Crosby, Marc-Andre Fleury, Matt Murray, que voltou a titularidade durante a série, mas principalmente Evgeni Malkin. A vontade do Ottawa Senators pareceu não ser o suficiente dessa vez, além de em alguns momentos o time ter tomado algumas decisões erradas, do outro lado tinha um time superior em habilidade, técnica, tática e até na vontade, o conto de fadas do Ottawa Senators terminou com um choque de realidade não tão duro quanto poderia ter sido.

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Novamente Sidney Crosby levanta o troféu Prince of Wales (Via: https://twitter.com/penguins/status/867959607414501380)

Anaheim Ducks 2-4 Nashville Predators A série teve seis jogos que, em alguns casos, pareciam ter jogos dentro de si mesmos. Dois times muito concentrados e focados em lutar, em disputar, em se doar e derrotar o adversários, não necessariamente os dois ao mesmo tempo, mas vontade não faltou as representações de Anaheim e Nashville. Além da vontade, fatores coletivos e individuais pesaram, obviamente, em muitos momentos o Ducks produziu em quantidade, mas novamente o Predators mostrou que a qualidade prevalece.

Não adianta disparar 50 vezes ao gol por jogo se 40 são disparos sem muito perigo, assim o time de Nashville vem jogando, se porta bem defensivamente a ponto de o adversário passar maior parte do tempo com o disco e, na maioria das vezes, não conseguir achar o espaço para disparar. O Anaheim Ducks em alguns momentos achou o espaço, mas em muitas boas oportunidades parou na muralha finlandesa chamada Pekka Rinne, que novamente brilhou muito. Em outras oportunidades, o Ducks bateu Rinne e fez gols, venceu jogos, foi um time muito bravo que caiu de pé contra um adversário taticamente superior e em momento melhor. O Nashville Predators, por outro lado, encontrou os caminhos, soube se segurar e contra atacar, soube pressionar, fez tudo o que havia feito nas séries anteriores. Roman Josi, P.K. Subban e Ryan Ellis fizeram o trabalho sujo lá atrás e apoiaram o ataque muito bem, os atacantes auxiliaram nos momentos de defesa e tiveram visão e criatividade para superar o adversário. E mesmo no momento que Ryan Johansen, um dos grandes talentos ofensivos do time, se machucou, o time arrumou maneiras de superar, incluindo a heroica performance de Colton Sissons com direito a hat-trick no jogo 6 (o herói improvável e a NHL tem um caso eterno de amor).

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Senhoras e senhores, o Nashville Predators campeão da conferência oeste 2016-17 (Foto: Mark Humphrey-AP)

Uma prévia do que pode vir por aí

Pittsburgh Penguins e Nashvile Predators vão decidir quem vence a Stanley Cup no ano de 2017 da era cristã, ou comum, se preferir. Ou teremos o time de Pittsburgh vencendo pela quinta vez, ou o time de Nashville pela primeira, Sem dúvidas espero uma grande Stanley Cup, muito disputada e que termine na quinta prorrogação do jogo 7 (para desespero dos torcedores dos dois times).

É tecnicamente impossível realmente prever o que vai acontecer aos mínimos detalhes, mas se pararmos para pensar no modo de jogo das duas equipes na pós-temporada, deveremos ter o Penguins procurando espaços no incrível sistema defensivo do Predators, assim como tendo que persistir muito para vencer Pekka Rinne, o time de Nashville contra golpeando e dominando o jogo em alguns momentos, procurando passes para vencer o esquema de Mike Sulivan e bater Matt Murray. Penguins tem mais qualidade no ataque, Predators na defesa, os dois tem goleiros incríveis, se tudo correr bem nos aspectos de saúde dos jogadores e momento, teremos uma grande partida de shogi (jogo de tabuleiro inventado no Japão, chamado as vezes de “xadrez japonês”, que por natureza é muito mais dinâmico do que o xadrez em si)  entre Mike Sulivan e Peter Laviolette, já que como as peças de shogi, os jogadores podem voltar ao jogo e fazer toda diferença a qualquer momento.

Quatro ou sete jogos, não sabemos o que vai acontecer, mas tudo indica que será uma guerra. Novamente digo isso, tudo pode acontecer no gelo, inclusive nada, com tudo as expectativas estão lançadas para que essa seja a melhor Stanley Cup de todos os tempos, com tudo, se não chegar a isso, pode ser que não fiquemos decepcionados. Os dois times tem material humano e aplicação tática para fazer algo muito especial acontecer, mas um deles apenas vai ser o campeão.

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Penguins e Predators pronto para o duelo final da temporada, mas vamos com calma que só começa dia 29 (Via: Getty Images)

Que venha o dia 29 de junho! É hora da disputa final.

 

Impressões Sobre a Segunda Fase dos Playoffs da NHL

Impressões Sobre a Segunda Fase dos Playoffs da NHL

Mais uma fase está nos livros de História, oito times estavam vivos na disputa da Stanley Cup, agora apenas quatro são candidatos a erguer o santo Graal do hóquei sobre o gelo na temporada 2016-17. Como sempre, tivemos corações partidos, heróis improváveis aparecendo, o improvável e o que se tinha como impossível, aconteceu. Nada de novo em se tratando desse esporte, mas ainda sim fomos surpreendidos, ou, em alguns casos, vimos a história se repetir como se fosse Karma.

Vamos abordar, como feito anteriormente, série a série:

Ottawa Senators 4-2 New York Rangers Surpresa? Sim de certa forma, e fica mais surpreendente pelos contornos tomados na série. O New York Rangers liderou a maior parte do tempo e ainda sim perdeu a série, apenas no sexto jogo o Ottawa Senators saiu na frente. Aqui foi uma série decidida pela força mental e, por outro lado, perdida pelos mesmos erros cometidos repetidamente.

Se essa série teve um nome, esse nome foi Jean-Gabriel Pageau, Pageau fez 4 gols, incluindo o de empate e da vitória, no jogo 2 da série, fez o gol da vitória no jogo 5 e ainda selou o destino no jogo 6. Nada de Karlsson, Ryan, Turris ou Hoffman, que fizeram seu papel dentro do esperado, Pageau foi o herói improvável na série. Por outro lado, o time de Nova Iorque apresentou muitos problemas, muitas falhas, tanto sobre segurar placares nos momentos decisivos do jogo, quanto motivacionais, Mats Zuccarello após o jogo 6 comentou que os próprios jogadores haviam desanimado em um momento do jogo, quando o Rangers estava atrás do placar e precisava buscar uma virada para sobreviver. Por outro lado, na batalha dos técnicos, Guy Boucher soube motivar e organizar seus comandados nos momentos de dificuldade, Alain Vigneault não, por esse motivo, junto aos outros citados e talvez até outros mais, o Ottawa Senators acabou surpreendendo e derrubando o favorito.

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O aperto de mãos simbolizando o final do sonho de um e a continuidade do sonho de outro (Foto: Frank Franklin II/The Associated Press)

Washington Capitals 3-4 Pittsburgh Penguins Mais uma vez o Washington Capitals chega a segunda fase na pós-temporada, mais uma vez sua temporada termina nessa fase. Parece ser kármico, mas Alexander Ovechkin nunca passou dessa fase, não importa o quanto o time ao redor dele seja forte, mas o adversário parece sempre destinado a vencer.

Nessa série o Washington Capitals disparou mais ao gol, mas o Pittsburgh Penguins conseguiu criar mais perigo, o time de Pittsburgh foi o segundo que conseguiu criar mais chances de disparo sem bloqueio no 5 contra 5 (High Danger Score Chances ou HDSC) tomando como base a fase anterior, enquanto o Capitals foi apenas o décimo na primeira rodada dos playoffs (Fonte – em inglês ). Não basta ter o puck, não basta disparar a esmo, tem que criar chance de perigo real, tem que fazer o goleiro adversário trabalhar de verdade, tem que dar espaço real para suas armas fazerem a diferença. E foi isso o que o Penguins fez, isso que o Capitals falhou em fazer. Aquele que conseguiu usar melhor suas armas venceu, mais uma vez o Washington Capitals caiu em um jogo 7 para o Pittsburgh Penguins, mais uma vez essa foi a barreira intransponível para Alexander Ovechkin. Como diria o poeta: Karma is a bi…

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Crosby e Fleury se cumprimentam, Penguins avança (Foto: Patrick Smith/Getty Images)

St Louis Blues 2-4 Nashville Predators Mais uma vez o time de Nashville seguiu fazendo seu jogo de se ajustar muito bem ao adversário. Defende para contra atacar quando tem o puck, sabe pressionar na zona ofensiva, dessa vez encontrou mais dificuldades, mas ainda sim passou para as finais de conferência.

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Johansen marcando sobre Allen (Crédito da foto)

O St Louis Blues fez o que poderia, mas o time de Nashville veio embalado pelo momento, tem a já citada capacidade de se adaptar ao jogo, seus atacantes e defensores sabem criar chances perigosas quando tem o disco. Os grandes destaques tem sido Pekka Rinne e Ryan Ellis, o goleiro tem atuado de maneira espetacular, o defensor é um leão na defesa e no ataque. Do lado de St Louis, mesmo tendo trocado o melhor defensor no meio da temporada, o time se comportou muito bem e não está muito longe de ser uma equipe melhor, basta o gerenciamento tomar as decisões certas (o que é difícil).

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Nashville pode comemorar, o Predators está nas finais de conferência pela primeira vez na sua história! (Crédito da Foto)

Anaheim Ducks 4-3 Edmonton Oilers O time do futuro contra o time desacreditado, foi uma grande série, teve a maior polêmica de toda a pós-temporada, até agora, e tudo terminou com os demônios do time de Anaheim sendo exorcizados. Se o Washington Capitals teve um destino que parece até ser o Karma dessa equipe atualmente, o Anaheim Ducks conseguiu superar o que parecia ser seu Karma e vencer um jogo 7.

A série começou maluca, Oilers venceu os 2 primeiros jogos em Anaheim, Ducks empatou a série com duas vitórias em Edmonton e tudo chegou ao jogo 5 e seu lance polêmico. O time de Edmonton vencia por 3 gols, o Ducks marcou o primeiro faltando 3 minutos e 17 segundo para o final do jogo, o segundo faltando 2 minutos e 41, então faltando 15 segundos, Rickard Rakell empatou, a confusão em frente ao gol com Nurse empurrando Kesler na direção de Talbot. O desafio foi feito, a marcação de gol foi mantida, alguns acharam que Kesler puxou o pad do goleiro, outros acham que não houve a interferência porque o jogador foi empurrado sobre Talbot, eu faço parte dessa segunda corrente, não creio que houve interferência na jogada, mas não é e nunca será uma unanimidade, de qualquer modo, Perry marcou o gol vencedor na segunda prorrogação. No sexto jogo o Oilers passou o carro, fez o ETERNO 7 a 1, mas no sétimo jogo o Anaheim Ducks mostrou vontade para virar a partida, raça para segurar, enquanto o time de Edmonton pareceu ter cedido a pressão e ao nervosismo, a inexperiência pareceu ter falado mais alto.

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Corey Perry celebra o gol vencedor no jogo 5 da série (Foto: Chris Carlson/AP)

Balanço final

Quatro séries, 26 jogos, 148 gols, uma média de 5,7 gols por jogo, 5 jogos decididos na prorrogação. Foram quatro séries acirradas, decidida em detalhes na maioria das vezes, tudo o que se espera dos playoffs da NHL. O campeão atual voltou as finais de conferência, o Pittsburgh Penguins tenta manter a escrita de ir a Stanley Cup e voltar no ano seguinte, pela frente vai encontrar um valente Ottawa Senators querendo voltar a disputar a Stanley Cup após 10 anos. Do outro lado temos o Nashville Predators tentando alcançar as finais pela primeira vez em sua história, seu embate será contra o Anaheim Ducks, que busca alcançar as finais pela terceira vez e conquistar o troféu mais sagrado do esporte pela segunda vez. Apenas dois desses quatro irão sobreviver a avançar até o estágio final da temporada 2016-17, quem serão os dois? Descobriremos em alguns dias…

7 x 7.

A última chance de mudar a história ou ser condenado por ela. Jogos 7 criam e destroem heróis, vilões são paridos, controvérsias são relembradas. Em um jogo 7, se abre uma fenda na relação tempo/espaço. Tudo que acontece dentro de um jogo 7, acontece num mundo alternativo. Coisas alternativas num mundo real.

Antes de Ducks, Oilers, Capitals e Penguins se degladiarem no ponto alto do esporte, 73 jogos 7 aconteceram nos últimos 16 anos. Incluindo cinco jogos finais pela Stanley Cup e 12 dessas pelejas decisivas acabaram depois dos 60 minutos. Para Capitals e Ducks, mandantes das prélias decisivas de hoje, uma pequena vantagem: Os mandantes venceram 39 dos 73 jogos 7 que aconteceram entre 2000 e 2016. Para os visitantes Oilers e Penguins, sobra a esperança: Os visitantes venceram 10 dos últimos 17 jogos 7. O Ducks nunca ganhou um jogo 7 no Honda Center e o Capitals perdeu 6 dos 9 jogos decisivos que disputou entre 2008 e 2015.

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Sergei Fedorov e Alex Ovechkin festejaram a vitória sobre o Rangers de Henrik Lundqvist no jogo 7 de 2009. Teremos outro final feliz por Capitals? (créditos: Zimbio)

Nesse singelo post, falaremos de sete jogos 7 que aconteceram nos últimos 16 anos e marcaram alguma coisa na liga.

Sete.

Sete vezes sete.

Sete é o número da perfeição.

O número de Deus.

Onde o céu do hóquei acontece.
1. 26/05/2000, Finais da conferência leste, New Jersey Devils 2-1 Philadelphia Flyers.

Uma atuação fantástica de Patrik Elias com dois gols garantiu o Devils na Stanley Cup Final de 2000, virando a série contra o Flyers de 1-3 para 4-3. Esse jogo ficou marcado pelo hit assombroso de Scott Stevens em Eric Lindros no segundo período, o hit que tirou Lindros do jogo numa maca, também marcou o último jogo do camisa #88 com a jersey do Flyers. Enquanto “Big Eric”, Bobby Clarke e o Flyers entrariam em uma briga que duraria mais de dois anos, Elias e companhia ganhariam a Stanley Cup sobre o Dallas Stars em seis jogos.

2. 09/06/2001, Stanley Cup Final, New Jersey Devils 1-3 Colorado Avalanche

Esse confronto histórico marcou a última página de uma carreira gloriosa e que acabou da forma que devia. Raymond Bourque, discutivelmente o melhor defensor da história do jogo, passou longos 21 anos em busca da Stanley Cup, última peça que faltava em sua premiadíssima estante. A terra prometida não veio sem drama. Após perder o jogo 5 em casa para o Devils por 4-1, o Avalanche precisava de uma vitória na casa do capeta (literalmente) para manter vivo o sonho de Bourque, vitória essa que veio graças a uma atuação soberba de Patrick Roy. A peleja decisiva foi decidida pelo seu herói desconhecido que sempre aparece no jogo 7: Alex Tanguay. O camisa 40 marcou dois dos três gols feitos pelo Avs naquela noite (o outro veio de Joe Sakic) e garantiu o final dos sonhos para a carreira do camisa 77.

3. 31/05/2002, Final da conferência oeste, Colorado Avalanche 0-7 Detroit Red Wings

Antes mesmo da expressão “virou passeio” fazer sucesso na boca de quase todo brasileiro e brasileira, os passeios já corriam soltos. De fato, nos últimos 16 anos, 22 dos 73 confrontos 7 acabaram com diferença superior igual ou superior a 3 gols para o vencedor. Em tal ocasião, o estrelado Red Wings carregado com quase 10 futuros Hall’s da fama enfrentava o atual campeão Avalanche. Assim como seu rival um ano antes, o Red Wings também precisou de uma vitória em território inimigo para trazer a série de volta pra casa, fato que conseguiu vencendo o jogo seis por 2-0, contando com a gloriosa ajuda de Patrick Roy. Em casa, as asas vermelhas tiveram um começo perfeito marcando seis gols em menos da metade da partida, mandando Roy para o banco e se garantindo em sua terceira SC Final no espaço de 5 anos. Depois do passeio, o Red Wings bateu o Hurricanes em cinco jogos e levou a 10* Stanley Cup de sua história.

4. 12/06/2009, Stanley Cup Final, Pittsburgh Penguins 2-1 Detroit Red Wings

Que tal ganhar a primeira Stanley Cup de sua carreira e a terceira da sua franquia na casa do atual campeão? Essa honraria foi de Sidney Crosby e companhia que bateram o Red Wings e levaram a copa para Pittsburgh pela primeira vez em 17 anos. A conquista da prometida veio através do stick de Maxime Talbot (outro salvador incompreendido e inesperado) que marcou dois gols na partida. P.s: Crosby não jogou boa parte do encontro devido a uma lesão no joelho.

5. 14/05/2010, 2* round da conferência leste, Philadelphia Flyers 4-3 Boston Bruins

Uma série que tomou um caminho antes de tomar outro. Boston abriu uma vantagem de 3-0 na série depois de bater Philly nos jogos 1-2 em casa (5-4 no OT do jogo 1 e 3-2 no jogo 2) e golear os laranjinhas por 4-1 no jogo 3. Contando com a volta de Simon Gagne para o encontro 4, o Flyers começou a virada vencendo a partida por 5-4 no overtime, o gol da vitória vindo de Gagne. O jogo 5 marcou outra grande noite do camisa #12 com dois gols e um shutout dividido entre Brian Boucher e Michael Leighton. De volta a cidade do amor fraterno para a disputa #6, foi a vez de Daniel Briere brilhar e garantir o jogo 7. Na casa dos ursos, Milan Lucic marcou duas vezes e o Bruins abriu 3-0 ainda no 1* período. James van Riemsdyk diminuiu ainda no período inicial, Scott Hartnell e Briere emparataram a partida no período do meio, deixando para Gagne marcar o powerplay gol que deu ao Flyers a vitória no jogo e na série por 4-3.

6. 26/04/2011, 1* round da conferência oeste, Blackhawks 1-2 Canucks (OT)

Talvez, o jogo mais importante da história do Canucks. Eliminados pelo Blackhawks em 2009 e 2010, os comandados de Alain Vigneault entraram no confronto com o favoritismo de quem foi a melhor equipe da NHL na temporada regular contra o atual campeão que se classificou na bacia das almas. Quase confirmando o favoritismo, o Canucks abriu 3-0 na série somente para ver o Blackhawks surgir das cinzas e empatar a série vencendo os jogos 4-5-6 com três goleadas (placar somado de 17-3). A partida decisiva teve como herói o matador de dragões que marcou dois gols, incluindo o OT winner, Alexandre Burrows.

7. 01/06/2014, Final da conferência oeste, Los Angeles Kings 5-4 Chicago Blackhawks (OT)

Essa lista se encerra com um grande confronto. Kings e Hawks tinham se enfrentado na final de conferência um ano antes, com os amigos de Toews vencendo a série por 4-1. Um ano depois,o Kings abriu 3-1 na série graças a grandes atuações de Jeff Carter, Tyler Toffoli e Tanner Pearson. Contra a parede, o atual campeão se salvou da eliminação contando com o gol salvador de Michal Handzus no 2OT do jogo 5 e uma atuação soberba de Patrick Kane no jogo 6. A prélia dourada viu o Kings ficar TRÊS vezes atrás do placar (2-0, 3-2, 4-3), empatar em todas as vezes e vencer o confronto com o OT winner de Alec Martinez. Os reis fizeram história, sendo a primeira esquadra na quase centenária liga que disputou três jogos 7 fora de casa e venceu todos.

7 Considerações especiais

1. 27/05/2000, Finais da conferência oeste, Colorado Avalanche 2-3 Dallas Stars

Imagina se aquele puck na trave do Bourque tivesse entrado?

2. 22/04/2003, 1* round da conferência oeste, Minnesota Wild 3-2 Colorado Avalanche (OT)

Última partida da carreira de Patrick Roy.

3. 07/06/2004, Stanley Cup Final, Calgary Flames 1-2 Tampa Bay Lightning

A conquista da copa para Dave Andreychuk depois de 24 anos de espera.

4. 13/05/2009, 2* round da conferência leste, Pittsburgh Penguins 6-2 Washington Capitals

O confronto Crosby vs Ovechkin acabou com grande atuação do Penguins em sua caminhada para a Stanley Cup.

5. 13/05/2013, 1* round da conferência leste, Toronto Maple Leafs 4-5 Boston Bruins (OT)

Toronto, it was 4-1.

6.  30/04/2014, 1* round da conferência oeste, Los Angeles Kings 5-1 San Jose Sharks

Assim como o Flyers, o Kings precisou estar a um passo do inferno para se direcionar ao céu.

7. 27/04/2016, 1* round da conferência oeste, Nashville Predators 2-1 Anaheim Ducks

Primeira vitória em jogo 7 fora de casa para o Predators.

E PRA NÃO DIZER QUE SÓ FALAMOS MAL DE CAPS E DUCKS:

1. 19/06/2006, Stanley Cup Final, Edmonton Oilers 1-3 Carolina Hurricanes

Já parou pra imaginar se o Dwayne Roloson não tivesse se lesionado no jogo 1?

2. 12/05/2010, 2* round da conferência leste, Montreal Canadiens 5-2 Pittsburgh Penguins

Mesmo sendo o atual campeão e jogando a última partida na história da Mellon Arena, sorry Pens, you got Halak’ed.

APROVEITEM OS JOGOS!

Do Velho Mundo – JE MISTR!  Tappara Bicampeão, HV71 e Brynäs Vão Até a Prorrogação do jogo 7 e Encerramento da Temporada.

Do Velho Mundo – JE MISTR! Tappara Bicampeão, HV71 e Brynäs Vão Até a Prorrogação do jogo 7 e Encerramento da Temporada.

Bom dia, boa tarde, boa noite! Hoje é segunda-feira sábado e dia da coluna sobre hóquei europeu no site Puck Brasil! A temporada de clubes na Europa está encerrada, campeões foram feitos, destinos tristes também tiveram sua vez, mas antes de falar sobre isso, vamos as finais nas três grandes ligas que ainda faltavam ser relatadas para saber o que ocorreu. Começamos na terra do triunvirato eterno formado por Antonin Dvorak, Dominik Hasek e Jaromir Jagr:

ELH

A série foi para Brno para os jogos 3 e 4, a terceira partida foi disputada na terça, 18/04. O Kometa abriu o placar e pouco depois fez o segundo gol, o time da casa ainda continuou a dominar o jogo, além de tudo, o Bílí Tygri não conseguiu superar Marek Ciliak, goleiro do Kometa. Martin Zatovic marcou o gol final do jogo após o time de Liberec tirar o goleiro, assim o Kometa venceu por 3-0 fazendo o mesmo placar na série e ficando a uma vitória de conseguir seu primeiro título na Extraliga Ledního Hokeje.

A quarta partida começou nervosa, nenhum dos times conseguia construir uma jogada efetiva. Após o primeiro intervalo os times acalmaram e os gols saíram, o Kometa inaugurou o marcador, segundos depois o Bílí Tygri empatou, minutos depois o time da casa voltou a frente e ampliou rapidamente, o Liberec diminuiu, mas o Kometa voltou a marcar no minuto seguinte. Nos minutos finais Jakub Krejcik aproveitou o power play, selou a vitória e o título, o placar final de 4-2 para o Kometa garantiu o primeiro título da liga de seu país na história do time, nos tempos de Tchecoslováquia ele venceu 11 vezes, mas na Tchéquia como país independente e soberano foi a primeira vez. Para o Bílí Tygri Liberec resta apenas AQUELE Molejão…

O Kometa Brno terminou a temporada regular no sexto lugar, foi o último a garantir vaga direta nas quartas de final. O time pegou momentum na parte final da temporada regular e aproveitou o embalo na pós-temporada, enfrentou uma equipe mais forte e se impôs nos 4 jogos, não é todo dia que se vê o melhor time da liga, independente de qual ela seja, ser varrido em uma final e isso é mérito total do Kometa. Após 51 anos de seca o Kometa Brno pode finalmente gritar Je Mistr!

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O Kometa Brno campeão da ELH, finalmente! (Foto: Karel Švec/ Via: cslh.cz)

Liiga                                                             

A partida de abertura das finais da Liiga foi muito equilibrada, Tappara e KalPa jogaram de igual para igual. O KalPa abriu o placar, o Tappara empatou, então o KalPa marcou dois gols e por fim o Tappara conseguiu marcar apenas mais um. O KalPa venceu fora de casa por 3-2 conseguindo dar um passo importante.

O segundo jogo foi quase igual ao primeiro, o detalhe que muda nos aspectos gerais é que o Tappara quem saiu na frente dessa vez, mas o KalPa marcou 3 gols antes que o Tappara fizesse o segundo. Novamente o placar de 3-2 deu a vitória ao KalPa, que conseguiu fazer 2-0 na série aparentemente dominando a fera chamada Tappara.

Na terceira partida o Tappara conseguiu fazer o que sabe fazer melhor, atacar, atacar, atacar e atacar. Em seus domínios, o time de Tampere abriu a contagem no segundo período, o KalPa empatou no período seguinte, mas o Tappara não se cansou e continuou atacando até que voltou a frente. O placar de 2-1 para o Tappara acabou dando a vitória para o time, mas a série estava 2-1 para o KalPa.

O quarto jogo foi amplamente dominado pelo Tappara, mesmo como visitante o time de Tampere impôs-se e igualou as coisas na série. A vitória veio com um placar de 5-2, a segunda linha do Tappara dominou o gelo e conseguiu marcar 3 dos 5 gols do time. Por outro lado, o KalPa tentou fazer seu jogo, mas dessa vez foi completamente superado pelo poderio do Tappara.

A quinta partida foi em Tampere, o jogo foi novamente muito parelho, Tappara e KalPa travaram um duelo definido nos detalhes. O primeiro período passou sem gols, mas sendo muito disputado, já no segundo período o poder do time que defende o título começou a surtir efeito. No segundo minuto do segundo período o placar foi aberto por Teemu Nurmi, o Tappara saíra na frente, o até KalPa pressionou, mas sem sucesso. Então na metade do terceiro período o Tappara fez 2-0, o KalPa novamente pressionou, chegou ao gol com Janne Keränen, mas não passou disso. O Tappara venceu por 2-1 em seus domínios e virou a série para 3-2 ao seu favor, ficando a uma vitória do bicampeonato.

O sexto jogo, valendo título para o Tappara, por outro lado uma esperança para o KalPa, os times começaram buscando espaço para atacar, o primeiro período foi muito equilibrado, mas terminou sem gols. Então no segundo período o KalPa começou dominando o jogo, com tudo o Tappara conseguia bloquear avanços e num mortal contra ataque acabou abrindo o placar, o KalPa construiu o empate e o alcançou ainda no segundo período. O terceiro período começou com ambos os times nervosos, mas a medida que eles se soltaram o jogo esquentou novamente, então quase na metade do período o Tappara aproveitou um power play e voltou a frente. A corrida do KalPa contra o tempo começara, o grande problema para o time da casa foi que o Tappara não desistiu do jogo, o KalPa pressionou, mas o Tappara se doou para defender e nos segundos finais a vitória foi selada por  com um gol na rede desprotegida.

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Jogadores do Tappara comemoram o bicampeonato fora de casa (Foto: Tomi Hänninen)

O Tappara chegou ao bicampeonato consecutivo com todos os méritos possíveis, foi o melhor time da Liiga desde o primeiro dia, além de tudo, com o título conquistado nessa temporada, o Tappara chegou aos 10 títulos e se tornou o maior campeão nacional da Finlândia ao lado do TPS. A temporada na Finlândia terminou com o campeão defendendo o título, talvez não com tanta facilidade que parecia que iria fazer em alguns momentos, os adversários fizeram o Tappara ter que dar tudo de si para voltar a levantar a Kanada-Malja.

SHL                                           

Tendo o HV71 vencido o primeiro jogo, o Brynäs sentiu-se obrigado a vencer em seus domínios. O time da casa abriu o placar no primeiro período, ampliou no começo do segundo período, mas o HV71 correu atrás e ainda no segundo período empatou a partida. Mesmo com maior domínio, o Brynäs não alcançou novamente o gol dentro dos 60 minutos, tão pouco o HV71, isso fez com que o jogo fosse para a prorrogação. No tempo extra o Brynäs conseguiu a recompensa, Linus Ölund marcou o gol vencedor do jogo e igualou a série.

Mesmo o terceiro jogo sendo na casa do HV71, o Brynäs quem começou vencendo o jogo, os donos da casa dominaram maior parte da partida, mas os times ficaram trocando gols e ao término de 3 períodos estavam empatados em 3-3. A pressão do HV71 continuou, mas novamente quem chegou ao gol foi o Brynäs, Tomas Zaborsky marcou o gol da vitória na prorrogação e o Brynäs passou a frente na série.

De volta a Brynäs para o jogo quatro da série, o período de abertura passou em branco, foi até lento. No segundo período as coisas mudaram, o Brynäs abriu o placar, o HV71 empatou, os times começaram a trocar gols no terceiro período fazendo parecer que o jogo ou iria para a prorrogação ou terminaria com uma diferença mínima para um dos times, porém quando o placar chegou a 3-3, o HV71 ganhou momentum e ampliou para 5-3, o Brynäs marcou mais um gol, mas o HV71 fez 6-4 e devolveu a derrota fora de casa.

Quinto jogo, disputado em Jönköping, equilíbrio novamente nos números. HV71 e Brynäs duelaram de igual para igual nessa partida, mas um dos times marcou gol e o outro não. E mesmo fora de casa, o Brynäs quem saiu com a vitória, marcou o primeiro gol no minuto final do segundo período e fechou o jogo marcando outro gol nos segundos finais fazendo 2-0. Felix Sandström foi um jogador chave no jogo, obviamente o shutout pesou muito mais devido ao placar mínimo até os instantes finais de jogo, o desempenho do goleiro do Brynäs assegurou, junto aos gols, a vitória no jogo e o placar de 3-2 na série.

A sexta partida começou com o HV71 avassalador, o time queria forçar o jogo 7, com 3 gols no primeiro período e mais 1 no segundo, o HV71 parecia ter matado o jogo rapidamente. Mas o hóquei no gelo tem suas máximas e entre elas está o velho bordão do “só termina quando acaba”, o Brynäs voltou em seu máximo no terceiro período e o HV71 recuou, o time da casa chegou a diminuir o placar para 4-3, mas nos instantes finais Oscar Sundh fechou a conta no jogo 6. A vitória por 5-3 do HV71 fez com que fosse necessário um jogo 7.

Jogo 7, sempre uma oportunidade para o épico, última chance de os heróis conseguirem aparecer, mas só um pode ser campeão. O jogo foi parelho novamente, as equipes se entregaram no gelo para sair com o título, mas quem abriu o placar foi o Brynäs, Jacob Blomqvist colocou os visitantes a frente. O segundo período passou, o terceiro período chegou e Christoffer Törngren empatou a partida, empate que permaneceu até o final. O último jogo da temporada foi decidido no tempo extra, um modo extremamente estressante para os fãs, mas extremamente épico, a temporada terminou de maneira épica. Foram exatamente 11 minutos e 1 segundo, alguns sustos para um lado e para o outro, mas tudo terminou quando Simon Onerud marcou o gol da vitória e do título para o HV71. Festa da torcida em Jönköping e dos jogadores do HV71, decepção dos jogadores do Brynäs, eles chegaram muito perto, mas não conseguiram.

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Simon Onerud celebra o gol do título (Foto: Stefan Persson/Bildbyrån)

A temporada da SHL terminou de modo incrível, foi até a prorrogação do jogo 7 das finais. O HV71 conseguiu em silêncio fazer um final de temporada regular muito bom e entrar na pós-temporada pronto para vencer qualquer um, talvez em teoria o caminho do time não tenha sido tão difícil quanto poderia ter sido, mas não importa, enfrentou quem veio pela frente e venceu todas as séries que disputou, teve cabeça para vencer um jogo 6 na casa do adversário para garantir jogo 7. O HV71 consegue seu quinto título na SHL e fecha com chave de ouro a temporada na Suécia.

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Troféu sendo erguido pelos jogadores do HV71, fechando a temporada (Foto: Bildbyrån)

Encerramento de Temporada

A temporada na Europa está terminada! Ao menos com os clubes, em breve tem o Campeonato Mundial da IIHF (o único com seleções de verdade, diferente daquele torneio de pré-temporada que a NHL fez ano passado com seleções genéricas desprestigiando países com tradição enorme no hóquei no gelo), que basicamente se liga com a temporada europeia. Passamos por países diversos e vivemos momentos felizes, emocionantes, tristes, diferentes, alguns bizarros até, tudo o que faz parte do esporte e acima de tudo, da vida, impossível dissociar o esporte da vida por motivos que eu já abordei em outros textos aqui.

Eu sei que o esporte não é dos mais populares e as ligas europeias não tem tantos adeptos nesse país, mas não importa realmente. Ora, se eu quisesse sucesso e popularidade inventaria minha própria versão do TMZ ou estaria fazendo análise de teaser trailer de filme de herói, não estou aqui por isso e sim pela paixão por esse esporte, claro que o resto não faz mal também. Aqueles que leram uma ou todas as edições dessa coluna na temporada fica meu agradecimento pela audiência. Agradeço também ao Mateus Luiz pelo espaço dado, sem esse espaço não sei o que eu teria feito realmente, aos colegas de Puck Brasil, as pessoas que deram dicas de pauta durante a temporada e a todos que comentaram algo, elogiaram, fizeram críticas. Agradeço também aos fotógrafos e empresas que deixam usar seu material de graça apenas creditando o trabalho original, esses são muito importantes na hora de ilustrar as cosias por aqui e, finalmente, fica também meu agradecimento especial as minhas fontes de inspirações diárias: Brian Leetch, Mark Messier, Luke Skywalker, Aragorn, Frodo e Bender Bending Rodríguez.

Fica aqui o registro para os times que ganharam suas ligas nacionais e não foram abordados aqui anteriormente: CHH Txuri Urdin (Liga Nacional – Espanha), HDD Jesenice (Državno prvenstvo Slovenije – Eslovênia), HK Beograd (Prvenstvo Srbije – Sérvia), ASC Corona 2010 Brasov (Liga Nationala de Hochei – Romênia), Comarch Cracovia (Polska Hokej Liga – Polônia), Stavanger Oilers (GET Ligaen – Noruega), DVTK Jegesmedvék (MOL Liga – Hungria), Energija Elektrénai (Nacionaline Ledo Ritulio Lyga – Lituânia), HK Kurbads (Latvijas Virsliga – Letônia), SV Renon (Serie A – Itália), Skautafélag Akureyrar (Icelandic League – Islândia), Narva PSK (Meistriliiga – Estônia), Esbjerg Energy (Metal Ligaen – Dinamarca), KHL Medvescak Zagreb 2 (Croatian League – Croácia), Neman Grodno (Belarus Extraliga – Belarus) e UNIS Flyers (BeNe-League Ijshockey – Belgica e Países Baixos/Holanda).

Essa coluna entra de férias, hora de celebrar o fim de uma temporada de sucesso nos gelos Do Velho Mundo. Continuo por aí, em outros textos, artigos, opiniões, cornetas, trazendo novas, ou nem tanto assim, ideias e sempre criticando a postura dos donos de time da NHL e seu garoto de recados, Gary Betman, claro. E as vezes falando bem também, mas só de vez em quando…

Do Velho Mundo se despede por enquanto, mas quando os times voltarem ao gelo pelos países do Velho Mundo, ela volta também. Voltamos em 2017-18 para outro tour sem passaporte, sem sair do lugar e quem sabe com grandes momentos para serem relatados e lembrados.

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Hora de seguir o exemplo de Danny aus den Birken, goleiro do Red Bull München (Foto: Matthias Balk/ dpa)

 

Impressões sobre a primeira fase de playoffs da NHL

Impressões sobre a primeira fase de playoffs da NHL

Depois de dois textos mais ou menos nesse formato e milhares (0 no total) pedidos de retorno, aqui estamos novamente. A primeira fase dos playoffs pela Stanley Cup está nos livros de História, mas vamos fazer uma análise do que se passou em cada série e porque certos times avançaram e outros não. Em algumas séries é um trabalho óbvio, em outras é mais minucioso, isso simplesmente porque muitas vezes as coisas ficam escancaradas para todos verem, mas às vezes não.

Mas antes de tudo, o que aconteceu? O caos, como sempre, não poderia ser diferente quando o primeiro gol dos playoffs sai num backhand topshelf de Tanner Glass sobre Carey Price, depois disso coisas estranhas aconteceram, outras até esperadas também aconteceram. Hora de tratar série a série:

Canadiens 2-4 Rangers Foi aqui que o caos começou, pode-se dizer que o New York Rangers segurou o pé na temporada regular para ir parar no lado da divisão do Atlântico na chave dos playoffs e deu certo.

No que foi anunciado como um duelo de goleiros, o que é óbvio quando se tem Henrik Lundqvist de um lado e Carey Price do outro, na verdade foi mais sobre os ataques. Nenhum dos dois times tem um conjunto de defensores incrível, mas no geral os defensores se comportaram bem e isso foi o bastante, os goleiros dispensam comentários. A grande questão é que o New York Rangers tem melhores jogadores no seu ataque e isso pesou muito, tirando o terceiro período e prorrogação do jogo 2 e o jogo 3, em ambos os casos o Rangers esqueceu de jogar e foi justamente onde perdeu 2 jogos. Nos 4 jogos restantes, o ataque do time de Nova Iorque falou mais alto, Alain  Vigneault achou combinações de linhas para atormentar os defensores de Montreal e Carey Price. Os goleiros fizeram o que puderam e no final das contas foi o poder para superar esses monstros que contou para o destino final da série, poder que o Canadiens não demonstrou, enquanto do outro lado os atacantes liderados por Mats Zuccarello, Mika Zibanejad e Rick Nash construíram o caminho.

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Rick Nash e Jimmy Vesey celebram (Foto: Frank Franklin II/AP)

Senators 4-2 Bruins Uma série decidida pelo equilíbrio dos times, o Boston Bruins tinha o melhor goleiro e o melhor jogador de linha, mas o Senators tinha mais equilíbrio em seu elenco. Para um time em reconstrução, o Boston Bruins foi realmente bem, mas o Ottawa Senators estava passos a frente e no final das contas isso pesou muito no destino da série.

A série foi disputada em 6 jogos com direito a prorrogação em 4 deles e todos os jogos foram definidos por 1 gol. Jogadores como Bobby Ryan, Derick Brassard e mesmo Clarke Macarthur, que marcou 2 gols vitoriosos no tempo extra, incluindo o gol que venceu a série, além deles também tivemos um impacto grande do quarterbarck Erik Karlsson, especialmente com lançamentos para os atacantes em velocidade. Se o Ottawa Senators teve isso, o Bruins teve muita vontade e intensidade, Brad Marchand, David Pastrnak, David Backes, os atacantes fizeram o que poderiam fazer, Tuukka Rask roubou gols, mas simplesmente o adversário era mais forte e conseguiu impor a força em momentos decisivos, o tipo de coisa que acontece muito nos esportes.

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Jogadores do Ottawa Senators comemoram o gol vencedor da série marcado por Clarke Macarthur (Foto:Michael Dwyer/Associated Press)

Capitals 4-2 Maple Leafs O Capitals era amplo favorito na série e venceu. Poderia parar por aí, mas as coisas foram muito além disso, muito além de 6 jogos dos quais 5 foram decididos na prorrogação, uma das 3 séries recordistas de prorrogação na história da NHL (as outras duas foram Phoenix/Arizona Coyotes vs Chicago Blackhawks em 2012 e Montreal Canadiens vs Toronto Maple Leafs na Stanley Cup em 1951), e todos os jogos sendo definidos por 1 gol apenas. Essa série mostrou que o Toronto tem Futuro e que o Capitals não é uma máquina invencível.

Um fator importante para o destino da série foi Auston Matthews, o jovem principiante na liga demonstrou uma boa capacidade de liderar sua equipe, de motivar os demais jogadores e a garotada seguiu o líder, pressionou o Washington Capitals o quanto pode. Do outro lado tivemos um time completo sendo pressionado em muitos momentos por uma equipe mais inexperiente, talvez a pressão que o time sofre pesou em alguns desses momentos, mas o Capitals conseguiu achar o caminho em alguns momentos, especialmente no último jogo da série. Enquanto o Toronto entrou despreocupado na série, o Washington tem um fardo muito grande para aguentar e é algo que vem atrapalhando sempre, ano após ano, essa série nos mostrou que se o Capitals pretende se livrar do fardo de não ter Stanley Cup, vai precisar deixa-lo de lado e não deixar que esse fardo o assombre.

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Marcus Johansson foi o herói no jogo 6 (Foto: Toni L. Sandys/The Washington Post)

Penguins 4-1 Blue Jackets Uma série surpreendente e não por motivos bons, o Columbus Blue Jackets decepcionou totalmente, mas ainda sim, não foi a grande decepção da pós-temporada. Em alguns momentos o Pittsburgh Penguins pareceu relaxado na série e com totais méritos, mas é mais fácil relaxar quando o adversário não pressiona você.

Há de se fazer uma ressalva de que nessa série aconteceu a primeira vitória do Blue Jackets em período regular (60 minutos) num jogo de playoffs, mas de resto tivemos domínio amplo do time de Pittsburgh. Vale ressaltar também que Marc-Andre Fleury fez uma ótima série, o goleiro teve que entrar de última hora no lugar de Murray e fez muitas defesas chave quando foi chamado ao trabalho. Além disso, o ataque do Penguins fez e teve liberdade para fazer tudo o que sabe, o tipo de coisa que termina desastrosamente quando se enfrenta Crosby, Malkin, Kessel, Kunitz, Rust…

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Penguins e Blue Jackets apertaram as mãos mais cedo que o esperado (Via: http://www.foxsports.com/nhl/gallery/columbus-blue-jackets-eliminated-by-pittsburgh-penguins-5-reasons-playoffs-042117)

Blackhawks 0-4 Predators SWEEP! SWEEP! SWEEP! SWEEP!, esse era o grito nos minutos finais do jogo número 4, em Nashville. A NHL é conhecida por ter muitas surpresas nos seus playoffs, mas ninguém no mundo imaginava que o Chicago Blackhawks 2016-17 seria varrido, de fato, o time era apontado como um dos grandes favoritos a vencer a Stanley Cup.

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Jonathan Toews e todo o Chicago Blackhawks estão tendo muita dor de cabeça após essa série desastrosa para o time (Foto: Associated Press)

A série começou de um modo estranho, os dois jogos em Chicago tiveram shutout de Pekka Rinne, o Nashville Predators mostrou ao mundo em apenas 2 jogos que o poderoso e temido ataque do time de Chicago não poderia apenas ser parado, mas completamente anulado. Rinne foi um fator importantíssimo nessa série e seu desfecho chocante, mas não foi o único fator, os jogadores de linha tiveram uma postura ótima durante os 4 jogos, não deram espaço para o Blackhawks usar suas poderosas armas, defendeu muito bem quando não teve o puck, pressionando, fazendo o adversário errar, isso deu espaço para o ataque aparecer e brilhar. Pela primeira vez na história dos playoffs de qualquer uma das 4 grandes ligas um time com a pior classificação da conferência varreu o time de melhor colocação, o Nashville Predators já fez história nessa série, mas certamente quer mais.

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Marcus Johansen celebra gol no jogo 4 (Foto: Associated Press)

Wild 1-4 Blues Essa era uma série com muita pegadinha, o time do Minnesota Wild era muito bom, mas desde o começo eu vi o St Louis Blues como favorito. Questão de momento e do tal matchup, se teve um time na temporada regular que foi não simplesmente uma pedra, mas um monte Everest, no sapato do Wild, esse time foi o Blues. Temporada regular é uma coisa e playoffs outra, mas nesse caso não foi.

A verdade é que o Blues fez o que fez em todos os confrontos na temporada regular: contragolpes rápidos e mortais quando era pressionado, mas além disso, achou um modo de trabalhar bem o puck e não precisar contar com Jake Allen o tempo todo. Allen foi um diferencial na série, saiu do primeiro jogo com 51 defesas, o Blues brincou de mais com o perigo naquele dia, mas deu certo. Então foram mais duas vitórias até que o Wild vencesse o jogo 4, tudo foi definido na prorrogação de um emocionante jogo 5. Bruce Boudreau foi novamente superado taticamente na primeira rodada dos playoffs após uma grande temporada regular, novamente o St Louis Blues foi a montanha que o Minnesota Wild não conseguiu escalar na temporada 2016-17.

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Jogadores do St Louis Blues celebram a classificação (Foto:Stacy Bengs/The Associated Press)

Ducks 4-0 Flames Eu sinceramente achava que o Flames iria vencer ao menos um jogo, mas o Anaheim Ducks era franco favorito e confirmou isso no gelo. O Calgary Flames até apertou o jogo em 3 jogos, mas no final o melhor venceu.

Ducks teve mais tranquilidade e vontade nos momentos decisivos, isso pesa muito no momento de vencer o jogo e uma série. Corey Perry passou a maior parte da temporada sumido e voltou a jogar muito bem, mas o grande nome foi Ryan Kesler, esse fez a mágica acontecer. O time de Calgary conseguiu mostrar vontade também, mas esbarrou em alguns problemas como um goleiro não muito confiável, a falta de mais poder defensivo e a falta de cabeça para vencer um jogo. Onde um falhou, o outro teve sucesso e assim as coisas funcionam.

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Não foi tão tranquilo quanto pareceu, mas o Anaheim Ducks varreu e avançou (Foto: Sean M. Haffey/Via: Getty Images)

Sharks 2-4 Oilers Essa era uma série difícil, a balança estava equilibrada, mas o time de Edmonton conseguiu usar melhor suas armas e isso acabou decidindo a série. Não só o poderoso ataque, como o grande goleiro do Oilers fez a balança pesar para seu lado.

Aqui era uma das séries onde era tudo possível, experiência contra inexperiência, time sólido em todo o gelo contra um time que tem falhas defensivas, mas em 6 jogos o Edmonton Oilers conseguiu vencer 4 jogos, contando com a liderança do incível Connor McDavid, mas com outros jogadores como Leon Draisaitl e até mesmo Zack Kassian achou espaço para brilhar. Lá atrás, Cam Talbot teve dificuldades, mas segurou os pucks quando a pressão do Sharks aumentou. Mesmo com um jogo 4 péssimo, o time de Edmonton não se abalou, o jovem time conseguiu dar grandespassos para um futuro teoricamente brilhante.

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Leon Draisaitl abre a contagem no último jogo da série (Foto: Tony Avelar/Associated Press)

Outros assuntos relacionados:

Um ponto em que eu devo tocar e que sempre se tem reclamações aos muitos especialmente nos playoffs: arbitragem. É sempre polêmica, sempre o seu time foi assaltado e o adversário é sempre beneficiado (em poucos casos é realmente verdade), sempre tem um complô e sempre tem ânimos elevados. Posso dizer que a arbitragem fez muita besteira, especialmente deixando de marcar penalidades claras e algumas até graves, as vezes exagerando em lances que não eram penalidades. Mas nada que tenha realmente comprometido algum jogo ou série. Então não, seu time não foi assaltado, o adversário não foi beneficiado, não há complô, ninguém comprou a Stanley Cup, foram apenas seres humanos tomando decisões e fazendo julgamentos errados.

Relacionado a arbitragem temos as revisões. Outro ponto chato e polêmico, mas muitas decisões corretas foram tomadas, outras questionáveis, mas nada fora do esperado ou normal. Em específico tivemos dois lances envolvendo o Boston Bruins e possíveis impedimentos fizeram mais barulho, em um o gol foi validado devido a falta de certeza, no outro o gol foi anulado também em uma marcação controversa. Mas em muitos casos as reclamações vêm de falta de atenção a tudo que está acontecendo no lance, especialmente quando se trata de interferência nos goleiros, é um esporte complexo e muito dinâmico, mas antes de afirmar qualquer coisa é melhor prestar muita atenção. Detalhes fazem toda a diferença nas revisões, uma perna deixada pelo atacante ao lado do goleiro e que o impeça de se movimentar, onde está a lâmina do patins quando o jogador entra na zona ofensiva, entre tantas coisas, por isso não é um trabalho fácil ser árbitro e nem revisar jogadas.

offside
Impedido ou não? Impossível ter certeza (Via: http://www.sbnation.com/nhl/2016/4/9/11397808/bruins-goal-senators-pastrnak-flyers-red-wings-challenge-cameras-offsides)

Falando em coisas boas agora, 18 jogos foram para a prorrogação nessa primeira fase, é o recorde da NHL em qualquer fase de playoffs. Não tivemos jogos 7, tivemos 2 varridas, umas decepções, mas no geral foi um round equilibrado, com embates para serem lembrados no futuro.

Futuro e presente se chocaram, para alguns times foi o início de uma jornada de sucesso, outros estão vivendo o declínio assim a NHL foi desenhada para ser quando o teto salarial foi arquitetado e definido. Não há time invencível, a liga é nivelada pelo alto, quando o puck toca o gelo, não importa se seu time tem 3 dos 100 melhores jogadores do centenário da NHL, se ele venceu o Presidents Trophy, se está cheio de garotos, se o goleiro não é brilhante, o que importa é o que acontece no gelo durante os 60 minutos ou mais, a pós-temporada nos proporciona momentos incríveis imaginados por pouquíssimos ou ninguém. São esses tipos de coisa que fazem um Toronto Maple Leafs fazer uma série incrível, ou o Chicago Blackhawks ser varrido chocando o mundo, ou o duelo entre o time do futuro contra o time quase do passado ser vencido pelo futuro, tudo pode acontecer. E é isso que apaixona muita gente, que transforma os playoffs da NHL nesse local onde tudo parece possível, inclusive aquilo que ninguém imagina que irá acontecer.

Do Velho Mundo – Guerra na Sexta Feira Santa, SC Bern Schweizer Meister, Red Bull München Deutscher Meister e mais

Do Velho Mundo – Guerra na Sexta Feira Santa, SC Bern Schweizer Meister, Red Bull München Deutscher Meister e mais

Bom dia, boa tarde, boa noite! É segunda-feira mais uma vez e mais uma edição de Do Velho Mundo chega até vocês. São os últimos capítulos da temporada europeia de hóquei no gelo, campeões vão sendo coroados, finais são definidas, para os times é aquele momento em que o último esforço é feito, os jogadores precisam doar-se mais do que 100% para chegarem ao objetivo do título. Começamos a jornada pela Finlândia, onde a primavera vai trazendo os momentos finais de seu principal campeonato:

Liiga

As semifinais da Liiga chegaram a uma conclusão nessa semana que se passou, assim os dois classificados as finais foram definidos:

Tappara vs HIFK: O Tappara tinha a chance de encerrar a série no quinto jogo, o HIFK queria sobreviver para jogar outro jogo, o Tappara começou vencendo, o HIFK empatou, e no segundo período virou, porém os donos da casa se impuseram no terceiro período, marcaram 3 gols, o HIFK ainda marcou mais um gol, mas não foi o suficiente, o Tappara venceu a partida por 4-3  e ganhou a série, se classificando novamente as finais.

KalPavs JYP: Em seus domínios, o KalPa dominou o jogo, marcou os dois únicos gols, venceu por 2-0 e fez 3-2 na série sobre o JYP. Assim, a sexta partida teve lugar em Jyväskylä, a equipe da casa saiu na frente, o KalPa virou o placar, mas ainda no segundo período o JYP fez 3-2 e com mais um gol no período final, venceu o jogo por 4-2 garantindo o jogo 7 na série. A última partida começou equilibrada, cada time marcou um gol nos primeiros minutos, com tudo o KalPa aumentou o nível e o JYP não conseguiu acompanhar, foram 4 gols do KalPa contra nenhum do JYP após o placar estar empatado em 1-1, com isso o KalPa venceu o jogo por 5-1 e se qualificou para as finais.

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Tappara e KalPa disputarão o título da Liiga (Foto: Tappara.fi)

SHL              

Com o HV71 já classificado para as finais, Frölunda e Brynäs disputavam a vaga restante. O Frölunda vencia a série por 3-2 e assim o segundo classificado as finais foi conhecido:

Frölunda vs Brynäs: Em seus domínios o Brynäs teve facilidade para bater o Frölunda no sexto jogo da série, fez 6 gols, deu um show  a ponto de seu goleiro precisar fazer poucas defesas, assim garantindo uma sétima partida. Jogo 7, vencer ou ser eliminado, o Frölunda aproveitou sua força e estar em seus domínios para pressionar, com tudo o Brynäs saiu na frente, o Frölunda continuou a pressionar, mas o Brynäs ampliou, já no segundo tempo finalmente o time da casa marcou o gol, com tudo o Brynäs selou sua vitória no início do período final. A vitória por 3-1 no jogo 7 qualificou o Brynäs para as finais.

As finais tiveram o primeiro jogo no domingo de páscoa, HV71 e Brynäs foram ao gelo em Jönköping e o time da casa presenteou o visitante com chocolates, seguindo a tradição do dia. O HV71 dominou o jogo, marcou 5 gols, o Brynäs conseguiu aproveitar duas chances. O HV71 venceu por 5-2 aproveitando sua força, favoritismo e mando de gelo.

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O HV71 saiu na frente nas finais da SHL (Foto: Stefan Persson/Bildbyrån)

ELH

As finais da principal liga na Tchéquia começaram na sexta-feira santa, mas o que se viu foi guerra no gelo. Bílí Tygri e Kometa foram ao gelo em Liberec prontos para uma batalha, o time da casa começou vencendo, abriu 2-0, com tudo, menos de um minuto depois o Kometa empatou a partida e nos segundos finais do período inicial virou o jogo. O Bílí Tygri voltou a empatar o jogo no segundo período, mas o Kometa marcou outro gol, os times batalharam para marcarem mais gols, mas os goleiros fecharam a porta. O Kometa venceu por 4-3 e saiu com a primeira vitória na série.

O segundo jogo foi novamente disputado, um time marcava, o outro empatava e isso se repetiu até o terceiro período terminar com o empate de 3-3. A partida foi para a prorrogação, mas dessa vez os gols não saíram e por ser disputado no dia seguinte ao anterior, o desempate teve que acontecer no shootout como manda a regra da liga. Na disputa de penalidades, o Kometa levou a melhor e venceu o jogo por 4-3 fazendo 2-0 na série.

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O Kometa largou na frente e venceu os dois primeiros jogos das finais (Foto: Zbranek Petr Via: http://www.denik.cz/hokej/kometa-vyuzila-spatneho-dnu-libereckeho-golmana-a-ziskala-prvni-finalovy-bod-20170414.html)

DEL

O segundo jogo das finais começou com o Wolfsburg abrindo o placar e marcando o segundo gol. Repentinamente o Red Bull acordou e marcou 3 gols, contando tanto com sua habilidade, quanto com a sorte, virando o jogo no segundo período. O terceiro período pode ser resumido com o Grizzlys pressionando a equipe de Munique, mas Danny aus den Birken fechou o gol com ajuda de toda a defesa do Red Bull Münchuen, com isso os visitantes venceram o segundo jogo também, fazendo 2-0 na série.

De volta a Munique para o terceiro jogo, o Red Bull abriu o placar nos primeiros minutos de jogo e persistiu no ataque tentando ampliar a vantagem, mas quem não faz leva, e o castigo veio no início do segundo período. O gol de empate do Grizzlys saiu no segundo minuto, então a virada aconteceu já pouco depois da metade. Mesmo com o München, Felix Brüchmann terminou o jogo com 43 defesas, o que foi muito importante para garantir a vitória do time de Wolfsburg, a primeira na série.

Mesmo o quarto jogo sendo em Wolfsburg, foi o Red Bull quem dominou o jogo e fez o domínio virar um atropelo. Foram 7 gols marcados pelo time de Munique contra 2 do Grizzlys, o goleiro de Wolfsburg fez ainda sim 45 defesas, mas o volume de jogo dos vencedores foi surreal. Com o placar de 7-2, o Red Bull München colocou a mão na taça, precisava apenas de uma vitória.

Em seus domínios, o Red Bull fez uma partida incontestável para garantir o bicampeonato. A vitória por 4-0 confirmou a supremacia do time de Munique, os jogadores do Wolfsburg mais uma vez tiveram que amargar o vice-campeonato.

A temporada se encerra como esperado, o Red Bull München chega a mais um título conseguindo seu segundo título na história. Desenha-se o nascimento de uma soberania, mas pode ser que ela não aconteça, no momento pouco importa, na realidade. Ao menos na temporada 2016-17 a soberania foi total e completa e os jogadores puderam gritar Deutscher Meister!

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EHC Red Bull München campeão da DEL 2016-17 (Foto: Matthias Balk/dpa)

NLA                                                                             

Na disputa final por uma vaga na NLA na próxima temporada, o terceiro jogo foi em Ambri-Piotta, o Langhental marcou o primeiro gol. O time da casa empatou no segundo período e após isso não houve gol no terceiro período. Na prorrogação, Michael Fora marcou o gol da vitória para o Ambri-Piotta, fazendo 3-0 na série. O quarto jogo foi o último e definitivo, o Ambri-Piotta fez 2 gols, Sandro Zurkirchen fechou o gol e isso garantiu a permanência do Abri-Piotta na NLA e um final triste para o Langhental. Só um deles poderia jogar a NLA na próxima temporada e o time mais forte se impôs nos 4 jogos e pôs um fim em seu próprio drama.

Nas finais, a terceira partida foi em Berna, o time da casa saiu na frente aproveitando o power play. Já no terceiro período, o Zug empatou a partida e quando os 60 minutos chegaram ao fim, o placar era 1-1. A prorrogação durou 4 minutos, Reto Suri marcou o gol vencedor do jogo, o EV Zug venceu por 2-1 e conseguiu sua primeira vitória na série final.

Então o quarto jogo foi em Zug, e o time da casa fez dois gols no primeiro período. Nos dois períodos seguintes o Bern correu atrás do empate e conseguiu, com um gol no segundo e no terceiro período, assim garantindo uma prorrogação na partida. O tempo extra durou menos do que 3 minutos, Fabian Schnyder marcou o gol vencedor, o Zug conseguiu a vitória e igualou a série.

Na quinta partida o time de Bern começou fazendo 3-0, o Zug marcou um gol, o Bern então terminou o atropelo nos dois períodos decisivos. O placar final de 6-1 fez com que o Bern ficasse apenas a uma vitória do bicampeonato e o 15º título da NLA.

Então no sexto jogo o Bern voltou a dominar, o Zug não foi capaz de parar o adversário. O SC Bern venceu por 5-1 em Zug e chegou ao título da NLA. Uma campanha incontestável que foi coroada no final com o 16º título da NLA para o Bern, o favoritismo foi confirmado. Um bicampeonato muito merecido, parabéns ao SC Bern pela temporada incrível. Schweizer Meister!

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A festa do SC Bern (Foto: Benjamin Soland/Blicksport)
Puck na cara #4 –  Stanley Cup Playoffs 2017 #1

Puck na cara #4 – Stanley Cup Playoffs 2017 #1

Olá leitores do Puck Brasil e fãs de hóquei! Lucas Mendes aqui, voltando de um longo e tenebroso inverno para falar da melhor parte do ano na NHL. Vai ser uma série de textos, um para cada rodada, com os meus palpites de cada confronto. Começando com a primeira rodada, que começa amanhã (12/04). Vamos aos palpites!

CONFERÊNCIA LESTE

(M1) Washington Capitals vs Toronto Maple Leafs (WC2)

O Capitals vem de novo como o melhor time, o mais forte e o principal favorito para levantar a taça. Se reforçou muito na deadline e tem o melhor elenco da liga. E todos sabemos o que vai acontecer. Sim, vão fazer o de sempre e pipocar, mas não na primeira rodada. Não para o Leafs, que é um time muito jovem e muito inexperiente. Vem comandado pelo brilhante calouro Auston Matthews que, pasmem, marcou mais que o Ovechkin nessa temporada e deve vencer o Calder Trophy. Mesmo que o Leafs tenha conseguido uma vaga nos playoffs, não vai ser agora que vão ir longe. Mas podem apostar nesse time para as próximas temporadas.

Palpite:  Capitals em 5

Porquê: Acho que o Leafs consiga vencer uma partida em Toronto, com o apoio da sua torcida mais que apaixonada. Mas o Capitals é um time muito superior, e liquidará a fatura logo.

 

(M2) Pittsburgh Penguins vs Columbus Blue Jackets (M3)

Junto com Habs vs Rangers, temos o confronto da Leste que será o mais legal de assistir. Os atuais campeões, Penguins, liderados por Sid the kid, contra o talentoso time do Blue Jackets sob a batuta do mestre Tortorella. Vai ser um confronto bem equilibrado e disputado, e decidido nos detalhes. Bobrovsky, provavelmente o vencedor do Vezina esse ano, junto com Cam Atkinson, Nick Foligno e cia vão fazer jogo duro contra Crosby, Malkin, Kessel.

Palpite: Blue Jackets em 7

Porquê: Como disse, esse confronto vai ser decidido nos detalhes, mas por mais que o Penguins tenha um time com muita experiência em playoffs, o Blue Jackets tem o elemento de ser a grande surpresa da temporada, além do Penguins estar sem o seu principal defensor, Letang, que está fora dos playoffs devido a uma cirurgia no pescoço.

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Penguins vs Jackets promete demais. (Créditos: NHL)

 

(A2) Ottawa Senators vs Boston Bruins (A3)

Outro bom confronto. Senators conseguiu se superar várias vezes na temporada, enquanto o Bruins, desde que trocou de treinador, cresceu muito e vem jogando bem. Provavelmente terá Marchand de volta no jogo 2, e ele pode desequilibrar muito o confronto e levar o Bruins para a próxima fase.

Palpite: Bruins em 6

Porquê: Brad Marchand tem sido um dos melhores jogadores ultimamente, e chegou a competir com Crosby e McDavid pelo Hart. Está suspenso no jogo 1, mas fará a diferença nos confrontos restantes.

(A1) Montreal Canadiens vs  New York Rangers (WC1)

O confronto mais equilibrado da primeira fase. Habs e Rangers tiveram praticamente a mesma pontuação na temporada regular e ambos elencos tem muita qualidade. Price e Lundqvist dispensam apresentações. Tanto Byron quanto Grabner podem fazer a diferença. Montreal tem seu jovem e talentosos atacante Galchenyuk, o experiente defensor Shea Weber e ainda conta com Pacioretty. Rangers tem um bom poder ofensivo, é um time rápido, mas tem uma defesa que deixa a desejar, principalmente por conta de Dan Girardi.

Palpite: Canadiens em 7

Porquê: A defesa do Rangers será o fator principal do confronto, mas não por conta dos goleiros, e sim por causa dele, Girardi. Ele é o ponto fraco do Rangers e pode acabar cedendo na hora errada e eliminando o seu time.

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Anotem, Habs vs Rangers vai ser o confronto mais equilibrado da primeira rodada. (Imagem: Getty Images)

 

CONFERÊNCIA OESTE

(C1) Chicago Blackhawks vs  Nashville Predators (WC2)

Tirando os torcedores do Predators, sabemos que esse confronto é bem unanimidade. Por mais que o Preds tenha bons jogadores, como Subban, Forsberg e Rinne, o Blackhawks é uma máquina quando se trata de playoffs. Não sendo contender a toa.

Palpite: Blackhawks em 5

Porquê: O Blackhawks se reforçou após ser eliminado cedo na última temporada, e como sempre, cotado para chegar a, no mínimo, final de conferência. Palpite até fácil, com todo respeito ao Predators e seus torcedores

 

(C2) Minnesota Wild vs St. Louis Blues (C3)

Essa série vai ser bem apertada. São dois bons times. O confronto entre Allen e Dubnyk promete. Granlund vem de boa temporada e, com Parise, promete causar o inferno para a defesa do Blues, que vem sem Shattenkirk, que foi pro Capitals, e com Tarasenko sendo sua principal ameaça.

Palpite: Wild em 7

Porquê: Nesse momento, vejo os dois times praticamente no mesmo nivel, Wild deve levar esse confronto por causa do mando de campo a favor.

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Wild x Blues tem tudo para ser o confronto mais equilibrado, do outro lado da chave. O confronto promete ser grandioso. (Imagem: Sportsnet)

 

 

(P2) Edmonton Oilers vs San Jose Sharks (P3)

Vai ser uma série muito interessante de assistir. De um lado temos o Oilers e McDavid, do outro temos o Sharks, que mesmo com um ótimo time, caiu muito de rendimento desde a deadline. Mas playoffs é um torneio a parte, e essa série promete ser bem imprevisível.

Palpite: Oilers em 7

Porquê: Primeiro porque quero ver Battle of Alberta nos playoffs. Segundo porque eu vejo o Oilers vindo mais forte que o Sharks, que vai endurecer o jogo e forçar o jogo 7.

 

(P1) Anaheim Ducks vs  Calgary Flames (WC1)

Chegou a parte em que vocês vão me xingar, chamar de clubista e tudo mais. De um lado temos o Ducks que se manteve na ponta ou próxima dela durante a temporada toda. De outro temos o Flames que, mesmo com o começo horrível de temporada, teve uma crescente muito grande desde o All Star Game e chegou a figurar entre os 3 melhores da Pacífica. Isso no considerado último ano de seu rebuild. Não se espantem, mas o Flames tem um bom time e subestimá-lo pode ser fatal, mesmo em uma série melhor de 7.

Palpite: Flames em 6

Porquê: SIM, A MALDIÇÃO DO HONDA CENTER VAI ACABAR! E espera-se que seja nessa série. Após os últimos jogos entre os times nas últimas semanas, o clima entre os times esquentou, e isso pode ajudar muito o Flames (trocadilho não proposital), principalmente  com os primeiros jogos lá em Anaheim.

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Esse confronto vai pegar fogo! Flames e Ducks vem com sangue nos olhos para uma batalha recheada de emoção e cenas lamentáveis. (Foto: Lyle Aspinall/ Postmedia Network)

 

Essas são minhas considerações sobre a primeira rodada dos playoffs. Sintam-se a vontade para opinar, cornetar e tudo mais. Grande abraço!